Ricardo Rosset

Nome completo

Ricardo Rosset

Nascimento

27 de julho de 1968

Local

São Paulo

Estreia na F1

GP da Austrália de 1996

Última corrida

GP de Luexemburgo de 1998

Equipes

Footwork, Lola, Tyrrel

Largadas

26 (em 33 corridas)

Melhor resultado

8º lugar (GP  da Bélgica 1996/GP da Espanha 1998)

Abandonos

14

Não qualificado

6

Como a grande maioria dos pilotos brasileiros, Ricardo Rosset, paulistano, nascido a 17 de junho de 1969, começou a carreira esportiva no kart. Mas só começou a competir pra valer em 1990, disputando os campeonatos paulista e brasileiro. Não venceu nenhuma prova, mas as cinco pole positions que obteve nas dez etapas da temporada revelavam um piloto extremamente veloz.

Praticante de triatlo, Rosset não contou com o apoio da família, rica, quando resolveu fazer do automobilismo sua profissão. Primeiro correu na F-Alpes e depois comprou um carro da Fórmula Ford, com um pequeno patrocínio, contratou uma transportadora e dois mecânicos e participou do Campeonato Brasileiro da categoria, conseguindo resultados iguais aos de equipes organizadas. O melhor deles foi um quarto lugar na etapa do Rio de Janeiro.

Impetuoso, por indicação de um dirigente amigo, partiu para a Europa, em 1992. Fez um teste, foi aprovado e disputou o Campeonato Europeu da Fórmula Opel pela equipe PTM. Segundo ele mesmo conta, foi um período difícil: abdicou de muitas coisas boas; morava no quartinho da casa do dono da equipe. Corria as preliminares da F1 e, de expressivo, obteve a quarta colocação em Hockenheim, na Alemanha, e a quinta em Magny Cours, na França, Com a experiência adquirida, ao final da temporada aceitou o convite da Alan Docking Racing para testar um carro da Fórmula 3.

Aprovado, correu o campeonato inglês da categoria, em 1993, e terminou em sexto lugar. No final do ano, foi convidado para participar dos GPs de Macau, na China, e de Fuji, no Japão. Em Macau, foi o único brasileiro a completar a prova, chegando em 12° lugar. E em Fuji abandonou devido a um acidente. Em 1994, Rosset continuou na F3, em nova equipe. Foi pela estreante AJS que conquistou a primeira vitória. No circuito de Snetterton, na Inglaterra, fez a pole, liderou a corrida de ponta a ponta e quebrou um jejum de dois anos sem vitórias brasileiras na categoria. Terminou a sua última temporada na F3 em quinto lugar.

No ano seguinte, recebeu ofertas para passar para a Fórmula 3.000 e testou carros de três equipes, a de Paul Stewart, a Vortex e a Super Nova. Escolheu esta última e com ela fez a que considera a melhor temporada de sua carreira. Afinal, com um bom carro, já na primeira corrida fez a primeira pole da equipe na temporada e venceu de ponta a ponta, tornando-se o único piloto brasileiro a estrear com vitória na categoria. Mais uma vitória, em Enna, na Itália, e outros excelentes resultados, renderam a Rosset o vice-campeonato (o campeão foi seu companheiro de equipe, Vicenzo Sospiri, mais experiente e conhecedor das pistas), a eleição como o melhor piloto da categoria e, o sonho máximo, o ingresso na Fórmula 1.

Estreou na prova de abertura do Mundial de 1996, em Melbourne, na Austrália, no dia 10 de março, com o Footwork-Hart FA-17, e desenvolveu uma boa corrida. Saiu no 16° lugar no grid e terminou a prova em 9°. Nos GPs do Brasil e da Argentina, porém, não teve a mesma sorte. Em Interlagos, bateu na entrada da reta dos boxes e abandonou. Em Buenos Aires, envolveu-se num acidente provocado pelo italiano Luca Badoer e também foi obrigado a deixar a prova. Para justificar os maus resultados e nenhum ponto na temporada, Rosset aponta a falta de condições da equipe. Diz que em Mônaco, não pode fazer um treino na chuva que caiu pouco antes da prova porque a equipe tinha só um bico do carro e, se batesse, não haveria outro para a corrida.

Em 1997, transferido para a equipe Lola, Rosset não chegou a fazer uma corrida. Logo na abertura da temporada, por problemas mecânicos, não conseguiu se classificar, a equipe perdeu o patrocínio e ele ficou fora da temporada. Em 1998, suas esperanças de fazer carreira na Fórmula 1 renasceram, contratado por uma equipe mais bem montada, a Tyrrel. Mas, mais uma vez, seus sonhos se revelaram apenas sonhos. Além de não conseguir nenhum bom resultado, envolveu-se em três acidentes  graves (Alemanha, Hungria e Bélgica), que lhe deram a fama de atabalhoado e, para alguns, até de maluco.”Não admitia ficar andando atrás, por isso, andava no limite e, conquentemente,  batia”, explicou numa entrevista ao site Grande Prêmio.

No final da temporada, depois do GP de Luxemburgo, decidiu abandonar a Fórmula 1, e voltar ao Brasil, dedicando-se aos negócios. Ficou 10 anos longe do automobilismo, mas, em 2008, voltou às pistas, participando do campeonato brasileiro da GT3, em dupla com o cineasta Walter Salles. Os dois ganharam três das oito corridas e terminaram em segundo lugar na classificação geral do campeonato.