A FIA anunciou ontem mudanças nos regulamentos sobre o uso de motores e as penalidades aplicadas aos pilotos, que terão efeito já a partir do GP da Hungria, no dia 26, e no sistema de concessão das superlicenças, em 2016.
A nova regra sobre unidades de potência permitirá à Honda usar um quinto motor já na atual temporada e, a partir de agora, a maior pena a ser aplicada aos pilotos, por exceder o limite de motores, será largar da última posição do grid.
Essas mudanças, propostas pelo Grupo de Estratégia e referendadas pela Comissão da F1, foram aprovadas na reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, em reunião na Cidade do México.
De acordo com a proposta aprovada, cada novo fabricante terá direito a montar uma unidade de energia a mais durante a temporada, com efeito retroativo a 2015, que favorecerá a Honda. Os pilotos que usarem uma quinta unidade de potência serão simplesmente mandados às últimas posições do grid. Isso evitará casos como os de Jenson Button e Fernando Alonso, que perderam 25 posições no grid e ainda tiveram punição de tempo, por troca de motor e da caixa de câmbio, na Áustria.
Os critérios para a obtenção da Superlicença também foram alterados, com inclusão de outras séries, como a de carros alemães de turismo (DTM) e o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, na contagem de pontos. A FIA diz que as mudanças são destinadas a aumentar a flexibilidade para os motoristas que se qualificam para a Superlicença, mas não têm a oportunidade de correr na Fórmula Um. Esses pilotos vão manter essa possibilidade por três anos.
O campeão da nova Fórmula E, o brasileiro Nelson Piquet Júnior, receberá a Superlicença, embora essa série permaneça fora do sistema de pontos.
Para obter a Superlicença, o piloto deve ter 18 anos, passar por testes sobre regulamentos esportivos e ter corrido pelo menos dois anos em categorias inferiores
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