04/11/16

Ecclestone garante que direção da Fórmula 1 não muda

Bernie Ecclestone diz que não haverá nenhuma mudança na direção da Fórmula 1, nos próximos anos, apesar dos planos da nova proprietária, a Liberty Media, de dar uma sacudida na categoria.

Depois da especulação de que Rosso Brawn poderia assumir alto cargo, nos planos dos novos acionistas para expansão do esporte, Ecclestone insiste em que é cedo para se falar de sangue novo, pois nada mudará até um novo Acordo de Concórdia, depois de 2019.

Quando solicitado pelo site oficial da F1 a mandar uma mensagem aos fãs sobre os rumores de novos chefes da F1, ele disse:

“Bem, posso garantir-lhes que, no que diz respeito à empresa, ela permanece como está; não haverá mudança. Haverá diferentes acionistas – e os acionistas que agora estão chegando a bordo provavelmente serão mais comerciais do que a CVC. Temos um acordo com as equipes e isso vai ficar como está. Haverá as discussões habituais para a renovação do acordo com as equipes. É um acordo comercial. Vamos ver o que acontece.”

Ecclestone também botou água fria na ideia da Liberty de implantar sistema de jogo na F1, dizendo que a CVC já tinha considerado isso impraticável.

Em outra entrevista, Ecclestone disse que a F1 precisaria de “meia dúzia” de pilotos como Lewis Hamilton e também elogiou Max Verstappen.

O dirigente saudou a aura e o apelo de “100% de dedicação” de Hamilton, dizendo que o britânico abraçou totalmente seu papel como um tricampeão mundial para apoiar e promover a F1.

“Lewis é um pouco especial – como pessoa e como motorista. Ele está fazendo um super trabalho. Precisamos de meia dúzia de Lewis”.

Verstappen também entrou nas boas graças de Ecclestone, que saltou para sua defesa quando o holandês foi criticado por seu estilo de direção e defesa de posições.

“A posição de Max é que ele está querendo chegar lá, ele quer ganhar. E ele tem a qualidade e talento para isso. Ele está correndo – e é isso que ele deve fazer! Os pilotos na F1 devem competir uns com os outros”.

Em entrevista à ESPN, Ross Brawn disse que “adoraria” trabalhar com Bernie Ecclestone no futuro e acha que a F1 precisa pensar muito sobre como substituir seu antigo chefe.

“Eu adoraria trabalhar com ele, na verdade. Seria fascinante trabalhar com ele. Bernie nunca acomodou ninguém no passado, mas mesmo Bernie sabe que ele é mortal – todos nós somos mortais. Eu acho que ele disse a si mesmo, a morte e os impostos são as duas únicas certezas da vida. Ninguém poderia substituí-lo diretamente, mas um grupo de pessoas sob sua supervisão, orientação, pode começar a gerenciar a Fórmula 1. Não acho que haja um indivíduo capaz de fazer o que Bernie fez”.

Brawn teve um relacionamento tenso com Ecclestone durante seu tempo na F1, notadamente quando o chefe de sua própria equipe, Brawn GP, e Mercedes. No entanto, ele insiste que a dupla sempre compartilhou respeito mútuo, mesmo quando eles estavam em desacordo sobre questões específicas.

“Eu não falei com Bernie desde que eu deixei o esporte… Provavelmente, eu o irritei em alguma ocasião, porque defendi meu ponto de vista e nem todo mundo fazia isso. Então, eu acho que houve tempo em que o irritei. Mas sempre respeitei o que Bernie conseguiu”, afirmou Brawn.

Na foto, Zack Brown, da Liberty Media, e Bernie Ecclestone