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Nelson Piquet

Perfil

Nome

Nelson Piquet Souto Maior

País

Brasil

Nascimento

17/08/1952

Local

Rio de Janeiro

Pais

Estácio Gonçalves Souto Maior e Clotilde Piquet Souto Maior

Altura

1,73

Hobby

Colecionar carros antigos num museu particular em Brasília; fazer trabalhos de carpintaria, em casa

Residência

Brasília

Família

Tem 7 filhos, de 4 casamentos: Maria Klara (Geraldo Piquet, 1977), Sylvia Tamsma (Nelson Angelo, 1985; Kelly, 1988, e Julia, 1992); Katherine Valentin (Laszlo, 1987) e Viviane de Souza Leão (Pedro Estácio, 1999 e Marco (2000)

Desempenho

 1º GP

GP da Alemanha – 30/06/1978

Circuito de Hockenheim

1ª vitória

GP dos Estados Unidos – 5/10/1980

Circuito de Whatkins

Última vitória

GP do Canadá – 2/06/1991

Circuito de Montreal

Último GP

GP da Austrália – 3/11/1991

Circuito de Adelaide

Equipes

Ensign, McLaren,Brabham,

Williams, Lotus e Benetton

GPs

204

3ºs lugares

17

Títulos

1981/83/87

4ºs lugares

18

Vice-campeonato

1980

5ºs lugares

16

Vitórias

23

6ºs lugares

7

Pontos

485,5

Voltas na liderança

1.572

Poles

24

Km na liderança

7.565

Volta+rápida

23

Acidentes

30

1ª fila

44

Não classificado

2

2ºs lugares

20

Abandonos

86

Desempenho

Ano

Equipe

Chassi

Motor

Corrida

Pts.

Pos.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
 

 

 

1978

Ensign Ensign N117  

 

Cosworth

ARG

BRA

AFC

EUA

BEL

MON

ESP

SUE

FRA

ING

ALE

ab

 

 

 

0

 

 

 

N/C

BSB McLarenM23

AUT

ab

HOL

ab

ITA

ab

EUA

Parmalat Brabham BT46

Alfa Romeo Flat-12

CAN

11º

 

 

1979

Parmalat

Brabham

BT46

Alfa Romeo Flat-12

ARG

ab

 

 

 

3

 

 

 

15º

Brabham BT48

Alfa Romeo V-12

BRA

ab

AFS

EUA

ESP

ab

BEL

ab

MON

ab

FRAab INGab ALE12º AUTab HOL4º ITAab

Brabham BT49

Cosworth

V8

CAN

ab

EUA

ab

1980

Parmalat

Brabham BT 49 Cosworth V8

ARG

BRA

ab

RFS

EUA

BEL

ab

MON

FRA

ING

ALE

AUT

HOL

ITA

CAN

ab

EUA

ab

54

1981

Parmalat

Brabham BT49C

Cosworth V8

EUA

BRA

12º

ARG

SMR

BEL

ab

MON

ab

ESP

ab

FRA

ING

ab

ALE1º AUT3º HOL2º

ITA

CAN

CPL

50
 

1982

 

Parmalat

Brabham BT50

BMW S4

turbinado

AFS

ab

BEL

MON

ab

DET

dsq

CAN

HOL

ING

ab

FRA

ab

ALE

ab

AUT

ab

SUI

ITA

ab

CPL

ab

 

20

 

11º

Brabham BT49D

Cosworth V8

BRA

des

EUA

ab

SMR
1983

Fila Sport

Brabham BT52

BMW S4

turbinado

BRA

EUA

ab

FRA

SMR

ab

MON

BEL

DET

CAN

ab

 

 

59

 

 

Brabham BT52B

ING

ALE

13º

AUT

HOL

ab

ITA

EUR

AFS

1984

MRD Int.

Brabham BT53

BMW S4

turbinado

BRA

ab

AFS

ab

BEL

SMR

ab

FRA

ab

MON

ab

CAN

DET

DAL

ab

ING

ALE

ab

AUT

HOL

ab

ITA

ab

EUR

POR

29
1985 Motor Racing Brabham BT54 BMW S4turbinado

BRA

ab

POR

ab

SMR

MON

ab

CAN

ab

DET

FRA

ING

ALE

ab

AUT

ab

HOL

ITA

BEL

EUR

ab

AFS

ab

AUS

ab

21

1986

Williams

Williams FW11

Honda v6  turb.

BRA

ESP

ab

SMR

MON

BEL

ab

CAN

DET

ab

FRA

ING

ALE

HUN

AUT

ab

ITA

POR

MEX

AUS

69

1987

Williams

Williams FW11B

Honda V6 turb.

BRA

SMR

dns

BEL

ab

MON

DET

FRA

ING

ALE

HUN

AUT

ITA

POR

ESP

MEX

JAP

15º

AUS

ab

73

1988

Lotus

Lotus 100T

Honda V6

BRA

SMR

MON

ab

MEX

ab

CAN

DET

ab

FRA

ING

ALE

ab

HUN

BEL

ITA

ab

POR

ab

ESP

JAP

ab

AUS

22

1989

Lotus

Lotus 101

Judd V8

BRA

ab

SMR

ab

MON

ab

MEX

11º

EUA

ab

CAN

FRA

ING

ALE

HUN

BEL

des

ITA

ab

POR

ab

ESP

JAP

AUS

ab

12

1990

Benetton

Benetton B189B  

 

Ford V8

EUA

BRA

 

 

43

 

 

Benetton

B190

SMR5º MONdes CAN2º MEX6º FRA4º ING5º ALEab HUN3º BEL5º ITA7º POR5º ESPab JAP1º AUS1º

1991

Benetton

Benetton

B190B

 

Ford V8

EUA

BRA

 

 

26,5

 

 

Benetton

B191

SMR

ab

MON

ab

CAN

MEX

ab

FRA

ING

ALE

ab

HUN

ab

BEL

ITA

POR

ESP

11º

JAP

AUS

Nelson Piquet Souto Maior nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de agosto de 1952, mas mora em Brasília desde a inauguração da cidade, em 1960. Seu pai, o médico pernambucano, Estácio Souto Maior, já falecido, foi deputado federal e ministro da Saúde do governo João (Jango) Goulart .

Entre a engenharia, o tênis (com apoio do pai) e o automobilismo, Piquet hesitou bastante. Durante os seis meses que passou na Acalanes High School, de Atlanta, nos Estados Unidos, com uma bolsa de estudos dada pelo pai, chegou a ser premiado como tenista. Mas, desde os 14 anos, curtia as competições de kart e ganhou o direito de competir, após vencer o pai em uma partida de tênis em cinco sets, no circuito de rua do Pelezão, traçado urbano de Brasília.

O interesse pelo automobilismo o levou a batalhar e conseguir emprego na Camber, oficina mecânica de Alex Dias Ribeiro,  como encarregado do almoxarifado. Da seção de peças, passou  para o escritório e, posteriormente, ao seu objetivo, o departamento de motores.

Uma das façanhas que revela dessa época foi a reconstrução de um Volkswagen, para competir na Divisão 3, classe A. Com esse “Patinho Feio”, como ele o chamava,   conseguiu vencer sete das oito baterias do Campeonato de Protótipos Nacionais, Copa Planalto.

Até estrear na antiga Super Vê, no ano do lançamento da categoria, em 1974, Piquet recuperou e adaptou carros para competir. Antes, foi campeão brasiliense de kart, em 1971, e da Divisão 4, em 1972.

Com a ajuda de amigos, entre eles Roberto Pupo Moreno, seu início nas pistas foi árduo, às escondidas da família. Daí usar o sobrenome materno e, esmo assim, com outra grafia: PIket.

Em 1976, tornou-se campeão Paulista e Brasileiro da Fórmula Super Vê. Em 1977, tomou o rumo da Europa e da Fórmula 3. No ano seguinte participou dos campeonatos ingleses de F3, na qual foi campeão do BP por antecipação e estabeleceu o recorde de sete vitórias consecutivas.

Ainda em 1978, realizou seu primeiro teste com um F1, o McLaren M23, em Silverstone, e estreou na categoria em julho, no GP da Alemanha, com um Ensign. Correu mais três provas pela McLaren e estreou na Brabham no GP do Canadá.

Piquet permaneceu na Brabham até 1985. Em 1980, na sua segunda temporada completa na F1, foi vice-campeão mundial e venceu pela primeira vez um Grande Prêmio, o dos Estados Unidos.

Em 1981, com seu Brabham Ford, conquistou o Campeonato  Mundial em uma histírca disputa com o argentino Carlos (El Lole) Reutemann, vencida por apenas um ponto de diferença, 50 a 49.

Conquistando o bicampeonato em 83, com o Brabahm Turbo, Piquet foi o primeiro campeão da história com esse tipo de motor, derrotando os franceses Alain Prost e René Arnoux. Os título, de 81 e 83, têm um ponto em comum. Piquet chegou em desvantagem até a última corrida de cada temporada, revertendo a situação na última hora.

Em 1987, já na Williams, equipada com motores Honda turbo, Piquet torna-se campeão pela terceira vez, após um duelo dentro e fora das pistas. Nas pistas, contra o “Leão” Nigel Mansell, e fora dela, contra a própria escuderia, nitidamente favorável ao britânico.

Apesar das intrigas e pressões internas, tendo muitas vezes que confidenciar ajustes no carro apenas para alguns pilotos, a justiça foi estabelecida: foi um tri para inglês ver. Para a vingança ser completa, faltou apenas vencer, como desejava,  Mansell na penúltima etapa, o GP do Japão. E só não conseguiu porque o inglês sofreu um acidente durante os treinos e não participou daquela prova decisiva.

Depois de uma frustrante passagem pela decadente Lótus nos anos de 99 e 89, Piquet ingressou na Benetton, onde correu as suas duas últimas temporadas de 90 e 91. e conquistou os seus últimos três triunfos.

Piquet correu 204 GPs, em 14 campeonatos, de 78 a 91, obtendo 485,5 pontos, 60 pódios, 23 melhores voltas, 44 largadas na primeira fila, 24 poles, 23 vitórias e liderança em 1.572 voltas.

Suas grandes vitórias na F1 foram o GP dos Estados Unidos, em 1980, por ser a primeira; o GP da Hungria, em 87, por ser de fundamental importância rumo ao tri; em Adelaide, no GP da Austrália, por ser 0 550° da história da F1, e os GPs do Brasil de 83 e 90, por estar em sua país de origem.

Outras vitórias que também marcaram a sua carreira foram o GP da Itália, em 80; o dos EUA, de 84 e o GP da Argentina, de 81, quando venceu Reutemman, que havia vencido o GP do Brasil na prova  anterior.

Curiosamente, sua vitória mais difícil aconteceu no GP do Brasil, em 1982, quando chegou “morto” ao fim da prova, desmaiando logo ao ser retirado de sua Brabham. E todo o sacrifício foi em vão, pois acabou desclassificado porque seu carro pesou menos que o limite mínimo de 580kg.

Campeão da irreverência, Nelson Piquet sempre foi uma pessoa autentica. Língua ferina, solta e afiada.

Sobre Rosanne, a mulher de seu arquiinimigo Mansell:

“O Mansell tem as duas mulheres mais feias da F1.

Duas, mas como? Não vá me dizer que Nigel arrumou uma amante.

Nada disso. É que ele mandou construir uma estátua da mulher dele no fundo do quintal. Agora, ficou com as duas mais feias.”

Certa vez, confundiram Piquet com um marxista e perguntaram a ele qual a opinião que tinha sobre Karl Marx:

“Ele entendia pouco de pistões e suspensões”.

Com insistência, perguntaram-lhe sobre os filósofos e Aristóteles:

“A nível pratico, Platão e Aristóteles não servem para nada. Os filósofos  não me ajudam a conseguir bons contratos”.

Ainda sobre Mansell e sem poupar críticas à Williams:

“Trouxe dez anos de experiência na Fórmula 1 para esta e em troca recebi Mansell…”

Após seu triunfo no GP da Alemanha, em 1986, questionado sobre a quem dedicaria vitória:

“Dedico esta vitória a mim mesmo.”

Sobre Clay Regazzoni no final da temporada de 1979:

“Não atrapalho ninguém em treinos ou corridas, ou melhor, só o Regazzoni. A esse eu faço questão de dar o troco. Meu consolo é que na próxima vez vou estar num bom carro e ele na bicheira..”

Mais, a respeito de Mansell, que o acusava de ter tentado tirá-lo do GP do México, em 1987:

“Olha, eu sou profissional. Se eu quisesse mesmo tirar você da corrida, você ia ver o que acontecia.  Aliás, você vai acabar vendo mesmo, pois ainda faltam duas provas. Aguarde”.

“Claro que estou feliz ao subir pela primeira vez num pódio da F1. Até porque hoje, meu carro esteve uma merda…”, declarou ao obter seu primeiro segundo lugar, no GP da Argentina, 1980.

Sobre seu “afeto” Senna:

“Senna está sumido do noticiário para não ter que explicar por que não gosta de mulher.”

Ou:

“Não costumo ler jornais e gasto meu tempo livre longe do automobilismo. Não sou como o Senna”.

Depois de seu primeiro título de campeão mundial, após o GP de Las Vegas, em 1981, o argentino Carlos Reutemann, dramaticamente derrotado por Piquet, afirmou:

“E pensar que o atual campeão é aquele garoto que em 74, no Brasil, limpava as rodas do meu Brabham”.

No início de sua carreira, na década de 1970, para uma corrida de classe Turismo, em Goiânia, pegou o carro da irmã, com  a desculpa que iria trocar o óleo e voltou para casa com a taça de primeiro lugar na Classe A. De outra vez, a vítima foi a mãe do ex-patrão, Alex Dias Ribeiro. Piquet apanhou o Wolkswagen dela, que estava aos seus cuidados na garagem da firma, e venceu uma corrida em Belo Horizonte.

Certa vez, nos tempos do kart, botou fogo na  tribuna de honra do kartodromo de Goiânia, com o governador do Estado presente, depois que o jogaram pra fora da pista   três vezes. E lembra com raiva a surra que levou dos  pilotos locais, depois dessa atitude.

Na Hungria, em 1987, ao perceber que seu Williams era muito comprido e, portanto, mais lento nas curvas de alta velocidade, determinou o encurtamento em duas polegadas entre os eixos. Mas só pediu a alteração depois do warm-up, quando não daria mais tempo para o companheiro de equipe, Nigel Mansell, copiar a mudança. Resultado: deixou a máquina mais rápida e ganhou a prova. Não é à toa que Piquet foi considerado um dos grandes acertadores de carro da F1.

Em fins de 1985, os chefões de equipe Ron Dennis, da McLaren, e Bernie Ecclestone, da Brabham, apostaram 10 mil dólares sobre qual das duas equipes ficaria com Piquet na temporada seguinte. Ficaram empatados no ridículo, pois Nelson assinou com a Williams.

Algumas historias são veementemente negadas por Piquet, como por exemplo a de que, durante o treino de classificação do GP de Mônaco de 1981, tenha cometido sabotagem. Depois de cravar o tempo da pole position, teria voltado sorrateiramente para a pista, com o propósito de derramar óleo no traçado e impedir que os adversários superassem seu tempo.

“Quando eu ainda era moleque, toda vez que ria muito, acabava chorando, então pensava: o que adianta a gente ficar contente se logo fica triste? Agora, penso quando é que as coisas ruins vão acontecer comigo, se até aqui tudo foi tão bem? Enquanto eu tiver um carro competitivo, com chances de andar entre os seis primeiros, estarei feliz. No dia em que, por ventura, entrara em uma corrida sabendo que não terei chance de lutar pela vitória, será o fim para mim. Ai eu paro. Fim”. Isso é Nelson Piquet, no prefácio do livro “Mais que vencedor”, de Alex Dias Ribeiro.

Jamais se fará um perfil fiel de Nelson Piquet pelas opiniões de seus amigos ou adversários. Quem o ama ou admira, coloca as qualidades de piloto acima do seu temperamento de homem fechado e controvertido. Os que o detestam, ou o invejam, têm de se curvar à sua técnica magnífica nas pistas, mas não poupam suas atitudes pouco educadas e sempre sinceras fora dela.

Na verdade, Piquet jamais correu  para as arquibancadas:

“Não estou na Fórmula 1 ´para fazer amigos”, disse depois da vitória no GP da Itália, em 1987. “Aqui, todo mundo é inimigo”. E sempre foi assim ao longo de sua carreira: colecionou vitórias, antipatias, títulos e inimizades.

Na Super V~e, a primeira fórmula de que participou, brigou nas pistas e nos boxes com Hingo Hoffmann e Chiquinho Lameirão. Na F3 inglesa, os conflitos e triunfos vieram de desafios contra Chico Serra e Derek Warwick.

Quando se tornou grande na F1, ao lado de Niki  Lauda, na Brabham, em 1980, chegou ao pódio dando um chega pra lá em muita gente famosa. A primeira rusga foi com o australiano Alan Jones, com quem chegou junto na disputa do título no GP do Canadá de 1980. Jones, então o primeiro piloto da Williams, acabou campeão, mas sofreu com a determinação do brasileiro. Não tolerava o topete daquele garoto atrevido que, aos 27 anos, teimava em ser o melhor do mundo. “Ele é apressado e suicida”, acusava Jones.

O mau humor de Nelson Piquet atinge mais de 300 km/h, caso tentem invadir sua vida particular. O zelo pela privacidade o torna intratável. Detesta falar sobre seu primeiro e frustrado casamento com Maria Clara, conhecida por Cacala. Odeia justificar porque deu o nome de Geraldo Piquet ao seu primeiro filho: ”Até hoje me enchem o saco para saber se suprimi o Souto Maior do sobrenome para o Gegê ter as iniciais de Grande Prêmio. Ora, o filho é meu”.

Rico, famoso e polêmico, Piquet soube unir e separar com habilidade a imagem de ídolo da do homem . vivendo, nos dois casos, a plenitude se seus prazeres. Teve tantos casamentos quanto equipes. Ganhou milhões de dólares, comprou alguns “brinquedinhos”, como avião, helicóptero e iate, mas preferiu a F1 para satisfazer  emoções mais fortes. No amor, Maria Clara, Manoela, Silvia, Catherine e Ana Cristina encheram a vida do “Homem”.

Mesmo os momentos cruciais _ quando estava internado no Hospital Metodista de Indianápolis, devido ao gravíssimo acidente sofrido nos treinos para as 500 milhas , em 1992 _ não afetaram seu humor: “Ainda posso ser bailarino”, disse ao filho Geraldo, no intervalo de uma das cirurgias no pé esquerdo, a parte mais afetada no acidente.

Piquet sempre minimizou as infelicidades da pista. Nunca se queixou, ao menos publicamente, das seqüelas que ficaram por algum tempo, após sério acidente em Imola, quando bateu seu Williams contra o muro da temida curva de Tamburello, a mesma que vitimou fatalmente Senna, a 270 km/h.

Por meses, ele não conseguia dormir mais do que quatro horas por noite, bem menos que as dez horas habituais. Foi nesse período que, num raro lampejo de reflexão, admitiu os riscos da profissão:

“Um piloto não vive os seus melhores momentos nas vitórias, mas sim quando escapa ileso de uma porrada”.

 

Ano

Equipe

Chassi

Motor

Corrida

Pts.

Pos.

 

 

 

 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

 

 

 

 

 

 

1978

Ensign

Ensign N117

 

 

 

Cosworth

ARG

BRA

AFC

EUA

BEL

MON

ESP

SUE

FRA

ING

ALE

ab

 

 

 

 

 

0

 

 

 

 

N/C

BSB

McLaren

M23

 

AUT

ab

HOL

ab

ITA

ab

EUA

 

Parmalat

Brabham BT46

Alfa Romeo Flat-12

 

CAN

11º

 

 

 

1979

Parmalat

Brabham

BT46

Alfa Romeo Flat-12

ARG

ab

 

 

 

 

 

3

 

 

 

 

15º

Brabham BT48

Alfa Romeo V-12

 

BRA

ab

AFS

EUA

ESP

ab

BEL

ab

MON

ab

FRA

ab

ING

ab

ALE

12º

AUT

ab

HOL

ITA

ab

 

 

 

Brabham BT49

Cosworth

V8

 

CAN

ab

EUA

ab

 

 

1980

Parmalat

Brabham BT 49

Cosworth V8

ARG

BRA

ab

RFS

EUA

BEL

ab

MON

FRA

ING

ALE

AUT

HOL

ITA

CAN

ab

EUA

ab

 

 

54

 

 

1981

Parmalat

Brabham BT49C

Cosworth V8

EUA

BRA

12º

ARG

SMR

BEL

ab

MON

ab

ESP

ab

FRA

ING

ab

ALE

AUT

HOL

ITA

CAN

CPL

 

 

50

 

 

 

 

1982

 

 

Parmalat

Brabham BT50

BMW S4

turbinado

AFS

ab

 

BEL

MON

ab

DET

dsq

CAN

HOL

ING

ab

FRA

ab

ALE

ab

AUT

ab

SUI

ITA

ab

CPL

ab

 

 

20

 

 

11º

Brabham BT49D

Cosworth V8

 

BRA

des

EUA

ab

 

SMR

 

 

 

1983

 

Fila Sport

Brabham BT52

BMW S4

turbinado

BRA

EUA

ab

FRA

SMR

ab

MON

BEL

DET

CAN

ab

 

 

 

 

59

 

 

 

Brabham BT52B

 

ING

ALE

13º

AUT

HOL

ab

ITA

EUR

AFS

 

 

1984

MRD Int.

Brabham BT53

BMW S4

turbinado

BRA

ab

AFS

ab

BEL

SMR

ab

FRA

ab

MON

ab

CAN

DET

DAL

ab

ING

ALE

ab

AUT

HOL

ab

ITA

ab

EUR

POR

 

29

 

 

1985

Motor Racing

Brabham BT54

BMW S4

turbinado

BRA

ab

POR

ab

SMR

MON

ab

CAN

ab

DET

FRA

ING

ALE

ab

AUT

ab

HOL

ITA

BEL

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ab

AFS

ab

AUS

ab

 

21

 

 

1986

Williams

Williams FW11

Honda v6  turb.

BRA

ESP

ab

SMR

MON

BEL

ab

CAN

DET

ab

FRA

ING

ALE

HUN

AUT

ab

ITA

POR

MEX

AUS

 

69

 

 

1987

Williams

Williams FW11B

Honda V6 turb.

BRA

SMR

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BEL

ab

MON

DET

FRA

ING

ALE

HUN

AUT

ITA

POR

ESP

MEX

JAP

15º

AUS

ab

 

73

 

 

1988

Lotus

Lotus 100T

Honda V6

BRA

SMR

MON

ab

MEX

ab

CAN

DET

ab

FRA

ING

ALE

ab

HUN

BEL

ITA

ab

POR

ab

ESP

JAP

ab

AUS

 

22

 

1989

Lotus

Lotus 101

Judd V8

BRA

ab

SMR

ab

MON

ab

MEX

11º

EUA

ab

CAN

FRA

ING

ALE

HUN

BEL

des

ITA

ab

POR

ab

ESP

JAP

AUS

ab

 

12

 

 

 

1990

 

Benetton

Benetton B189B

 

 

 

Ford V8

EUA

BRA

 

 

 

 

43

 

 

 

Benetton

B190

 

SMR

MON

des

CAN

MEX

FRA

ING

ALE

ab

HUN

BEL

ITA

POR

ESP

ab

JAP

AUS

 

 

1991

 

Benetton

Benetton

B190B

 

 

Ford V8

EUA

BRA

 

 

 

 

26,5

 

 

 

Benetton

B191

 

SMR

ab

MON

ab

CAN

MEX

ab

FRA

ING

ALE

ab

HUN

ab

BEL

ITA

POR

ESP

11º

JAP

AUS