Mika Hakkinen

Perfil

Nome Mika Hakkinen
País Finlândia
Nascimento 28/09/68
Local Helsinque
Altura 1,79
Peso 73,5 kg
Residência Mônaco
Estado civil Casado com Erja
Preferências Música (Frank Sinatra e Elvis Presley)
Hobbies Tênis, mergulho, mountain bike e skate

Desempenho

Estréia na F1 10 de março de 1991, pela Lotus, no GP dos EUA, em Phoenix
Equipes Lotus (91-92) e McLaren (93-01)
1ª Vitória 26 de outubro de 1997
1ª Pole 28 de setembro de 1997
Última pole 27 de agosto de  2000
Última vitória 30 de setembro de 2001
Última corrida 14 de outubro de  2001
GPs 160
Vitórias 20
Poles 26
Pódios 52
Pontos 420
Melhores voltas 25
Abandonos 63

Carreira

2001 É 5º colocado, com 37 pontos, e abandona a F1
2000 É segundo colocado, com 89 pontos, contra  108 de mIchael Schumacher
1999 – Bicampeão de Fórmula 1 com 5 vitórias e 76 pontos (McLaren)
1998 Campeão de Fórmula 1 com 8 vitórias e 100 pontos (McLaren)
1997 Vence seu primeiro GP na Europa e termina a temporada em 6º lugar, com três pódios (McLaren))
1996 Termina em 3º lugar nos GPs da Inglaterra, Bélgica, Itália e Japão (McLaren
1995 Termina em 2º lugar nos GPs da Itália e Japão (McLaren)
1994 Um 2º lugar e cinco 3ºs levam-no à 6ª colocação na temporada (McLaren)
1993 Após um período como piloto de testes, faz sua estréia na McLaren correndo os três últimos GPs da temporada, terminando em 3º no Japão últimos GPs da temporada, terminando em 3º no Japão
1991 Estréia na Fórmula 1 correndo pela Lotus nos Estados Unidos
1990 Campeão da Fórmula 3 inglesa na West Surrey Racing
1989 Termina em 7º lugar na Fórmula 3 inglesa
1988 Campeão da Opel Lotus Euroseries
1987 Campeão finlandês, sueco e europeu de Fórmula Ford 1600

História

Mika Hakkinen passou pelo pior momento de sua vida em novembro de 95, nos treinos para o GP da Austrália, última etapa da temporada. . Numa das curvas mais velozes de Adelaide, a cerca de 180 km/h, um pneu de seu McLaren furou. Mika perdeu o controle, decolou na zebra e foi bater violentamente, de frente, numa pífia barreira de pneus. Levado ainda consciente para o hospital da cidade, Hakkinen foi induzido ao coma e correu risco de vida. Parecia que sua carreira chegaria ao fim. Mas não. Dois meses depois, este jovem e simpático finlandês nascido em Helsinque, no dia 28 de setembro de 1968, já estava em seu apartamento, em Mônaco, iniciando os trabalhos de fisioterapia e recuperação de massa muscular para retomar a vida ao volante da McLaren.

Revelado no kart da Finlândia (foi cinco vezes campeão nacional entre 74 e 86), Mika estreou na F-Ford 1.600,  em 87,  e conquistou os títulos sueco, finlandês e nórdico no primeiro ano em que participou da categoria. Em 88, numa ascensão rápida, ganhou o Europeu de F-Opel e em 89 já estava na prestigiosa F-3 Inglesa, campeonato em que terminou no sétimo lugar. O título veio em 90, pela histórica West Surrey Racing.

Em 91, com 22 anos, Mika já alinhava em Phoenix para sua primeira corrida na F-1, pela Lotus. Naquela temporada mesmo marcou seus primeiros dois pontos, com um quinto lugar em San Marino. Em 92, pela mesma Lotus, fez 11 pontos e, no final do ano, foi agraciado com um contrato de piloto de testes da McLaren. A dupla da equipe era formada por Ayrton Senna e Michael Andretti, em 93. Mika ficou no banco, mas não se importou muito. Sabia que mais cedo ou mais tarde o norte-americano iria capitular, o que aconteceu depois do GP da Itália. Na prova seguinte, em Portugal, Hakkinen foi escalado para seu lugar e chegou a andar mais rápido do que Senna nos treinos. Com um terceiro lugar no Japão, primeiro pódio de sua vida, conquistou de vez o coração de Ron Dennis e dos patrocinadores da McLaren.

Com 26 pontos marcados em 94, uma primeira fila no grid do GP de Mônaco e seis pódios, Mika firmou-se como piloto de ponta apesar das dificuldades da equipe em se adaptar aos novos motores Peugeot. Com os propulsores da Mercedes, em 95, de novo o time claudicou, mas Hakkinen passou sem arranhões pela temporada, com mais 17 pontos e dois segundos lugares (em Monza e Suzuka). O acidente em Adelaide, porém, deixou dúvidas quanto ao seu futuro. Mika sempre foi um rapaz alegre, divertido e falante. Foi assim que saiu do hospital australiano. Mas enquanto não voltasse a andar entre os primeiros, seria  difícil avaliar as seqüelas da batida.
O finlandês mostrou ser um dos maiores exemplos de superação que o esporte já teve. Menos de quatro meses após quase perder a vida, voltou à Austrália para a abertura da temporada de 96, desta vez no circuito de Melbourne, quando chegou em quinto lugar. Subiu ao pódio quatro vezes ao longo do ano e terminou em quinto no campeonato.

Em 97, cresceu junto com a McLaren, que dava sinais de estar saindo da decadência que conheceu após Ayrton Senna deixar a equipe, no fim de 93. Hakkinen conquistou sua primeira pole-position em Nürburgring (GP de Luxemburgo), e a primeira vitória no GP da Europa, em Jerez. Esta ele ganhou de presente de Jacques Villeneuve na última volta, mas pelo menos tirou dos ombros o peso de nunca ter vencido na F-1. Já estava pronto para vôos mais altos.

No ano seguinte, com um projeto caprichadíssimo do gênio Adrian Newey, Hakkinen finalmente pôde demonstrar tudo o que aprendera desde que estreou na categoria, em 1991. Ganhou oito das dezesseis corridas e só não pontuou três vezes, duas por quebras do carro e uma por barbeiragem mesmo, no GP da Bélgica. Acabou a temporada com exatos 100 pontos, contra 118 que havia feito até então, e com seu nome no rol sagrado dos campeões mundiais. Além do título, Hakkinen mostrou que o acidente que sofrera em 95, antes de prejudicá-lo, serviu para torná-lo um outro homem, uma pessoa mais completa na hora de dirigir.

O finlandês conseguiu o bicampeonato em 99. Não veio com a facilidade esperada após Schumacher sair da disputa no GP da Inglaterra. Pior do que isso, Hakkinen teve sua reputação manchada por uma sucessão de erros infantis, como os cometidos em San Marino, Mônaco e o pior de todos, em Monza, que o levou a um choro convulsivo captado pelas câmeras de um helicóptero e transmitido via satélite para o mundo todo. Mas na corrida decisiva, no Japão, o finlandês mostrou uma característica que nem Schummy parece possuir, frieza suficiente para pilotar com determinação e sabedoria as corridas decisivas. Hakkinen venceu a prova com facilidade e saiu apostando alto: queria ser o primeiro desde Fangio a conquistar três títulos mundiais consecutivos.

O desempenho de Mika Hakkinen no campeonato de 2000 foi marcado pela ultrapassagem sobre Michael Schumacher, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, no dia 22 de agosto. Pilotos, técnicos, especialistas e torcedores são unânimes em afirmar que a manobra foi daquelas de ficar na história da Formula Um. Talvez exagerando um pouco, Ron Dennis, chefe da McLaren, diz que foi a melhor manobra de toda a história da F1.

Schumacher admite que se surpreendeu com o arrojo do rival: ”Mika fez uma manobra realmente excelente para passar por dentro. Seria impossível pelo meu lado”. Ricardo Zonta, que serviu de elemento catalisador da história diz que se surpreendeu quando viu os dois carros no seu retrovisor. “Eu fiquei no meio da pista e dei espaço pra eles. Foi surpreendente vê-los passar de cada lado do meu carro”.

A manobra histórica aconteceu na 41ª volta. HakkineN saiu na pole,  mas perdeu a posição para Michael Schumacher num erro e numa escapada na reta. Tentou a recuperação durante toda a prova e só conseguiu a três voltas do final.  Na volta 40, ele tentou ultrapassar, mas Schumacher fechou a porta, e fez a curva na frente. Na volta seguinte, na reta, os dois alcançaram o retardatário Ricardo Zonta. Schumacher tirou o carro para a esquerda e provavelmente tenha pensado que Hakkinen seria retido pelo brasileiro. Surpreendentemente, Mika Hakkinen entrou pela direita, chegou a pisar na grama e saiu na frente, ultrapassando Zonta e Schumacher de uma vez só. Depois disso, foi só “correr pro abraço”.

A temporada tinha começado mal para Mika. Na Austrália, largou na pole, liderou a prova por 18 voltas e saiu com  quebra de motor. Em Sepang foi apenas sexto e em Interlagos,  com problemas na pressão do óleo, abandonou na 30ª volta, depois de ter saído na pole.  Durante a temporada, foi obrigado a abandonar por problemas mecânicos mais cinco vezes e conseguiu só duas vitórias. Mas, apesar disso tudo, foi o único piloto em por em risco o título de Schumacher e manteve a disputa pelo menos até a última corrida, no Japão. Terminou o campeonato em 2º lugar, com 89 pontos, contra 108 de Schumacher.

No final do campeonato, porém, notava-se que o finlandês sentia muita dificuldade em adaptar-se ao carro da McLaren, e até no desempenho em treinos oficiais, seu ponto forte, perdeu o ritmo. Cada vez mais se falava pelos paddocks que a aposentadoria do finlandês estava próxima.

E, de fato ela não demorou muito… Depois de uma campanha medíocre em 2001, resultado das sua incompatibilidade com o carro, Mika Hakkinen anunciou que não disputaria o campeonato de 2002. Com sua saída, restaram nas pistas das Fórmula 1, em 2003, apenas dois campeões mundiais: Jacques Villeneuve e Michael Schumacher.

Na vida pessoal, Hakkinen sempre teve como grande amigo na F-1 o brasileiro Christian Fittipaldi. Apesar de ter nascido na gelada Finlândia, é um fã de esportes náuticos como esqui aquático e jet-ski. Todos na F-1, porém, concordam que ele foi um dos pilotos mais rápidos que surgiram na década de 90.