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Melbourne

Australia_circuitos

Organização

Nome oficial

Melbourne GP Circuit

Endereço

Albert Park 220 Albert Road PO Box 577
Melbourne – Victoria 3205

Austrália

Tel: (+61) 3 9258 7100
Fax: (+61) 3 9699 3727

Ficha Técnica

Extensão

5.303km

Distância

307,574 km

Voltas:

58

 Curvas

16

Sentido

horário

Capacidade

 80.000 espectadores

Primeiro GP:

10 de março de 1996,

vencido por Damon Hill

Recorde da prova

2004

Michel Schumacher

1h24m15s757

Pole recorde

2011

Sebastian Vettel – Red Bull

1m23s529 – 228,553 km/h

Volta mais rápida

2004

Michael Schumacher – Ferrari

1m24s125 – 226,934 km/h

Vencedores

20-03-2016

Nico Rosberg

Mercedes

1h48m15s565

15-03-2015

Lewis Hamilton

Mercedes

1h31m54s067

17-03-2014

Nico Rosberg

Mercedes

1h32m58s710

17-03-2013

Kimi Raikkonen

Lotus

1h30m03s225

18-03-2012

Jenson Button

McLaren

1h30m29s

27-03-2011

Sebastian Vettel

Red Bull

1h29m30s259

27-03-2010

Jenson Button

Mclaren

1h33m36s531

29-03-2009

Jenson Button

Brawn GP

1h34m15s784

16-03-2008

Lewis Hamilton

McLaren

1h34m50s616

18-03-2007

Kimi Raikkonen

Ferrari

1h25m28s77

02-04-2006

Fernando Alonso

Renault

1h34m27s870

06-03-2005

Giancarlo Fisichella

Renault

1h24m17s736

07-03-2004

Michael Schumacher

Ferrari

1h24m15s757

09–03-2003

David Coulthard

McLaren

1h34m42s124

03–03-2002

Michael Schumacher

Ferrari

1h35m36s792

04-03-2001

Michael Schumacher

Ferrari

1h38m26s533

12-03-2000

Michael Schumacher

Ferrari

1h34m01s.987

07-03-1999

Eddie Irvine

Ferrari

1h35m01s659

08-03-1998

Mika Hakkinen

McLaren

1h31m45s996

09-03-1997

David Coulthard

McLaren

1h30m28s718

10-03-1996

Damon Hill

Williams

1h32m50s491

Características

O circuito (de rua) é montado no Albert Park, em Melbourne, dois quilômetros ao sul do distrito comercial da cidade, sob protestos dos ecologistas, temerosos de prejuízos ao meio ambiente. A pista substituiu Adelaide no calendário da Fórmula 1 a partir de março de 1996.

Apesar de urbano, o traçado é muito rápido. As retas são longas e há várias curvas de alta velocidade. Para os pilotos, a pista de Melbourne é das mais desgastantes, porque não há o que se chama de “pontos de relax” _aquelas freadas fortes seguidas de curvas lentas, quando o sujeito pode dar uma respirada. A pista exige cerca de 3.50º mudanças de marcha durante a corrida e torque para saída das curvas, um bom acerto, engrenagem resistente e estabilidade nas freadas são essenciais.

Cada curva é um desafio diferente, mas a chicane formada pelas curvas 11 e 12, de alta velocidade, feita em quarta marcha é a mais difícil de todas. Os carros chegam à 11 em torno dos 300 quilômetros, com a visão prejudicada pelos muros e concreto e só quando já estão na sida dele é que  entrada da 12 pode ser vista. Um erro ali pode custar muito, pois pode comprometer a velocidade na reta para a curva 13. Os analistas dizem que ali é o lugar onde a coragem é recompensada. A.necessidade de alcançar altas velocidades força os carros a correr sem o máximo dos níveis de downforce e isso reduz a aderência em várias curvas de segunda marcha, tornando difícil para os voltar a ganhar força, principalmente depois da proibição do controle de tração.

O circuito exige concentração máxima porque se anda acelerando o tempo todo. Em três locais os carros podem chegar a 300 km/h, com 70% da volta feita de pé embaixo, e média de 225 km/h. Mas não é fácil ultrapassar em Melbourne, apesar das altas velocidades. A pista requer um acerto de downforce de médio para alto, pois este ajuda os pilotos a conseguirem boa tração na saída das curvas lentas e boa velocidade nas retas.

Olivier Panis e o ex-piloto tricampeão mundial Jackie Stewart apontam uma falha no circuito: a sujeira na pista. O piloto francês diz:

“A pista é muito suja no primeiro dia; é difícil fazer uma escolha de pneus. O traçado é divertido, com alguns pontos de ultrapassagem, mas o problema é que a única trilha limpa é por onde os carros passam. Sair dela é perigoso e fácil de se cometer um erro.”

No final de 2003, o chefe-executivo do circuito, Steven Wilson, anunciou a construção de uma nova arquibancada na reta principal, com o nome do piloto finlandês Mika Hakkinen. E Bernie Ecclestone pediu modificações na área dos pits, para adaptá-la às novas regras, que iriam permitir velocidade de 100 km/h ali.

Curvas

Com exceção da 5 e da 10, todas as outras curvas do Albert Park têm nome, alguns deles em homenagem a ex-pilotos: Chicane 1/2 – Jones; Curva 3 – Sport Center; Curva 4 – Hellas Córner; Chicane 6/7 – Marina; Curva 8 – Lauda; Chicane Curva 9 – Clark;  Chicane 11/12 – Waite; Curva 13 – Ascari; Curva 14 – Stewart; Curva 15 – Senna; Curva 16 – Prost.

Volta da FIA

Melbourne

Melbourne

Trecho

Setor

DST

FG

Marcha

Velocidade

Tempo

Largada

0.1

7

300

Saída Curva 2

Ativação2

2.0

5

255

Curva 3

2.0

3

105

Entrada Curva 6

1

28.9

Curva 8

1.5

6

275

Curva 9

1.0

5

221

Curva 11

2

23.4

Curva 12

2.0

5

247

2/4 Curvas 12/13

1.5

6

280

Curva 13

2.0

2

89

Entrada Curva 14

Detecção

Curva 14

2.9

2

88

Curva 16

Ativação 1

 Chegada

3

35.3

1.26.7

 

Registros da FOM FG, marcha, velocidade) – Final da Reta – 3.38, 7, 305; Entrada Curva 1 – 3.38, 7, 305;  Curva 1 – 2.38, 3; 145; Curva 2 – 2.90, 4, 200; Entrada Curva 3 – 2.93, 5, 182; Curva 3 – 1.76, 2, 92; Curva 4 – 3.13, 3, 145; Curva 5 – 4.55, 6, 239; Entrada Curva 6 – 1.20, 78, 283; Curva 6 – 2.90, 3, 134; Curva 7 – 2.54, 4, 186; Curva 8 – 2.73, 6, 255; Entrada Curva 9 – 0.17, 7, 280; Curva 9 – 2.38, 3, 115; Meio da Reta – 0.83, 6, 251; Entrada Chicane – 1.00, 7, 292; Curva 11 – 4.04, 6, 226; Curva 12 – 4.52, 5, 233; Entrada .Curva 13 – 0.68, 7, 296; Curva 13 – 2.99,3, 138; Entrada Curva 14 – 0.88, 5, 232; Curva 14 – 3.55, 5, 205; Entrada Curva 15 – 1.72, 5, 238;  Curva 15 – 1.88,2, 84; Curva 16 – 2.61, 4, 180.

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/track-guide-australia

Volta de Mark Webber

Trecho Força G Marcha Velocidade
Curva 1 2.38 3 145
Curva 2 2.9 4 200
Curva 3 1.76 2 92
Curva 4 3.13 3 145
Curva 5 4.55 6 239
Curva 6 2.9 3 134
Curva 7 2.54 4 186
Curva 8 2.73 6 255
Curva 9 3 3 115
Curva 10 0.84 6 251
Curva 11 4.04 6 226
Curva 12 4.52 5 233
Curva 13 2.99 3 138
Curva 14 3.55 5 205
Curva 15 1.88 2 84
Curva 16 2.61 4 180

Volta de Giancarlo Fisichella

“Na classificação, chegamos à primeira curva a mais de 300 km/h, o que requer uma grande freada para baixar a 120. Depois, há um encadeamento de três curvas, em seguida a uma reta, que se fazem, respectivamente em primeira, terceira e quarta.

É importante ter cuidado nesta parte, para manter uma boa velocidade. Depois, se acelera a cerca de 280 km/h, para a quinta curva, antes de frear e reduzir à segunda para a curva seguinte. Em seguida, vou fundo até a sexta curva, onde tenho que brecar muito forte.

As curvas 7 e 8  são as mais difíceis. São feitas em quinta, a cerca de 200 km/h. É necessária uma boa estabilidade do carro em alta velocidade até a 9ª curva, onde não é estranho chegar a 300 km/h, antes de dar uma brecada forte para a 10ª curva, que se faz em segunda, a 110. Logo depois há uma pequena reta que se faz em quarta e onde se pode chegar a 200 km/h. Em seguida, tem-se de brecar forte para a curva mais lenta do traçado, que se faz a 70. A última curva se faz rápido, em terceira, e se volta à reta de chegada.”

Momentos

2000 – O espanhol Pedro de La Rosa sofre acidente na sétima volta, com sérios danos no monocoque da Arrows

2002 – Ralf Schumacher provoca acidente envolvendo oito carros, entre eles o do pole Rubens Barrichello

2003 – Ralph Firman abandona a prova depois de acidente, na sétima volta, no mesmo ponto onde Barrichello havia batido uma volta antes. O brasileiro tinha queimado a largada e teve de cumprir um drive-through

2004 – Michael Schumacher obtém uma cômoda vitória sobre Rubens Barrichello, seu companheiro equipe, na primeira vitória na temporada em que conseguiu seu sétimo título.

2005 – Depois de uma intensa chuva que prejudicou os treinos de classificação, Giancarlo Fisichella consegue sua primeira vitória com a Renault, à frente de Rubens Barrichello, que saiu da 11ª posição, para chegar em segundo lugar.

2006 – O safety car.entra quatro vezes na pista. Na primeira, por causa de um incidente na largada envolvendo Jarno Trulli, Nico Rosberg e Felipe Massa. Na segunda, devido a um acidente com Christian Klein. As outras duas, quando Michael Schumacher e, depois, Juan Pablo Montoya saem  da pista. Jenson Button, que foi o pole position, para a 100 metros da linha de chegada, por explosão do motor, permitindo a vitória de Fernando Alonso, da Renault.

2007 – Kimi Raikkonen estreia na Ferrari com vitória na abertura da temporada, tornando-se  o primeiro piloto a vencer em sua estréia na equipe, desde Nigel Mansell, em 1989.. Lewis Hamilton, que chegou em terceiro, foi o primeiro piloto a subir ao pódio na estreia na Fórmula 1, desde Jacques Villeneuve, em 1996.

2008 – Dos 22 pilotos que largaram, só seis terminaram a corrida. Ainda na primeira curva, Nelsinho Piquet, Giancarlo Fisichella, Sebastian Vettel, Jenson Button, Mark Weber e Antonio Davidson se envolveram em acidente e só Nelsinho conseguiu voltar à pista.

2009 – Pela segunda vez na F1 (a primeira foi no Canadá, em 1999), uma corrida termina com o safety car na pista. Isso aconteceu devido a uma colisão entre Sebastian Vettel e Robert Kubica, na volta 56, duas antes do final da prova.

2010 – Com pista molhada, os carros largaram com pneus intermediários e várias trocas tiveram de ser feitas durante a corrida. Numas das trocas, Felipe Massa, que era segundo perdeu duas posições, mas mesmo com os pneus em más condições , ele e Alonso conseguiram garantir os 3º e 4º lugares, respectivamente. Vettel, com problemas nos freios, teve de entregar a liderança a Jenson Button, que voltou a vencer, depois de nove meses. Robert Kubica, segundo colocado, subiu ao pódio pela primeira vez, pela Renault.

2011 – Numa prova com vários incidentes e saídas da pista, o primeiro GP do ano foi movimentado, mas com poucas surpresas. Uma delas foi o pódio do russo Vitaly Petrov, que foi o 6º no grid e chegou em 3º. Sebastian Vettel, o pole position, venceu com tranquilidade, seguido de Lewis Hamilton, que tinha sido também 2º no grid. Jaime Alguersuari e Michael Schumacher bateram forte e sofreram avarias. Rubens Barrichello errou uma freada na curva 3 e atingiu Nico Rosberg, sendo punido com drive through. Os dois carros da Sauber foram desclassificados por irregularidade na asa traseira. Lewis Hamilton foi punido por cortar caminho para ultrapassar Felipe Massa.

2012 –  O momento mais emocionante da corrida foi a chegada do quatro pilotos que ocupavam do 8º ao 11º lugar: Nico Rosberg, Sergio Perez, Jean-Éric Vergne e Paul di Resta. Eles cruzaram a linha de chegada com menos de 4 décimos de diferença. Lewis Hamilton foi o pole position, mas foi ultrapassado ainda antes da primeira curva pelo companheiro Jenson Button, vencedor da prova. Hamilton acabou ultrapassado também por Sebastian Vettel, segundo colocado, e demonstrou claramente não ter ficado satisfeito com o terceiro lugar.

2013– A corrida teve um início conturbado. Um temporal interrompeu, no sábado, a etapa de classificação e a Q3 teve de ser disputada no domingo pela manhã, cinco horas antes da corrida. Sebastian Vettel e Mark Webber, nessa ordem, ocuparam a primeira fila, com quase um segundo de vantagem sobre o 3º colocado (Lewis Hamilton) e tudo levava a crer que a Red Bull começaria a nova temporada com vitória tranquila. Mas Kimi Raikkonen que largava da 7ª posição, surpreendeu e, com estratégia de apenas duas paradas (e não três, como a maioria), conquistou o seu 20º triunfo na Fórmula 1; o segundo depois da volta à categoria e o primeiro pela Lotus. Fernando Alonso foi o segundo colocado, 12s451 atrás do vencedor; Vettel chegou em 3º e Felipe Massa, que chegou a liderar três voltas (7, 21 e 22), terminou como começou: no 4º lugar.

2014 – Nico Rosberg, da Mercedes, passou pelo companheiro Lewis Hamilton logo na largada e dominou a corrida de ponta a ponta e fez a volta mais rápida. Felipe Massa, na sua estreia na Williams.  foi tirado da pista ainda antes da primeira curva, tocado pelo japonês Kamui Kobayashi, que alegfou não ter podido controlar os freios. A surpresa da cxorrida foi Valtteri Bottas, da Williams, que saiu da 15ª posição e, embora tenha sido obrigado a uma parada extra para trocar um pneu furado, chegou no 5º lugar.

2015 – O campeonato de 2015 da Fórmula 1 começou como terminou o de 2014, com completo domínio da Mercedes, que fez a primeira dobradinha do ano, com Lewis Hamilton em 1º e Nico Rosberg no segundo lugar, no GP da Austrália, no circuito de Albert Park, em Melbourne, no dia 15 de março de 2015. O piloto inglês liderou a corrida praticamente de ponta a ponta (só cedeu a posição a Rosberg quando parou para trocar pneus, nas voltas 25 e 26) e cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h31m54s067, com 1s360 de vantagem sobre o companheiro. Hamilton também fez a volta mais rápida da corrida, com 1m30s945, na 50ª volta, conquistando o primeiro hat trick (barba, cabelo e bigode) do ano

2016 – A  Ferrari surpreendeu e tomou os dois primeiros lugares na largada e Vettel manteve a liderança até volta 39, quando foi ultrapassado por Rosberg, que liderou a corrida até o final.Lewis Hamilton, que largou mal, caindo parao7º lugar, recuperou-se e completou a dobradinha da Mercedes. Rosberg completou as 56 voltas da prova em 1h48m15s565 e Lewis Hamilton fez o percurso em 1h48m16s425. A corrida no circuito de Albert Park, em Melbourne, foi marcada por um acidente espetacular como poucos vistos na F1 nos últimos anos. Na volta 18, Na saída da curva, ao tentar passar por Esteban Gutierrez, Alonso bateu a roda dianteira direita do seu carro na roda traseira esquerda do seu patrício. Gutierrez foi jogado para a caixa de brita, mas o carro de Alonso bateu no muro do direito, atravessou a pista voando, capotou duas vezes e se espatifou contra o muro da esquerda. Foi uma surpresa quando o piloto espanhol saiu inteiro da carenagem retorcida, apenas apertando o joelho e mancando um pouco da perna esquerda. A Gutierrez e aos fiscais que correram para socorrê-lo, Alonso mostrou que estava bem saiu andando em direção aos boxes. Até que fossem retirados os “restos” do carro e os detritos da pista, a corrida esteve paralisada com bandeira vermelha por 20 minutos e recomeçou com o safety car.