Ricardo Zonta

Perfil

Nome Ricardo Zonta
País Brasil
Nascimento 23 de março de 1976
Local Curitiba
Altura 1,72 m
Peso 64 kg
Residência: Mônaco
Estado civil: Solteiro
Preferências: Música pop dos grupos Paralamas do Sucesso e Savage Garden
Hobbies: Esqui aquático
Web site: http://www.ricardozonta.com.br/

Desempenho

Estréia na F1 07 de março 1999,  no GP da Austrália, pela BAR
Última corrida 20 de julho de 2001, no GP da Alemanha, pela Jordan
Equipes McLaren (98-testes), BAR (99-00), Jordan (01), Toyta (03-testes)
GPs: 32
Vitórias: 0
Poles: 0
Pontos: 3
Melhores voltas: 0
Melhores resultados 3 sextos lugares, na Austrália, Itália e Estados Unidos, em 2000; 7º no GP do Canadá, em 2001; 6º no grid do GP da Austrália, em 1999
Abandonos 17

Carreira

2003 É piloto de testes da Toyota
2002 É campeão da  Telefonica World Séries, pela Garbon Competition, com 9 vitórias e 8 poles
2001 Piloto de testes da Jordan, disputou os GPs do Canadá e da Alemanha, substituindo Hans-Harald Frentzen,  e não fez ponto
2000 Termina em 14º lugar no campeonato, correndo pela BAR. Fez primeiro ponto na F1, com 6] lugar no GP da Austrália
1999 Não marca pontos na temporada pela BAR ; melhor resultado foi 8º no GP da Europa
1998 Piloto de testes da McLaren e campeão do FIA Grand Touring com cinco vitórias, correndo pela Mercedes
1997 Campeão da Fórmula 3000 e primeiro teste na F1 com uma Jordan
1996 Participa do Campeonato Europeu de F3000
1995 Campeão e brasileiro e sul-americano de Fórmula 3
1994 Estréia na F3
1993 Participa da Fórmula Chevrolet
1987-92 Participa da Fórmula Kart

História

Havia muita expectativa em relação à temporada de estréia do curitibano Ricardo Zonta na Fórmula 1, em 1999. Vindo de dois títulos consecutivos, o da F-3000, em 97,  e o do Fia GT (campeonato de carros de turismo) de 98, além da experiência como piloto de testes da McLaren neste mesmo ano, Zonta tinha tudo para dar certo na estreante BAR.

Sucumbiu a uma série de problemas: um acidente feio em Interlagos que o tirou de quatro corridas, inclusive a do Brasil; a total dedicação da equipe ao canadense Jacques Villeneuve, o que deixou o brasileiro inúmeras vezes sozinho com seus problemas nos boxes da BAR; e a absoluta falta de resistência dos carros que pilotou.

Mas, quem conhece bem esse sujeito um tanto tímido fora das pistas, mas determinado e arrojado dentro delas, esperava muito de Zonta. Dono de um estilo agressivo, que gosta de frear em cima das curvas, todos acreditavam que o brasileiro teria boas performances com um carro competitivo em mãos.

A esperança era de que isso acontecesse ainda em 2000, quando a BAR contaria com o fornecimento exclusivo dos motores da Honda, uma marca super-campeã. Além disso, a equipe tinha se reestruturado, levando Adrian Reynard para o comando técnico e deixando o “playboy” Craig Pollock cuidando apenas da parte financeira. Os testes de pré-temporada indicavam que os primeiros pontos de Zonta na F-1 seriam mera questão de tempo. Mas essas expectativas não se confirmaram.

O piloto brasileiro, que em 1999 não tinha feito nenhum ponto, foi apenas o 14º em 2000, com 3 pontos, sendo dispensado pela BAR no fim da temporada.

Em 2001, foi contratado como piloto de testes da Jordan e, substituindo Han-sHarald Frentzen, que tinha sofrido acidente, disputou os GPs do Canadá e da Alemanha, sendo o 7º, no primeiro. e abandonado o segundo. Em 2002, disputou a primeira Telefonica World Séries by Nissan, na Espanha, da qual foi campeão, correndo pela Garbon Competition, num carro com as cores do Barcelona. Em 2003, foi contratado para piloto de testes da Toyota.

Uma das causas do fracasso do paranaense na F1, com certeza, foi a série de acidentes que sofreu, todos devidos a quebras de componentes do carro. O primeiro foi em Interlagos, em 1999, e lhe custou uma complicada cirurgia no pé e dois meses de fora da Fórmula 1. Depois vieram Spa, ainda em 1999, e Silverstone e Monza, ambos em 2000.

No GP da Bélgica, em 2000, Zonta participou, sem querer, do momento mais empolgante da prova. Na volta 41, faltando três para o final, Schumacher, que estava na liderança, o ultrapassou pela esquerda, pensando que o brasileiro fosse dificultar a ultrapassagem de Mika Hakkinen. Zonta manteve seu traçado, Mika Hakkinen entrou pela direita e surpreendeu, ultrapassando também Schumacher e ganhando a corrida.

A paixão de Zonta pelo esporte surgiu logo na infância, quando ia assistir ao pai disputar algumas corridas de off-road, perto de Curitiba. Logo ganhou um kart e, com ele, venceu suas primeiras corridas e o campeonato paranaense de 91. Estreou em monopostos em 93, na F-Chevrolet. Participou da F-3 sul-americana em 94 e levou o título em 95, correndo pela equipe de Augusto Cesário, o Formigão.

Em 1996, partiu para a Europa, entrando de cara na concorrida F-3000. Correndo pela Draco, conseguiu duas vitórias no seu ano de estréia (em Mugello e Estoril), chamando a atenção de David Sears, da Super Nova, a melhor equipe da categoria. O título veio com naturalidade em 97, batendo o colombiano Juan Pablo Montoya na pontuação geral (39 a 37,5). Nesse ano, Zonta teve seu sua primeira experiência na  F-1, testando  uma Jordan com motor Peugeot.

Mas, ao invés de entrar na F-1 por uma equipe pequena, Zonta optou por se associar a Mercedes para disputar o Fia GT e ser piloto de testes da McLaren. Foi além do esperado, ganhando o título do campeonato de turismo em sua primeira experiência com carros desse tipo. O triunfo veio em parceria com o experiente alemão Klaus Ludwig, mas foi Zonta o maior responsável pelo feito.

Em 2008, Zonta era  piloto de testes da Renault, disputava o campeonato brasileiro de Stock Car e correu também as 24 Horas de Les Mans, na qual terminou no 3º lugar.

Fora das pistas, Zonta é tímido com quem não conhece, mas é muito amável e brincalhão com os amigos. Solteiro e boa-pinta, adora agitar nas noites de sua cidade natal, Curitiba. Durante a temporada de Fórmula 1, teve no pai, Joanir, o maior apoio contra a solidão das viagens. O simpático empresário sempre compareceu a todas as corridas para acompanhar a performance do filho.

Analisando sua carreira na Fórmula 2, Ricardo Zonta disse, em entrevista a uma revista especializada em automobilismo:

“Quando eu corri pela BAR, em 1999 e 2000, eu não tinha experiência e isso me prejudicou muito, pois a equipe também não tinha experiência nenhuma. Além disso, tudo era voltado para o outro piloto (Jacques Villeneuve). Isso me prejudicou inclusive psicologicamente, porque eu não estava preparado. Nas cinco corridas que competi pela Toyota as coisas podiam ter acontecido, mas não aconteceram, principalmente por problemas como quebra no carro. Um exemplo aconteceu em Spa-Francorchamps, quando a duas voltas do final o motor quebrou e eu estava na 4ª posição.”