Sergey Sirotkin

Perfil

 Nome Sergey Olegovich Sirotkin
País Rússia
Nascimento: 7 de agosto de 1995
Local Moscou
Pai Oleg Sirotkin
Altura: 1,74
Peso: 71 kg
Estado civil: solteiro
Equipe Williams
Carro nº 35

 Desempenho

Estreia F1 GP da Austrália 2017
Corridas 21
Títulos
Vitórias
Pódios
Voltas + rápidas
Pontos 1

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitoria Pole Pódio Volta Pts Pos.
2018 Formula 1 Williams 20 1 20º
 

2017

Le Mans  Limp 2 SMP Dallara 1 16º
Formula 2 ART GP 2 9 18º
Formula  1 Renault Piloto de teses
 

2016

GP 2 ART GP 22 2 3 8 3 159
Formula1 Renault Piloto de testes
2015 GP2 Rapax 22 1 1 5 1 139
2014 Renault 3,5 Fortec 17 1 1 4 132
Formula 1 Sauber Piloto de testes
2013 Renault 3,5 ISR 15 2 2 61
 

 

2012

Renault 3,5 Target 2 35º
F3 europeia Fortec 18 5 116
F3 italiana Fortec 24 2 6 1 166
Auto GP Fortec 14 2 1 5 9 175
 

 

2011

Abarth italiana

 

Fortec 6 2 1 4 1 136
Janzer 8 5
Abarth europeia Fortec 10 4 1 7 2 175
Jenzer 10 4 1 3 2
2010 Abarth  europeia Jenzer 6 12 18º
2002/06 Kart Carreira no kart, nas categorias KF3 e KR2

 História

Sergey Olegovich Sirotkin, nascido em Moscou, no dia 27 de novembro de 1995, é filho de Oleg Sirotkin, presidente do Instituto Nacional de Aviação e Tecnologia (NIAT), da Rússia, principal apoiador da carreira dele. É o terceiro piloto russo a ingressar na Fórmula 1, depois de Vitaly Petrov e Daniil Kvyat. Como quase todos os pilotos da principal categoria do automobilismo, começou a correr de kart aos sete anos e aos 11 ganhou seu primeiro campeonato da categoria. Em 2010, aos 15 anos, passou para os monopostos, disputando, na Itália, a Formula Abarth, pela Jenzer Motorsport. Já na primeira corrida, em Vallelunga, chegou na zona de pontuação e nas seis provas somou seis pontos, terminando na 18º colocação.

Em 2011, Sergey, correndo pela Jenzer e Fortec foi campeão da Abarth europeia, com 175 pontos, 8 vitórias, 2 poles, 10 pódios e 4 voltas mais rápidas, nas duas etapas da categoria.  No mesmo ano, ainda correndo pelas duas equipes, foi vice-campeão da Abarth italiana, com 136 pontos, 2 vitórias, 1 pole, 9 pódios e 1 volta mais rápida, nas 14 provas das duas fases. Ele perdeu o título para Patric Niederhauser, depois de um erro na última prova, em Monza.

Em 2012, o piloto russo disputou a série mundial da Auto GP, antiga Fórmula 3000, pela Fortec, terminando em 3º lugar, atrás de Adrian Quaife-Hobbe e Pal Varhaug, com 175 pontos, com 2 vitórias (Valencia e Sonoma), 1 pole (Marraqueche), 5 pódios e 9 voltas mais rápidas, em 14 corridas.  Na estreia, em Monza, perdeu a pole para Adrian Quaife-Hobbes, por apenas 0s04. Não completou a primeira prova e chegou em 4º na segunda, fazendo as voltas mais rápidas nas duas etapas.  Em Valência, conquistou a sua primeira vitória, tornando-se o piloto mais jovem a ganhar uma corrida na Auto GP. Ele também fez as voltas mais rápidas nas duas etapas, somando quatro consecutivas e quebrando um recorde que pertencia a Romain Grosjean.  Ainda em 2012, Sergey disputou o campeonato italiano da Fórmula 3, também pela Fortec.  Ganhou em Hungaroring e Monza e fez mais 6 pódios e 1 volta rápida, somando 166 pontos e terminando no 5º lugar. Marcou pontos em 22 das 24 corridas, depois de abandonar a segunda prova de Vallelunga e ser desclassificado da terceira, em Monza. Na fase europeia da F3, em 18 corridas, Sergey fez 5 pódios, acumulou 116 pontos e terminou em 6º. Também em 2012, o russo fez sua estreia na Formula Renault 3,5 pela BMV Target, numa corrida em Moscou, ao lado do russo Nikolay Martsenko. Terminou a primeira prova em 20º e abandonou a segunda.

Em 2013, Sirotkin dedicou-se exclusivamente à Renault 3,5, concorrendo, pela ISR Racing, com Kevin Magnussen, Stoffel Vandoorne e Antonio Felix da Costa. Nas 15 corridas, fez 2 pódios (em Alcaniz e Hungaroring) e 2 voltas mais rápidas, terminando na 9ª posição, com 61 pontos sendo considerado o calouro do ano.  Ainda em 2013, ele teve sua primeira experiência num carro da F1, juntando-se à Sauber para participar de treinos de sexta-feira, com promessa de um lugar na equipe no ano seguinte.

A promessa, contudo, não foi cumprida e Sergey, em 2014, continuou na Sauber, mas como piloto de testes. Participou dos treinos no Bahrein, em 8 de abril, fazendo 75 voltas, num total de 300 quilômetros e foi o 8º mais rápido. O resultado possibilitou a obtenção da Superlicença. No treino livre do GP da Rússia, fez o 17º tempo, sendo 0s4 mais lento que o companheiro Adrian Sutil. Apesar do apoio do programa SMP Racing, de incentivo aos pilotos russos, Sergey não continuou na Sauber, que por problemas financeiros, fez completa reestruturação da equipe.  Além dos testes da F1, o piloto russo continuou na Formula Renault 3,5, pela Fortec Motorsport, disputando 17 corridas, com1 vitória, em Moscou, 1 pole, também em Moscou, e 4 pódios, somando 132 pontos e terminando no 5º lugar Carlos Sainz Jr, Pierre Gasly, Roberto Mehri e Oliver Rowland terminaram na frente dele. O segundo carro da Fortec muitas vezes quebrou e ele não terminou cinco corridas.

Em 2015, Sergey Sirotkin, passou a disputar a GP2, pela equipe Rapax, e obteve a primeira vitória, na corrida longa, em Silverstone, onde nunca tinha corrido. Nas 22 corridas da temporada, além dessa única vitória, fez 1 pole, 4 pódios, totalizando 139 pontos e sendo o 3º na classificação final. O campeão, Stoffel Vandoorne, fez 341,4 pontos e o vice-campeão, Alexander Rossi, 181,5.

Em 2016, paralelamente à disputa da GP2, pela ART Grand Prix, Sergey passou a ser piloto de testes da Renault, trabalho que continuou em 2017. Na GP2, o russo repetiu o resultado do ano anterior, com o 3º lugar, com 159 pontos, 2 vitórias, 3 poles, 8 pódios e 3 voltas mais rápidas, em 22 corridas.  Ele começou mal a temporada, com uma rodada e o abandono na Catalunha. Em Mônaco, foi pole, mas abandonou de novo. Em Baku foi segundo e depois venceu na Hungria e Alemanha, chegando a 8 corridas do fim na liderança da classificação, ao lado de Pierre Gasly.

Sergey ganhou bastante milhagem em 2017, quando continuou a ser piloto de testes da Renault, disputou a série 2 das 24 horas de Le Mans e participou da temporada da Formula 2, pela ART GP. Na Fórmula 2, terminou as duas corridas na zona de pontuação e, com 9 pontos, foi 18º colocado. Na Fórmula 1, fez testes na Williams, sendo avaliado por Robert Kubica. No final do ano, correu pela Dallara no SMP Racing das 24 horas de Le Mans, sendo 16º na categoria. Depois dessa participação, foi contratado pela Williams, como piloto titular, para 2018, no lugar de Felipe Massa e ao lado de Lance Stroll.

Na estreia na Fórmula, no GP da Austrália, Sergey Sirotkin foi personagem de um momento inusitado da Fórmula 1. Depois de apenas cinco voltas, ele foi obrigado a abandonar a pista por causa de um prosaico saquinho de plástico para sanduiche. O objeto entrou pelo pneu traseiro, bloqueando o resfriamento dos freios, provocando fogo na parte traseira direita e consequente falha hidráulica. Ele teve que abandonar a corrida, saindo pela pista auxiliar.
Em seguida, num fim de semana que considerou ruim. Sirotkin queixou-se de que ele e a equipe pareciam idiotas para que via do lado de fora, no GP do Bahrein. Na qualificação, o russo foi o 18º e só acabou em 15º graças às punições de Sergio Peres e Brendon Hartley.
Na China, o russo disputou a largada, mas ficou preso no meio do pelotão e não pode avançar mais do que uma posição: largou em 16º e chegou em 15º.
.Em Baku, no GP do Azerbaijão, ele chegou à Q2 pela primeira vez. Foi 12º na qualificação e ganhou uma posição no grid, com punição de Nico Hulkenberg, mas, de novo, não passou da largada. Depois de ser atingido por Sergio Perez, ficou espremido entre Nico Hulkenberg e Alonso, no meio da reta em direção à curva 3, chocou-se com Esteban Ocon e dois foram obrigados a deixar a pista.
Na Espanha, Sirotkin foi 18º na qualificação, perdeu três posições, culpado pelo acidente na corrida anterior, e largou da 19ª posição. Numa prova que considerou a mais dura da carreira e se queixou do assento do carro, terminou no 14º lugar, último dos que cruzaram a linha de chegada.
Em Mônaco, a corrida de Sirotkin foi arruinada pelos mecânicos da Williams, que não conseguiram encaixar os pneus antes dos 3 minutos para início da corrida. El foi punido com perda de 10 segundos e terminou em 16º, à frente apenas do companheiro Lance Stroll, o último dos que completaram o percurso.
No Canadá, o russo chegou em 17º, de novo o último a terminar a prova. Fez uma boa largada, ganhou posições, mas não conseguiu manter o ritmo, por falta de aquecimento dos pneus e terminar a prova foi como uma vitória.
Sirotkin continuou como os problemas no carro da Williams e ele não conseguiu resultados melhores nas três corridas seguintes. Foi 15º e último na França, onde recebeu punição de 5 segundos por lentidão atrás do safety car. Classificou-se em 13º, o seu melhor resultado na temporada, no GP da Áustria, depois de ganhar uma posição do companheiro Lance Stroll, punido por não respeitar bandeiras azuis. Na Inglaterra, o russo largou d apita lane, por ter trocado a asa traseira, e chegou em 14º, mais uma vez o último dos que completaram as 52 voltas de Silverstone.
Na Alemanha, com o carro um pouco melhor, Sirotkin repetiu Baku e chegou à Q2, ficando em 12º, mas foi obrigado a abandonar na 51ª das 67 voltas, devido a vazamento de óleo. Na Hungria, largou da 20ª posição, mas ganhou posições na pista, chegando em 16º.
Após as férias de verão, Sirotkin melhorou as posições de chegada. Na Bélgica, foi 12º, apesar de colisão com Valtteri Bottas, e na Itália cruzou a linha em 11º, mas foi alçado ao 10º lugar, depois da desclassificação de Romain Grosejan e marcou o primeiro ponto da carreira e que acabou sendo o único até fim da temporada.
Em Cingapura, o russo teve uma corrida complicada, após largara da penúltima posição do grid. Primeiro, teve fazer um pit stop antecipado, para trocar a asa dianteira, depois de choque com o aro da roda de Esteban Ocon. Depois, teve problemas de frenagem, bloqueou o carro de Brendon Hartley e foi punido com 10 segundo, terminando em 19º e último.
Na corrida “em casa”, na Rússia, Sirotkin foi 18] na qualificação, mas acabou largando da 13ª posição, por causa da punição aos seis pilotos à sua frente, porém, terminou em 19º, mais uma vez o último dos que completaram o percurso. No Japão, o russo foi 17º no grid e chegou em 16º, à frente de Stroll. Nos Estados Unidos superou o companheiro na qualificação e na corrida, outra vez favorecido por punição a três pilotos que estava à sua frente, sendo 17ª e 13ª, respectivamente, contra 18º e 14º de Stroll. No México, Sirotkin foi
No México perdeu do companheiro na qualificação e na corrida, embora tenha obtido um dos melhores resultados da temporada. Largou de 20º e cruzou a bandeira quadriculada em 13º, uma posição atrás de Stroll. O russo ficou contente como resultado e só lamentou não ter sido mais agressivo no final.
O Brasil, na Q2, Hamilton seguia lento na descida do Mergulho e quase foi acertado pela Williams de Sergey Sirotkin, que teve de passar pela grama para evitar uma batida muito forte. O inglês o acusou de fazer “manobra desrespeitosa”, mas depois pediu desculpas. O russo foi 15º no grid e 16º na classificação final.
Antes do Grande Prêmio de Abu Dhabi, foi anunciado que Sirotkin não continuaria a correr com a Williams em 2019. Seu patrocinador, a SMP Racing, decidiu encerrar a parceria com a Williams devido ao que considerou falta de desempenho e desenvolvimento do carro. Na qualificação ele foi penúltimo e na corrida terminou em 15º e último dos que terminaram, prejudicado pelo superaquecimento dos freios. Depois da prova, Sirotkin desabafou:
“Foi uma corrida muito, muito sofrida. Eu realmente só queria aproveitá-la e foi muito doloroso terminar a temporada assim. Eu agradeço a todos que me apoiaram e realmente acredito que este não é o fim”, afirmou, mostrando vontade de um retorno à F1 no futuro.
Com o único ponto que lhe caiu no colo no GP da Itália, Sergey Sirotkin foi o último colocado entre os 20 pilotos do grid da F1. Nas 21 corridas, teve um 10º lugar; um 12º; três 13ºs; dois 14ºs; quatro 15ºs; quatro 16ºs; um 17º; um 19º e três abandonos. Nas qualificações, ele superou por 12 a 8 o companheiro Lance Stroll, que todavia ficou à frente dele, no 18º lugar, comum 8º lugar no Azerbaijão e um 9º, nos Estados Unidos.
Na nota em que comunicou o rompimento coma Williams, Boris Rotenberg, do grupo SMP Racing, um dos investidores na carreira de Sirotkin, defendeu o piloto e fez duro ataque à equipe:
“Tomamos a decisão de não continuar participando do campeonato mundial de Fórmula 1 no projeto conjunto com a equipe Williams Racing. Ficamos desagradavelmente surpreendidos com o nível de desempenho da equipe no início da temporada, e a taxa de desenvolvimento do carro também não foi alta o suficiente. Apesar disso, Sergey conseguiu uma boa temporada nas circunstâncias, deu seus 100% e completou totalmente as tarefas atribuídas e ele. Estamos satisfeitos com o trabalho dele e, no momento, estamos avaliando as opções para sua carreira de piloto”