Publicidade

Vitantonio Liuzzi

Perfil

Nome Vitantonio Liuzzi
País Itália
Nascimento 6 de agosto de 1981
Local Locorotondo
Residência Lugano – Suíça e Pescara – Itália
Estado civil Casado com Francesca Calderari
Altura 1,78
Peso 67 kg
Línguas Italiano, inglês, francês
Hobbies Mulheres, música, dança, futebol

Desempenho

Estreia

GP de San Marino

22/04/2005

Último GP

GP do Brasil

24/11/2011

Corridas

81 (80 largadas)

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas

0

Pontos

26

Carreira

Ano Categoria Equipe Provas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2011 Fórmula 1 Hispania

18

0

0

0

0

0

23º

2010 Fórmula 1 Force India

19

21

15º

2009 Fórmula 1 Force India

5

22º

2008/09 A1 GP A1 Itália

4

7

16º

Speed Car UP Team

9

3

1

4

5

45

2008 Fórmula 1 Force India

Piloto de testes

2007 Fórmula 1 Toro Rosso

17

3

18º

2006 Fórmula 1 Toro Rosso

18

1

19º

2005 Fórmula 1 Red Bull

4

1

24º

2004 F. 3000 Arden

10

7

9

3

9

86

2003 Serie Nissan Motorsport

2

2

25º

F 3000 Red Bull

10

1

2

39

2002 GP de Macau Kolles

1

N/C

F3 Europa Opel

1

N/C

F3 Masters

1

F3 Itália

1

1

1

1

9

F3 França

2

N/C

F3 Alemanha

18

2

3

25

2001 R 2.0 alemã GM

8

1

1

3

4

139

R2.0 Europa

1

N/C

Kart Mundial

2000 2° colocado na Copa Mundial de kart de Monteri
1999 Campeão europeu da categoria sênior, ganhando o Troféu Ayrton Senna
1998 3° colocado no campeonato europeu da categoria sênior da Fórmula Super A de kart
1996 Campeão italiano júnior da Formula Internacional A de kart
1995 2° colocado no Mundial de kart; 5° colocado no campeonato europeu
1993 Campeão italiano de kart
1991 Começa a andar de kart

História

Vitantonio (Tonio) Liuzzi é considerado uma dos pilotos mais simpáticos da Formula 1. Com suas roupas coloridas, brincos e aparência de pirata, é bem visto pela imprensa. Alegre, se mistura com as pessoas no paddok e não se faz de inacessível, com outros pilotos. As respostas nas entrevistas dão uma ideia de suas personalidade. Ele se descreve como “comprometido, determinado, legal”. Fora das pistas, gosta de motociclismo, paraquedismo, bungee jumping, mas pratica também sky e futebol. Nos dias de folga, prefere ficar com a família e os amigos. E, nos sábados sem corrida, dorme até 10/11 horas, faz um ligeiro treino, pega seu barco e sai ao mar, para relaxar.

Quando tinha 17/18 anos, pintava os cabelos de amarelo, verde, preto, todas as cores do arco-íris. Tem uma tatuagem na perna e antes teve piercing na orelha e na sobrancelha. Lê só a revista Autosport e desde que saiu da escola, prefere “a universidade da vida diária”. Só tem medo de cobra e de pequenos animais rastejantes de “muitas pernas”. Não gosta de derrapagens, Duto F, comida chinesa, wasabi e gente mentirosa. Gosta de fazer comida japonesa, na grelha.  Os pilotos devem ter: “colhões, cérebro e coragem”. E “adrenalina, adrenalina, adrenalina”.

Os heróis da infância de Liuzzi foram Nigel Mansell e Maradona. E acha que ainda tem chance de transformar em realidade o seu desejo de se encontrar com Mansell. Mas, infelizmente, diz ele, não poderá se encontrar com Ayrton Senna, que considera o maior esportista de todos os tempos e com quem gostaria de jantar, pois “foi uma pessoa intensa e conhecê-lo seria um privilégio”.  Talvez pensando nesses dois ídolos. Liuzzi diz que, se pudesse mudar a F1, gostaria de voltar ao estilo e às pistas dos anos 80, pois hoje até as pessoas sem talento podem correr. Se pudesse escolher uma época para correr na Fórmula 1, seria a dos “setentas e oitentas”.

Vitantonio Liuzzi nasceu em Locorotondo, na província de Bari, na região de Puglia, na costa oriental da Itália, mas passou a maior parte da vida em Pescara, na província do mesmo nome, na costa adriatica, na região de Abbruzos. Ali, começou a correr de kart, antes mesmo de completar 10 anos e dois anos depois, 1993, foi o campeão italiano da categoria. Em 1995, foi vice-campeão mundial e 5° no campeonato europeu; em 1996, passou para a categoria Júnior da Formula Intercontinental A, sendo de novo campeão italiano. Como sênior na Formula Super A, a principal do kart, em 1998, foi 3° colocado, e, em 1999, campeão europeu da categoria, recebendo o Troféu Ayrton Senna, em Suzuka. Neste mesmo ano, sentando pela primeira vez num monomotor, participou de um teste da Formula Palmer Audi, no autódromo de Oulton Park, em Chester, na Inglaterra, fez o melhor tempo. Em 2000, continuou no kart, sendo 2° colocado na Copa Mundial, em Monteri, na Itália, mas, ao mesmo tempo, começou a correr na Fórmula 3, pela equipe alemã van Amersfoort, do ex-piloto Bertram Schafer, campeão da categoria em 1976 e 1978.

O primeiro grande feito de repercussão internacional de Liuzzi aconteceu em 2001, no campeonato mundial da FIA-CIK (Comissão Internacional de Kart), na Alemanha, que teve a participação de 46 competidores, de 12 países, com 10 provas, em 5 rodadas duplas. A última rodada foi disputada no kartodromo de Kerpen, onde Michael Schumacher começou a correr e do qual seu pai era administrador. O alemão que já era tetracampeão mundial da Fórmula 1, resolveu participar dessa etapa final. Na primeira das duas provas, chegou a ultrapassar Liuzzi, mas logo depois saiu da pista, permitindo que o italiano, com o 3° lugar e os 20 pontos conquistados garantisse o título do campeonato.

Ainda em 2001, Liuzzi foi 9° colocado na Fórmula 3 alemã, com três 2°s lugares e três poles positions; obteve sua primeira vitória na categoria, numa corrida extracampeonato, em Ímola, na Itália; foi 2° colocado no campeonato alemão da Formula Renault e fez testes nos carros da Formula 3000, da Coloni, e da Fórmula 1, da Williams. Liuzzi considera esse o seu pior ano na F3. Diz que correu por uma equipe que não o entendia. Ele queria buscar resultados, mas a equipe preferia prepará-lo para o ano seguinte. “Eu tinha potencial, mas eles tinham uma visão diferente”, disse.

Em 2002, Liuzzi disputou a F3 alemã pela Opel Team BSR. Obteve duas poles position; subiu três vezes ao pódio, mas não venceu nenhuma corrida, terminando em 9° no campeonato. Suas atuações no kart e na F3, porém, chamaram a atenção da Red Bull, que no fim do ano o contratou para disputar, no ano seguinte, o campeonato da Fórmula 3000 pela Coloni Motorsport, a sua equipe de juniores. No campeonato da nova categoria, com quatro 4°s lugares, dois pódios e uma pole position, no GP da Hungria, depois de sete corridas, terminou em 4° lugar e foi considerado o melhor calouro da competição. Em Hungaroring, depois de fazer a pole, numa pista que não conhecia, liderava a prova e perdeu a chance de conquistar sua primeira vitória, devido a um erro no pit stop. Ao tentar recuperar a posição, foi punido por direção perigosa e não conseguiu reassumir a liderança.

A despeito do 4° lugar, o desempenho de Liuzzi agradou à Arden International, equipe inglesa fundada em 1997 pelo ex-piloto Christian Horner e seu pai, Garry Horner, que o contratou para disputar o campeonato da Fórmula 3000, de 2004. Liuzzi dominou inteiramente essa que foi a última temporada da categoria. Venceu sete das 10 provas do calendário; conseguiu mais dois 2°s lugares e, com 86 pontos, contra apenas 56 do também italiano Enrico Toccacelo, assegurou o título uma corrida antes de terminar o campeonato. No final do ano, Liuzzi fez testes na Sauber, mas acabou mesmo contratado pela Red Bull, inicialmente como parceiro de David Coulthard, mas depois como piloto de testes, cedendo o lugar para o austríaco Christian Klien. Durante a temporada, porém, ele substituiu Klien nos GPs de San Marino, Espanha, Mônaco e da Europa, em Nurburgring. Em Ímola, no GP de San Marino, Liuzzi, que tinha chegado em 10°, pulou para o 8° lugar, depois da desclassificação dos dois carros da BAR, e obteve, assim seu primeiro ponto na categoria principal do automobilismo mundial. Na Espanha e em Mônaco, não terminou a prova e em Nurburgring ficou no 9° lugar. Com o único ponto conquistado foi o penúltimo no campeonato, à frente apenas de Robert Doormbros, da Minardi, que disputou os 8 últimos e não conseguiu marcar.

Em 2006, Liuzzi foi transferido para a Scuderia Toro Rosso, novo nome da Minardi, comprada pela Red Bull, e fez dupla com o norte-americano Scott Speed. Disputou todas as 18 provas do campeonato, mas, de novo, só conseguiu um ponto, com o oitavo lugar no GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, depois de uma luta renhida com David Coulthard e Nico Rosberg. Nas demais corridas, seus melhores resultados foram três 10°s lugares, em Mônaco, na Alemanha e na China. Apesar de tudo, o italiano acabou na 18ª posição entre is 27 pilotos que disputaram o campeonato e o mau desempenho foi atribuído às deficiências da equipe que, graças ao seu ponto, terminou em 9° lugar, à frente da Toyota e da Honda, que não marcaram.

A falta de confiabilidade dos carros da STR se evidenciou no início da temporada de 2007 e nem com o novo modelo criado pela Red Bull Technologies a equipe foi capaz de sair dos últimos lugares. Mas os maus resultados não foram debitados apenas aos carros. Scott Speed e Vitantonio Liuzzi começaram mal o campeonato, com erros, quebras e abandonos na primeira metade do campeonato. Liuzzi esteve perto de obter seu primeiro ponto no Canadá, mas foi parar no “muro dos campeões”, depois da saída de uma chicane, quando era 4° colocado na prova. Ambos estiveram ameaçados de demissão, substituídos pelo alemão Sebastien Vettel e pelo francês Sebastien Bourdais. Liuzzi conseguiu se salvar, graças à amizade com os dirigentes Gerhard Berger e Franz Tost, mas Speed, depois do GP da Inglaterra, foi substituído pelo alemão Sebastian Vettel, que já tinha corrido pela Sauber, nos Estados Unidos, e obtido um 8° lugar. Nas provas finais do calendário, Liuzzi melhorou a performance, só não tendo marcado ponto no GP do Japão por causa de uma punição anunciada após a corrida, que o rebaixou do 8° para o 9° lugar. Na penúltima prova do campeonato, porém, o piloto italiano conquistou o seu melhor resultado, até então, com o 6° lugar no GP da China, depois de ter largado na 11ª posição do grid. Com esses solitários 3 pontos, ele foi o 18° colocado na classificação final, deixando para trás outros 8 concorrentes. Com um 4° na China e 9 provas a menos, Vettel somou 6 pontos (1 deles pela Sauber) e foi o 14° entre os pilotos. A STR ficou em 7° entre as equipes. Com 8 pontos.

A performance na reta final do campeonato anterior não foi suficiente para garantir o lugar de Liuzzi em 2008 e ele teve de se contentar com a posição de piloto de testes da Force India e disputar a Speed Car Séries (3°) e a A1 Grand Prix (16°). Só voltou às pistas nas últimas cinco corridas de 2009, na vaga de Giancarlo Fisichella (que foi para a Ferrari, a fim de substituir Felipe Massa, acidentado na Hungria) a partir do GP da Itália, no qual se classificou em 7° no grid, mas teve de abandonar a prova, depois de 22 voltas, por problemas na transmissão. Nas demais corridas, não fez nada melhor que um 11° lugar no GP do Brasil.

A despeito da má performance, ainda em setembro de 2009, Liuzzi foi confirmado pela Toro Rosso para a temporada de 2010, tendo como companheiro Adrian Sutil. Começou razoavelmente o campeonato, com o 9° lugar no Bahrein e o 7° na Austrália e somando 8 pontos, graças ao novo sistema de contagem, que premia até o 10° lugar. Depois disso só voltou a marcar em Mônaco (9° colocado), Canadá (9°), Bélgica (10°) e no seu melhor desempenho do ano, na Coreia, onde largou na 18ª posição e foi o 6° colocado. Com 21 pontos, foi o 15° colocado na classificação final, à frente de outros 12 participantes do campeonato, mas bem longe do parceiro Adrian Sutil, que fez 47 pontos e ficou no 11° lugar. Mas o seu ano ficou mesmo marcado por uma violenta escapada em Interlagos e um choque igualmente forte, com Michael Schumacher, na última prova, em Abu Dhabi.

Embora ainda tivesse contrato para mais um ano, no final da temporada de 2010, Liuzzi foi dispensado pela STR, que o substituiu pelo piloto reserva Paul di Resta. Chegou-se a aventar a possibilidade de ele ir para a Renault, a fim de substituir Robert Kubica, mas Liuzzi aceitou chamado da Hispania, interessada nos patrocínios e na sua experiência no desenvolvimento de carros.

O início na nova equipe não foi nada animador. Liuzzi não se classificou para o GP da Austrália; abandonou na Malásia, com problema na asa traseira do carro; foi 22º e penúltimo na China e último na Turquia; abandonou o GP da Espanha, por quebra da caixa de câmbio, e foi 16º em Mônaco. O seu melhor resultado (e também da equipe) só foi conseguido na 6º etapa do campeonato, com o 13º lugar no Canadá. Depois disso, continuou no final do pelotão: 23º em Valência; 18º na Inglaterra; 20º na Hungria; 19º na Bélgica; 20º em Singapura; 23º no Japão; 21º na Coreia e 20º em Abu Dhabi.

Na Itália, abandonou depois de um acidente em que se chocou com Heikki Kovalainen, foi para a grama e na volta atingiu os carros de Vitaly Petrov e Nico Rosberg. Na India, foi substituído Narain Karthikeyan e no Brasil teve de deixar a pista por falha do alternador a 10 voltas do final. Sem marcar nenhum ponto, ainda assim ficou à frente de outros cinco pilotos, da própria Hispania (Daniel Ricciardo e Narain Karthikeyan); da Lotus (Karun Chandhok) e da Virgin (Timo Glock).