Nico Hulkenberg

Perfil

Nome Nicolas “Nico” Hulkenberg
País Alemanha
Nascimento: 19/08/1987
Local Emerich
Altura 1,84 m
Peso 74 kg
Idiomas Alemão, inglês, holandês
Preferências Comida japonesa. Spezi (misto de laranjada e cola)
Hobbies Tênis
Site www.nicohulkenberg.net

Desempenho

Estreia

GP do Bahrein – 14/03/2010

Corridas

177

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

1 (GP do Brasil – 2010)

Voltas + rápidas

2 (GP de Cingapura – 2012) – (GP da China – 2016)

Abandonos

38

Pontos

511

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Abandonos DSQ Pódios Pontos Posição
2019 Formula 1 Renault

21

2 1

37

14º

2018 Formula 1 Renault

21

69

2017 Formula 1 Renault

20

43

10º

2016 Fórmula 1 Force India

21

 1

72

2015 Fórmula 1 Force India

19

58

10º

2014 Fórmula 1 Force India

19

96

2013 Fórmula 1 Sauber

18

0

0

0

0

51

10º

2012 Fórmula 1 Force Índia

20

0

0

1

0

63

11º

2011 Fórmula 1

Piloto  de testes

2010 Fórmula 1 Williams

19

0

1

o

O

22

14º
2009 Fórmula 1

Piloto de testes

GP2 ART GP

20

5

3

5

10

100

2008/09 GP2 Ásia

4

1

2

0

2

27

2008 F3 Masters

1

0

1

0

1

N/A

F3 Euro

20

7

6

7

8

87

2007 F3 Masters ASM

1

1

0

0

1

N/A

GP de Macau

1

1

0

0

1

N/A

23º
F3 Euro

20

4

2

3

8

72

2006/07 A1 GP Alemanha

20

9

3

5

14

128

2006 F3  Alemanha ATS

1

3

Endurance

Griffith’s

2

1

2

1

50

17º
2005 F3 Alemanha J. Kaufmann

18

1

3

5

6

78

BMW Mundial

1

0

0

1

1

N/A

BMW ADAC

20

8

9

6

14

287

História

“Eu posso dizer que esse moço tem um talento inacreditável. Muito dele me lembra Michael Schumacher”.

“Eu não quero ser um novo Michael Schumacher ou quem quer que seja. Eu quero ser o primeiro Nico”

A primeira frase é a opinião é de Will Webber, ex-empresário de Michael Schumacher, sobre o seu novo pupilo, o também alemão Nico Hulkenberg, apontado como uma das principais promessas da nova safra de pilotos da Fórmula 1. A outra é do próprio Hulkenberg, afastando as possíveis cobranças e, intencionalmente ou não, dando uma estocada nos outros dois pilotos alemães da F1, Sebastian Vettel e Nico Rosberg. Sem se abalar com as pressões para que seja o sucessor de Schumacher ou Vettel, Hulkenberg busca o seu próprio caminho na principal categoria do automobilismo mundial. Na apresentação do novo contratado para 2013, a Sauber definiu Nico Hulkenberg como um “piloto rápido, ambicioso e determinado”.

Assim como Rosberg, Nicolas “Nico” Hulkenberg, nascido no dia 19 de agosto de 1997, em Emmerich am Rhein, no oeste da Alemanha, começou a carreira no kart, aos 10 anos de idade (Schumacher começou aos 7 anos). Em 2002, as 15 anos, foi campeão alemão júnior e no ano seguinte conquistou o título nacional da categoria principal.

Depois de mais um ano na categoria, quando foi o segundo colocado, em 2005 ele passou para os monopostos, disputando a Fórmula BMW ADAC (campeonato da categoria Júnior do Allgemeiner Deustcher Automobil Club – Automóvel Clube Geral Alemão), da qual foi campeão, ganhando também a Copa dos Calouros. Com 9 vitórias, 8 poles positions e 14 pódios e um total de 287 pontos, em 20 corridas, ficou 5 pontos à frente de Sebastien Buemi.

No mesmo ano, ele esteve perto de conquistar o título de campeão da mundial da Formula BMW, no dia 16 de dezembro, no Bahrein, mas uma punição com a perda de 10 segundos na última corrida, por fazer teste de freios, durante a presença do safety car na pista, o rebaixou para o 3º lugar, atrás de Marco Holzer e Sebastien Buemi. Ainda em 2005, Hulkenberg foi o melhor na Academy Speed (Academia da Velocidade), promovida pela Deutsche Post, filial alemã da empresa de correios DHL.

Em 2006, Hulkenberg disputou 15 das 20 corridas da Fórmula 3 alemã e com 4 vitórias e um 2º lugar, somou 78 pontos (contra 145 do campeão, o chino-holandês Ho-Pin Tung) e foi 5º colocado.  Já como resultado do trabalho do seu novo empresário, Willi Webber, que também conduzia a carreira de Michael Schumacher, Hulkenberg foi convidado a integrar a equipe alemã da A1 GP, categoria criada em 2005, nos mesmos moldes da F1, com as equipes representando países, numa espécie de Copa do Mundo do automobilismo. De 1º de outubro de 2006 a 29 de abril de 2007, disputou 20 das 22 corridas do campeonato (disputadas em 11 etapas, em países diferentes) e tornou-se o piloto de maior sucesso da nova categoria. Com 9 vitórias (seis delas consecutivas), três 2ºs lugar e três 3ºs (portanto 14 pódios), somou 128 pontos (contra 93 da Nova Zelândia)         e deu à Alemanha o título da competição.

Como a A1 não deu o acesso à F1, como esperava, ainda antes de terminar o campeonato dessa categoria, passou a disputar a série europeia de Formula 3. De 21 de abril a 14 de outubro, participou, pela equipe ASM, com motor Mercedes, das 10 etapas, com duas provas cada uma, conquistando 4 vitórias; dois 2ºs lugares e dois 3ºs, subindo ao pódio 9 vezes. Fez também 2 poles positions e 3 voltas mais rápidas e, com 72 pontos, foi o 3º colocado, superado pelos companheiros de equipe Romain Grosjean, com 106, e Sebastien Buemi, com 95. Em venceu em Norisring, em Nuremberg, onde largou da 18ª posição, Zandvoort, Nurburgring e Hockheim e poderia ter chegado ao título, não fossem as más jornadas em Magny-Cours, na 4ª etapa, punido na classificação e obrigado a abandonar depois de choque com Filip Salaquarda, e em Mugello, na 5ª rodada, onde foi 21º e 14º. No dia 6 de agosto, Hulkenberg venceu a corrida da F3 Masters, em Zandvoort, e em 18 de novembro foi 15º, entre os 30 competidores do GP de Macau, da Fórmula 3. Depois de não chegar a acordo com Flávio Briatore, da Renault, Wili Webber conseguiu um teste para Hulkenberg na Williams. Em dezembro, em Jerez de La Frontera, em dois dias de treino, ele ultrapassou Kazuki Nakajima, que era piloto oficial da Williams, e ficou a apenas 0s400 de Nico Rosberg. A performance impressionou a equipe de Frank Williams, que o contratou como piloto de testes em 2008.

Em 2008, a par das atividades na Williams, Hulkenberg voltou a disputar, de 12 de abril a 26 de outubro, a série europeia, conquistando o título da categoria de forma arrasadora. Das 20 corridas, completou 15, venceu 7 e foi 3º em uma; fez 6 poles positions e 7 voltas mais rápidas, somando 85 pontos, contra 49,5 do vice-campeão, o italiano Eduardo Montara. Todas as 7 vitórias foram obtidas nas corridas longas de sábado, numa prova de que o piloto alemão era muito mais consistente que os seus 37 adversários. Ainda em meio à temporada da F3, no dia 10 de agosto, o piloto alemão disputou o GP Masters da F3, em Zolder, na Bélgica. Foi o primeiro do seu grupo e pole position, mas na final chegou 4s495 atrás do vencedor, o companheiro da equipe ART GP, o francês Jules Bianchi. No final do ano, Hulkenberg deu mais um passo em direção à F1, disputando, de 18 de outubro a 26 de abril de 2009, a série da Ásia da GP2, ainda apela ART GP, tendo como companheiros de equipe Pastor Maldonado, Sakon Yamamoto e Bruno Senna. Participou de apenas 4 das 12 corridas, sendo 4º nas duas rodadas do Bahrein; 1º e 3º no Catar e ainda assim terminando no 6º lugar, com 27 pontos, contra 56 do campeão, o japonês Kamui Kobayashi.

Ainda como piloto de testes da Williams, Hulkenberg passou para série principal da GP2,em 2009, e já no primeiro ano conquistou o título da categoria, com duas rodadas de antecipação, ao obter o 3º lugar no sprint de Monza. Nas 20 provas, disputadas em 10 etapas, depois de um início titubeante, obteve 5 vitórias; dois 2ºs e três 3ºs lugares, somando justos 100 pontos, 25 à frente de Vitaly Petrov, o segundo colocado, e 64 a mais do que Pastor Maldonado, futuro piloto da Williams, que foi 6º, com 36 pontos.  Fez também 3 poles positions e 6 voltas mais rápidas e foi o primeira novato a ganhar o campeonato, desde Lewis Hamilton, em 2006. Chamou particularmente a atenção a sua performance em Nurburgring, na 5ª etapa do campeonato, onde foi pole e venceu a corrida longa, do sábado, saiu em 8º no grid invertido e ganhou o sprint, no domingo. Foi o primeiro a ganhar a duas corridas do fim de semana, desde Giorgio Pantano, em Monza, em 2006, e o segundo a fazer a pole, duas voltas mais rápidas e duas vitórias, como fez Nelsinho Piquet, em Hungaroring, também em 2006. O desempenho na GP2 e nos treinos entusiasmou a Williams, que em 2 de novembro de 2009, anunciou a promoção de Nico Hulkenberg a piloto titular da equipe para a temporada de 2010, ao lado do experiente Rubens Barrichello, transferido da Brawn GP, vendida para a Mercedes.

Ele começou bem o campeonato, chegando à Q2 e largando da 13ª posição, e na corrida, depois de se recuperar de uma rodada, chegou em 14ª, no GP do Bahrein. Na Austrália, voltou a entrar na Q2 e largou da 15ª posição, mas uma batida de Kamui Kobayashi o tirou da pista logo na primeira volta. Na Malásia, Hulkenberg chegou à Q3 pela primeira vez conseguiu a 5ª posição, duas à frente do companheiro Rubens Barrichello. Na corrida, o alemão saboreou seu primeiro ponto na F1, após chegar em 10º, graças à quebra do motor de Fernando Alonso, que estava à sua frente, a duas voltas do final.

Em seguida, ele foi 15º na China; 16° na Espanha; em Mônaco bateu no túnel e não completou a prova; ficou em 17º na Turquia; em 13º no Canadá e em Valência, no GP da Europa, teve de deixar a pista na 48ª das 57 voltas, por quebra do exaustor. Na segunda metade da temporada seus resultados melhoraram e ele com seguiu chegar à zona de pontuação em 6 das 10 corridas finais. Foi 10º na Inglaterra; 13º na Alemanha; 6º na Hungria; 14º na Bélgica; 7º na Itália; 10º em Cingapura; não completou a prova do Japão, onde saíra em 9º, devido a um choque com Vitaly Petrov, na largada; foi 10º na Coreia; 8º no Brasil e 16º em Abu Dhabi. Com 22 pontos, foi o 14º no campeonato, à frente de 14 outros pilotos, alguns deles com muito maior experiência na categoria que ele.

Independentemente da classificação final, Nico Hulkenberg marcou a sua presença na temporada de 2010 pela surpreendente pole position no GP do Brasil, no dia 6 de novembro. Sob mau tempo e com a pista molhada, ele fez duas voltas mais rápidas que todos os outros competidores e com 1m14s470, superou Sebastian Vettel por 1s049. Ele próprio se surpreendeu com a performance: “O DVD está no meu computador. Eu ainda assisto regularmente”, disse numa entrevista em 2012. Foi a primeira pole position da Williams desde o GP da Europa de 2005, com Nick Heidfeld.

A proeza, todavia, não foi suficiente para garantir a permanência de Nico Hulkenberg na Williams. Em dificuldades financeiras e perdendo patrocinadores, o dinheiro falou mais alto e Frank Williams se rendeu ao pacote de patrocínio levado por Pastor Maldonado, liderado pela PDVSA, a estatal do petróleo da Venezuela. Logo depois do GP de Abu Dhabi, o último da temporada, anunciou a troca do alemão pelo venezuelano. Restou a Hulkenberg aceitar o convite da Force índia para ser o seu piloto reserva em 2011. Como 3º reserva da equipe, no lugar de Paul di Resta, promovido a piloto titular, Hulkenberg participou de 14 dos 19 treinos de sexta-feira de manhã, nos fins de semana de corridas e graças ao desempenho dentro e fora das pistas, ganhou assento num dos carros da escuderia indiana para 2012.

O começo na nova função foi animador. Hulkenberg terminou na liderança o segundo dia de treinos da pré-temporada,em Barcelona. Com o tempo de 1m22s608, foi o mais rápido nas duas sessões de testes no circuito da Catalunha. Com o novo VJM05, da Force índia, na véspera, ele tinha ficado atrás apenas de Sebastian Vettel. No campeonato, a atuação do piloto alemão não decepcionou. Terminou na zona de pontuação em 11 das 20 corridas e foi o 11º colocado na classificação final, com 63 pontos, 17 à frente do companheiro de equipe, Paul di Resta, que pontuou em 9. Com os 109 pontos conquistados pelos dois, a Force Índia classificou-se em 7º lugar, superando todas as equipes consideradas “pequenas” e até a Williams, ex-equipe de Hulkenberg.

Na primeira corrida do ano, na Austrália, Hulkenberg não foi feliz. Largou em 9º, seis posições à frente de di Resta, mas não passou da primeira curva, devido a danos no carro, provocados por choque com Mark Webber. Mas na Malásia ele se recuperou e conquistou os primeiros dois pontos na F1, chegando no 9º lugar, depois de ter largado em 16º. A partir daí, foi 15º na China; 12º no Bahrein; 10º na Espanha; 8º em Mônaco; 12º no Canadá; 5º em Valência; 12º na Inglaterra; 9º na Alemanha; 11º na Hungria; 4º na Bélgica; 21º na Itália, onde saiu antes de completar o percurso e 14º em Cingapura. Nas últimas 6 corridas, Hulkenberg só não pontuou em Abu Dhabi, onde se envolveu numa colisão na primeira volta.

Foi 7º no Japão; 6º na Coreia; 8º na Índia e nos Estados Unidos e 5º no Brasil. Na Coreia, Hulkenberg marcou a sua corrida com uma dupla ultrapassagem sobre Romain Grosjean e Lewis Hamilton, na última corrida, na pista molhada e Interlagos, Hulkenberg foi o 7º no Q3, mas ganhou uma posição, com punição a Pastor Maldonado e largou em 6º. Na segunda volta, avançou duas posições e na quinta ultrapassou Fernando Alonso, ocupando o 3º lugar. Na volta 11, quando Lewis Hamilton fez o primeiro pit stop ele subiu para o 2º lugar e no início da 19 ultrapassou Jenson Button e assumiu a liderança, mantendo a posição até a volta 47, quando foi ultrapassado por Hamilton. Na volta 55, atingiu o carro do piloto inglês , tirando-o da pista e foi punido com o um drive-through, que o derrubou para o 5º lugar.

Antes mesmo desse surpreendente resultado no Brasil, Nico Hulkenberg já tinha acertado a transferência para a Sauber, no lugar de Sérgio Pérez, anunciada pela equipe no dia 31 de outubro. No início dos treinos da pré-temporada, em Jerez de La Frontera, o piloto enfrentou a primeira dificuldade na nova equipe. Descobriu que o cockpit do C32 era pequeno para ele. Segundo explicou, os pés ficavam espremidos, ao acelerar ou frear; os dedões batiam no cockpit quando tocava nos pedais. Como o carro não poderia ser modificado naquela área, Hulkenberg teria que conviver com o problema durante todo o campeonato. A solução encontrada para amenizar o desconforto foi cortar a borracha no calcanhar da sapatilha de corrida.

Um novo e inesperado problema Hulkenberg enfrentou na primeira corrida da temporada na Austrália, onde ele nem pode chegar ao grid e ocupar a 11ª posição que tinha conseguido na classificação. Quando se preparava para juntar-se à grade de largada, o tanque de combustível rompeu-se e gasolina se espalhou por todo o cockpit do carro. A equipe não conseguiu descobrir a causa nem uma forma de resolver o problema e a solução foi encaminhar o carro à fábrica, para a troca do tanque. Com o novo carro, Hulkenberg foi o 12º no grid do GP da Malásia, ganhou 4 posições na corrida e, com o 8º lugar, conquistou os primeiros 4 pontos dele e da Sauber em 2013.

Na China, voltou a marcar ponto, com o 10º lugar, mas nas 4 corridas seguintes não pontuou: foi 12º no Bahrein; 15º na Espanha/11º em Mônaco e não completou a prova do Canadá. Depois de mais dois 10ºs lugares, na Inglaterra e na Alemanha; o 11º na Hungria e o 13º, na Bélgica, com um carro que não era dos mais eficientes da temporada, Hulkenberg começou na Itália uma reação surpreendente. Foi o 3º no grid e terminou o GP em Monza na 5ª colocação.

Em seguida, foi 9º em Cingapura e na Coreia chamou a atenção das equipes que estavam querendo contratá-lo, a Lotus e a Force India, ao conquistar o 4º lugar, depois de ter largado da 7ª posição. No Japão, largou da 7ª posição, chegou a andar na frente de Fernando Alonso e Felipe Massa por um longo tempo, mas ganhou apenas um posto, chegando em 7º. Na India, abandonou a seis voltas do final, por problemas nos freios. Em Abu Dhabi, depois de estar ameaçado de não correr, por causa de um vírus gastrointestinal, contraído em Adis Abeba, conseguiu a 5ª posição no grid, a sua melhor classificação na F1.

Na corrida, porém, sofreu um drive-through por quase se chocar com Sergio Perez na saída dos boxes, teve o desempenho comprometido e acabou em 14º. Nas duas provas finais, Hulkenberg voltou a obter boas classificações e chegar entre os 10 primeiros. Em Austin, no GP dos Estados Unidos, foi 4º na Q3 e só cedeu a 5ª posição a Fernando Alonso nas voltas finais, terminando em 6º. No GP do Brasil, foi 10º no grid e na corrida, queixando-se de que o carro não estava fácil de dirigir, ganhou duas posições e terminou no 8º lugar. O piloto alemão terminou o campeonato em 10º lugar, com 51 pontos, muito à frente do companheiro de equipe, Saibam Gutierrez, que somou apenas 6.

As boas atuações a segunda metade da temporada fizeram Nico Hulkenberg sonhar com a transferência para uma das grandes equipes, pensando principalmente na vaga de Felipe Massa, na Ferrari. Por isso, mesmo depois de ter até moldado o banco do carro da Lotus, recusou convite para substituir, nos Estados Unidos e no Brasil, Kimi Raikkonen, que não participaria dessas duas corridas, para passar por uma operação nas costas. A contratação de Raikkonen pela equipe de Maranello frustraram os planos de Hulkenberg e ele correu o risco de ficar sem carro para 2014.

A direção da Sauber não gostou do fato de ele ter se prestado a moldar o banco na Lotus, mesmo não tendo corrido pela equipe, e das declarações públicas sobre atraso de pagamento, o que tornou a sua permanência na equipe praticamente inviável. A Lotus, que poderia ser a alternativa, não conseguiu levantar recursos suficientes para a sua contratação e, assim, o piloto não deve ter pensado duas vezes quando recebeu o convite para voltar à Force India. O contrato com a nova equipe foi assinado no dia 24 de novembro, mas só foi anunciado na terça-feira, dois dias depois do GP do Brasil

.Apesar de resultados frustrantes na segunda metade do campeonato, devido aos problemas do carro da Force India, Nico Hulkenberg teve em 2014 a sua melhor temporada na Fórmula 1. Foi rápido e consistente, terminando entre os 10 primeiros em 16 das 19 corridas e terminando na 9ª posição na classificação dos pilotos, com vantagem de 37 pontos sobre o companheiro de equipe, Sergio Perez, o 10º, com 59 pontos.

Na Austrália, Hulkenberg termina uma corrida pela primeira vez, em 6º lugar, com desempenho que deu incentivo para as corridas seguintes. Na Malásia, foi 5º e elogiou a ajuda da equipe. No Bahrein, foi 12º no grid, perdeu a disputa com Sergio Perez e terminou em 5º, atrás do companheiro, que foi o 3º, mas assumiu a 3º lugar na classificação dos pilotos. Na China, ficou em 6º, depois de ter largado da 8ª posição, e foi superado na classificação por Fernando Alonso.

Na Espanha, apesar de problemas com pneus, conseguiu chegar em 10º, mas caiu para o 6º lugar na classificação. Em Mônaco, com o 5º lugar, depois de passar por Alonso, recuperou uma posição entre os pilotos. No Canadá, com uma só parada e uma corrida espetacular, Hulkenberg pulou da 11ª posição do grid para o 5º lugar, mas voltou para o 6º lugar da classificação dos pilotos, com 60 pontos, contra 68 de Alonso.

Na Áustria, Hulkenberg continua entre os ponteiros, sempre se recuperando na corrida; largou em 10º e lamentou ter terminado em 9º, ultrapassado por Daniel Ricciardo no final da corrida. Em todo caso, continuou sendo, ao lado de Alonso, os dois únicos pilotos a chegarem à zona de pontuação em todas as provas até então.  E ele manteve essa condição ao chegar em 8º lugar na Inglaterra, mesmo tendo perdido algumas posições na largadas e lutar, conforme reclamou, com a falta de equilíbrio do carro. Na Alemanha, pela 10ª vez seguida, diante da sua torcida, Hulkenberg terminou nos pontos, com a 7ª colocação e, com Sergio Perez, que foi o 9º, manteve a Force India na 5ª colocação, à frente da McLaren.

Na Hungria, pela primeira vez na temporada, o piloto alemão foi obrigado a abandonar a corrida, ainda na 15ª volta, depois de, por um erro seu, se chocar com o companheiro Sergio Perez, quando tentava ultrapassá-lo. Na Bélgica, Hulkenberg não passou da Q1, amargando uma 18ª posição no grid, e chegou no 11º lugar, mas ganhou um ponto, ao subir para 10º, graças a uma punição a Kevin Magnussen. Na Itália, ele voltou a reclamar da falta de equilíbrio do carro. Deu-se mal na classificação, obtendo apenas a 13ª posição, e mais uma vez ficou fora dos pontos, com o 12º lugar.  Em Cingapura, Hulkenberg voltou a pontuar, chegando em 9º, depois de ter largado em 13º, mas fez uma corrida sem brilho, andando a maior parte do tempo sozinho e sem esforçar por uma colocação melhor, que teria sido possível.

No GP do Japão, marcado pelo acidente com o piloto francês Jules Bianchi, Hulkenberg voltou a fazer uma boa corrida de recuperação, largando das 14 ª posição e cruzando a linha de chegada em 8º. A essa altura, ele, que já tinha sido 3º colocado, era apenas 8º entre os pilotos, embora, com Sergio Perez, ainda a Force India ainda mantivesse a 5ª colocação entre as construtoras, na frente da McLaren. Na Rússia, Hulkenberg já foi para o grid em desvantagem, perdendo cinco posições por troca da caixa de marcha, e pular da 17ª para a 12ª final já foi um grande feito. Nos Estados Unidos, a corrida de Hulkenberg terminou cedo, logo na 16ª volta. Ele já tinha ido bem na classificação, ficando na 13ª posição; na corrida, numa largada complicada, passou sobre destroços dos caros de Sergio Perez e Adrian Sutil, que tinham se chocado, e sofreu danos no carro e nos pneus. Ao parar para os reparos, perdeu várias posições e, se não bastasse isso, o carro perdeu potência, o que levou a equipe pedir que abandonasse a corrida. No Brasil, o alemão, pelo menos por alguns momentos, teve a gloria de liderar uma corrida. Com pneus médios, enquanto os outros estavam com os macios, na pista molhada, ele foi galgando posições. Depois de largar da 12ª posição, na 6ª já era 10ª: na 7ª, passou a 6º e logo em seguida a 2º e quando Lewis Hamilton parou, na 9ª volta ele assumiu a liderança, que manteve até a 13ª, quando foi superado por Rosberg.  Antes, só uma vez, no GP da China de 2013, ele tinha sentido o sabor da liderança de uma corrida. Depois de uma terceira parada, ele esteve em 4º, caiu para 9º e terminou em 8º. Em Abu Dhabi, Hulkenberg continuou a sofrer as consequências dos problemas da Force India na segunda metade do campeonato. Nos treinos de classificação, os carros dele e de Sergio Perez estavam mais lentos e ambos não passaram da Q2, e largaram em 12º e 11º, respectivamente, depois de ganharem duas posições, devido a punição aplicada a Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, da Red Bull, por causa de irregularidade na asa dianteira.  Na largada, Hulkenberg bateu em Kevin Magnussen e foi punido com stop&go de 5 segundos. Por isso, apesar de chegado a correr em 4º, ele terminou a corrida na 5ª colocação, à frente do companheiro de equipe. Com o resultado os dois terminaram entre os 10 primeiros do campeonato: Hulkenberg em 9º, com 96 pontos, e Perez em 10º, com 50. A Force India ficou no 6º lugar entre as construtoras, com 155 pontos, 26 atrás da McLaren e 61 da Ferrari.

Ao contrário do que aconteceu no ano anterior, quando teve a sua melhor temporada na F1 e foi 9º colocado entre os pilotos,com uma vantagem de 37 pontos sobre o companheiro Sergio Perez (96 a 59), Nico Hulkenberg não foi bem em 2015, terminando na 10ª colocação, 20 pontos atrás de Perez, 9º colocado, com 78 pontos e um pódio. O piloto alemão teve desempenho inconsistente, principalmente no início do campeonato, ainda com o carro antigo, o Force India VJM08, e só melhorou na segunda fase do campeonato, com o novo carro,  o Force India VJM08B. Embora nesse período não tivesse completado quatro e não tenha largado em uma de 11 corridas, foi a fase em que obteve melhores colocações e mais pontos.

A grande façanha de Hulkenberg, em 2015, foi ter-se tornado o primeiro piloto em ação na F1, desde 199, a ganhar as 24 horas de Le Mans, ao lado de Earl Bamber, da Nova Zelândia e Nick Tandy, da Inglaterra.

Ele começou a temporada com o 7º lugar na Austrália; foi 14º na Malásia; retirou-se na China e só voltou a marcar pontos no Canadá, na 7ª corrida, com o 8ª lugar. Foi 13º no Bahrein; 15º na Espanha e 11 º em Mônaco. No Canadá, Hulkenberg largou em 7º, mas, na saída da curva 3, tomou a sexta posição de Pastor Maldonado. Na volta 46, na disputa pelo oitavo lugar, foi ultrapassado por Sebastian Vettel, rodou e foi de encontro à parede no final da curva. Todavia, conseguiu continuar na prova e terminar na 8ª colocação. Na Áustria, Hulkenberg fez a sua melhor corrida até então. Largou da 5ª posição, correu roda a roda e trocou de posição várias vezes com Valtteri Bottas, da Williams, mas no final teve velocidade para superar o rival; terminou em 6º e Bottas, em 5º. Na Inglaterra, com o carro novo, logo na largada. Hulkenberg saltou do 9º para o 5º lugar, passando por Daniil Kvyat e pelas duas Ferraris, de Vettel e Raikkonen, mas terminou no 7º lugar.   Na Hungria, o piloto alemão pulou do 11º para o 5º lugar nas primeiras curvas, ganhou o 4º posto de Bottas, mas foi jogado para o 5º de novo por Daniel Ricciardo. Corria nessa posição quando, na volta 41, perdeu a asa dianteira voou contra a barreira de pneus, na curva 1 e teve de abandonar a corrida. Das 9 corridas seguintes, não conseguiu terminar quatro, mas pontuou nas outras 5. Na Bélgica, antes da formação do grid, Hulkenberg teve de voltar ao box para corrigir problema da unidade de potência. Na formação para apresentação, todavia, o carro ficou parado no grid, a volta foi abortada e o piloto não pode sequer largar.  Na Itália, largou da 9ª posição e chegou em 7º, mas se disse um pouco frustrado porque não ter o ritmo que achava ser possível. Ele disse que teve um problema no carro, que perdia pressão aerodinâmica, escorregava e os pneus traseiros aqueciam demais. Acrescentou que foi difícil se defender de Marcus Ericsson e se segurar no 7º lugar.  Em Cingapura, Hulkenberg colidiu com Felipe Massa na saída da pit lane e teve de deixar a pista ainda na volta 12. Massa também abandonou, mas na volta 30 e por problemas no câmbio. Considerado culpado pelo incidente, o alemão foi punido com a perda de três posições, na corrida seguinte. No Japão, apesar da punição, que o fez largar da 13ª posição, fez uma boa largada, passou por vários carros e na curva 2 já estava em 8º. Após uma parada antecipada, ele passou pelos dois carros da Lotus e cruzou a linha em 6º.  Na Rússia, ele rodou, atingindo Max Verstappen e Marcus Ericsson e não passou da curva 2. Nos Estados Unidos, o alemão participou de outro incidente e não completou a prova. Na volta 35, quando tentava ultrapassar Daniel Ricciardo, colidiu com o australiano, quebrou a suspensão dianteira e deixou a pista.  No México, Hulkenberg voltou à zona de pontuação, depois de ter largado da 10ª posição. Correu quase todo o tempo sozinho, sem erros e problemas e chegou no 6º lugar. No Brasil, apesar da instabilidade do carro, Hulkenberg ultrapassou Pastor Maldonado, na volta 18, e sustentou o 6º lugar até o fim. Com esse resultado ele ajudou a equipe a garantir, pela primeira vez, a quinta colocação entre os construtores. m Abu Dhabi, o alemão largou da 7ª posição, conseguiu sair na frente de Felipe Massa, que era o 6º no grid, depois da primeira parada, terminou na mesma colocação.

Ainda no meio da temporada, no dia 1 de setembro, a Force India anunciou a renovação do contrato de Nico Hulkenberg por mais dois anos. Embora pretendido por outras equipes, como a Haas ou a Ferrari, como possível substituto de Raikkonen, o piloto alemão preferiu continuar na escuderia anglo-indiana principalmente por ter sido autorizado a disputar paralelamente à F1, as 24 horas de Le Mans.

O piloto se disse muito contente por definir e anunciar meus planos para o futuro:

“Conheço tudo sobre esse time e, aqui, me sinto em casa. Por isso, faz sentido eu assinar um longo contrato. A melhora que esse time teve nos últimos dois anos realmente me impressiona e dá confiança para o futuro. É um grande grupo de pessoas famintas pelo sucesso, e quero continuar crescendo ano após ano”.

E o dono da Force India, o indiano Vijay Mallya também comemorou a renovação do contrato do piloto alemão:

“Nunca fiz segredo de ser um dos maiores fãs de Nico e, por isso, é fantástico confirmá-lo como o nosso piloto para as próximas temporadas. Ele está há quase quatro anos conosco e, nesse tempo, vimos seu desenvolvimento como um dos melhores pilotos de corrida do mundo. Nico tem velocidade, conhecimento técnico e maturidade param nos ajudar a conquistar grandes resultados. Nós faremos tudo que pudermos para continuar a dar-lhe um carro à altura de seu talento”.

Apesar desse conceito, da boa relação com a equipe e a boa temporada, Nico Hulkenberg eixoua Force India no final de 2016. No dia 14 de outubro, a Renault anunciou que ele tinha assinado um contrato de longa duração para correr pela equipe, a partir de 2017.

O pilto alemão deixou a equipe anglo-malaia com crédito. Marcou 72 pontos, terminando em 9º no Campeonato de Pilotos e ajudou a Force India a terminar o Campeonato de Construtores no 4º lugar, outra vez à frente da Williams.

No início da temporada de 2016, na Austrália, uma bandeira vermelha impediu que Hulkenberg, que largou da10 posição, conseguisse mais do que o 7º lugar. Com a parada, todos os pilotos puderam fazer a troca de pneus e ele ficou atrás de um caro da Haas por muito tempo. No Bahrein, largou mal, bateu na traseira do carro e teve danos na asa dianteira e teve de parar logo na primeira volta. Depois disso, tentou recuperar posições, mas ficou preso no tráfego, teve grande desgaste de pneus e acabou no 15º lugar.  Na China, o alemão repetiu o 15º lugar, apesar de boas largada e primeiras voltas, quando pulou do 13º para o 5º lugar, Com a entrada do safety car, porém, teve de ficar atrás de Sergio Perez no pit stop e na saída foi punido por exceder o limite de velocidade na pit lane. Na Rússia, não completou a corrida, depois de ser tocado por Esteban Gutierrez, logo na largada.  Também não completou a corrida da Espanha, devido a um incêndio no carro, na 20ª das 66 voltas. Hulkenberg voltou à zona de pontuação com o 6º lugar em Mônaco, resultado que considerou decepcionante e atribuiu a erro da equipe no primeiro pit stop, devolvendo-o à pista no meio do tráfego.  A única satisfação foi ter ultrapassado e ficado à frente de Nico Rosberg por algum tempo. No Canadá, foi o 8º colocado e voltou a ficar insatisfeito, pois achou que poderia ter ficado entre os seis primeiros, se o carro estivesse mais fácil de pilotar, no frio e com vento. Em Baku, no Grande Prêmio da Europa, Hulkenberg largou da 12ª posição, devido a uma erro na classificação, foi, de novo, abalroado por Gutierrez e perdeu posições. Ainda assim, e apesar de problemas com os pneus, chegou no 9º lugar. Na Áustria, largou mal, perdeu posições e, por problemas nos freios teve de deixar a pista faltando sete voltas para o final. Na Inglaterra, Hulkenberg voltou à zona de pontuação, com o 7º lugar, apesar das dificuldades coma pista molhada e de ter ficado muito tempo preso atrás de Felipe Massa, embora fosse mais rápido do que ele. Na Hungria, saiu da 9ª posição e depois do pit stop voltou atrás de Daniil Kvyat e Felipe Massa, passou por eles, mas na segunda parada, errou a embreagem e fez a equipe perder tempo, o que o fez ceder uma posição para Jolyon Palmer, terminando em 10º. Na Alemanha, Nico sofreu perda de uma posição, por troca de pneus na classificação, largou em 8º e, com três paradas, e nas últimas voltas garantiu o 7º lugar. Na Bélgica, na volta das férias, Hulkenberg conseguiu seu melhor resultado na temporada, o 4º lugar. Largou da 7ª posição, chegou a restar entre os primeiros, mas foi prejudicado por uma bandeira vermelha. No final, ganhou de Fernando Alonso na saída da pit lane para marcar os valiosos 12 pontos. Na Itália, a perda de terreno na primeira volta, por ter de se desviar de Max Verstappen e ser tocado pro Felipe Massa, comprometeu toda a corrida do alemão. Ultrapassado e depois preso atrás de Fernando Alonso na segunda metade da prova, terminou na 10ª colocação.  Em Cingapura, largou bem, mas ficou entre Sainz Jr. e Daniil Kvyat, foi jogado pelo espanhol contra o muro e sua corrida, segundo disse, “não durou mais de 50 metros”.  Na Malásia, voltou a largar bem, mas perdeu duas posições para escapar a um choque entre Rosberg e Vettel e, após muito tempo atrás de Jenson Button, cruzou a linha na 8ª colocação. O resultado se repetiu no Japão, onde voltou a ter problemas de tráfego, mas comemorou uma ultrapassagem sobre Valtteri Bottas, depois de uma batalha roda a roda, na chicane. Nos Estados Unidos, foi jogado contra Valtteri Bottas, por Sebastian Vettel e foi obrigado a abandonar ainda na primeira volta. Nas três últimas corridas, teve sempre o mesmo resultado, a 7ª colocação. No México, foi superado no final por Kimi Raikkonen, que tinha pneus melhores. No Brasil, poderia ter lutado pelo pódio, mas teve um pneu furado, caiu para as últimas posições e recuperar posições foi uma verdadeira vitória. Em Abu Dhabi, ele e Sergio Perez, em 7º e 8º, respectivamente, fizeram uma corrida solitária, porque, como admitiu os seis primeiros eram muito mais rápidos e impossíveis de alcançar.

No final, Nico Hulkenberg disse ser ótimo encerrar a passagem pela Force India com um resultado forte e ajudar a equipe a terminar em quarto no campeonato. ”Deixo esta equipe com muitas memórias felizes. A Force India sempre fará parte da minha vida. Aprendi bastante aqui e eles me tornaram um piloto melhor. Crescemos juntos e estou orgulhoso do que alcançamos” afirmou o piloto.

Ele conseguiu seus primeiros pontos pela equipe na terceira corrida da temporada no Bahrein com o 9º lugar, seguido pelo 8º na Rússia. Terminou em 6º lugar na Espanha, o melhor resultado da Renault desde o retorno em 2016. Sua série de pontos terminou em Mônaco onde abandonou, quando corria na zona de pontuação, com problemas na caixa de câmbio. Ele terminou em 8º no Canadá, seguido de outro abandono, no Azerbaijão, quando desajeitadamente foi contra o muro, enquanto corria em um promissor 6º lugar. Na Áustria, terminou em 13º, ficando atrás de seu companheiro de equipe Jolyon Palmer pela primeira vez, após uma péssima largada. Uma atualização do carro da Renault trouxe grandes melhorias no GP da Inglaterra, onde Hülkenberg se classificou e terminou em sexto. O carro também provou ser o ‘melhor do resto’ (atrás de Mercedes, Ferrari e Red Bull) na Hungria ao se classificar em 7º, mas uma penalidade de 5 lugares no grid por causa da troca da caixa de câmbio o jogou para a 12ª posição do grid. Na corrida, estava para marcar pontos, antes de uma parada lenta nos boxes o derrubar para o fim do pelotão e obrigar a retirada da pista. Hülkenberg entrou nas férias de verão com 26 pontos e em 10º lugar no campeonato.
No retorno das férias, na Bélgica, o piloto mostrou estar em boa forma ao se qualificar em 7º e terminar em 6º na corrida. Em Cingapura, Hülkenberg se qualificou como o “melhor do resto”, em 7º. Após a primeira volta, ficou em 3º lugar, graças à colisão na primeira curva e o abandono de Sebastian Vettel, Kimi Räikkönen, Max Verstappen e Fernando Alonso. Ele parecia pronto para conquistar o seu tão esperado primeiro pódio na Fórmula 1, até que Daniil Kvyat rodou, provocando a entrada do Safety Car e um erro de estratégia da Renault o deixou em 5º lugar. Ele finalmente alcançou o 4º lugar, antes de um vazamento de óleo causar o abandono. No GP do Japão, foi anunciado que Carlos Sainz Jr. substituiria Palmer pelo resto da temporada, começando no GP dos Estados Unidos. Ele estava correndo confortavelmente nos pontos na maior parte da corrida, quando uma falha no mecanismo do DRS de seu carro o obrigou a um novo abandono. Em seu tempo juntos como companheiros de equipe, Hülkenberg marcou 34 pontos contra 8 de Palmer e o superou Palmer em todas as 16 corridas. Nos EUA, Hülkenberg deixou a pista na volta 4, com um problema no motor. No México, abandonou mais uma vez, novamente quando estava no 4º lugar, com um problema de motor. Foi a terceira vez consecutiva que ele não conseguiu terminar uma corrida e a quarta vez em cinco corridas. No Grande Prêmio do Brasil, obteve o 10º lugar, seus primeiros pontos em quase 3 meses, desde o 6º lugar na Bélgica em agosto. Ele se classificou como o “melhor do resto” em Abu Dhabi, com o 7º lugar, mas terminou a corrida em 6º lugar, mesmo depois de ter sofrido uma penalidade de 5 segundos por jogar Sergio Pérez para fora da pista no início da corrida, sem ter devolvido a posição.
Com o resultado, o piloto alemão confirmou a posição da Renault em 6º no Campeonato de Construtores e, com 43 pontos, igualou-se a Felipe Massa, mas, graças a mais 6ºs lugares, terminou a temporada em 10º na classificação.

Para 2018, Hülkenberg permaneceu na Renault, ao lado de Carlos Sainz. Ele e a Renault começaram bem a temporada, com um 7º e dois 6ºs lugares nas 3 primeiras corridas. Na quarta corrida, em Baku, Hülkenberg recebeu uma penalidade de 5 lugares no grid por mudar sua caixa de velocidades. Classificou-se em 9º, mas começou 14º, encerrando sequência de 6 corridas em 7º no grid. Na volta 10, já estava no 5º lugar, quando perdeu a traseira do carro, bateu no muro com o pneu traseiro esquerdo e se retirou com danos de suspensão. Foi a segunda vez em dois anos que ele abandonou na 6ª posição em Baku, devido a um erro não forçado. O infortúnio de Hülkenberg continuou na corrida seguinte, na Espanha. Ele foi eliminado na Q1, pela primeira vez em 59 corridas, devido a um problema de pressão de combustível. Na corrida, foi tirado da pista por Romain Grosjean na primeira volta e criticou a condução do francês, que recebeu uma penalidade de grid para a corrida seguinte. Em Mônaco, na qualificação, Hülkenberg foi superado por um companheiro de equipe pela primeira vez, desde o Grande Prêmio do Japão de 2016. No entanto, tendo largado em 11º, terminou a corrida em 8º, com seu companheiro de equipe, que foi 10º, obedecendo às ordens da equipe no final da corrida para deixá-lo passar. No Canadá, classificou-se e terminou a corrida em 7º. Hülkenberg terminou em 9º na França e abandonou em 9º, na Áustria, com uma falha no motor. Foi o terceiro abandono em 6 corridas e o sétimo em suas últimas 16 corridas. Na Inglaterra, terminou em 6º e na Alemanha alcançou o melhor resultado em casa, 5º lugar, ultrapassando Kevin Magnussen no final, quando a chuva começou a cair. Depois que um problema de reabastecimento o limitou à 13ª posição no grid, ele terminou em 12º no GP da Hungria. No entanto, entrou nas férias de verão com 52 pontos e em 7º, como líder do pelotão intermediário
Na Bélgica, Hülkenberg provocou uma colisão violenta na primeira curva, após largar de 18º, devido a punição por troca de motor. Ele bateu em Fernando Alonso, que foi lançado sobre a Sauber de Charles Leclerc, com um dos pneus de Alonso atingindo o novo dispositivo de segurança polêmico, o halo. A colisão também acabou com a corrida de Kimi Räikkönen e Daniel Ricciardo e Hulkenberg sofreu a perda de 10 lugares no grid da corrida seguinte. Após o incidente, Hülkenberg, que havia sido um opositor ao halo, introduzido naquele ano admitiu que era ‘bastante útil’. Hülkenberg sofreu um período difícil de resultados, coincidindo com a perda de competitividade da Renault, marcando apenas 1 ponto nas 4 corridas seguintes. Ele se recuperou com um 6º lugar no Grande Prêmio dos Estados Unidos, onde Sainz terminou em 7º, no melhor resultado da Renault em uma corrida, desde que voltou ao esporte em 2016, superando o 7º e 8º lugares que os dois pilotos haviam alcançado no Canadá, no início do ano. Na forte corrida do México, o alemão obteve outro 6º lugar e sua temporada terminou com dois abandonos sucessivos, devido às altas temperaturas do motor no Brasil e depois de ser jogado contra a barreira Romain Grosjean, em Abu Dhabi. Apesar disso, ele ainda terminou a temporada como “campeão do resto”, na 7ª colocação, com 69 pontos, e com a Renault na 4ª colocação no Campeonato de Construtores.
Para a temporada de 2019, Daniel Ricciardo, vencedor de vários prêmios, vindo da Red Bull, passou a ser o companheiro de Hulkenberg, no lugar de Carlos Sainz, transferido para a McLaren. O piloto, que ainda não tinha conquistado um pódio em 158 corridas, disse que seu futuro no esporte dependeria do resultado do duelo, pois sua capacidade iria ser medida “contra um vencedor do Grande Prêmio”, pela primeira vez, desde a sua temporada de estreia, em 2010, quando era companheiro de Rubens Barrichello na Williams.
Hülkenberg começou a temporada fortemente, superando o novo companheiro na qualificação da Austrália, mas um problema no motor o impediu de chegar ao Q3, deixando-o em 11º. Ele fez um começo também muito forte e terminou a corrida em 7º. No Bahrein, um problema de mapeamento do motor o colocou no 17º lugar na qualificação, mas, ele fez uma corrida fantástica, subindo 11 lugares e chegando ao 6º, sobrevivendo a um contato com Ricciardo. Na volta 53, a 4 voltas do final, ocorreu um desastre quando Hülkenberg e Ricciardo, respectivamente na 6ª e na 10ª posições, abandonaram, com problemas de motor, na mesma curva. Hülkenberg se retirou novamente depois de ter largado em 8º, com problemas de motor na corrida na China, dessa vez com um problema de software. Na Espanha, ele teve de largar da pit lane, por trocar a asa dianteira e componentes do motor e fazer outras modificações no parque fechado e terminou em 13º. Em Mônaco, a chance de terminar pontos evaporou-se, quando a Ferrari de Charles Leclerc bateu no carro dele, enquanto tentava uma ultrapassagem. Ambos os pilotos sofreram furos de pneu, porém Hülkenberg se recuperou para ser 13º, mas Leclerc acabou se retirando da corrida. Ele terminou as duas corridas seguintes, no Canadá e França em 7º e 8º lugar, respectivamente. No GP da Inglaterra, ele se recuperou para ocupar o 10º lugar, depois de ser atingido pelo ex-companheiro de equipe Sergio Pérez, seu motor falhar momentaneamente. Em seguida, na corrida em casa, em condições de chuva, ele estava no 4º lugar, tendo atingido o 2º lugar em um ponto, quando, na volta 39, rodou na curva 16 e teve de abandonar. Na corrida seguinte na Hungria, Hülkenberg estava disputando pontos, mas sofreu outro problema de motor e só conseguiu terminar em 12º lugar. Ao chegar às férias de verão, Hülkenberg era o 14º no campeonato, com 17 pontos, 5 pontos atrás do novo companheiro de equipe Daniel Ricciardo, em 11º lugar.
Pouco antes do GP da Bélgica, a Renault anunciou que Hülkenberg seria substituído pelo piloto reserva da Mercedes e pelo ex-piloto da Force India, Esteban Ocon, para a temporada 2020. O piloto disse que a decisão “não era apenas sobre desempenho”, aludindo que a equipe francesa da Renault desejava um piloto francês, como o Ocon. O tetracampeão mundial Alain Prost, diretor não executivo da Renault Sport, disse que a equipe ofereceu a Hülkenberg um novo contrato de um ano, mas o alemão recusou a oferta. Mais tarde, Prost disse que a Renault não renovou o contrato do alemão porque ele era “pessimista e negativo” demais.
Hülkenberg começou a segunda metade da temporada qualificando-se em 7º na Bélgica. Com uma penalidade no grid, ele largou em 12º, e caiu ainda mais para evitar colisões envolvendo Verstappen, Räikkönen, Ricciardo e Stroll. Com uma estratégia alternativa de duas paradas, ganhou 3 posições na última volta, para terminar em 8º. Na Itália, ambos os Renaults tiveram um final de semana muito forte, com Ricciardo e Hülkenberg se classificando em 5º e 6º, respectivamente, e subindo para 4º e 5º, depois que Sebastian Vettel saiu da disputa. Este foi o melhor ponto da Renault desde o retorno ao esporte em 2016, e o melhor resultado conjunto de Hülkenberg. Em Cingapura, Hülkenberg havia se classificado na 9ª posição, mas como o companheiro de equipe Daniel Ricciardo foi desclassificado, porque seu carro excedeu o limite de potência da MGU-K, ele começou na 8ª. Na corrida, na primeira volta, envolveu-se em uma colisão com o ex-companheiro de equipe Carlos Sainz Jr., sofreu um furo, teve que parar e caiu para o fundo do pelotão. No entanto, conseguiu se recuperar para o 9º lugar. Hülkenberg começou a corrida na Rússia em um impressionante 6º lugar. No entanto, sua corrida foi comprometida por um péssimo começo, o que o deixou fora do top 10. Depois de se recuperar para o 9º lugar, a equipe de boxes da Renault errou no pit stop e o tirou do top 10. Ele finalmente se recuperou para terminar em 10º, ultrapassando Lance Stroll no final da corrida. Após a corrida, Hülkenberg disse que “tudo o que podia dar errado deu errado”. Mais infortúnios atingiram Hülkenberg no Japão. Ele foi apenas o 15º na classificação, depois de uma falha mecânica na Q2, que o impediu de definir um tempo para avançar ainda mais. No entanto, na corrida, ele fez uma largada fantástica, chegou ao décimo lugar no final da primeira volta e terminou a corrida nessa posição. No entanto, após um protesto da Racing Point, os dois carros da Renault foram desqualificados por terem um sistema de freios automatizado pré-definido, considerado um auxílio ao motorista e, portanto, ilegal. Esta foi a primeira desqualificação de Hülkenberg em toda a sua carreira na F1. No México, ele conseguiu salvar um ponto com o 10º lugar, depois de ter sido jogado contra a barreira, por Daniil Kvyat, na última curva da última volta, quando estava em 9º. Ele cruzou a linha no 11º, sem asa traseira, mas foi promovido para o 10º, depois que Kvyat foi punido pelo incidente. Ele obteve mais um ponto nos EUA, com o 9º lugar e teve uma corrida difícil no Brasil, onde duas entradas do safety car interferiram em sua estratégia e o deixaram em 12º. Punido por ultrapassar Kevin Magnussen antes da linha do safety car durante a relargada, foi classificado em 15º, o pior resultado do ano. Em Abu Dhabi, apesar de ter largado em 10º e chegado em 12º, ele foi eleito piloto do dia, conquistando o título pela primeira vez. A escolha foi considerada um ato de solidariedade e apreço dos fãs da F1 em todo o mundo, e o alemão foi às mídias sociais para agradecer a todos.
Desligado da Renault, após três anos, não lamentou a saída e disse ter boas lembranças desse período.
“Foram três anos memoráveis na Renault. Tive momentos de altos e baixos, mas aproveitei meu tempo aqui. Tive bons resultados e alguns ‘quases’ dos quais lembrarei por muito tempo. Gostaria de agradecer todos, incluindo meus engenheiros e mecânicos pelos esforços nas últimas 62 corridas”.