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Nelsinho Piquet

Perfil

Nome

Nelson Ângelo Tamsma Piquet Souto Maior

País

Brasil

Nascimento:

25-07-1985

Local:

Heidelberg (Baden-Württemberg,, Alemanha)

Altura:

1,77

Peso:

70 kg

Residência

Londres

Estado civil:

Solteiro

Preferências

Praia – Trancoso

Time – São Paulo FC

Música – eletrônica

Comida – sushi

Hobbies:

Esportes aquáticos, vídeo game “Grand Prix 4”

Website

www.nelsinhopiquet.com.br

Desempenho

Estréia na F1

GP da Austrália – 16-03-2008

Equipes

Renault

GPs

25

Vitórias:

0

Pódios

1

Poles:

0

Pontos:

19

Carreira

2008

12º colocado no campeonato da F1, com 19 pontos em 18 corridas

2007

Piloto de testes da Renault

2006

2º na GP2; 4º nas 24 Horas de Le Mans; 1º nas Mil Milhas Brasileiras

2005

8º na GP2; 6º  GP A1

2004

1º na F3 da Inglaterra; 4º no Copa da Europa da F3; 10º no GP de Macau; 8º no Masters da F3;

2003

3º na F3 inglesa; 8º no GP de Macau; 2º no Masters de F3; 3º no Grand Prix de F3 da Coreia

2002

1º colocado na F3 sul-americana

2001

5º colocado na F3 sul-americana

2000

Disputa campeonato brasileiro de kart

1999

Disputa campeonatos paulista e brasileiro de kart

1998

Disputa campeonato brasiliense de kart

1997

Disputa campeonato brasileiro e  de Brasília  de kart

1993

Começa a correr de kart

História

Em qualquer atividade, talento e nome famoso abrem as portas para o sucesso. Na Fórmula 1 não é diferente. Com talento reconhecido, o nome e o apoio do pai, Nelsinho Piquet, sem dúvida, tem um promissor futuro na principal categoria do automobilismo. Na sua primeira temporada, ainda não conseguiu garantir isso e esteve mesmo ameaçado de perder o lugar na equipe da Renault. Bastou, porém, um bom resultado (o pódio pelo segundo lugar no GP da Alemanha, depois de largar na 17ª posição) para ganhar uma nova oportunidade de mostrar sua competência na temporada de 2009.

Nelsinho Piquet, no Brasil, Nelson Ângelo ou até Piquet Jr., na Europa, é filho de Nelson Piquet e da modelo holandesa Sylvia Tamsma, com quem o tricampeão mundial da Fórmula 1 foi casado, pela segunda vez, nos anos 1980. Nelsinho, que nasceu em Heidelberg, na Alemanha, mas tem nacionalidade brasileira, tem seis irmãos: Geraldo (1977), do primeiro casamento de Nelson Piquet, com a brasileira Maria Clara; Kelly (1988) e Julia (1993), de Sylvia Tamsma; Pedro Estácio (1999) e Marco (2.000), de Viviane de Souza Leão, e Laszlo (1987), da modelo belga Anne Katherine Valentim.

Depois da separação de Nelson Piquet e Sylvia, Nelsinho continuou morando com a mãe, em Mônaco, até aos 8 anos de idade. Em 1993, passou em Brasília, porque a mãe achava que ele deveria conhecer melhor o pai, o Brasil e sua língua e porque o país seria melhor para a formação de uma criança. No mesmo ano da chegada, Nelsinho começou a correr de kart e quatro anos depois já disputava suas primeiras competições oficiais, os campeonatos de Brasília e brasileiro.

Em 2001, depois de conquistar três títulos brasileiros de kart (júnior menor, júnior maior e graduados B) e disputar um campeonato mundial, Nelsinho ingressou na Fórmula 3 sul-americana. Com apenas três meses de preparação e embora só tenha participado do campeonato a partir da 6ª etapa, quando atingiu a idade mínima exigida de 16 anos, obteve uma vitória e 5 pódios em 7 corridas, foi o 5º colocado, com quatro corridas a menos, e eleito o piloto revelação da temporada. Na temporada seguinte, com 13 vitórias e 16 poles, foi campeão da categoria, com 4 corridas de antecipação. O desempenho lhe valeu o “capacete de ouro”, prêmio concedido pela revista brasileira “Racing”.

Em 2003, Nelsinho Piquet foi para a Inglaterra, disputar a Fórmula 3 britânica, pela equipe Piquet Sports, criada pelo pai para dar suporte à sua carreira. Já no primeiro ano na nova categoria, teve desempenho surpreendente, com seis vitórias, 5 pódios e 8 poles, que lhe proporcionaram o terceiro lugar na classificação final.  A performance lhe valeu o “Autosport Best National Driver Award” (Prêmio Autosport de Melhor Piloto Nacional), conferido pela Autosports, principal publicação de automobilismo do mundo, e um convite da Williams para teste na Fórmula 1.

Em 2004, aos 19 anos e 2 meses, Nelsinho tornou-se o mais jovem piloto a sagrar-se campeão da Fórmula 3 britânica, com seis vitórias e 5 poles. Ganhou o “capacete de outro internacional” da Racing e novo teste pela William.

O desempenho na temporada anterior ajudou Nelsinho a dar mais um passo na caminhada rumo a Fórmula 1. Já no dia 7 de fevereiro de 2005, em Jerez de la Frontera, fez teste na Honda, em tentativa do pai de torná-lo piloto de teste da equipe japonesa. Sem uma definição da escuderia, Nelsinho passou a correr pela GP2, categoria criada naquele ano, como “escola” para a Fórmula 1. Prejudicado pelos desentendimentos entre a Piquet Sports e a HiTech, que tinham se associado para formar a HiTech Piquet Racing, a fim de promover a ascensão dele à Fórmula 1, e pelos problemas técnicos do carro, Nelsinho não teve o mesmo desempenho da Fórmula 3. Terminou o campeonato na 8ª posição, com 46 pontos, com uma vitória, em Spa Francorchamps; uma volta mais rápida e 4 pódios (Bahrein, 2º; Nurburgring, 3º; Hockenhein, 3º e Monza, 2º).

Depois da temporada da GP2, Nelsinho Piquet representou o Brasil na A1 Grand Prix das Nações, categoria criada pelo xeque Maktoum Hasher Maktoum Al Maktoum, membro da família real do Dubai, uma verdadeira Copa do Mundo, com as equipes representando paises. As corridas são realizadas no inverno do hemisfério Norte, no intervalo do campeonato da Fórmula 1. Depois de dois dias de treinos e classificação, no domingo são disputadas duas baterias, a primeira de 15 a 20 minutos e a segunda, entre 40 e 60 minutos. A equipe representante do Brasil tem como “padrinhos” o jogador Ronaldo e o ex-piloto Emerson Fittipaldi. Na primeira corrida da categoria, em Brands Hatch, na Inglaterra, no dia 25 de setembro, Nelsinho fez a pole position, ganhou as duas baterias e fez a volta mais rápida. Até fevereiro de 2006, ele ainda conqusitou três pódios ( 3º no sprint da Alemanha; 2º no sprint de Portugal e 3º no sprint da Austrália), antes de iniciar a segunda temporada da GP2. No final de 2005, Nelsinho foi eleito o piloto interamericano pela Federação Interamericana de Jornalistas de Automóveis.

Em 2006, Nelsinho Piquet sustentou uma dura disputa pelo título da GP2 com o inglês Lewis Hamilton. O inglês obteve 5 vitórias e 8 pódios e o brasileiro, com 4 vitórias e 5 pódios foi o vice-campeão, com 102 pontos, contra  114 de Hamilton, ambos bem distantes do terceiro colocado,o francês Alexandre Prèmat, que totalizou 66 pontos. Nelsinho venceu a prova longa de Valência; as duas baterias da Hungria e a bateria longa da Turquia.

No encerramento da temporada, durante o GP de Monza, no dia 10 de setembro, depois de teste, Nelsinhoi foi anunciado como piloto de testes da equipa francesa Renault, ao lado de outro brasileiro, Ricardo Zonta. Durante todo o ano, correu mais de 8 mil quilômetros, fazendo um verdadeiro aprendizado de Fórmula 1.

Em 2008, com a saída de Heikki Kovalainen, que, com a chegada de Fernando Alonso, não aceitou ser o segundo piloto da equipe, Nelsinho foi promovido a essa condição. O início foi difícil. Das 7 primeiras corridas só conseguiu terminar duas, assim mesmo em 11º, na Austrália, e 15º, na Turquia. Só na 8ª corrida conseguiu seus primeiros pontos, com o 7º lugar no GP da França. Ameaçado de demissão, consegiu garantir o emprego com um segundo lugar na Alemanha; o 4º no Japão e 8º na China.

Na primeira prova, na Austrália, Nelsinho saiu na 21ª posição e, em consequencia dos danos sofridos pelo carro numa colisão na primeira, teve de abandonar na 31ª volta. Por coincidência, foi o mesmo que aconteceu com seu pai na corrida de estreia. Na Malásia, o brasileiro saiu em 13º e chegou na 11ª posição. No Bahrein, largou na 14ª posição e abandonou na 40ª das 56 voltas, por problemas na embreagem, depois do segundo pit stop. Em Barcelona, pela primeira vez em sua carreira, Nelsinho ficou entre os “10 mais” no treino de classificação e largou na 10ª posição. Na sétima volta, porém, ao tentar ultrapassar, bateu em Sebastien Bourdais e teve de sair. Na Turquia, largou na 17ª posição e chegou na 15ª, a uma volta do vencedor, o brasileiro Felipe Massa. Em Mônaco voltou a ficar pelo caminho, não passando da  47ª das 76 voltas, devido a batida na pista molhada e no Canadá rodou, quando perseguia o companheiro Fernando Alonso.

Os rumores sobre a demissão dele já circulavam pelos paddoks quando Nelsinho conseguiu um voto de confiança da equipe, ao chegar em 7° no GP da França, depois de ultrapassar Fernando Alonso nas últimas voltas. Em Silverstone, Pioquet esteve perto de conquistar o quarto lugar, com outra ultrapassagem sobre Alonso, mas sofreu aquaplanagem e rodou na 36ª volta. O 6º lugar na Hungria, com a 10ª posição no grid, ganhando posições de Robert Kubica, Jarno Trulli e mark Webber e sendo beneficiado pelo abandono de Felipe Massa; o 4º lugar no Japão e o 8º na China garantiram o emprego do brasileiro, embora tenha terminado em 11º em Nurburgring e 10º na Itália, e não tenha completado a corrida na Bélgica, China e Brasil. Nelsinho terminou o campeonato com 19 pontos, no 12º lugar entre os 22 competidores, dois dos quais, Takuma Sato e Anthony Davidson, participaram de apenas 4 corridas, devido à falência da Super Aguri.

No dia 5 de novembro de 2008, em Paris, a Renault divulgou a informação tão esperada pela família Piquet:

“Estamos felizes em confirmar o Fernando e o Nelson para a próxima temporada. Isso dará à Renault uma das melhores duplas de pilotos, mesclando perfeitamente juventude e experiência”. Flávio Briatore, chefe de equipe da Renault.