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Sergio Pérez

Perfil

Nome Sergio Pérez Mendoza
País México
Nascimento 29 de janeiro de 1990
Local Guadalajara
Residência Suíça
Altura 1,73
Peso 63 kg
Línguas Espanhol, português, inglês
Hobbies Futebol, kart, yoga, ginástica e golfe
Comidas Massa, “torta afogada”
Pistas Mônaco, Monza, Spa Francorchamps
Música Pop
Site www.sergioperezf1.com

Desempenho

Estreia

GP da Austrália  – 27/03/2011

Corridas

127

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

7

Poles

0

Voltas + rápidas

4

Pontos

453

Carreira

Ano

Competição

Equipe

Provas

Poles

Pódios

Pontos

Posição

2017

Formula 1 Toro Rosso

14

68

2016

Fórmula 1 Force India

21

 2

101

2015

Fórmula 1 Force India

19

78

2014

Force India

19

59

10º

2013

Fórmula 1 McLaren

19

0

0

49

11º

2012

Sauber

20

0

0

66

10º

2011

19

0

0

14

16º

2010

GP2 Séries Barwa Addax

20

1

5

71

   2009 GP2 Asia Barwa Addax

4

0

0

5

15°

GP2 Séries Arden

20

0

0

22

12°

2008

GP2 Asia Campos GP

11

0

2

26

F3 Britânica T-Sport

22

0

4

195

2007

F3 Britânica T-Sport

21

14

14

376

2006

BMW ADAC ADAC

18

0

0

112

A1 GP A1 México

2

0

0

35

10°

2005

BMW ADAC Rosberg

19

0

0

37

14°

2004

US Skip Barber Telmex

14

0

0

77

11°

1996/

2003

Kart/México/EUA Telmex

Cinco vezes campeão

História

No dia 26 de fevereiro de 2011, entre 150 e 200 mil mexicanos foram às ruas de Guadalajara, para ver uma exibição do piloto Sergio Perez, com o C29, da Sauber, no centro de sua cidade natal. Eles não só matavam a curiosidade de ver um bólido da Fórmula 1 em ação, como também comemoravam a entrada do conterrâneo, com a volta de um piloto mexicano à principal categoria do automobilismo mundial. O último tinha sido Hector Rebaque, que estreou na F1 em 1977 e fez a última corrida em Las Vegas, mo dia 17 de outubro de 1981. E desde 1992, ano do último GP do México, no Circuito Hermanos Rodrigues, um caro da Fórmula 1 não rodava em território mexicano. Perez deu oito voltas num circuito de rua de 1.500 metros, com derrapagens controladas e “queimando” pneus, para delírio da assistência.

Tendo como resultados mais expressivos da carreira um primeiro lugar na Fórmula 3 britânica em 2008, e o 2° lugar na G2 Séries, de 2010, Sergio Perez só chegou à Fórmula 1 graças ao apoio financeiro das empresas mexicanas Telmex e Tequila José Cuervo. A Telmex, de Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, que patrocina Perez desde p início da carreira, ainda no kart, além de serviços de comunicações, através de suas subsidiárias em várias partes do mundo, oferece hospedagem  na web e conexões para outras operadoras. A Tequila José Cuervo foi a primeira fabricada no México e uma garrafa chega a custar 450 reais. Não informação oficial, mas Lívio Oricchio, de O Estado de S. Paulo, estimou em cerca de 30 milhões de dólares anuais o investimento de Slim, quantia suficiente para que Peter Sauber esquecesse suas restrições a pilotos inexperientes e aceitasse o jovem mexicano, então com 20 anos.

Já como um garoto-propaganda de seus patrocinadores, numa das primeiras entrevistas, ao ser perguntado como gostaria de comemorar o título, se fosse campeão, respondeu: “Em Guadalajara, com uma grande garrafa de Tequila Cuervo, sem comida.” Mas não deve ter agradado ao pessoal da Sauber: gostaria, mesmo, era de guiar a McLaren com que Ayrton Senna foi campeão. E, embora só tenha visto Senna correr em vídeos, se revela um admirador dele; queria ter sido seu companheiro de equipe, pois o considera o melhor piloto da Fórmula 1 de sempre.

Sérgio (Checo) Perez nasceu em Guadalajara, no dia 29 de janeiro de 1990. Começou a andar de kart aos seis anos e já foi vice-campeão da classe infantil, com 4 vitórias. Em 1997, como o mais novo participante da  categoria dos jovens, foi o 4° colocado no campeonato mexicano, com uma vitória e 4 pódios. No ano seguinte, com 8 vitórias, foi o mais jovem campeão da categoria; participou de corridas da classe Shifter 125  e ganhou a única prova que fez na categoria de cadetes masters. Em 1999, com autorização especial da federação mexicana, competiu na categoria de 80 cc e, com 3 vitórias, terminou em 3° lugar. Em 2000, foi campeão da Shifter 80cc e participou de três corridas da 125 cc do Desafio Telmex. Em 2001, participou do campeonato regional e várias corridas nos Estados Unidos. Em 2002,  já como integrante da Escuderia Telmex, com 6 vitórias, foi vice-campeão nacional  da Shifter 125 cc e 11° no mundial de 80cc em Las Vegas. Em 2003, liderou dois campeonatos da Shifter 125 cc., mas foi  impedido de disputar sete corridas, perdendo a chance de conquistar os títulos. Nesse mesmo ano, como convidado, competindo com rivais de vários países, foi o piloto mais jovem a ganhar o Easy Kart 125 Shootout e ainda foi terceiro no Desafio Telmex e vice-campeão da Copa do México.

Em 2004, Serio passou a correr de carro, conseguindo um pódio nas  Series e o 11° lugar  no campeonato nacional da Skip Barber Dodge e o 7° lugar e o título de calouro do ano no campeonato do Meio Oeste

Em 2005, a Telmex proporcionou a Sérgio a oportunidade de disputar a Fórmula BMW ADAC (Allgemeiner Deutscher Automobil Club), alemã, categoria para jovens talentos. Apesar do apoio da empresa mexicana, ele passou por inúmeras dificuldades nessa época, quando era obrigado até a dormir na oficina do seu mecânico. Na primeira etapa da temporada, foi  o 11° na primeira prova e 2° da segunda, o melhor resultado da sua equipe, a 4speed Media.  Nas 10 etapas, com  20 corridas, ele fez 37 pontos, ficando em 14° lugar entre 29 participantes. Em 2006, correndo pela Mucke Motorsports, em 18 corridas, totalizou 112 pontos, terminando em 6° lugar, entre 28 concorrentes.

Sergio Perez deu um passo importante em sua carreira, em 2007, ao participar do campeonato da Classe Nacional da Fórmula 3 britânica. Correndo com um Dallara F304 (Mugen Honda), pela equipe inglesa T-Sport,  das 21 corridas, venceu 14, com 14 poles e 19 pódios, conquistando um total de 376 pontos, contra 267 do vice-campeão,  o chinês (Frankie) Cheng Congfu. Foi o mais novo campeão da história da Classe nacional da F3 britânica. Nesse mesmo ano, com um a Lola B05/52 (Zytek), participou de duas corridas da A1 GO, pela equipe do México.

Em 2008, Sergio se transferiu para a Classe Internacional da F3 britânica. Apesar dos modestos recursos da T-Sport com o Dallara F308, da Mugen Honda,  liderou a primeira metade do campeonato, com 3 vitórias nas 6 primeiras provas, e  terminou em 4° lugar, com 4 vitórias, 7 pódios, 1 volta mais rápida, com 195 pontos, em 22 corridas.

No final do ano, o piloto mexicano deu outro passo rumo à F1, disputando o campeonato da GP2 Asia, da temporada 2008/09, pela Barwa International Campos, resultado da compra pela Barwa Addax, equipe espanhola,  da Campos Racing, do ex-piloto Adrian Campos. Com o Dallara GP2/05, com motor Renault, em 24 de janeiro de 2009, Sérgio venceu a segunda corrida do  Bahrein e, a 14 de fevereiro ganhou também a segunda prova do Catar, tornando-se o piloto mais jovem a vencer na categoria. Com 2 vitórias, 3 poles, 1 volta mais rápida e 26 pontos, contra 56 do campeão, o japonês Kamui Kobayashi, terminou em 7° lugar da competição.

Sergio Perez começou 2009 disputando, pela equipe Arden Telmex, de 9 de maio a 20 de setembro, o campeonato da GP2 Series, com corridas na Espanha, Mônaco, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália e Portugal.  Com o Dallara GP2/08 – Renault, seu primeiro melhor rsultado no campeonato aconteceu na 7ª corrida, em Silverstone, onde, depois de partir da 20ª posição do griud, chegou no 4° lugar. Dois outros bons resultados foram obtidos em Valência, na Espanha, com um 3° lugar na corrida de sábado, e o 2°, na de domingo. Das seis corridas finais, porém, só conseguiu completar duas e terminou o campeonato só com 2 pódios, 1 volta mais rápida e 26 pontos (Nico Hülkenberg, o campeão, fez 100), ficando em 12° lugar na classificação final, depois de 19 provas.

Entre os dias 5 e 27 de fevereiro de 2010, Perez disputou quatro provas da GP2 Asia, em Abu Dhabi e Bahrein, chegando em 12° e 4°, nas duas primeiras, e 7° e 17°, nas outras duas. Com os 5 pontos, foi 15° na classificação final. De 8 de maio a 14 de novembro, novamente pela Barwa Addax Team, Sergio voltou a disputar a categoria principal da GP2 Series, com o Dallara GPs/08-Renault. Com cinco vitórias (Mônaco, Silverstone, Hockenheim, Spa Francorchamps e Abu Dhabi), 1 pole, 7 pódios e 6 voltas mais rápidas e um total de 71 pontos, foi o segundo no campeonato vencido por Pastor Maldonado, com 87 pontos.

Depois de ter servido durante o ano como piloto reserva e de testes da equipe, no dia 5 de outubro a BMW Sauber anunciou sua nova parceria com a Telmex a contratação de Sérgio Perez como seu piloto titular para a temporada de 2011, tornando-se o 5° mexicano a correr na principal categoria do automobilismo mundial e o primeiro 30 anos depois da despedida de Hector Rebaque, em 1981. Sergio substituiu Nick Heidfeld, que tinha retornado à Sauber naquele ano e foi trocado por um piloto que  levava um patrocínio melhor.

Sergio Perez fez sua estreia na Fórmula 1 no GP da Austrália, no dia  27 de março de 2011, depois de um período de treinos, com um total de 95 voltas, no circuito de Montemeló, em Barcelona, entre os dias 8 e 12.

Nessa primeira corrida, o piloto mexicano surpreendeu com atuação considerada excepcional para um novato e terminou a prova em 7° lugar, depois de ter largado na 13ª posição do grid. Depois da corrida, porém, os dois carros da Sauber foram considerados irregulares, por terem a curvatura superior da asa traseira menor que o mínimo exigido e ele e o companheiro de equipe, o japonês Kamui Kobayashi foram desclassificados.  A má sorte do mexicano continuou na Malásia, onde uma peça escapada do carro de Sebastian Buemi, da Toro Rosso, atingiu o seu sistema elétrico e o obrigou a abandonar a prova. Depois do susto, Sergio comemorou por a peça ter atingido o carro e não o seu corpo. Os resultados na China, 17°, depois e sair em 12°, e na Turquia, 14°, não foram muito animadores, mas a 9ª colocação na Espanha proporcionaram os primeiros dois pontos de Sergio Perez na F1.

Os riscos e os perigos da Fórmula 1, Sergio veio a conhecer já na sua 6ª corrida, em Mônaco. No sábado, 28 de maio, a 2m26s da  Q3 e quando buscava uma colocação ainda melhor entre os top 10 da prova, ele sofreu um grave acidente que o tirou da prova do domingo. Na saída do túnel, o trecho mais rápido do circuito, perdeu o controle do carro, que foi de encontro a barreira de pneus, deslizou pela chicane e bateu na barreira do outro lado, com forte impacto. Sergio foi visto com as mãos em torno da cabeça, para se proteger, mas quando os paramédicos chegaram o encontraram desacordado. O treino foi interrompido e Sergio levado para o centro médico.

Dez dias após o acidente, Sergio Perez estava de volta à pista, para os treinos do GP do Canadá. Depois de participar da primeira prática, porém, não se sentiu bem e preferiu não correr, sendo substituído por Pedro de la Rosa. Ele voltou a correr em Valência, no GP da Europa, no dia 26 de junho, chegando em 11°, e na corrida seguinte conseguiu o seu melhor resultado, o 7° lugar, em Silverstone, no GP da Inglaterra. Em seguida, foi 11°, na Alemanha; 15°, na Hungria, e não completou a prova da Bélgica. Quando o campeonato foi interrompido pelas férias de verão, Sergio era o 15° na classificação geral, com 8 pontos, e a BMW Sauber já confirmara a renovação do contrato dele  e de Kobayashi, para 2012.

No reinício da temporada, Perez também abandonou a corrida da Itália e depois só esteve na zona de pontuação em três provas: Cingapura (10º), Japão (8º) e Índia (10º). Na Coreia foi 16º; em Abu Dhabi, 11º, e no Brasil, 13º. Terminou o campeonato com 14 pontos, em 16º lugar, quatro posições atrás do companheiro de equipe, Kamui Kobayashi, que foi o 12º, com 30 pontos.

Nas primeiras 13 corridas do campeonato de 2012, Sérgio Perez subiu ao pódio três vezes, com o 2º lugar na Malásia; 3º na Austrália e 2º em Monza. A partir do GP do Japão, em 7 de outubro, e, por coincidência, pouco depois do anúncio e sua transferência para McLaren, feito no dia 28 de setembro, seu rendimento despencou. Das últimas seis corridas não terminou três e nas outras três nunca esteve na zona de pontuação, Com os 66 pontos obtidos antes desse período obscuro, foi o 10º colocado na classificação final, ainda assim à frente do companheiro de equipe, Kamui Kobayashi, o 12º, com 60 pontos.

Ele começou mal na Austrália, perdendo 5 posições no grid, por troca da caixa de câmbio. Mas mesmo largando da 22ª posição, ganhou várias posições e, com uma só parada, acabou chegando no 8º lugar. Só não conseguiu mais devido a um choque com o companheiro Kamui Kobayashi e o superaquecimento dos pneus, que o fez perder várias posições na última volta.

Na Malásia, Sergio Pérez conseguiu seu primeiro grande resultado na Fórmula 1, subindo pela primeira vez ao pódio, pela conquista do 2º lugar, atrás apenas de Fernando Alonso. Foi também o primeiro pódio da Sauber fora do período BMW-Sauber e a volta da bandeira do México à plataforma dos vencedores, desde que Pedro Rodriguez venceu o GP da Bélgica, em 1970. Pérez classificou-se na 10ª posição, mas foi beneficiado por punição a Kimi Raikkonen e largou em 9º. Logo na primeira volta, diante do anúncio de que a chuva iria aumentar, ele parou para colocar os pneus de pista molhada, antecipando-se aos demais concorrentes, que só começaram a fazer isso a partir da 5ª volta. Com excelente ritmo, manteve a diferença para Alonso em 1,339 até a primeira rodada de pit stops, entre as voltas 39 e 42. Alonso parou na 40m, mas Pérez só o fez na volta seguinte e, em consequência, a desvantagem em relação ao líder subiu para 7s180. Mas ele não desistiu da luta, chegou a ficar a apenas 0,5 do adversário e liderou a prova enquanto o espanhol foi para os boxes e só não conseguiu vencer por um erro na curva 14, onde escapou da pista, terminando a 2s2 de Alonso. Na época, um fato ocorrido na volta 50 e que causou grande controvérsia, apesar dos desmentidos de todas as partes envolvidas provocou o seguinte comentário de Reginaldo Leme: (…) Até que surgiu a mensagem de rádio: “Lembramos a você que esta segunda posição é muito importante para a equipe”. A mensagem de rádio deixa no ar uma dúvida. Por conhecer a extensão da velha parceria que a Sauber tem com a Ferrari, incluindo o uso do motor italiano em seus carros, é possível que a intenção tenha sido mesmo a de tentar impedir que Perez atacasse Alonso. E isso teria acontecido mesmo depois de um erro estratégico da Sauber, por não chamar seu piloto para o pit stop junto com Alonso. O pneu slick já havia mostrado na Toro Rosso de Daniel Ricciardo que o tempo de volta caia em 5 segundos. Ali a corrida já tinha sido jogada fora pela Sauber. Mas, ainda assim, Perez foi buscá-la de volta. Alonso era bem mais lento do que ele e os 7,7 segundos de diferença após o pit stop foram recuperados rapidamente (…) A mensagem de rádio deixa no ar uma dúvida. Por conhecer a extensão da velha parceria que a Sauber tem com a Ferrari, incluindo o uso do motor italiano em seus carros, é possível que a intenção tenha sido mesmo a de tentar impedir que Perez atacasse Alonso.”.

No GP da China, depois de largar da 8ª posição, a melhor colocação no grid até então, Pérez errou na estratégia de paradas e, com problema na embreagem, cruzou a linha em 11º lugar, logo atrás de Kamui Kobayashi.

Na Espanha, o piloto mexicano melhorou ainda mais a posição grid e largou da 5ª posição. Já na 3ª volta, porém, depois de ter um pneu furado num choque com Romain Grosjean, teve de lutar muito para escapar da brita. O esforço, porém, foi em vão. Na volta 37, ficou sem a embreagem e abandonou a Em Mônaco, onde prestou homenagem ao ídolo Chapolim, com a efígie do personagem Chispirito no capacete, Pérez não pode participar da etapa de classificação, por ter batido no início da Q1; só entrou na corrida por concessão dos comissários, na 23ª posição. E mostrou mais uma vez a sua grande capacidade de recuperação. Depois de várias ultrapassagens, na volta 23 já era o 15º colocado; na 48 era 2,7 segundos mais rápidos que os líderes e na 50 fez a volta mais rápida (1m17s296) e acabou chegando no 11º lugar.

O segundo pódio, no GP do Canadá, no dia 10 de junho, surpreendeu ao próprio piloto. “Para ser sincero, quando você larga em 15º, a última coisa que você pensa é chegar ao pódio” disse, depois da corrida. Com uma estratégia arriscada de uma só parada, mostrou, mais uma vez a sua força de superação. Na metade da corrida era o 5º colocado, insistindo nos pneus macios; passou a 8º, depois da troca, na volta 42, e para surpresa geral, inclusive dele, chegou em 3º.

Em Valência, no GP da Europa, Sergio Pérez mostrou novamente a sua deficiência na etapa de classificação. Enquanto o companheiro Kamui Kobayashi obtinha a 7ª posição, mais uma vez ele largou lá de trás, na 15ª. Mas na corrida, o panorama se inverteu e ele cruzou a linha de chegada em 9º, enquanto o companheiro não passou da volta 33, por causa e uma colisão.

Um choque provocado por Pastor Maldonado, que causou a quebra da suspensão do seu carro, determinou o abandono de Sergio ainda na volta 12 do GP da Inglaterra. Na curva Brooklands, no final da reta Wellington, Maldonado tentou ultrapassar por dentro; Pérez defendeu a posição; os dois se enroscaram, rodaram e o mexicano teve de deixar a pista. O incidente deixou o mexicano irritado. “Ele é um piloto que não sabe que estamos arriscando nossas vidas e não tem nenhum respeito por ninguém”, disse. E mais tarde acrescentou: “Basta olhar para as últimas corridas. Ele arruinou a corrida de Hamilton em Valência e a minha em Mônaco, fazendo coisas estúpidas. Não sei por que os comissários não tomam uma decisão séria com ele.” Mas eles tomaram, sim. Maldonado foi repreendido e levou multa de 10 mil euros, após a corrida.

No GP da Alemanha, vencido de ponta aponta por Fernando Alonso, Sergio Pérez mostrou de novo que é ruim de classificação, mas bom de corrida. Na classificação, foi 12º, sofreu punição de 5 posições, por prejudicar Fernando Alonso e Kimi Raikkonen na Q2 e largou em 17º. O piloto lamentou o resultado, alegando que, com pneus macios, foi o segundo na Q1, mas devido à chuva, mudou para os intermediários e ficou preso no trânsito, sem poder recuar, porque tinha vários carros atrás. Na corrida, ele fez uma sequencia de ultrapassagens, em poucas voltas já estava entre os 10 primeiros e terminou no 6º lugar.

Na Bélgica, depois de conquistar a 5ª posição no Q3, Sergio Pérez não passou da primeira curva do circuito de Spa-Francorchamps. Numa largada confusa, Romain Grosjean acertou o carro de Lewis Hamilton, voou sobre Fernando Alonso e envolveu no acidente mais dois carros, um deles o de Sergio Pérez, que não pode continuar na pista.

Se faltasse alguma prova de que Sérgio Pérez é ruim de classificação, mas bom de corrida, ela viria no GP da Itália. Depois de sair da 12ª posição do grid, na corrida deu uma arrancada avassaladora passando, entre outros, por Kimi Raikkonen, Nico Rosberg, Felipe Massa e Fernando Alonso, e pela terceira vez na temporada subiu ao pódio, como o 2º colocado. Ele largou com pneus duros, retardou a troca até a volta 29, quando passou para os médios e, com melhor ritmo que os adversários, que tinham pneus duros, chegou a liderar a prova por cinco voltas. Se tivesse um pouco mais de tempo, não seria surpresa se ele passasse por Lewis Hamilton, o vencedor.

O pódio ma Itália foi o último brilhareco de Sérgio Perez na temporada. Depois de um 10º lugar em Cingapura e, como já se disse, coincidindo com o anúncio de sua transferência para a McLaren, nas últimas seis corridas não mais chegou à zona de pontuação. Largou em 5º, mas rodou na volta 19 do GP do Japão; foi 12º no grid e chegou em 11º, na Coreia; deixou a pista na volta 21 do GP da India, por causa e danos no carro causados por colisão; em Abu Dhabi, largou em 11º e chegou em 15º; nos Estados Unidos, foi 15º no grid e 11º na corrida e no Brasil, foi 12º na classificação e deixou a pista, depois de ser atingido por Bruno Senna.

No dia 28 de setembro de 2012, com a confirmação da transferência de Lewis Hamilton para a Mercedes, a McLaren anunciou oficialmente a contratação de Perez para a temporada de 2013.

Na estreia, na Austrália, ele passou à Q2 e largou da 15ª posição, chegando no 11º lugar. Na Malásia, foi 10ª na classificação, mas ganhou uma posição no grid e marcou os dois primeiros pontos pela nova equipe, mantendo o 9º lugar, depois de fazer a volta mais rápida da corrida. . Na China, saiu em 12º e chegou em 11º.

No Bahrein, ele conseguiu o seu melhor resultado até então, com o 6º lugar, depois de largar da 12ª posição, mas também começou uma rivalidade com o companheiro Jenson Button, que acabaria por comprometer a sua permanência na equipe. Os dois travaram um duelo feroz em várias ocasiões e depois da corrida Button o criticou acidamente: “Eu já corri com muitos colegas de equipe e com um grande companheiro, agressivo, Lewis, mas não estou acostumado a dirigir na reta com o meu companheiro tocando suas rodas em mim, a 300 km/h. Tive algumas disputas difíceis, mas nenhuma tão suja. Isso é algo que você faz no kart, mas depois você cresce o que, obviamente não é o caso de Checo. Logo, algo sério vai acontecer e ele vai ter que se acalmar. Ele é extremamente rápido e fez um bom trabalho Joe, mas também algumas coisas desnecessárias”.

Na Espanha, Perez voltou a largar e chegar na 9ª posição, sem nenhuma reclamação contra ele, porém em Mônaco, 7º no grid, fez várias ultrapassagens agressivas até colidir com Kimi Raikkonen e ser obrigado a deixar a pista. Raikkonen foi ainda mais incisivo do que Button e disse que o mexicano merecia um soco na cara. No Canadá ele foi 11º. Na Inglaterra não completou a corrida, por causa de um furo no pneu, mas foi classificado em 20º, por ter feito 90% do percurso. Na Alemanha, voltou a pontuar, com o 8º lugar, duas posições atrás de Button.

Na Hungria, voltou a largar e chegar em 9º. Na Bélgica, largou em 13º e cruzou a linha de chegada em 11º. Na Itália, voltou a ter uma boa posição no grid, a 8ª, mas na corrida foi acertado de novo por Kimi Raikkonen, teve de sair para a área de escape, para continuar na prova e acabou no 13º lugar.  Em Cingapura, Perez fez uma boa corrida de recuperação, depois de ter largado da 14ª posição. Fez uma boa largada, terminou a primeira volta em 10º e chegou em 8º, a apenas 0s466 de Jenson Button, que tinha sido o 8º no grid. Na Coreia, Perez marcou mais um ponto, saindo de 11º e chegando no 10º lugar. No Japão, largou outra vez em 11º, porém terminou no 15º lugar.

Na India, Sergio Perez obteve a sua melhor colocação, cruzando a linha de chegada no 5º lugar, depois de ter largado da 9ª posição, superando amplamente Button, que foi o 14º colocado. O piloto comemorou o fato de ter feito uma corrida limpa, sem nada de errado e, principalmente por ter ultrapassado Lewis Hamilton e Sebastian Vettel numa só manobra.  Em Abu Dhabi, classificado em 8º no grid, Perez teve problemas com os pneus e a tração durante a corrida e ficou desapontado por não poder progredir na classificação, terminando no 9º lugar. Depois dessa corrida, no dia 13 de novembro, pelo twitter, Perez anunciou a sua saída da McLaren, em mensagem muito diplomática em que agradeceu a oportunidade; falou da honra em pertencer a uma das equipes mais competitivas da F1 e lamentou não ter feito tudo o que gostaria. Em entrevista a um jornal mexicano, porém, deixou a diplomacia de lado, acusou a McLaren de não ter organização e humildade, demorando a perceber que tinha só um carro para lutar pelos pontos. Só poupou o chefe e equipe, Martin Whitmarsh que, segundo ele, “depende de vários outros elementos que não foram suficientemente bons”.

Já demissionário, nos Estados Unidos, correndo com um capacete com as cores do México, diante de milhares de patrícios, Perez largou e chegou em 7º. No Brasil, punido com a perda de 5 posições, por causa da troca da caixa de marcha, o mexicano, que tinha sido o 14ª na classificação, teve de largar da 19ª. Fez, porém, uma das suas melhores atuações no campeonato cravou a maior velocidade da corrida, 312.5 km/h; fez uma bela ultrapassagem sobre Adrian Sutil e cruzou a linha no 6º lugar.

Sergio Perez terminou o campeonato no 11º lugar, com 49 pontos, enquanto Jenson Button foi o 9º, com 73, e, pela primeira vez desde 1980, a McLaren terminou o campeonato sem nenhum pódio.  No dia 13 de dezembro, exatamente um mês depois do anúncio da sua saída da McLaren, onde foi substituído por Kevin Magnussen, a Force India anunciou a contratação dele, por 15 milhões de euros, para formar a dupla com Nico Hulkenberg em 2014.

Na Austrália, depois do 16º lugar, ele chegou em 11º, mas foi beneficiado pela desclassificação de Daniel Ricciardo, que tinha siso o segundo colocado, e ganhou seu primeiro ponto na nova equipe. Na Malásia, um problema na caixa de câmbio, surgido pouco antes de ir para o grid o impediu de participar da corrida. No Bahrein, na 900ª corrida da F1, depois bom desempenho na classificação, ocupando a 5ª posição, inspirado, venceu a disputa com o companheiro Nico Hulkenberg, passou por Daniel Ricciardo e chegou em 2º, conquistando o primeiro pódio da Force India desde 2009. Na China, onde, por um erro do apressado responsável por agitar a bandeira quadriculada, a corrida terminou na volta 54 e não na 56 regulamentares, Perez largou da 16ª posição, e voltou a fazer uma excelente corrida de recuperação. Ganhou quatro lugares já no início e fez malabarismos para chegar no 9º. Na Espanha, Perez voltou a mostrar que estava mal de classificação, mas bom de corrida. Largou da 12ª posição.

Em Mônaco, pela primeira vez no campeonato, Perez não completou a corrida. Na largada, rodou, colidiu com Adrian Sutil e Romain Grosjean e teve de deixar a pista. No Canadá, o mexicano chegou a estar em 3º e a lutar pelo pódio, mas por problemas nos freios, foi ultrapassado. Na última volta, o carro dele foi atingido por trás por Felipe Massa, ambos foram para a barreira de pneus e tiveram que abandonar a corrida. Pela sexta vez na história da F1, a prova terminou com o safety car na pista e os dois pilotos foram classificados, por terem completado 90% do percurso. Perez foi 11º e Massa, 12º. Na Áustria, Perez teve de cumprir punição de perda de cinco posições no grid, por ter causado o acidente no Canadá, ao sair da linha de corrida. Todavia, mais uma vez ele fez uma excelente recuperação, largando da 16ª posição e chegando no 6º lugar, depois de fazer a terceira volta mais rápida da carreira e também a terceira da história da Force India.

Na Inglaterra, depois de uma boa colocação na classificação, a 7ª posição do grid, Perez teve uma grande decepção na corrida. Logo no inicio, chocou-se com Jean-Éric Vergne e caiu para o último lugar. A troca dos pneus intermediários pelos duros melhorou o desempenho do carro, mas o longo stint final não foi suficiente para chegar à zona de pontuação. Foi o 11º colocado. Na Alemanha, Sergio Perez saiu e chegou na 10ª posição e atribuiu o resultado a um erro de estratégia da equipe, que lhe deu pneus macios, em vez de supermacios, nas duas últimas paradas.

Na Hungria, o mexicano foi vítima de uma disputa interna: abandonou a pista, com sérios danos no carro, depois de uma colisão com o companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, logo na 22ª das 70 voltas. Na Bélgica, Perez voltou a fazer uma das melhores corridas do campeonato. Largou da 13ª posição, perdeu algum tempo para ultrapassar as duas McLaren e nas últimas dez voltas resistiu à pressão de Daniil Kvyat, para chegar em 8º. Em Monza, na Itália, o desempenho foi ainda melhor. Perez foi o 13º no grid e numa corrida que ele considerou divertida, principalmente na disputa de posição com Jenson Button, cruzou a linha no 7º lugar, ganhando elogios do dono da Force India, Vjay Mallia.

A boa performance se repetiu em Cingapura, onde Perez mostrou que continuava um piloto ruim de classificação, mas bom de corrida: saiu da 15ª posição e terminou, de novo, em 7º. No Japão, na corida que ficou marcada pelo acidente como francês Jules Bianchi, numa pista molhada em que até acquaplanou, Perez, mais uma vez foi melhor na corrida do que na classificação: saiu em 12º e chegou em 10º. Na Rússia, de novo, saiu da 13ª posição e na pista ganhou três lugares, numa corrida difícil, na qual teve de lidar com o consumo de combustível, especialmente quando teve de se defender do ataque de Felipe Massa.  Perez não completou o GP dos Estados Unidos, diante dos seus fãs mexicanos, e ainda comprometeu a corrida seguinte no Brasil. Logo na primeira volta, na disputa por posição com Adrian Sutil, tocou no carro do alemão e no de Kimi Raikkonen e foi obrigado a abandonar a corrida. Considerado culpado pelo acidente, sofreu a perda de sete posições no grid da prova seguinte, em Interlagos, e dois pontos na carteira.

Mas, apesar dos pesares, Sergio Perez pode correr tranquilo no Brasil, sem preocupação com o futuro. No dia 7 de novembro, a Force India anunciou que as negociações para a renovação do contrato estava em andamento. No Brasil, porém, largando da 17ª posição, Perez não pode pretender muita coisa e com muito esforço chegou em 15º.

Em Abu Dhabi, Perez voltou a fazer uma boa corrida. Largou da 11ª posição e chegou em 7º, tirando proveito da contagem em dobro na última corrida do ano. Com os 12 pontos obtidos em Yas Marina, totalizou 59 pontos e ficou em 10º lugar, logo atrás na classificação, mas muito longe nos pontos de Nico Hulkenberg, 9º colocado, com 96 pontos.

A trajetória de Sergio Perez no campeonato foi a seguinte:

 

Corrida

Grid

Colocação

Pontos

Geral

Austrália

16

10

1

1

Malásia

14

n/l

0

1

Bahrein

14

3

15

16

China

16

9

2

18

Espanha

11

9

2

20

Mônaco

10

n/c

0

29

Canadá

13

11

0

20

Áustria

16

6

8

28

Inglaterra

7

11

0

28

Alemanha

10

10

1

29

Hungria

13

n/c

0

29

Bélgica

13

8

4

33

Itália

10

7

6

39

Cingapura

15

7

6

45

Japão

11

10

1

46

Rússia

12

10

1

47

Estados Unidos

11

n/c

0

47

Brasil

18

15

0

47

Abu Dhabi

13

7

12

59

No fim de semana em Abu Dhabi a Force India confirmou que o contrato de Sergio Perez tinha sido estendido por mais dois anos, até 2016.

Em 2015, Sergio Perez realizou o sonho de todo piloto: correr em casa, diante da sua torcida. Foi no dia 1º de novembro, no GP do México, no Autódromo Hermanos Rodriguez, que voltava ao calendário da Fórmula um, depois de 23 anos. O piloto, 8º colocado na corrida, se emocionou com a torcida calorosa a cada passagem pelo setor chamado Foro Sol, uma espécie de estádio, com arquibancadas dos dois lados da pista.  Um outro momento de emoção Perez já tinha vivido, pouco antes, no dia 11 de outubro,  no circuito de Sochi, no GP da Rússia, onde conquistou o 5º pódio da carreira, com o terceiro lugar, atrás apenas de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Além disso, obteve três bons 5ºs lugares na Bélgica, Estados Unidos e Abu Dhabi, marcando 63 dos seus 78 pontos nas últimas nove corridas da temporada. Nessas 9 provas, só em duas (Japão e Brasil) não terminou na zona de pontuação. Foi superado pelo companheiro Nico Hulkenberg nas classificações, por 11 a 8, mas o superou na classificação final, colocando-se em 9º lugar, enquanto o alemão, com 58 pontos, foi o 10º colocado.

Na Austrália, apesar de ter sido obrigado a devolver uma posição a Marcus Ericsson, depois de uma batalha com Jenson Button, do começo ao fim da corrida, pode assegurar o 10º lugar e marcar o primeiro ponto na temporada. Na Malásia, por ter batido em Romain Grosjean, na volta 31, foi punido com perda de 10 segundos e também por causa do desgaste de pneus, acabou no13 lugar.  Na China, o desempenho do caro melhorou, mas faltou confiabilidade e ele só pode alcançar o 11º lugar, depois de ter largado em 15º. No Bahrein, pela primeira vez na temporada, Perez chegou nos pontos, assegurando o 8º lugar, depois de sair em 11º e ultrapassar Felipe Massa e Daniil Kvyat, no final, graças ao gerenciamento do ritmo e dos pneus, na sua melhor corrida do campeonato, até então. Perez começou mal o GP da Espanha, ocupando apenas a 18ª posição no grid e chegar em 13º acabou sendo um resultado aceitável. Em Mônaco, voltou aos top 10, com o 7º lugar no grid, e conseguiu manter a colocação na prova, correndo longe dos que estavam à frente, mas também com boa vantagem sobre os de trás. No Canadá, Perez largou em 10º e no final teve de poupar pneus, combustível e freios, para terminar a corrida em 11º. Na Áustria, o piloto voltou a se classificar mal, saindo da 16ª posição, mas fez uma boa corrida de recuperação, cruzando a linha de chegada no 9º lugar. Na Inglaterra, depois de largar em 11º, Sergio Perez chegou a ultrapassar Sebastian Vettel, numa disputa pelo 9º lugar, mas, prejudicado pela chuva, não passou dessa posição, enquanto o alemão chegava ao pódio, com o 3º lugar. Na Hungria, Perez se chocou com Pastor Maldonado, recebeu punição de tempo, conseguiu continuar, mas teve problemas nos freios e teve de abandonar a pista na volta 53. Na Bélgica, começou a melhor fase de Perez na temporada. Largou da 5ª posição e esteve perto de assumir a liderança, que disputou roda a roda com Lewis Hamilton, após a Eau Rouge. Com grande desgaste dos pneus macios, não pode sustentar o ritmo e chegou mesmo em 5º. Na Itália, com o sexto lugar, após largar em 7º, Perez ajudou a Force India a subir para a 5ª colocação entre as equipes, enquanto ele passava do 11º para o10º lugar entre os pilotos, com 33 pontos. Em Cingapura, depois de uma boa largada da 13ª posição e uma disputa com o companheiro Nico Hulkenberg, que abandonou a corrida na volta 12, Perez passou por Fernando Alonso e Romain Grosjean, ficou à frente de Maldonado, Ericsson, Nasr, Sainz e Verstappen, para conquistar o 7º lugar e subir mais um posto na classificação, colocando-se em 9º, com 39 pontos. No dia 24 de setembro, quatro dias antes do GP do Japão, a Force India confirmou a extensão do contrato de Perez para 2016, mas o fim de semana em Suzuka não foi bom. Largou entre os top 10, na 9ª posição, embora sem marcar tempo na Q3, mas depois de ter de se desviar de Felipe Massa e de se chocar com Sainz Jr., perdeu posições e chegou em 12º. Em Sochi, na Rússia, Perez viveu o melhor momento da temporada. Largou da 7ª posição, fez uma parada durante o safety car e assumiu a terceira posição, que perdeu para Bottas e Raikkonen, mas recuperou depois, para subir ao pódio pela primeira vez na temporada e a quinta na carreira. Todavia, apesar dos 15 pontos, continuou na 9ª colocação, com 54 pontos, ultrapassado por vários pilotos. Nos Estados Unidos, Perez ficou entre os 6 primeiros no grid, ganhou uma posição, com punição imposta a Sebastian Vettel, e terminou em 5º, após ter problemas com os pneus intermediários, na pista úmida, e com o os macios, nas relargadas da prova. E os 10 pontos o mantiveram na 9ª colocação entre os pilotos, com 64 pontos. No México, numa corrida monótona, sem grandes emoções, mas a torcida mexicana do Foro Sol teve dois momentos de vibração com o sue piloto, o primeiro quando Sainz rodou na frente dele e depois quando o mesmo espanhol cortou a pista, mas teve de devolver a posição a Perez. Depois da corrida, o piloto disse ter vivido um fim de semana com uma atmosfera incrível, com momentos especiais, e estava feliz de ter marcado pontos diante do sue público, em uma da suas melhores performances na F1e que só não conseguiu mais do que a 8ª colocação porque foi prejudicado pela entrada do safety car. Totalizando 68 pontos, o mexicano continuou na 9ª colocação. No Brasil, Perez foi 13º na classificação, mas ganhou duas posições, por punições a Bottas e Ricciardo. Na volta 30, ele disputou o 9º lugar com Grosjean e Verstappen, mas foi ultrapassado pelos dois, na mesma manobra, e depois ainda perdeu a disputa com Maldonado e Ricciardo, terminando em 12º. Em Abu Dhabi, Perez coroou a temporada com uma corrida consistente, sem grandes dramas, na qual correu praticamente sozinho, só se preocupando com os pneus. E quando Ricciardo se aproximou, ele conseguiu segurá-lo para garantir o 5º lugar.

 Para alguns comentaristas, desde a estreia na Sauber, Perez teve lampejos de potencial, mas só na sua quinta temporada mostrou maturidade, deixou de ser mau humorado e irritadiço e progrediu no meio do pelotão da F1. Ainda segundo  esses observadores, foi uma das revelações do ano, apesar de algusn erros,e brilhou durante a segunda metade da temporada.

No dia 23 de setembro de 2015, antes do GP do Japão, Sergio Perez confirmou que continuaria com a Force India em 2016, dirigindo o VJM09.

O mexicano teve um início de temporada difícil e nas primeiras quatro corridas, com um carro pouco competitivo, o melhor resultado foi o 9º lugar na Rússia. Na Austrália foi 17º; no Bahrein, 16º e na China, 11º. As atualizações feitas na Espanha surtiram efeito e ele melhorou de desempenho, chegando em 7º lugar, Em Mônaco, Perez teve uma corrida excepcional, na pista molhada. Ele começou na 7ª posição e terminou em 3º, atrás de Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo, numa corrida sob forte chuva, iniciada com carro de segurança. No Canadá continuou na zona de pontuação, com 10º lugar e, em Baku, no GP da Europa, chegou de novo em 3º, recuperando-se da perda de 5 posições no grid, devido à troca da caixa de câmbio, quebrada na classificação. Largando da 7ª posição, passou a 4º na largada e na última volta superou Kimi Raikkonen, para conquistar o segundo pódio em três corridas. completando 7 e igualando-se ao patrício Pedro Rodrigues. Na Áustria, mesmo não tendo completado a prova, por ter completado 90% do percurso, foi classificado no 17º lugar. Na 69ª das 72 voltas, ele perdeu os freios, na entrada da curva 3, passou reto e bateu na barreira, danificando a dianteira do carro, mas saindo ileso. Na Inglaterra, onde disse não se sentir confortável no carro e se classificou na 10ª posição, Sergio Perez acabou tendo um bom resultado, o 6º lugar. E só não foi melhor porque rodou na curva 1 e danificou os pneus, o que o prejudicou no resto da prova. Na Hungria, o mexicano fez um tempo superior a 107% do líder na Q1, mas. assim como quatro outros pilotos, foi admitido na Q2 e ficou na 13ª posição. Na corrida, por uma falha de comunicação, os mecânicos não estavam a postos para o seu pit stop e o tempo perdido tirou-lhe a chance de pontuar. Foi 11º. Na Alemanha, fez a que considerou a pior largada da carreira e, tendo saído da 9ª posição, caiu para 16] e a muito custo chegou em 10º. Na Bélgica, saiu pela parte externa da curva 1, teve de abrir muito para evitar acidente e perdeu várias posições, caindo posições, caindo do 6º para o 9º lugar. Numa boa corrida de recuperação, porém, terminou na 5ª colocação. Com esse resultado, encerrou a primeira parte da temporada na 8ª colocação, com 58 pontos. Na metade final da temporada, Sergio Perez pontuou em todas as corridas: foi 8º na Itália, Cingapura, Estados Unidos e Abu Dhabi;  6º na Malásia; 7º no Japão; 10º no México e 4º no Brasil. Na Itália, ele pretendia tomar a sexta posição de Valtteri Bottas, mas acabou atrás do finlandês. Em Cingapura, ficou feliz por ter feito uma das suas melhores corridas da carreira e  resistido ao ataque de Daniil Kvyat durante 36 voltas, para terminar em 8º. No Japão, largou em 5º, chegou a estar em 3º, mas como sabia que tinha carros mais velozes atrás dele, preferiu fazer uma corrida contida, para chegar em 7º. Nos Estados Unidos, Perez foi tocado por Daniil Kvyat, rodou e foi obrigado a uma corrida de recuperação e chegou em 8º, depois de ter largado em 11º. No México, pela segunda vez diante da sua torcida, Perez lamentou os erros na escolha de pneus, achando que poderia correr mais com os médios e antecipado a parada e se sentiu frustrado por te obtido apenas o 10º lugar. No Brasil, onde largou da 11ª posição, só não chegou ao pódio porque Max Verstappen tinha um carro mais rápido e teve de festejar a 4ª colocação. Em Abu Dhabi, Perez largou e chegou em 8º e a única satisfação foi ter recuperado a posição com ultrapassagem sobre Jenson Button, que se despedia da F1. Com os 4 pontos, completou 101 e, além de pela primeira vez passar dos 100 pontos, terminou o campeonato na 7ª colocação, a melhor da sua carreira.

No final da temporada, Sergio Perez rompeu com um patrocinador, a marca de óculos de sol Hawkers. No twitter, após a vitória de Donald Trump, que prometia construir um muro separando México e Estados Unidos, a empresa publicou:

“Mexicanos, coloquem estas lentes para que não vejam seus olhos inchados amanhã durante a construção do muro”.

“Jamais vou deixar alguém brincar com meu país!”, escreveu Pérez, rompendo o contrato.