Inglaterra – 2011

GP da Inglaterra

Data – 10 de julho de 2011

Circuito – Silverstone

Pista – 5.901 metros

Voltas – 52 – 306,747 km

Pole – Mark Webber – Red Bull – 1m30s399

Vencedor – Fernando Alonso – Ferrari

Tempo – 1h28m41s194

Volta mais rápida – Fernando Alonso – Ferrari – 41 – 1m34s908

Líderes – Sebastien Vettel (1-27), Fernando Alonso (28-52)

Grid

1

Mark Webber

Red Bull

1m30s399

2

Sebastian Vettel

Red Bull

1m30s431

3

Fernando Alonso

Ferrari

1m30s516

4

Felipe Massa

Ferrari

1m31s124

5

Jenson Button

McLaren

1m31s898

6

Paul di Resta

Force India

1m31s929

7

Pastor Maldonado

Williams

1m31s933

8

Kamui Kobayashi

Sauber

1m32s128

9

Nico Rosberg

Mercedes

1m32s209

10

Lewis Hamilton

McLaren

1m32s376

11

Adrian Sutil

Force India

1m32s617

12

Sergio Pérez

Sauber

1m32s624

13

Michael Schumacher

Mercedes

1m32s656

14

Vitaly Petrov

Renault

1m32s734

15

Rubens Barrichello

Williams

1m33s119

16

Nick Heidfeld

Renault

1m33s805

17

Heikki Kovalainen

Lotus-Renault

1m34s821

18

Jaime Alguersuari

Toro Rosso

1m35s245

19

Sébastien Buemi

Toro Rosso

1m35s749

20

Timo Glock

Virgin

1m36s203

21

Jarno Trulli

Lotus-Renault

1m36s456

22

Jérôme d’Ambrosio

Virgin

1m37s154

23

Vitantonio Liuzzi

Hispania

1m37s484

24

Daniel Ricciardo

Hispania

1m38s059

 

Corrida

Um erro da equipe de box da Red Bull permitiu a Fernando Alonso, da Ferrari, vencer o GP da Inglaterra, em Silverstone, no dia 10 de julho de 2011. Foi a primeira vitória da Ferrari, que não ganhava uma corrida desde o GP da Coreia do Sul, em outubro de 2010. E coincidiu com comemoração dos 60 anos da primeira vitória da escuderia italiana na Fórmula 1, ali mesmo, em Silverstone. Pela manhã, Alonso tinha dado algumas voltas na pista com o carro usado por Froilan Gonzalez para vencer o GP da Inglaterra de 1951.

Sebastian Vettel liderava a corrida quando, junto com Alonso, na volta 27, entrou para a segunda troca de pneus. Os mecânicos da Ferrari se atrapalharam com o macaco traseiro e deram tempo para que o espanhol saísse na frente, assumisse a liderança e não perdesse mais.

Mais que a vitória de Alonso, porém, o tema dos comentários depois da corrida foi mais um lance da disputa interna na Red Bull, entre Vettel a Mark Webber, que já havia sido escancarada no mesmo GP da Inglaterra do ano anterior. Naquele dia, depois de ganhar a corrida, numa clara ironia pelo tratamento que recebia da equipe, Webber desabafou: “Nada mal para um segundo piloto”. Nas últimas voltas da corrida de 2011, ele ignorou ordens da equipe para não ultrapassar Vettel e continuou na disputa pelo segundo lugar até o final. E justificou: “Com quatro ou cinco voltas para o fim, começaram a me falar, via rádio, que eu deveria manter minha posição. Claro que o time queria esses pontos, mas eu também tenho obrigação de tentar obter mais pontos para mim. Não ia fazer nada idiota. Se o Fernando abandonasse a prova por algum motivo, eu e Seb estaríamos lutando pela vitória. Por isso ignorei as ordens que me passaram e continuei tentando ultrapassá-lo”. Christian Horner, chefe da Red Bull, disse entender a frustração de Webber, mas “se fosse o contrário” teriam feito exatamente a mesma coisa.

A corrida começou com parte da pista, da Arena até a Chapel, molhada e outras seções secas, o que levou os pilotos a escolherem pneus intermediários para a saída. Na largada, Sebastian Vettel superou o pole Mark Webber na primeira curva; Jenson Button passou por Felipe Massa e Lewis Hamilton pulou do 10º para o 5º lugar. As mas condições da pista obrigavam os pilotos a pouparem os pneus nas partes molhadas, preservando-os para os trechos de pista seca, procurando ficar na pista mais tempo possível, para colocar os pneus sem correr o risco de perder posição numa parada extra.

Vettel construiu uma confortável vantagem sobre Webber, enquanto Jenson Button perdia o 4º lugar para Massa e, em seguida, era ultrapassado por Lewis Hamilton. Pouco antes da primeira bateria de paradas, Michael Schumacher colidiu com Kamui Kobayashi, teve de trocar a asa dianteira e foi punido com stop&go. Na verdade, ele deveria ser sofrido um drive-through, mas como, devido ao desenho da pit lane, os pilotos levam menos tempo para cumprir essa punição, os comissários preferiram que ele perdesse os 10 segundos do stop&go. Depois de sofrer uma penalidade igual, Kobayashi deixou a corrida, por causa de vazamento de óleo.

Uma confusão dos mecânicos da Force India fizeram Paul di Resta perder várias posições. Eles tinham preparado os pneus para a troca de Adrian Sutil e quando di Resta chegou ao box perderam muito tempo até buscarem os dele. Na volta à pista, ele atingiu e danificou o pneu traseiro esquerdo de Sébastien Buemi, que não teve condições nem para chegar ao box para a troca. Teve de largar o carro à beira da pista.

Na segunda bateria de pit stops, na volta 27, Vettel e Alonso entraram ao mesmo tempo nos boxes e o erro dos mecânicos da Red Bull atrasou a saída do seu piloto e permitiu que Fernando Alonso assumisse a liderança da corrida. Vettel voltou em 3º, atrás de Hamilton, enquanto Alonso aumentava a vantagem, sobre os dois. Em sete voltas, a folga para Vettel, o terceiro, passou de 2s7 para 10s3 graças à ajuda do piloto da McLaren que segurou o alemão por várias voltas. Também vítima de erro dos mecânicos, que não a apertaram devidamente, Jenson Button deixou o box com a roda dianteira direita do carro se soltando e foi obrigado a abandonar a corrida.

Faltando menos de 10 voltas para o final, Hamilton foi orientado a economizar combustível, para terminar a corrida e, por causa disso, foi ultrapassado por Vettel e Webber e ameaçado de perder também a 4ª posição para Felipe Massa. Na última volta, o brasileiro tentou a ultrapassagem na Vale; Hamilton não conseguiu frear a tempo e os dois bateram. O inglês saiu com dois centésimos segundos de vantagem. O incidente foi investigado, mas os comissários não viram nenhuma irregularidade.

Com uma vantagem de 16s511 sobre Sebastian Vettel, Fernando Alonso conquistou a sua 27ª vitória na F1, somou 112 pontos e passou da 5ª para a 3ª colocação na classificação geral do campeonato. Sebastian Vettel continuou na liderança, com 240 pontos, contra 124 do novo vice-líder, Mark Webber.

Resultados

Posição Piloto Equipe Tempo Incidentes
1 Fernando Alonso Ferrari 1h28m41s194  
2 Sebastien Vettel Red Bull a 16s511  
3 Mark Webber Red Bull 16s947  
4 Lewis Hamilton McLaren 28s986  
5 Felipe Massa Ferrari 29s010  
6 Nico Rosberg Mercedes 1m00s655  
7 Sergio Pérez Sauber 1m05s590  
8 Nick Heidfeld Renault 1m15s542  
9 Michael Schumacher Mercedes 1m17s912  
10 Jaime Alguersuari Toro Rosso 1m19s108  
11 Adrian Sutil Force India 1m19s712  
12 Vitaly Petrov Renault 1m20s681  
13 Rubens Barrichello Williams 1 volta  
14 Pastor Maldonado Williams 1 volta  
15 Paul di Resta Force India 1 volta  
16 Timo Glock Virgin 2 voltas  
17 Jérôme d’Ambrosio Virgin 2 voltas  
18 Vitantonio Liuzzi Hispania 2 voltas  
19 Daniel Ricciardo Hispania 3 voltas  
Não completaram
  Jenson Button McLaren   39- roda
  Sébastien Buemi Toro Rosso   25-colisão
  Kamui Kobayashi Sauber   23-vazamento de óleo
  Jarno Trulli Lotus-Renault   10-vazamento de óleo
  Heikki Kovalainen Lotus-Renault   2 – câmbio

 Classificação do campeonato

Pilotos
1 Sebastian Vettel 204
2 Mark Webber 121
3 Fernando Alonso 112
4 Lewis Hamilton 109
5 Jenson Button 109
6 Felipe Massa 52
7 Nico Rosberg 40
8 Nick Heidfeld 34
9 Vitaly Petrov 31
10 Michael Schumacher 28
11 Kamui Kobayashi 25
12 Adreian Sutil 10
13 Jaime Alguersuari 9
14 Sergio Pérez 8
15 Sébastien Buemi 8
16 Rubens Barrichello 4
17 Paul di Resta 2

 

Equipes
1 Red Bull 328
2 McLaren 218
3 Ferrari 164
4 Mercedes 68
5 Lotus 65
6 Sauber 33
7 Toro Rosso 17
8 Force India 12
9 Williams 4