Rudolf Caracciola

Caracciola nasceu em Remagen, Alemanha, em 1901 e iniciou carreira automobilística em 1922. Conhecido entre os alemães pelo apelido de Carratsch, é considerado um dos maiores pilotos do mundo. Em 30 anos de carreira colecionou vitórias e sofreu três acidentes, o último deles o obrigou a deixar as pistas.

A estréia nas pistas aconteceu em Colônia, numa prova de regularidade.  Foi quando passou a fazer parte da equipe Mercedes que Caracciola começou a se destacar. Foram 27 vitórias em 2 anos. Em 1925 e 1926, o piloto alemão venceu 16 das 18 provas que disputou. Uma delas foi o primeiro Grande Prêmio da Alemanha, em 1926, em Avus, onde Caracciola venceu com um Mercedes de 8 cilíndros  e sob uma forte chuva.  Entre 1926 e 1939, Caracciola venceu seis vezes do GP da Alemanha.

A crise econômica de 1929  obriga a Mercedes a firmar um contrato de participacão com o piloto para poder continuar nas pistas. Com um Mercedes SSKL de 7 litros de cilindrada, Caracciola participa, em 1931 da Mille Miglia . Na época,  piloto e carro não eram considerados adversários à altura das rápidas Alfa Romeo, uma delas pilotada por Tazio Nuvolari. Superando as expectativas, Caracciola vence a competição. Nesse mesmo ano, conquista outras vitórias como o GP da Alemanha , em Nürburgring, e recebe o título de Campeão Europeu de Subida em Montanha.

Em 1932, a Mercedes retira seus carros de competição e Caracciola vai para a equipe  da Alfa Romeo pela qual  disputa a Mille Miglia,  que acaba abandonando por causa de problemas técnicos. No mesmo ano, corre pela primeira vez   no circuito de Monte Carlo,  num Alfa Romeo,  ao lado de Nuvolari. O carro do piloto italiano enfrenta problemas com combustível e nas últimas voltas Caracciola ultrapassa Nuvolari. Uma ordem da direção da equipe, porém,  faz o piloto alemão diminuir a velocidade cedendo a vitória a Nuvolari.

Outras provas importantes foram disputadas em 32 . No GP da Itália, Caracciola fica em terceiro lugar pilotando um Alfa Romeo P-3 e no GP da França chega em segundo lugar, atrás apenas de Nuvolari. Nessa prova, Nuvolari desobedece orientação da equipe, que era  dar a vitória ao piloto alemão. Logo em seguida, no GP da Alemanha, a Alfa Romeo exige a vitória de Caracciola e mesmo pilotando um carro mais rápido Nuvolari cede . A disputa com Nuvolari continua em outras provas. Na Copa Acerbo, Caracciola novamente chega atrás de Nuvolari, mas no GP de Monza, o alemão chega em primeiro.

No ano de 1933 Caracciola sofre um grave acidente durante a corrida em Monte Carlo, permancendo várias semanas sob cuidados médicos. Ainda em recuperação, o piloto sofre novo abalo quando sua mulher morre num acidente de esqui. Caracciola isola-se, só aparecendo novamente em abril de 1934, durante o GP de Mônaco. Entusiasmado com a recepção do  público, o piloto alemão decide voltar às pistas.

Caracciola volta a correr no Grande Prêmio da França, pilotando um novo modelo da Mercedes, mas sem conseguir completar a prova. Em julho do mesmo ano, faz nova tentativa e corre o Grande  Prêmio da Alemanha, completando apenas  14 voltas. Ninguém acreditava que o piloto pudesse voltar a sua velha forma. Caracciola porém não desistiu e tentou de novo em Monza. Novo fracasso. A temporada daquele ano terminou com o GP da Espanha, com Caracciola conseguindo o segundo lugar.

Nova temporada começa em abril de 1935, com o GP de Mônaco. O piloto alemão volta a correr na pista em que se acidentou. Desta vez não completa a prova por problemas mecânicos. Em outras provas, porém, Caracciola conquistaria outras vitórias como no GP de Trípoli, em maio, e no GP de Eifel, logo em seguida. Nesse ano o piloto venceria mais 4 provas: França, Bélgica, Suiça e Espanha, tornando-se campeão europeu .

Em 1936, Caracciola, com um novo carro da Mercedes, não consegue grandes vitórias. O vencedor da temporada seria um jovem piloto que começava a demonstrar suas qualidades : Rosemeyer.  Caracciola voltaria a vencer os Gps da Alemanha, Suiça, Itália e Tchecoslováquia em 1937, tendo como grande rival o mesmo Rosemeyer.

A rivalidade entre os dois pilotos acabou em tragédia. Em janeiro de 1938, durante uma corrida na Alemanha, o carro de Rosemeyer, um Auto Union, perdeu  o controle. O piloto morreu na hora.

Depois da II Guerra Mundial, Caracciola volta a correr somente em 1946, em Indianápolis, nos Estados Unidos. Lá sofre novo acidente que o obriga, mais uma vez, a deixar as pistas. Anos depois, em 52 , Caraciolla, já com 50 anos, volta a pilotar um carro da Mercedes no Rally de Monte Carlo e depois a Mille Miglia.  Numa corrida sem importância, em Bréscia, Caracciola sofre novo acidente . Depois disso, o piloto não voltaria mais a correr,  morrendo em setembro de 1959,   de intoxicação do fígado.