Publicidade

Nicola Larini

Nome

Nicola Larini

Nacionalidade

Italiano

Nascimento

19 de março de 1964

Local

Lido di Camalore –Itália

Carreira

1987/1992 – 1994,1997

Equipes

Coloni, Osella. Ligier.Modena, Ferrari, Sauber

Largadas

49 (74 participações)

1ª corrida

GP da Itália de 1987

Última corrida

GP de Mônaco de 1997

Pontos

6

Pódios

1

2º lugar

1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Italiano de Camaiore, Nicola Larini foi daqueles privilegiados que puderam dirigir um carro Ferrari, mas, em compensação só teve a chance de guiar um vermelhinho num GP porque o titular do posto faltou. Isso aconteceu no início da temporada de 1994. Jean Alesi sofreu um acidente nos testes da equipe em Mugello e Nicola, piloto de testes foi chamado para substituí-lo em duas corridas, os GPs do Pacífico e de San Marino.

Em Aída, ele não fez muito. Logo na largada envolveu-se em acidente causado por Mika Hakkinen, que acabou tirando também Ayrton Senna da corrida. Em Ímola, porém, foi o único motivo de alegria para a torcida da Ferrari, terminando a prova em segundo lugar. Mas nem pode comemorar no pódio porque àquela altura todos no autódromo já sabiam das consequências da batida de Senna na Tamburello.

Larini é baixinho, 2,60, pesa 58 kg e nasceu no dia 19 de março de 1964. Casado com Barbara, tem um casal de filhos, Gabriel e Nicoleta. De 1972 a 1978, andou de kart na Itália, depois foi brincar de Motocross, entre 1979 e 1980, e voltou ao kart entre 1981 e 1982. Em 1983, disputou uma categoria chamada Fórmula Itália. Em 1984, correu a Fórmula Fiat Abarth e terminou o campeonato em terceiro, com duas vitórias. Em 1985, foi para a F3 italiana e ganhou o título em 1986, acumulando ainda o terceiro lugar no campeonato europeu da categoria.

O ano de 1987 foi um dos mais agitados de sua carreira. Disputou quatro GPs pela Forti Corse na F-3000, uma prova da F1, na Espanha, pela Coloni e o Mundial de Turismo, pela Alfa Romeo, quando começou uma forte relação com a Fiat, dona da Alfa e da Ferrari.

Em 1988, a Osella fez um contrato com a Alfa Romeo e Larini disputou dez GPs pela equipe, não conseguindo a classificação em três etapas. Ainda na Osella, em 1989, teve a experiência que considerou inesquecível em todos seus anos de F1. Debaixo de muita chuva, no GP do Canadá, conseguiu levar sua carroça até o terceiro lugar, antes de abandonar por problemas elétricos.

Em 1990, Nicola disputou o Mundial pela Ligier sem nenhum resultado expressivo. Tanto que, na temporada seguinte foi parar na estreante Lambo, um sonho megalomaníaco do engenheiro Mauro Forghieri, que projetou chassi, suspensões, câmbio e ainda ajudou a desenvolver o motor do carro. A equipe foi um fracasso, faliu no fim do ano, e Larini se classificou em apenas cinco corridas.

Como piloto de testes contratado pela Ferrari, em 1992 o piloto italiano disputou as duas últimas provas do ano, no Japão e na Austrália, no lugar do demitido Ivan Capelli. Em 1993, Larini se firmou na condição de test driver , enquanto disputava, pela Alfa, o Campeonato Alemão de Turismo (DTM). Conquistou o título, o que lhe ajudou a recuperar a reputação perdida na Lambo. Sempre pela Alfa, voltou a participar do DTM, em 1994, ano em que marcou seus únicos seis pontos na F1, naquela triste tarde de Ímola.

No final de 1995, Larini participou do “vestibular” da Ferrari para escolha do companheiro de Michael Schumacher. Chegou a pedir para se desligar da equipe, quando soube que Eddie Irvine seria contratado, mas voltou atrás e decidiu permanecer como piloto de testes, disputando ao mesmo tempo o DTM pela Alfa, sendo o sexto colocado. Em 1977, Larini ganhou um assento na Sauber, que usava os motores da Ferrari, mas no fim da temporada, durante a qual fez apenas um ponto, no GP da Austrália, deixou a equipe, por desentendimento com Peter Sauber. Desde então se dedicou só aos carros de turismo e, no dia 21 de novembro de 2009, anunciou que estava encerrando sua carreira como piloto profissional.

Estilo “cool” fora da pista, Larini era fã de cantores pop, gostava de cinema e de jogar golfe. Enquanto esteve na Ferrari, diziam, só esperava que um dos titulares tivesse uma dor de dente ou uma gripe, para poder se apresentar em Maranello.