Satoru Nakajima

Nome

Satoru Nakajima

Nacionalidade

Japonês

Nascimento

23 de fevereiro de 1953

Local

Okazaki -Aichi

Carreira

1987/1991

Equipes

Lotus, Tyrrel

Largadas

74 (80 participações)

1ª corrida

GP do Brasil de 1987

Última corrida

GP da Austrália de1991

Pontos

16

Voltas+rápidas

1

3º lugar

4º lugar

2

5º lugar

2

6º lugar

2

Acidentes

20

O piloto japonês Satoru Nakajima, nascido a 23 de fevereiro de 1953, é lembrado pelos brasileiros principalmente pela barbeiragem que impediu a  primeira vitória de Senna no Brasil, em março de 1990. Dirigindo um Tyrrel, ele esmagou o aerofólio da McLaren do brasileiro, na entrada do Bico de Pato, em Interlagos, tirando-o da corrida.

Nakajima começou a carreira aos 16 anos, pilotando karts. Aos 20, estreou na série Suzuka Copa de Prata, ganhando o campeonato e repetindo o feito em outras seis Copas. Em 1977, foi contratado para pilotar um Honda Nova 513, em Macau e na Austrália. Nos nove anos seguintes, dedicou-se aos campeonatos japoneses da Fórmula 2, arrebatando cinco títulos nacionais.

Com um currículo recheado de títulos conquistados apenas no Japão, Nakajima passou pela Fórmula 3 britânica (4 corridas em 1978) e pela Fórmula 2 europeia (1982) e, em 1985, fez testes na equipe de F1 da Williams Honda e ainda participou de um campeonato de enduro em carros de passeio no Japão.

Em 1986, deu o último passo para entrar na F1, disputando oito provas da Fórmula 3.000. Nesse ano, a Honda tentou coloca-lo no lugar de Nigel Mansell, que tinha vencido as duas primeiras corridas do ano anterior, mas Frank Williams não aceitou

Em 1987, Nakajima estreou oficialmente na F1, como escudeiro de Senna, sendo segundo piloto da equipe Camel Lotus Honda para a temporada, aos 33 anos.

Em 1988, no mesmo dia da morte de sua mãe,  Nakajima se classificou em 6º, uma posição atrás de Piquet,  que substitua Senna, e  chegou até a ser mais rápido do que o companheiro no GP do Japão, em Suzuka, desfazendo a má impressão dos fãs e recebendo elogios do paddock.

Em 1989, apesar do descrédito geral, a Lotus apostou em Nakajima, mesmo depois de a Honda ter anunciado que não iria fornecer motores à equipe inglesa. O piloto japonês e Piquet, com Judd V8 Lotus 101, tiveram uma temporada de altos e baixos. Pela primeira vez em 30 anos, a Lotus não conseguiu classificação para uma prova, o GP da Bélgica. Nesse ano, o único bom resultado de Nakajima foi o 4º lugar e a volta mais rápida na pista encharcada da Austrália, igualando a melhor performance da carreira, o GP da Inglaterra de 1987.

Em 1990, o japonês se juntou à Tyrrel, que em 1991 iria usar os motores Honda e permaneceu na equipe por dois anos. Nos anos seguintes, fora da F1, Nakajima testou os carros Honda RC 100, RC 101  e 101B, quando a fábrica japonesa criou a sua própria equipe de trabalho.

Em 1991, com a McLaren usando  os motores Nakajima  foi acompanhado pelo italiano Stefano Modena  e novamente foi superado  por seu companheiro de equipe que marcou 10 pontos, contra 2 dele, cm o  5º lugar na abertura da temporada, em Phoenix.  Nos anos seguintes, fora da F1, Nakajima testou os carros Honda RC 100, RC 101  e 101B, quando a fábrica japonesa criou a sua própria equipe de trabalho.

Calado, com um constante sorriso nos lábios, chegou a ser chamado de kamikaze e Nakajap, porém seu silêncio tinha uma explicação: falava muito mal o inglês. Senna afirmava que Satoru era um importante elo entre o pessoal da Lotus e os técnicos da Honda. Extraoficialmente, se dizia que a contratação dele foi imposta pela Honda, que condicionou o fornecimento de motores à Lotus à contratação de um piloto japonês.

De 1987 a 1991, Nakajima disputou 74 GPs e não conseguiu mais do que 16 pontos. Com dois quartos, dois quintos e dois sextos lugares. No campeonato de pilotos, foi o 11º em 1987, com 11pontos, ;16º, em 1988, comum ponto, 21º em 1989, com três pontos; 14º, em 1990, com três pontos  e 15º, em 1991, com dois pontos. Sua maior façanha na carreira na F1 acabou sendo, mesmo, a volta mais rápida no GP da Austrália, em 1989.

Em 2015, Nakajima ainda vivia na casa da família, perto de Okazaki, dono de uma equipe que. compete na Fórmula 3000 japonesa  ou na  Fórmula Nippon. Kazuki, filho mais  velho de Kazuki correu para a equipe Williams na Fórmula 1, em 2008 e 2009, e o filho mais novo,  Daisuke, é também um piloto de corridas. Ele competiu no campeonato da  Formula 3 inglesa em 2009 e 2010. Ambos agora competem na Fórmula Nippon e Daisuke dirige para a equipe de Satoru.