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Vittorio Brambilla

Nome

Vittorio Brambilla

Nacionalidade

Italiano

Nascimento

11 de novembro de 1937

Local

Monza

Morte

26 de maio de 2001

Local

Lesmo

Carreira

1974/1980

Equipes

March, Surtees, Alfa Romeo

Largadas

74

1ª corrida

GP da África do Sul de 1974

Última corrida

GP da Itália de 1980

Primeira vitória

GP da Áustria de 1975

Última vitória

GP da Áustria de 1975

Pontos

15,5

Voltas+rápidas

2

Poles

1

Pódios

1

1º lugar

1

4º lugar

1

5º lugar

2

6º lugar

5

Primeira fila

1

Voltas na liderança

33

Km na liderança

155

Acidentes

16

Nascido em Monza, em 11 de novembro de 1937, Vittorio Brambilla era de uma simplicidade a toda prova. Um boa praça. Sua cara marcada e vincada contrastava com sua docilidade. Conversava abertamente, atendia a todos sem fazer charme ou ares de campeão. Foi chamado carinhosamente de “La Nona” e, pejorativamente, de “Gorila de Monza”, sem se incomodar com esses apelidos.

Em 1956, Ernesto, o Tino, irmão mais velho de Vittorio, chamou-o e deu-lhe a noticia pela qual tanto esperava: poderia encostar a sua velha motocicleta e entrar em outra pista com uma máquina de quatro rodas. Não seria uma das grandes, mas simplesmente um kart Parilla, da antiga categoria de 175 cc, um bom começo para quem se equilibrava sobre uma motoca de apenas 50 cc.

Sua estreia no kartodromo de Letano marcou o início da carreira de um piloto internacional. No principio, os irmãos seguiam juntos; dos karts passaram para a F3 e depois pra a F2, porém, algo ia ficando muito claro.  Tino era melhor e mais útil fora das pistas, às voltas com a preparação dos carros e motores.

Vittorio tinha mais vocação para piloto. Em 1962, sagrou-se campeão italiano de kart e, no ano seguinte, campeão mundial, demonstrando arrojo e um estilo valente e brigador.

Somente em 1973, porém, viria o reconhecimento geral de sua competência, quando, aos 35 anos, foi apontado como o piloto revelação da F2. Assim, saiu em busca de patrocínio e o conseguiu da Beta Utensil, uma fábrica italiana de ferramentas. Estreando na F1 com um March,em 1974, no GP da África Dio Sul.

Passou 1974 inteiro em branco e, em 1975, foi quinto na Espanha; sexto na Inglaterra e primeiro na Áustria, uma prova interrompida por causa do mau tempo, antes de completar a metade de suas voltas, o que lhe valeu comente 4,5 pontos. Inusitada foi a sua chegada: na emoção da sua primeira vitória na F1, cruzou a linha de chegada com os dois braços erguidos e acabou enfiando o carro no guard-rail e chegando a pé aos boxes.

Um dos seus melhores momentos ocorreu no GP da Suécia, em 1975, quando obteve a pole position, primeira da sua carreira e da história da March.

Na temporada de 1976, Brambilla bateu em Long Beach; parou no Brasil; saiu da pista na África do Sul; rompeu o semieixo na Espanha e o bico do carro em Monte Carlo; bateu no treino e na corrida em Zolder, na Bélgica. Na Suécia, ficou sem o bico do carro; em Paul Riccard o carro não resistiu; quebrou na Inglaterra e na Alemanha e na Áustria perdeu o nariz do March.

Isso explica porque sua fama dentro da Fórmula 1 tinha pouco a ver com a contagem obtida ano Mundial. Ninguém bateu, rodou, complicou ou quebrou mais do que ele. Sua maneira de conduzir não era a ideal para somar pontos, mas para testar a resistência dos carros. Tanto é verdade que, na época, o dono da March, Max Mosley, e seu projetista oficial, Robim Herd, o consideravam o melhor test driver que passou pela fábrica: carro que aguentava o seu ritmo, não quebrava na mão de mais ninguém.

A fama de trombador começou logo na sua segunda prova na F1, na Espanha. Nos treinos, bateu e saiu carregando quatro linhas da cerca de proteção. Na corrida, repetiu a façanha, estragando o conserto feito às pressas pelos empregados do autódromo. Em Dijon Prenois, na França, voltou a bater nos treinos e na corrida. Daí em diante, os jornalistas criaram a sua fama.

Brambilla permaneceu na Fórmula 1 de 1974 a 1980. Foram 74 corridas, com apena suma vitória, um quarto lugar, dois quintos, cinco sextos e um sétimo e apenas 15,5 pontos, uma participação que não podia ser ignorada por ninguém e que marcou época no mundo d a Fórmula 1.

No início de 1990, Vittorio Brambilla abriu em Milão uma loja de recordações da F1 e, ocasionalmente, dirigia o carro de segurança do GP da Itália. Ele morreu aos 63 anos, em Lesmo, perto de Milão, de ataque cardíaco, enquanto cortava a grama do jardim de sua casa.