A McLaren garante que a próxima atualização na unidade de potência não será feita dentro das próximas quatro ou cinco corridas, segundo confirmou o diretor de automobilismo da Honda, Yusuke Hasegawa. Em Silverstone, a Honda introduziu uma melhoria no motor de combustão e uma outra do sistema de recuperação de energia.
Apesar dos bons resultados que a Honda obteve com a atualização feita em Silverstone, Hasegawa diz que a eficiência do motor continua sendo a parte em que a fábrica está mais centrada, pois ainda continua atrás de seus rivais Mercedes, Ferrari e também Renault e pretende gastar os 10 tokens que ainda restam para melhorar.
“Ainda continuamos concentrando nossos esforços na melhoria do nosso motor, na área do ICE. Temos visto bons números e continuamos nos preparando. Não será em poucas corridas, mas em quatro ou cinco que pretendemos introduzi-lo (um novo pacote de melhorias)”, comentou Hasegawa ao Autosport.com.
O chefe da marca japonesa não confirmou as declarações de Carlos Sainz, dizendo que o motor Honda já estava na frente do motor Ferrari 2015 em termos de potência, pois considera que a unidade de potência japonesa está, ainda, relativamente longe das demais.
“É uma mescla de sentimentos, não sabemos se se trata de um comentário correto. Temos que apreciar pensarem que nossa unidade melhorou, mas ao mesmo tempo, a comparação foi feita com um motor de um ano de idade!”, explicou.
Hamilton aprova o plano da Mercedes
Lewis Hamilton concrda com indeia da Mercedes de provocar propositadamente uma dupla penalização no grid em uma próxima corrida, a fim de criar um conjunto de componentes de motor para tornar sua disputa pelo título mais confortável.
O regulamento de motores estipula que cada piloto pode usar não mais que cinco unidades de energia ao longo do campeonato, com cada unidade constituída por seis elementos distintos: o motor de combustão interna (ICE), o gerador do motor unidade-cinética (MGU-K) , o gerador de motor térmico (MGU-H), o armazenamento de energia (ES), turbocompressor (TC) e controle eletrônicos (CE).
Cada piloto está autorizado a utilizar apenas cinco de cada um desses seis elementos durante uma temporada e qualquer combinação deles pode ser colocada num carro a qualquer momento. Se um piloto usar mais de cinco de qualquer um dos seis elementos da unidade de energia durante o curso de uma temporada, será imposta uma punição no grid.
Hamilton, que atualmente está apenas um ponto atrás do companheiro de equipe Nico Rosberg no campeonato, já utilizou cinco turbocompressores e cinco MGU-Hs nesta temporada, ou seja, qualquer elemento adicional a partir deste lote levaria inevitavelmente a uma pena no grid.
Alterando os componentes antes que falhem, em um local que a Mercedes escolha, poderia talvez oferecer ao piloto britânico um pouco menos de risco no último e importante trecho da temporada.
“Essa é uma solução que eu imaginei comigo mesmo. Isso definitivamente seria algo que poderia ser feito. Eu vou ter de pegar outro motor. A questão é saber quando eu vou pegar”, disse Hamilton ao Autosport.
O plano da Mercedes, como se sabe, é trocar dois motores num mesmo fim de semana, para provocar uma penalidade que supere as posições do grid, fazendo com que Hamilton largue do último lugar ou da pit lane. Isso poderá ser feito em Spa, onde as longas retas permitem ultrapassagens e uma corrida de recuperação.
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