16/11/18

F1 espera atrair novas construtoras e circuitos para 2021

Depois de conversas encorajadoras com potenciais interessados, Chase Carey, presidente da Liberty Media e novo “chefão” da Fórmula 1, acha que a categoria pode atrair novas construtoras em 2021.  Em teleconferência com investidores da Liberty, o dirigente também confirmou o interesse na troca de alguns circuitos atuais por outros que possam proporcionar melhores espetáculos.

Carey está confiante de que a Fórmula 1 está no “caminho certo” para atrair novos fabricantes, apesar de afastar a possibilidade de uma grande reforma na regulamentação.

Um novo conjunto de regulamentações sobre motores foi proposto para 2021, em uma tentativa de reduzir custos, criar uma competição mais acirrada entre as equipes e atrair novos fabricantes. Porém, depois que os atuais fabricantes – incluindo a Mercedes – apontaram que uma reformulação total do motor acarretaria custos significativos, e após atrasos em delinear um conjunto definitivo de regras, a F1 recuou de seus planos iniciais.

“A F1 está no topo da pirâmide, em termos de tecnologia e em muitos aspectos, está na vanguarda do que está acontecendo no mundo. Parte disso é o que atrai os novos fabricantes de motores. Com o caminho em que estamos e algumas discussões com possíveis novos participantes, nos encorajam. Há um amplo consenso de que o caminho que seguimos é o caminho certo para todos, os atuais e os novos.”

Carey explicou que a estabilidade nas regulamentações foi um fator-chave para as equipes e fabricantes existentes, a fim de evitar “consequências não intencionais”.

“Um ano atrás, estávamos provavelmente indo em direção a um motor mais significativamente reconstruído. À medida que entramos em discussões com todas as equipes, chegamos a um acordo de que o caminho certo estabilizaria o motor existente, casando-o com uma série de regulamentações esportivas e técnicas que melhoravam a competição e algumas das questões econômicas.

O chefe da Fórmula 1 disse também que vai dispensar corridas que tenham acordos “pouco atraentes” com o campeonato e substituí-las por acordos negociados pela nova administração.

A única nova corrida confirmada por Carey é a do Vietnã, programada para 2020. No entanto, ele afirmou que há um grande interesse de potenciais anfitriões, e que o calendário pode se estender para até 25 corridas no futuro.

Enquanto isso, o futuro de vários eventos clássicos, incluindo o Grande Prêmio da Grã-Bretanha em Silverstone, permanece em dúvida, depois que os acordos negociados por Bernie Ecclestone se esgotaram.

Carey ressaltou que os novos proprietários estão trabalhando mais de perto com os promotores de corridas para fazer um bom show, sugerindo que no passado os eventos foram “obsoletos”.

“Simplesmente nossos eventos se tornaram obsoletos, o que levou os promotores a se concentrarem nos custos em oposição ao crescimento. Os eventos hoje são mais valiosos do que nunca e nós temos um evento Premium de classe mundial. Precisamos nos concentrar em maximizar o valor de nossos eventos. Estamos certos de que a mensagem esteja chegando às novas e possíveis cidades-sede.”

Ele ressaltou que uma forte demanda por novas corridas para o calendário permitirá que a F1 faça melhores negócios.

“Acreditamos que ainda há crescimento potencial, crescimento significativo, no segmento de promoção, durante os próximos anos. O crescimento será impulsionado por três fatores. Primeiro, esperamos expandir nosso calendário para além da nossa atual programação de 21 corridas. A expansão será modesta, mas estamos entusiasmados com a quantidade, qualidade e diversidade de novos locais interessados ​​em sediar uma corrida. Toda corrida precisa ser ótima para os torcedores e ser uma proposta de negócios atraente. A corrida no Vietnã é um excelente exemplo de um evento que proporcionará uma ótima pista para corridas em um local que capture a imaginação do mundo.

“Segundo, esperamos substituir algumas corridas existentes onde herdamos acordos não atrativos, por novos eventos ou acordos, que são melhores para corridas e proporcionam mais valor.

“Em terceiro lugar, há um valor significativo a longo prazo em nossa experiência de hospitalidade de alto nível. Os grandes eventos de hoje dependem cada vez mais de clientes dispostos e capazes de pagar por experiências únicas e sob medida, tanto no setor corporativo quanto no varejo”.