Publicidade

Pastor Maldonado

Perfil

Nome Pastor Rafael Maldonado Motta
País Venezuela
Nascimento 9 de março de 1985
Local Maracay
Peso 63 kg
Altura 1,73

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 27/04/2011

Corridas

95

Títulos

0

Vitórias

1

Pódios

1

Poles

1

Voltas + rápidas

0

Pontos

76

Carreira

Ano

Competição

Equipe

Provas

Vitória

Pole

Pódio

Pontos

Posição

2015

Fórmula 1 Lotus

19

      27

14º

2014

Fórmula 1 Lotus

19

2

16º

2013

Fórmula 1 Williams

19

0

0

0

1

18º

2012

20

1

1

1

45

15º

2011

19

0

0

0

1

19º

2010

GP2 Rapax Team

20

6

8

87

2009

GP2 ART GP

20

2

2

36

2008

GP2 Piquet Sports

20

1

6

60

2007

GP2 Trident

12

1

2

25

11°

2006

Renault World Séries Draco

17

3

5

6

103

2005

Fórmula 3.000 Participação na série italiana, com vitória no circuito de Magione.
GP2 Foi 5° colocado, pela equipe Durango, em prova da GP2 , em Jerez de la Frontera
Renault World Séries 3.5 Completou 4 de 17 provas e, com 7° lugar em Donington, foi o 25° entre 28 concorrentes
Fórmula 1 Ingresso no Programa de Desenvolvimento de Jovens Pilotos da Renault

2004

Fórmula 1 Teste privado em Misano, pela Minardi
Fórmula 3.000 Testes em Brno, Estoril e Barcelona
Fórmula Renault V6 13° e 5° lugar em Spa-Francorchamps
Fórmula Renault 2.0 – Euro

CRAM

17

2

3

134

Fórmula Renault 2.0 – Itália

CRAM

18

8

6

8

362

2003

Formula Renault 2.0 Campeão da série de inverno e testes na Fórmula Renault V6, na Espanha

2002

Formula Renault 2.0 7° colocado na série italiana e campeão da série de inverno

2001

Formula A 10° na classificação europeia

2000

Fórmula A 11° na classificação mundial

1999

Kart Campeão nacional, vice-campeão regional e13° no Campeonato Europeu da categoria PCA Júnior

1998

Kart Campeão regional e vice-campeão nacional da categoria PCA Júnior

1997

Kart Campeão nacional e regional da categoria pré-júnior

1996

Kart Campeão regional e vice-campeão nacional da categoria pré-júnior

1995

Kart Campeão nacional da categoria pré-júnior

1994

Kart Campeão regional e vice-campeão nacional de kart pré-júnior

1993

Kart Campeão regional de Aragua na categoria pré-junior

História

“Pastor não seria capaz de entrar na F1. Por isso, chamaram-me. Todos sabem que isso custa dinheiro, muito dinheiro. Mas decidimos apoiá-lo e à sua equipe, para que possa mostrar o seu valor por todo o mundo”.

As palavras do presidente venezuelano Hugo Chavez não deixam nenhuma dúvida sobre as condições em que Pastor Maldonado chegou à Fórmula 1. Foi com o apoio do seu amigo e presidente e o dinheiro da PDVSA (Petróleo da Venezuela Sociedade Anônima) e da CNTV (Companhia Nacional de Telecomunicações da Venezuela), duas empresas estatais, que o piloto conseguiu uma vaga na equipe Williams e tornou-se parceiro do brasileiro Rubens Barrichello no campeonato de 2011.

Pastor não é o primeiro piloto venezuelano a chegar à principal categoria do automobilismo. O primeiro foi Ettore Chimeri, que disputou apenas o GP da Argentina de 1960 e deixou a pista por cansaço depois de apenas 24 das 80 voltas. Mas o piloto venezuelano mais importante foi Johnny Ceccoto, que se transferiu para a F1 depois de ser duas vezes campeão mundial de motociclismo: das 350 cc, em 1975, e 750 cc, em 1978. Ceccoto começou na Fórmula 2, em 1981; em 1983 passou para a F1, como companheiro de Ayrton Senna, na Toleman, mas teve de deixar a categoria e passar a competir com carros de turismo, por sofrer, no fim do ano, fratura das duas pernas, num treino em Brands Hatch.

Como credenciais, Pastor levou para a Fórmula 1, o título de campeão da GP2, de 2010; quatro pódios em seis corridas da GP2, na temporada de 2009; duas vitórias consecutivas em Mônaco, na World Séries e na GP2, e o prêmio de Melhor Piloto Latino-americano, da Fox Sport, em 2007.

Pastor Rafael Maldonado Motta nasceu em 9 de março de 1985, em Maracay, no estado de Aragua, a 100 quilômetros de Caracas, capital da Venezuela. No seu site, diz-se que ao nascer, fez seu primeiro hat-trick: primeiro filho, primeiro neto, primeiro sobrinho. Criado num ambiente envolvido pelo automobilismo, cresceu vendo seus tios correndo na YMCA e já aos quatro anos andava de bicicleta com rodas de apoio. Aos cinco anos, foi vice-campeão nacional de bicicross; aos sete, conheceu o kart, se apaixonou e um ano de depois, em 1993, começou a competir na categoria pré-júnior. Na primeira corrida foi o sétimo colocado, mas logo depois conquistou o título estadual de Arágua. Em 1994, voltou a ser campeão estadual e foi vice-campeão nacional. Em1999, depois de acumular títulos estaduais e nacionais decidiu seguir para a Europa, onde foi 13° no campeonato europeu da categoria PCA Júnior, de kart. Para não deixar os estudos, conseguiu do Liceu Militar Libertador de Maracay permissão para faltar às aulas enquanto viajasse, mas colocar as lições em dia e fazer os exames quando estivesse na cidade.  Assim, completou o curso como um dos melhores alunos da sua turma.

De 2000 a 2002, Pastor disputou profissionalmente campeonatos da Fórmula A, do kart, sendo 11° no Mundial e 10° no europeu. Ainda em 2002, passou a disputar a séria italiana da Fórmula Renault 2.0, sendo campeão do Inverno, e o 7° colocado nessa temporada regular. No ano seguinte, voltou a ganhar o título do Inverno _ competição promovida pela Renault para pilotos novatos promissores, como pré-seleção para futuras contratações _ e fez, na Espanha, os primeiros testes para a Renault V6.

Pastor teve um ano bastante agitado e ativo, em 2004. Como piloto da equipe italiana CRAM Competition, disputou o campeonato italiano e a Eurocopa da Fórmula Renault 2.0. Com os campeonatos disputados quase que simultaneamente, começou com duas vitórias em Monza, pela Eurocopa, nos dias 26 e 27 de março, e uma vitória e um segundo lugar em Vallelunga, pelo italiano.  Pelo campeonato italiano, ele conseguiu oito vitórias, as cinco últimas consecutivas, seis poles, 10 voltas mais rápidas e, entre 24 concorrentes, conquistou o título com 362 pontos, 96 a mais do que o segundo colocado, o russo Mikhail Aleshin. Na Eurocopa, Pastor manteve a liderança no início do campeonato, com as duas vitórias em Monza e um segundo lugar em Valência, mas, depois, devido à coincidência de datas e problemas no carro, deu prioridade ao campeonato italiano, terminando no 8° lugar, depois de 17 corridas.

Interessados em novas experiências, nos dias 17 e 18 de abril, Pastor participou da etapa de Valência do campeonato da Fórmula Renault V6, categoria que a fábrica francesa patrocinou em 2003 e 2004. Na primeira corrida, terminou na 13ª posição. No dia seguinte, largou na 12ª posição do grid, entre 18 concorrentes, todos mais experientes, fez uma corrida agressiva e terminou no 5° lugar. O colombiano ainda fez testes, em Brno, Estoril e Barcelona, na Fórmula Renault 3.000, substituída, em 2005, pela GP2. E encerrou a temporada, no dia 25 de novembro, com teste na Fórmula 1, em Misano, na Itália, para a equipe Minardi, que tinha intenção de contratá-lo como piloto de testes para 2005. No Minardi PS04, com motor Cosworth, Pastor causou boa impressão, fazendo 1m11s03, o segundo tempo do dia, com 23 voltas, sendo superado só pelo austríaco Patrick Friesacher, que cravou 1m11s01, em 45 voltas.

Em 2005, Pastor Maldonado foi admitido no Programa de Desenvolvimento de Jovens Pilotos da Renault e participou de duas competições, mas não completou nenhuma delas. No campeonato italiano da Fórmula 3000, participou de apenas 8 das 16 corridas, pela Sighinolfi Auto Racing, venceu a etapa da Magione, na Úmbria, e ficou em 9° na classificação final, com 14 pontos. Na World Séries, correndo pela equipe francesa DAMS, em Mônaco, na terceira prova do campeonato, Pastor foi suspenso por quatro corridas, por direção perigosa, depois de ter ignorado a bandeira amarela e, tentando ultrapassar outros carros mais lentos, por causa de acidente _ ter atingido e ferido gravemente um fiscal.  Ele só voltou a correr 5 meses e 8 provas depois, em Donington, onde foi o 7° colocado e fez 4 pontos. Das 17 corridas só completou 4 e, com 4 pontos, terminou na 25ª colocação, entre 28 concorrentes.

Pretendido por várias equipes e disputado pela espanhola Epsilon Euskadi e pela italiana Draco, Pastor Maldonado preferiu se juntar a esta última para disputar a World Series 3.5, em 2006. E a escolha, que parecia a mais acertada, acabou frustrando o que seria uma grande conquista do piloto. Por um erro da escuderia, ele deixou de ganhar o título daquele ano. Pastor começou bem a temporada, com um 8° e um 3° lugares na primeira etapa, em Zolder, na Bélgica. Na segunda etapa, conquistou a sua vitória mais importante até então, ganhando, praticamente de ponta a ponta, com volta mais rápida e recorde da pista a prova no circuito de Monte Carlo, em Mônaco. A vitória inesperada obrigou o piloto a correr para conseguir emprestados sapatos e smoking para participar do jantar de gala oferecido pelo príncipe Alberto.

Com vitórias em Spa-Francorchamps e em Le mans, e mais o 3° lugar em Zolder e dois 2°, na segunda corrida de Spa e em Barcelona, o piloto colombiano poderia ter ganhado com tranquilidade o título. Mas um erro da equipe na corrida de Misano, na Itália, comprometeu a campanha do colombiano. Depois de fazer a pole, ganhar a prova de ponta a ponta e marcar a volta mais rápida, ele foi desclassificado por causa de um aro colocado ao contrário no carro. Esse 15 pontos fizeram falta. No final, Pastor, com 3 vitórias, 5 poles positions, 6 pódios e 5 voltas mais rápidas, foi o 3° colocado, com 103 pontos, apenas 9 atrás do sueco Alx Danielsson, o campeão, e 4 do espanhol Borja Garcia, o vice.

De olho na Fórmula 1, em 2007, Pastor se transferiu para a GP2, categoria criada dois anos antes por Flávio Briatore, então chefe de equipe da Renault, e mudou também de escuderia. Passou para a Trident Team, equipe italiana, propriedade de Mauricio Salvadori, que tem como sócios o cantor Eros Ramazzotti, o jogador Seedorf e o ex-piloto Máximo Sigala.

Os resultados não foram os esperados, principalmente porque problemas mecânicos o impediram de marcar pontos nas primeiras quatro corridas e uma contusão na clavícula em acidente de bicicleta o afastou das 8 corridas do campeonato, quando era o 5° colocado. Mas uma de suas participações marcou a temporada. Com uma nova vitória em Mônaco, ele se tornou o primeiro piloto a vencer duas vezes consecutivas no circuito de rua de Monte Carlo, com a pole position e de ponta a ponta. E dessa vez, precavido, ele levou o smoking. Com essa vitória, mais o 7° e o 2° lugar, na Inglaterra; o 4° e o 6°, no GP da Europa, em Nurburgring, Pastor somou 25 pontos, que lhe valeram a 11ª colocação na classificação final.

A incerteza sobre a volta às pistas depois de três meses de ausência, devido ao grave acidente, só dissipou quando se sentou no carro para os treinos da pré-temporada, no circuito de Paul Ricardi, na França. Depois de fazer testes por três equipes (iSport, Art e Piquet Sports), sendo sempre primeiro ou segundo do dia e o mais rápido de cada equipe, ele assinou contrato com a empresa do piloto brasileiro.

Os bons resultados nos treinos oficiais da pré-temporada e a pole position na primeira corrida do campeonato, em Barcelona, davam a impressão que o colombiano teria uma campanha ainda mais exitosa do que a anterior. Mas os problemas do carro começaram a aparecer ainda nessa prova e o arrastaram ao 12° lugar na classificação final. E continuaram nas três corridas seguintes e em mais três do restante da temporada. Além desses percalços devido ao carro, Pastor teve mais duas más jornadas de sua inteira responsabilidade. A primeira foi em Mônaco, onde foi de novo pole position, mas patinou na largada, foi ultrapassado por Bruno Senna e chegou em segundo, perdendo a chance de vencer a prova por três anos consecutivos. Em Silverstone, fez uma série de trapalhadas: ficou parado no grid na largada; foi punido por excesso de velocidade ao sair da pit lane e por ultrapassar com bandeira amarela e acabou se chocando com Adrian Valles e Kamui Kobayashi, no final da corrida, sendo obrigado a abandonar a pista. Mas, em contraposição, Pastor teve pelo menos dois grandes momentos durante a temporada. Na Hungria, largou das últimas posições do grid, com sucessivas voltas rápidas, mesmos com pneus desgastados, passou por vários rivais e chegou no 5° lugar. Em Spa-Francorchamps, na curva Eau-rouge, fez uma ultrapassagem arrojada sobre o belga Jerome D’Ambrósio, já considerado o vencedor, e ganhou a corrida. Nas últimas 6 provas, Pastor foi 4 vezes ao pódio e acumulou 34 pontos, que somados aos que já tinha totalizaram 60 pontos e lhe deram a 5ª colocação no campeonato de 2008.

O desempenho no final do campeonato anterior e a transferência para uma equipe mais competitiva, a ART, faziam prever uma grande temporada para Pastor, em 2010. E os primeiros resultados pareciam confirmar a expectativa. Nas oito primeiras corridas foi o único piloto a terminar na zona de pontuação e em duas delas chegou em primeiro. Conseguiu o 4° pódio consecutivo e a terceira vitória em Mônaco e ganhou a segunda etapa de Silverstone, totalizando 26 pontos e ocupando a 5ª colocação na classificação. A partir daí, porém, a temporada desandou e ele só conseguiu mais 10 pontos, com os 4°s lugares na Hungria e na Bélgica. Terminou o campeonato na 6ª colocação, com 36 pontos, que, menos mal, somados aos 100 do seu companheiro Nico Hülkenberg, campeão da temporada, ajudaram a ART a conquistar o título das equipes. Em 17 de maio, para ganhar mais experiência para a GP2, Pastor participou de uma etapa da Euroséries 3.000, no circuito de Algarves. Ganhou a primeira bateria e ficou em 10° na segunda e, com 10 pontos, foi o 10° colocado na classificação geral, entre 18 concorrentes.

Finalmente, em 2010, Pastor Maldonado consolidou a sua carreira de piloto e se credenciou a entrar para Fórmula 1, com uma desempenho excepcional durante toda a temporada. No início do ano ele tinha pensado em passar já para a categoria principal e teve vários contatos com Adrian Campos, da Campos Meta, mas não houve acordo financeiro. Pastor teria sido, também, convidado para ser piloto reserva e de testes da Stefan GP, mas esta não conseguiu vaga para disputar o campeonato e o contrato não se concretizou. Sem alternativa, o piloto colombiano continuou na GP2, indo para o Team Rapax, equipe sucessora da Piquet Sports, pela qual ele já disputara o campeonato de 2008.

Em 2010, Pastor chamou a atenção do mundo da velocidade não só por ter conquistado o título, mas principalmente pela forma como o fez. Com 6 primeiros lugares consecutivos nas corridas de sábado, bateu o recorde de vitórias numa mesma temporada, superando Nico Rosberg (2005), Lewis Hamilton (2006), Timo Glock (2007) e Nico Hülkenberg (200), que tinham cinco. Venceu em Istambul, Valência, Silverstone, Hockenheimring, Hungaroring e Spa-Francorchamps e garantiu o título a duas etapas do final do campeonato, mesmo não tendo completado três das últimas cinco corridas. Além das seis vitórias, subiu mais duas vezes ao pódio, com um 3° lugar na Espanha e um 2°, em Mônaco, e totalizou 87 pontos, 16 a mais do que o vice-campeão, o mexicano Sérgio Perez.

O campeonato da GP2 terminou no dia 14 de novembro e já na semana seguinte Pastor Maldonado fez testes num Fórmula 1, em Abu Dhabi, para a Williams e a Hispania. No dia 1° de dezembro, a Williams anunciou a sua contratação como piloto titular, no lugar de Nico Hülkenberg, para correr ao lado de Rubens Barrichello, em 2011. Na ocasião, Frank Williams disse que Pastor chamou a sua atenção pela primeira vez em 2007, “quando fez uma magistral corrida em Mônaco”.

Na estreia na Fórmula 1, no GP da Austrália, o venezuelano chegou à Q2, ficando na 15ª posição do grid, mas na corrida teve de abandonar, depois de apenas 9 voltas, por problemas na transmissão. Nas 10 corridas seguintes, os seus melhores resultados foram dois 14°s lugares, na Inglaterra e na Alemanha. Em Mônaco, sua pista preferida, foi 8° no grid, à frente de Lewis Hamilton e Sergio Perez, mas na volta 73 tocado por Lewis Hamilton, foi parar na brita da curva Sainte Devot. Ainda assim, foi classificado no 15° lugar, por ter completado 90° do percurso. Na 12ª corrida, em Spa-Francorchamps, Pastor chegou à Q2 e largaria na 16ª posição, mas foi punido com a perda de 5 posições, por prejudicar Lewis Hamilton, caindo para a 21ª.  Mas o venezuelano fez uma boa corrida de recuperação; chegou em 10° e marcou seu primeiro ponto, ocupando o 18° lugar na classificação ao se interromper o campeonato para as férias de verão.

E esse foi o único ponto conquistado por Pastor. Nas outras seis corridas, fez dois 11ºs lugares (Itália e Singapura) e dois 14ºs  (Japão e Abu Dhabi). Não completou os GPs do Japão e do Brasil, terminando no 18º lugar da classificação dos pilotos, uma posição atrás de Rubens Barrichello, seu companheiro de equipe, que fez 4 pontos e foi o 17º.

Em 2012, Pastor Maldonado continuou a correr pela Williams, tendo como companheiro um outro brasileiro, Bruno Senna. A campanha dele nessa temporada ficou marcada pela vitória no GP da Espanha, a primeira de um piloto venezuelano na F1 e alguns desempenhos excepcionais. Mas foi marcada também pelas colisões e irregularidades na pista, que o levaram à Comissão de Disciplina da FIA por algumas vezes. Tendo sofrido uma 3ª advertência sofreu punição de perda de posições e culpado por acidente com Sergio Peres foi multado em 10 mil euros. Com um total de 45 pontos, foi o 15º colocado entre os pilotos, subindo TRE sposições em relação ao campeonato anterior.

Em resumo, a trajetória de Maldonado no campeonato de 2012 foi assim:

GP da Austrália – Pastor Maldonado obteve uma boa classificação, na 8ª posição. Na curva 13, chocou-se com Romain Grosjean e o tirou da corrida. Na tentativa de ultrapassar Fernando Alonso, na disputa pelo 5º lugar, acelerou demais na entrada da curva 3 e foi de encontro ao muro, saindo da corrida na penúltima volta. Como também completou os 90º do percurso, classificou-se no 13º lugar. GP da Malásia – Maldonado largou em 11º e, assim como Bruno Senna, em 13º, perdeu várias posições na largada, mas, depois da interrupção da prova por causa da chuva, começou a recuperar terreno. O motor de Maldonado, que era 10º colocado, estourou e ele foi forçado a deixar a pista a duas voltas do final.GP da China – Em Xangai, embora não tenha chegado à Q3, largando da 13ª posição 14ª, na corrida teve bom rendimento e terminou na zona de pontuação, com o 8º lugar. GP do Bahrein – Em Sakhyr, Maldonado foi o 21º no grid. E as coisas não foram melhores na corrida. Saiu na 25ª volta, com um pneu furado. GP da Espanha – Em Barcelona, Pastor Maldonado deu um belo presente a Frank Williams, que fazia 70 anos. O venezuelano, que tinha ganhado a pole position de Fernando Alonso, por escassos 0,017, foi superado logo em seguida por Lewis Hamilton, por 0.422, mas acabou por herdar a posição do inglês, que não teve combustível para voltar ao box e por isso foi rebaixado ao 24º e último lugar do grid. Na corrida, Maldonado chegou a perder o lugar para Fernando Alonso, porém, com boa estratégia de box e boa disputa com o espanhol, voltou à liderança e ganhou a corrida. Foi a 127ª vitória da história Williams e a primeira após um jejum de quase 8 anos, desde que Juan Pablo Montoya ganhou o GP do Brasil de 2004. Para Pastor Maldonado, foram a primeira pole e a primeira vitória de um piloto venezuelano na principal categoria do automobilismo mundial. GP de Mônaco – Em Monte Carlo, Maldonado voltou a ter bom desempenho na classificação, obtendo a 9ª colocação, mas, por ter causado incidentes nos treinos, foi punido com perda de 10 posições e por ter trocado a caixa de câmbio perdeu mais 5, largando do 24º e último lugar. E a corrida acabou logo na primeira curva, num choque com Pedro de la Rosa. GP do Canadá – No final da Q2, Maldonado foi de encontro ao famoso Muro dos Campeões. Foi o 17º classificado, mas voltou a perder 5 posições por troca de câmbio; largou em 22º. Na metade da corrida, chegou a estar em 10º, mas depois do pit stop caiu para 17º e terminou em 13º. GP da Europa – Em Valência, o piloto venezuelano conquistou a 3ª posição no grid, atrás de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. Manteve um bom ritmo de corrida, chegou a disputar um pódio, mas, numa manobra desastrada, tirou Hamilton da corrida, recebeu punição de tempo e acabou em 12º. GP da Inglaterra – Maldonado, que largou da 7ª posição, depois de uma colisão com Sergio Peres, ao tentar ultrapassá-lo, terminou em 16º. Por ter provocado o incidente com Peres, Maldonado foi multado em 10 mil euros. GP da Alemanha – Pastor Maldonado, que tinha conquistado um promissor 6º lugar na classificação, por causa de problemas no assoalho do carro, perdeu ritmo e completou a prova em 15º. GP da Hungria – Em 8º no grid, Maldonado largou mal, sofreu um drive-through e chegou em 13º.  GP da Bélgica – Maldonado tinha sido 3º no grid, mas foi punido com a perda de 3 posições, por ter prejudicado Nico Hülkenberg na Q1, e caiu para 6º. Na corrida, queimou a largada, saindo antes de as luzes se apagarem; envolveu-se numa colisão com mais quatro pilotos, o que lhe valeu a perda de 10 posições na corrida seguinte e, por causa dos danos no carro teve de abandonar na 5ª volta. GP da Itália – Na Itália, o carro da Williams se mostra mais consistente e os dois pilotos ganharam várias posições durante a corrida. Maldonado, que apesar da 12ª posição conquistada na classificação teve de largar da 22ª, esteve perto de alcançar a zona de pontuação, terminando em 11º. GP de Cingapura – No circuito de Marina Bay, mais uma vez, Maldonado vê frustrada a sua expectativa de subir ao pódio. Saiu na 2ª posição do grid, logo atrás de Lewis Hamilton, e durante a corrida chegou a estar em 3º lugar, mas na volta 36 um problema hidráulico o forçou a abandonar a pista. GP do Japão – Em Suzuka, Maldonado ganhou duas posições no grid, devido a punições aplicadas a Nico Hülkenberg e Michael Schumacher e subiu da 14ª para a 12ª posição. O venezuelano tirou partido da promoção e, com um ritmo constante, superou as dificuldades para chegar em 8º. Esses 4 pontos foram os primeiros conquistados por Pastor Maldonado desde a vitória no GP da Espanha, quase cinco meses antes. GP da Coreia – Maldonado não passou da Q2, largando em 15º e na corrida, não teve nenhum progresso; 14º. GP da India – Mais uma vez, Maldonado não pode usufruir da boa posição conseguida na classificação. Foi o mais rápido na Q1; fez o 4º tempo na Q2, caiu na Q3 e só obteve a 9ª posição porque Nico Rosberg desistiu de fazer sua última volta lançada. Na corrida, manteve um ritmo consistente, mas um furo no pneu, resultante de um choque com Kamui Kobayashi, comprometeu sua performance e ele acabou em 16º. GP de Abu Dhabi – No circuito de Yas Marina, Maldonado foi o 4º na Q3; ganhou mais uma posição, por causa de punição a Sebastian Vettel e brigava pela liderança quando ficou sem o KERS e teve de se contentar com o 5º lugar. GP dos Estados Unidos – Em Austin, Maldonado foi o 9º repetindo o resultado da classificação, quando foi também o 9º. No início, Maldonado perdeu várias posições, mas conseguiu se recuperar e na última volta faltou tempo para que tomasse a 8ª colocação de Nico Hülkenberg. GP do Brasil – A corrida de Interlagos durou pouco para o piloto da Williams, que tinha sido o 6º na classificação, mas largava da 16ª posição, por ter sofrido a terceira punição no campeonato. Logo na largada se envolveu numa batida múltipla, ainda tentou continuar, mas não chegou completar a primeira volta.

Para 2013, a Williams trocou o brasileiro Bruno Senna pelo finlandês Valtteri Bottas, mas manteve o venezuelano e os petrodólares da PDVSA.

Os números de Pastor Maldonado no campeonato de 2013 foram bastante inferiores aos de 2012. Nas 19 corridas, fez apenas 1 ponto, com o 10º lugar na Hungria, e, na classificação dos pilotos ficou bem abaixo da posição do ano anterior, quando foi o 15º colocado, Com o 18º lugar, perdeu até para o companheiro estreante, Valtteri Bottas, que, com surpreendente 8º lugar no GP dos Estados Unidos, terminou na 17ª colocação.  Desde o início da temporada, o piloto atribuiu os maus resultados à precariedade do FW35, o carro da Williams.

Já no GP da Austrália, em entrevista ao site da revista Autosport reclamava: “Acho que nós voltamos à condição em que o time estava dois anos atrás. Precisamos trabalhar duro para resolver os problemas. Não é possível guiar o carro no momento e precisamos trabalhar”.  E repetiu as críticas depois de 14 corridas, nas quais obteve apenas 1 ponto: “Eu realmente preciso de um bom carro para me divertir, e neste ano não estou me divertindo. Estou vivendo um momento ruim e preciso de motivação para seguir fazendo meu melhor. Quero algo mais, estou aqui por algo mais. Eu não quero apenas estar na Fórmula 1, para ser honesto. É melhor ficar em casa, se for para ser assim.”Apesar das reclamações e da evidente decepção, Maldonado considerou a de 2013 sua melhor temporada na F1. Disse ter aprendido com os erros, tornando-se um piloto melhor: “Pensando nos resultados e na experiência que tive nos últimos três anos, acredito que esse foi o meu melhor ano, apesar de os resultados não terem aparecido”.

Os resultados (grid/chegada) de Maldonado na temporada foram os seguintes: Austrália, 17º/ NC; Malásia, 16º/NC; China, 14º/14º; Bahrein, 17º/11º; Espanha, 17º/14º; Mônaco, 16º/NC; Canadá, 13º/16º; Inglaterra, 15º/11º; Alemanha, 18º/15º; Hungria, 15º/10º; Bélgica, 17º/17º; Itália, 14º/14º; Cingapura, 18º/11º; Coreia, 18º/13º; Japão, 15º/16º; India, 18º/12º; Abu Dhabi, 14º/11º; Estados Unidos, 17º/17º; Brasil, 16º/16º.

A trajetória do piloto venezuelano na temporada foi assim:

Austrália – Em 17º no grid, na 25ª volta, o venezuelano perdeu o controle do FW35 na entrada da curva 1, rodou e ficou na brita. Malásia – Chegou à Q2, saiu em 16º e a corrida dele durou um pouco mais: ficou na pista até a 45ª volta, quando foi obrigado a abandonar, por falha do KERS.China – Com desempenho conservador, sem confiança no carro, Maldonado largou e chegou em 14º. Bahrein – Pela primeira vez esteve perto de pontuar; largou em 17º, fez uma corrida agressiva e chegou em 11º, a pouco mais e 14 segundos do 10º colocado, Jenson Button. Espanha – De novo, Maldonado evoluiu na corrida, mas um drive-through por excesso de velocidade na pit lane comprometeu o resultado; saiu em 17º e chegou em 14º. Mônaco – Tocado pouco antes da curva da Tabacaria por Max Chilton, na volta 44, Maldonado saiu da pista, bateu forte e destruiu a barreira de proteção, provocando bandeira vermelha e interrupção da corrida. Voltou a pé para os boxes. Mais tarde, Chilton pediu desculpas. Canadá – Com a pista molhada, no final do treino livre, Maldonado voltou a bater no Muro dos Campeões. Na corrida, bateu em Adrian Sutil, sofrendo mais um drive-through e depois de três paradas, caiu do 13º lugar do grid para o 16º no final da prova. Inglaterra – Outra vez o venezuelano beirou a zona de pontuação. Saiu em 15º e, novamente, esteve perto de marcar o primeiro ponto. Mas na relargada da corrida, estava mal posicionado, foi tocado por Nico Hulkenberg e perdeu duas posições. Só teve condições para recuperar terreno e chegar em 11º, a 1s426 de Hulkenberg. Alemanha – No 600º GP da Williams, Maldonado saiu em 18º, chegou a correr em 8º, mas prejudicado pela demora na troca de pneus, acabou em 15º. No sábado de manhã, o carro de Maldonado teve um principio de incêndio, por falha no sistema KERS, logo abafado pela equipe e pelos bombeiros, e foi recuperado a tempo de o piloto participar da etapa de classificação. Hungria – Na 10ª corrida da temporada, finalmente, o piloto venezuelano obteve o tão buscado ponto no campeonato. Em Hungaroring, 15º no grid, fez uma boa largada e ainda na primeira volta passou por Adrian Sutil, Jean-Éric Vergne e Nico Hulkenberg, para assumir a 11ª.  Depois de perder e ganhar posições, estava de novo no 11º lugar, quando, a seis volta do final, Nico Rosberg, que era o 8º, deixou a pista e a 10ª colocação caiu no colo dele. Bélgica – Numa disputa de posição, que envolvia também Adrian Sutil e Esteban Gutierrez, Maldonado bateu e arrancou uma roda de Paul di Resta e o tirou da corrida. Antes de voltar ao box para trocar a asa dianteira, sofreu punição de stop&go e cruzou a linha de chegada no mesmo 17º lugar de onde tinha largado. Itália – Em Monza, Maldonado teve um grande incentivo para buscar um bom resultado na corrida. Uma hora antes da prova, recebeu a notícia do nascimento, em Maracay, na Venezuela, de Victória, a primeira filha, a primeira neta, a primeira sobrinha da família. Porém, sem se envolver em nenhum incidente nem fazer uma grande corrida, Maldonado passou praticamente ignorado pelo público e pela TV. Perdeu algumas posições na largada e com o carro sem bom ritmo, não conseguiu recuperar o terreno perdido. Largou e chegou em 14º. Cingapura – Mais uma vez, Maldonado esteve perto de pontuar. Saiu em 18º, ganhou duas posições na largada e com boa administração dos pneus avançou nas últimas voltas e terminou em 11º, a 3s791 de Adrian Sutil. Coreia – Com novas peças, o carro de Maldonado teve desempenho melhor em Yeongam. Na primeira volta, o venezuelano foi beneficiado por um incidente provocado por rodada de Felipe Massa e subiu do 18º para o 9º lugar. Numa prova cheia de incidentes, em que até um jipe do corpo de bombeiros entrou na pista, com a prova em andamento, para apagar principio de incêndio no carro de Mark Webber, Maldonado não conseguiu se manter entre os top10. Com a quebra de ritmo provocado pelas entradas do carro de segurança, cruzou a linha em 13º. Japão – No primeiro dia de treinos livres em Suzuka, Maldonado parou na pista, sem uma das rodas, que se soltou quando ele fazia a sua 3ª volta. Pela falha, a Williams foi multada em 60 mil euros. Na corrida, o piloto venezuelano só apareceu para o público presente no autódromo (a TV não mostrou) na última volta, quando ultrapassou o companheiro de equipe para chegar no 16º lugar. O piloto disse que foi divertido passar por Valtteri Bottas, mas a brincadeira azedou o clima dentro da equipe. Até porque Maldonado voltou a fazer critica indireta à equipe, dizendo que a estratégia de corrida foi errada e que ele e Bottas tiraram “100% do que o carro tinha a oferecer”. India – A Williams repetiu a falha de duas semanas antes, no Japão. Uma das porcas da roda dianteira direita do carro de Maldonado não foi prendida corretamente e se soltou na pista. O pneu esvaziou, travou e o venezuelano não conseguiu retornar aos boxes. Pela reincidência, a Williams foi multada de novo em 60 mil euros. Na corrida, burocraticamente, o venezuelano passou da 18º para o 12º, na mesma volta de Sebastian Vettel, que venceu e carimbou o tetracampeonato. Abu Dhabi – De novo, Maldonado esteve perto da pontuação. Largou em 14º e chegou em 11º, a 2s732 de Adrian Sutil. Com novo pacote aerodinâmico, o piloto disse sentir o carro mais consistente e em condições de chegar à zona de pontuação. Isso só não aconteceu porque a equipe demorou demais no segundo pit stop e na volta ele encontrou muito tráfico, não conseguindo evoluir. Contentou-se com a esperança, pelo rendimento do carro, de uma boa performance na corrida seguinte. Estados Unidos – O fim de semana em Austin marcou definitivamente o rompimento de Maldonado com a Williams. Insatisfeito por ter ficado fora da Q2, o piloto reclamou do carro e, nas entrelinhas, sugeriu que estava sendo boicotado pela equipe. No dia seguinte à corrida, ele baixou o tom e atribuiu as críticas ao estresse causado pelos seus últimos resultados. Em 17º no grid, ainda na primeira volta, Maldonado atingiu o carro de Adrian Sutil, tirando-o da prova. Na volta 8, recebeu bandeira preta e laranja, indicação de que deveria ir para o box, trocar a asa dianteira, avariada no choque. Voltou no fim do pelotão e, nas circunstâncias, não poderia esperar resultado melhor do que o mesmo 17º da largada. Brasil – Em corrida sem nenhum realce, sem ser notado, Maldonado não conseguiu passar ninguém.  Em 14º no grid, foi ultrapassado por Jean-Éric Vergne (15º) e Valtteri Bottas (16º) e, no mesmo 14° lugar, só chegou à frente dos que tinham largado atrás dele.

Em 29 de novembro de 2013, confirmando informações que circulavam desde outubro, a Lotus anunciou a contratação de Pastor Maldonado para ser parceiro de Romain Grosjean e ter como engenheiro Mark Slade, que foi projetista da Kimi Raikkonen, na temporada de 2014.

Nova equipe, o mesmo Pastor Maldonado. Como nos anos anteriores, ele teve a temporada marcada por incidentes na pista, choques, irregularidades, punições. No GP da Malásia, se chocou com Jules Bianchi, na primeira volta, porém o punido foi o piloto francês,. No GP do Bahrein, colidiu com Esteban Gutierrez, ao sair do pit stop, fazendo o carro do mexicano rodar. Foi punido com stop&go de 10 segundos, três pontos na carteira e perda de 5 posições na corrida seguinte, na China. No GP da Espanha, foi de encontro ao muro na classificação e na corrida provocou colisão ao tentar passar Marcus Ericsson, sofrendo stop&go de 5 segundos e mais um ponto de punição. No GP da Inglaterra, em Silverstone, bateu de novo em Esteban Gutierrez, girou no ar, mas conseguiu continuar na corrida. No GP da Hungria, perdeu o controle do caro na ida para o grid e depois se chocou com Jules Bianchi. No GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, saiu da pista e, com duas rodas na grama, perdeu o controle do carro e foi de encontro ao guard rail, tendo de passar pelo centro médico do circuito. No GP de Cingapura, na segunda sessão de treinos livres, na saída da curva, bateu com força na parede de proteção. No GP dos Estados Unidos, recebeu duas multas por excesso de velocidade, atrás do safety car e na pit lane, porém conseguiu chegar em 9º e fazer os únicos dois pontos dele no campeonato. A série de contratempos e trapalhadas se completou no GP de Abu Dhabi, na última corrida, mas dessa vez a culpa não foi dele. Na 29ª das 55 voltas, o motor estourou, o carro pegou fogo e ele teve de abandonar a pista pela 5ª vez no ano.

Na primeira prova, na Austrália, Maldonado fez um tempo 107% superior ao do pole position, mas foi autorizado a correr, largando da última posição, e abandonou depois de 29 das 57 voltas, por falha da unidade de potência.Na Malásia, depois da batida com Bianchi, teve, novamente, problema na unidade de potência e deixou a pista na 7ª das 56 voltas. No Bahrein, depois de provocar a saída de Gutierrez, pode continuar na pista e terminou em 14º, entre os 17 pilotos que completaram o percurso de 308, 238 km e 56 voltas. Na China, onde já deveria cumprir penalidade de perda de cinco posições, acabou largando do último lugar por ter, de novo,superado os 107% do tempo do pole position Lewis Hamilton. Mesmo assim, fez uma corrida regular e foi, outra vez o 14º, entre os 19 que cruzaram a linha de chegada. Na Espanha, quase um replay. Outra vez Maldonado não conseguiu tempo para classificação, mas foi autorizado a correr, largou do final do grid e chegou em 15º, mesmo depois de cumprir stop&go, pela batida em Marcus Ericsson.

Em Mônaco, onde passou bem pela Q1 e conquistou a 15ª posição do grid, a corrida de Maldonado não durou nem uma volta, por problema na bomba de combustível. No Canadá, depois de ter sido o penúltimo na primeira sessão de classificação, mais uma vez, a unidade de potência obrigou Maldonado a abandonar.Ele deixou a pista depois de 21 das 70 voltas do percurso. O piloto venezuelano foi para a Áustria lembrando que na última corrida no circuito de Spielberg tinha ido ao pódio e que as características da pista favoreciam os carros da Lotus. E ele não se frustrou. Ali, obteve o seu melhor resultado até então, o 12º lugar, depois de ter largado da 14ª posição. Só reclamou do pacote aerodinâmico, pois o carro perdia tempo nas curvas de baixa velocidade.

Na Inglaterra, Maldonado foi excluído da classificação, por não ter combustível para voltar ao box, e largou da última posição. Foi jogado fora da pista por Esteban Gutierrez e continuou na prova até ficar sem o exaustor, na 49º das 52 voltas. Como completou mais de 90% do percurso, se classificou no 17º e último lugar. Na Alemanha, Maldonado tinha planejado fazer três paradas, mas, segundo ele mesmo informou, a temperatura mais baixa favoreceu a administração dos pneus e ele fez só duas, repetindo o 12º lugar que tinha obtido na Áustria.Na Hungria, de novo, Maldonado fez tempo 107% acima do pole e teve que largar da última posição, atrás de Lewis Hamilton, que também não marcou tempo, mas na corrida surpreendeu, subindo aos 13º lugar. Depois da prova, ele reclamou da falta de aderência, do piso escorregadio e a falta de potência máxima do carro, Mas comemorou ter completado as 70 voltas. Na Bélgica, como já vimos, o venezuelano não completou nem uma volta; no meio da primeira, saiu da pista e foi de encontro ao muro.

Na Itália, Maldonado fez uma boa largada, ultrapassou as duas Sauber, mas não conseguiu alcançar a Toro Rosso. Como sempre, ele, que largou em 17º e chegou em 14º, festejou o fato de ter completado a corrida. Em Cingapura, para manter a tradição, Maldonado saiu da pista e bateu no segundo treino livre, na sexta-feira. Na corrida, saiu da18ª posição e chegou em 12º, com uma parada a mais do que os outros concorrentes e apesar do desgaste do pneus nas últimas dez voltas.No Japão, o venezuelano foi para a classificação já com a perda de 10 posições no grid, por ter trocado o sexto motor, foi o último do grid e, sido o 17º na Q2, ainda ficou devendo 5 posições para a corrida seguinte. No GP que ficou marcado pelo acidente com Jules Bianchi, ganhou 7 posições e terminou no 16º lugar. Na Rússia, Além de ter de pagar a punição de perda de mais 5 posições, caindo para a 20ª, Maldonado ainda pagou por um erro de estratégia da equipe na escolha dos compostos. Segundo Alan Permane, diretor da equipe, quando perceberam o erro, já estavam na metade da corrida e já era tarde. Nos Estados Unidos, Pastor Maldonado fez a sua melhor corrida e conquistou os únicos dois pontos da temporada. Favorecido pela ausência dos carros da Marussia e da Caterham e pelo fracasso na classificação de pilotos que geralmente saem à sua frente, como Sebastian Vettel, Nico Hulkenberg e Daniil Kvyat, foi o 11º do grid e com boa estratégia e um carro veloz, cruzou a linha em 9º lugar, mesmo depois de ter sido punido duas vezes por excesso de velocidade atrás do safety car e na pit lane.No Brasil, foi o último do grid, entre os 18 concorrentes e acabou fazendo uma boa corrida de recuperação. Apesar do desgaste dos pneus, que o obrigou a mudar a estratégia de duas para três paradas, chegou a ameaçar Valtteri Botas e terminou no 12º lugar. Em Abu Dhabi, como já vimos, foi vítima do estouro do motor e principio de incêndio no carro e abandonou a corrida na 26ª das 55 voltas.

Em resumo, na temporada, Pastor Maldonado obteve um 2º lugar (Estados Unidos); quatro 12ºs lugares (Áustria, Alemanha, Cingapura e Brasil); um 13º (Hungria); três 14ºs (Bahrein, China e Itália); um 16º (Japão); um 17º (Inglaterra) e um 18º (Rússia). Ele abandonou 6 corridas (Áustria, Malásia, Mônaco, Canadá, Bélgica e Abu Dhabi). Com apenas 2 pontos, foi o 16º colocado entre os 24 pilotos que participaram do campeonato.

Garantido pelo patrocínio da PDVSA, a estatal petrolífera da Venezuela, Pastor Maldonado foi o primeiro piloto a ter seu contrato renovado para a temporada de 2015. No dia 19 de julho, a Lotus fez o anúncio oficial da contratação, embora àquela altura ele estivesse na 19ª colocação entre os pilotos, sem nenhum ponto marcado e bem atrás do companheiro de equipe, Romain Grosjean, que era o 14º.

O ano já começou mal para Pastor, que não pode participar dos testes da pré-temporada, na Catalunha, devido a problemas nos freios do carro. Na prova de abertura do campeonato, na Austrália, o carro dele foi atingido por trás, na segunda curva da primeira volta, por Felipe Nasr, depois de ele ter ultrapassado três carros, ocupando a 6ª posição. Na Malásia, o carro teve um pneu furado, depois de ser atingido por Valtteri Bottas.  Depois, por excesso de velocidade atrás do safety car, foi punido com três pontos na Super Licença, totalizando 8, com os 5 do ano anterior. Na China, Maldonado teve um problema de freio que o fez sair da pista, quando ia para os boxes, e precisou de ajuda dos ficais, para voltar. Na volta 40, foi atingido por Jenson Button na área de frenagem e teve de abandonar a corrida.  No Bahrein, colocou o seu carro no lugar errado do grid e sofreu penalidade de tempo, Na primeira volta, foi atingido por Max Verstappen e mais tarde também por Felipe Massa, danificando o seu piso. Após a corrida, Maldonado admitiu que tinha reputação de “batedor” porque assumia mais riscos quando ele se aproximava dos limites.  Na Espanha, o venezuelano envolveu-se novamente em incidente, e teve danos na asa traseira, ao ser atingido pelo companheiro de equipe Romain Grosjean, que voltava à pista, depois de perder um ponto de frenagem. Após o choque, ele continuou em 7º lugar, mas ao fazer o pit stop a equipe considerou que, devido aos danos, ele deveria deixar a corrida. Em Mônaco, Maldonado não pode aproveitar a sua melhor colocação no grid, a 8ª posição, e, após uma colisão com Max Verstappen, na 6ª volta, e problemas nos freios, voltou a abandonar a pista. Depois de dois 7ºs lugares, no Canadá e na Áustria,  na Inglaterra voltou a ser atingido pelo companheiro Grosjean, logo na primeira volta e os dois tiveram que deixar a corrida. Na Hungria, o vilão da vez foi Sergio Perez. Este tentou ultrapassar Maldonado pelo lado de fora da curva, o venezuelano não deu espaço e os dois colidiram, fazendo Perez rodar. Maldonado foi posteriormente punido por ser considerado culpado pelo incidente e também recebeu, como vários outros pilotos, punição por excesso de velocidade na pit lane e por ultrapassar  um carro da Manor em condições de safety car. Na primeira sessão de treino em Spa-Francorchamps, na Bélgica, Maldonado foi de encontro às barreiras, o que fez a Lotus entregar a Grosjean a única nova asa dianteira que tinha levado para a corrida, Na segunda volta da prova, Maldonado estava em 7º lugar, quando saiu da pista, bateu no meio fio, quebrou uma válvula de controle da embreagem e foi forçado a abandonar. Na corrida seguinte, em Itália, Maldonado tentou evitar a confusão na primeira chicane, mas bateu em Hülkenberg, danificando a suspensão e, mais uma vez sendo forçado a sair da corrida. Em Cingapura, ele saiu da pista e, quando voltou, colidiu com Jenson Button, danificando o difusor do seu carro. Surpreendentemente, mesmo após todos esses incidentes, o dinheiro da PDVSA deve ter falado mais alto e a Lotus anunciou a renovação do contrato de Maldonado para 2016.  No Japão, o venezuelano, certamente entusiasmado com o novo contrato, não saiu entre os 10 primeiros, mas na largada pulou do 11º para o 7º lugar. No entanto, no primeiro pit stop, foi ultrapassado por Hülkenberg e caiu para o 8º lugar, onde terminou a corrida.

Na Rússia, Maldonado começou na 14ª posição, mas ganhou seis posições, para terminar em 8º, porém acabou em 7º, devido a punição aplicada a Raikkonen, que provocou um acidente na última volta. Nos Estados Unidos, ele começou em 13º, mas, para evitar um choque na primeira curva, caiu para 18º. Apesar disso, voltou à disputa por pontos, por causa do alto desgaste dos pneus dos adversários e das duas entradas do safety car, quando alcançou os carros da frente, e terminou em 8º. No México, Maldonado fez uma boa largada, mas perdeu tempo no primeiro pit stop e no final, embora estivesse alguns segundos mais rápido, não conseguiu ultrapassar o companheiro Grosjean, que terminou em 10º, enquanto a ele restou a posição seguinte. No Brasil, Maldonado usou  uma estratégia de pneus diferente. Começou com compostos mais lentos, que impediram competir com os macios dos demais; passou para os macios no período intermediário, quando ganhou algumas posições,  e, no final, usou compostos duros, com os quais teve dificuldades para se defender dos que estavam com pneus macios mais novos, mas manteve  o 10º lugar. E isso, apesar da punição de 5 segundos por ter tocado em Marcus Ericsson. Em Abu Dhabi, foi com Alonso. Maldonado colidiu com o espanhol e encerrou sua temporada de 2015 já na largada.

Pastor Maldonado terminou o campeonato no 14º lugar, com 27 pontos, contra 51 do parceiro Romain Grosjean, que também o superou com folga nas classificações: 10 a 6.

Depois do campeonato, falou-se que o venezuelano continuaria com a Renault, que comprou a Lotus, mas no dia 1º de Fevereiro de 2016, depois de várias negociações, ele anunciou o abandono da carreira na F1:

“Hoje, com a maior humildade, informo que eu não vou estar presente no grid de largada da Fórmula 1 para a temporada de 2016. Obrigado por todas as suas mensagens de apoio, paixão e preocupação com o meu futuro. Sinto-me muito honrado com o apoio de todos vocês e orgulhoso do meu desempenho profissional. Eu afirmo o meu sentimento de gratidão a Deus, a minha família, meus patrocinadores, aos meus amigos, meus fãs e todos aqueles que ajudaram a realizar este sonho de ser capaz de representar a Venezuela no auge do automobilismo. Até logo! “.

A carreira de Maldonado na F1 foi recheada de incidentes, mas nem sempre por culpa dele. Segundo disse Lívio Oricchio, ele teve o azar de “estar sempre no lugar errado, na hora errada”.