26/07/16

Grupo de Estratégia vai discutir excesso de regras na F1

O excesso de regras na F1, que provocou muitas queixas durante o fim e semana em Budapeste, será discutido pelo Grupo de Estratégia da categoria, em Genebra, nesta 5ª feira. Na mesma reunião deverá discutida a introdução ou não, na próxima temporada, do Halo, sistema de proteção do cockpit da Ferrari.
“As regras se tornaram muito complexas, quando deveriam ser claras e simples. Esta questão já foi colocada na agenda da próxima reunião do grupo de estratégia, porque queremos competir, não nos sentirmos enterrados por todo tipo de documentos. Na minha opinião, precisamos limpar todas as áreas cinzentas nas regras”, disse o chefe da equipe Ferrari, Maurizio Arrivabene.
“Se você tem uma área cinzenta você nunca sabe aonde está indo, e você começa a ir para a esquerda e para a direita. Meu presidente levantou o assunto há um ano”, acrescentou, referindo-se aos comentários feitos por Sergio Marchionne, “ele disse claramente que temos muitas complicações”.
“Limpar as regras pode ajudar o esporte. Precisamos de uma regra de senso comum, mas provavelmente na Fórmula 1 isso não existe”, disse Christian Horner. “Você precisa mantê-la simples para que um observador casual possa se sintonizar e pegar o que está acontecendo, sem excesso de regulação.”
“Regras são regras. Se Lewis levantou esta questão, é apenas porque há muitas regras. Precisamos fazer algo para reduzir a quantidade de regras e torná-las mais simples e mais fáceis”, afirmou Toto Wolff, lembrando a discussão levantada por Hamilton sobre a pole position na Hungria.
A Ferrari ficou furiosa porque os comissários não puniram Max Verstappen por suas táticas de defesa na corrida com Kimi Raikkonen.
“Por que temos regras se eles decidem ‘Este está bem’, ‘Este não está? ‘”, perguntou Raikkonen. “É uma das coisas que a F1 precisa mudar. Isso é ruim e não é justo. Se há uma regra, ela deve ser aplicada exatamente da mesma maneira todas as vezes” reclamou o piloto.
Jenson Button disse ser uma “piada” ao ser penalizado por ser instruído pelo rádio como resolver um problema hidráulico.
“Evitar um incidente deve ser elogiado, não penalizado”, disse ele. “A categoria tem um longo caminho a percorrer antes que seja boa de novo”.

A comunicação pelo rádio e a ultrapassagem dos limites da pista são os temas mais controvertidos das atuais regras da F1, provocando reclamações tanto das equipes e pilotos quanto dos fãs.
Em Silverstone, o resultado da corrida esteve sob investigação durante várias horas, até os comissários decidirem punir Rosberg pelo contato irregular com a equipe pelo rádio. Anteriormente, a Force India, também violou as regras, ao avisar Sergio Perez que seus freios estavam em perigo de fracassar, o mexicano posteriormente cair fora. Na Hungria, Jenson Button ficou furioso depois que foi punido por uma mensagem que ele insiste ter sido provocada por uma questão de segurança.
“O pedal do freio indo para o chão não é uma questão de segurança?” esbravejou o britânico pelo rádio da equipe para todo o mundo ouvir. “Eu acho que Charlie precisa ler sobre o que é seguro e o que não é.”

O Halo, outro tema do Grupo de Estratégia, na 5ª feira, acaba de ganhar o apoio de um dos seus principais críticos, Lewis Hamilton. O piloto inglês diz, agora, que, apesar do seu desagrado pela estética do sistema, acredita que no futuro o esporte vai evoluir para o cockpit completamente fechado.
Embora continue achando o Halo feito e contrário ao espírito da F1, ele está disposto a aceitar a sua introdução já no campeonato do ano que vem, para evitar acidentes como o de Felipe Massa, na Hungria, em 2009. ,
“Eu prestei muita atenção no briefing sobre ele e levo a segurança muito a sério. O Halo não se liga aos espírito das corridas, mas o fato é que haverá 70% a mais de chances de salvar a vida de um piloto em incidentes comio os que aconteceram no passado. Como eu disse, você não pode ignorar o fato de que ele está chegando para salvar um de nós em um incidente grave. Em algum momento,- provavelmente, teremos que fechar o cockpit completamente. Eu acho, porque isso seria 100% mais seguros . Eu acho, porém, que Justin [Wilson], como disseram, não teria sido salvo porque era um objeto pontiagudo vindo de cima. Um cockpit coberto talvez pudesse”, se explicou Hamilton.