A Honda está trabalhando em um conceito de motor totalmente novo para 2017, de acordo com o site alemão Auto Motor und Sport.
Embora a McLaren-Honda não seja mais uma equipe de fim de grid, a longa reta em Xangai mostrou que, em potência do motor por si só, a equipe é mais de 10 km/h mais lenta em relação as líderes Mercedes e Ferrari. Fernando Alonso, por exemplo, marcou uma velocidade máxima de 338,2 km/h, enquanto Daniel Ricciardo, com o Red Bull, chegou aos 349,9 km/h.
O Auto Motor und Sport diz que para o Canadá em junho, a Honda deverá levar mais potência para o motor, usando um truque de ignição já usado pela Mercedes anteriormente. Mas o correspondente Michael Schmidt diz que a Honda agora reconhece seu erro grave de ter colocado a unidade turbo dentro do “V” do motor de combustão interna de seis cilindros. “A notícia ruim é que o novo motor só estará pronto para 2017”, disse Schmidt.
“O ERS é muito melhor que no ano passado, mas ainda temos que alcançar nossos rivais com o motor de combustão interna e aí falhamos”, disse Yusuke Hasegawa, responsável máximo da Honda na F1.
O diretor de corrida da McLaren, Eric Boullier diz que há mais potencial para ser desbloqueado no chassi e na unidade de energia da Honda.
Após uma temporada tenebrosa de 2015, a McLaren demonstrou uma boa performance até agora neste ano, mas não foi capaz de traduzi-la em resultados. Em quatro corridas a equipe tem apenas um ponto conquistado pelo reserva Stoffel Vandoorne, quando substituiu Fernando Alonso. Enquanto a Honda admite que precisa melhorar o motor de combustão interna, Boullier acredita que o próprio chassi exige aperfeiçoamento.
“A cada fim de semana de corrida, estamos aprendendo muito sobre os pontos fortes e as limitações do nosso pacote. Nosso programa de desenvolvimento é implacável à medida que procuramos alcançar melhores performances no domingo à tarde. Sabemos que há um grande potencial no MP4-31, mas ainda há trabalho a fazer, tanto pela McLaren quanto pela Honda”, disse Boullier.
Com a McLaren marcando pontos na Rússia no ano passado, Boullier está de olho em um outro resultado forte em Sochi neste fim de semana.
“A Rússia foi o local de uma de nossas performances mais fortes em 2015 e estamos todos muito ansiosos para replicar esse feito. Nosso foco é reunir todas as nossas forças e garantir que podemos lutar contra os nossos rivais mais próximos o mais forte que pudermos – e de forma consistente ao longo da corrida. Estamos fazendo melhorias em todas as áreas e vamos fazer de tudo para aplicar tudo isso nas telas de classificação fina, l em Sochi”, finalizou o diretor da equipe inglesa.
Ferrari antecipa mudanças no pacote
A Ferrari vai levar para a Rússia não só o novo motor com as alterações na combustão, mas também a nova asa dianteira do SF16-H, que antecipa o pacote aerodinâmico esperado em Barcelona.
James Allison, diretor técnico da equipe italiana, está de volta ao trabalho em tempo integral, após uma pausa devido a morte repentina de sua esposa Rebecca, um dia após o GP do Bahrein. O britânico está trabalhando pesado no desenvolvimento do SF16-H com o objeitvo de ir para cima da Mercedes, vencedora das três primeiras corridas da temporada.
Na Rússia, a Ferrari parece disposta a ir ao ataque à Mercedes na esperança de tornar a corrida da equipe alemã difícil pela primeira vez na temporada de 2016.
Para isso, a equipe de Maranello vai usar três da nove fichas de desenvolvimento para o motor a que tem direito. Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, então, terão de andar mais à frente, o que deve acontecer com essa melhoria na eficiência do SF16-H no circuito russo. Os três tokens de desenvolvimento que serão gastos em seis cilindros devem ajudar a melhorar a combustão, elevando a taxa de compressão e introduzindo alterações graças aumento do fluxo de gases no escapamento, reduzindo o tempo de resposta da turbina.
Os avanços no motor de combustão interna serão capazes de dar um pouco mais de potência, mas também o turbo Honeywell, com maior capacidade de expulsar os gases quentes. pode contribuir para um funcionamento mais eficaz do ERS. A Ferrari insiste na investigação do desempenho, ciente de que precisa aumentar a confiabilidade de sua unidade de potência, para não correr o risco de perder o título mais um ano.
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