Max Verstappen

Perfil

Nome Max Emilian Verstappen
País Holanda
Nascimento: 30 de setembro de 1997
Local Hassel – Bélgica
Pais Jos Verstappen e Sophie Kumpen
Altura: 1,80
Peso:  67 kg
Estado civil: solteiro
Residência Maaselk – Bélgica
Hobbies: Kart
Comida Sopa de tomate, carpacio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desempenho

 

Corridas Abandonos Vitorias Pódios Poles Voltas Pontos
91 6 6 25 5 806

Carreira

Ano

Categoria

Equipe

Corridas

Vitórias

Poles

Voltas

Pódios

Pontos

Posição

2019 Fórmula 1 Red Bull 10 1 1 3 136
2018 Formula 1 Red Bull 21 2  2 11  249
2017 Fórmula 1 Red Bull

20

 2 4

168

2016 Fórmula 1 Red Bull

17

1 7

204

2016 Fórmula 1 Toro Rosso

4

 1
2015 Fórmula 1 Toro Rosso

19

 1

49

12º

Piloto de teste

2014 Serie Florida

12

4

3

3

7

F3 europeia Amersfoort

33

10

7

7

16

411

GP Macau

1

1

Masters Zandvoort Motopark

1

1

1

0

1

2013 KF  e KZ IntrepidCRG

Campeão europeu KF e KZ e do Mundial do KF1, principal categoria do kart, na França

2012 KF2 e KZ2

Vencedor da WSK Master –KF2

E 21º colocado na SuperNationals SKUSA –KZ2

2011 CRG

Vencedor do WSK Europa

2010 KF3 CRG

2º colocado na Copa do Mundo

Vencedor da WSK Europa e WSK World

2009 KF5 Verstappen Pex

Campeão do Flamengo Minimax e do campeonato belga

 2007

                    Campeão holandês e belga Minimax, Cadete belga

2006

                      Graduado na Rotax Max Minimax e campeão belga

2001

                                     Começa a andar de kart

História

No dia 15 de março de 2015, aos 17 anos e 166 dias, no GP da Austrália, em Melbourne, Max Verstappen, nascido na Bélgica, mas correndo pela Holanda, tornou-se o piloto mais jovem a participar de uma corrida oficial da Fórmula 1.O recorde anterior era do espanhol Jaime Alguersuari, que correu o GP da Hungria de 2009 com 19 anos e 125 dias. Nessa primeira corrida, Max estava na zona de pontuação quando teve de parar, por falha do motor e não pode estabelecer também novo recorde de piloto mais novo a pontuar na primeira corrida. Isso ele conseguiu, porém, na prova seguinte, na Malásia, onde foi o 6º no grid e terminou em 7º. Max foi também o primeiro piloto a passar à F1 depois de apenas um ano de experiência na Fórmula 3.

Max Emilian Verstappen nasceu no dia 30 de setembro de 1997, na cidade belga de Hasselt, filho do ex-piloto holandês da F1 Jos Verstappen e da ex-corredora de kart belga Sophie Kumpen. Por influência do pai e pela convivência com holandeses nos tempos do kart, em Maaselk, perto da fronteira holandesa, onde cresceu, ele preferiu se inscrever pela Holanda, nacionalidade que deve adotar oficialmente em setembro, quando completar 18 anos. A revelação da verdadeira nacionalidade do piloto foi feita por sua mãe, com quem ele não mantém boas relações e que, desde 2008, está separada do pai dele, ao qual acusou de agressão.

Max Verstappen vem de família ligada aos esportes motorizados. O pai, Jos Verstappen,  correu na F1 de 1994 a 1998, em 2000 e 2001 e 2003, passando por sete equipes diferentes, com 106 largadas, com dois pódios e total de 17 pontos. Em 2008 e 2009, ele disputou também as 24 horas de Le Mans. A mãe, Sophie Kumpen, foi corredora de kart e participou de competições de 1991 a 1995. Ela ganhou dois campeonatos belgas e, em 1995,ganhou o Troféu Andrea Margutti, em Lonato, na Itália, correndo contra Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella. O avô materno, Robert Kumpen, competiu em endurance e de kart; o irmão de Robert, Paul Kumpen, é ex-piloto de rali e GT e fundador da equipe belga PK. Anthony, filho de Paul e primo de Sophie, é piloto da Nascar. A irmã de Max, Vitoria Jane, também corre de kart.

Verstappen teve a sua primeira experiência num monoposto no dia 11 de outubro de 2013, no circuito de Pembrey, no País de Gales, quando deu 160 voltas num carro Barazi-Epsilon FR2.0-10, da Fórmula Renault, da equipe Manor MP Motorsport, da Holanda. Em dezembro de 2013, fez teste com um Dallara F311, da Fórmula 3, e em outro, em Jerez de La Frontera, foi mais rápido do que pilotos regulares da Fórmula Renault, o mesmo acontecendo depois em Valência.

Em 2014, Verstappen disputou o campeonato da F3 europeia e obteve o 3º lugar, com 10 vitórias, uma a mais do que o campeão, Esteban Ocon, e três a mais do que o vice, Tom Blomqvist. No dia 6 de julho, no circuito de Zandvoort,  ele foi o pole position e venceu o Zanvoort Masters da F3, no tempo de 39m49s252, com 9s779 de vantagem sobre o segundo colocado, o holandês  Steijin Schothorst.

No dia 18 de agosto de 2014, a Red Bull anunciou que Verstappen estava se juntando à sua equipe de juniores e, seis dias depois, ele foi confirmado como piloto da Toro Rosso para a temporada de 2015, ao lado do espanhol Carlos Sainz Jr.

Sem ter ainda nem mesmo licença para dirigir um carro de estrada, porque, segundo seu empresário, Raymond Vermeulen, ele vive na Bélgica, onde não se pode começar as aulas de direção até seis meses antes de completar 18 anos, Max Verstappen iria passar a dirigir um carro da Fórmula1. Para isso, porém precisou obter a Super Licença da FIA, com a conquista de um dos três primeiros lugares da Fórmula 3 e fazer 300 quilômetros ao volante de um carro da principal categoria, nos testes de inverno. Essa segunda exigência ele atendeu no dia 10 de setembro de 2014, com 148 voltas no circuito de Adria, na Itália, com um STR7, de Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, na temporada de 2012.

A entrada de um piloto tão jovem provocou comentários nos bastidores da Fórmula 1, mas,apesar de algumas restrições, a maioria apoiou a iniciativa da Toro Rosso.

Helmut Marko, consultor da Red Bull, negou que a contratação de Max tenha sido um risco e se disse convencido de que o jovem piloto tem todos os ingredientes de um “campeão absoluto” e será um futuro campeão mundial.

“Acho que ele tem uma velocidade inacreditável. Para sua idade, é muito maduro e é um trabalhador. Tem todos os ingredientes necessários para ser campeão absoluto. Foi uma surpresa a rapidez com que ele se adaptou à Fórmula 3. Ele vai ter 17 anos, quando fizer a sua primeira corrida, ainda muito jovem, mas não acho que isso seja um risco. Ele provou em várias corridas que pode usar sua cabeça. Tive algumas conversas com ele e vi como ele está maduro”, Marko disse ao site oficial da F1.

Emerson Fittipaldi, que começou a correr aos 22 anos, talvez pensando na possibilidade de o seu neto Pietro, de 17 anos, tentar também a F1 daqui a dois anos, é um dos que apoiam a promoção do garoto. Ao site globo.com, ele declarou:
“Hoje, com toda a ajuda eletrônica que há na Fórmula 1, os carros são muito bem regulados e acertados. Então, o piloto jovem que tem talento vai conseguir andar muito rápido, logo de cara. No ano passado, tive oportunidade de guiar uma nova Lotus, e o carro é realmente muito equilibrado. O verdadeiro diferencial é o talento. O Verstappen vem de uma família com renome, é filho do Jos Verstappen, e isso conta muito. A idade não é um fator decisivo. Na minha época havia o Chris Amon, que estreou aos 19 anos. Pilotos da Fórmula 1 têm uma equipe de suporte muito grande, então há todo um aparato para auxiliá-los nessa adaptação”.

O também ex-piloto Gerhard Berger, chefe da série de juniores da FIA, é mais preocupado: “Mudar do kart em linha reta para a Fórmula 1 e ir direto para frente, eu nunca vi. Max se destaca”, disse o austríaco ao Auto Bild.

Enquanto isso, Max parece não demonstrar nenhum medo ou preocupação.

“Eu acho que o maior passo que dei foi do kart para a Fórmula 3. Dá Fórmula 3 para a Fórmula 1 será um passo menor”, declarou à BBC.

“Os carros são realmente seguros. Acho que é mais perigoso andar de bicicleta numa grande cidade do que uma corrida da F1. Eu nunca fiquei nervoso ou tive medo e não vou ter agora”, disse ao jornal holandês The Telegraph.

Ao radialista Tony Jardini, que quis saber como ele espera que os outros pilotos o recebam, respondeu, com um toque de ironia:

“Penso estar numa coletiva de pilotos dizendo a Fernando Alonso, ‘pode passar, por favor’. Mas num carro não tenho medo de ninguém”.

E o jovem holandês confirmou as suas palavras. Na pista, não teve medo de ninguém. E enfrentou como um veterano, às vezes até com excesso de cofiança, as estrelas da categoria. Logo na segunda corrida, o GP da Malásia, obteve o 7º lugar, tornando-se o mais jovem piloto da F1 a pontuar, aos 17 anos e 180 dias. E no final da temporada, dominou a cerimônia de premiação da FIA, arrebatando três troféus: Calouro do ano, Personalidade do ano e Ação do ano (a ultrapassagem sobre Felipe Nasr, no GP da Bélgica).

É verdade que a juventude e a inexperiência, em ocasiões ofuscaram o talento e a competência do jovem piloto, que recebeu severas críticas por provocar incidentes desnecessários. O primeiro deles foi em Mônaco, onde causou um choque espetacular com Romain Grosjean e foi punido com a perda de cinco posições no grid do Canadá. Depois foi punido por disputa com Jenson Button e por não respeitar bandeiras azuis na última corrida do campeonato. Durante a temporada acumulou oito pontos na carteira e terá de tomar cuidado nas primeiras corridas de 2016, para não chegar aos 12 pontos na carteira em 12 meses, e ser suspenso por uma corrida.

Verstappen com seu ídolo Schumacher

Verstappen com seu ídolo Schumacher

No dia 15 de março de 2015, no GP da Austrália, em Melbourne, Max Verstappen fez sua estreia como o piloto mais jovem a correr na Fórmula 1, aos 17 anos e 166 dias, quase dois anos menos do que Jaime Alguersuari, o recordista anterior. Na corrida, porém, depois de uma colocação razoável no grid, a 12ª posição, teve de deixar a pista na 32ª das 56 voltas, por quebra do motor.

Na corrida seguinte, foi o 6º no grid e terminou em 7º, batendo o recorde de idade. Nas primeiras voltas ele teve dificuldades com os pneus médios, mas depois que trocou pelos duros conseguiu gerenciar bem e chegar em boas condições.

A partir daí ele não terminou na zona na China, onde abandonou a três voltas do final, por falha do motor. E no Bahrein, por problemas elétricos, e foi 11º na Espanha, por causa dos pneus traseiros e as várias bandeiras azuis que teve de obedecer. Em Mônaco, Max largou da 9ª posição, mas na sua primeira parada, na volta 30, perdeu 11 segundos no box para reparar um problema na parte traseira do caro.

Em seguida, na tentativa de recuperação, a partir do volta 60 passou a perseguir Romain Grosjean, pelo 10º lugar e na 62, na curva 1, atingiu a traseira da Lotus, jogando-a contra as barreiras.  Ele teve de deixar a corrida; foi punido com a perda de 5 posições no Canadá; teve 2 pontos anotados na carteira e ainda teve de ouvir críticas de companheiros, principalmente Felipe Massa, a quem Max respondeu acusando de ter feito o mesmo com Sergio Perez, no GP do Canadá de 2014. O holandês também chegou a acusar Grosjean de ter feito teste de freios, mas este negou, alegando que tinha brecado ainda mais tarde do que na volta anterior.

No Canadá, além das 5 posições devido à colisão com Grosjean, Verstappen perdeu mais 10, pela troca do motor de combustão interna e durante a corrida sofreu mais uma pena de perda de 10 segundos. Com isso, largou da19º posição e só ultrapassou outros três pilotos que largaram na frente dele, chegando em 15º.  Na Áustria, Verstappen teve de ceder o 7º lugar a Pastor Maldonado nas últimas voltas, mas ficou satisfeito com o resultado, porque aprendeu mais sobre os pneus e as atualizações feitas pela equipe deram certo.

Na Inglaterra, Max rodou e deixou a pista logo na 3º volta. Ele reconheceu que largou mal, patinou demais, teve sorte de escapar de acidente e quando a prova recomeçou, com o safety car, perdeu a traseira na curva 2 e rodou. Na Hungria, Max teve seu melhor resultado até então, chegando em 4º, mesmo depois de ter largado em 9º e sofrido um drive-through, por excesso de velocidade durante a presença do safety car, o que ele mesmo achou inacreditável.

Na Bélgica, o holandês voltou a sofrer perda de 5 posições no grid, por troca de unidade de potência, mas mesmo tendo largado da 18º posição, chegou em 8º e fez sobre Felipe Nasr, na curva Blanchimont, a ultrapassagem que lhe valeu um prêmio no final da temporada. Na Itália, Verstappen foi, mais uma vez punido, agora com perda de 30 posições no grid por causa de troca de vários componentes da unidade de energia, deveria, em principio, largar da 17ª posição, mas fez tempo 107% a mais do que pole e por isso largou da 20ª posição. Ainda assim, numa boa corrida de recuperação, chegou no 12º lugar, mesmo tendo de pagar um drive-through logo no inicio da corrida.

Em Cingapura, Max voltou a entrar na Q3, ocupou a 8ª posição, mas seu carro ficou parado na largada e ele teve de ir ao box para reparo. Depois de ficar uma volta atrás, conseguiu entrar na zona de pontuação, em 8º, e se recusou a atender ordem da equipe para ceder a posição a Carlos Sainz Jr, terminou na mesma colocação. Após a prova, Franz Tost, chefe da equipe admitiu que o jovem holandês tinha razão porque ficou evidente que Sainz não poderia alcançá-lo.

No Japão, Verstappen fez outra boa corrida de recuperação. Ele foi, mais uma vez, punido com a perda de 3 posições, por estacionar o carro em lugar perigoso na Q1, largou da0 17ª posição, mas nas voltas finais passou à frente do seu companheiro Carlos Sainz Jr. para terminar na 9º colocação. Na Rússia, na largada, Max teve um pneu furado por Nico Hulkenberg, mas apesar do contratempo, caindo da 9ª para 12ª posição, conseguiu se recuperar em terminar no 10° lugar.

Nos Estados Unidos, Verstappen repetiu a sua melhor colocação na temporada, ocupando o 4º lugar. Na volta 16, Verstappen tomou a sexta colocação de Vettel, mas a perdeu em seguida. Na 35, porém, depois de passar por Daniil Kvyat, ultrapassou também Daniel Ricciardo para cruzar alinha de chegada em 4º. No México, Verstappen fez o melhor tempo do primeiro treino livre, 1m25s990, embora tenha escapado da pista no segundo setor e no final da Q2 tomou o lugar do companheiro Sainz Jr. Largou bem, da 8ª posição, chegou a correr em 6º, mas por problemas de aquecimento, acabou caindo para o 9º lugar.

No Brasil, ele voltou a largar entre os dez primeiros, porém não teve carro para brigar com as Lotus e Force India e só com muito esforço pode terminar em 10º. Na última corrida, em Abu Dhabi, Verstappen voltou a ter uma má perfomance. Ele largou da 11ª posição e terminou em 12º, mas acabou caindo para o 16º lugar, sofrendo pena de 5 segundos por forçar a passagem sobre Jenson Button e depois da corrida, teve 3 pontos anotados na Super Licença, pelo meso motivo e mais dois por não obedecido as bandeiras azuis, quando Hamilton pretendia passar por ele.

Nas 19 corridas da temporada, Max Verstappen totalizou 40 pontos, ocupando o 12º lugar na classificação final e tendo como melhores resultados os dois 4ºs lugares na Hungria e nos Estados Unidos. Nas classificações, perdeu para o companheiro de equipe, o espanhol Carlos Sainz Jr, por 10 a 9, mas nas corridas levou uma enorme vantagem 49 a 18. Devido às várias punições, o jovem holandês leva para a temporada de 2016 8 pontos na carteira e, se sofrer mais quatro nos primeiros três meses, será suspenso por uma corrida.

Na temporada de 2016, Max Verstappen foi protagonista de um fato raro, senão inédito, na Fórmula 1. Foi promovido e trocou de lugar na equipe principal de Red Bull  com  Daniil Kvyat, rebaixado à Toro Rosso. Dois fatores determinaram a mudança radical na carreira do piloto holandês. Um, certamente, foi o desempenho dele no ano anterior e nas primeiras corridas da nova temporada. Outro, foi a lambança de Kvyat no GP da Rússia, onde bateu em Sebastian Vettel, que por sua vez bateu em Daniel Ricciardo, tirando-o da prova.  O comportamento do russo deu à Red Bull o motivo que esperava para a troca, cogitada já havia algum tempo. A decisão radical gerou grande polêmica, logo sufocada pela atuação de Verstappen desde a primeira corrida pela equipe principal da Red Bull.

No início do campeonato, ainda pela Toro Rosso, Verstappen foi 5º colocado no grid para o Grande Prêmio da Austrália, à frente do companheiro Carlos Sainz Jr. , 7º colocado. Na corrida, reclamou por ter sido chamado para o pit stop depois do companheiro e continuou reclamando, por ficar muito tempo atrás do espanhol, sem autorização da equipe para ultrapassar.  Ele chegou a dizer pelo rádio que a estratégia era uma piada, mas depois, mesmo tendo ficado em 10º, uma posição atrás de Sainz, pediu desculpas à equipe.

No Bahrein, o piloto holandês começou a mostrar as garras. Largou da 10ª posição e com uma atuação fantástica,com boa estratégia de dois bons pit stops, terminou no 6º lugar. Na China, largou bem, mas em seguida titubeou e perdeu algumas posições. Todavia, fez uma boa recuperação e chegou em 8º, atrás de Carlos Sainz, depois de ambos terem passado por Valtteri Bottas.

Na Rússia, onde Daniil Kvyat teve a desastrada atuação que o levou ao rebaixamento, Verstappen abandonou na 33ª das 53 voltas, por quebra de motor. Depois da corrida, a Red Bull anunciou a troca de pilotos, explicada por Christian Horner, chefe da equipe: “Max provou ser um excelente talento jovem, sua atuação na Toro Rosso tem sido impressionante até agora e temos o prazer de dar a ele a oportunidade de pilotar para a Red Bull Racing”.

Na corrida seguinte, na Espanha, a primeira pela nova equipe, Max mostrou o acerto da decisão. Ele se classificou em 4º e subiu para 2º, atrás do novo companheiro Daniel Ricciardo, na primeira volta, com o abandono de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, da Mercedes. Com estratégia de duas paradas e não três, como Ricciardo, depois de se revezar com este e com Vettel e Raikkonen, assumiu definitivamente a liderança na 44ª das 66 voltas, para vencer a sua primeira corrida na e, aos 18 anos e 228 dias, superar Sebastian Vettel como o piloto mais jovem a ganhar uma prova da Fórmula 1.

Em Mônaco, Verstappen não conseguiu tempo para classificação, por problemas no carro e teve de largar da pit lane.  Ele superou os momentos difíceis do início, mas quando estava escalando o pelotão, errou a freada na área molhada, rodou e virou passageiro, deixando a corrida na 34ª das 78 voltas. No Canadá, 5º no grid, o holandês começou poupando combustível e pneus, mas nas 10 voltas finais travou uma dura batalha com Nico Rosberg e no último giro garantiu o 4º lugar na frente do alemão.

Em Baku, no Grande Prêmio da Europa, Verstappen teve um início que ele mesmo considerou complicado, com degradação dos compostos supermacios e macios traseiros. Quando passou aos médios, o desempenho e os tempos de volta melhoraram, mas não o suficiente para obter mais do que o 8º lugar.

Na Áustria, Verstappen começou a fase áurea da sua temporada, pontuando em 11 das 13 últimas corridas. Só não pontuou na Bélgica, onde foi 11º e nos Estados Unidos, quando não completou a corrida. E dessas 11 provas, subiu ao pódio em 6. Essa série começou Áustria, com o 2º lugar, com uma corrida consistente, depois de largar em 8º. Ele repetiu a colocação no GP da Inglaterra, em Silverstone, entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, depois de ter sido 3º no grid,

Na Hungria, Verstappen largou em 4º, mas não resistiu à pressão de Vettel e terminou em 5º. Para garantir a colocação, travou dura batalha com Kimi Raikkonen, que criticou a sua maneira de defender a posição. Na Alemanha, largando da 4ª posição, Verstappen ultrapassou Ricciardo e, mesmo sendo alvo de um toque que valeu punição a Nico Rosberg, manteve a 2ª posição até o final. Só a deixou quando, por ordem da equipe, deixou Ricciardo, que era mais rápido, passar.

Verstappen e Raikkonen voltaram a discutir no Grande Prêmio da Bélgica. Na largada, Verstappen foi espremido na Source, primeira curva de Spa-Francorchamps, pelos dois pilotos da Ferrari, colidiu com Räikkönen na primeira curva, empurrou Vettel, Räikkönen e Perez na Les Combes, e bloqueou agressivamente Räikkönen na reta Kemmel, quando lutavam pela 14ª posição. Eles se tocaram e o finlandês reclamou que poderia ter havido um grave acidente, se ele não freasse a tempo.  No final, Verstappen chegou em 11º e Raikkonen , em 9º. No dia 2 de setembro, Charles Whiting, diretor de corridas da FIA, fez uma advertência a Verstappen, por sua condução agressiva.

Na Itália, o holandês largou e chegou em 7º, após ter problemas de operação na largada e ser obrigado a grande desgaste de pneus. Em Cingapura, ele voltou a largar mal, patinou e ficou atrás de outros carros mais lentos por quatro ou cinco voltas. Chegou a ter uma disputa dura com Ricciardo, mas foi superado pelo companheiro, que terminou em 2º, e ele, em 7º. Na Malásia, Nico Rosberg foi punido por ter batido em Sebastian Vettel, e, partir da volta 40, com o abandono de Lewis Hamilton, por quebra de motor, Verstappen e Daniel, que eram 3º e 4º no grid, liberados pela equipe, brigaram pela liderança.  Ricciardo teve mais carro e subiu ao ponto mais alto do pódio, com o companheiro na segunda colocação.

No Japão, Verstappen foi 3º no grid, mas na corrida conseguiu se colocar entre Rosberg e Hamilton e superar Sebastian Vettel, que liderou por 4 voltas, para voltar a terminar no 2º  lugar. Nos Estadods Unidos, ele teve quebra da caixa de câmbio e abandonou na 28ª volta.depois de ter ido para o box, pensando ter sido chamado pela equuipe, o que não tinha acontecido. No México, foi ultrapassado por Ricciardo e ficou em 4º, reclamando de um punição, dizendo que não levou vantagem quando saiu da pista e cortou caminho.

No Brasil, em pista encharcada,  Verstappen saiu da 4ª posdição, rodou na reta, mas evitou bater no guard-rail e acabou na segunda posição do pódio, após ter chegado a correr em 16º.  Vettel reclamou que ele o havia jogado para fora da pista para ganhar uma posição, mas os comissários não concordaram com o alemão. O lance mais empolgante de Verstappen foi uma ultrapassagem, por fora, na curva 3, embora tenha perdido a posição depois. Em Abu Dhabi, Verstappen foi tocado por Lewis Hamilton na largada e caiu para o último lugar.  Com uma parada só, contra rivais que chegaram a fazer três, fez uma corrida persistente e terminou numa honrosa 4ª colocação.

Na classificação final dos pilotos, Max Verstappen foi o 5º colocado, com 204 pontos, contra 256 de Daniel Ricciardo, na 3ª colocação e encerrou 2016 com 4 recordes na sua ficha:
• 2014 – Toro Rosso – Piloto mais jovem a testar um carro da Fórmula 1, com 17 anos e 2 dias.
• 2015 – Toro Rosso – Piloto mais jovem a correr na Fórmula 1, com 17 anos e 166 dias
• 2016 – Red Bull – Piloto mais jovem a vencer uma prova, com 18 anos e 229 dias.
• 2016 – Red Bull – Piloto mais jovem a fazer a melhor volta, com 19 anos e 45 dia

Na corrida de estreia da temporada de 2017, na Austrália, Max Verstappen foi o 5º colocado na qualificação e terminou a corrida na mesma posição. Logo no início foi ultrapassado por Kevin Magnussen, escapou e rodou. Atrás de carros mais lentos, passou as últimas 27 voltas tentando – sem sucesso – superar a McLaren do espanhol Fernando Alonso, o que só conseguiu quando o espanhol abandonou a pista. Sempre pensando em não perder posições, o holandês acabou ajudando a vitória de Sebastian Vettel, pois segurou por algumas voltas Lewis Hamilton, que saiu atrás dele após sua única parada.

Na China, Verstappen não começou bem o fim de semana. Como os demais competidores, praticamente não andou na sexta-feira, devido ao cancelamento do segundo treino livre, por causa da chuva. No sábado, na qualificação, um problema na unidade de potência impediu que passasse da Q1. Ficou na 19ª posição e largou da 16ª, beneficiado por punições a Romain Grosjean e Antonio Giovinazzi. Mas na corrida, deu um show. Na primeira volta já pulou para o 7º lugar, chegou a ocupar a segunda posição, num grande duelo com o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, e acabou na terceira colocação, depois de superar Daniel Ricciardo, seu companheiro de Red Bull. Com 38% dos votos, pela 7ª vez, Verstappen foi eleito o Piloto do Dia pelos fãs da F1.

No Bahrein, o piloto da Red Bull disse que Felipe Massa o atrapalhou na volta de aquecimento de pneus, mas que não foi reclamar porque Felipe “é brasileiro, então não há muito o que falar”. Depois da corrida, Massa rebateu:
“Eu falei para ele: ‘Tome cuidado com o que você fala porque você vai ter que ir para o Brasil correr lá. Cuidado com o que você fala’. Na corrida, ele bateu em Lewis Hamilton e o inglês chegou a chama-lo de idiota, mas depois se desculpou. O holandês fez uma excelente largada, da 6ª posição, mas sofreu um furo, quando seu pneu traseiro esquerdo cortou a asa dianteira de Hamilton ao tentar passar o piloto da Mercedes no início da segunda volta. Enquanto Hamilton continuou na pista, sem prejuízos, Verstappen, além do furo de pneu, teve dano no diferencial e mais tarde, na 11ª volta, foi forçado a deixar a prova, por falha nos freios.
Na Rússia, Verstappen teve problemas eletrônicos no motor e não completou o 3º treino livre. Teve problemas eletrônicos no motor e parou antes do fim da sessão de qualificação, mas conseguiu a 7ª posição no grid. Na largada, que ele considerou a única ação efetiva dele na corrida, passou por Felipe Massa e Daniel Ricciardo, e a partir daí se afastou dos carros de trás e manteve o 5º lugar até o final.
Na Espanha, Verstappen classificou-se em 6º, mas, mais uma vez não conseguiu completar a corrida. Teve que abandonar a pista já na primeira volta, por causa de danos no carro, provocados por choque com Kimi Raikkonen. O incidente foi causado por Valtteri Bottas, que bateu em seu compatriota e jogou o carro da Ferrari contra o Red Bull de Verstappen.
Um erro de estratégia da Red custou a Max Verstappen um terceiro lugar no Grande Prêmio de Mônaco. Ele se qualificou no quarto lugar para a corrida de Monte Carlo e pressionava Valtteri Bottas pelo terceiro, quando a Red Bull o chamou aos boxes para tentar se antecipar à Mercedes. Mas a manobra deu errado. A parada foi muito lenta e ele continuou atrás de Bottas, mesmo depois do pit do finlandês, na volta seguinte. Depois disso, ele ainda continuou a brigar pelo 3º lugar com Bottas e Ricciardo, numa disputa que proporcionou os melhores momentos da corrida, mas acabou na 5ª colocação.

No Canadá, Max Verstappen enfrentou seu terceiro abandono na temporada e não se conformou com o problema mecânico que o tirou da corrida, enquanto sustentava a segunda colocação. Não escondeu a frustração com a “falha idiota”. Largando da quinta posição do grid, saiu muito bem e tomou a vice-liderança de Sebastian Vettel, com uma agressiva manobra por fora na primeira curva do circuito Gilles Villeneuve. Depois de uma relargada, na 11ª volta, segundo contou, de repente, o carro apagou, incluindo o volante. “Estava acelerando e, de repente, parou” lamentou. No Azerbaijão, de novo uma falha elétrica impediu, pela quarta vez, que o piloto da Red Bull passasse pela bandeira quadriculada. Ele largou da 5ª posição e, após algumas tentativas de ultrapassar Perez e conquistar a terceira colocação, teve um problema no motor e foi obrigado a abandonar a corrida.

Na Áustria, Verstappen completou o seu 5º abandono, em 9 corridas. Começou tendo problemas na Q3. Na primeira volta, cometeu um erro na curva 3 e outro na curva 1, na segunda tentativa, e teve de voltar aos boxes, para troca de pneus. Num novo erro, na curva 7, em alta velocidade, foi jogado para a área de cascalho e, por sorte, não bateu no muro. Na corrida, largando da 5ª posição, para decepção dos 10 mil holandeses presentes no Red Bull Ring, logo na primeira curva foi tocado por Fernando Alonso, que havia sido acertado por Daniil Kvyat, e foi obrigado a abandonar a pista.

Na Inglaterra, Verstappen saiu da 5ª posição e comemorou a chegada em 4º, beneficiado por um furo de pneu de Sebastian Vettel, no final. Antes disso, o holandês já tinha sido alvo de reclamação do alemão que o acusou de “selvageria” na defesa da posição, quando os dois disputaram roda a roda a terceira posição. Vettel ficou preso atrás de Max e contido por várias voltas, chegando a reclamar pelo rádio, mas os comissários de pista não viram irregularidade na ação do holandês.

Na Hungria, Verstappen foi o fogo amigo, responsável pelo abandono do companheiro Daniel Ricciardo. Na largada, o holandês bateu no australiano na curva 1, danificando carro dele e o impossibilitando de seguir na prova. Ricciardo disse ter sido um erro de amador e por castigo, ele foi punido com acréscimo de 10 segundos n0 tempo final, terminando no 5º lugar.

Na Bélgica, Verstappen aumentou o rol de abandonos. Foi o sexto, em 12 corridas. Ele teve um fim de semana promissor, conseguiu um bom 5º lugar no grid, mas na corrida não foi além a 8ª volta. Segundo relatou, na saída da última curva, a 20º, ao mudar de terceira para quarta marcha, o motor entrou numa espécie de modo de segurança e perdeu potência, não restando alternativa senão abandonar a pista.

Na Itália, Verstappen foi punido com a perda de 20 lugares no grid, por exceder a cota na troca de elementos da unidade de potência e foi jogado da 2ª para a 13ª posição. Na ânsia pela recuperação, provocou os dois incidentes mais graves da corrida. Primeiro, na terceira volta, chocou-se com Massa teve um furo no pneu, foi obrigado a trocar os pneus e a asa dianteira, e essa parada não programada comprometeu a sua corrida. O outro incidente aconteceu na volta 48, quando, dentro da curva, jogou Kevin Magnussen para fora da pista. Mas, apesar desses incidentes ainda conseguiu chegar à zona de pontuação, no 10º lugar.

Em Cingapura, Max foi o primeiro nas duas primeiras fases da qualificação, mas no final perdeu a pole parta Sebastian Vettel. Na largada, os pneus dele tocaram os de Räikkönen, que perdeu o controle e bateu na esquerda do carro do seu companheiro de equipe Vettel, causando danos significativos a ambos. E seguida, o finlandês bateu em Verstappen e os três carros tiveram de abandonar a corrida, na entrada da curva 1.

Na Malásia, um dia depois de completar 20 anos, Verstappen surpreendeu e ultrapassou Lewis Hamilton logo na 4ª volta para conquistar a segunda vitória da carreira, Ele concluiu as 56 voltas o circuito de Sepang com uma vantagem de 22s519 sobre Hamilton e 21s465 sobre o companheiro Daniel Ricciardo. Coma vitória, aumentou sua pontuação para 83 pontos, mas continuo na 6ª colocação, bem atrás de Ricciardo, o 4º, com 162 pontos.
No Japão Verstappen conseguiu seu segundo pódio consecutivo e também o segundo no circuito de Suzuka. Largou da 4ª posição e, nas duas últimas voltas, ameaçou a vitória de Hamilton, mas teve de se contentar com o segundo lugar no pódio devido ao grande desempenho do tricampeão mundial. Na volta 52, Verstappen chegou em Hamilton e esteve perto de ultrapassar o inglês e ganhar a corrida, mas foi atrapalhado por dois retardatários

Nos Estados Unidos, Verstappen se qualificou na 6ª posição, mas, punido de novo com a perda de 15 lugares, por troca de peça do motor, ocupou o 17º lugar no grid. Ele começou a corrida com uma bela recuperação e já na terceira volta entrou na zona de pontuação. Nas voltas finais, teve uma acirrada disputa pelo terceiro lugar com Kimi Raikkonen e só perdeu por causa de uma manobra mal calculada. Na curva 18, mergulhou por dentro e fez a ultrapassagem, mas cortou caminho e foi punido com 5 segundos no tempo. Com uma diferença de apenas 0s989 em relação ao finlandês, terminou no 4º lugar.

No Autódromo Hermanos Rodrigues, no México, na Q2, o piloto da Red Bull bateu o recorde da pista, com 1m16s524, mas na fase decisiva foi superado por Sebastian Vettel e ocupou a 2ª posição do grid. Na corrida, porém, disparou na largada e ultrapassou Vettel ainda na segunda curva. Na entrada da terceira curva, foi tocado pelo alemão e teve um corte no pneu traseiro direito, mas sobreviveu e liderou a prova sem percalços até final. Cuidando dos pneus e do carro, cruzou a bandeira quadriculada com mais de 20 segundos sobre Valtteri Bottas. O jovem holandês comemorou muito, mas foi ofuscado por Lewis Hamilton, que atraiu toda a mídia e o público, depois de terminar no 9º lugar e garantir a conquista do 5º título de campeão da Fórmula 1.

Em Interlagos, no Brasil, Verstappen fez uma corrida discreta, saindo da 4ª posição e chegando em 5º, mas, mais uma vez, inscreveu seu nome na história do circuito de São Paulo. Na 64ª das 71 voltas, depois de uma parada nos boxes, repetiu feito do ano anterior e, com 1m11s044, bateu o recorde da pista. Superou a marca de 1m11s73, estabelecida por Juan Pablo Montoya, em 2004.
Verstappen ficou desapontado com o resultado que obteve no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, na última corrida do campeonato. Largou da 6ª posição e esperava surpreender, mas não passou do 5º lugar. Correu o tempo todo atrás de Kimi Raikkonen e, nas várias vezes em que tentou ultrapassar, o finlandês “fechou a porta”.
Max Verstappen terminou a temporada, com 168 pontos, no 6º lugar da classificação dos pilotos, um posto atrás do companheiro Daniel Ricciardo, que foi 5º colocado, com 200 pontos. Nas 21 corridas, venceu duas, na Malásia e no México; foi 2º no Japão: 3º na China; 4º na Inglaterra e Estados Unidos e 5º na Austrália, Rússia, Mônaco, Hungria, Brasil e Abu Dhabi. Abandonou 7 corridas, no Bahrein, Espanha, Canadá, Azerbaijão, Áustria, Bélgica e Cingapura.
Com as duas vitórias de 2017, Max passou a ter três vitórias na Formula 1. Ele liderou quatro corridas como em 2016, mas com 133 voltas na liderança, muito mais do que as 42 voltas no ano anterior. No México, foi o líder da corrida inteira, tornando-se o mais jovem piloto da história da F1 a fazer isso. No total, até 2017, Max tinha liderado 175 voltas na carreira, apenas uma a menos do que seu companheiro de equipe Daniel Ricciardo.

Na Austrália, na abertura das temporada de 2018, Max Verstappen qualificou-se na 4ª posição e na largada foi ultrapassado para Kevin Magnussen, da Haas, e rodou, depois de uma escapada. Caiu para o 6º lugar e passou 27 voltas tentando, sem êxito superar Fernando Alonso, da McLaren.
No Bahrein, a corrida de Verstappen não teve mais do que 3 voltas. Ele começou na 15ª posição, impedido de participar na Q2 depois de, na Q1 ter, perdido o controle do acelerador do carro e saído da pista. Na largada, ganhou várias posições, mas, numa disputa com Lewis Hamilton, tocou na roda dianteira do inglês e teve um pneus furado. Ele se apressou em colocar pneus novos, mas de nada valeu o esforço, A batida lateral causou a quebra do diferencial que o impediu de continuar.

Na China, em uma corrida movimentada e com manobras polêmicas, Verstappen admitiu que passou da conta ao tentar ultrapassar Sebastian Vettel e bater na Ferrari do alemão, tirando-lhe as chances reais de vitória, depois de ter largado pole position.
Verstappen estava à frente de Daniel Ricciardo e, errou ao tentar passar Lewis Hamilton e fez pior quando buscou ganhar a posição de Sebastian Vettel no grampo: perdeu o ponto da frenagem e bateu na Ferrari do alemão, rodando junto com ele. Além de tomar uma punição de 10 segundos, que o rebaixou do 4º para o 5º lugar, o jovem holandês ainda teve de ouvir um sermão consultor da Red Bull, Helmut Marko. .,

No Azerbaijão, Verstappen foi vítima de fogo amigo. Na volta 39, na disputa pelo 4º lugar, Ricciardo pressionou e de asa aberta na reta principal, procurou mergulhar por dentro, mas Verstappen se defendeu. Na volta para fora, o australiano, sem pressão aerodinâmica, fritou pneus e foi com tudo na traseira do companheiro, provocando o abandono dos dois.
Na Espanha, Verstappen foi 5º colocado no grid e com problemas enfrentados por Lewis Hamilton, manteve a liderança da volta 26 até a 33, quando passou para troca de pneus. Em seguida, após o fim de segurança virtual, ele foi atingido Lance Stroll e perdeu pedaço da asa dianteira, mas assim mesmo permaneceu na pista e terminou no 3º lugar.

Em Mônaco, no terceiro treino livre, o holandês subiu na zebra da piscina e foi de encontro ao muro, danificando a suspensão. Como não houve tempo para a recuperação do carro, ele não participou da Q1 e, como já iria mesmo largar em último, a Red Bull aproveitou para trocar a caixa de câmbio e a MGU-K, o que lhe valeu a perda de 15 posições no grid. Na corrida, Verstappen se reabilitou, Na largada, ganhou as posições de Romain Grosjean e Kevin Magnussen e passou ao 18º lugar ainda na primeira volta. Na 10ª volta já era o 14º e, aproveitando as paradas dos adversários chegou à zona de pontuação, tornando-se a principal atração da corrida. Na 60ª, fez a volta mais rápida com 1m14s260, novo recorde para a pista de Monte Carlo, e culminou com uma brilhante ultrapassagem sobre Carlos Sainz, para ser o 9º colocado.

No Canadá, depois de liderar os dois treinos de sexta-feira, Verstappen foi 3] na qualificação, largando da segunda fila, ao lado de Lewis Hamilton. Na largada, tentou pressionar Vettel, o pole position, mas com uma primeira volta relâmpago o alemão afastou a ameaça. A partir daí, ele passou a perseguir Valtteri Bottas, mas acabou a 0s994 do finlandês, no 3º lugar.

Na França, Verstappen largou a 4ª posição, atrás de Hamilton, Bottas e Vettel, mas na corrida, superou os dois últimos, mais Kimi Raikkonen e Daniel Ricciardo para cruza a bandeira quadriculada no segundo lugar. Na Áustria, Verstappen começou bem o fim de semana, herdando a 4ª posição no grid, depois da perda de três lugares por Sebastian Vettel. Na corrida, na volta 27, ganhou a liderança devido ao abandono de Hamilton e resistiu ao ataque de Kimi Raikkonen, para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Foi a primeira vitória na temporada e a 4ª da carreira do holandês.

Na Inglaterra, o holandês largou a 5ª posição, abandonou a pista na 46ª da 52 voltas, por problema nos freios, mas foi classificado n o 15º e último lugar, por ter completado mais e 90% do percurso. Na Alemanha, a boa fase do Verstappen aumentou o interesse do público e a venda de ingressos teve um grande crescimento. Na sexta-feira, ele foi o mais rápido no treino livre da tarde e no dia seguinte fiou em 4º na qualificação. Na corrida, sem parar, chegou a alternar a liderança com Bottas, mas deu azar na troca de pneus. Primeiro parou para botar os intermediários, quando alguns trechos estavam já secos, voltando em 5º e cedendo a posição a Hamilton. Pouco depois de colocar os pneus para pista seca, a curva voltou a cair e ele teve de se dar por satisfeito com o 4º lugar.

Na Hungria, 7º no grid, fez boa largada e pulou para quinto já na primeira curva. Mas o que prometia ser uma boa corrida foi encerrada logo na 5ª volta, por perda de potência do motor Renault, algo que já havia acontecido antes e foi alvo de críticas de Verstappen, que se revoltou com série de palavrões pelo rádio da equipe. “Essa merda é uma piada. Toda essa porra de tempo perdido com essa merda, honestamente!”, protestou Verstappen.

Na Bélgica, o piloto da Red Bull foi o 3º colocado, obtendo o primeiro pódio desde a vitória na Áustria. Ele fez o “Mar Laranja” de torcedores holandeses vibrar com a ultrapassagem sobre Carlos Sainz na entrada da Les Combes, na 7ª volta, e aproveitou maior potência do
As últimas voltas do GP da Itália, em Monza foram marcadas pela disputa entre Bottas e Verstappen pelo terceiro lugar no pódio. Na variante, os dois se chocam e Bottas foi obrigado a contornar os obstáculos para voltar à pista. O piloto da Red Bull, culpado pelo incidente, sofreu uma punição de 5s pelo lance considerado agressivo e terminou apenas em quinto. Ele achou que a punição foi injusta, pois, alegou, deu bastante espaço para o adversário.

Em Cingapura, Verstappen conquistou um 2º lugar no grid que para ele “pareceu vitória” após problema no motor. Na corrida, segurou Vettel na primeira curva, mas ainda na primeira volta foi ultrapassado e por muito tempo ele esteve no retrovisor do alemão, na tentativa de recuperar a posição. Ele não conseguiu isso na pista, mas sim no pit stop. Depois da sua primeira parada, na volta 15, exatamente quando Vettel se aproximava, Verstappen conseguiu sair da pit lane na frente dele e retomar a segunda colocação. O holandês ainda tentou disputar liderança com Hamilton, porém inglês não se rendeu cruzou a linha de chegada primeiro.

Na Rússia, depois de problemas em Cingapura, a Red Bull resolveu mudar o motor de Verstappen em Sochi e ele usou a versão B, que havia sido abandonada no GP da Itália, substituída pelo chamado Spec C. A troca do motor lhe causou a perda de 35 posições, somadas a mais 5 pela troca da caixa de câmbio e outras 3 por desobedecer bandeira amarela na Q1, única fase da qualificação de que participou. Após largar da 19ª posição, pulou o 5º lugar já na 7ª volta e assumiu a liderança na volta 19, quando os da frente fizeram o pit stop. Ele manteve a ponta até a volta 44, quando trocou os pneus macios por ultramacios, na tentativa de surpreender os rivais, todos com compostos macios, mais lentos. Todavia, o não conseguiu sair na frente de Raikkonen e ficou preso atrás do finlandês até o fim da corrida, que completou em 5º. Pela surpreendente recuperação, foi eleito o “piloto do dia”.

No Japão, Verstappen se envolveu com ambos os Ferraris logo nas voltas iniciais. Max acertou Kimi Räikkönen primeiro, motivo pelo qual recebeu uma penalização de cinco segundos. Do seu jeito brusco de costume, o holandês classificou a decisão dos comissários como “estúpida”. Na 8ª volta, jogou Vettel para fora da pista e para a 19ª colocação. Nas 10 últimas voltas, Verstappen pressionou e, chegou a ameaçar o segundo lugar de Bottas, mas o finlandês conseguiu manter a posição.

Nos Estados Unidos, Max Verstappen danificou o câmbio e a suspensão traseira direita do carro, após atacar demais as zebras do Circuito das Américas, no treino classificatório. Forçado a fazer as trocas poucas horas antes da largada do GP dos Estados Unidos, foi punido com a perda de cinco posições do grid. Embora tenha sido o 15º na qualificação, acabou largando do 18º lugar, beneficiado por punições a Pierre Gasly e Brendon Hartley. Mas apesar da má colocação, o holandês fez uma carreira sensacional, terminando no 2º lugar e sendo eleito mais uma vez o piloto do dia”.

Quando todos apostavam em Max Verstappen, que liderou todos os treinos livres e a segunda fase da qualificação, foi o seu companheiro na Red Bull, Daniel Ricciardo, quem conquistou a pole position para o Grande Prêmio do México. Para explicar o resultado, o holandês alegou que teve problemas de rendimento do motor e travagem das rodas traseiras, por isso não conquistou a que poderia ser a primeira pole position da carreira, coroado como o mais jovem a conquistar essa posição na história da Fórmula. Na corrida, porém, Verstappen se recuperou plenamente. Assumiu a primeira posição logo na reta inicial e nunca mais deixou a liderança. O holandês foi dos poucos pilotos capazes de gerir bem a degradação dos pneus num dia em que todos, especialmente os Mercedes, se debateram com o problema. Ele cruzou a meta 17 segundos à frente de Vettel e venceu o segundo GP no Autódromo Hermanos Rodrigues consecutivo, foi, de novo eleito o Piloto do Dia. Com essa 5ª vitória na carreira, o jovem holandês se tornou o piloto que mais venceu corridas da F1 sem ter conquistado uma pole position.

No Brasil, partindo da 5ª posição5, Verstappen tinha mais ritmo do que os Ferraris à frente, e passou ambos nas primeiras trocas. A partir daí, começou a perseguir a Mercedes de Valtteri Bottas e, assim que, na volta 10, de asa aberta ultrapassou Bottas, no S do Senna, começou a perseguir o líder Hamilton. Na volta 40, ele passou também pelo inglês, por fora, na reta oposta, para assumir a liderança, que sustentou por não mais do que 4 voltas. Na volta 44, envolveu-se no incidente que mais deu o que falar durante toda temporada. Esteban Ocon tentava entrar na mesma volta do líder da corrida e, quando os dois se aproximaram, no S do Senna, o francês atingiu o carro do holandês. Verstappen saiu da pista e deu chance a Hamilton de passar e ganhar a corrida. Na área de pesagem, Verstappen interpelou e chegou a agredir Ocon, o que rendeu uma punição da FIA.

Em Abu Dhabi, Max Verstappen venceu um duelo com Valtteri Bottas, da Mercedes, para terminar em terceiro, atrás do vencedor Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, e conquistar seu quinto pódio da completar a temporada. Durante a prova, correu lado a lado com Occon, o empurrou para fora da pista e depois confessou que fez de propósito, para se vingar do incidente no Brasil. “Eu pensei comigo mesmo, se ele fechar a porta, vou empurrá-lo para fora da pista. Pode ser uma vingança pelo Brasil”, disse Verstappen à Servus TV.
Com 249 pontos, Max Verstappen foi o 4º colocado na classificação dos pilotos e, nas 21 corridas, subiu ao pódio 11 vezes; foi o 1° na Áustria e no México; 2º na França, Cingapura, Estados Unidos e Brasil; 3º na Espanha, Canadá, Bélgica, Japão e Abu Dhabi; 4º na Alemanha; 5º na China, Itália e Rússia; 6º na Austrália; 9º em Mônaco; 15º na Inglaterra, onde abandonou, mas se classificou por ter completado mais de 90% do percurso. Ele abandonou também as provas do Bahrein, Azerbaijão e Hungria. Ele superou amplamente o companheiro de equipe Daniel Ricciardo, que foi o 6º no campeonato, com 170 pontos e apenas 2 pódios, com vitórias na China e Mônaco.