Robert Kubica

Perfil

Nome Robert Kubica
País Polônia
Nascimento: 7 de dezembro de 1984
Local Cracóvia
Altura: 1,84
Peso: 73 kg
Estado civil Solteiro
Residência: Hinwil (Suíça)
Preferências Pôquer e sinuca (seu maior ídolo é o tricampeão de sinuca Ronnie O’Sullivan)
Web site: www.kubica.pl

Desempenho na F1

Estréia   GP da Hungria, 6 de agosto de 2006, substituindo Jacques Villeneuve
Equipes  BMW Sauber
GPs:  47
Vitórias:  1 (GP do Canadá de 2008)
Pódios   8 (7 em 2008 -Malásia, Bahrein, Mônaco, Canadá, Europa, Itália, Japão – e 1 em 2006, Japão)
Poles:  1 (GP do Bahrein 2008)
Pontos: 122
Melhor resultado  1º lugar no GP do Canadá 2008

Carreira

2008

 4º colocado, com 1 vitória, 1 pole e 75 pontos, em 18 corridas, pela BMW Sauber

2007

 6º colocado, com 39 pontos, em 16 corridas, pela BMW Sauber

2006

 Piloto de testes e 16º, com 6 pontos, em 6 corridas, na Fórmula 1, pela BMW Sauber

2005

 Campeão da Série Mundial da Renault;2º no GP de Macau

2004

 7º na Fórmula 3 européia, 53 pontos, em 20 corridas; 2º no GP de Macau

2003

 12º na Fórmula 3 europeia, com 1 vitória e 31 pontos, em 13 corridas; 3º  F3 Masters; 6º no Superprix da Fórmula 3 da Coréia. Disputou também a Fórmula 3 inglesa e o GP de Macau

2002

 2º na Copa Renault da Itália, com 4 vitórias, 3 poles e 188 pontos; 7º na Eurocopa da Fórmula Renault 2.000, 8 vitórias, 1 pole e 80 pontos. Nesse ano, disputou e venceu a também a Fórmula Renault 2.000 do Brasil

2001

 14º na Eurocopa da Fórmula Renault 2.000, com 1 pole e 46 pontos, em 10 corridas; 13º na Fórmula  Renault 2000 da Itália, 27 pontos, em 5 corridas

2000

 4º no campeonato europeu e 4º na Copa Mundial de kart. Foi piloto de testes da Renault para a Fórmula 2.000 e participou do programa de jovens pilotos da fábrica francesa.

1999

 Campeão da Alemanha e campeão da Itália de kart; vencedor da Copa de Mônaco e os troféus Margutti e Elf Masters

1998

 2º no campeonato europeu de kart; 1º do campeonato italiano de kart

1997

 Tricampeão  polonês de kart

1996

 Bicampeão polonês de kart

1995

 Campeão polonês de kart

História

Robert Kubica (pronuncia-se Kubitza) surgiu na Fórmula 1 em 2006 e logo se converteu numa das melhores surpresas e promessas da categoria. Só foi para a pista como piloto titular da BMW Sauber na 13ª prova do campeonato, o GP da Bélgica, mas já terceira corrida subiu ao pódio., com o terceiro lugar no GP  da Itália.  No ano seguinte, esteve na zona de pontuação em 11 dos 18 GPs e terminou o campeonato em 6º lugar, com 30 pontos, à frente de muito veterano da F!. Em 2008, conseguiu sua primeira vitória, no GP do Canadá; foi 7 vezes ao pódio; em 14 provas  chegou na zona da pontuação, liderou o campeonato até à oitava corrida, em Magny Cours. Terminou a temporada com 75 pontos, em quarto lugar, superado só por Hamilton, Massa e Raikkonen.

Filho de Arthur Kubica, comentarista da Fórmula 1 da TV polonesa, Robert cresceu em meio às conversas sobre corridas e ruídos de motores. Em 1989, portanto quando tinha só cinco anos, Robert insistiu e o pai lhe comprou  um carrinho de 4 bhp, diesel.  Foram para o estacionamento da loja e o pai improvisou uma pista em ziguezague, com garrafas de plástico. Robert fez todo o trajeto sem derrubar nenhum obstáculo. Ele conta que o carrinho tinha tração em apenas uma roda. Quando virava para um lado, podia acelerar à vontade. Quando virava para o outro, tinha que frear, senão rodava…

Do carrinho a diesel ao Kart, foram só pouco mais de três anos. No princípio, era apenas uma brincadeira, assim como o futebol. Aos 11 anos começou a competir para valer, no campeonato polonês de kart e  ganhou três títulos nacionais em três anos, 1995.1996 e 1997.

Em 1998, para avaliar seu potencial, o que era difícil na Polônia, decidiu encarar campeonatos mais competitivos e foi para a Itália. Na primeira corrida, só com a companhia do pai e de um mecânico, contra equipes de fábrica, largou na pole e foi o segundo entre 35 concorrentes. Na seqüência, tornou-se o primeiro estrangeiro campeão Campeonato Internacional Junior de Kart da Itália. No mesmo ano, foi segundo colocado no Campeonato Europeu Júnior de Kart e venceu a Copa de Mônaco Júnior, numa parte da mesma pista usada pela Fórmula 1.

Em 1999, Kubica voltou a vencer o campeonato da Itália e foi também campeão de kart na Alemanha, além de vencer de novo em Mônaco e ainda ganhar os troféus Margutti e Elf Masters.

Em 2000, o polonês foi quarto colocado no Campeonato Europeu e no Mundial, no seu último ano de Kart e iniciou a carreira profissional como piloto de teste da Renault para a Fórmula 2.000., No ano seguinte, foi 14º na Eurocopa da Fórmula Renault 2.000, com 1 pole e 46 pontos, em 10 corridas e 2º na Fórmula  Renault 2000 da Itália, 27 pontos, em 5 corridas. Nessa temporada, conquistou a primeira pole position da carreira em carros de fórmula.

Em 2002, Robert Kubica foi 2º na Copa Renault da Itália, com 4 vitórias, 3 poles e 188 pontos e  7º na Eurocopa da Fórmula Renault 2.000, com 8 vitórias, 1 pole e 80 pontos. Nesse ano, também disputou e venceu, com facilidade, o GP Brasil da  Fórmula Renault 2.000 do Brasil.

No final de 2002, Kubica começou a treinar na Fórmula 3, mas sua esteia, na nova categoria, em 2003, foi adiada por um acidente de estrada, no qual, viajando na carona,  sofreu fratura no braço direito. Só pode estrear na metade do campeonato, no circuito de rua de Norisring, na Alemanha, mas, mesmo correndo com uma pulseira de plástico e e 18 pinos de titânio no braço venceu a corrida. No campeonato foi 12º.  No final do ano ainda ve4neu uma prova de rua de masters, na Sardenha, e foi quinto em Macau e na Coréia.

Em 2004, na sua segunda temporada, Kubica, correndo pela Mercedes, foi 7º  na Fórmula 3 europeia e 2º no GP de Macau, prova que não é valida para o campeonato, mas é muito importante e serve para projetar os pilotos. Nessa corrida,  Kubica defendeu a mesma equipe de Lewis Hamilton, a Manor. Foi a primeira vez que correram juntos. Numa entrevista à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, ele disse que a rivalidade entre eles era grande, no kart, na Fórmula Renault e na Fórmula 3. Em Macau, os dois disputaram palmo a palmo a pole position. Numa pista longa, a diferença entre ambos era de apenas seis milésimos. O responsável pela telemetria, lembra Kubica, chegou a pensar que tinha copiado duas vezes a mesma planilha. Kucia fez a pole e no warm up bateu o recorde da pista. Na corrida, Hamilton o ultrapassou na largada, mas acabou sendo tirado da prova por Nico Rosberg. Kubica chegou em segundo, atrás de Alexandre Premat.

Em 2005, como prêmio pelo título da série mundial da Renault, pela equipe Epsilon Euskadi, foi convidado para um teste na Fórmula 1, pela Renault. No dia 1º de dezembro, em Barcelona, cravou 1min17seg977, mais de um segundo à frente de Giorgio Mondini, que também tinha sido premiado, por ter vendido a Fórmula Renault V6. Apesar do bom desempenho, Kubica não interessou à Renault, que preferiu contratar como piloto de testes para a temporada de 2006 o finlandês Heikki Kovalain.

O polonês, certamente, já estaria se contentando em participar do programa de jovens pilotos da Renault e disputar a GP2, quando foi surpreendido por um convite da BMW Sauber, que no dia 20 de dezembro anunciou a sua contratação como piloto de testes.

A condição de terceiro piloto da nova equipe, porém, durou pouco mais do que meio ano. Os resultados que ele conseguia nos treinos de sexta-feira, nas semanas de grandes prêmios impressionavam e chamavam a atenção dos dirigentes da equipe e o diretor técnico Mário Thiessen já admitia promove-lo a piloto titular na temporada de 2007. Mas o destino resolveu abreviar essa promoção.  Em agosto de 2006, Jacques Villeneuve queixava-se de dor de cabeça, depois de um acidente sofrido no GP da Alemanha, em Hockenhein, e Kubica foi chamado a substituí-lo no GP da Hungria, em Budapeste, no dia 6.

Na definição do grid, Kubica obteve a 10ª posição,  à frente de Nick Heidfeld, seu companheiro de equipe, mais experiente, que ficou em 11º. Na corrida, terminou em 7º, uma posição à frente de Michael Schumacher, mas foi  desclassificado, porque seu carro estava abaixo do peso mínimo. Depois dessa corrida, Jacques Villeneuve pediu demissão da BMW e Kubica passou a ser o segundo piloto da equipe.

Na segunda corrida, na Turquia, o desempenho não foi animador. Ele saiu em 9º, mas  ele terminou no 12º lugar, uma volta atrás do vencedor, principalmente por um erro na escolha dos pneus. De todo modo, ainda ficou dois postos à frente de Heidfeld, que tinha sido 5º no grid, mas envolveu-se num incidente na primeira curva e chegou em 14º.

Na Itália, no dia 10 de setembro, pouco mais de um mês da estréia, e já na terceira corrida, Robert Kubica mostrou suas credenciais. Largou na 6ª posição, fez uma corrida considerada sensacional e chegou em terceiro, a pouco mais de 26 segundos atrás do vencedor,o alemão Michael Schumacher.

Na China, na sua quarta corrida, Kubica voltou a pagar alto preço pela inexperiência. Ele obteve o 9º lugar no grid; chegou a estar no 17º lugar, depois de sair da pista, e ocupava a 5ª posição,  com possibilidades de conseguir um pódio, quando parou nos boxes e afoitamente foi o primeiro a trocar os pneus para pista molhada pelos intermediários. Após uma volta lenta, voltou aos pneus de pista molhada e acabou no 13º lugar.

No Japão, Kubica largou em 12º e terminou em 9º, sem nenhum brilho e no Brasil saiu na 9ª posição e nela terminou a prova. Com os seis pontos conquistados em seis corridas, Robert Kubica foi o 16º na classificação geral do seu primeiro campeonato, desempenho apenas regular, mas suficiente para a BMW Sauber confirmá-lo como segundo piloto da equipe para o campeonato de 2007.

 

O início da temporada não foi nada promissor. Kubica se classificou em 5º lugar no grid de largada para o GP da Austrália, no dia 18 de março, mas não completou a corrida. Um problema da caixa de câmbio o obrigou a deixar a pista na 36ª das 58 voltas do circuito. A prova foi vencida por Kimi Raikkonen, que fazia a sua estréia na Ferrari.

Na segunda corrida, na Malásia, no dia 8 de abril, o resultado não foi muito melhor. Kubica  largou em 7º, porém terminou em 18º, o último entre os carros que conseguiram completar a prova. No GP do Bahrein, a terceira corrida da temporada, no dia 15 de abril, as cosas andaram um pouco melhor. Kubica largou em 6º e terminou na mesma posição, na mesma volta do vencedor, Felipe Massa, marcando seus primeiros pontos do ano.

Os bons ventos pareciam voltar a soprar na Espanha, onde Kubica saiu da 5ª posição e chegou em 4º, a 45 segundos de Lewis Hamilton, o vencedor. Um 5º lugar, em Mônaco aumentou as esperanças de recuperação . Kubica já se aproximava dos líderes do campeonato e a vitória parecia ser questão de tempo.

Mas no GP do Canadá, no dia 10 de junho, a sorte virou. Kubica sofreu o mais grave acidente da temporada e escapou por pouco da morte.  O anuário AutoMotor, de Reginaldo Leme , descreve assim o acidente:

“Ele estava atrás de Jarno Trulli quando, numa tentativa de ultrapassagem, na 27ª volta, tocou na roda traseira do Toyota do italiano e seu BMW Sauber saiu da pista como um míssil. Decolou num ‘degrau’, levantou vôo, bateu de frente num muro, voltou para a pista capotando e parou de lado. Não sobrou nada do carro. Suas pernas ficaram visíveis por um buraco no cockpit”.

No momento da batida, o carro do piloto polonês estava a 230km/h e ele sofreu o impacto de 75 G, o que significa que foi pressionado por uma força correspondente a 75 vezes o seu peso, numa fração de milésimo de segundo.

Robert ficou inconsciente, mas foi retirado do carro rapidamente, levado para o hospital, onde se constatou que não sofrera nenhuma fratura, só uma escoriação no tornozelo. Conforme relatório da FIA, todas as medidas de segurança _  célula de sobrevivência, HANS, capacete e protetor de cabeça _ funcionaram com perfeição, evitando danos graves. Como Kubica, já havia dos anos, levava o nome do papa Karol Wojtyla no capacete, o “milagre” foi atribuído a este e o piloto polonês fio incluído na lista de 130 pessoas que iriam testemunhar no processo de beatificação de João Paulo 2º.

Por precaução, Kubica não participou da corrida seguinte, em Indianápolis, substituído por Sebastian Vettel, mas voltou inteiro  para o GP da França, no dia 1º de julho, portanto, menos de um mês depois do “milagre”. Mostrando que o acidente não tinha deixado seqüela, Robert Kubica voltou com disposição e garantiu o 4º lugar no grid, posição que manteve até o final.

A partir do GP da França, o piloto polonês só não pontuou na Bélgica e na China, e até o final do campeonato manteve a sexta colocação entre os pilotos, mas sempre atrás do seu companheiro de equipe, Hedfeld. Na Bélgica porque teve de trocar o motor e perdeu dez posições no grid: caiu do 4º para o 14º lugar e acabou chegando em 9º. Em Xangai, largou na 9ª posição, mas teve de parara na 33ª, das 56 voltas, por problemas hidráulicos.

No GP da Europa, em Nurburgring, numa corrida tumultuada, interrompida logo na 3ª volta, por causa da chuva, e reiniciada meia hora depois, Kubica saiu em 5º e chegou em 7º lugar. Na Hungria, largou em 7º e terminou em 5º. Na Turquia, onde Felipe Massa venceu pela segunda vez consecutiva, Kubica saiu em 5º, chegou a passar por Alonso, mas depois foi ultrapassado pelo espanhol, que foi o 3º colocado e cruzou a linha de chegada em 8º. Em Monza, no GP da Itália, Kubica largou em 6º e chegou em 5º. No Japão, largou em 9º e brigou com Felipe Massa pela sexta posição nos últimos metros da ultima volta e terminou em 7º.

Em Interlagos, na última corrida da temporada, Robert Kubica largou em 6º e chegou no 5º lugar, totalizando 39 pontos, que lhe valeram a 6ª colocação no campeonato dos pilotos, um posto atrás do companheiro de equipe, Heidfeld , que foi o 5º colocado, com 61 pontos.

Bem antes de terminar a temporada, no dia 21 de agosto, a BMW anunciou a permanência de Kubica na equipe  para o campeonato de 2008, certamente satisfeita com  performance do piloto até então. Nessas 10 corridas, fora a primeira (na Austrália) e a nona (em Silverstone) que não completou, Kubica esteve sempre na zona de pontuação, com uma vitória, a primeira na F1; dois segundos lugares; um terceiro; dois quartos ; em quinto e um sétimo lugares.

Na segunda parte do campeonato, o desempenho não foi tão bom e os melhores resultados foram dois terceiros lugares (GP da Europa e GP da Itália) e um segundo (no GP do Japão). Mas mesmo assim, Kubica manteve-se sempre entre os primeiros, e faltando duas provas para o término do campeonato mantinha-se na luta pelo título. Todavia, dois maus resultados nessa etapa (6º no Japão e 11º no Brasil), o fizeram perder até o terceiro lugar para Kimi Raikkonen. Os dois terminaram com 75 pontos, mas o finlandês ganhou na decisão pelo número de vitórias, pois tinha duas, contra apenas uma de Kubica. Apesar disso, foi quase que unanimente apontado como o melhor piloto do ano.

Na Austrália, na abertura da temporada, Kubica obteve a segunda posição no grid, atrás de Lewis Hamilton, mas na corrida não repetiu a performance, sendo obrigado a abandonar na 47ª das 58 voltas, depois de um choque com Kazuki Nakajima.

Na Malásia, Kubica ocupou a 4ª posição no grid, beneficiado pela perda de posições por Lewis Hamilton e  Heikki Kovalainen, e na corrida também teve a seu favor a má largada de Trulli e o abandono de Felipe Massa, terminando no segundo lugar, atrás de Kimi Raikkonen.

No GP do Bahrein, no dia 5 de abril, Robert Kubica conquistou a sua primeira pole position, numa acirrada disputa com Felipe Massa, mas na corrida não conseguiu segurar o brasileiro nem o companheiro dele de Ferrari, Kimi Raikkonen. Kubica teve de contentar-se com o terceiro lugar que, de qualquer forma, lhe garantia a quarta posição no campeonato,

Na Espanha, o polonês saiu e chegou em quarto lugar e com os 5 pontos subiu para o terceiro lugar na classificação, com 19 Na Turquia, foi 5 ] no grid  e terminou em  4º, caindo para 4º na classificação geral, superado por Felipe Massa, ganhador da corrida. Em Mônaco, Kubica teve uma atuação consistente e, saindo na 5ª posição do grid, ultrapassou Felipe Massa, assumiu a liderança, mas não conseguiu resistir à pressão de Lewis Hamilton e chegou em 2º.

O grande momento de Kubica na temporada aconteceu justamente no GP do Canadá, no circuito  Gilles Villeneuve, onde um ano antes tinha sofrido o mais grave acidente da carreira. O polonês saiu na segunda posição e, aproveitando-se de uma batida de Lewis Hamilton em Kimi Raikkonen, na pit lane, assumiu a liderança e ganhou a sua primeira corrida na Fórmula 1. O seu companheiro de equipe também foi beneficiado pelo acidente e terminou em segundo, na primeira “dobradinha” da BMW Sauber. Com o resultado, Kubica assumiu também a liderança do campeonato, com 42 pontos, seguido de Hamilton, com 38.

Na França, Kubica, com problemas aerodinâmicos no carro, saiu em 7º e chegou em 5º, recuperando a vice-liderança do campeonato, com 46 pontos, atrás de Felipe Massa, com 48, e à frente de Kimi Raikkonen, com 43. Esse Grande Prêmio marcou o fim da boa fase de Kubica na temporada. A partir dai, seus melhores resultados foram dois terceiros lugares, em Nurburgring, no GP da Europa, e em Monza, no GP da Itália, e um segundo lugar, no GP do Japão. Neste, Kubica saiu na sexta posição, conseguiu ultrapassar vários carros que demoraram para frear na primeira curva e liderou a prova durante 16 voltas. Na primeira rodada de pit stops, porém, perdeu a ponta para  Fernando Alonso, que venceu a corrida, com 5seg283 de vantagem. Nas últimas voltas, o  polonês resistiu ao assédio de Kimi Raikkonen e assegurou o segundo lugar. Com o resultado, Kubica ficou na terceira colocação do campeonato, com 72 pontos, e manteve a possibilidade, embora remota, de lutar pelo título.

Dois mais resultados na China (6º lugar) e no Brasil (11º) frustraram a expectativa de Robert Kubica, que ainda teve de amargar a perda da terceira colocação para Kimi Raikkonen, que também totalizou 75 pontos, mas teve uma vitória a mais.

No balanço da temporada, fica evidente que, não tendo cometido nenhum grave erro durante todo o ano, Robert Kubica teria tido resultados melhores, se tivesse um carro à altura dos principais concorrentes, a Ferrari e a McLaren. E ficou a impressão de que o garoto alto, magro e quase careca, que saiu de um país sem nenhuma tradição no automobilismo, poderá chegar, num futuro não muito distante, ao título de campeão mundial da principal categoria do automobilismo mundial.