Pierre Gasly

Perfil

 

Nome Pierre Gasly
País França
Nascimento: 7 de fevereiro de 1996
Local: Rouen
Pais Jean Jacques Gasly e Eveline Gasly
Altura:  1,77
Peso:  70 kg
Residência:  Monte Carlo – Mônaco
Estado civil: solteiro
Equipe Toro Rosso

 Desempenho

Estreia F1 GP da Malásia 2017
Corridas 43
Títulos
Vitórias
Pódios
Voltas + rápidas 2
Abandonos 7
Pontos 102

Carreira

 

Ano Categoria Equipe Corridas Vitória Pódios Pole Volta Pts Pos,
2019 Formula 1 Red Bull 17

 

2 73
2018 Formula 1 Toro Rosso 21 29 15º
2017 Formula 1 4 0 21º
Super Formula Mugen 9 2 3 33
Formula E DAMS 18 16º
2016 GP2 Séries Prema 42 4 7 219
2015/16 GP2 Séries DAMS 48 4 3 110
2014 GP2 Séries Caterham 44 0 29º
2013/14 Renault 3,5 Arden 19 192
2013 Renaulr 2.0 Tech 1
2012/13 Renault 2.0 7 3
2012 Renault Europa 10º
2011 Fórmula 4 14 3 4

História

Pierre Gasly nasceu em Rouen, na França, em 7 de fevereiro de 1996, filho de Jean Jacques Gasly, ex-piloto de kart e rali, campeão da Liga da Normandia e campeão francês de resistência do Peugeot Talbot Sport, e Eveline Gasly, campeã regional de kart da Normandia, nos anos 1960. O avô representou a França no mundial de kart de 1961 e 3 dos 4 irmãos competem no kart.

Numa família de kartistas, era natural que Pierre se sentisse atraído pelo esporte desde os dois anos de idade. Aos 9 anos, foi para a pista e de 2006 a 2010, disputou competições de kart, embora tenha tentado também o futebol, Aos 15 anos, passou para os monopostos e foi 3º colocado na Fórmula 4 da França. Em 2012, foi 10º colocado na Fórmula Renault Eurocup e fez sete corridas na Fórmula Renault 2.0 Northern European Cup, conquistando dois pódios na primeira e um na segunda. Em 2013, pela equipe Tech 1 Racing foi campeão da categoria.

No ano seguinte, participou da Fórmula Renault 3.5 Series, com a equipe júnior da Red Bull; obteve oito pódios em dezessete corridas e foi eleito Estreante do Ano. Ainda em 2014, estreou na GP2 Series em Monza, substituindo Tom Dillmann, na Caterham Racing. Em 2015, foi contratado pela DAMS e ficou em oitavo na competição vencida por Stoffel Vandoorne. Também em 2015, foi anunciado como piloto reserva da Red Bull na Fórmula 1. Em 2016, foi campeão da GP2 na estreia de sua equipe, a Prema Powerteam, na categoria, correndo ao lado de Antonio Giovinazzi.

Em 2017, pela Mugen, ficou em segundo lugar na Super Formula Championship, da Super Fórmula Japonesa.  Em julho, substituiu Sébastien Buemi, da DAMS, no New York City ePrix, da Fórmula E, chegando em 7º na primeira corrida e em 4º na segunda. Em setembro, foi anunciado como o substituto de Daniil Kvyat, na Toro Rosso na Fórmula 1, fazendo sua estreia no Grande Prêmio da Malásia.  Ele ficou em segundo na classificação, a apenas meio ponto da liderança da série. Depois, fez as 4 corridas finais do campeonato da F1 e teve confirmada a contratação para a temporada de 2018.  Em 20 de agosto, a Red Bull confirmou que vai promover Pierre Gasly para sua equipe de Fórmula 1 na próxima temporada, no lugar de Daniel Ricciardo.

Na estreia, na Austrália, Pierre Gasly foi mal na qualificação, ocupando a 20ª posição do grid, e não foi melhor na pista. Abandonou a corrida na volta 21, com problemas no motor. Ele explicou que, depois da curva 12, o motor morreu. Quando tentava voltar aos boxes, o piloto recebeu ordem para parar.
No Bahrein, Gasly teve seu dia de glória e a perspectiva, que não se concretizou, de uma boa temporada. Pela primeira vez na carreia, chegou à Q3 e ocupou a 5ª posição no grid. Na corrida, numa combinação de desempenho do motor, atualizações no carro e ritmo do piloto, chegou no 4º lugar, o melhor resultado da Honda desde sua volta à F1, em 2015. Gasly foi eleito pelos fãs o piloto do dia.
Na China, após ser apenas o 17º no grid, Gasly cometeu um erro de principiante, que comprometeu a corrida dele e de Brendon Hartley. Ele perdeu o ponto de freada no grampo da curva 14 e acertou o carro do companheiro. O francês atribuiu o incidente a falha de comunicação com a equipe. “Eles me falaram no rádio: ‘o Brendon vai te deixar passar no fim da reta’. Então esperei que ele me deixasse ir por dentro na curva. Achei que ele ia deixar espaço, mas quando percebi que estava contornando normalmente já era tarde e não pude fazer nada. Tentei frear, mas era muito tarde e nos tocamos”, lamentou o piloto. Gasly terminou no 15º lugar, mas foi punido com a perda de 10 segundos e acabou no 18º. Hartley saiu da pista, mas foi classificado em 20º.por ter completado mais de 90% do percurso.
No Azerbaijão, a cena quase se repetiu na Q1. Hartley rodava lentamente, depois de raspar no muro e furar um pneu, e só não foi atingido graças ao reflexo de Gasly, que passou direto. Na corrida, Gasly foi 17º no grid e terminou no 12º lugar.
Na Espanha, na largada, Romain Grosjean perdeu a traseira do carro rodou e acertou Pierre Gasly e Nico Hulkenberg. Os três tiveram que deixar a pista.
Em Mônaco, Gasly chegou à Q3 pela segunda vez na temporada, ocupando a 10 posição no grid. Na volta 21 chegou a estar em 6º; na 50 caiu pata 8º, e na 53 tomou o 7º lugar de Fernando Alonso, que tinha dificuldades com a caixa de câmbio.
No Canadá, Gasly foi 16º na qualificação, mas teve perda de 3 posições, por troca de motor. Largou de 19º e quase chegou a zona de pontuação, terminando no 11º lugar, na opinião dele graças à nova especificação da unidade de potência.
Gasly não teve a satisfação de fazer uma primeira corrida “em casa”. Ele e o patrício Romain Grosjean se chocaram e saíram já na largada. O piloto da Toro Rosso disse que, na curva 3, entrou por dentro, achou que Grosjean lhe daria espaço, mas este tomou a curva como se não houvesse ninguém atrás.
Gasly comparou o GP da Áustria a uma corrida de rali, saindo da pista “umas 20 vezes” e completando a prova com seu carro seriamente danificado desde o início, após choque com Stoffel Vandoorne na primeira volta. Com dificuldades para controlar o carro, chegou perto de novo; saiu da 12ª posição e terminou no 11ºlugar.
Na Inglaterra, Gasly perdeu a 10ª colocação para Sergio Perez, depois de incidente entre ambos, em que foi considerado culpado. Para os comissários, o francês tentou uma manobra limpa, as acabou pisando na zebra e colidindo com Perez, o que facilitou a sua passagem. Foi punido com 5 segundos no tempo e caiu para 13ª colocação. .
Na Alemanha, por causa de nova troca de elementos da unidade de potência, Gasly foi punido com a perda de 30 posições e largou da 20ª, depois de ser o 16º na qualificação. Apesar de desgaste dos pneus e trocas obrigadas pela chuva, conseguiu completar prova no 14º lugar, penúltimo dos que cruzaram a linha de chegada.
Em Hungaroring, no GP da Hungria, Gasly, que tinha sido 4º colocado no Bahrein, teve sua segunda melhor performance da temporada. Ocupou a 6ª posição no grid e cruzou a bandeira quadriculada na mesma posição. Com os oito pontos, reassumiu a 13ª colocação no Mundial de Pilotos, com 26 pontos, e ajudou a Toro Rosso a se manter em 8º no Mundial de Construtores, com 28 pontos.
Na Bélgica, cinco rivais que poderiam chegar à frente dele (Ricciardo, Raikkonen, Leclerc, Alonso e Hulkenberg) abandonaram a corrida logo no princípio e Gasly pode terminar em 9º, faturando mais dois pontos. Na segunda-feira anterior à corrida, dia 20 de agosto, a Red Bull Racing anunciou que Pierre Gasly seria o piloto titular da equipe, no lugar de Daniel Ricciardo, que se transferiria para a Renault.
Na Itália, Gasly voltou a chegar à Q3, largando da 9ª posição, mas dois incidentes de pista arruinaram a sua corrida e ele teve desse contentar com o 14º lugar, o antepenúltimo dos que terminaram o percurso. Primeiro, um choque com o MCL33 de Alonso causou danos no assoalho do seu carro. Depois, nova batida, com Daniel Ricciardo, tirou o equilíbrio do carro dele, que devido aos danos, passou a desliar na pista.
Em Cingapura, Gasly largou bem, da 15ª posição, ganhando 3 posições e chegando a 12º, mas a estratégia de pneus não funcionou e ele terminou em 13º.
Na Rússia, Gasly voltou a sofrer punição de 35 posições, por exceder a cota de elementos da unidade de potência. Foi 13º na qualificação, por causa de punição a pelos menos outros cinco concorrentes, largou da 17ª posição, mas abandonou na 4ª volta, por problemas nos freios.
No Japão, o piloto francês sofreu a segunda repreensão dos comissários por uma manobra considerada invasiva contra Lewis Hamilton, no primeiro treino livre. Gasly estava entrando na chicane final lentamente enquanto Hamilton contornava a veloz curva 130R a toda velocidade e por pouco não bateu na Toro Rosso do francês. Na qualificação, Gasly foi 7º colocado e o companheiro Brendon Hartley, 6. Na corrida, as posições se inverteram; Gasly foi 11º e Brendon, 13º.
Nos Estados Unidos, Gasly usou a sétima unidade de potência do ano, o Spec 3 da Honda. Depois de ser 13º na qualificação, largou da 19ª posição e chegou em 13º.
No México, outra vez a Honda fez a troca de vários componentes do motor e o francês foi punido de novo, com a perda de 20 posições no grid, 15 pelo motor e 5 pela troca da caixa de câmbio. Na qualificação, foi o 15º colocado, teve de largar da 20º posição, mas na corrida recuperou e obteve mais um ponto, chegando no 10º lugar. A unidade de potência utilizada no GP dos Estados Unidos apresentou problemas e precisou ser enviada para a sede da Honda em Sakura, no Japão, para avaliações mais detalhadas.
No Brasil, mais uma vez, Gasly largou entre os Top 10, sendo o 9º no grid, depois de herdar uma posição, com punição a Daniel Ricciardo. Na corrida, negou-se a ceder a posição a Brendon Hartley, mas foi ultrapassado, no braço, pelo companheiro, que terminou no 11º lugar, enquanto ele caia para 13º.
Em Abu Dhabi, o francês foi 17º no grid, chegou a correr em 10º e disputar com Romain Grosjean o 9º lugar, mas terminou a última corrida como a primeira: abandonou na volta 42, por causa do motor.
Pierre Gasly terminou o campeonato na 15ª colocação, com 29 pontos. Fez um 4º lugar; um 6º; um 7º; um 9º; um 10º; três 11ºs; dois 12ºs; três 13ºs; dois 14ºs; um 18º e abandonou cinco corridas.