Lewis Hamilton ganhou tudo no GP da Itália, em Monza. Liderou os treinos livres; conquistou a pole position; fez a volta mais rápida e chegou em primeiro com ampla vantagem. Só faltou fazer a volta perfeita, com os melhores tempos nos três setores da pista. Nesse quesito, foi superado por Felipe Massa e, no final, por Valtteri Bottas, que foram mais rápidos no primeiro setor. O inglês completou as 53 voltas da corrida, em 1h18m00s688, com 25s de vantagem sobre Sebastian Vettel, da Ferrari, o segundo colocado. Foi a 7ª vitória da temporada, a 40ª da carreira do piloto da Mercedes, líder do campeonato.
A vitória de Hamilton, todavia, foi colocada em investigação, logo depois da corrida, segundo um comunicado dos comissários da FIA porque o carro dele e de Rosberg não teriam obedecido a orientação da Pirelli sobre a pressão dos pneus. A fábrica recomendou 19,5 psi, mas o pneu esquerdo traseiro de Hamilton tinha 0s3 e o de Rosberg 1,1 psi menos. (Ver notícia abaixo)
A duas voltas do final, Felipe Massa herdou o 3º lugar do alemão Nico Rosberg, que foi obrigado a parar por causa do estouro do seu velho motor, veterano de seis corridas. Todavia, para garantir o pódio, o brasileiro teve que resistir a violenta pressão do companheiro de equipe, Valtteri Bottas, inclusive a dois ataques de asa aberta na volta final. Massa cruzou a linha a 47s6 e Bottas a 47,9 do líder Lewis Hamilton.
Além de Massa, que teve uma atuação consistente durante todo percurso, outro destaque do dia foi o finlandês Kimi Raikkonen, que ficou parado na pista na largada, caiu para o último lugar, mas fez uma excelente corrida de recuperação e chegou em 5º. Felipe Nasr, que havia ganhado uma posição no grid, graças a punição ao seu companheiro Marcus Ericsson, largou do 11º lugar, com pneus novos, mas não pode tirar vantagem disso. Na largada, pulou para o 7º lugar, porém ainda na primeira volta teve um pneu furado, num toque com Pastor Maldonado, e teve de fazer uma parada não prevista, caindo para o final do pelotão. Terminou no 13º lugar.
Na largada, além de Kimi Raikkonen, Nico Rosberg também se atrapalhou caindo para 6ª posição. Vários pilotos se aproveitaram, então, para melhorar a colocação. Vettel assumiu o segundo lugar;Massa passou a 3º; Bottas, a 4º e Sergio Perez, a 5º. Daniel Ricciardo, que cumpria punição e largava do último lugar, ganhou seis posições. Ainda na primeira volta, Rosberg conseguiu ultrapassar Perez, numa bonita manobra por fora, e reassumiu o 5º lugar. Na 6ª volta, Raikkonen já era o 9º colocado e Ricciardo, o 11º.
Na 14ª volta, Rosberg pressionou Bottas e na primeira tentativa o finlandês da Wiliams conseguiu fechar a porta, mas logo depois foi obrigado a ceder o 4º lugar ao alemão. Na volta 19, como recomendava a Pirelli, uma decisão inteligente da Mercedes possibilitou que ele ganhasse também o 3º lugar de Massa. O piloto alemão foi o primeiro a ser chamado para a primeira troca e , com pneus médios novos, ele teve tempo para fazer a volta completa e sair na frente, enquanto Massa fazia um pit stop mais demorado do que o necessário. Enquanto isso, Hamilton fazia um passeio pelo parque e, com vantagem de 21 segundos sobre Vettel e pneus resistentes só fez a primeira parada na volta 26 e depois emendou uma série de voltas mais rápidas. Fez 1m27s87, na 34; 1m27s125, na 35 e 1m26s890, na 36. E sem levantar o pé, na volta 48 fez o melhor tempo da prova: 1m26s672.
Na volta 28, quando Nico Rosberg passou por Raikkonen, que ainda não tinha parado, e assumiu o 3º lugar, parecia que as três primeiras posições estavam definidas e as disputas iriam se restringir às posições intermediárias. Na volta 34, de asa aberta,. Raikkonen passou por Hulkenberg para obter a 7ª posição. Na 39, também de asa aberta, Max Verstappen passou, por fora, por Nasr, para ganhar o 13º lugar. Na 50, Raikkonen, de novo usando a abertura da asa, ultrapassou Perez e resistiu à tentativa do mexicano de lhe aplicar um x. De todas as disputas, porém, a que mais chamava a atenção era a de Felipe Massa com o companheiro Valtteri Bottas, pelo quarto lugar. Durante quase todo o tempo, o brasileiro conseguiu manter uma vantagem de 6 segundos, mas nas voltas finais o finlandês apertou a pressão e baixou a diferença para menos de um segundo. A pressão aumentou com a saída de Nico Rosberg e a perspectiva de pódio, mas aí, mesmo com pneus desgastados, Felipe Massa usou toda a sua experiência, para resistir a dois ataques de asa aberta por parte de Bottas e cruzar a linha 3 décimos à frente do companheiro.
A classificação final do GP da Itália foi a seguinte:
| Posição | Piloto | Equipes | Tempo | Incidentes |
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1º |
Lewis Hamilton | Mercedes |
1h18m00s688 |
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2º |
Sebastian Vettel | Ferrari |
a 25s042 |
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3º |
Felipe Massa | Williams |
47s635 |
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4º |
Valtteri Bottas | Williams |
47s996 |
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5º |
Kimi Raikkonen | Ferrari |
1m08s860 |
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6º |
Sergio Perez | Force India |
1m12s783 |
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7º |
Nico Hulkenberg | Force India |
1 volta |
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8º |
Daniel Ricciardo | Red Bull |
1 volta |
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9º |
Marcus Ericsson | Sauber |
1 volta |
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10ª |
Daniil Kvyat | Red Bull |
1 volta |
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11º |
Carlos Sainz Jr | Toro Rosso |
1 volta |
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12º |
Max Verstappen | Toro Rosso |
1 volta |
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13º |
Felipe Nasr | Sauber |
1 volta |
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14º |
Jenson Button | McLaren |
1 volta |
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15º |
Will Stevens | Manor |
2 voltas |
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16º |
Roberto Merhi | Manor |
2 voltas |
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| Não completaram | ||||
| Nico Rosberg | Mercedes |
51-Motor |
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| Fernando Alonso | McLaren |
48 |
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| Romain Grosjean | Lotus |
1 |
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| Pastor Maldonado | Lotus |
1 |
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