A Honda e a FIA tiveram uma reunião na segunda-feira para discutir as novas regras sobre o desenvolvimento de motores para a temporada de 2015. A fábrica japonesa insiste em obter da entidade mundial autorização para continuar o desenvolvimento das suas unidades de potência durante a temporada, assim como a Ferrari, Renault e Mercedes.
Um porta-voz da FIA disse à BBC que o “encontro correu bem”, a reunião foi “construtiva” e que eles estão discutindo os assuntos que surgiram.
O representante da Honda preferiu não acrescentar nada às declarações anteriores, “até que uma atualização da FIA revele alguma coisa”. Ele confirmou o encontro dizendo que a McLaren-Honda tem contatado a FIA em relação à questão dos motores, mas a equipe “não pode discutir todos os detalhes no momento”. Antes, o porta-voz da Honda havia dito que a fábrica acredita “na concorrência justa para o bem do esporte e dos fãs”.
Como se recorda, o regulamento técnico da FIA para o campeonato de 2015 impedia que as fábricas fizessem atualizações do motor, depois da homologação no dia 28 de fevereiro. Depois, devido a uma falha nas regras, a Ferrari, Renault e Mercedes, que tiveram seus motores homologados em fevereiro do ano passado, foram autorizadas a desenvolver as unidades de potência durante toda a temporada. A Honda não recebeu o mesmo benefício porque, segundo a FIA, por ser seu primeiro ano na F1, terá tempo para efetuar todo o desenvolvimento necessário até a data da homologação do motor, no dia 28 de fevereiro.
A Honda considera a decisão injusta porque só ela estará submetidas às novas regras e, além disso, poderá fornecer apenas quatro motores aos seus pilotos, em 2015, enquanto as rivais foram autorizadas a fornecer cinco na primeira temporada das suas unidades, em 2014.
Alguns especialistas, segundo a BBC, acreditam que uma maneira de sair dessa situação seria igualar a Honda às demais fábricas. Isso permitiria que ela pudesse submeter seu motor à homologação em 28 de fevereiro e ter direito de desenvolver os 32 itens permitidos às demais, durante a temporada. Outros observadores dizem que a atual situação manda uma mensagem negativa para qualquer outro fabricante que pensa em entrar na F1, pois poderá, como a Honda, ser colocado automaticamente em desvantagem injusta.
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