Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio da Arábia Saudita, disputado neste domingo no circuito de Jeddad, empatou com Max Verstappen na contagem geral em 369 pontos e meio, adiando para o próximo domingo, em Abu Dhabi, a decisão do campeonato da Fórmula 1 de 2021. O piloto inglês conquistou a sua 103ª vitória da carreira e a 8ª da temporada numa corrida tumultuada, que teve duas bandeiras vermelhas; duas entradas de safety car; três largadas; três safety virtual, várias bandeiras amarelas e demorou 2 horas, 6 minutos, 15 segundos e 118 milésimos. Max Verstappen que teve de devolver uma posição a Hamilton e também sofreu punição de 5 segundos, foi o segundo colocado, a 27s531 do vencedor. Valtteri ultrapassou Esteban Ocon pouco antes da bandeira quadriculada para conquistar o terceiro lugar no grid.
A corrida teve vários choques entre os competidores e o mais grave envolveu Mick Schumacher, que rodou e bateu de lado na barreira. Sebastian Vettel, George Russell, Sergio Perez e Nikita Mazepin que também não completaram a prova por causa de batidas.
Talvez preocupados com os perigos da pista, depois de acidentes em corridas de outras categorias disputadas pouco antes, os pilotos foram cautelosos e a largada foi bastante tranquila. Hamilton manteve a primeira posição, protegido por Bottas que desviou o carro para a direita, atrás dele, para evitar o ataque de Verstappen. Apesar da tranquilidade, houve várias trocas de posições depois dos cinco primeiros. Norris passou a 6º; Ocon subiu para 7º; Ricciardo pulou de 11º para 8º e Gasly perdeu 2 posições. Nas primeiras voltas, Hamilton fez várias mais rápidas, mas ainda assim, a pedido de Bottas, imprimiu ritmo mais forte, para que o companheiro pudesse se distanciar de Verstappen e evitar que ele usasse a asa móvel.
Na 10ª volta, na curva 22, Mick Schumacher sofreu o acidente que teve grande influência no desenrolar da corrida. Depois de bandeiras amarelas, a direção da prova impôs a entrada do safety car e Hamilton e Bottas aproveitaram para a troca dos pneus médios pelos duros. Verstappen continuou na pista, no que foi considerada uma boa estratégia da Red Bull, pois ele poderia aproveitar outra oportunidade para fazer a troca, sem perder posição. Essa oportunidade aconteceu na volta 14, com a imposição de bandeira vermelha para conserto da barreira de TcPro da curva 22, quando o holandês parou para troca de pneus.
Na segunda largada, na volta 15, Verstappen manteve a posição, seguido de Hamilton e, com surpresa, por Esteban Ocon. Ainda nessa volta, o inglês passou para a ponta, mas Verstappen tomou a sua frente, cortando por fora da pista, acompanhado de Ocon, no segundo lugar. Um choque entre Perez e Leclerc seguido de outro entre Mazepin e Russell provocou uma segunda bandeira vermelha, durante a qual foi anunciada punição a Verstappen pela ultrapassagem por fora pista. Num inédito acordo entre as equipes e a direção da prova, foi determinada outra ordem de relargada, com Ocon em primeiro; Hamilton em segundo e Verstappen, em terceiro.
Na terceira largada, na volta 16, Verstappen, que tinha colocado pneus médios, com boa freada dentro da curva 1, passou por Ocon e Hamilton. Na volta seguinte, Hamilton passou por Ocon, retomou o segundo lugar e começou caçada a Verstappen, sem, contudo, conseguir diferença suficiente para usar a asa móvel. Isso começou a ser possível a partir da volta 23, quando uma rodada de Yuki Tsunoda causou safety virtual e a aproximação entre os carros. Na volta 25, metade da prova, os 10 primeiros eram Verstappen, Hamilton, Ocon, Ricciardo, Bottas, Gasly, Giovinazzi, Sainz, Leclerc e Stroll. Nas voltas 28 e 29 houve dois safety car virtual, que perduraram até a volta 33. Um novo safety virtual na volta 36 permitiu a Hamilton se aproximar de novo de Verstappen e, pela primeira vez, usar a asa móvel, porém sem sucesso.
Na volta 38, Hamilton se emparelhou com Verstappen, mas o holandês o tirou da pista e, quando a direção da prova determinou que devolvesse a posição, freou na reta, fazendo com que fosse tocado pelo rival, que não tinha sido informado da decisão. Depois do choque, na última curva, Verstappen devolveu a posição, mas em seguida, usou a asa móvel para recuperar a liderança.
Na volta 43, mesmo com a lateral da asa dianteira quebrada, Hamilton intensificou seu ritmo, fez voltas mais rápidas na 45, 1m30s854, e na 47, 1m30s734. Depois de sofrer punição de 5 segundos, por conselho da equipe, Verstappen desistiu de lutar pela vitória ou mesmo pela volta mais rápida, conformando-se com o segundo lugar no pódio.
A classificação final da corrida foi a seguinte:
| Posição | Piloto | Equipe | Tempo |
| 1º | Lewis Hamilton | Mercedes | 2h06m15s118 |
| 2º | Max Verstappen | Red Bull | a 27s531 |
| 3º | Valtteri Bottas | Mercedes | 27s531 |
| 4º | Esteban Ocon | Alpine | 27s633 |
| 5º | Daniel Ricciardo | McLaren | 40s121 |
| 6º | Pierre Gasly | AlphaTauri | 41s613 |
| 7º | Charles Leclerc | Ferrari | 44s475 |
| 8º | Carlos Sainz | Ferrari | 46s606 |
| 9º | Antonio Giovinazzi | Alfa Romeo | 58s505 |
| 10º | Lando Norris | McLaren | 1m01s358 |
| 11º | Lance Stroll | Aston Martin | 1m17s212 |
| 12º | Nicholas Latifi | Williams | 1m18s249 |
| 13º | Fernando Alonso | Alpine | 1 volta |
| 14º | Yuki Tsunoda | AlphaTauri | 1 volta |
| 15º | Kimi Raikkonen | Alfa Romeo | 1 volta |
| Não completaram | |||
| Sebastian Vettel | Aston Martin | 44- danos de colisão | |
| George Russell | Williams | 14- colisão | |
| Sergio Perez | Red Bull | 14- colisão | |
| Nikita Mazepin | Haas | 14-colisão | |
| Mick Schumacher | Haas | 10-acidente | |
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