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Romain Grosjean

Perfil

Nome Romain Grosjean
País Suíça/França
Nascimento 17 de abril de 1986
Local Genebra/Suíça
Residência Paris
Altura 1,80 m
Peso 71 kg
Hobbies Ciclismo e corrida
Preferências Massa, música eletrônica

Ficha Técnica

Estreia F1 GP da Europa – 23/08/2009
Corridas 110
Títulos 0
Vitórias 0
Pódios 10
Voltas + rápidas 1
Pontos 326

Carreira

Ano Competição Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2017 Formula 1 Haas

8

10

14º

2016 Fórmula 1 Haas

21

29

13º

2015 Fórmula 1 Lotus

19

   51

11º

2014

19

8

14º

2013 Fórmula 1 Lotus

19

0

0

0

6

132

2012

20

0

0

1

3

95

2011 G`2 Europa DAMS

18

5

1

2

10

89

GP2 Ásia DAMS

4

1

2

2

2

24

Fórmula 1

Piloto de testes da Renault

2010 GP2 Europa DAMS

8

2

14

14º

Auto GP DAMS

8

4

2

4

7

58

24 h Le Mans Matech

1

N/C

GT1 Mundial Matech

10

2

3

62

11º

2009 Fórmula 1 Renault

7

0

23º

GP2 Europa Barwa

12

2

1

1

3

45

2008 Fórmula 1

Piloto de testes da Renault

GP2 Europa ART GP

20

2

6

62

GP2 Ásia ART GP

10

4

3

3

5

61

2007 F3 Europa ASM 18 6 4 6 106
2006 F 3 Europa Signature 18 1 19 13º
2005 Vence o campeonato francês da Fórmula Renault 2.0, com 10 vitórias e conquista 2 pódios no campeonato europeu da categoria
2004 É 7º colocado no campeonato francês da Fórmula Renault 2.0, com 1 vitória, apontado como segundo melhor novato do ano
2003 Vence o campeonato da Fórmula BMW  Lista suíça júnior, com 10 vitórias
2000/02 Disputa campeonatos internacionais de kart

História

Romain Grosjean nasceu em Genebra, na Suíça, no dia 17 de abril de 1986, filho de pai suíço e mãe, por isso tem dupla nacionalidade e corre com Superlicença francesa. Considerado um dos pilotos mãos promissores da sua geração, Romain voltou à Fórmula 1 em 2012, depois de duas passagens rápidas em 2009 e 2011. Embora nas fases de classificação das primeiras corridas tenha se mostrado rápido e agressivo, nas corridas, pela falta de experiência, não teve o mesmo desempenho.

Romain, como a maioria dos pilotos da Fórmula 1 começou correndo de kart. De 2000 a 2003, participou de várias competições francesas e internacionais. Em 2003, continuou correndo de kart, mas também passou para os monopostos, ganhando o campeonato da Fórmula Renault 1600, da Suíça, vencendo todas as 10 corridas. No ano seguinte, foi o 7º colocado no campeonato francês da Fórmula Renault 2.0. com uma vitória e foi apontado como segundo melhor novato do ano. Em 2005, o piloto franco-suíço disputou dois campeonatos: ganhou o campeonato francês da Fórmula Renault 2.0 e no certame europeu subiu duas vezes ao pódio, na etapa de Valência. Graças a esses resultados foi incorporado ao programa de desenvolvimento de pilotos da Renault.

Em 2006, pela equipe francesa Signature Plus, Romain se transferiu para a Fórmula 3, sendo o 13ª na Euroséries e numa participação no campeonato britânico foi pole position, venceu e fez a volta mais rápidas das duas etapa de Pau, na França.  E em 2007, passando para a ASM Formule 3, depois de uma acirrada disputa com Sébastien Buemi, venceu a série europeia com 6 vitórias, 13 pódios e 106 pontos. Em corrida da F1 Master, em Zolder, foi pole position, mas acabou em 14º, depois de ficar parado na pista na largada.

Em 2008, Romain mudou de categoria e de equipe. Passou a correr na Fórmula GP2, pela ART GP, de Fred Vasseur e Nicolas Todt, filho de Jean Todt. Começou disputando a nova série asiática da GP2 e na etapa de Dubai ganhou as duas corridas, fato inédito para um principiante como ele, embora, com a inversão do grid, na segunda prova ele tenha largado da 8ª posição. Com 4 vitórias, 3 poles, 3 voltas mais rápidas, 5 pódios e 61 pontos, assegurou o título de campeão com duas corridas de antecipação. No campeonato europeu da GP2, Romain foi várias vezes ao pódio e conseguiu duas vitórias, mas também teve decepções, como em Magny-Cours, onde seu motor estourou a sete voltas do final, quando liderava a corrida.

Na primeira corrida, em Barcelona, Romain largou da 11ª posição no grid, por causa de problemas na classificação.  Depois de uma boa largada, subiu para o segundo lugar e ultrapassou Kamui Kobayashi, para assumir a liderança. Todavia, na relargada foi ultrapassado e, na tentativa de recuperar a posição, fez uma manobre ilegal.  Foi punido com um drive-through e terminou no 13º lugar. Com 2 vitórias, 6 pódios e 62 pontos, foi o 4º colocado no campeonato. Nesse mesmo ano, saindo do programa de desenvolvimento de pilotos da Renault passou a ser o segundo piloto de testes da equipe, no lugar de Nelsinho Piquet, promovido a parceiro de Fernando Alonso, como piloto titular.. Fez sua primeira experiência no R27, em Silverstone, e começou a atividade pra valer em Barcelona, no R28.

Em 2009, Romain alternou os testes com as provas da GP2 europeia, pela Barwa Addax (ex-Campos GP) e, disputando só 12 das 19 corridas do calendário, com 2 vitórias, 1 pole, 1 volta mais rápida, 3 pódios e 45 pontos, foi 4º colocado. Em Barcelona fez um “hat-trick” (pole, vitória e volta mais rápida).  Em agosto, depois da demissão de Nelsinho Piquet por Flávio Briatore, foi promovido a piloto titular e, a partir do GP da Europa, disputou 8 provas da Fórmula1. Numa equipe em crise, ainda em consequência do escândalo provocado por Nelsinho Piquet, não fez nenhum ponto e seu melhor resultado foi o 13º lugar, no GP do Brasil. Foi 15º, em Valência; abandonou, na Bélgica; foi 15º, na Itália; abandonou na China; foi 15º, no Japão e 18º em Abu Dhabi.

Romain não só deixou e corresponder às expectativas da equipe, tendo um desempenho tão decepcionante quanto seu antecessor, como ainda cometeu vários erros durante as corridas e se envolveu em dois acidentes que provocaram danos no seu carro. O primeiro foi na etapa de classificação de Singapura, exatamente no mesmo lugar onde Nelsinho Piquet tinha também batido e gerado o escândalo que agitou a Formula 1. O outro foi também nos treinos para o GFP do Brasil. Nessa prova, ele foi o 13º do grid, ganhou posições na largada, mas acabou esmo em 13º, reclamando da falta de aderência do carro e da temperatura dos pneus.

No dia 31 de janeiro de 2010, o que se comentava nos bastidores aconteceu. Diante do desempenho frustrante, a Renault decidiu trocar Romain Grosjean pelo seu ex-companheiro da Barwa Addax, o russo Vitaly Petrov para a temporada de 2010. Sem lugar na Fórmula 1, o franco-suíço voltou às categorias secundárias. Começou pelos carros de turismo, disputando, a partir de março, o campeonato mundial da FIA GT1, dirigindo um Ford GT1 da Matech Competition, ao lado do alemão Thomas Mutsh. A dupla venceu as duas primeiras corridas, em Abu Dhabi e Brno, na República Checa, e chegou a liderar o campeonato nas três primeiras rodas, mas ao cabo de 10 provas, com 62 pontos, foi apenas a 11ª colocada.

Em junho, Romain correu as 24 de Le Mans, com Thomas Mutsch e Jonathan Hirschi, ainda com um Ford GT1. O trino se classificou na 3ª posição, mas tiveram que abandonar a prova depois de 171 voltas. No mesmo mês, o piloto francês voltou aos monopostos, na terceira rodada da temporada da Auto GP, em Spa-Francorchamps.. Depois de dominar os treinos e obter a pole position, venceu a corrida de sábado e foi o segundo no sprint de domingo, somando 18 pontos em 19 possíveis, o que lhe valeu um prêmio de 80 mil euros, pela melhor pontuação. Depois disso, ele venceu mais três corridas e, com 4 vitórias, um 2º e dois 3ºs lugares, em Monza, mesmo tendo corrido apenas 8 das 12 provas da competição, garantiu o título com 16 pontos de vantagem sobre Edoardo Piscopo, o vice-campeão (58 a 42).

No dia 20 de julho, recusando convite da Renault para ser seu terceiro piloto, Grosjean voltou a GP2, ainda pela DAMS. Depois de substituir Jerome d’Ambrósio na rodada da Alemanha, ocupou o lugar do chinês Ho-Pin Tung, a partir da etapa da Bélgica. Disputando 8 das 20 provas do calendário, com dois 3ºs e 2 6ºs lugares, totalizou 14 pontos e foi o 14º colocado no campeonato, apenas a duas posições do primeiro piloto da equipe, Jerome d’Ambrósio.

Em setembro, Grosjean passou a ser piloto de testes da Pirelli, em substituição a Nick Heidfeld, contratado pela Sauber, e, além de testes para correr pela Audi na DTM, categoria de turismo alemã, participou de algumas etapas do troféu Andros, rali na neve que se disputa na França, tendo vencido a prova do resort Isola 2000.

Romain Grosjean começou o ano de 2011 como piloto de testes da Lotus Renault, ao lado de Bruno Senna, Ho-Pin Tung, Jan Charouz e Fairuz Fauzy, porém só em outubro ele participou de duas sessões de treinos da sexta-feira em fim de semana de GP, substituindo Bruno Senna, em Abu Dhabi, e Vitaly Petrov, no Brasil.

Paralelamente ao trabalho na Lotus Renault, ele continuou a disputar a GP2, sendo campeão da G2 Ásia Séries e da GP2 Euroséries. Na primeira competição, em Abu Dhabi, fez a pole position e foi 2º colocado no sábado, mas abandonou a prova de domingo.  Em Ímola, na Itália, abandonou a prova de domingo; foi pole position, fez a volta mais rápida e ganhou no sábado; no domingo foi o mais rápido, mas terminou em 7º. Com esses resultados 9as 4 corridas do Bahrein foram canceladas devido ao clima político no país0 somou 24 pontos, ficando 6 pontos à frente do vice-campeão Jules Bianchi.

Na fase europeia, venceu a primeira prova na Turquia; foi desclassificado por irregularidade técnica na primeira corrida da Espanha; venceu em Valência, Silverstone, Alemanha e Hungria e foi 3º em Mônaco (onde saiu da última posição do grid), Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália. E com o título assegurado faltando três corridas para o fim do campeonato, foi campeão com 89 pontos, 35 a mais do que o vice-campeão, o italiano Luca Filippi.

A performance durante todo ano reacendeu a confiança dos dirigentes e, no dia 9 de dezembro de 2011, Romain Grosjean foi anunciado como piloto titular da Lotus F1 Team (novo nome das Lotus Renault e Renault) para 2012, substituindo Bruno Senna, ao lado do ex-campeão mundial Kimi Raikkonen.

Para alguém que podia ser considerado um estreante na Fórmula 1, a temporada de Grosjean, em 2012 não foi má. Subiu ao pódio o Bahrein (3º), Canadá (2º) e Hungria (3º), marcou pontos em outros 7 GPs e ainda fez a sua primeira volta mais rápida na Espanha. Foi o 8º colocado na classificação final, com 96 pontos, bem longe do companheiro Mika Hakkinen, que foi o 3º, com 207 pontos. Segundo os comentaristas, embora rápido, Grosjean demonstrou muita ansiedade, especialmente no início das corridas e isso prejudicou a sua performance. Envolveu-se em vários incidentes e por causa de um deles, em Spa Francorchamps, foi suspenso da corrida seguinte, na Itália.

Na Austrália, largou da 3ª posição, mas já na segunda volta teve de abandonar, depois de um choque com Pastor Maldonado. Na Malásia, saiu em 6º e ainda na primeira volta se enroscou com Michael Schumacher e deixou a pista três voltas depois. Paradoxalmente, na China, onde teve a até então a sua pior classificação, o 10º lugar no grid, Grosjean obteve o seu melhor resultado: terminou em 6º e conquistou os primeiros pontos da carreira.

No Bahrein, largou em 7º e, com boa largada, e logo na primeira volta já era o 4º colocado. Depois de uma volta na liderança, terminou em 3º, atrás e Sebastian Vettel e do companheiro Kimi Raikkonen. Era a primeira vez, desde o GP de Mônaco de 2010, que três carros equipados com motor Renault ocupavam os três primeiros lugares de uma corrida. Além de ser o seu primeiro, o pódio foi também o primeiro de um piloto francês depois do 3º lugar de Jean Alesi, no GP da Bélgica de 1998.  Na Espanha, ele obteve a 4ª colocação na etapa de classificação, mas, com punição a Lewis Hamilton passou a ser o 3º no grid e, apesar de um choque com Bruno Senna, que danificou sua asa dianteira, fez a melhor volta da prova e chegou no 4º lugar.  Em Mônaco, voltou a conseguir um bom lugar no grid, a 4ª posição, mas com uma falha na embreagem foi superado por vários concorrentes na largada. Depois disso, tocou em Fernando Alonso e Michael Schumacher e, por causa da quebra da suspensão traseira esquerda, teve de abandonar a pista.

No Canadá, 7º no grid, caiu para 6º na largada, mas graças à estratégia de uma só parada e boa administração dos pneus, passou por Fernando Alonso e Sebastian Vettel, chegando em 2º, atrás de Lewis Hamilton, no melhor resultado da temporada. Com o resultado, a Lotus passou ao 3º lugar entre as construtoras, atrás da Red Bull e da Ferrari. Em Valência, no GP da Europa, saiu em 4º, passou logo a 2º, depois de ultrapassar Pastor Maldonado na largada e Lewis Hamilton, pouco antes de trocar pneus. Todavia, na volta 41, um problema no alternador o obrigou a abandonar a prova, quando mantinha a posição, atrás de Fernando Alonso. Na Inglaterra, largou da 9ª posição, mas teve de parar logo na primeira volta, para trocar a asa dianteira, avariada num choque com Paul di Resta. Correndo de trás desde a segunda volta, conseguiu se recuperar e cruzou a linha d e chegada em 6º.

Em Hockenheim, na Alemanha, já entrou em desvantagem com a perda de 5 posições, devido à troca da caixa de câmbio e na corrida o prejuízo foi maior ainda: na primeira volta se envolveu numa colisão, teve de trocar a asa dianteira e os pneus e acabou no 18º lugar. Na Hungria, voltou a ser 2º no grid e terminou em 3º. Na Bélgica, na abertura da segunda fase do calendário, largando em 8º, Grosjean provocou um acidente na largada, envolvendo Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Kamui Kobayashi e Sergio Peres. Ele tocou em Hamilton. Os dois perderam o controle do carro, Grosjean bateu em Sergio Perez e os três atingiram Alonso e Kobayashi.

O suíço voou sobre Alonso, passando a poucos centímetros da cabeça do espanhol, que demorou a deixar o carro, causando o temor de que algo grave tinha acontecido. Dos cinco envolvidos na carambolagem, só Kobayashi continuou na prova, mesmo com o carro bastante danificado. Depois do campeonato, Fernando Alonso disse que foi ali que ele começou a perder o título para Sebastian Vettel. Considerado culpado, Grosjean foi multado em 50 mil euros e suspenso da corrida seguinte, na Itália, quando foi substituído por Jerome d’Ambrosio. Em Cingapura, o suíço largou da 8ª posição e chegou em 7º. No Japão, saiu da 4ª posição, depois de punição a Jenson Button; foi punido com stop&go por toque em Mark Webber na largada e, fora da zona de pontuação, preferiu deixar a corrida e trocar a caixa de câmbio, sem sofrer punição para a corrida seguinte.

Na Coreia, saiu em 7º e chegou na mesma posição. Na India, 11º no grid, terminou em 9º. Em Abu Dhabi, na volta 37, tocado por Sergio Peres, que voltava à pista depois de colisão com Paul di Resta, Grosjean chocou-se com Mark Webber e abandonou a prova. Nos Estados Unidos, punido com a perda de 5 posições por troca da caixa de câmbio, largou da 9ª posição e ainda assim chegou em 7º lugar. No Brasil, 18º no grid, envolveu-se de novo em incidente: rodou, saiu da pista e abandonou a prova na 5ª volta.

O piloto tão criticado pela pilotagem agressiva e os incidentes e acidentes que provocou no primeiro ano de F1 se transformou em 2013. Teve um desempenho consistente, não se envolveu em tantas polêmicas, mudou sua imagem na categoria. Dizem que a razão do amadurecimento do franco-suíco deveu-se ao nascimento do primeiro filho (na semana do GP da Hungria) e o apoio de um psicólogo esportivo.  Os resultados foram expressivos e ele mostrou ser um grande piloto. Em 13 das 19 corridas chegou na zona de pontuação; subiu ao pódio seis vezes (Estados Unidos (2º), India, Japão, Coreia, Alemanha e Bahrein (3º) e, com 132 pontos foi o 7º colocado entre os 25 pilotos que disputaram o campeonato. Seus resultados (grid/chegada) fora os seguintes: Austrália, 8º/10º; Malásia, 8º/6º; China, 6º/9º; Bahrein, 11º/3º; Espanha, 6°/NC; Mônaco, 13º/NC; Canadá, 22º/13º; Inglaterra, 7º/NC; Alemanha, 5º/3º; Hungria, 3º/6º; Bélgica, 7º/8º; Itália, 13º/8º; Cingapura, 3º/NC; Coreia, 3º/3º; Japão, 4º/3º; India, 17º/3º; Abu Dhabi, 6º/4º; Estados Unidos, 3º/2º; Brasil, 6º/NC.

A trajetória de Romain Grosjean no campeonato foi assim:

Austrália – Fez a volta mais rápida da última sessão de treinos livres, com a pista seca, pouco antes da chuva. Na classificação foi 8º e na corrida foi 10º, enquanto Kimi Raikkonen  conquistava “uma das vitórias mais fáceis da carreira”, conforme declarou depois. Malásia – Grosjean largou em 8º e, numa corrida com pista molhada no início e seca no final, foi 6º, 12s915 à frente de Raikkonen, que foi 7º. No final, era 5º, mas, com os pneus acabados, teve de ceder a posição a Felipe Massa. China – Em Xangai, Grosjean correu com um escapamento igual ao de Kimi Raikkonen, que, conforme explicação do diretor técnico da Lotus, James Allison, aumentava “a pressão aerodinâmica da traseira em curvas de raio longo, como costumam ser as curvas lentas”. Além disso, o monoposto ganhou também modificações na asa dianteira; nas laterais da asa traseira e no sidepod. O franco-suíço largou em 6º e, depois de uma corrida que ele considerou “longa e complicada”, disse não estar satisfeito com o 9º lugar. Segundo ele, fez tudo o que podia, mas não conseguiu tirar do carro o desempenho que esperava. Bahrein – Grosjean, em 3º e Raikkonen, em 2º, repetiram no circuito de Sakhir o pódio do ano anterior. A colocação de Grosjean, até certo surpreendente, pois ele largara da 11ª posição, foi resultado de um chassi novo e do melhor desempenho dele até então. Depois da segunda bateria de paradas, ele chegou a estar em 2º, à frente de Raikkonen, e no final, com pneus mais novos, venceu a disputa com Paul di Resta pelo 3º lugar. Espanha – Em Barcelona começou um período que os antigos chamavam de aziago, para Grosjean. Após ter chegado à Q3 e obtido uma boa 6ª posição, largou mal e teve de abandonar a pista logo na 8ª volta, com a suspensão dianteira direita quebrada. Mônaco – O mau período de Grosjean continuou em Mônaco. E mais desagradável ainda. Nos treinos livres, saiu da pista duas vezes, levando o engenheiro Éric Boullier a gritar: “Acorda!”. Na etapa de classificação foi 13º e na 66ª das 78 voltas, entrou na traseira de Daniel Ricciardo, na frenagem da chicane do Porto. Deixou a pista e foi punido com a perda de 10 posições na corrida seguinte, no Canadá. Canadá – Para cumprir a punição imposta na corrida anterior, Grosjean, 19º na classificação, largou do 22º e último lugar do grid. Chegou a estar em 8º, mas obrigado a fazer três paradas, por causa do desgaste dos pneus, terminou em 13º. A corrida ficou marcada pela morte de um fiscal, atingido por um trator que tirava da pista o carro de Esteban Gutierrez. Inglaterra – Em 7º no grid, na primeira volta, apertado entre dois carros, Grosjean bateu em Mark Webber, danificando a asa dianteira do australiano. Os dois continuaram na prova, mas, enquanto Webber chegava em 2º, Grosjean, depois de correr em 8º, teve de abandonar a pista, na penúltima volta, por causa dos sérios danos na asa dianteira. Alemanha – Em Nurburgring começou uma nova fase de Grosjean na temporada. Depois de se classificar em 5º no grid, liderou por 5 voltas (9-13) e só a entrada do safety car permitiu a aproximação de Sebastian Vettel e a definição da corrida. Com grande atuação, chegou em 3º, no seu segundo pódio do campeonato. Segundo o piloto, tudo deu certo: o carro estava bom; a temperatura ajudou e a escolha dos pneus foi acertada. Hungria – Pela primeira vez na segunda fila do grid (atrás de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel) uma dupla punição tirou de Grosjean a chance de conquistar a sua primeira vitória no campeonato. Primeiro, sofreu um drive-through por pisar fora da pista, ao fazer uma bela ultrapassagem sobre Felipe Massa na curva mais rápida de Hungaroring. Depois, foi punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo, por um choque com Jenson Button na volta 25. Nas circunstâncias, saiu no lucro: foi 6º. Bélgica – Depois de largada segura, mas difícil, com uma só parada, Grosjean buscou compensar o 7º lugar no grid de Spa Francorchamps. Mas a estratégia não funcionou. Jogado pra fora da pista por Sergio Pérez (que foi punido com drive-through), caiu para 8º e depois para 10º e abriu caminho para a ultrapassagem de Felipe Massa. Terminou em 8º, a 2s924 do brasileiro. Itália – Em 13º no grid, na primeira volta, o carro dele foi atingido por trás por Paul di Resta, porém, enquanto o escocês era obrigado a deixar a corrida, Grosjean pode seguir até o final.  Depois de um lento primeiro stint e algum tempo perdido na única parada, no final, Grosjean não conseguiu passar por Daniel Ricciardo, mas resistiu ao ataque de Lewis Hamilton na última volta. Chegou em 8º, 0s801 atrás de Ricciardo e 0s397 à frente de Hamilton. Cingapura – Mais uma vez largando em 3º (atrás de Vettel e Rosberg), Grosjean não teve o final que esperava. Na largada, foi ultrapassado por Mark Webber e, depois da entrada do safety car, na volta 25, o motor do carro perdeu a pressão do ar e como a equipe não conseguisse resolver o problema, teve de abandonar a prova na volta 37, quando era 6º. “A corrida estava indo muito bem e eu acho que um segundo ou terceiro lugar era uma perspectiva realista. Tivemos uma boa estratégia, mas não pudemos utiliza-la por completo”, disse o piloto após a corrida. Coreia – Em Yeongam, Grosjean abriu uma série de 3 pódios consecutivos. Foi 4º na etapa de classificação, mas ganhou uma posição, por causa de punição imposta a Mark Webber e, com bom ritmo e corrida consistente, terminou também em 3º. Largou bem, ultrapassando Lewis Hamilton; esteve perto do ritmo do pole Sebastian Vettel, com chance de terminar em 2º. Todavia, depois da entrada do safety car, cometeu um pequeno erro e foi ultrapassado pelo companheiro Kimi Raikkonen. Pelo rádio, pediu que Raikkonen devolvesse a posição, pois estava com pneus novos e tinha melhores condições de alcançar Vettel, mas não foi atendido. Ficou frustrado, pois esperava receber de volta a “gentileza” que fez no GP da Alemanha, onde, nas mesmas condições, cedeu o 2º lugar a Raikkonen. Japão – Em Suzuka, graças a uma excelente largada, Grosjean passou pelos dois carros da Red Bull e liderou a corrida entre até 12ª volta. Voltou a assumir a ponta, quando Vettel fez o primeiro pit stop, mas depois de 13 voltas (15-28), foi ultrapassado pelo alemão, que usava o DRS. Não conseguiu, também, segurar Webber e terminou em 3º, no segundo pódio seguido, a 2s781 do australiano e a 35s695 de Fernando Alonso, o 4º colocado. India – Um erro na escolha dos pneus médios, em vez dos macios, impediu que Grosjean chegasse à Q2. Na corrida, porém, se redimiu. Com pneus macios e uma só parada, ultrapassou Felipe Massa e Raikkonen, que o tinha jogado para fora da pista numa primeira tentativa, chegou em 3º, atrás de Vettel e Nico Rosberg. Foi o 3º pódio consecutivo, o 5º da temporada. Com o resultado, empatou em pontos com Felipe Massa (102), mas assumiu o 7º lugar entre os pilotos por ter mais pódios. Abu Dhabi – Pela primeira vez depois de 4 corridas Grosjean não subiu ao pódio. Classificou-se em 7º, mas subiu para 6º, devido a punição imposta a Kimi Raikkonen. Com boa largada, quando ganhou duas posições, e ritmo forte, terminou em 4º, as 1s152 de Nico Rosberg, o 3º colocado. .  A perda do pódio foi atribuída pelo piloto ao tempo perdido atrás de Adrian Sutil, após a primeira parada. Estados Unidos – No circuito de Austin, como primeiro piloto da Lotus, pois Raikkonen já tinha se afastado da equipe, Grosjean obteve o seu melhor resultado da temporada, o 2º lugar, atrás apenas do tetracampeão Sebastian Vettel. Em 3ª no grid, atrás dos dois carros de Red Bull, de Sebastian Vettel e Mark Webber, fez uma boa largada, ultrapassou Webber, se aproximou de Vettel e até liderou uma volta, quando o alemão fez a primeira parada. Depois, segurou Webber atrás dele até o fim, apesar das várias ultrapassagens usando o DRS feitas pelo australiano. Ainda ano carro, Grosjean comemorou o fato de ter ficado entre os dois “imbatíveis” carros da Red Bull. Com 132 pontos, firmou-se na 7ª colocação entre os pilotos, livrando-se da ameaça de Felipe Massa, com 106. Brasil – Em Interlagos, a despedida do campeonato não durou muito. Depois de largar em 6º, com o motor estourado, teve de deixar a pista na segunda volta, no 3º abandono em toda a temporada. O desfecho liquidou com as esperanças da Lotus de superar a Ferrari entre as construtoras. A equipe inglesa fechou o ano em 4º lugar, com 315 pontos, contra 333 da Ferrari. Grosjean ficou mesmo em 7º entre os pilotos, 20 pontos à frente de Massa (132 a 112).

Contrariando os boatos de crise e atritos entre o piloto e a equipe e até de demissão no fim da temporada, no dia 29 de novembro, a Lotus anunciou a renovação do contrato de Romain Grosjean para 2014, para correr ao lado de Pastor Maldonado.

Na nova temporada, o piloto francês não conseguiu repetir o desempenho do ano anterior e ficou longe dos 132 pontos e do 7º lugar de 2013. Conseguiu apenas 8 pontos e o 14º lugar entre os pilotos, consequência dos problemas do E22 e do motor Renault. Seus melhores resultados foram dois 8ºs lugares, na Espanha e no Canadá.  Nas demais corridas, foi 11º na Malásia; 12º no Bahrein; 10º; 14º na Áustria; 12º na Inglaterra; 16º na Itália; 13º em Cingapura; 15º no Japão; 17º na Rússia; 11º nos Estados Unidos; 17º no Brasil e 13º em Abu Dhabi. Não completou as corridas da Austrália, China, Canadá, Alemanha, Hungria e Bélgica. Ele próprio admitiu que foi o ano psicologicamente mais difícil da carreira. “Em 2012, fiz algumas coisas estúpidas (e tive muitos acidentes) e a culpa foi minha. Neste ano, tive algumas boas atuações, mas elas não foram notadas, por causa do carro”, lamentou. E, de fato, ele tinha reclamações para reclamar, pois não perdeu a competência, apenas foi vítima de um carro fraco, um motor de pouca potência e não confiável, numa equipe que enfrentava incertezas financeiras.

Demonstrando maturidade, Grosjean não perdeu a calma e manteve o controle da situação, mesmo nos momentos difíceis. Isso, certamente, o ajudou a preservar a imagem de um piloto de talento e ainda boas perspectivas para o futuro e levou a Lotus a renovar o seu contrato para 2015. Em 2014, como todos os outros pilotos, Romain Grosjean escolheu um número para toda a carreira e justificou a escolha: “Simplesmente gosto desse número e ele tem algum significado para mim. Minha esposa nasceu em 8 de dezembro; começamos a namorar em 2008 e, além disso, para os meus olhos, meu filho é a 8ª maravilha do mundo, por isso peguei o número 8”.  Por coincidência, durante todo o ano fez apenas 8 pontos.

Com um carro muito melhor e o motor Mercedes, Romain Grosjean mostrou grande potencial nos testes, mas não foi bem nas duas primeiras corridas de 2015, pela Lotus. Na Austrália, teve problemas mecânicos, com perda de potência do motor, e não chegou a completar a primeira volta. Na Malásia, perdeu duas posições no grid, por sair antes da hora para a Q2, largou em 10º e chegou em 11°, depois de um choque com Sergio Perez. Na China e no Bahrein, se recuperou, chegando em 7º

nas duas corridas. Na Espanha, pela primeira vez na temporada, ele ficou fora do Q3, porém na corrida conseguiu bom ritmo e, depois de largar em 11º, terminou em 8º, apesar de ter outra batida, desta vez com Pastor Maldonado e um erro nos boxes, que lhe custou alguns segundos. Em Mônaco, ele completou cinco corridas sem marcar pontos. Começou caindo da 10ª para a 15ª posição do grid, por ter trocado a caixa de marcha, e depois, na volta 64, no momento mais tenso da corrida, na disputa pela 10ª posição, na entrada da curva Saint Dévote, Max Verstappen bateu violentamente com a roda dianteira esquerda na roda traseira direita do carro dele. Grosjean conseguiu voltar, mas perdeu tempo e terminou em 12º. No Canadá, a Lotus teve um dos carros mais rápidos e Grosjean classificou-se num inesperado quinto lugar. Na corrida, estava em 5º, mas foi atingido pela Marussia, de Will Stevens, que furou seu pneu. Ele teve que ir aos boxes, mas conseguiu se recuperar e terminou em 10º. Na Áustria, corria em 10º, mas teve um problema mecânico e não pôde terminar a corrida. Na Inglaterra, abandonou logo na primeira volta, após choque com Daniel Ricciardo e seu companheiro Pastor Maldonado. Na Hungria, voltou a ser punido com perda de tempo, por saída insegura dos boxes, para no final da corrida beneficiar-se dos problemas de outros pilotos e repetir sua melhor colocação na temporada, o 7º lugar, na frente de Nico Rosberg, da Mercedes. Na Bélgica, Grosjean voltou a ser um dos mais rápidos da classificação e assegurou a 4ª posição. Todavia, foi punido de novo, com a perda de cinco posições no grid, por troca da caixa de câmbio e saiu da 9ª posição, mas com uma corrida consistente e ótimas ultrapassagens, obteve o melhor resultado da carreira. Faltando uma volta e meia para o final da corrida, era o 4º colocado, foi beneficiado pelo estouro de um pneu de Sebastian Vettel e o terceiro lugar, assim como seu primeiro pódio, desde 2013, lhe caíram no colo. Depois da corrida, confessou ter chorado de emoção na última volta. Na Itália, mais uma vez, o francês foi para a Q3, obtendo a 8ª posição no grid, porém um choque com o companheiro Maldonado provocou seu abandono já na segunda volta. Em Cingapura, ele foi forçado a abandonar, de novo, algumas voltas antes do final, por suspeita de problema da caixa de velocidades. No Japão, largou em 6º, perdeu uma posição para Nico Hulkenberg na primeira bateria de pit stops, mas no final, apesar de problemas com o desgaste dos pneus, conseguiu manter a vantagem de um segundo sobre Maldonado; Com o 7º lugar, marcou pontos pela primeira vez desde o pódio na Bélgica. Na Rússia, na 11ª volta, Romain Grosjean perdeu a traseira numa curva de alta velocidade, não conseguiu recuperar o controle e bateu tão forte na barreira com um lado do carro que um pneu saiu rolando pela pista. Nos Estados Unidos, foi o 10º no grid, largou bem, mas na metade da primeira curva foi atingido e além de sofrer danos no carro, perdeu os freios. Ele tentou continuar, mas acabou tendo de abandonar na 10ª volta, por questão de segurança. No México, voltou à zona de pontuação, com o 10º lugar, graças a um bom gerenciamento dos pneus e à exploração da aderência da pista. No Brasil, o piloto francês largou da 14ª posição, porém escalou o pelotão com algumas boas ultrapassagens e voltou aos pontos, com o 9º lugar. Em Abu Dhabi, na sua última corrida pela Lotus, emocionado, na 16ª volta Grosjean, que largara da 18ª posição, surpreendeu chegando ao 8º lugar, depois ao 6º e terminando na 9ª colocação.

No final do campeonato, Grosjean ocupou o 11º lugar na classificação dos pilotos, com 51 pontos e ampla vantagem sobre o companheiro de equipe, Pastor Maldonado: 17 a 2 nas classificações e 51 a 27 nos pontos.

Em setembro, diante do futuro incerto da Lotus e a possibilidade de, com a possível aposentadoria de Kimi Raikkonen, conseguir uma vaga na Ferrari, Romain Grosjean, aceitou o desafio de correr pela norte-americana Haas F1, a nova equipe do quadro da Fórmula 1, com o apoio da Ferrari, que forneceu unidades de potência, caixas de câmbio e outros componentes, e associação com a fabricante de chassis italiana Dallara.

Na primeira corrida, o Grande Prêmio da Austrália, Grosjean terminou em sexto, cravando os primeiros pontos da Haas e tornando-a a primeira equipe desde a Toyota Racing, em 2002, a marcar pontos em sua estreia. Ele foi eleito o primeiro “Piloto de do Dia”. Grosjean voltou a pontuar no Grande Prêmio de Bahrain, terminando na quinta posição, e foi o “Piloto do Dia”, outra vez. Depois disso, o piloto passou a enfrentar as dificuldades naturais de uma equipe de estreia na F1, principalmente os problemas de freios e o ritmo do carro, que se alterava de semana para semana, dependendo do circuito. Ele voltou a marcar ponto na 4ª corrida, com o 8º lugar na Rússia, e na 9ª prova, com o 7º posto na Áustria. Depois disso, só pontuou na 18ª corrida, o GP dos Estados Unidos, onde foi 10º.

Com um total de 29 pontos, Romain Grosjean foi o 13º colocado entre os pilotos, superando facilmente seu companheiro de equipe, Esteban Gutierrez, que não pontuou, para continuar a liderar a Haas em 2017, quando Kevin Magnussen chegou da Renault.

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