Valtteri Bottas

Perfil

Nome Valtteri Bottas
País Finlândia
Nascimento 28 de agosto de 1989
Local Nastola
Residência Villähda (Finlandia) e  Oxford (Inglaterra)
Altura 1,73 m
Peso 70 kg
Estado civil Casado com a nadadora Emilia Pikkarainen
Hobbies Esqui, natação e corridas

Desempenho

Estreia

GP da Austrália

16-03-2013

Corridas

118

Títulos

0

Vitórias

3

Poles

6

Voltas

10

Pódios

30

Pontos

963

Ano

Competição

Equipe

Provas

Vitória

Pole

Voltas

Pódio

Pontos

Posição
2018 Formula 1 Mercedes 21  2  7 8 257
2017 Formula 1 Mercedes 20 3 13 305
2016 Fórmula 1 Williams 21 85
2015 Fórmula 1 Williams 18  1   136     5º
2014 Fórmula 1 Williams

19

6

186

2013 Fórmula 1 Williams

19

0

0

0

0

0

17º

2012

Piloto de testes

2011

Piloto de  testes

GP de Macau

Doublé R

1

N/C

F3 inglesa

3

1

1

1

17

17º

GP3 séries

Lotus ART

16

4

1

3

7

62

2010

Fórmula 1

Williams

Piloto de testes

GP de Macau

Prema

1

1

F3 Masters

ART GP

1

1

1

F3 europeia

18

2

1

4

8

74

2009

F3 inglesa

4

1

N/C

F 3 europeia

20

2

1

6

62

  2008

GP de Macau

Motopark

1

F3 Masters

1

1

1

1

1

F. Renault 2.0

14

12

13

12

12

365

F. Renault europeia

14

5

7

4

10

139

2007

F3 Renault inglesa

AKA Cobra

4

3

1

4

N/C

F. Renault 2.0

Koiranen

16

2

2

3

6

279

2006

Campeão do mundo da FA

Kart

Vencedor da Winning Kartin, da Série FA

2005

Kart

Vencedor do Troféu Viking, na Dinamarca

2004

Kart

Campeão europei da ICAJ, com vitória na Bélgica

1995/03

Kart

Campeão finlandês da ICAJ, ICA e Formula A

História

Estou aqui por uma única razão. Um dia quero ser o campeão mundial!

É com essa disposição que o finlandês Valtteri Bottas entra para o seleto grupo de pilotos da Fórmula 1, substituindo o brasileiro Bruno Senna, na equipe Williams.

E ele tem razões de sobra para pensar grande assim. Não só teve carreira brilhante nas categorias menores do automobilismo como exemplos vários patrícios que já conquistaram o título que ele almeja. Os representantes do pequeno país de apenas 5,3 milhões de habitantes já levantaram 4 títulos da principal categoria do esporte a motor: Mika Hakkinen foi duas vezes campeão e Keke Rosberg e Kimi Raikkonen uma vez cada um. A Williams contratou Bottas não apenas pelo seu currículo, mas, principalmente, pela performance em treinos livres de 2012, quando mostrou o mesmo ritmo de Pastor Maldonado, o companheiro de equipe, como raramente cometeu erros.

Valtteri “Val” Bottas nasceu no dia 28 de agosto de 1989, em Nastola, cidade de aproximadamente 15 mil habitantes, no Sul da Finlândia. Ali frequentou a escola; na cidade vizinha de Heinola fez curso de mecânica e em Hennala ganhou sua primeira competição esportiva.

Como a maioria dos pilotos da F1, Bottas começou no kart. E foi atraído de uma forma inusitada. Segundo site da Williams, tinha 4 anos, quando ele e o pai passaram por um painel anunciando uma corrida de kart, em Lahti, na Finlândia. Só por curiosidade, o pai resolveu levá-lo ao kartodromo e eles passaram o dia todo vendo a corrida. “Eu fiquei completamente s paralisado e meu pai disse que foi a primeira vez que viu tanto tempo sentado”, diz o piloto.   Bottas insistiu com o pai para que comprasse um kart, mas ele só fez isso quando o menino já conseguia alcançar os pedais, aos cinco anos.  E ai começou a carreira que o levou à Fórmula 1.

Aos seis anos, Bottas passou a competir oficialmente, sendo campeão finlandês da ICAJ, ICA e Fórmula A, integrando a seleção nacional durante sete anos. Em 2004, começou a trajetória internacional, ganhando corrida na Bélgica e o título europeu de qualificação da ICAJ e o Troféu Viking, da ACI em Hanstholm, na Dinamarca.

Em 2006, depois de ganhar o titulo mundial da série FA de kart, passou a correr em monopostos da Fórmula Renault. No ano seguinte, na Formula Renault 2.0, ganhou a competição de inverno do Reino Unido, com vitória em 3 das 4 finais que disputou.

Em 2008, ganhou a série europeia, com 5 vitórias, 7 poles, 10 pódios e 4 voltas mais rápidas, em 14 corridas. Ganhou também campeonato NEC da categoria, com 12 vitórias, 13 poles, 12 pódios e 12 voltas mais rápidas, igualmente em 14 corridas. Durante a temporada lhe foi oferecida uma vaga no programa de jovens pilotos da Renault, mas ele não aceitou, preferindo ficar livre para escolher uma equipe.

Em 2009, transferiu-se para a Formula 3, com a equipe ART, e foi 3º colocado na série europeia, com 2 poles positions e 6 segundos lugares, somando 62 pontos, e foi eleito o Calouro do Ano. Na Fórmula 3 Masters, em Zandvoort, foi o pole position e vencedor, com a volta mais rápida. Uma reportagem de site holandês diz que ele empolgou a multidão de 43 mil pessoas presentes ao autódromo. No GP de Macau, foi o 5º colocado.

Em 2010, Bottas voltou a ganhar a F3 Masters, sendo o primeiro piloto a conquistar o título pela segunda vez. Em 29 de janeiro foi anunciado como piloto reserva da Williams e, em maio, entrou pela primeira vez em um carro da F1, para testes de aerodinâmica na reta de Silverstone. Antes, ele só tinha feito experiência no simulador. Em outubro, a Williams anunciou que ele continuaria como piloto de testes no ano seguinte. No fim do ano, participou do GP de Macau, sendo o 3º colocado.

Em 2011, Bottas passou para a GP3 e, depois de um mau início, venceu as últimas 4 corridas, assegurando o título na penúltima delas. Em três corridas em Donnington Park, na Inglaterra, ganhou o direito de participar do GP de Macau, em novembro. Foi 6º na primeira e ganhou a competição na segunda. No final do ano, também participou de testes para jovens pilotos em Abu Dhabi.

Em 2012, Bottas se restringiu às atividades na Williams e, como os testes do meio da temporada foram proibidos, aproveitando os treinos livres da sexta feira, fez 15 sessões com o carro de Bruno Senna. A performance nessas ocasiões convenceram a Williams a confirmá-lo como piloto titular para 2013. Os rumores sobre a promoção surgiram durante o fim de semana no GP do Brasil e a Williams a confirmou na 4ª feira, dia 28 de novembro.

O surpreendente 8º lugar no GP dos Estados Unidos marcou o desempenho de Bottas na sua primeira temporada na Fórmula 1. O piloto finlandês já tinha chamado a atenção no meio do campeonato, ao se classificar em 3º para o grid do GP do Canadá, mas em Austin fez a sua melhor corrida da temporada e pontuou pela primeira vez. Depois de largar da 9ª posição, Bottas parou na volta 24, quando era 7º, voltou em 10ª, e com pneus duros, galgou mais dois postos. O primeiro deles foi conquistado na volta 35, ao ultrapassar Esteban Gutierrez, em bonita manobra, por fora, na curva 2. Com os 4 pontos de Bottas e outro de Pastor Maldonado, com o 10º lugar no GP da Hungria, a Williams (que, certamente tinha o pior carro da sua história, FW35) foi a 10ª colocada entre as equipes, à frente apenas da Marussia e da Caterham.

Até o GP dos Estados Unidos, sem um carro que lhe permitisse atuar com regularidade, Bottas fazia uma campanha frustrante, sem nenhum resultado expressivo. Afora o brilhareco no Canadá, que na corrida não se traduziu em ponto, nunca esteve entre os primeiros do grid, antes da 9ª posição nos Estados Unidos. E nunca, também, antes de Austin foi além do 11º lugar ao fim da corrida. Pela ordem, seus resultados foram: Austrália, 14º; Malásia, 11º; China, 13º; Bahrein, 14º; Espanha, 16º; Mônaco, 14º; Canadá, 14º; Inglaterra, 16º; Alemanha, 16º; Hungria, não completou, por quebra de motor; Bélgica, 15º; Itália, 15º; Cingapura, 13º; Coreia, 12º; Japão, 17º; India, 16º; Abu Dhabi, 15º; Estados Unidos, 8º, e Brasil, 21.

O desempenho nos Estados Unidos, certamente, foi decisivo para que no dia 11 de novembro a Williams anunciasse a renovação de contrato de Valtteri Bottas, para disputar o campeonato de 2014, ao lado de Felipe Massa, que substituiria Pastor Maldonado. Mas, antes disso, a direção da equipe já estava satisfeita com o comportamento do piloto. Depois das 10 primeiras corridas, em seis das quais Bottas se classificou à frente de Maldonado, Claire Williams, a filha do dono da escuderia rasgava elogios ao piloto. Dizia que Bottas fazia um trabalho espetacular, impressionava pela maturidade e pela calma com que enfrentava os momentos difíceis. E até se excedeu nos elogios: “É um piloto completo, rápido no cokpit, sabe dar retorno que ajudam os engenheiros a melhorarem o carro.

Ajuda no marketing e na mídia e um ótimo líder. É do tipo que , quando tudo dá errado, sai do carro e bota ordem na garagem.” E Bottas soube ser grato a essa manifestação: “É fantástico ver que a Williams confia em mim há vários anos. Não estaria na Fórmula 1 sem a Williams.”.

Na temporada de 2014, Valtteri Bottas confirmou e até mesmo superou as expectativas da direção da Williams. Não venceu nenhuma corrida, mas, durante todo campeonato demonstrou velocidade e competência. Com desempenhos consistentes, conquistou 6 pódios, 2 deles pela segunda colocação, nas corridas da Inglaterra e da Alemanha, e com 186 pontos foi o 4º colocado entre os pilotos, à frente do companheiro de equipe, Felipe Massa. E foi decisivo na consolidação da Williams como terceira força da temporada.

Na primeira corrida da temporada, na Austrália, Bottas foi punido com a perda de 5 posições, por causa da troca de câmbio e largou da 15ª. Todavia, apesar de ter um pneu furado num toque no muro na volta 11, chegou em 5º. Na Malásia, o piloto finlandês voltou a largar da 15ª posição, mas, após uma disputa acirrada com Massa e Jenson Button no final, chegou em 8º, um posto apenas atrás do brasileiro. No Bahrein, Bottas teve uma excelente classificação, largando da 3ª posição, logo atrás de Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Já na 11ª volta, porém foi ultrapassado por Button e Hulkenberg, caindo para o 8º lugar, onde terminou, depois de quase bater no guard-rail para ultrapassar Kimi Raikkonen. Na China, Bottas fez uma boa corrida, apesar de alguns contatos que o fizeram perder algumas posições no início e da falta de telemetria durante quase toda a corrida. Terminou na mesma 7ª posição de onde tinha largado outra vez um posto atrás do companheiro Felipe Massa. Na Espanha, o finlandês fez a sua melhor corrida até então. Largou da 4ª posição, teve uma estratégia correta e chegou até a disputar o 4º lugar com Sebastian Vettel. Mas ficou feliz por não ter cometido nenhum erro e mais uma vez ter terminando na zona de pontuação, no 5º lugar. Em Mônaco, além de largar muito atrás, na 13ª posição, Bottas teve problemas de motor e foi obrigado a abandoar a pista na 55ª das 78 voltas do percurso. No Canadá, Bottas conseguiu, de novo, uma boa classificação, mas na corrida não repetiu o desempenho e terminou no 7º lugar, continuando no 8º lugar na classificação dos pilotos. Na Áustria, pela primeira vez, Bottas pode sentir o gosto da champagne do pódio. Largou da primeira fila, ao lado do companheiro Felipe Massa, o pole position, e graças a um trabalho da equipe no pit stop, ele conseguiu passar o companheiro e subir ao terceiro lugar do pódio, atrás de Rosberg e Hamilton, respectivamente. Na Inglaterra, o desfecho foi melhor ainda. Ele largou da 14ª posição, fez uma excelente corrida de recuperação e cruzou a linha de chegada em 2º, até com ultrapassagem sobre Vettel no final. Com o resultado pulou para o 5º lugar entre os pilotos, com 73 pontos. A história se repetiu na Alemanha, onde o finlandês foi o 2º no grid e voltou ao segundo lugar do pódio, depois de resistir a forte pressão de Lewis Hamilton nas 7 voltas finais. Depois de três pódios, é compreensível que o 8º lugar na Hungria, após ter sido o 3º no grid, tenha decepcionado Bottas. Mas ele pode se contentar por fazer alguns pontos para a equipe, mesmo tendo caído do 2º lugar para fora da zona de pontuação, depois da saída do safety car, nas primeiras voltas da corrida. Na Bélgica, após a 6ª posição na classificação, no início ele ficou preso entre carros mais lentos, mas depois abriu caminho para alcançar os ponteiros. Após boas disputas com a Ferrari e a Red Bull voltou ao esperado pódio, terminando no 3º lugar. Na Itália, o finlandês, 3º no grid, teve problemas na largada e teve de trabalhar bastante para recuperar posições, depois que os pneus se aqueceram. Fez várias ultrapassagens, inclusive sobre a Ferrari, e terminou em 4º, atrás do companheiro Felipe Massa, 3º colocado. Depois da corrida de Monza, a Williams anunciou a renovação do contrato de Bottas e Massa para a temporada de 2015. Em Cingapura, Bottas enfrentou problemas com os pneus, apesar da estratégia de duas paradas. Depois de largar da 8ª posição, na última volta, por falta de aderência, não teve como se defender e foi ultrapassado por vários carros, chegando no 11º lugar. No Japão, em pista molhada, largou em 3º, não conseguiu sustentar a posição, mas se deu por feliz ao chegar na zona de pontuação, com o 6º lugar. No final, só estava preocupado com o estado de Jules Bianchi, que havia sofrido o acidente que acabou provocando a sua morte, sete meses depois. Na Rússia, em 3º, na segunda fila do grid, Bottas conseguiu brigar por posição com Lewis Hamilton, nas primeiras voltas, mas o inglês acabou livrando um boa vantagem depois da única rodada de pit stops. O finlandês também foi superado por Nico Rosberg, mas o terceiro lugar o fez pular do 6º para o 4º lugar na classificação dos pilotos, à frente de Sebastian Vettel e Fernando Alonso, e consolidou o terceiro lugar da Williams entre as construtoras. Nos Estados Unidos, Valtteri obteve uma boa classificação, sendo o 3º no grid, mas foi superado na largada por Daniel Ricciardo, que era o 5º, e depois também pelo companheiro Felipe Massa, 4º colocado. Terminou em 5º e com os pontos obtidos, a equipe conseguiu manter o 3º lugar e aumentar a vantagem sobre a Ferrari. Bottas, realmente, não teve um bom dia no Brasil. Já no início teve problemas com o cinto e perdeu muito tempo para resolvê-lo, na primeira parada no box. A segunda parada também foi muito demorada e com isso, depois de largar da 4ª posição, o máximo que conseguiu foi o 10º lugar. O consolo foi o 3º lugar, o pódio e a festa dos brasileiros para Felipe Massa.  Em Abu Dhabi, Bottas, Massa e a Williams tiveram um final de temporada memorável. O brasileiro, que largou da 4ª posição, terminou em 2º e Bottas, 3º no grid, manteve a colocação na corrida, embora no início tenha ficado preso atrás de alguns carros. ”A equipe cresceu e se desenvolveu ao longo da temporada, a partir da nossa primeira corrida em Melbourne até o nosso melhor resultado aqui. É um grande começo para, no próximo ano continuar a grande história da equipe” comemorou Bottas ao final da corrida e do campeonato.

Bottas não repetiu em 2015 a performance da temporada anterior, inclusive porque a sua equipe a Williams também não teve o mesmo rendimento de 2014. Nesse ano, ela conquistou nove pódios, ao passo que em 2015 só obteve 4, sendo dois de cada piloto. O finlandês, que terminou o campeonato em 5º lugar, com 136 pontos, fez o primeiro pódio no GP do Canadá e o segundo no GP do México, ambos pela terceira colocação. Ele estava prestes a conseguir um terceiro pódio, no GP da Rússia, quando, na última volta, teve de deixar a corrida, atingido por Kimi Raikkonen, que tentava ultrapassá-lo. Ele só conseguiu superar o companheiro de equipe, Felipe Massa, na segunda fase do campeonato, quando o brasileiro, ao contrário do que costuma acontecer, caiu de rendimento, além de enfrentar problemas no carro e na pista. Apesar de tudo, Bottas esteve durante grande parte do ano envolvido em comentários sobre sua transferência para a Ferrari e no dia 3 de setembro renovou o contrato com a Williams para 2016.

O ano não começou bem para o finlandês. Na Austrália, ele sofreu uma lesão num disco da região lombar, no treino de classificação e foi proibido pelo departamento medico da FIA de participar da corrida. Depois de tratamento intenso, ele se recuperou para a segunda corrida do calendário, na Malásia, onde, na volta final, ele passou por Massa para terminar no 5º lugar.  Na China, Bottas largou da 5ª posição e passou à frente de Kimi Raikkonen, mas não conseguiu sustentar a dianteira e terminou no mesmo 5º lugar.

No Bahrein, o finlandês teve que lutar muito nas últimas 20 voltas, para se livrar da pressão de Sebastian Vettel, que era mais rápido do que ele, e cruzar a linha de chegada em 4ªº lugar, depois de ter largado em 5º. Na Espanha, Bottas superou a Ferrari pela segunda vez consecutiva, chegando na frente de Kimi Raikkonen, o 5º colocado.  O piloto atribuiu o resultado à duração dos pneus, que foi mais longa do que esperava e permitiu que fizesse duas paradas, em vez das três planejadas. Em Mônaco, não deu nada certo para o piloto da Williams. Foi mal na classificação, ficando na 16ª posição; a estratégia de duas paradas não funcionou e a entrada do safety car quando ensaiava uma reação, complicou de vez a sua corrida e o fim de semana. Terminou na 14ª colocação. No Canadá, Kimi Raikkonen rodou no grampo, perdeu 12 segundos, e Bottas, que de novo mudou de estratégia, fazendo apenas uma parada, em vez de duas, herdou a terceira colocação e o primeiro pódio da temporada. Na Áustria, na volta 16, Bottas recuperou o 6º lugar que havia perdido para Max Verstappen, na largada, e na 26 ultrapassou Nico Hulkenberg para garantir o 5º lugar. O resultado não agradou ao finlandês, que lamentou os problemas de freios que o impediram de disputar o terceiro lugar com Felipe Massa. Na Inglaterra, os dois carros da Mercedes não largaram bem e Felipe Massa e Valtteri Bottas assumiram o primeiro e segundo lugares, respectivamente. Bottas, porém, não manteve o ritmo e na volta 39 perdeu o 3º lugar para Nico Rosberg. No final, Bottas foi autorizado a disputar o 4º lugar, mas com a pista molhada, os pneus intermediários não renderam o suficiente para animá-lo a arriscar a tentativa. Na Hungria, Bottas teve um fim de semana decepcionante. Largou da 6ª posição e estava em bom ritmo, mas teve um pneu traseiro furado por Max Verstappen, enfrentou muita dificuldade e terminou no 13º lugar. Na Bélgica, o finlandês obteve um ótimo terceiro lugar no grid, mas um erro da equipe de mecânicos botou a perder a corrida. No pit stop, eles colocaram três pneus macios e um médio e a irregularidade o obrigou a pagar um drive-through, que o jogou para a 9ª colocação. Na Itália, Bottas foi de novo prejudicado por um pit stop demorado, com uma perda de tempo que foi significativa na segunda parte da corrida. Tendo largado da 6ª posição, ele administrou bem os pneus e os freios, mas problemas surgidos na última volta o impediram de chegar ao pódio. Foi o 4º colocado. A corrida em Cingapura, em que largou m 7º e chegou em 5º, deixou Bottas entusiasmado: “Foi uma boa corrida para mim. O começo foi legal, o meu ritmo estava um pouco melhor do que eu esperava. Consegui colocar uma pressão legal nos caras da frente e segurei bem quem estava atrás. Nossa equipe também fez grande trabalho nas paradas. Nós colocamos os pés no chão e entramos atrás de oportunidades na prova. Não as deixamos escapar, fizemos o máximo que era possível para hoje. Está ótimo”. No Japão, Bottas, de novo o terceiro no grid, chegou a ultrapassar Rosberg, manteve-se à frente até a volta 15, mas dois giros depois não resistiu ao assédio do alemão. Em seguida foi ultrapassado também por Vettel e Raikkonen, terminado no 5º lugar. Na Rússia, na 52º das 53 voltas Bottas passou por Sergio Perez e recuperou o 3º lugar, de onde tinha largado e, quando o pódio parecia certo, foi tirado da corrida por uma batida por trás de Kimi Raikkonen, na curva 4. Por ter cumprido mais de 90% do percurso, foi classificado no12º lugar, a duas voltas do vencedor, Lewis Hamilton. Nos Estados Unidos, uma falha na suspensão e outra na asa dianteira direita, além de um erro na escolha dos pneus macios, em vez dos intermediários, reduziu a corrida de Bottas a apenas cinco voltas. No México, Bottas fez uma verdadeira proeza. Na volta 24, quando disputava a 6ª posição com Kimi Raikkonen, pela terceira vez foi tocado pelo também finlandês, mas conseguiu continuar na pista e, depois de passar por Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, conquistou o seu segundo pódio da temporada. No Brasil, Bottas perdeu três posições no grid, por  ter ultrapassado Felipe Nasr, da Sauber, sob bandeira vermelha, no último treino livre. Todavia, mesmo saindo da 7ª posição, fez uma boa largada, conseguiu boas ultrapassagens, administrou bem os pneus e cruzou a linha de chegada no 5º lugar.  Em Abu Dhabi, na 9ª volta, Bottas chocou-se com Jenson Button na pit lane, teve que voltar ao box para trocar a asa dianteira, danificada, e ainda foi punido com uma parada de cinco segundos, o que comprometeu toda a sua corrida. Terminou a temporada com um frustrante 13º lugar e a perda, para Kimi Raikkonen, da 4ª colocação na classificação dos pilotos.

Bottas deixou a Williams depois de seis anos, dois como piloto de testes (2011 e 2012) e quatro como piloto titular (2013 a 2016). Sem nenhuma vitória nesses quatro anos: começou como 17º colocado; foi 4° no segundo ano; 5º no terceiro e 8º, no último, com um total de 407 pontos e 7 pódios, 5 deles em 2014. Em 2016, com 85 pontos e o 8º lugar, ficou 32 pontos à frente do companheiro Felipe Massa, 11º colocado, com 53 pontos. Superou também o brasileiro nas classificações, por 17 a 4.  Ele conquistou o único pódio da Williams na temporada, com o 3º lugar no Canadá, e no Grande Prêmio do México, virou a 372,5 km/h estabelecendo novo recorde na velocidade máxima na Fórmula 1.  E além de mudar de equipe, Bottas mudou também de estado civil em 2016; no dia 11 de setembro, casou com Emilia Pikkarainen, nadadora da equipe olímpica da Finlândia.

O piloto finlandês começou a temporada de 2016 cumprindo punição de perda de cinco posições no grid, mas apesar de largar do 16º lugar ainda conseguiu se recuperar para chegar em 8º, na Austrália. No Bahrein, ele bateu em Hamilton na curva, teve de fazer um drive-through e, apesar da boa largada, caiu da 6º posição para o 9º lugar no final.  .Na China, Bottas voltou a ter uma boa colocação no grid, a 5ª posição, mas na corrida foi bloqueado na largada pelos carros da Ferrari, não teve bom desempenhos dos pneus e acabou no 10º lugar, pela 3ª vez atrás do companheiro Felipe Massa.  Na Rússia, o piloto da Williams obteve seu primeiro bom resultado da temporada, com o 4º lugar, com um início muito bom e uma agressiva estratégia de parada mais cedo que os rivais. Na Espanha, ele conseguiu de novo um bom lugar no grid, a 7ª posição, e terminou ainda melhor com o 5º lugar ao cruzar a linha de chegada. A trajetória de Bottas declinou em Mônaco, onde foi o 10º no grid e terminou em 12°, mas voltou a subir no Canadá, quando obteve o melhor resultado, o 3º lugar e o único pódio da temporada, depois de ter largado da 7ª posição.  Em Baku, no GP da Europa, Bottas voltou a ter um resultado razoável, com o 6º lugar, após largar em 8º. Nessa corrida, o piloto extraoficialmente chegou a uma velocidade de 378 km/h e a equipe Williams igualou o recorde da Red Bull de rapidez no pit stop, com 1s920. Na Áustria, queixando-se do comportamento dos pneus, em altas temperaturas, Bottas largou da 7ª posição e chegou em 9°, mantendo a 7ª colocação na classificação geral, com 54 pontos. Na Inglaterra, Bottas teve uma atuação e um resultado decepcionantes. Largou da 7ª posição e cruzou a linha em 14º, depois de rodar na pista molhada e não conseguir aquecer os pneus quando ela secou. Na Hungria, o finlandês teve um tempo 107% acima do líder no Q1, mas pode continuar na disputa e acabou conseguindo chegar à Q3 e largar da 10ª posição, para terminar em 9º. Essa foi a mesma colocação de Bottas no GP da Alemanha, onde ele foi 8º, mas ganhou uma posição no grid, devido a punição a Nico Hulkenberg. Ele reclamou da equipe, que o obrigou a um stint muito longo, que desgastou os pneus e permitiu a ultrapassagem dos carros da Force India. No encerramento da primeira metade da temporada, na Bélgica, o piloto da Williams manteve-se na zona de pontuação das últimas corridas: largou e chegou no 8º lugar. Depois das férias, Bottas logrou um sexto lugar na Itália, após largar em 5º; teve de abandonar em Cingapura por superaquecimento, depois de ser obrigado a uma parada para trocar um pneu traseiro furado num choque. Na Malásia. Bottas voltou a ter um resultado significativo, chegando no 5º lugar, mesmo tendo largado da 11ª posição. A partir daí, quando totalizou 80 pontos, o piloto esteve apenas duas vezes na zoa de pontuação, sendo 10º no Japão e 8º no México. Nos Estados Unidos foi 16º; no Brasil, 11º e em Abu Dhabi abandonou a corrida, depois de apenas 6 voltas, por causa de quebra da suspensão.

 Valtteri Bottas foi anunciado como novo piloto da Mercedes em 16 de fevereiro de 2017, pouco antes dos testes da pré-temporada. A Williams, equipe na qual Bottas começou em 2011, aos 20 anos. Como piloto de testes, o liberou em troca de desconto em motores, ajuda financeira para promover a volta de Felipe Massa e a chegada de Paddy Lowe, antigo diretor técnico.

Segundo comentários da época, cinco motivos principais levaram a Mercedes a optar por finlandês: a melhor opção disponível; consistência para marcar pontos; domínio das tecnologias da marca; competitividade para desafiar Hamilton; ambição para vencer corridas e o campeonato.
Na corrida de abertura do campeonato, na Austrália, vencida por Sebastian Vettel, Lewis Hamilton foi 2º e Valtteri Bottas, que fazia sua estreia na Mercedes, fez uma excelente corrida, ameaçando a posição do companheiro de equipe nas voltas finais
Na China, Lewis Hamilton liderou de ponta a ponta, fazendo também a volta mais rápida. Bottas foi obrigado a uma corrida de recuperação, depois de uma colisão, e terminou em 5º.
No Bahrein, se esperava mais um duelo entre Hamilton e Vettel na qualificação, mas quem apareceu foi Valtteri Bottas, que cravou a primeira pole position de sua carreira, de 79 corridas e 5 anos na Fórmula 1, após superar o tempo de Hamilton na última tentativa da sessão. Na corrida, porém, o vencedor foi Vettel, com Hamilton em segundo e Valtteri em terceiro.
Antes do GP da Rússia, Vettel tinha uma vantagem de 7 pontos sobre Lewis Hamilton (68 a 61) com Bottas em terceiro e eles mantiveram essa ordem depois da corrida. Sebastian Vettel começou na pole, mas Valtteri Bottas venceu a corrida com vantagem de 0s617, a menor desde o Grande Prêmio de Abu Dhabi 2016. Depois de superar o rival na largada, Bottas resistiu a forte pressão do alemão durante toda a corrida, principalmente nas 10 últimas voltas. Foi a primeira vitória do finlandês na Fórmula 1, em uma carreira de 81 corridas, iniciada no GP da Áustria, em 16 de março de 2013, na Williams.
Na Espanha, Kimi Räikkönen, Valtteri Bottas e Max Verstappen se envolveram em um acidente. Na curva 1, Bottas espremeu finlandês da Ferrari, que rodou e acertou o holandês da Red Bull. Na volta 22, Bottas assumiu então a liderança, pressionado por Vettel, que evita a ultrapassagem o por dentro. Todavia, quatro voltas depois, o alemão assumiu a primeira colocação, com ultrapassagem espetacular sobre o finlandês, que retardava o ritmo, a fim de permitir a aproximação de Hamilton. Depois da corrida, que abandonou na volta 40, com problema no motor, Bottas admitiu ter tentado retardar Vettel para facilitar a vitória de Hamilton. Como resultado, o inglês reduziu a vantagem do alemão para 6 pontos e aumentou a da Mercedes sobre a Ferrari para 8 pontos.
Em Mônaco, foi a primeira vez que a Mercedes não teve nenhum piloto no pódio, desde o GP da Espanha de 2016, quando Rosberg e Hamilton bateram. Bottas terminou a prova do em 4º e Hamilton, em 7º
No Canadá, Lewis Hamilton foi pole e manteve a liderança até a bandeira quadriculada pela 56ª vez na carreira. Bottas foi o segundo colocado, na primeira dobradinha da Mercedes na temporada.
No Azerbaijão, Valtteri Bottas, que chegou a ser o último, após toque com Kimi Raikkonen na largada, ultrapassou Lance Stroll a metros da linha de chegada, para ser segundo quando ninguém mais esperava
Na Áustria, Bottas foi pole, largou muito bem, e manteve a ponta durante toda a corrida, para registrar a sua segunda vitória do ano. Vettel foi o segundo e Hamilton, 3º. O finlandês só cedeu a liderança a Kimi Raikkonen por três voltas, depois da primeira parada, mas no final teve de resistir à pressão de Sebastian Vettel, que chegou a apenas 0s658 dele. Bottas revelou que, na largada, antecipou quando as luzes apagariam. A largada não foi considerada queimada porque a FIA comprovou que ele levou 0s201 para reagir ao apagamento das luzes.
Na Inglaterra, Lewis Hamilton saiu da pole, fez a volta mais rápida, liderou todas as voltas e ganhou a corrida. Com o resultado, diminuiu para apenas um ponto a diferença para Sebastian Vettel. A Mercedes continuou à frente da Ferrari por 50 pontos. Valtteri Bottas, que largou da 9ª posição, chegou no segundo lugar, na frente de Vettel; Na volta 43, Bottas encostou colocou sua Mercedes lado a lado com a Ferrari do alemão. A primeira tentativa não deu certo, mas na volta seguinte conseguiu a ultrapassagem, em manobra aplaudida pela torcida britânica.
Na Hungria, tentando evitar uma dobradinha da Ferrari, na 47ª das 70 voltas, a Mercedes ordenou que Bottas deixasse Hamilton ultrapassar. Mas a estratégia não funcionou.
O inglês teve um prazo de 5 voltas para tentar passar por Raikkonen e, talvez, alcançar Vettel, mas não conseguiu. Ele chegou a estar em condições de usar a asa móvel e fez isso pelo menos umas três vezes e não teve sucesso. Quando já não se esperava, Hamilton devolveu a posição a Bottas, a poucos metros da linha de chegada. Bottas foi terceiro e ele, 4º.
.
No 200º Grande Prêmio da Bélgica, a Mercedes decidiu instalar novos componentes nos motores de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, arriscando a punição que acabou não havendo. Hamilton largou da pole position pela 68ª vez na carreira, igualando recorde de Michael Schumacher. Na volta 34, em relargada, Bottas errou, saiu da pista, perdendo duas posições, para Ricciardo e Raikkonen, e terminou em 5º.
Na Itália, Hamilton saiu novamente da pole, a 69ª da carreira, venceu a corrida de ponta a ponta e passou à liderança com 3 pontos a mais do que Vettel. Bottas foi o segundo colocado, completando a dobradinha da Mercedes. O finlandês, que largava da 6ª posição foi ultrapassado por Kimi Raikkonen após as luzes vermelhas se apagarem. Contudo, em menos de uma volta, recuperou a posição e não demorou muito para já na 2ª volta, Bottas superar Ocon e assumir o segundo lugar, que manteria até o final.
Em Cingapura, Hamilton largou em 7º, mas ainda na primeira volta assumiu a liderança, beneficiado de múltipla colisão envolvendo Vettel, Verstappen e Raikkonen, com os dois pilotos da Ferrari tendo de deixar a pista. Bottas que largou da 6ª posição de novo, beneficiou-se dos abandonos e chegou em 3º. Um das surpresas a prova foi a ultrapassagem de Jolyon Palmer sobre Bottas, quando disputavam a 5ª posição.
Na Malásia, Hamilton foi o segundo colocado, atrás de Max Verstappen, mas aumentou para 34 pontos a vantagem sobre Sebastian Vettel, que foi apenas o 4° colocado. Valtteri Bottas foi o 3º e, com os 25 pontos, a Mercedes aumentou para 118 pontos a vantagem sobre a Ferrari (503 a 385).
No Japão, Hamilton foi de novo o pole position e venceu com pouco mais de um segundo à frente de Max Verstappen. Bottas, segundo na classificação, foi punido com a perda de 5 posições, por troca da caixa de câmbio, e terminou em 4º. Em obediência a ordem de equipe, Bottas cedeu a posição a Hamilton e garantiu a vitória do companheiro, Na troca de pneus, Hamilton ficou preso atrás do companheiro e isso permitiu que Max Verstappen aumentasse a diferença para Hamilton na luta pela liderança. Além de dar passagem ao companheiro, Bottas ainda segurou Verstappen por algum tempo, dando respiro a Hamilton. No 3º treino livre, sábado de manhã, Bottas escapou na curva Spoon, beijou o muro e danificou a lateral direita do carro.
Nos Estados Unidos, Hamilton, que largou da pole venceu a 9ª corrida na temporada e acumulou 66 pontos de vantagem sobre Vettel. Bottas, depois de resistir pelo menos três tentativas de Daniel Ricciardo, para manter o 3º lugar, e com pneus desgastados acabou por ser ultrapassado por Raikkonen e Vettel, terminando no 5ºlugar.

No México, o vencedor foi Max Verstappen, mas a 9ª colocação bastou para que Lewis Hamilton faturasse seu 4º título mundial dos pilotos. Valtteri Bottas foi o piloto mais rápido da primeira sessão de treinos livres liderando a dobradinha da Mercedes. Ele só fez uma volta rápida na fase final da sessão de qualificação e garantiu a quarta posição do grid. Na corrida, terminou em 2°.

No Brasil, com novo recorde da pista de Interlagos (tempos em treino), Bottas assegurou a pole position para o Grande Prêmio do Brasil, em São Paulo. Um acidente do companheiro de equipe Lewis Hamilton logo no início da sessão de classificação, facilitou a missão do finlandês. Largando em segundo, Sebastian Vettel partiu para cima de Bottas. Na entrada do S do Senna colocou o carro por dentro, assumiu a ponta e não largou mais. .
Em Abu Dhabi, Valtteri Bottas saiu da primeira posição do grid, fez a volta mais rápida, e só cedeu a liderança a Hamilton por uma volta, quando fez a sua única troca de pneus. O inglês terminou em segundo.
Essa terceira vitória na carreira garantiu a Bottas o terceiro lugar na classificação final, com 305 pontos, 12 a menos do que Sebastian Vettel, mas exatamente100 a mais que Kimi Raikkonen, o 4º colocado. Nas 20 provas do campeonato, Bottas teve três vitórias (Rússia, Áustria e Abu Dhabi); seis 2ºs lugares; quatro 3ºs; dois 4ºs; dois 5ºs e um 6º. Só não completou o GP da Espanha. O placar por melhor colocação no grid foi 13 a 7 para Hamilton, com, 11 poles, conta 4. O piloto inglês venceu 9 vezes, Bottas, 3.
Em 13 de setembro de 2017, a Mercedes anunciou que a renovação do contrato de Bottas, por mais um ano, isto é, até fim de 2018. O acerto demorou porque o finlandês desejava um compromisso de pelo menos dois anos, mas Toto Wolff, sabendo que no fim do ano vários campeões do mundo poderiam estar disponíveis no mercado, só concordava em oferecer um contrato de somente um ano. E Bottas não teve saída, senão aceitar.
A partir da metade da temporada, diante dos maus desempenhos, Bottas começou a ser apontado como simples escudeiro de Hamilton. Maurizio Arrivabene, da Ferrari, chegou a chama-lo de mordomo do companheiro, mas depois pediu desculpas.
O próprio piloto admitiu que estava pensando demais e começando a dirigir de forma antinatural quando a temporada começou a dar errado.
“Depois de lutar bastante por algumas corridas, não foi fácil mentalmente porque eu estava bastante confuso no começo – tipo, ‘o que está acontecendo?'”, Disse Bottas à Autosport.
“Com certeza você também começa a duvidar do que está fazendo. Então, quando você precisa mudar algumas coisas com seu estilo de direção e precisa se adaptar a muitas coisas diferentes, de repente você percebe que não é tão simples assim. Mas as coisas estão indo para uma direção muito melhor. Se houver lutas similares em 2018, estou preparado para isso. E aprendi maciçamente nessas corridas difíceis, então acho que sou muito m

Na Austrália, na abertura da temporada, Lewis Hamilton estabeleceu o recorde de sete poles positions em Melbourne, mas o vencedor da corrida foi Sebastian Vettel. Hamilton foi segundo e Valtteri Bottas terminou em 8º, depois de largar da 15ª posição, por troca de caixa de câmbio.
Sebastian Vettel voltou a vencer no Bahrein, depois de resistir pressão de Bottas, que ficou 0s699 atrás. A Ferrari acumulou 10 pontos de vantagem sobre a Mercedes: 65 a 55.
Na China, Bottas foi o 3º e Hamilton, 4º no grid. Na corrida, Bottas chegou a assumir a liderança, mas foi ultrapassado por Daniel Ricciardo na 45ª das 56 voltas. Na soma dos pontos, a Mercedes superou a Ferrari e assumiu a liderança por 1 ponto: 85 a 84.
No Azerbaijão, Sebastian Vettel foi pole, mas Hamilton, segundo no grid, conseguiu a sua primeira vitória na temporada e passou à frente do rival por 4 pontos: 70 a 66. Bottas liderou a corrida por algum tempo, mas não completou, por causa de um furo no pneu, na penúltima volta, e permitiu que a Ferrari passasse à frente da Mercedes: 114 a 110.
Na Espanha, Hamilton fez a pole, com 1m16s173, novo recorde da pista de Barcelona. Bottas completou a primeira dobradinha da Mercedes no grid. O inglês venceu e aumentou para 17 pontos a diferença para Vettel. Bottas foi segundo e a Mercedes reassumiu a ponta entre as equipes, com 26 pontos a mais do que a Ferrari.
Em Mônaco, o vencedor foi Daniel Ricciardo, com Vettel em segundo. Bottas largou e terminou em 5º e a Mercedes continuou com vantagem sobre a Ferrari: 178 a 156.
No Canadá, Lewis Hamilton foi apenas o 5º colocado e cedeu a liderança a Vettel pela diferença de 1 pontos; 121 a 120. Valtteri Bottas, chegou a ficar a menos de 3s de Vettel, mas cometeu um erro e perdeu a chance de passar o alemão, terminando na segunda colocação, pela 4ª vez na temporada.
Na França, Hamilton conquistou a pole position e obteve a terceira vitória no campeonato. A corrida começou com confusão entre Valtteri Bottas e Sebastian Vettel. O piloto da Mercedes, pressionado, conseguiu manter a segunda posição, mas teve o pneu traseiro esquerdo tocado pela asa dianteira do alemão. Os dois tiveram que voltar aos boxes, para reparar os danos. Bottas terminou em 5º e a vantagem da Mercedes caiu para 14 pontos: 145 a 131.
O GP da Áustria, vencido por Max Verstappen, da Red Bull, marcou o primeiro duplo abandono da Mercedes, desde o GP da Espanha de 2016. Bottas, pole, largou mal, cedeu a posição a Hamilton e na volta 14 teve de deixar a pista por falha da caixa de câmbio.
Na Inglaterra, Hamilton largou mal e foi ultrapassado por Vettel e Bottas. Na curva 3, Raikkonen fez contato com Hamilton e o jogou para fora da pista e para a 18ª posição. Na queda de Hamilton, Bottas assumiu o segundo lugar e numa das suas melhores atuações pela Mercedes chegou à liderança, que segurou no braço, pressionado por Vettel. A cinco voltas do final, porém, com pneus desgastados, foi ultrapassado por Vettel, Hamilton e Raikkonen, cruzando a linha em 4º.
Na Alemanha, Hamilton venceu a corrida, depois de largar da 14ª posição do grid e Bottas completou a dobradinha da Mercedes. No final, com compostos novos, o finlandês chegou a ameaçar a vitória do companheiro, que tinha se negado a parar para trocar os pneus.
Na Hungria, Hamilton saiu da pole e venceu com 17 segundos à frente de Vettel, com Raikkonen em terceiro. Bottas, que era 2º no grid e servia de escudeiro a Hamilton, na volta 64 foi ultrapassado por Vettel na saída da curva 1. Na curva 2, o finlandês tentou dar o troco, mas errou a freada e atingiu a traseira do alemão. Ele teve a asa dianteira quebrada, perdeu ritmo e acabou superado também por Ricciardo, depois que os dois se tocaram na disputa pelo 4º lugar.
Na Bélgica, Hamilton largou da pole, mas, ainda na primeira volta, Vettel o ultrapassou na reta e venceu a corrida. Bottas foi penalizado com a perda de 15 posições, por exceder a troca de elementos do motor, e com 5 segundos no tempo final, por causar colisão com Sergey Sirotkin, mas terminou no 4º lugar, mesmo tendo a asa dianteira danificada após acertar a traseira da Williams de Lance Stroll.
Na Itália, nas últimas voltas da corrida, Bottas e Verstappen disputavam o terceiro lugar no pódio, quando se chocaram na variante. Bottas foi obrigado a contornar os obstáculos para voltar à pista, mas garantiu a posição. O piloto da Red Bull, culpado pelo incidente, foi punido com 5 segundos no tempo final, caindo para o 5º lugar. Hamilton, vencedor da corrida, chegou a 256 pontos, contra 226 de Vettel, e a Mercedes totalizou 415 contra 390 da Ferrari.
Em Cingapura, Hamilton fez a pole com uma volta que considerou “mágica” e a melhor da carreira. Ele venceu com folga e aumentou para 40 pontos (281 a241) a vantagem sobre Vettel, que terminou em 3º, atrás de Verstappen. Nas últimas 10 voltas, Raikkonen, mesmo de asa aberta, não conseguiu passar Bottas, que resistiu também a ataque de Ricciardo, para terminar em 4º. A Mercedes somou 425 pontos, contra 415 de Ferrari.
O GP da Rússia foi marcado pela controvérsia causada pelo jogo de equipe da Mercedes. Na volta 26, Valtteri Bottas, que largara na pole, era o segundo colocado, com chances de ganhar a corrida, quando recebeu ordem do chefe da equipe Mercedes, Toto Wolf, para dar passagem a Lewis Hamilton e garantir a vitória do líder do campeonato. O finlandês obedeceu. Deu passagem e Hamilton, que assumiu a liderança com a parada de Max Verstappen na volta 44, cruzou a linha de chegada em primeiro. A decisão de Toto Wolf constrangeu até o próprio Lewis Hamilton. Depois da prova ele tentou escapar da entrevista com o ex-piloto Paul di Resta. No pódio, chamou o companheiro para ficar ao seu lado no lugar mais alto e até tentou trocar os troféus com Bottas. A imagem destacada pela televisão da F1 foi a de Toto Wolf com o dedo no botão que transmitia a ordem a Bottas. Com o resultado, Hamilton totalizou 306 pontos, contra 256 de Vettel. E Mercedes chegou a495, contra 442 da Ferrari.
No Japão, Lewis Hamilton, que era o pole position, venceu de ponta a ponta, e praticamente colocou a mão no título de pentacampeão da Fórmula 1. Ele aumentou para 67 pontos (331 a 264) a vantagem sobre Sebastian Vettel. Valtteri Bottas foi o segundo colocado, depois de resistir à pressão de Max Verstappen nas últimas voltas, e ajudou a aumentar para 78 pontos (538 a 460) a vantagem da Mercedes sobre a Ferrari.
Nos Estados Unidos, Lewis Hamilton, que poderia conquistar nessa prova o pentacampeonato, foi apenas o 3º colocado e não conseguiu estabelecer diferença suficiente para se livrar da concorrência de Sebastian Vettel, 4º colocado. Bottas largou em 3º e chegou no 4º lugar.
No México, Lewis Hamilton terminou no 4º lugar, e com o resultado garantiu o título de campeão de 2018 e de pentacampeão da Fórmula 1. Ele totalizou 358 pontos, e com vantagem de 64, não poderia ser superado pelo rival mais próximo, Sebastian Vettel, nas corridas no Brasil e Abu Dhabi. Bottas, largou e chegou em 5º e na 66 marcou a sua 6ª volta mais rápida da temporada: 1m18s741.
No Brasil, Lewis Hamilton chegou em primeiro lugar e a Mercedes garantiu o 5º título consecutivo das construtoras. Com a vitória de Hamilton e a 5ª colocação de Valtteri Bottas, a Mercedes somou 35 pontos e totalizou 620 pontos, contra 553 da Ferrari, que fez apenas 23 pontos.
Em Abu Dhabi, Lewis Hamilton conquistou a pole position e confirmou a condição de pentacampeão e favorito e encerrou o campeonato de 2018 da Fórmula 1 com a 73ª vitória da carreira. Bottas, que fez a dobradinha no grid, terminou em 5º. Na volta 35, foi ultrapassado por Vettel, caindo para 3º; na 38 foi superado por Verstappen e na 39, por Ricciardo.
Com 247 pontos, Bottas foi o 5º colocado no campeonato, atrás de Kimi Raikkonen, com 251, e Max Verstappen, com 249. Nas 21 corridas, teve sete 2ºs lugares; um 3º; três 4ºs; cinco 5ºs; um 7°; um 8º e um 14º, no Azerbaijão, onde não completou a prova, mas foi classificado por ter feito 90% do percurso. O finlandês também abandonou a corrida da Áustria.
Depois do campeonato, apesar de dizer que ainda tem 100% de confiança no piloto, Toto Wolff começou a apontar Esteban Ocan como um a opção da equipe para o futuro,
O próprio finlandês chegou a admitir que esse foi um de seus piores campeonatos e com um carro potente nas mãos, falhou em conseguir ao menos uma vitória ao longo do ano.

Todavia, com contrato renovado para 2019 o piloto garantiu que não estava preocupado com a ameaça de ser substituído por Ocon,” Não, não é uma preocupação. As pessoas estão sempre falando e, é certo, todos os pilotos querem seguir em frente com a sua carreira, querem aproveitar as oportunidades. Mas não é tarefa minha preocupar-me com isso, só me vai prejudicar”.