Enquanto Mattia Binotto, chefe de equipe da Ferrari, diz que as equipes da F1 discutem a limitação dos salários dos pilotos, Toto Wolff, da Mercedes, afirma que quer ampliar o teto orçamentário para aumentar salários dos seus funcionários.
Binotto informa que as dez equipes já começaram a discutir o assunto junto com a FIA e a Fórmula 1, mas sabem que a limitação não entrará em vigor no curto prazo. Já existe mais de um contrato em vigor e, como resultado, não haverá soluções imediatas.
O chefe da equipe Ferrari informou que eles já realizaram as primeiras conversas sobre um teto salarial para os pilotos. Não seria a primeira vez na história da Fórmula 1 em que os pilotos têm um teto salarial e na Ferrari eles acreditam que é importante lidar com essa questão em profundidade.
Os contratos de longo prazo de vários pilotos, como Max Verstappen até 2028 ou Lando Norris até 2025, dificultam a introdução desse teto nos próximos anos e Binotto deixa claro que o assunto demandará tempo, mas o importante é começar a dar os primeiros passos e eles já estão dando.
“Já conversamos sobre essa questão e não vamos ter uma solução fácil. Estamos tentando entender as ideias possíveis e não vai sair no curto prazo, pois já existem contratos vigentes e não podem ser alterados. Nós entendemos, reconhecemos que vai demorar, mas já começamos a discutir isso”, explicou Binotto.
Enquanto isso, Toto Wolff voltou a pressionar e exigir um aumento do teto orçamentário para cada equipe previsto no início da temporada, para compensar os salários de seus funcionários que, na opinião dele, são as principais vítimas.
O chefe da Mercedes expressou que sua preocupação é baseada em reajustar salários com dignidade: “Não é que de repente queremos ter mais; vamos nos ater ao fato de que os números de quando começamos o ano e agora são diferentes e depois podemos encontrar uma maneira de ajustar”, explicou.
Guenther Steiner, executivo-chefe da Haas, comentou que era responsabilidade de cada equipe cumprir o orçamento atribuído desde o início, ao que Wolff respondeu:
“Acho que o pior para o esporte é ter a posição teimosa de algumas das equipes menores ao pensarem que as grandes estão tentando ganhar uma vantagem e não queremos deixá-los fazer isso, algo que não queremos fazer. Não queremos gerar mais lucro, queremos permitir que as pessoas compensem seus salários pela grande inflação que sofrem. Posso dizer, como dono de equipe, que não quero subir o teto só para ter um teto que não pare de subir e ultrapasse o conceito inicial, mas quero que meu pessoal seja bem pago, principalmente em circunstâncias difíceis”.
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