02/11/18

Fórmula 1 poderá ter mais três Grandes Prêmios em 2020

Segundo sites internacionais, a Fórmula 1 poderá ter pelo menos três novos destinos em 2020, com os organizadores de Hanói, no Vietnam, e Zandvoort, na Holanda, anunciando que fecharam acordos com a Liberty Media, nova proprietária da categoria, com esse objetivo. A empresa também vai tentar acordo para um  Grande Prêmio de Miami para essa temporada. Ela já tentou incluir a cidade norte-americana em 2019, mas a forte oposição dos residentes locais atrasou o processo, que não será revisitado até o próximo ano. Por outro lado, ainda é incerto se o Grande Prêmio da Inglaterra vai continuar no calendário, pois o de 2019, pelo contrato, deve ser o último em Silverstone.

Um acordo no Vietnã já está em andamento há algum tempo. Bernie Ecclestone revelou que um de seus atos finais, antes de vender a F1, era fazer acordo para uma corrida de rua em Hanói, que ele estimava poder bancar o esporte em US $ 50 milhões. E parece que a nação do Sudeste Asiático finalmente chegou ao calendário, depois que os convites foram enviados esta semana para uma festa de gala que revelará o circuito. Diz o convite: “A cidade de Hanói conseguiu concluir acordo para ter direito como o anfitrião oficial de uma corrida do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA, em abril de 2020.”.

Não há um Grande Prêmio da Holanda desde 1985, mas o surgimento de Max Verstappen e a explosão da popularidade da F1 na Holanda levaram a Liberty a buscar uma corrida no país de origem do piloto da Red Bull. Zanvoort realizou todos os 34 GPs holandeses entre 1952 e 1985 e, embora o circuito não tenha atualmente o status Grau 1 necessário para sediar a F1, foi anunciado que já há um acordo para a corrida.

O jornal inglês Telegraaf informa que a Liberty ofereceu 20 milhões de euros para promover o evento, e cita o príncipe holandês Bernhard of Oranje dizendo: “Se assinarmos agora, a Holanda terá um Grande Prêmio novamente em 2020. Com Max Verstappen cada um de nos percebe que esta é uma oportunidade única”.

No Vietnam, o financiamento da corrida sairá do setor privado e não do governo. Mai Tien Dung, chefe do escritório do governo, disse em agosto: “As autoridades de Hanói pediram a pessoas que vivem na área planejada opiniões sobre a realização da corrida e todos eles mostraram seu apoio, para atrair turistas”. Essa seria a terceira corrida no sudeste da Ásia depois de Cingapura e Malásia – esta última suspensa após a corrida de 2017 devido à venda deficiente de ingressos.

Na Holanda, um estudo de viabilidade para o antigo local do Grande Prêmio da Holanda foi completado na semana passada pela prefeitura de Zandvoort. E o diretor de prova da FIA, Charlie Whiting, acredita que o circuito precisaria de mudanças “mínimas” para receber um grande prêmio da Fórmula 1.

Whiting visitou Zandvoort recentemente, para determinar o que seria necessário para adaptar à moderna especificação F1, a pista que recebeu o GP da Holanda em 1985. Desde então, o Zandvoort foi reconstruído e encurtado para 4,3 km e já hospedou carros da F1 em corridas de demonstração, com Max Verstappen quebrando o recorde em um carro de 2012 no início deste ano.

O coproprietário do circuito afirmou que um retorno da F1 a Zandvoort é “realista”, e Whiting agora acredita que é um projeto viável.

“Eu acho que há um grande potencial lá em Zandvoort”, disse Whiting quando perguntado pelo Motorsport.com. “Algumas coisas precisam ser mudadas, e há uma grande disposição para mudar. Mas acho que é cedo demais para falar sobre isso. Eles estão voltando com algumas propostas, e vamos estudar puramente do ponto de vista do circuito – nada a ver com os elementos comerciais. Do ponto de vista da segurança eu acho que poderia ser feito. Haveria uma boa reta longa, o suficiente para usar bem o DRS, e você também manteria os elementos históricos do circuito. Acho que seria um circuito muito bom.”.