Tazio Nuvolari

Um dos maiores pilotos da história do automobilismo esportivo Tazio Nuvolari nasceu na Itália, numa pequena cidade, Casteldario, perto de Mântua,  em novembro de 1892. Começa a correr aos 28 anos, depois da I Guerra Mundial.

Nuvolari iniciou sua carreira pilotando motocicletas, ao mesmo tempo que corria de carro, sem chegar a impressionar os aficcionados da época. Já casado e pai de um filho é que o piloto italiano passa a se dedicar ao automobilismo, isto em 1923. Sua primeira vitória acontece em 1924, no circuito de Tigullio e no ano seguinte é contratado pela Alfa Romeo. Um acidente de moto impede Nuvolari de estrear na equipe italiana que acaba suspendendo seu contrato.

Volta então a participar de corridas de motocicleta, em 1926 , sem conseguir grande destaque. Em 1927, Tazio Nuvolari contrai dívidas mas compra alguns carros da Bugatti de segunda mão formando sua própria equipe. Mesmo enfrentando dificuldades  para manter os carros, começa a se impor como piloto, vencendo o Grande Prêmio Real de Roma, no circuito de Trípoli e no circuito de Pozzo.

Nos dois anos seguintes Nuvolari tem que enfrentar novos problemas financeiros e quase abandona as pistas. Com o nascimento do seu segundo filho, o piloto italiano decide tentar novamente retomar sua carreira. Já com 38 anos de idade, em 1930 , Nuvolari é novamente convidado a dirigir um carro da Alfa Romeo na corrida Mille Miglia. Depois de uma emocionante disputa com  seu companheiro de equipe o jovem piloto Achille Varzi, Nuvolari vence a prova.

Depois desta corrida ,Tazio Nuvolari continua  pilotando carros da Alfa Romeo, porém, sem contrato fixo, vencendo em 1930 o  Tourist Trophy. Vendo sua posição ameaçada, Achille Varzi  impõe um escolha à equipe: ou ele ou Nuvolari. A Alfa Romeo fica com o jovem piloto e Nuvolari vai correr pela Bugatti. Não demorou muito para o piloto italiano voltar para a  Ferrari, escuderia que preparava os carros Alfa Romeo e em 1931 , vence o Grande Prêmio da Itália, em Monza.

A temporada de 1932 consagra o piloto italiano, já com seus 40 anos de idade. Nesse ano, disputando com outros grande pilotos da época, como Caracciola, Nuvolari vence os Gps da França e da Itália, e o de Mônaco, no circuito de Monte Carlo. Nesse mesmo ano, vence também a Targa Florio, uma prova longa e cansativa.

No ano seguinte, Tazio se desentende com os diretores da Ferrari ( que até então preparava os carros Alfa Romeo para ele) e passa a correr pela Maserati mantendo a mesma habilidade e tentando sempre superar a antiga equipe.

Em 1934, chegam as potentes Mercedes e os carros da Auto Union. Nuvolari, ainda pela Maserati, destaca-se como o favorito da temporada. Duas fraturas na perna esquerda, num acidente em abril daquele ano, deixam o piloto fora das pistas. Por pouco tempo. Nuvolari voltaria a correr em maio no circuito de Avus, com a perna ainda engessada chegando em quinto lugar.

No cenário automobilístico da época, os carros alemães se destacavam. Nuvolari bem que tentou mas não conseguiu um lugar na Mercedes ou na Auto Union. Em 1935, volta para a Ferrari e para os carros Alfa Romeo, vencendo sua única corrida daquele ano no GP da Alemanha, em Nürburgring, aos 43 anos de idade.

Em 1936, a Alfa Romeo apresenta um carro mais potente, mas ainda inferior aos alemães. Com este carro Nuvolari vence os Gps da Espanha e da Hungria e também a Copa Vanderbilt, em Nova York. Em 37, Nuvolari não consegue superar os carros e pilotos alemães e começa uma nova temporada de má sorte para o piloto italiano.  Irritado com a falta de um carro competitivo, Nuvolari deixa mais uma vez a Alfa Romeo e passa a pilotar para o Auto Union, em 1938. Pilotando um carro mais potente,  volta a se destacar, aos 44 anos de idade, no GP da Itália e numa prova em Donington Park, tornando-se o piloto mais veloz da Auto Union.

Depois da II Guerra Mundial, Nuvolari ainda voltaria às pistas, pilotando uma Maserati e vencendo o GP de Albim em 1946. Em 47 e 48 disputou a Mille Miglia e correu pela última vez a subida de montanha de Palermo, em abril 1950. Tazio Nuvolari morreu em Mântua, em agosto de 1953.