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Niki Lauda

Nome

Andreas Nikolaus Lauda

Nascimento

22 de fevereiro de 1949

Local

Viena – Áustria

Equipes

March, BRM, Ferrari, Brabham, McLaren

Largadas

171

Estreia na F1

GP da Austria de 1971

1ª vitória

GP da Espanha de 1974

Última vitória

GP da Holanda e 1985

Última corrida

GP da Áustralia de 1985

Pontos

420,5

Títulos

3 (1975, 1977, 1984)

Vítorias

25

Pódios

54

Poles

24

1ª fila

31

Voltas+rápidas

24

2ºs lugares

20

3º lugaress

9

4º lugares

7

5ºs lugares

7

6º lugares

5

Voltas na liderança

1620

Kms na liderança

7188

Não qualificado

1

Acidentes

18

Andreas-Nikolaus Lauda nasceu em Viena, capital da Áustria, a 22 de fevereiro de 1949, e teve uma ascensão meteórica no automobilismo. Em apenas quatro anos, saiu dos carros da categoria Turismo para os bólidos da Formula 1.

Filho de uma família abastada, Niki Lauda começou a correr em 1968, escondido dos pais. Desde cedo, já mostrava um estilo arrojado de guiar, característica que o tornou o grande destaque das corridas de Formula Vê, no dificilimo circuito de Nürburgring, na Alemanha. Correu de F3, F2 até estrear na F1, no dia 15 de agosto de 1971, no Grande Prêmio da Áustria. A decepção pela quebra da March, na vigésima-primeira volta, foi compensada pela conquista da vaga de piloto oficial da equipe para o Mundial de 1972.

Para adquirir maior experiência, Niki Lauda disputou no mesmo ano o Campeonato Europeu de Formula 2. Na F1, o austríaco não conseguiu marcar nenhum ponto e na F2 terminou a temporada em quinto lugar. Em 1973, uma mudança de equipe e o encontro com o suiço Clay Regazzoni iriam determinar o futuro de Lauda na Formula 1. Como segundo piloto da BRM (o primeiro era Regazzoni), Lauda marcou seus primeiros pontos em um campeonato da categoria. Foram apenas dois, é verdade,  mas, suas atuações fizeram com  que Clay Regazzoni, de volta à Ferrari em 1974, indicasse o companheiro da BRM para a escuderia italiana. Foi na mais tradicional equipe da F1 que Niki Lauda acelerou rumo ao sucesso.

Em seu primeiro ano na Ferrari, venceu dois GPs (Espanha e Holanda) e chegou em segundo na Argentina, Bélgica e França. O quarto lugar no Mundial de Pilotos de 74 indicava que estava nascendo um novo campeão. A materialização disso, aconteceu já na temporada seguinte. Bem verdade que Lauda foi ajudado por um carro fantástico, a Ferrari 312 T, o primeiro F1 com câmbio transversal. Mas, durante todo o campeonato, o austríaco mostrou que era um piloto diferente daquele das temporadas passadas. Estava longe do piloto que mesmo com uma enorme vantagem para o segundo colocado, seguia com o pé embaixo, exigindo tudo da máquina.

Em 75, Lauda era um corredor completo, que se sobressaía nos treinos(conquistou 9 pole-positions) e que fazia  corridas impecáveis( venceu 5 GPs). Foi assim, no Grande Prêmio de Mônaco. Com uma atuação soberba, Niki Lauda venceu a prova e deu à Ferrari a vitória num circuito onde não vencia desde 1955. Ficou evidente que o campeonato já tinha dono, e ele se chamava Andreas-Nikolaus Lauda. O título de campeão, que interrompeu a tentativa do terceiro campeonato de Emerson Fittipaldi, deu a Lauda todo o favoritismo para o Mundial de 76. O desempenho do piloto austríaco, já considerado pela crítica como o melhor do mundo, deu a certeza de que ele seria novamente campeão.

Das nove primeiras corridas da temporada, Niki Lauda venceu cinco, obteve dois segundos lugares e um terceiro. E foi como líder entre todos os pilotos, que Lauda foi disputar o décimo grande prêmio do campeonato: o GP da Alemanha, no mesmo circuito de Nürburgring onde, no começo de carreira, havia conseguido projeção pilotando os pequenos monopostos de Formula Vê.

Mas, o dia 1 de agosto de 1976 ficou marcado na história não por mais uma vitória espetacular de Niki Lauda. Aquele foi o dia em que o piloto encarou a morte de frente. Na segunda volta da corrida, a Ferrari derrapou numa poça de água, foi-se chocar contra o guard-rail e se incendiou. Lauda foi salvo pelo piloto italiano Arturo Merzário, que abandonou sua Williams na pista e retirou o corpo inerte do companheiro do meio daquela bola de fogo.

No hospital, os médicos constataram fraturas, queimaduras de terceiro grau no rosto e graves dificuldades respiratórias, provocadas pela inalação de fumaça tóxica. A morte de Niki Lauda era tão iminente que o padre do hospital deu-lhe a extrema-unção. Quarenta e dois dias depois, porém, a Ferrari número um voltava às pistas, alinhada na terceira fila do grid de largada para o Grande Prêmio da Itália, em Monza. No cockpit, Niki Lauda, com o rosto deformado pelas queimaduras, procurava vencer o medo para disputar sua primeira corrida depois do terrível acidente. O quarto lugar não foi apenas a superação de seu maior desafio, mas, sim, a certeza de que Niki Lauda estava de volta.

A última prova da temporada, o GP do Japão, teve como principais protagonistas Lauda e o inglês James Hunt. Quem vencesse a corrida seria o novo campeão da Formula 1. A chuva forte que insistia em cair fez o austríaco tomar uma atitude inédita. Deu apenas três voltas na pista, encostou sua Ferrari nos boxes e desistiu da corrida e do bicampeonato. Hunt foi o campeão mundial de 1976 e o relacionamento entre Lauda e a equipe italiana ficou estremecido.

Mesmo assim, em 1977, Niki Lauda conquistou seu segundo título no Mundial de Pilotos, correndo pela Ferrari. No ano seguinte, porém, o bicampeão passou a correr pela Brabham. Venceu apenas duas provas (Suécia e Itália) e ficou em quarto lugar no final da temporada. Os bons resultados começaram a rarear no campeonato de 1979. Somou quatro pontos e, em outra atitude inesperada, resolveu abandonar as competições na véspera do GP do Canadá, o penúltimo do ano. Fora das pistas, Niki Lauda se dedicou aos negócios e formou uma companhia aérea, a Lauda Air. Não ficou, porém, muito tempo longe das corridas.

Em 1982, Lauda assinou contrato com a McLaren e retornou ao mundo da Formula 1. Saudado como o grande mito das pistas, o piloto austríaco venceu dois GPs (Estados Unidos Oeste e Inglaterra) e acumulou 30 pontos no Mundial. A boa campanha, que lhe deu o quinto lugar na classificação geral, não foi repetida em 1983. No ano em que Nélson Piquet conquistou o bicampeonato, Lauda não ganhou nenhuma corrida, somou apenas 12 pontos e ficou em décimo lugar.

Em 1984, a McLaren formou uma equipe fortíssima. Equipados com motores Porsche, os carros foram conduzidos pelos dois maiores pilotos do mundo: Niki Lauda e Alain Prost. Coube aos dois, as maiores emoções da temporada. Do início ao fim do campeonato, Lauda e Prost brigaram pelo título. O francês venceu 7 provas e o austríaco, cinco. Lauda, porém, subiu ao pódio mais vezes ( foram 4 segundo lugares) e por apenas meio ponto (72 contra 71,5 de Prost) garantiu o terceiro título em sua carreira na Formula 1.

Na época, Niki Lauda se tornou o terceiro piloto a conquistar três campeonatos (antes dele, o australiano Jack Brabham e o escocês Jackie Stewart haviam conseguido a façanha). O sonho de alcançar a marca do legendário Juan Manuel Fangio ( 5 títulos mundiais), porém, parou por aí. A fraca temporada de 1985 (uma vitória, 14 pontos e um décimo lugar na geral) obrigou Lauda a reavaliar seu futuro.

E, no final do ano, Andreas-Nikolaus Lauda, aos 36 anos de idade, anunciava a todo o mundo que abandonava as competições. Só que desta vez, ao contrário de 1979, a decisão foi definitiva. Deixava as pistas, um homem, um herói, um mito que na definição de Alain Prost era “o mais conhecido, o mais popular e o melhor dos pilotos”.