08/01/16

Max Mosley propõe só 2 motores por temporada da F1

Max Mosley, ex-presidente da FIA, defende a manutenção dos atuais motores turbo, com sistemas MGU e MGU—K-H, mas propõe a redução, em 2017, de quatro para apena s duas as unidades de potência que poderão ser usadas pelos pilotos durante a temporada da Fórmula 1. Em entrevista ao motorssport.com ele diz que gostaria de motores com mais vida útil, fazendo assim que poucas unidades sejam utilizadas.

O ex-dirigente, que um crítico das recentes decisões da FIA e acusa as montadoras Mercedes, Renault, Ferrari e Honda de formarem um cartel, explica que é uma “simples” operação aritmética:

“O problema atual gira em torno do custo e a oferta dos motores. A solução seriam regras que permitam apenas dois motores por carro por temporada. Isso iria dobrar a oferta e dividir os preços pela metade. Os motores de hoje exigiriam apenas alguns ajustes para se conseguir o aumento da sua vida útil.”

Mas o próprio Mosley admite a resistência dos pilotos a tal proposta:

“Ele diriam imediatamente que seria impossível e seria um desastre, mas na história da F1 nunca houve um caso em que essas previsões se revelaram confiáveis”, ele disse ao Motorsport.com.

No dia 15 de janeiro, as construtoras e equipes devem apresentar propostas para reduzir os custos das unidades de potência e ai se saberá se a solução será a defendida por Bernie Ecclestone e Jean Todt, d4 um motor alternativo: a que deve ser apresentada pelas montadoras; a de Max Mosley ou uma mistura de todas elas.

Adrian Newey, também ouvido pelo Motorsport.com diz que a adoção de um motor independente é a única forma de evitar que só a Mercedes e a Ferrari continuem a ganhar:

“Acho que o motor independente é uma boa opção porque permitiria equipes privadas terem o que deve ser um motor competitivo, com um custo mais razoável. Além disso, basta olhar para trás, na história da F1, quando a equipe teve acesso a um motor privado competitivo: o motor Cosworth DFV continua a ser o melhor exemplo do que estou dizendo”.

O engenheiro inglês afirma que deve haver igualdade de oportunidades…

“No momento, às equipes de clientes da Mercedes e da Ferrari não são dadas as mesmas especificações de motor das equipes oficiais. Portanto, estamos em uma situação em que só a equipe de Brackley e a Ferrari serão capazes de ganhar corridas e campeonatos. A F1 não deveria ser assim. A ideia de ter um motor independente permitiria às pequenas equipes terem um motor competitivo. Produzir um motor livre das limitações da atual regulamentação é muito fácil. Será importante encontrar o equilíbrio com a unidade de energia atual. Em alguns GPs. o motor padrão poderia ser mais competitivo, enquanto em outros o benefício seria a favor do acionamento híbrido. Pelo menos haveria um pouco “de imprevisibilidade”, justifica Newey.