19/07/15

Associação dos Pilotos pede atenção à segurança, sempre

Em nota divulgada no sábado, a Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios diz que a morte de Jules Bianchi é um lembrete “brutal” de como a F1 é perigosa e, por isso, “nunca se deve ceder na melhoria da segurança”.

“A Fórmula 1 perdeu, hoje, um grande talento, um grande homem e um grande amigo. Vinte e um anos após as mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, perdemos Jules, que morreu em consequência direta de um acidente na pista. É em momentos como este que somos brutalmente lembrados de como as corridas continuam perigosas. Apesar de melhorias consideráveis, nós, os pilotos de Grande Prêmio, pela comunidade de corridas, pelos perdidos e por Jules, sua família e amigos, devemos nunca ceder na melhoria da segurança”, diz a nota da GPDA.

Bernie Ecclestone, o administrador da categoria, diz que a Fórmula 1 continua tão segura como sempre foi, mas o perigo será sempre parte do esporte.

“Se você tiver que escolher um acidente hoje, com qualquer carro, você escolheria um Fórmula 1, porque, provavelmente, é o mais seguro, como jamais foi. O que aconteceu com Jules foi muita, muita infelicidade”, ele declarou à rádio BBC.

Ecclestone admite que o esporte é perigoso, mas ressalva:

“Eles têm 20 corridas por ano, mas veja quantos acidentes acontecem. Fazemos o nosso melhor ou sempre fizemos o nosso melhor para a segurança do piloto”, acrescentou.

Sobre a morte de Jules, Ecclestone disse que o trator contra o qual o piloto se chocou nunca deveria estar onde estava.

“Nós fizemos muito trabalho para nos certificarmos de que se um carro sair e bater em algo, deve bater nas barreiras de pneus ou algo assim e, então, estará tudo OK. Bater nessa coisa (o trator), não faria qualquer diferença se você tivesse batido nele com um carro de salão … se você tivesse batido com um tanque, teria tido problemas”, completou Eccleston