As equipes da Fórmula 1 vão discutir na próxima semana a ideia de aumentar o limite de 100 kg de combustível por corrida, a partir de 2017. Seria uma tentativa de aliviar as preocupações com os novos regulamentos, que podem impedir os pilotos de correrem de “pé embaixo”. A proposta deverá ser debatida em reunião do Grupo de Estratégia e Comissão F1, na terça-feira, para uma decisão final sobre os novos carros, visando a redução do tempo de volta em até cinco segundos. Enquanto os regulamentos aerodinâmicos já foram definidos – e apenas uma maioria de votos de última hora seria capaz de mudá-los – outros aspectos ainda precisam ser resolvidos.
Fontes revelaram ao Motorsport.com que, como parte das discussões para finalizar as regras de 2017, um plano foi posto em prática para garantir que a nova geração de carros não tenha um impacto negativo sobre a economia de combustível. Os carros mais largos, com pneus mais largos, poderão gerar mais resistência do que os atuais e como resultado, deverão usar mais combustível por volta.
Há a preocupação de que o limite de 100 kg forçará os pilotos a fazerem muito mais economia de combustível do que fazem atualmente.
Nick Chester, diretor técnico da Renault, advertiu já em fevereiro que, se esse limite for mantido, haverá problemas:
“Eu acho que vai ser uma bagunça”, disse ao Motorsport.com. Ele acrescentou que, se os 100 kg forem mantidos nos regulamentos de 2017, haverá muita poupança de combustível e as pessoas vão começar a reclamar.
Alguns fabricantes querem que o limite máximo de combustível seja abolido totalmente, mas essa ideia não tem apoio unânime, com a Mercedes, particularmente, querendo manter a sua mensagem ambiental.
Um compromisso teria sido alcançado para que, se as regras do carro de 2017 forem aprovadas, será solicitado à Comissão F1 para votar o aumento do limite de combustível para 105 kg por corrida.
Cyril Abiteboul, chefe da Renault F1, que defende há muito tempo que o limite seja aumentado, considera importante manter-se uma elemento que permita grandes velocidades.
“Eu sou um grande fã de a F1 continuar F1. Nós não devemos nos inclinar-se pela resistência. Uma das coisas que colocaram a F1 em perigo, ou poderia ser outra ameaça à F1, é se tentar combinar F1 e resistência. Endurance é eficiência, sustentabilidade, a capacidade de se correr longas distâncias sem quaisquer problemas. F1 é uma pequena corrida, corrida de velocidade, geralmente capaz de atacar constantemente”, ele declarou recentemente.
Abiteboul disse que parte da negatividade em torno da era híbrido turbo da F1 é que se fixou demais na economia de combustível.
“Gostaria de remover completamente o volume de combustível e então tiraríamos toda a negatividade da mensagem que temos a partir desta nova tecnologia, que é fantástica. Temos feito um trabalho incrível para reduzir o consumo em 30-40 por cento, mas esta mensagem fantástica é destruída por este limite, que faz as pessoas acreditarem que atualmente só tratamos do gerenciamento de combustível”.
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