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Nico Rosberg

Perfil

Nome Nico Eric Rosberg
País Alemanha
Nascimento: 27/06/1985
Local Wiesbaden
Altura: 1,78
Peso: 69 kg
Estado civil Casou-se, em 10 de julho de 2014, em Mônaco, com Vivian Sibold, com quem vive há 11 anos e, em 2015, teve a fillha Alaya
Residência: Mônaco
Hobbies Jet-ski, futebol, tênis
Preferências Comida: massa a alho e óleo; Bandas: Three doors down, Bryans Adams e Alicia Keys Música: Dani Califórnia, do Chilli Pepers; futebol, triatlo, xadrez, pôquer, fotografia e, sempre, leitura
Web site: www.nicorosberg.com

Desempenho

Estreia

GP do Bahrein – 12/04/2006

Corridas

206

Títulos

1

Vitórias

23

Pódios

57

Poles

30

Voltas + rápidas

20

Pontos

1.594,5

 Carreira

Ano Competição Equipe Provas Vitória Pole Pódio Pontos Posição
2016 Fórmula 1 Mercedes

21

9  8

15

385

2015 Fórmula 1 Mercedes

19

    6    7

15

322

2014 Fórmula 1

19

5

10

14

317

2013 Fórmula 1 Mercedes

19

2

3

4

171

2012

20

1

1

1

93

2011

19

89

2010

19

3

142

2009 Williams

17

34,5

2008

18

2

17

13º

2007

17

20

2006

18

4

17º

2005 GP2 Art GP

23

5

4

12

120

2004 Bahrein Sp Rosberg

1

F3 Masters

1

GP de Macau

1

N/C

F3 Euroséries

19

3

2

5

70

2003 F3 Euroséries

20

1

1

5

45

F3 Masters

1

N/C

GP de Macau Carlim

1

N/C

Coreia SP

1

11º

2002 F. BMW ADAC VIVA

20

5

9

13

264

2001 F. BMW Jr.

3

38

18º

2000  Campeão do Mundial Super A de kart e Campeonato Aberto da Itália de Fórmula A
1999  2º na Fórmula A européia de Kart; disputa Super A Mundial; corre 2 vezes em Braga (Portugal)
1998  2º no campeonato italiano e 4º no europeu de kart; 1º em Angerville, na França; 2º no Aberto da Itália; pole e 4º em Angerville; participa do Campeonato Europeu e Campeonato Aberto da Alemanha
1997  1º no ICA Júnior de Kart dos EUA; 1 vitória e 2 terceiros lugares no Campeonato Aberto da Itália
1996 1º no troféu francês de Mini Kart; 1º no Troféu Jerome Bernard; 2º no Troféu de Construtores da França
1995  1º no Regional de Mini Kart da Cote d1Azur
 Mini kart, em Mônaco

História

 

Nico Rosberg, como o pai, Keke Rosberg, campeão da Fórmula 1 de 1982, tem dupla nacionalidade e já correu por dois países. Keke nasceu em Estocolmo, na Suécia, mas naturalizou-se finlandês e correu sob a bandeira do país de adoção. Nico Rosberg nasceu em Wiesbaden, na Alemanha (no dia 27 de junho de 1985), mas também tem cidadania finlandesa e no começo da carreira competiu como representante da Finlândia. Ao contrário do pai, que só chegou à Fórmula 1 aos 29 anos, Nico começou a correr na principal categoria do automobilismo com pouco mais de 20 anos.

Ele cresceu em Mônaco e ali, como a maioria dos pilotos, começou a carreira automobilística correndo de kart. E já aos 11 anos, em 1996, conquistou o seu primeiro título, vencendo o torneio regional da Cote d’Azur, de mini-kart. Em 1997, venceu dois e foi 2º em outro dos três troféus franceses de mini-kart nos quais competiu. Em 1998, começou a alargar seus horizontes, vencendo o torneio da ICA, dos Estados Unidos e o Campeonato Aberto da Itália, no qual também conseguiu dois 3ºs lugares.

Veja aqui um pouco de sua infância: https://twitter.com/nico_rosberg/status/802903611000770560

Continuou correndo de kart até 2001, obtendo várias boas colocações, que lhe valeram a promoção para a BMW ADAC, uma modalidade de monopostos criada pela empresa alemã, em 2001, para acolher jovens kartistas.  Em 2002, Nico disputou e foi campeão, com 9 vitórias, do primeiro campeonato oficial da categoria, correndo pelo Team Rosberg, equipe de seu pai. No mesmo ano, no dia 17 de dezembro, teve a sua primeira experiência num carro de Fórmula 1, num teste extra-oficial da BMW Williams, sendo o mais jovem piloto (17 anos) a dirigir máquina desse tipo.

Em 2003 e 2004, o jovem piloto competiu na Fórmula 3 européia pelo Team Rosber. . No primeiro ano, terminou na 8ª posição, com uma vitória, e no segundo foi 4º, com três vitórias. Em 2004, ainda venceu o GP de Macau e o desafio do Bahrein.

Com uma formação intelectual acima dos padrões normais dos pilotos de corrida (fala alemão, italiano, inglês e francês e “arranha” o finlandês; em 2011, estudava espanhol e fotografia), Nico Rosberg teve de fazer uma opção difícil no início de 2005. Tinha de escolher entre a carreira no automobilismo e o curso de engenharia aeronáutica, no Colégio Imperial de Londres. Cravou a primeira alternativa e em abril fez o segundo, agora oficial, teste pela Williams. Nos testes de aptidão, aplicados aos jovens pilotos, alcançou a maior pontuação de toda a história da equipe e na pista garantiu a contratação como segundo piloto de testes da escudaria.

Durante todo o ano, alternou essa função com a disputa, pela ART Grand Prix, do campeonato da GP 2, que substituía a Fórmula 3.000. Depois de um início hesitante, em julho, venceu em Magny Cours e em Silverstone e numa acirrada batalha com Heikki Kovalainen, acabou conquistando o campeonato da categoria. Essa conquista, certamente, foi fator decisivo para que a William o promovesse à equipe principal, para disputar, no ano seguinte, ao lado de Mark Webber, o campeonato da Fórmula 1 de 2006.

A  estréia, na primeira corrida da temporada, o GP do Bahrein, no dia 12 de março de 2006, não poderia ser melhor. Com máquina nitidamente inferior aos principais concorrentes, Rosberg, que largou na 12ª posição do grid, teve de lutar com vários problemas, inclusive a perda do nariz do carro, logo na primeira volta, para, numa bela corrida de recuperação, chegar em 7º e ainda tornar-se o mais jovem piloto a marcar a volta mais rápida na F1.

No GP da Malásia, as perspectivas pareciam ainda melhores. Rosberg passou com louvor nos dois primeiros períodos de classificação, e no último ficou em terceiro lugar, a apenas 1s786 do pole position, Giancarlo Fisichella. Na corrida, porém, o motor Cosworth da Williams estourou e ele não passou de sexta volta.

Na Austrália foi pior ainda. Começou com um sofrível 15º lugar no treino de classificação e teve desfecho ainda mais decepcionante na corrida. A largada foi muito confusa. Na terceira curva, se envolveu em um acidente com Felipe Massa, Klien e Speed, STR. Ele e Massa tiveram que abandonar antes de completar a primeira volta.

No GP de San Marino, Nico Rosberg largou na 13ª posição e conseguiu terminar na mesma volta do vencedor (Michael Schumacher), mas, cometeu alguns erros e não conseguiu ganhar mais do que dois postos, terminando em 11º.

No GP da Europa, em Nurburgring, Rosberg teve de trocar de motor, perdeu dez posições no grid e voltou a pontuar, com a sétima colocação, mas para ele o campeonato acabou ali. Das 13 provas restantes, só conseguiu completar cinco e nenhuma delas na zona de pontuação.

Em Mônaco, Canadá, Alemanha (Hockenhein) e Brasil, não completou as provas, por causa de acidentes. Na Hungria, Turquia e Itália, parou por problemas mecânicos. Na Espanha, largou em 13º e foi 11º. Em Silverstone, saiu em 12º e chegou em  9º. Em Indianápolis, voltou a ser punido com dez posições, por não parar para a pesagem e terminou em 9º, último dos 9 carros que completaram a prova. Na França, foi, de novo, punido com dez posições e chegou em 14º, a 2 voltas do vencedor, Michael Schumacher.Em Xangai foi 11º e no Japão, 10º.

Encerrou a temporada de forma decepcionante, com apenas 4 pontos, em 17º lugar, três atrás do companheiro de equipe Mark Webber, que não fez mais do que 7 pontos.

O fracasso na primeira temporada fez com que Rosberg iniciasse o campeonato de 2007 desacreditado. Ele mesmo não parecia muito confiante numa recuperação. Durante os primeiros testes do novo FW29, com novo motor da Toyota, em Valência, admitiu que, na Fórmula 1, não se pode pular para a frente do grid de um ano para outro. E, realista, também admitia que, no campeonato anterior, tinha errado ao criar grandes expectativas e que, em 2007, ia procurar ser mais cauteloso. Esperava ter um carro confiável e consistente, para poder criar grandes expectativas.

E o que Rosberg esperava, aconteceu. O novo carro mostoru-se bastante competitivo e possibilitou ao piloto um temporada bem melhor do que a anterior. Na primeira metade do calendário, foi superado pelo seu novo companheiro de equipe, Alexander Wurz. Depois disso, porém, o alemão passou à frente e conseguiu reabilitar-se inteiramente.

A maior prova da recuperação foi a sua atuação nos treinos de classificação. Em 2006, ele esteve apenas três vezes na terceira etapa da tomada de tempos para formação do grid. Em 2007, colocou-se entre os “dez mais” em 11 ocasiões, e só três vezes não terminou uma prova por problemas mecânicos. Também terminou na zona dos pontos sete vezes, incluindo um quarto lugar no Brasil. No final da temporada, com 20 pontos, subiu para a 9ª posição no campeonato dos pilotos.

Na primeira corrida, em Melbourne, na Austrália, Nico Rosberg, depois de sair na 12ª posição, ultrapassou Heikki Kovalainen na pit lane; fez uma ultrapassagem considerada fantástica sobre Ral Schumacher e chegou em 7º, enquanto o companheiro Wurz era obrigado a abandonar a prova, depois de ser tocado por David Coulthard.

Na Malásia, Rosberg largou em 6º, mas teve de parar na 42ª das 56 voltas, por problemas mecânicos. No Bahrein, saiu e chegou em 10º. Em Barcelona, na Espanha, largou  em 11º e chegou em 6º, obtendo seus primeiros 5 pontos, enquanto o líder doc campeonato, Lewis Hamilton, já totalizava 30. Em Mônaco, foi o 5º no grid, mas acabou em 12º. No Canadá, largou em 7º, foi parar na brita e terminou em 10º.

Em Indianápolis, saiu em 14º e chegou em 16º. Em Nurburgring, no GP da Europa, foi o 11º na largada e já na 2ª volta, embora estivesse com pneus de chuva, sofreu aquaplanagem, rodou e teve de abandonar a prova. Na Hungria, foi o 4º no grid, mas não consgeuiu manter a boa posição, sendo até ultrapassado por Fernando Alonso nos boxes, e chegou em 7º.

Na Turquia, saiu em 8º e terminou em 7º. Em Monza, pulou da 8ª posição no grid para a 6ª na chegada e na Bélgica saiu em 5º, chegando em 6º, somando 15 pontos e colocando-se na 9ª posição da classificação geral dos pilotos.

No Japão, Nico Rosberg era o 6º, mas perdeu 10 posições no grid, por causa da troca do motor, que tinha apresentado problema depois da corrida na Bélgica. A nova máquina também pifou e o piloto teve de parar na 54ª das 67 voltas. Em Xangai o resultado não foi muito melhor e depois de largar em 15º, Rosberg teve de contentar-se com o 16º lugar.

No Brasil, conseguiu seu melhor resultado ano ano. Saiu em 10º, travou um duelo acirrado com Robert Kubica, ultrapassou os dois carros da BMW Sauber e chegou no 4º lugar, completando os 20 pontos e pulando da 17ª posição do ano anterior para a 9ª no campeonato dos pilotos. Segundo Frank Williams, Rosberg teve a maior curva ascendente entre os pilotos da Fórmila 1 da temporada.

No final do ano, houve notícias de que Rosberg iria se transferir para a McLaren, mas ele mesmo desmentiu, informando que tinha renovado contrato com a Williams por mais duas temporadas, com aumento de salários e a promessa de que seria primeiro piloto da equipe. Seu companheiro seria o japonês Kazuki Nakajima, que já tinha corrido pela Williams no GP do Barsil de 2007.

O início da nova temporada foi sumamente auspicioso para Rosberg. No GP da Austrália, em Melbourne, no dia 15 de março, teve o gostinho de subir ao pódio pela primeira vez  na carreira na Fórmula 1. Saindo na 7ª posição, chegou em 3º, atrás de Hamilton e Heidfeld, numa corrida em que dos 22 carros que largaram, só 7 chegaram. Com os seis pontos conquistados, começou o campeonato em terceiro lugar.

Só mais de seis meses depois, Rosberg voltaria a ter motivos para comemorar, com o segundo lugar, de forma não muito correta, como veremos adiante, no GP de Cingapura. Até lá, apenas em três corridas esteve na zona de pontuação, assim mesmo num modesto 8º lugar, que obteve no Bahrein, na Turquia e no GP da Europa, em Nurburgring. Nos demais GPs, esteve sempre bem distante dos pontos: 14º na Malásia; 10º no Canadá;  16º na França;  9º na Inglaterra; 10º mna Alemanha; 14º na Hungria; 12º na Bélgica; 14º na Itália; 11º  no Japão; 15º na China e 12º no Brasil. Na Espanha e Mônaco não chegou a completar as provas.

No GP da França, Rosberg foi punido com a perda de 10 posições no grid, por ter batido na traseira de Lewis Hamilton, na corrida anterior, no Canadá. Em Singapura, era o 9º colocado, na 15ª volta, quando o carro de segurança entrou na pista por causa de um acidente com Nelsinho Piquet. Sob a alegação, feita posteriormente pelo chefe da equipe, que ele estava praticamente sem combustível, o piloto não respeitou o fechamento dos boxes e parou para reabastecer. Voltou à pista em 10º lugar e quando os boxes foram abertos e os outros pilotos fizeram o pit stop, Rosberg assumiu a liderança. Conseguindo uma grande vantagem sobre os demais concorrentes, só não ganhou a corrida porque teve de cumprir uma punição de stop & go. Depois disso, chegou a estar em 7º lugar, faltando 20 voltas para o final, mas travou as rodas para ultrapassar Trulli, ganhou posições e acabou chegando em segundo lugar, atrás de Fernando Alonso.

Rosberg terminou o campeonato em 13º lugar, com 17 pontos, e atribuiu a má temporada ao comportamento do carro. Explicou que quando a equipe descobriu o que havia de errado já era tarde demais. E, sem nenhuma modéstia, acrescentou que, apesar dos problemas, muitas vezes conseguiu mostrar que é um bom piloto. Embora admitindo que, com as novas regras, a temporada de 2009 poderia ser melhor, o piloto fez uma ameaça à Williams: “Se 2009 não for como espero, é normal que eu tenha de repensar a minha posição para 2010”

A temporada de 2009, certamente, foi mais do que Nico Rosberg esperava. Foi a melhor da sua carreira, até então. Só não marcou ponto em 4, das 19 corridas; fez sua primeira volta mais rápida e se incluiu entre os 10 mais, com o 7º lugar entre os pilotos. E, foram seus 34.5 pontos que deram à Williams o 7º lugar entre os construtores, pois o companheiro de equipe, Kazuki Nakajima, não pontuou nenhuma vez.

No primeiro compromisso do ano, na Austrália, foi o mais rápido nos treinos livres de sexta-feira e do sábado cedo e, mesmo não repetindo essas performances na classificação, garantiu o 5º lugar no grid. Na corrida, chegou a estar em terceiro, caiu para 12º, devido à demora na troca de pneus, mas se recuperou em chegou em 6º. Na recuperação, na 48ª, cravou a volta mais rápida da corrida (a primeira na categoria): 1m27s706.

Na Malásia, ganhou só mais 0,5 ponto, com o 8º lugar, numa corrida interrompida pelo mau tempo; na China voltou a largar entre os 10 primeiros, na 7ª posição, mas a necessidade de uma troca inesperada de pneus intermediários para pneus de chuva o fizeram cair para o 15º lugar e no Bahrein foi apenas o 9º colocado, indo para a Europa apenas com os 3,5 pontos obtidos nas duas primeiras corridas.

Na etapa europeia, Rosberg só não marcou ponto na Itália, onde terminou em 16º , depois de mau desempenho na fase classificatória, com uma 18ª posição no grid.  Foi 8º, na Espanha; 6º, em Mônaco; 5º, na Turquia e na Inglaterra; 4º, na Alemanha e na Hungria; 5º, no GP da Europa, em Valência; 8º, na Bélgica.

Depois da Itália, só voltou a marcar no Japão, onde foi 5º colocado. Em Cingapura, foi 11º; no Brasil abandonou e em Abu Dhabi foi o 9º colocado. Em Cingapura, depois de surpreender, conquistando a 3ª posição no grid, Rosberg ultrapassou Sebastian Vettel na primira curva e assumiu o segundo lugar, com possibilidade de conquistar a sua primeira vitória. Na saída do pit stop, porém, “pisou na linha” da pit e  teve de cumprir a punição na volta 28. Caiu para o 14º lugar e não conseguiu mais do que o 11º entre os 14 pilotos que completaram o percurso.

Desde meados da temporada, Rosberg se manifestava insatisfeito com os resultados conseguidos com o rendimento do FW31 e, em 29 de outubro anunciou a sua saída da Williams, no final do campeonato. E no dia 23 de novembro foi anunciada a sua contratação, como primeiro piloto, pela Mercedes GP, sucessora da campeã de 2009, a Brawn GP.  O supercampeão Michael Schumacher, contratado um mês depois, chegou como segundo piloto.

Embora não tivesse melhorado de posição, repetindo o 7º lugar da temporada anterior, Rosberg teve em 2010 um desempenho consistente e manteve a expectativa de vir a ser um candidato a campeão. Não só foi ao pódio três vezes, como em apenas 5 corridas ficou atrás de Schumacher, terminando o campeonato com 142 pontos, contra apenas 72 do companheiro de equipe.

Em apenas 4 provas Rosberg não terminou na zona de pontuação: na Espanha, foi 13º, depois de largar em 8º, perdendo posições numa escapada para a grama a fim de evitar colisão; na Hungria, saiu em 6º e abandonou na 15ª volta, por causa da perda de uma roda quando deixava a pit lane; no Japão, novamente com problema na roda, desta vez a traseira esquerda, que se soltou e o levou ao muro, parou na 47ª das 53 voltas, mas se classificou em 17º e último lugar  e  na Coreia, saiu numa boa 5ª posição, porém teve de abandonar na 18ª volta, devido a uma colisão com Mark Webber, quando estava na 4ª colocação.

Nas demais corridas, foi 3º, na Malásia, China  e Inglaterra; 4º, em Abu Dhabi;  5º  no Bahrein, Austrália, Turquia, Itália e Singapura; 6º, no Canadá, Bélgica e  Brasil; 7º,  em Mônaco, e 10º, em Valência. Na Malásia, sob chuva, foi o 2º no grid e, embora superado por Sebatsian Vettel, garantiu o primeiro pódio para sua nova equipe. Na China, o novo pódio, depois de superar Fernando Alonso, que foi o 3º do grid, deu a Rosberg o 2º  lugar na classificação, com 50 pontos, atrás apenas de  Vettel, com 60. Na Espanha, todavia, caiu para o 5º lugar e a partir dai, apesar do 3º lugar na Inglaterra, não conseguiu voltar a ficar  entre os cinco primeiros. Encerrou o campeonato com 142 pontos,  muito distante do campeão, Sebastian  Vettel, que fez  256.

Apesar da temporada frustrante e da imagem de piloto promissor, bom nos treinos livres, mas inconsistente nas corridas, Nico Rosberg foi mantido pela Mercedes para a temporada de 2011, ainda ao lado de  Michael Schumacher. Ele esperava vencer a sua primeira corrida para se firmar definitivamente entreos protagonistas da Fórmula 1.

Mas completados 2/3 do campeonato ainda não tinha conseguido chegar ao pódio. Depois do GP de Cingapura, a 14ª prova do calendário, repetia o 7º lugar das duas temporadas anteriores, com 62 pontos, 247 atrás do lider Sebastian Vettel, que tinha 309. E ele culpava o carro, o MGP W02, que, como anterior, segundo ele, não poderia competir com as equipes que estavam à frente: Red Bull, Ferrari e McLaren. “Com este  carro, ser sétimo é como vencer”, disse numa entrevista.

O início do campeonato confirmou sua fama de bom “treineiro”, mas corredor nem tanto. Na Austrália, chegou à Q3 e foi o 7º no grid, mas deu só 22 voltas, obrigado a abandonar devido a um choque com Rubens Barrichello que danificou seu carro. Na Malásia, largou em 9º, mas não conseguiu sequer sustentar a posição; chegou em 12º. Em Xangai, foi o 4º no grid, chegou a liderar por 4 voltas, mas acabou em 5º. Na Turquia, voltou a mostrar sua condição de piloto de uma volta, ocupando o 3º lugar no grid e teve um bom momento ao ultrapassar Jenson Button, que tinha os pneus desgastados, para chegar ao 5º lugar.

Na Espanha, Rosberg obteve o 7º lugar no grid, três à frente de Schumacher, mas na corrida teve o desprazer de ser ultrapassado pelo companheiro, que completou o percurso em 6º, deixnado-o no 6º lugar. Em seguida, ele emendou dois péssimos resultados; foi 11º  em Mõnaco (onde sofreu um grave acidente, na saída do túnel, mas saiu ileso) e no Canadá. Dai para frente, pontuou sempre, mas nunca com uma atuação que chamasse atenção. Foi 6º, na Inglaterra e na Bélgica; 7º, em Valência,.Alemanha e Singapura e  9º, na Hungria. Na Itália, chegou à Q3 e obteve a 9ª posição no grid, mas não passou da largada, envolvido num tripla colisão, com Vitaly Petrov e Vitantonio Liuzzi. Na Bélgica, como sempre, posicionou-se bem no grid, onde foi o 5º, mas, de novo, foi ultrapassado por Schumacher, desta vez com a agravante de o supercampeão não ter feito tempo na etapa de classificação e ter largado da última posição.

Na segunda fase da temporada, teve atuações regulares nas últimas seis corridas, ficando quase sempre na zona intermediária de pontuação. Foi 6º na Ìndia e Abu Dhabi; 7º em Singapura e no Brasil; 8º na Coreia e 10º no Japão.  Terminou o campeonato em 7º lugar, com 89 pontos, à frente do companheiro de equipe, Michael Schumacher. .

Na temporada de 2012, Nico Rosberg conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1, mas, no geral, não teve um desempenho à altura do que se esperava dele. Livio Oricchio considera que, no início da temporada, quando o carro da Mercedes estava aquém dos principais adversários, ele até que foi bem. Mas, ainda na opinião do comentarista do Estadão, a partir do meio da temporada, quando essa diferença era bem menor, outros pilotos, como Vettel, Alonso ou Hamilton teriam feito muito mais.

Rosberg ficou fora da zona de pontuação nas duas primeiras corridas, Na Austrália caindo da 7ª posição do grid para o 12º lugar e na Malásia sendo o 13º, depois de também ter largado em 7º. Na China, conquistou a primeira pole e a primeira vitória da carreira, com 20s626 de vantagem sobre Jenson Button. Foi também a primeira vitória da Mercedes na F1, desde que Juan Manuel Fângio ganhou o GP da Itália, em 1955. Segundo o Wikipédia, foi, igualmente, a primeira vitória de um piloto alemão, guiando um carro alemão, desde Hermann Lang, no GP da Suíça, de 1939, e o primeiro filho de piloto a ganhar um Grande Prêmio enquanto o pai estava vivo. Keke Rosberg venceu os GP da Suíça, de 1982, e da Áustria, de 1985. Nico voltou a pontuar em seis das sete corridas seguintes: foi 5º no Bahrein; 7º na Espanha; 2º em Mônaco; 6º no Canadá e Valência e 10 na Alemanha. Só não marcou na Inglaterra, onde largou em 11º e chegou em 15º.

Depois desse início animador, na segunda metade do calendário a performance de Nico Rosberg desandou. Ele só chegou na zona de pontuação em três das 10 corridas; foi 10º na Hungria; 7º na Itália e 5º em Cingapura. Nas outras provas, chegou em 11º na Bélgica e na India; 13º nos Estados Unidos e 15º no Brasil. Não completou as provas do Japão, Coreia e Abu Dhabi. Nesta última sofreu um grave acidente, com seu carro voando sobre o de Narain Karthikeyan, mas, felizmente, os dois pilotos saíram ilesos. Com 93 pontos, Nico Rosberg foi o 9º na classificação final dos pilotos.

Um dos objetivos de Nico Rosberg ao se iniciar a temporada de 2013 era bater o sue novo companheiro de equipe, o inglês Lewis Hamilton. E ele fez, de fato, um bom campeonato, ganhou duas corridas, enquanto Hamilton só venceu uma e em seis das nove últimas provas ficou à frente, mas no final acabou superado. Melhorou na classificação final, pulando do 9º, de 2012 para o 6º lugar, porém ficou 18 pontos atrás do inglês, 4º colocado com 189 pontos.

Das duas vitórias de Rosberg, uma teve significado especial: ganhou em Mônaco exatamente 30 anos depois da vitória de seu pai, Keke Rosberg, na mesma corrida. Além da outra vitória, no GP da Inglaterra, e das poles positions no Bahrein, Espanha e Mônaco, Nico teve atuações destacadas ma India e em Abu Dhabi, onde foi 2º e 3º, respectivamente. Nas 19 provas do calendário, teve os seguintes resultados (grid/chegada): Austrália, 6°/NC; Malásia, 6º/4º; China, 4º/NC; Bahrein, 1º/9º; Espanha, 1º/6º; Mônaco, 1º/1º; Canadá, 4º/5º; Inglaterra, 2º/1º; Alemanha, 11º/9º; Hungria, 4º/NC; Bélgica, 4º/4º; Itália, 6º/6º; Cingapura, 2º/4º; Coreia, 4º/7º; Japão, 6º/8º; India, 2º/2º; Abu Dhabi, 3º/3º; Estados Unidos, 12º/9º; Brasil, 2º/5º.

Em resumo, a campanha de Nico Rosberg em 2013 foi assim:

Na Austrália, Rosberg largou em 6º e abandonou na volta 26, por problemas elétricos. Na Malásia, de novo 6º no grid, estava mais rápido do que Hamilton, o 4º no grid, mas a direção da equipe não atendeu aos seus pedidos para que o deixassem ultrapassar o companheiro. Terminou em 4º, uma posição atrás de Hamilton. Na China, 4º na classificação, abandonou na volta 21, por quebra da suspensão.

No Bahrein, obteve a 10ª pole position da carreira, mas na corrida, por causa dos pneus, teve de fazer quatro paradas, enquanto os adversários só faziam três, e terminou em 9º. Na Espanha, foi pole de novo e de novo os pneus o obrigaram a fazer uma parada a mais do que o resto do grupo e terminou em 6º.

Em Mônaco, pole position pela terceira vez consecutiva, Rosberg liderou de ponta a ponta e a vitória se dá exatos 30 anos depois que seu pai, Keke Rosberg, ganhou a corrida de Monte Carlo. No Canadá, largando em 4º, o piloto alemão voltou a ser vítima dos pneus. Teve de fazer uma parada a mais, para buscar um segundo jogo de compostos supermacios, mas a estratégia não funcionou e ele acabou em 5º.

Na Inglaterra, saiu em segundo, atrás de Lewis Hamilton, e beneficiado pelo prejuízo do companheiro, uma das quatro vítimas de estouro de pneus, e do abandono de Vettel, então líder, por falha da caixa de câmbio, assumiu a liderança na volta 41 e ganhou a corrida, com vantagem de 0s765 sobre Mark Webber. Na Alemanha, depois de uma classificação desastrosa, em 11º lugar, na corrida Rosberg teve de lutar muito para chegar em 9º e salvar dois pontos, para ele e para a equipe. Mas a preocupação maior do piloto, depois da corrida, era tentar recuperar o seu capacete, roubado da garagem da Mercedes.

Na Hungria, enquanto o companheiro largava da pole position e vencia a corrida, o piloto alemão, era obrigado a abandonar a seis voltas do final, com o motor quebrado. No encerramento da primeira metade da temporada, Rosberg era o 6º colocado entre os pilotos, com 84 pontos, muito distante do líder, Sebastian Vettel, que tinha 172. Depois das férias, na Bélgica, Nico largou da 4ª posição; era 3º, quando, na 6ª volta, foi ultrapassado por Fernando Alonso, e teve de lutar muito com Mark Webber para chegar em 4º, a 2s138 de Lewis Hamilton.

Na Itália, numa corrida em que pouco apareceu tanto para a torcida quanto para as câmeras da TV, a não ser quando foi ultrapassado por Fernando Alonso, Rosberg saiu em chegou em 6º, mantendo a 6ª colocação entre os pilotos, com 96 pontos, 19 atrás do 5º colocado, Mark Webber. Em Cingapura, largando da 2ª posição, deu um susto no pole position Sebastian Vettel na largada, assumindo momentaneamente a liderança, mas na curva seguinte foi ultrapassado e, por erro na estratégia de pneus, cruzou a linha em 4º.

Na Coreia, Na volta 28, ao deixar o vácuo para ultrapassar o companheiro de equipe, Lewis Hamilton, Nico Rosberg tirou faísca ao tocar a pista com a asa dianteira e teve de ir para o box para trocá-la. Com o tempo perdido, caiu da 4ª posição, em que tinha largado, para o 7º lugar.

No Japão, a equipe de box da Mercedes liberou o piloto precipitadamente no primeiro pit stops e na saída ele quase bateu em Kimi Raikkonen, o que na opinião dele acabou custando uma posição melhor do que o 8º lugar. Mas, depois da corrida, não era só disso que ele reclamava. Rosberg estava particularmente furioso com Sergio Perez, que disputou com ele o 8º lugar e provocou um toque entre os dois: “Não foi correto o que Pérez fez. Ele foi perigoso. As regras são claras: se você frear e fechar a porta, deve abrir novamente. Eu estava lá e ele não deixou espaço. Foi bom que ele sofreu o furo no pneu, que o tirou do meu caminho”.

Na India, depois de um longo tempo, desde a vitória na Inglaterra, Nico Rosberg voltou ao pódio, mas, desta vez, na 2ª colocação. Largou da 2ª posição do grid, foi ultrapassado por Felipe Massa, pouco depois da primeira curva, porém, na volta 52, passou por Kimi Raikkonen e assumiu o 2º lugar definitivo. No pódio, ele e Grosjean foram apenas coadjuvantes da comemoração do tetracampeonato de Sebastian Vettel.

Em Abu Dhabi, o piloto alemão repetiu o pódio, agora, como terceiro colocado, atrás de Vettel e Webber. Com uma corrida consistente, chegou a estar em 2º; na primeira parada, perdeu a posição para Mark Webber e até caiu para 4º, mas, no final, ganhou o duelo com Romain Grosjean e chegou 1s152 à frente do francês. A boa fase teve um lapso nos Estados Unidos. Rosberg não passou da Q2, largou da 12ª posição, nunca esteve no pelotão da frente e só depois de 40 voltas alcançou os 10 primeiros, para terminar em 9º.

No Brasil, o alemão liderou os treinos livres, foi 2º no grid, mas não manteve o desempenho na corrida. Na largada, como em Cingapura, surpreendeu e passou por Vettel, mas em seguida recebeu o troco e foi perdendo várias posições. Na 15ª volta, foi ultrapassado por Felipe Massa, na disputa pelo 5º lugar, porém, reagiu e recuperou a posição, que manteve até o final.

Em dezembro, durante testes de novos compostos da Pirelli, em Sakhir, no Bahrein, Nico sofreu um grave acidente, devido ao estouro de um pneu. Saiu ileso e postou um comentário bem-humorado no Twitter: “Acabei de rodar a 320 km/h na reta do Bahrein, porque meu pneu estourou sem aviso. Obrigado por aquela necessidade de usar papel higiênico agora!”.

No dia 10 de julho de 2014,  Nico Rosberg casou, em Mònaco,  com Vivian Sibold.. A cerimônia civil, na quinta-feira, foi restrita a familiares e amigos íntimos, seguida de um jantar. O casamento na igreja será realizado em agosto, no sul da França. Maldosamente, alguns tuiteiros disseram que, provavelmente, Lewis Hamilton não tenha sido convidado para o casamento.

Nico (29 anos) e Vivian (28) já estavam  juntos havia 11 anos. Eles se conheceram quando eram adolescentes, em 2003, durante férias em Ibiza (Espanha). O casal é alemão, mas vive em Mônaco e também possui uma casa em Ibiza. Vivian é designer de interiores do ramo de apartamentos de luxo.  Apesar da dificuldade em conciliar agendas, Vivian, sempre que pode, comparece aos paddocks.

A campanha de 2014 de Nico Rosberg foi marcada por uma rivalidade e uma guerra interna, a principio veladas, mas depois escancarada, com Lewis Hamilton, que puseram em xeque uma amizade que vinha desde os tempos do kart e da convivência em Mônaco.  O clima tenso se instalou no GP de Mônaco, quando Rosberg simulou um problema no carro, para provocar bandeira amarela e encerrar a classificação no momento em que, com o cronometro zerado, Hamilton ia completar a sua volta lançada e tomar dele a pole position. E a situação se deteriorou por completo no GP da Bélgica, onde Hamilton tomou a ponta de Rosberg na largada, os dois disputaram posição roda a roda e a disputa terminou com um choque já na segunda volta, que provocou o furo dos dois pneus traseiros do inglês, obrigando-o a deixar a pista.

Numa reunião depois da corrida, a Mercedes fez séria advertência a ambos os pilotos e ameaçou demitir um dos dois que voltasse a prejudicar a equipe, mas se recusou a impor o ordens da pitwall favorecendo um deles. Deu liberdade aos dois, desde que não se tocassem. Os incidentes na pista não se repetiram, mas, fora dela, Hamilton e Rosberg travaram uma intensa guerra psicológica, um querendo desestabilizar o outro. Mas também nessa disputa o piloto inglês levou a melhor e acabou ganhando o título, restando a Rosberg se conformar com o vice-campeonato.

Em resumo, a campanha de Nico Rosberg na temporada de 2014 foi assim:

Na Austrália, no dia 16 de março, exatamente 30 anos depois, Nico Rosberg, também com um carro de nº 6, repetiu o feito do pai, Keke Rosberg e venceu o GP das Austrália. A única diferença é que o pai ganhou em Adelaide e ele em Melbourne. E foi uma vitória tranquila. Fez uma largada como há muito tempo não se via, tomou a liderança e Lewis Hamilton e só perdeu uma grande vantagem quando o safety car entrou na pista, por causa e uma acidente provocado por Valtteri Bottas. Depois, porém, voltou a dominar e cruzou a linha de chegada sem sobressaltos.

Na Malásia, segundo no grid, ele até voltou a largar bem e a ameaçar a pole de Hamilton, mas foi atrapalhado por uma investida de Sebastian Vettel, que contornou a curva ao lado dele, mas não conseguiu passar. Rosberg terminou em 2º, na segunda dobradinha da Mercedes, e manteve a liderança do campeonato, com 43 pontos contra 25 de Hamilton.

No Bahrein, numa das corridas mais emocionantes dos últimos anos, sob os holofotes da primeira corrida noturna do circuito, Rosberg , pole position, perdeu a liderança para Hamilton na largada e o inglês e nas voltas finais, mesmo com pneus mais rápidos e podendo usar a asa móvel, ainda levou um “x” do companheiro de equipe. Ele terminou em 2º e a vantagem sobre Hamilton caiu para 11 pontos: 61 a 50 a 95.

Na China, Rosberg foi o 4º no grid, superado por Hamilton e dos dois pilotos da Red Bull, Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, mas se recuperou e terminou em 2º, mesmo tendo caído para 7º, ao bater em Valtteri Bottas na primeira curva. Quando estava em 3º, em várias curvas, Vettel esteve ao lado dele, mas o seu motor Mercedes falou mais alto (ou sussurrou mais alto), embora a equipe não pudesse ler os dados de telemetria do seu carro. A falha chegou a irritar o piloto, justamente quando disputava a 2ª colocação com Fernando Alonso, mas ele conseguiu passar com folga pelo espanhol. Embora Hamilton tenha vencido a 3ª corrida consecutiva, o alemão manteve a liderança do campeonato, só que por uma diferença ameaçadora: 79 a 75.

Na Espanha, como de costume, a primeira fila foi formada pelos dois pilotos da Mercedes, com Hamilton em 1º e Rosberg em 2º. O piloto inglês manteve boa vantagem até volta 19, depois da primeira parada dos dois. A partir daí o alemão conseguiu reduzir a diferença e nas últimas três voltas ficou a menos de 1 segundo, podendo usar a asa móvel, mas um pequeno erro impediu que ele passasse e terminou a 0s636. A derrota custou também a liderança, por uma diferença de 3 pontos: 97 a 100.

Em Mônaco, a tensão entre Hamilton e Rosberg começou quando o inglês fez um acerto do carro diferente e continuou com o alemão simulando, na Mirabeau, um problema nos freios, que provocou bandeiras amarelas e impediu Hamilton de completar a volta que lhe daria a pole. Na corrida, o alemão manteve a liderança, beneficiado até por um cisco, ou cosia parecida, que entrou no olho de Hamilton e por instantes prejudicou a visão dele. Com a vitória, Rosberg recuperou a liderança do campeonato (122 a118) e colocou na web um vídeo no qual, num barco, comemora “com os seus amigos”.

No Canadá, Hamilton tinha sido o mais rápido em todos os treinos, mas na Q3 saiu da pista e deu a pole de graça para Rosberg. Na corrida, o inglês ganhou a liderança na segunda parada, mas em seguida começou a ter problemas de freios que o levaram a abandonar a pista na volta 48, depois de tentar, sem sucesso, passar pelo alemão. Rosberg não conseguiu tirar proveito do abandono e, a duas voltas do final, com problemas no carro, foi superado por Daniel Ricciardo, que tinha sido o 6º no grid, mas recuperou a liderança do campeonato com boa margem: 140 a 118.

Na Áustria, tanto Rosberg quanto Hamilton foram surpreendidos na classificação pelo brasileiro Felipe Massa, que obteve sua primeira pole no campeonato. Rosberg foi 3º e Hamilton apenas o 9º no grid. Na volta 48, porém, assumiu a liderança e, resistindo ao assédio de Hamilton nas últimas voltas, cruzou a linha de chegada 1s932 a frente do companheiro, Com essa terceira vitória na temporada, aumentou para 29 a vantagem sobre Hamilton: 165 a 136.

Na Inglaterra, Rosberg fez a pole, mas não passou da 28ª volta. Já nas primeiras voltas começou a reclamar que as marchas não estavam entrando. O câmbio travou na 4ª marcha e depois na 6ª. Ele foi superado até por um retardatário e em seguida por Hamilton, que tinha saído em 6ª, mas fazia uma corrida avassaladora. Por orientação da equipe, fora da pista, tentou reiniciar o sistema, apertou o volante, porém, por determinação dos fiscais teve de sair do carro, no primeiro abandono da temporada. Com o resultado, a diferença para Hamilton, que venceu a corrida, caiu para 4 pontos: 165 a 161.

Na Alemanha, diante da sua torcida, Rosberg fez a melhor corrida da temporada, até então. Largou na pole, não foi ameaçado por ninguém e recebeu a bandeira quadriculada com 20s789 de vantagem sobre o segundo colocado, Valtteri Bottas, e 22s530 sobre Lewis Hamilton. A vantagem na classificação subiu para 14 pontos e o fim de semana só não foi completo porque a FIFA não permitiu que ele usasse um capacete com o desenho da Copa do Mundo, em homenagem à seleção alemã.

Na Hungria, mais uma vez, a dupla da Mercedes foi surpreendida por Daniel Ricciardo, da Red Bull, que obteve a sua segunda vitória. Rosberg saiu na pole, mas liderou por apenas 9 voltas, sendo passado por Ricciardo que se revezou na ponta com Jenson Button, Hamilton e Fernando Alonso e garantiu o 1º lugar nas duas últimas voltas. Depois de uma entrada do safety car, os carros se juntaram e no reinicio o piloto alemão caiu para a 4ª posição, logo atrás de Hamilton, que tinha largado da pit lane, por causa da troca do chassi. Apesar da ordem a pitwall, num aparente jogo de equipe, beneficiando o piloto mais bem colocado no campeonato, Hamilton não deu passagem ao companheiro e eles terminaram a corrida nessas posições e a diferença entre lês caiu para 11 pontos: 202 a 191.

Na Bélgica, a rivalidade entre Hamilton e Rosberg chegou ao auge. Na largada, Hamilton superou o companheiro, assumindo a liderança ainda antes da primeira curva. Na 2ª volta, na disputa pela posição, Rosberg tocou o carro de Hamilton, o que o obrigou a parar para trocar a asa dianteira e comprometeu a corrida do inglês. Ele teve de fazer quase que uma volta completa com um pneu furado, caiu para a 19ª posição e, na volta 40, quando estava em 16º, abandonou a corrida, alegando problema no carro. Daniel Ricciardo aproveitou a discórdia dos rivais e venceu pela 3º vez. Rosberg chegou em 2º e aumentou de novo a vantagem para 29 pontos: 220 a 191.

Depois da corrida, os dois pilotos trocaram farpas e Rosberg chegou a admitir que tinha batido de propósito. Na volta à fábrica, dirigentes e pilotos da Mercedes fizeram uma reunião de mais de duas horas e, depois de discussões acaloradas, Hamilton e Rosberg foram advertidos de que a repetição dessa situação não seria tolerada e um deles poderia perder seu carro. A revista Autosport revelou que os dois pilotos foram proibidos de falarem entre si ou com qualquer um da equipe.

A ameaça da equipe, porém, não foi suficiente para aliviar a tensão e a animosidade persistiu até o final do campeonato. Rosberg manifestou publicamente, várias vezes, a sua intenção de desestabilizar psicologicamente o companheiro. Mas parece que o tiro saiu pela culatra. Em vez de fraquejar, Hamilton se mostrou mais forte na segunda metade da temporada.

Isso já se pode ver logo na corrida seguinte, na Itália. Hamilton largou mal, perdeu três posições e cedeu a liderança a Rosberg. Todavia, na volta 29, na mesma chicane, onde tinha travado os pneus e passado reto na volta 9, o alemão voltou a errar e foi ultrapassado pelo rival. Depois disso, procurou poupar os pneus, para atacar Hamilton no final, mas o inglês se distanciou cada vez mais e até fez zigue-zague ao cruzar a linha de chegada, para comemorar a sua sexta vitória. No pódio, Rosberg, que, com o 2º lugar, manteve a liderança do campeonato (238 a 216), foi vaiado pela torcida italiana.

Em Cingapura consumou-se a grande virada do campeonato.Depois de perder a pole para Hamilton por escassos 0s006, no grid começou a enfrentar sério problema eletrônico no seu carro. Enquanto os demais competidores saiam para a volta de apresentação, ele ficou parado na posição, apertando todos os botões do volante, sem conseguir fazer o carro andar. Levado para o box, trocou o câmbio, largou da pit lane, porém os problemas continuaram. Ele se arrastou pela pista, atrás até dos Marussia e Caterham, e acabou optando por abandonar a corrida. Coma vitória, perdeu para Hamilton (241 a 238) a liderança que não iria conseguir recuperar até o fim da temporada.

No Japão, embora Rosberg tenha, de novo, sido o pole position, só teve condições de manter a liderança até a volta 28. A partir daí, foi Hamilton quem deu sequencia à série de vitórias, numa corrida sob forte chuva, que provocou grave acidente com o piloto francês da Marussia, Jules Bianchi.  O piloto alemão tinha mantido a ponta até a volta 12 e recuperado na 15, porém não resistiu ao ataque de Hamilton, após a troca de pneus. Os dois correram lado a lado várias vezes, numa disputa empolgante, até que na volta 28, Rosberg deu uma escapada e permitiu que o inglês colocasse o carro ao lado do dele e passasse por fora, assumindo a liderança, que manteve até o final. Com a vitória, Hamilton aumentou para 10 pontos a diferença entre eles: 266 a 256.

Na Rússia, Hamilton liderou dois treinos livres, as três fases da classificação e venceu e ponta a ponta o primeiro GP da Rússia. Mais uma vez, Nico Rosberg foi um mero coadjuvante, que, com o segundo lugar ajudou a garantir, com três corridas de antecipação, o título das construtoras à Mercedes.  O alemão tentou surpreender Hamilton na curva 2, mas precipitou-se, fritou os pneus, passou reto pela área de escape. Teve de devolver a posição ao companheiro e fazer a primeira parada antes de completar a primeira volta. A partir daí, apesar de ser obrigado a usar o mesmo jogo de pneus durante 52 voltas, fez uma boa corrida de recuperação, chegando em 2º e amenizando o prejuízo na classificação, embora, com 274 pontos, tenha ficado mais longe de Hamilton, que completou 291.

Nos Estados Unidos, apesar de ter conquistado mais uma pole position, Rosberg não conseguiu evitar outra vitória de Hamilton. Ele liderou a corrida até a primeira bateria de pit stops, mas na 24ª volta, no fim da reta oposta, foi ultrapassado pelo inglês. Depois disso, só esteve na frente por uma volta, na 34, quando Hamilton fez sua segunda parada. Mesmo com a derrota e o aumento da desvantagem para 24 pontos, Rosberg se manteve na disputa pelo título, a partir daí restrita aos dois pilotos da Mercedes.

No Brasil, Rosberg se manteve na briga pelo título, com uma convincente vitória sobre Hamilton. Ele liderou os treinos, foi o pole position e na corrida não deu chances ao companheiro, embora nas últimas 15 voltas a diferença entre ambos não tenha passado de 0s5. Com a 5ª vitória na temporada, o alemão baixou a desvantagem para 17 pontos (317 a 334) e reavivou a chance, mesmo que remota, de conquistar o título graças à contagem dobrada da última corrida. Para isso, ele precisaria vencer e o companheiro chegar, no máximo, no terceiro lugar.

Mas as esperanças de Nico Rosberg se dissiparam logo nos primeiros metros da corrida de Abu Dhabi. Na pole position, já na largada, com problema de falta de potência do motor, foi ultrapassado por Hamilton e por vários outros carros, despencando para as últimas posições. A equipe chegou a sugerir que ele abandonasse a pista, mas, valente, ele lutou até o fim chegando no 14º lugar. Sem a concorrência do único rival direto, Hamilton correu tranquilidade rumo ao título, totalizando 384 pontos contra os 317 do companheiro.

Desfazendo o clima tenso que persistiu durante a maior parte da temporada, Nico Rosberg reconheceu a derrota e cumprimentou esportivamente Lewis Hamilton pelo seu segundo título mundial.

Nico Rosberg não repetiu em 2015, pelo menos até as três últimas corridas da temporada, o desempenho do ano anterior. Na maior parte do campeonato, foi nitidamente superado pelo companheiro Lewis Hamilton, que, além de impor uma diferença de 59 pontos na classificação dos pilotos (381 a 322), teve 10 vitórias contra 6 e 11 poles positions contra 6.  Nas últimas três corridas, México, Brasil e Abu Dhabi, Rosberg empreendeu uma inesperada reação, conseguindo três poles e três vitórias consecutivas. Mas esse surpreendente e tardio desempenho só serviu para lhe garantir a terceira colocação entres os pilotos, à frente de Sebastian Vettel, e abrir perspectivas para uma campanha bem diferente na temporada de 2916.

Para isso, acha o piloto que só precisa continuar evoluindo como no final de 2015 e ter um carro com confiabilidade, sem os problemas que teve de enfrentar durante a temporada. É preciso reconhecer que na metade do campeonato Rosberg teve problemas domésticos, devido à gravidez de sua mulher. Em algumas corridas teve deixar o autódromo diretamente para casa, a fim de dar assistência  à esposa Vivian. Felizmente, porém, essas preocupações se dissiparam no dia 30 de agosto, com o nascimento, enquanto ele corria em Spa-Francorchamps, a filha que recebeu o nome de Alaïa.

Rosberg começou o campeonato com o segundo lugar na Austrália, superado por Hamilton, ao ser obrigado a uma parada a mais, por causa do desgaste dos pneus, quando liderava a corrida. Na Malásia, os dois pilotos da Mercedes foram surpreendidos por Sebastian Vettel, da Ferrari, que, com boa estratégia na troca de pneus, ultrapassou Rosberg na volta 22 e Hamilton, na volta 24. Na China, Hamilton foi de novo pole e vencedor, mas Rosberg reclamou do ritmo que impôs à corrida, impedindo-o de desenvolver sua corrida. Não podia ficar muito perto do companheiro por o ar saído do carro do inglês podia provocar a degradação dos pneus dele. Na entrevista à imprensa ele reclamou de Hamilton, mas este respondeu ironicamente dizendo que cada um devia cuidar da sua corrida. No Bahrein, Rosberg largou da 3ª posição, atrás de Hamilton e Vettel, manteve um bom duelo com Kimi Raikkonen, mas no final, com problemas nos freios, teve de ceder o 2º lugar ao finlandês da Ferrari.  Na Espanha, Rosberg conquistou a sua primeira vitória da temporada, a 9ª da carreira, mantendo-se à frente de ponta a ponta, com apenas duas paradas, enquanto Hamilton era obrigado a fazer três. Nas últimas 14 voltas, Hamilton tentou inutilmente tirar uma diferença que, no final, foi de 19 segundos.  Em Mônaco, Rosberg conseguiu sua terceira vitória seguida nas ruas do principado, com Vettel em segundo e Hamilton, vítima de um erro na chamada para o pit stop, quando liderava a corrida, em terceiro lugar. A equipe calculou que os 20 segundos de vantagem lhe permitiriam voltar na liderança, mas a demora na troca de pneus deu chance a Rosberg de assumir a liderança e mantê-la até final, No Canadá, numa corrida monótona, com alguns poucos momentos de pressão sobre Hamilton, na metade da corrida, Rosberg largou e chegou no segundo lugar, de novo atrás do companheiro, As surpresas da corrida foram mesmo Valtteri Bottas, o terceiro colocado, e Sebastian Vettel, que saiu da 18ª posição e chegou em 5º. Na Áustria, depois de superar o pole position Lewis Hamilton antes da primeira curva, Nico Rosberg dominou inteiramente e venceu até com folga, em 1h49m18s420, o Grande Prêmio da Áustria, no Red Bull Ring, em Spielberg. O piloto alemão só deixou a liderança para o companheiro de equipe e Sebastian Vettel quando fez a sua única parada, pra trocar os pneus macios pelos supermacios. Ele, que se queixou de vibrações dos pneus dianteiros durante as últimas voltas, cruzou a linha de chegada três segundos à frente do companheiro de equipe de Hamilton, marcando a sua terceira vitória da temporada e a segunda consecutiva em Spielberg, reduzindo a desvantagem no campeonato para dez pontos. Na Inglaterra, a corrida se decidiu na volta 44, quando, com a chegada da chuva, Hamilton foi o primeiro a ir para o box e a colocar os pneus intermediários, no que foi logo seguido por Rosberg. Com uma volta a mais com pneus novos, Hamilton retomou de Massa a liderança e resistiu aos ataques de Rosberg, para chegar em primeiro, com o alemão em segundo. Foi a segunda vitória consecutiva de Hamilton em Silverstone, estabelecendo vantagem de 17 pontos na liderança do campeonato. Na Hungria, o GP terminou de forma surpreendente, com a vitória de Sebastian Vettel, da Ferrari, e com os dois pilotos da Mercedes, os favoritos, fora do pódio. Os dois pilotos da Mercedes, o pole position Lewis Hamilton e Nico Rosberg, foram superados logo na largada, vítimas de trapalhadas e incidentes e, pela primeira vez, desde o GP do Brasil de 2013, nem um dos dois subiu ao pódio. Hamilton foi o 6º e Rosberg, o 8º. Na Bélgica, embora tenha largado da 2ª posição, Rosberg chegou a cair para o 5º lugar e só na 14ª volta assumiu a vice-liderança, atrás de Hamilton. A partir daí, os dois pilotos da Mercedes dirigiram com tranquilidade, sem serem ameaçados, e Rosberg terminou com vantagem de 35 segundo sobre o terceiro colocado, Romain Grosjean. Na Itália, Rosberg abandonou a corrida a três voltas do final, devido a falha do motor. E a vitória de Hamilton só foi confirmada horas depois, quando uma investigação da FIA comprovou que seus pneus traseiros não estavam com pressão abaixo do mínimo exigido, como se suspeitou.   O GP de Cingapura não foi uma etapa feliz para os pilotos da Mercedes. Hamilton teve de abandonar a pista pela primeira vez na temporada e Rosberg acabou no 4º lugar, depois de os mecânicos repararem já no grid problemas no carro.  No Japão, Nico Rosberg, que era o pole position, foi ultrapassado pelo companheiro Lewis Hamilton antes da primeira curva e, mais uma vez, chegou a cair para a 4ª posição, mas se recuperou no final e cruzou a linha de chegada em 2º lugar, depois de ultrapassar Sebastian Vettel na volta 34. Em Sochi, na Rússia, Rosberg voltou a ter problemas com o carro, com bloqueio do acelerador e na 9ª volta teve de entregar a liderança a Hamilton. Nos Estados Unidos, Rosberg voltou a obter a pole position, garantida com o tempo conseguido na Q2, depois de a Q3 ter sido cancelada por causa da chuva e o excesso de água na pista. Na primeira curva, porém, ele apertado por Hamilton, perdeu quatro posições, ficando atrás também de Daniil Kvyat, Daniel Ricciardo e Sergio Perez, Hamilton venceu a corrida e garantiu a conquista do seu tricampeonato, mas a vitória foi, realmente, resultado de um erro de Rosberg.  Na 49ª das 56 voltas, quando era bem mais rápido do que o companheiro e liderava até com folga, o alemão errou na entrada da curva, saiu da pista e abriu caminho para a passagem companheiro. Na volta 40, Rosberg começou uma escalada que parecia levá-lo à vitória, frustrando os planos de Hamilton, primeiro, passando por Verstappen, para ser 3º, depois, Vettel, para chegar ao segundo lugar. Na volta 43, quando Hamilton aproveitou o safety car para trocar pneus, o piloto alemão assumiu a liderança e liderava até com certa folga, parecendo caminhara para a vitória, quando cometeu o erro que  foi  fatal. Perdeu a posição para a Hamilton e teve que resistir à violenta pressão de Vettel para não perder também o segundo lugar, na volta final. No México, Rosberg começou uma outra etapa da sua temporada, fazendo a pole position e ganhando as três últimas provas do campeonato. Na Cidade do México, resistiu ao ataque de Hamilton na primeira curva e recuperou a liderança quando o companheiro, então líder, atrasou duas voltas para o pit stop, procurando ganhar tempo para ainda voltar em primeiro lugar.  No Brasil, de novo, Rosberg resistiu à pressão de Hamilton na primeira curva e no final foi beneficiado pelo desgaste dos pneus do companheiro que, mesmo usando algumas vezes o DRS, não conseguiu alcançá-lo. Em Abu Dhabi, o piloto alemão obteve sua 3ª pole consecutiva, a 6ª da temporada e 22ª da carreira e mais uma vez se impôs ao companheiro tricampeão, na sua 6ª vitória na temporada. Logo no início construiu uma vantagem superior a um segundo, não dando a Hamilton chance de ultrapassagem, mesmo usando a abertura da asa.

A reação, embora tardia, agitou internamente a Mercedes e prevendo a possível volta da rivalidade entre os seus dois pilotos foi que Toto Wolff ameaçou demitir qualquer um deles, se a equipe se sentir prejudicada.

Em 2016, o ambiente na Mercedes não foi tão conflituoso, mas também não chegou a ser dos mais tranquilos. Em várias ocasiões, Toto Wolff, teve dificuldade para lidar com os dois e foi obrigado a fazer ameaças para evitar que a rivalidade prejudicasse a Mercedes.

Todavia, com postura diferente dos anos anteriores, quando se submeteu à liderança de Lewis Hamilton, Nico Rosberg se impôs, lutou de igual para igual e acabou conquistando o seu primeiro título de campeão da F1, repetindo o feito do pai, Keke Rosberg, em 1982.

Além do bom desempenho ele soube aproveitar os problemas técnicos enfrentados pelo companheiro, para ganhar corridas e também teve competência e tranquilidade para superar os maus momentos. No início, ele parecia imbatível e candidato mais forte ao título, com uma vantagem de 43 pontos. Depois, todavia, Hamilton reagiu, ganhou quatro corridas seguidas e na terceira delas, na Hungria, passou 19 pontos à frente. Mas a partir daí foi Rosberg quem assumiu o domínio das pistas. Não só ganhou três provas consecutivas e reassumiu  a liderança em Cingapura, como, com mais regularidade, manteve posições que lhe permitiram compensar as vitórias de Hamilton nos Estados Unidos, México e Brasil. Com um segundo lugar na última corrida, em Abu Dhabi, assegurou o título com cinco pontos de vantagem: 385 a 380.

Rosberg começou o campeonato da melhor forma possível, vencendo as quatro primeiras corridas, na Austrália, Bahrein, China e Rússia. Nas duas primeiras, foi beneficiado pelas más largadas do companheiro, que era pole position, e na duas seguintes aproveitou os problemas  mecânicos do tricampeão na classificação.  Com essas vitórias e as nas três últimas provas de 2015, somou sete consecutivas, igualando a marca de Michael Schumacher e Alberto Ascari.

O alemão chegou à primeira corrida europeia, na Espanha, com 43 pontos de vantagem sobre Hamilton, mas teve interrompida a série de vitórias. Ele se classificou em 2º no grid, atrás de Hamilton, ultrapassou o inglês, mas, quando este recuperava  a posição, foi atingido, os dois foram para a grama e tiveram de deixar a corrida, vencida pelo jovem holandês Max Verstappen. Novamente, o ambiente tornou-se tenso na equipe, quase igual o que aconteceu em 2014, depois do incidente em Spa. Em Mônaco, Rosberg se classificou em segundo, atrás de Daniel Ricciardo e à frente de Hamilton, porém, depois de rendimento regular na pista molhada, encontrou tráfego na pista seca e acabou em 7º. No GP do Canadá, de novo segundo no grid, foi fechado por Hamilton na primeira curva, saiu da pista e perdeu várias posições. Não conseguiu se recuperar completamente e na volta final foi ultrapassado por Max Verstappen, terminado no 5º lugar. Em Baku, no GP da Europa, voltou se r pole position, aproveitando que Hamilton teve problemas de pneus na classificação. Na corrida, Nico dominou sem problema, obteve a 5ª vitória da temporada, com  um hat-trick, pois fez também a volta mais rápida e aumentou de 9 para 24 pontos a vantagem sobre Hamilton. Na Áustria, Nico foi segundo na classificação, mas, por troca da caixa de câmbio perdeu cinco posições e teve de largar em 7º. Na corrida, depois de um safety car provocado por Sebastian Vettel,  correu em primeiro e disputava  a vitória com Hamilton, quando na última volta, na curva 2, os dois colidiram e ele teve a asa quebrada. Cruzou a linha de chegada sem a peça, em 4º lugar e, pelo incidente, foi punido com10 segundos no tempo final, mas manteve a posição por que tinha vantagem superior sobre Daniel Ricciardo.  Hamilton venceu a corrida e baixou a diferença para 11 pontos. No GP da Inglaterra, em Silverstone, outra vez segundo no grid, Nico teve desempenho ruim sob chuva, sendo ultrapassado por Verstappen e ficando varias voltas atrás do holandês, mesmo depois de a pista ter secado. Acabou a corrida em segundo, atrás de Hamilton, mas por comunicação irregular pelo rádio, foi rebaixado ao terceiro lugar, com a vantagem sobre o companheiro caindo para apenas um ponto. No GP da Hungria, ele conseguiu a pole, depois de a classificação ser interrompida, devido a acidente com Fernando Alonso. Na prova, largou mal, foi ultrapassado por Hamilton, terminou em segundo e pela primeira vez foi superado na liderança pelo companheiro: 192 a 286. No GP da Alemanha voltou a conquistar a pole, tornou a largar mal, sendo superado por Hamilton, Ricciardo e Verstappen e terminando em 4º. Com isso, completou a primeira metade da temporada em segundo lugar classificação geral, 19 pontos atrás de Hamilton: 217 a 198. Na volta das férias, Nico venceu as duas últimas corridas europeias, em Spa e Monza. Na primeira Lewis teve que trocar peças do motor, perdendo posições no grid, e na outra o inglês largou mal, mesmo saindo da pole. Assim, o alemão começava a etapa asiática da temporada 2 pontos atrás do companheiro: 250 a 248. Em Cingapura, conseguiu a pole e uma vitória difícil, com os pneus desgastados e tendo que resistir ao ataque da Daniel Ricciardo na volta final. Na Malásia, de novo na liderança entre os pilotos, 8 pontos à frente do companheiro (273 a 265), saiu em segundo, foi tocado por Sebastian Vettel e caiu para a última posição, mas, por sorte, Hamilton teve problema de motor na 40ª, das 56 voltas, e ele acabou em 3º, atrás de Daniel Ricciardo e Max Verstappen, da Red Bull. Totalizou então 288 pontos e aumentou para 23 a frente sobre Hamilton, que continuou com os 265. No Japão, conseguiu a pole por 13 décimos sobre Hamilton (30s647 contra 30s660), marcou a 9º e última vitória no campeonato e ampliou a vantagem para 23 pontos (313 a 280). Nos Estados Unidos, México e Brasil, Hamilton foi o vencedor e Rosberg, sempre em segundo, viu a vantagem cair para apenas 12 pontos  (331 a 305) e a decisão do título ficar para a última corrida. Ele chegou a Abu Dhabi, com a possibilidade de ser campeão, mesmo chegando até em 3º lugar, mas teve de enfrentar tática maliciosa de Hamilton, que ainda pretendia ser campeão. O piloto inglês reduziu o ritmo de corrida, esperando que, primeiro Ricciardo e Verstappen, depois Vettel e Verstappen se interpusessem entre ele e Rosberg, jogando o alemão para o 4º lugar, garantindo o título pra ele. Todavia, Rosberg não se deixou enervar pela atitude do companheiro, resistiu aos ataques e, pela quarta vez consecutiva obteve o segundo lugar, desta feita para conquistar o primeiro título de campeão da carreira.

Cinco dias após ser campeão mundial de Fórmula 1, Nico Rosberg surpreendeu o mundo esportivo  ao anunciar sua aposentadoria, aos 31 anos. O anúncio foi feito em entrevista coletiva, na solenidade de entrega dos prêmios da FIA, em Viena e depois postado em sua página oficial no Facebook.

De acordo com o ex-piloto da Mercedes, a decisão foi pessoal, envolvendo principalmente motivos familiares, como o medo de sua mãe em vê-lo “voando” nas pistas.

“Para mim, é um dia muito especial por receber o troféu nesta noite. Vai ser incrível, mas por outra razão: quero aproveitar a oportunidade para anunciar o encerramento da minha carreira na F1. Desde quando comecei, aos seis anos, tive esse sonho: me tornar campeão mundial e isso estava claro em minha mente. Conquistei isso, dei tudo por isso, e com ajuda dos fãs consegui alcançar isso. Vou lembrar disso para sempre. Minha mãe ficou feliz porque nunca mais vai ter que sofrer. Ela nunca viu uma corrida minha, ficava com muito medo”, declarou Rosberg.

.O anúncio foi ainda mais surpreendente porque em julho o germânico havia renovado seu contrato com a Mercedes até 2018.

É a seguinte a íntegra da mensagem postada na internet por Rosberg: .

“Em 25 anos no automobilismo, foi meu sonho, meu único sonho, me tornar campeão mundial de Fórmula 1. Através de trabalho duro, de dor, dos sacrifícios, este foi meu objetivo. E agora eu consegui. Eu subi minha montanha, estou no meu auge, então me sinto bem. Minha emoção mais forte agora é aprofundar a gratidão a todos que me apoiaram por fazer esse sonho acontecer

Esta temporada, eu digo a vocês, foi dura para caramba. Eu forcei como um louco em toda área depois das decepções nos últimos dois anos. Eles abasteceram minha motivação a níveis que eu nunca experimentei antes. E é claro que tive um impacto naqueles que eu amo também – foi um esforço familiar completo de sacrifício, colocando tudo atrás de nosso objetivo. Eu não posso encontrar palavras o suficiente para agradecer a minha esposa Vivian; ela tem sido incrível. Ela entendeu que esse era o ano, nossa oportunidade de fazer isso, e criar o espaço para eu me recuperar por completo entre cada corrida, olhando para nossa filha toda noite, lidando quando as coisas ficaram duras e colocando nosso campeonato como prioridade.

Quando eu ganhei a corrida em Suzuka, do momento onde o destino do título estava em minhas próprias mãos, a grande pressão começou, e eu comecei a pensar sobre encerrar minha carreira no automobilismo se eu me tornasse campeão mundial. No domingo de manhã em Abu Dhabi, eu sabia que essa poderia ser minha última corrida, e esse sentimento clareou minha cabeça antes da largada. Eu queria aproveitar cada parte da experiência, sabendo que poderia ser a última vez… e então as luzes se apagaram, e eu tive as mais intensas 55 voltas de minha vida. Eu tomei a decisão na segunda-feira à noite. Depois de refletir por um dia, as primeiras pessoas com que falei foram Vivian e Georg (da equipe de empresários), seguido por Toto (Wolff, chefe da Mercedes).

A única coisa que tornou minha decisão difícil foi o fato de colocar meu time em uma situação complicada. Mas o Toto entendeu. Ele sabia de cara que eu estava completamente certo da minha decisão. Minha maior conquista no automobilismo sempre será ter vencido um Campeonato Mundial com este time de pessoas incríveis, o time das Flechas de Prata.

Agora estou aqui para aproveitar o momento. Agora é hora para curtir as próximas semanas, pensar na temporada que passou e aproveitar cada experiência que aparecer pelo caminho. Depois disso, eu vou virara a próxima esquina da vida e ver o que está disponível para mim…”

Nico Rosberg deixou a Fórmula 1 com 306 corridas, 23 vitórias, 30 poles, 60 primeiras filas, 57 pódios, 20 voltas mais rápidas, 1.533 voltas na liderança, 32 abandonos e um títulod e campeão mundial, em 2016.