A Mercedes voltou a impor a sua superioridade e seus dois pilotos fizeram a dobradinha No GP do México, com Lewis Hamilton em 1º e Nico Rosberg em 2º, no circuito Hermanos Rodrigues. O piloto inglês completou o percurso de 71 voltas em 1h40m31s402, na sua 8ª vitória na temporada e a 51ª da carreira, igualando-se a Alain Prost, mas ficando a 40 triunfos de Michael Schumacher. Nico Rosberg chegou em segundo lugar, a 8s354 do companheiro, e, com 19 pontos de vantagem, mantém as chances de conquistar o título do campeonato. Para isso, basta repetir o segundo lugar nas duas corridas restantes, no Brasil e em Abu Dhabi, ou mesmo sendo 3º em uma delas. Hamilton também ainda por conquistar o tetracampeonato, se vencer as duas corridas e o alemão não pontuar numa delas.
O grande momento da corrida na Cidade do México aconteceu na última volta, quando Max Verstappen e Sebastian Vettel disputaram o terceiro lugar no grid. Na volta 67, Vettel, quarto colocado, se aproximou do rival e passou a pressioná-lo fortemente, ao mesmo tempo em que procurava escapar à perseguição do outro piloto da Red Bull, Daniel Ricciardo. Na última volta, a pressão foi irresistível e Verstappen saiu pela grama, para cortar caminho e garantir a posição. Vettel reclamou, mas o holandês não entregou o posto, como deveria e permitiu que Ricciardo se aproximasse mais e até disputasse o 4º lugar roda a roda com o piloto da Ferrari.
Depois de encerrada da corrida, Verstappen levou o carro para frente do pódio e subiu para fazer companhia a Hamilton e Rosberg, na sala de espera. Lá, viu pela TV que tinha sido punido com acréscimo de 5 segundos no seu tempo e, visivelmente constrangido, foi convidado a sair. Enquanto isso, Sebastian Vettel, que tinha ido diretamente para a garagem da Ferrari, chegava correndo, cercado de dirigentes e funcionários da equipe para receber o seu prêmio.
A corrida foi decidia pelas diferentes estratégias adotadas pelas equipes. A Mercedes fazendo uma só parada, para trocar os pneus macios pelos médios e a Ferrari, com duas paradas, com os mesmos compostos. Daniel Ricciardo desistiu dos pneus supermacios ainda no início, durante segurança virtual, depois de falhar na tentativa de ganhar posições na largada com compostos mais rápidos.
Na largada, Hamilton passou pela grama, para garantir a posição, sem prejudicar ninguém, enquanto Rosberg teve de resistir a ataque de Verstappen, para continuar em segundo. Na parte de trás, Massa passou de 9º a 6º, ao mesmo tempo em que um choque entre Pascal e Ericsson, causado por Esteban Gutierrez, provocava a segurança virtual, que permitiu a Ricciardo fazer a troca de pneus.
Na 5ª volta, os 10 primeiros eram Hamilton, Rosberg, Verstappen, Hulkenberg, Raikkonen, Massa, Vettel, Perez e Sainz. Essa ordem se alterou na volta 13, quando Verstappen parou para colocar pneus médios e Massa se esforçava para evitar a ultrapassagem de Vettel. Embora no vácuo, sem espaço para passar, o alemão achou que Massa estava fazendo de propósito, o chamou de estúpido, pelo rádio. Na volta 15, Massa parou para colocar pneus médios, Vettel assumiu a posição e os primeiros colocados passaram a ser Hamilton, Rosberg, Raikkonen, Vettel, Botas, Perez, Ricciardo, Verstappen, Alonso e Hulkenberg.
Hamilton, Rosberg e Raikkonen pararam nas voltas 20 e 21, o que levou Vettel à liderança da corrida, seguido por Hamilton, Rosberg, Ricciardo, Verstappen, Raikkonen, Hulkenberg, Massa, Bottas e Perez. Na volta 32, Vettel fez a parada e Hamilton reassumiu a liderança.
Na volta 36, Perez iniciou uma forte pressão e Verstappen também intensificou o ataque a Rosberg. A disputa entre o brasileiro e o mexicano persistiu até o final, mas o primeiro, usando toda a sua experiência, conseguiu segurar a 9ª posição. Rosberg, também esperto, colocou Magnussen entre ele e Verstappen e teve uma folga até que este conseguisse também passar pelo piloto da Renault.
Na volta 50, Verstappen chegou a ultrapassar o rival, mas perdeu a tangência da curva, saiu pela grama e Rosberg recuperou o segundo lugar. Nessa mesma volta, Felipe Nasr que seguia a estratégia ditada pela equipe, fez sua primeira troca de pneus, passando a usar os ultramacios, e comprometeu sua corrida, caindo do 11º lugar, com chances de chegar aos pontos, para o 16º. Na volta 52, com pneus novos, Ricciardo fez a volta mais rápida da prova, com 1m21s124.
Na volta 67, como já foi dito, começou a batalha pelo pódio entre Vettel e Verstappen, decidida depois da corrida, e Hulkenberg rodou feio, perdendo a chance de terminar entre os 5 primeiros.
A classificação final da corrida ficou assim:
Posição Piloto Equipe Tempo
1º Lewis Hamilton Mercedes 1h40m31s402
2º Nico Rosberg Mercedes a 8s354
3º Sebastian Vettel Ferrari 17s313
4º Daniel Ricciardo Red Bull 20s858
5º Max Verstappen Red Bull 21s323
6º Kimi Raikkonen Ferrari 49s376
7º Nico Hulkenberg Force India 58s891
8º Valtteri Bottas Williams 1m05s612
9º Felipe Massa Williams 1m16s206
10º Sergio Perez Force India 1m16s798
11º Marcus Ericsson Sauber 1 volta
12º Jenson Button McLaren 1 volta
13º Fernando Alonso McLaren 1 volta
14º Jolyon Palmer Renault 1 volta
15º Carlos Sainz Toro Rosso 1 volta
16º Felipe Nasr Sauber 1 volta
17º Daniil Kvyat Toro Rosso 1 volta
18º Kevin Magnussen Renault 1 volta
19º Esteban Gutierrez Haas 1 volta
20º Romain Grosjean Haas 1 volta
21º Esteban Ocon Manor 1 volta
Pascal Wehrlein Manor não completou
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