Europa – 2012

GP da Europa

Data –  24 de junho de 2012

Circuito – Valência

Pista – 5.419 metros

Voltas – 57 – 308,883 km

Pole – Sebastian Vettel – Red Bull – 1m38s086

Vencedor – Fernando Alonso – Ferrari

Tempo – 1h44m16s649

Volta mais rápida – Nico Rosberg – Mercedes – 1m42s163

Líderes – Sebastian Vettel (1-33), Fernando Alonso (34-57)

Grid

1

Sebastian Vettel

Red Bull

1m38s086

2

Lewis Hamilton

McLaren

1m38s410

3

Pastor Maldonado

Williams

1m38s475

4

Romain Grosjean

Lotus

1n38s505

5

Kimi Raikkonen

Lotus

1m38s513

6

Nico Rosberg

Mercedes

1m38s623

7

Kamui Kobayashi

Sauber

1m38s741

8

Nico Hülkenberg

Force India

1m38s752

9

Jenson Button

McLaren

1m38s801

10

Paul di Resta

Force India

1m38s992

11

Fernando Alonso

Ferrari

1m38s707

12

Michael Schumacher

Mercedes

1m38s770

13

Felipe Massa

Ferrari

1m38s780

14

Bruno Senna

Williams

1m39s207

15

Sergio Pérez

Sauber

1m39s358

16

Heikki Kovalainen

Caterham

1m40s295

17

Daniel Ricciardo

Toro Rosso

1m40s358

18

Jean-Éric Vergne

Toro Rosso

1m40s203

19

Mark Webber

Red Bull

1m40s395

20

Vitaly Petrov

Caterham

1m40s457

21

Pedro de la Rosa

Hispania

1m42s171

22

Narain Karthikeyan

Hispania

1m42s527

23

Charles Pic

Marussia

1m42s675

Acima dos 107% do pole position

24

Timo Glock

Marussia

s/t

Corrida

No GP da Europa, em Valência, no dia 24 de junho de 2012, Fernando Alonso quebrou a escrita e foi primeiro piloto a ganhar duas corridas na temporada, na sua primeira vitória “em casa”, desde 2006. Para isso, contou com uma performance excepcional e uma boa dose de sorte. Largou da 11ª posição e graças a erros e abandonos dos que estavam na frente, para surpresa até dele mesmo, chegou em primeiro. Antes da corrida ele tinha dito, segundo registra o AutoMotor: “Pódio, nem pensar. Vitória, só em sonho.” Com Sebastian Vettel, o pole, e Lewis Hamilton na primeira fila, não haveria, como, mesmo, pensar diferente.

Mas, como já disse Ortega y Gasset, “o homem é o homem e suas circunstancias”. E na corrida as circunstâncias foram todas favoráveis ao piloto espanhol. Na largada, já conseguiu ganhar três posições. Nos primeiros pit stops, passou por Kamui Kobayashi e Kimi Raikkonen. Depois da entrada do safety car, para a retirada de pedaços de pneus, resultado de um choque entre Vergne e Kovalainen, e da lambança da McLaren no pit stop de Hamilton, passou a 3º. Na relargada, ultrapassou Grosjean, assumindo o segundo lugar, e pouco depois, na volta 34, ganhou no colo a liderança, graças ao abandono de Vettel, devido a problema no alternador.

A partir daí, Alonso só teria de controlar a corrida, sem tirar os olhos dos rivais mais próximos, e poupar os pneus. Do primeiro dos rivais, Grosjean, que tinha carro mais equilibrado e pneus em melhores condições, se livrou logo, seis voltas depois de assumir a liderança. Também com problema no alternador, o suíço abandonou a pista na volta 40 e a ameaça passou a ser Lewis Hamilton, em 2º, e Kimi Raikkonen, em 3º. A duas voltas do final, porém, um choque com Pastor Maldonado, que disputava a segunda colocação, tirou também Hamilton da corrida e, a partir daí, a Alonso só restava esperar pela linha de chegada. Emocionado, o espanhol voltou à pit lane envolto na bandeira da Espanha e no pódio “debulhou-se em lágrimas”.

Quem teve também motivo para se emocionar e comemorar foi Michael Schumacher que, pela primeira vez depois que voltou às pistas, subiu ao pódio. Largando da 12ª posição, com pneus médios, o alemão passou por muita gente, depois de trocar pelos macios e chegou num inesperado 3º lugar. “Quando me disseram pelo rádio que era 3º, não acreditei”, disse depois da corrida. Seu último pódio havia sido no GP da China, em 2006, quando corria pela Ferrari. Kimi Raikkonen, num corrida excepcional, foi o 2º colocado.

Felipe Massa, que tinha feito a segunda parada duas voltas antes da entrada do safety car, na relargada caiu para 14º e, tocado por Kobayashi, teve um pneu furado, precisou parar e terminou em 16º, fazendo aumentar os rumores de suas dispensa pela Ferrari, que, afinal, não acabou acontecendo. Bruno Senna, largou da 14ª posição, corria em 7º, quando bateu em Kobayashi, e graças a punição a Pastor Maldonado, pelo acidente com Hamilton, ainda conseguiu o 10º lugar.

Com o resultado de Valência, Fernando Alonso assumiu a liderança do campeonato, com 111 pontos, seguido de Mark Webber, com 91; Lewis Hamilton, 88; Sebastian Vettel, 85, e Nico Rosberg, 75.

Resultados

Posição

Piloto

Equipe

Tempo

Incidentes

1

Fernando Alonso Ferrari

1h44m16s649

2

Kimi Raikkonen Lotus

a 6s412

3

Michael Schumacher Mercedes

12s639

4

Mark Webber Red Bull

13s628

5

Nico Hülkenberg Force India

19s993

6

Nico Rosberg Mercedes

21s176

7

Paul di Resta Force India

22s866

8

Jenson Button McLaren

24s653

9

Sergio Pérez Sauber

27s777

10

Bruno Senna Williams

35s961

11

Daniel Ricciardo Toro Rosso

37s041

12

Pastor Maldonado Williams

54s630

13

Vitaly Petrov Caterham

1m15s871

 

14

Heikki Kovalainen Caterham

1m36s654

15

Charles Pic Marussia

1m36s551

16

Felipe Massa Ferrari

1 volta

17

Pedro de la Rosa Hispania

1 volta

18

Narain Karthikeyan Hispania

1m volta

 
Não completaram

Lewis Hamilton McLaren  

55-colisão

Romain Grosjean Lotus

40-alternador

Sebastian Vettel Red Bull  

33-alternador

Kamui Kobayashi Sauber  

33-danos de colisão

Jean-Éric Vergne Toro Rosso  

26-danos de colisão

Timo Glock não largou, por determinação médica

Classificação do campeonato

Pilotos

1

Fernando Alonso

111

2

Mark Webber

91

3

Lewis Hamilton

88

4

Sebastian Vettel

85

5

Nico Rosberg

75

6

Kimi Raikkonen

73

7

Romain Grosjean

53

8

Jenson Button

49

9

Sergio Pérez

39

10

Pastor Maldonado

29

11

Paul di Resta

27

12

Kamui Kobayashi

21

13

Michael Schumacher

17

14

Nico Hülkenberg

17

15

Bruno Senna

16

16

Felipe Massa

11

17

Jean-Éric Vergne

4

18

Daniel Ricciardo

2

Equipes

1

Red Bull

176

2

McLaren

137

3

Lotus

126

4

Ferrari

122

5

Mercedes

92

6

Sauber

60

7

Williams

45

8

Force India

44

9

Toro Rosso

6