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Vitaly Petrov

Nome Vitaly Aleksandrovich Petrov
País Rússia
Nascimento 8 de setembro de 1984
Local Vyborg
Residência Valência
Peso 75 kg
Altura 1,85

Desempenho

Estreia

GP do Bahrein – 2010

Último GP

GP do Brasil – 25/11/2012 –

Corridas

57

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

1

Poles

0

Voltas

1

Pontos

64

Carreira

Ano Competição Equipe Provas Vitórias Poles Pódios Pontos Posição
2012 Fórmula 1 Caterham

20

0

0

0

0

19º

2011 Fórmula 1 Renault

19

0

0

1

37

10º

2010 Fórmula 1 Renault

19

27

13º

2009 GP2 Barwa

20

2

2

7

75

2008-09 GP2 Ásia Barwa

11

1

3

28

2008 GP2 Ásia Barwa

10

1

1

4

33

GP2 Barwa

20

1

3

39

2007 GP2 Campos GP

21

1

1

21

13º

2006 F3000 Inter. Masters Charouz

2

1

29º

GP2 DPR

8

28º

Euroséries 3.000 Euronova

17

4

9

72

2005 Lada  Rev. Russa Maxmotor

14

10

5

9

F. Russa 1.600 ArtLine

6

5

1

9

85

2004 Lada Rev. Russa Elex Polys

4

1

4

4

43

Euroseries 3.000 Euronova

1

N/C

Eurocopa 2.000 Euronova

4

N/C

F. Renault 2.0 – Itália Euronova

4

2

28º

2003 Euroseries 3000 Euronova

1

22º

F. Renault 2.0 – Masters Euronova

6

N/C

F. Renault 2.0 – Itália Euronova Jr

12

12

19º

F. Renault 2.0 – Inglaterra Euroteck

2

23

28º

F. Renault 2.0 – Inverno Euroteck

1

1

44

2002 Formula 2.0 russa 10 Duimov

2

2

2

Copa VW Pólo

1

1

1

2001 Copa Lada

5

5

5

5

500

Copa Lada

História

Vitaly Petrov é um dos raros pilotos que admitem ter chegado à Fórmula graças ao dinheiro; assume “pagar para correr”.  Algumas fontes dizem que ele levou para a Renault por volta de 15 milhões de euros, bancados pela empresa de gás natural Gazpom e pelo grupo financeiro Sberbank, da Rússia. Mas ele nega. “As pessoas na Rússia devem saber que estamos da F1 sem nenhum patrocínio e nenhuma ajuda. Meu pai me deu o dinheiro para estar aqui. Ele meu empresário e amigos dele, ninguém mais”, disse numa entrevista. Seja como for, embora a equipe negue, só mesmo uma alta soma poderia ter levado a Renault a renovar o seu contrato para 2011, apesar do desempenho decepcionante no seu primeiro ano de F1.

Chamado na Rússia de “foguete de Vyborg” (sua terra natal), Petrov se autodefine como alguém pronto a trabalhar duro, com autoconfiança e calma. Na tradicional entrevista da BBC com os pilotos, o russo afirma que calma, trabalho eficiente e rapidez são os atributos necessários a um piloto.  Diz também que na F1 se tem de trabalhar junto com o time inteiro; melhorar a desempenho e a velocidade do carro e passar suas observações aos engenheiros. E acrescenta que outra das dificuldades da categoria é ter de dar muita atenção à mídia. Assinala também que a F1 não são só os carros, porque eles não se movimentam sem os pilotos e que, se fosse responsável pela categoria, tentaria fazer o seu melhor para melhorar o entretenimento, incentivar as ultrapassagens, aumentar a segurança. E controlar os custos para ajudar as pequenas equipes a enfrentarem tempos difíceis

Ainda segundo suas próprias informações, Petrov não tem muitos amigos entre os pilotos; só alguns que conheceu na GP2, como Kamui Kobayashi, Nico Hülkenberg e Robert Kubica e Luca Filippi, que cresceu com ele na Fórmula Júnior. Além das corridas, gosta de judô, taekendo e futebol. Seu heroi esportivo é Mohamed Ali.  Quando deixar a F1, quer ser piloto de rali. Seu carro é um Megane, dado pela Renault.  È interessado em tecnologia da informação, política, Blender 3D. Bebe chá e café forte. Coleciona cartões dos lugares que visitou Entre seus livros favoritos estão Rede de Nanotecnologia, História do Estado russo e Física do Impossível. No cinema, aprecia Guerra nas Estrelas, Todo mundo odeia Cris, Teoria do Big Bang. Gosta dos Rolling Stones, Deep Purple, Pink Floyd. Mas na música, gosta realmente quando seu pai e seu irmão cantam: “Lembram-me coisas simples e importantes, família, amigos e lar”. Uma revista russa elegeu Petrov como um dos 10 solteiros mais atraentes do país.

Vitaly Aleksandrovich Petrov , ao contrário da grande maioria dos pilotos da Fórmula 1, não começou no kart e é um dos mais velhos a chegar à categoria, numa idade (26 anos) em que quase todos já estão no mínimo, na metade da carreira. Ele nasceu no dia 8 de setembro de 1984, em Vyborg, perto de Leningrado, quase na fronteira com a Finlândia. Filho de Alexander Petrovic, um rico empresário russo, desde os cinco anos costumava brincar num Lada do pai, e de 1998 a 2001 participou de ralis e corridas no gelo, sendo coroado campeão do Rali de Velocidade da Rússia. Só aos 17 anos, porém, começou a correr oficialmente. Em 2001, participou de duas Copas Lada e ganhou. Em 2002, venceu também todas as provas da Fórmula 2.0 russa e da Copa VW Pólo.

Em 2003, Vitaly foi para a Europa, onde competiu na série de Inverno, da Formula Renault 2.0, pela Euroteck, ficando em 4° lugar, com 44 pontos, e depois, pela Euronova Racing, disputou as séries da Inglaterra (28º e 23 pontos) e da Itália (19º e 12 pontos), a Masters (não se classificou) e a Euroséries 3.000 (22º), na qual obteve sua primeira vitória, na corrida de Cagliari.

Em 2004, disputou 4 provas da série italiana da Renault 2.0, fez 2 pontos e foi 28º; 4 da Eurocopa e 1 da Euroséries 3.000, sem se classificar em nenhuma das duas categorias. Em meados do ano, voltou à Rússia para disputar do primeiro campeonato Revolução Russa Lada, conquistando uma vitória e a pole position em todas as 4 corridas, e, com 43 pontos, sendo o vice-campeão.

No ano seguinte, permaneceu na Rússia e foi campeão, pela ArtLine, da Formula 1.600, com 5 vitórias, 1 pole, 9 pódios e 85 pontos, em 6 corridas, e da Revolução Russa Lada, pela Maxmotor, com 10 vitórias, 5 poles, 9 pódios e 109 pontos, em 14 provas.

Petrov começou bem o ano da volta à Europa, em 2006. Correndo pela Euronova, com 4 vitórias (Hungaroring, Mugello, Silverstone e Barcelona) e 9 pódios , em 17 corridas, foi 3° na Euroséries 3.000. Nas competições seguintes já não foi tão feliz. Na estreia na GP2, pela David Price Racing, participando das 8 últimas provas, no lugar do francês Olivier Pla, que não conseguiu patrocínio para continuar na equipe, não pontuou e terminou em 28°. Em 2 corridas da F300 Masters internacional, em Brno, só conseguiu uma pole e ficou em 29º.

Em 2007, Vitaly se transferiu para a equipe espanhola Campos GP, participou de todas as 21 corridas e, na prova de sábado da última etapa, em Valência, mostrando perícia na pista molhada, conseguiu a sua primeira vitória. Seus outros melhores resultados foram três 5ºs lugares obtidos em Magny-Cours, na França (2) e na Turquia. Com 21 pontos, foi o 13º no campeonato. Nesse ano, ainda participou da Série Le Mans e da Masters internacional, sem destaque.

A partir de 2008, agora, pela Barwa International Campos Team, resultado da compra da Campos Racing pelo empresário espanhol Alejandro Agag, Petrov começou a se destacar na GP2.  No começo do ano, de 25 de janeiro a 12 de abril, participou das 10 corridas da GP2 Asia, vencendo uma etapa da Malásia e conquistando três 3ºs lugares (Indonésia, Malásia e Bahrein) e um 4º (Dubai). Com 1 pole, 4 pódios e 33 pontos, foi o 3° colocado entre os pilotos, atrás de Romain Grosjean e Sebastian Buemi.

No campeonato regular da GP2, de 26 de abril a 14 de setembro, nas 20 corridas, voltou a vencer em Valência, no GP da Europa, e em mais 8 ocasiões esteve na zona de pontuação: 6º, em Barcelona; 5°, na Turquia; 4º, na França; 5º, na Inglaterra; 9º, na Hungria; 4º e 3º, na Bélgica. Com 1 pole, 3 pódios e 39 pontos, terminou no 7º lugar da classificação final.

Na GP2 Asia 20089/09, disputada entre 18 de outubro e 26 de abril, Petrov voltou a ganhar uma etapa da Malásia e, com mais dois 5ºs lugares (China e Dubai), um 3º e um 2° (Catar) e um 6° (Malásia), totalizou 28 pontos, ficando em 5° lugar, depois de subir três vezes ao pódio.

Em 2009, no campeonato da GP2, que começou a 9 de maio e foi até 20 de setembro, na mesma equipe, mas com novo nome, Barwa Addax, Vitaly Petrov seu um passo decisivo para a chegada à Formula 1. Seguindo a trajetória ascendente começada dois anos antes, fez uma boa campanha e tornou-se vice-campeão, embora a 25 pontos do campeão, Nico Hülkenberg (100 a 75).  Nas 20 corridas, obteve duas vitórias (Istambul e Valência); três 2º lugares (Espanha, Mônaco e Itália); dois 3ºs (Istambul e Valência), indo 7 vezes ao pódio, fazendo 2 poles e uma volta mais rápida.  Na vitória em Valência, chegou 0,396 à frente de Hülkenberg. Antes do enceramento da temporada de 2009, Vitaly, seu pai e o seu empresário começaram a articular a sua ascensão à Fórmula 1. Esteve perto de assinar contrato com a equipe de Adrian Campos e recusou uma proposta da Virgin, pretendendo ir para a Renault. Mas as negociações com a equipe francesa foram difíceis e arrastadas. Segundo várias fontes, o pai do piloto teve dificuldades para levantar os 15 milhões de euros que a escuderia exigia, pois nenhuma das 500 empresas russas contatadas aceitou patrocinar o corredor. Vitaly admitiu que aquele foi o inverno mais longo e nervoso da sua vida e o pai confidenciou que ele chorou quando o ouviu dizer que era melhor esquecer o sonho da F1. Afinal, com um empréstimo do banco de um amigo da família, a quantia foi levantada e, no dia 31 de janeiro de 2010, a Renault anunciou a contratação de Petrov, para a vaga de Fernando Alonso, mas como segundo piloto, ao lado de Roberto Kubica, com contrato por um ano e opção para mais um.0

Vitaly Petrov, o primeiro russo a correr na Fórmula 1, fez a estreia no GP do Bahrein, no dia 14 de março de 2010. Ele conseguiu passar pela Q1, mas foi o último da fase seguinte, largando na 17ª posição do grid. Na corrida, não passou da 17ª volta, devido à quebra da suspensão dianteira direita, provavelmente por ter batido muito forte na zebra. Ma Austrália, largou em 18°, mas rodou e saiu da corrida logo na 9ª volta. Na Malásia, depois de chegar de novo à Q2 e largar na 11ª posição, Petrov não completou a corrida outra vez. Na primeira volta estava entre os 10 primeiros, mas na volta 32 o câmbio quebrou e ele teve de abandonar a corrida.  Na China, o piloto russo marcou seus primeiros pontos na F1. Largou na 14ª posição e, depois de ultrapassagens sobre Michael Schumacher e Mark Webber, chegou em 7º e faturou 6 pontos. Depois disso, Petrov terminou só mais 4 GPs na zona de pontuação: 10°, na Alemanha; 5°, na Hungria; 9º, na Bélgica, e 6°, em Abu Dhabi. Na Bélgica, saiu na 23ª posição, por não ter feito tempo na classificação, devido a acidente, e ganhou 14 lugares durante a prova. Em Abu Dhabi, alcançou pela primeira vez a Q3 e largou na 10ª para chegar em 6°, depois de resistir a um ataque de Fernando Alonso, na curva 11, na volta 23. Se passasse, Alonso poderia ter mudado o final do campeonato, pois terminou a temporada a apenas 4 pontos de Sebastian Vettel (256 a 252).

Petrov terminou a temporada em 13° lugar, com 27 pontos, e a sua atuação provocou análises divergentes. Uns apontaram os erros cometidos e a incapacidade de se concentrar. Mas os russos chegaram a apontá-lo como o melhor calouro do ano, destacando a melhor volta no GP da Turquia e a manobra que impediu a ultrapassagem de Fernando Alonso, que pode ter definido o destino do título de campeão.

Satisfeita com o rendimento do seu piloto ou interessada no dinheiro que trazia, a Renault reteve Vitaly Petrov para a temporada de 2011. E ele começou bem o campeonato, conseguindo a sua melhor colocação no grid, a 6º posição, e tornando-se o primeiro piloto russo a subir ao pódio na F1, ao chegar em 3°, atrás apenas de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton.

Nos demais GPs, até a interrupção do campeonato para as férias de verão, a sua performance não foi tão convincente. Na Malásia, voltou a chegar à Q3 e saiu na 8ª posição, porém, na volta 52, chocou-se com uma lombada à beira da pista, quebrou a coluna da direção e teve de abandonar a corrida. Todavia, como já tinha completado 90° do percurso, ainda garantiu o 17° lugar. Na China, ele era o 4° colocado na Q2, mas seu carro teve um problema técnico e, não podendo participar da Q3 foi rebaixado à 10ª posição no grid. Com uma corrida consistente e, depois de duas paradas, chegou no 9° lugar. Na Turquia, largou em 7° e foi o 8° colocado, depois de um choque com Michael Schumacher e de ter recebido sinais nervosos do companheiro de equipe, Nick Heidfeld, que o acusou de tê-lo espremido na curva 13, tentando impedir a ultrapassagem. Em Mônaco, a seis voltas do final, Petrov bateu na traseira do carro de Jaime Alguersuari, da Toro Rosso e chocou-se com o guard-rail. Contundiu-se no tornozelo e esteve de ser levado ao hospital, mas na corrida seguinte, no Canadá, já estava na pista novamente, correndo para chegar em 5°. Até o final da primeira parte do calendário, Vitaly só voltou a pontuar na Alemanha (10º) e na Bélgica (9º). Terminou essa primeira fase do campeonato no 9º ligar, com 34 pontos.

Na segunda fase da temporada, pontuou só no Japão (9º) e Brasil (10º); foi 17º em Singapura, 11º na India e 13, em Abu Dhabi. Não completou as corridas da Itália e Coreia. Com 27 pontos, foi o 10º colocado na classificação final.

Em 2012, Vitaly Petrov passou a correr pela Caterham, substituindo Jarno trulli e tendo como parceiro Heikki Kovalainen. Na Austrália, saiu da 20ª posição e corria em 15º, quando, na volta 36 foi obrigado a parar, por problema na roda. Também não completou a corrida de Mônaco, onde largou na 18ª posição, mas abandonou na volta 15, por pane elétrica. No GP da Europa, em Valência, era o 19º no grid, mas não chegou a largar, por falha do motor.  O melhor resultado da temporada ele obteve na última corrida, o GP do Brasil, onde pulou da 19ª posição do grid para o 11º lugar na corrida. Nas outras provas, foi 13º em Valência; 14º na Bélgica/ 15º na Itália; 16º na Malásia, Bahrein, Alemanha, Coreia e Abu Dhabi; 17º na Espanha, Japão, India e Estados Unidos; 18º na China; 19º no Canadá, Hungria e Cingapura. Com o 11º lugar no Brasil, Petrov garantiu à Caterham a 10º colocação entre as construtoras, o que valeu à equipe alguns milhões a mais da verba distribuída pela FIA. Mesmo sem ter pontuado, pelas colocações finais, Petrov foi o 19º na classificação geral, à frente de outros seis pilotos, inclusive o companheiro Heikki Kovalainen, que foi o 22º.