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Olivier Panis

Perfil

Nome Denis Olivier Panis
País França
Nascimento: 02 de setembro de 1966
Local: Lyon
Altura: 1,73
Peso: 76 kg
Residência Grenoble
Estado civil: Casado com Anne
Filhos 3 (Aurélien,  Caroline e Lauren)
Preferências: Música (Celine Dion, Barry White, gospel); patê de óleo de oliva e parmesão; Coca-Cola
Hobbies: Kart, esqui, Ciclismo, tênis, esportes aquáticos
Web site: www.olivier-panis.com

Desempenho

 Estréia na F1  27 de março de 1994, no GP do Brasil
Equipes Ligier  (94-96), Prost (97-99), McLaren (00), BAR(01-02), Toyota (03-04)
GPs: 141
Vitórias: 1
Pódios 5
Poles: 0
Pontos: 70
Abandonos 54

Carreira

2005

Piloto de testes da Toyota

2004

14º, com 6 pontos (Toyota)

2003

15º, com 6 pontos (Toyota)

2002

14º, com 3 pontos (BAR)

2001

14º, com 5 pontos (BAR)

2000

3º piloto da McLaren

1999

15º, com 2 pontos (Prost)

1998

18º. Nenhum ponto do campeonato (Prost)

1997

9º, com 16 pontos e 2 pódios  (Prost)

1996

9º, com 13 pontos e 1 vitória, em Mônaco (Ligier)

1995

8º, com 16 pontos e 1 pódio (Ligier),

1994

Estréia na F1. 11º, 9 pontos e 1 pódio (Ligier)

1993

Campeão da Formula 3000 , com 3 vitórias

1992

10º, com  2 pódios, no ano de estréia na Formula 3000.

1991

2º  na Fórmula 3 francesa, com 5, o maior número de vitórias do campeonato

1990

4º na Fórmula 3 francesas, com 4 pódios

1989

Campeão da Fórmula Renault francesa, com 5 vitórias

1988

4º na Formula Renault da França, com 5 pódios

1987

Ganhador do prêmio Volant Elf, na Escola de Pilotos Winfield, em Paul Ricard

1981/87

Kart

História

Pode-se dizer que Olivier Panis, francês de Lyon, nascido em 2 de setembro de 60, demorou muito tempo até chegar a dirigir verdadeiros carros de corrida. Ele passou sete anos, de 81 a 87, acelerando karts, até descolar uma chance de participar do famoso programa Volant Elf _que revelou, entre outros, ninguém menos do que Alain Prost, o maior vencedor de GPs da história da F-1. Foi só em 88 que Panis largou os carrinhos sem câmbio e embreagem para ser campeão do Volante Elf, em Paul Ricard. Daí em diante,  sua ascensão foi muito rápida.

Em 89, disputou o Campeonato Francês de Fórmula Renault e ganhou cinco corridas, a primeira delas em Nogaro. Em 90, já na Fórmula 3 de seu país, terminou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, na mesma categoria, obteve cinco vitórias. Foi o bastante para a Apomatox, uma equipe francesa de F-3.000, levá-lo para disputar o campeonato imediatamente inferior à F-1.

Panis foi o décimo colocado em 92, mas na temporada de 93, pela DAMS, ganhou três etapas; manteve a regularidade na segunda metade do ano e ganhou o título. Com o apoio decisivo da Elf e da Renault, Olivier foi para a Ligier,  em 94, e, logo no primeiro ano de F-1, terminou o campeonato em 11º, com nove pontos. Seu melhor resultado foi um surpreendente segundo lugar no GP da Alemanha em Hockenheim. Além dessa prova, pontuou também em Budapeste (sexto) e Adelaide (quinto).

Visto como possível sucessor de Prost, Panis permaneceu na Ligier em 95, apesar da saída da Renault da equipe. Se perdeu um grande motor, o time, em compensação, ganhou um novo dono: Flavio Briatore, diretor da Benetton. O italiano decidiu manter Panis, a quem considerava, na época,  um dos melhores entre os jovens que estavam chegando à F-1, e conseguiu o fornecimento de motores da Mugen-Honda.

O chassi da Ligier, em 95, foi uma cópia dos utilizados pela Benetton. Com um bom piloto como Panis para conduzir os carros azuis, o resultado não poderia ser outro: o time terminou o Mundial de Construtores em quinto lugar, atrás apenas das quatro “grandes”, Benetton, Williams, Ferrari e McLaren. e à frente das badaladas Jordan e Sauber. Dos 24 pontos marcados pela Ligier em 95, Panis foi responsável por 16. Os demais foram obtidos por Martin Brundle (sete) e Aguri Suzuki (um). O francês ficou em oitavo no Mundial de Pilotos, apenas um ponto atrás de Mika Hakkinen, da McLaren.

À sua frente, Panis só teve pilotos dos times de ponta. Seu melhor resultado foi outro segundo lugar, desta vez em Adelaide, na última corrida do ano. O pódio foi conseguido de maneira heróica. A quatro voltas do final o motor de seu carro começou a “fumar”, numa situação em que a maioria dos pilotos abandonaria a prova para evitar o estouro do propulsor. Panis manteve-se na pista, no entanto, e conseguiu se defender do ataque de Gianni Morbidelli, o terceiro colocado. Depois da corrida, brincou que o italiano só faria a ultrapassagem se passasse sobre seu cadáver.

Seu grande momento na Fórmula 1 foi no GP de Mônaco de 96. Na corrida dos sobreviventes, Olivier Panis obteve sua primeira e única vitória da carreira. Soube se manter na pista sem errar e foi premiado com um improvável sucesso: a sua equipe Ligier não vencia uma prova há 15 anos! Terminou o campeonato com 13 pontos, em nono lugar. Em 97, Alain Prost comprou a escuderia francesa e a batizou com seu nome. Finalmente, Panis iria correr com seu maior ídolo. Começou a temporada de forma brilhante: 5º na Austrália; 3º, no Brasil; quebrou na Argentina; 8º, em San Marino; 4º, em Mônaco e um brilhante 2º lugar na Espanha.

A essa altura, o francês era terceiro no campeonato, atrás apenas de Villeneuve e Schumacher, e confirmava ser um piloto de grande futuro. Tudo se esvaiu na 52ª volta do GP do Canadá. O carro saiu de frente em uma curva de alta, bateu num muro, abrindo o cockpit e ricocheteando, terminando numa barreira de pneus. Panis fraturou as duas pernas e ficou três meses e meio de molho. Nunca mais conseguiu ser rápido como era. O piloto ainda somou mais um sexto lugar no seu retorno, no GP de Luxemburgo, mas entrou num inferno astral a partir daí.

Panis passou 98 sem marcar um só pontinho, sendo uma das maiores decepções da temporada. No ano seguinte, só conseguiu dois sextos lugares. Foi dispensado por Alain Prost; ficou sem emprego e só conseguiu um lugar de piloto de testes na McLaren. De qualquer forma, fez uma boa despedida dessa primeira fase de sua carreira: largou em sexto no GP do Japão e pulou para terceiro logo na largada, deixando para trás a McLaren de David Coulthard e a Ferrari de Eddie Irvine. Infelizmente, um alternador quebrado tirou suas chances de subir ao pódio.

Em 2.000, Panis foi piloto de testes da McLaren, à espera de uma nova oportunidade de correr para valer na Fórmula 1. E a chance apareceu com o convite da BAR para fazer dupla com Jacques Villeneuve, no campeonato de 2001. Os dois tiveram desempenhos discretos. Panis fez apenas cinco pontos e foi 14º; a BAR terminou o campeonato em sexto lugar.  Em 2002,  a situação não foi diferente. No final do campeonato, Panis era de novo o 14º e  tinha  conseguido apenas 3 pontos.

Em busca de melhores condições e atrás de suas esperanças, no fim da temporada, o piloto francês aceitou um contrato de dois anos (2003/2004) com a Toyota, para correr ao lado do brasileiro Christiano da Matta. O primeiro ano da nova equipe não foi nada animador. Panis não terminou nove de sete provas, sete delas por problemas mecânicos. Terminou o campeonato em 15º lugar, com 6 pontos, resultado de um 5º lugar na Alemanha e dois 8ºs, no Canadá e na França. Em 2004, só abandonou três corridas, e em três das restantes chegou na zonas de pontuação: dois oitavos e um quinto lugares. Foi o 14° entre os pilotos, com 6 pontos.

No final da temporada de 2004, Olivier Panis deixou de ser titular e passou a piloto de testes da Toyota, tendo deixado definitivamente as pistas em 2006.