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Wilson Fittipaldi

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Nome completo

Wilson Fittipaldi Júnior

Nascimento

25 de dezembro de 1943

Local

São Paulo

Estreia  na F1

GP da Espanha de 1972

Última corrida

GP dos Estados Unidos de 1975

Equipes

Brabham, Coopersucar-Fittipaldi

Largadas

36

Pontos

3

Melhores resultados

6º lugar (GP da Argentina 1973)

5º lugar (GP da Alemanha 1973)

Abandonos

17

Não qualificado

3

Wilson Fittipaldi Júnior nasceu em São Paulo, a 25 de dezembro de 1943. Filho mais velho de Wilson Fittipaldi, um dos maiores incentivadores do automobilismo de competição e chamado de Barão, pela sua elegância, Wilsinho começou a corre de kart a convite de Cláudio Daniel Rodrigues, um dos grandes pilotos daquele final da década de 1950.

Arrojado, o jovem Wilson tornou-se, em pouquíssimo tempo, um dos melhores kartistas do país. Foi campeão brasileiro da modalidade em 1959, 1960 e1961. As primeiras corridas de carro aconteceram em 1962, mas Wilsinho não teve sorte na prova de estréia. O seu DKW-Vemag quebrou antes do final das 12 Horas de Interlagos. As boas atuações no ano, porém, despertaram o interesse da equipe Willys, a mais completa da época. Logo, estava no primeiro time de pilotos do país, correndo ao lado de Bird Clemente e Luis Pereira Bueno.

Em 1966, Wilsinho teve sua primeira experiência internacional. Com um Willys Gávea, preparado pela equipe do Brasil, disputou um torneio de Fórmula 3, na Argentina. A performance, embora não tenha vencido a corrida, chamou a atenção do chefe da equipe francesa Alpine. Disputou apenas uma prova pela Fórmula 3 européia, em Reims, na França; estava em terceiro quando seu Alpine quebrou.

Voltou ao Brasil e só muito tempo depois descobriu a razão do retorno tão rápido. Os diretores da Willys precisavam de Wilsinho na equipe e ameaçaram a Alpine de não mais importar equipamentos da fábrica francesa, se ele não fosse liberado. A desilusão foi compensada pelos êxitos conseguidos no Brasil no ano seguinte. Transformado em primeiro piloto da equipe Dacon, venceu várias provas, pilotando um Karmann-Ghia POrsche, entre elas os Mil Quilômetros de Brasília e as Três Horas de Velocidade, no autódromo do Rio de Janeiro.

Um das marcas de Wilson Fittipaldi Júnior foi a construção de carros. Em 1967, junto com o irmão Emerson, construiu o Fitti-Porsche, um protótipo velocíssimo, mas que nunca venceu uma corrida. Na estréia, nas IX Mil Milhas de Interlagos, o Fitti-Porsche fez a volta em 3m31,8s, quase 15 segundos mais rápido que a famosa Carretera Chevrolet, de Camilo Cristófaro, considerado o carro mais rápido da época.

Quando a Fórmula Vê, com motores Volkswagen, foi introduzida no Brasil, Wilsinho e Emerson se dedicaram à construção dos monopostos. A bordo dos Fitti-Vê, os dois irmãos ganharam várias provas. O sucesso de Emerson na Europa, a partir de 1969, fez Wilsinho seguir o rastro do irmão. Depois de terminar o torneio BUA da Fórmula Ford, no Brasil, em quarto lugar (o torneio, disputado no início de 1970, com provas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza, foi ganhado por Emerson Fittipaldi), Wilsinho, com patrocínio de algumas empresas brasileiras, foi para a Europa, disputar a Fórmula 3. Venceu apenas uma corrida, em Silverstone _ José Carlos Pace chegou em segundo _  e acabou em quarto na classificação geral do Forward Trust Trophy, o campeonato inglês da categoria.

A ida para a Fórmula 1 se deu ainda em 1971, no GP da Argentina, com uma Lótus 49. Nesse ano, mesclou provas das Fórmula 3 e 2. No ano seguinte, foi contratado pela Brabham, como terceiro piloto da equipe. Enquanto ele pilotaria um ultrapassado BT-34, seus companheiros Graham Hill e Carlos Reutmann correriam com os modernos BT-37. Muito por causa disso, não marcou nenhum ponto em sua primeira temporada na Fórmula 1.

Em 1973, continuou na Brabham só que, a partir do GP da Espanha, o quarto da temporada, passou a correr com um equipamento igual ao do primeiro piloto da equipe, Carlos Reutmann. Seu melhor desempenho foi no GP de Mônaco,. Durante boa parte da corrida ocupou o terceiro lugar, mas, no final, os muitos problemas mecânicos deixaram o brasileiro em 13º lugar. No Campeonato Mundial de Pilotos de 1973, ficou na 10ª posição, com três pontos.

Em 1974, Wilsinho preferiu abandonar o campeonato e a Europa, para investir num sonho. Durante todo o ano, dedicou-se à construção do primeiro carro brasileiro da Fórmula 1. Com muita luta, conseguiu o apoio da Copersucar, uma cooperativa de grandes produtores de açúcar, que financiou o projeto. Em 1975, Wilsinho voltava à Fórmula 1, pilotando o seu Copersucar-Fittipaldi e no fim do ano encerrou a carreira, passando a ser chefe da equipe, que teve o irmão, Emerson, como piloto durante cinco anos.

Durante alguns anos, Wilsinho correu na Stock Car, mas depois envolveu-se com a direção de equipes e com a carreira do filho Christian.