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Pedro Paulo Diniz

Nome completo

Pedro Paulo Falleiros dos Santos  Diniz

Nascimento

22 de maio de 1970

Local

São Paulo

Estreia na F1

GP do Brasil de 1995

Última corrida

GP da Malásia de  2009

Equipes

Forti, Legier, Arrows, Sauber

Largadas

98

Pontos

10

5ºs lugares

2

6º lugares

6

Pedro Paulo Falleiros dos Santos Diniz, paulistano, nascido a 20 de maio de 1970,  é uma prova de que para chegar à Fórmula 1 não é preciso ser piloto excepcional, basta ter muito dinheiro. Até correr o GP do Brasil de 1995, sua primeira prova na categoria principal do automobilismo, tinha uma carreira absolutamente obscura. Começou tarde, aos 17 anos, a correr de kart e em duas temporadas não obteve nenhum resultado expressivo. Em 1989, disputou o Campeonato Brasileiro da Fórmula Ford e também não ganhou nenhuma corrida. Porém, como filho do dono da então maior rede de supermercados do Brasil, dinheiro não faltava e um ano depois já estava na F-2 sul-americana.

Mas o sequestro do pai, no final de 1989, tinha abalado a família e Pedro Paulo, dois anos mais tarde, resolveu deixar o país e correr a F-3 da Inglaterra. Em 1992, fez mais uma temporada na categoria, pela equipe Edenbridge, conseguindo seus melhores resultados, dois terceiros lugares, em Thruxton e Brands Hatch.

Prestes a fazer 23 anos, Pedro Paulo decidiu que a Fórmula 1 seria seu objetivo. Subiu para a F-3.000 em 1993, correndo pela Forti Corse e conseguiu apenas um pódio, com o segundo lugar em Magny Cours. Em 1994, na mesma equipe, foi quarto em Portugal e fez pole provisória na Espanha. E foi só.

Normalmente não seria currículo para entrar na Fórmula 1. Mas, como sempre teve muito apoio financeiro, quando a Forti decidiu montar uma equipe de F-1, encontrou nele um forte aliado. Sempre visto como “filhinho de papai”, embora outros pilotos tenham usado o mesmo expediente para chegar lá, Pedro Paulo Diniz correu na F1 de 1995 a 2000, por quatro equipes, Forti (95), Ligier (96), Arrows (97/98) e Sauber (99/00), começando pelo GP do Brasil de 1995, no dia 23 de março. No total, foram 99 corridas, nas quais os melhores resultados foram conseguidos em 1998 e 1999, quando foi 14º no campeonato, com 3 pontos. Em 1996, foi 15º e, em 1997, 16º, com 2 pontos, totalizando 10 pontos.

Durante a carreira na Fórmula 1, Pedro Paulo morou em Mônaco e era visto com freqüência fazendo cooper nas ruas do principado ou jogando squash. Viajava sempre a estações de esqui ou a São Paulo, principalmente para ver jogar o São Paulo, seu time.

Em 2001, Pedro Paulo deixou as pistas, mas não se afastou da Fórmula 1. Associou-se a Alain Prost, na Prost Grand Prix, que acabou indo à falência no final do ano.

. De volta ao Brasil, ainda organizou, em parceria com a Renault, o campeonato da Fórmula Renault, mas, afinal, assumiu a sua condição de bacharel em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas, com especialização na London Business School, e, sobretudo, a de herdeiro, tornando-se membro do Conselho de Administração e diretor responsável pelas empresas coligadas e pela Divisão Internacional do Grupo Pão de Açúcar.