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Martin Brundle

Nome

Martin John Brundle

Nacionalidade

Inglês

Nascimento

1º de junho de 1969

Local

King’s Lynn – Norfolk

Carreira

1984/1989 – 1991/1996

Equipes

Tyrrel, Zakspeed, Williams, Brabham, Benetton, Ligier, McLaren e Jordan

Largadas

158

1ª corrida

GP do Brasil de 1984

Última corrida

GP do Japão de 1995

Pontos

98

Pódios

9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Martin Brundle foi um dos pilotos mais rodados do mundo da F1. E, curiosamente, teve sãs maiores glórias em outras categorias. Em 1988, conquistou o Mundial de Marcas, pela  Jaguar (mesma equipe que o título ao brasileiro Raul Boesel, em 1987) e. em 1983, inscreveu seu nome na história como o principal rival de Ayrton Senna durante o Campeonato Inglês da Fórmula 3.

Nascido em King’s Lynn, no dia 1º de junho de 1959, na F1 , Brundle era  um inglês  soturno e amargurado, que não entendia porque Senna chegou aonde chegou ele ficou pelo meio do caminho. Com 17 anos, em 1976, Brundle começou a carreira participando de provas em pistas de grama, na Inglaterra. Em 1977 e 1978, foi piloto da Toyota, no Campeonato Inglês de Turismo, e, em 1979, passou para os monopostos, na Fórmula Ford 2.000, onde permaneceu por duas temporadas.

Em 1981, voltou a correr de Turismo, pela Audi, e estreou na F-3, em Thruxton. No ano seguinte, foi quarto colocado na F-3 e em 1983 perdeu o título para Senna. Como o brasileiro, a ascensão à F1 se deu em 1984. Brundle pela Tyrrel, Senna, pela Toleman. O brasileiro marcou 13 pontos e Martin afundou junto com sua equipe, que, posteriormente,  foi desclassificada de todas as corridas, por irregularidades em seus carros. Brundle largou em sete provas.

No ano seguinte, a Tyrrel trocou os motores aspirados da Ford no meio da temporada pelo turbo da Renault. Mas foi só em 1986 que Brundle pontuou pela primeira vez, com um quinto lugar no GP do Brasil. No total, marcou oito pontos e ficou em 11º na classificação.

Para 1987, Martin trocou de equipe  e foi para a desastrosa Zakspeed, onde ainda conseguiu a façanha de chegar em quinto no GP de San Marino. Desempregado,  no final do ano aceitou o convite da Jaguar para correr (e vencer) o Mundial de Marcas de 1988, participando ainda do GP da Bélgica, pela Williams, no lugar de Nigel Mansell, que estava com uma virose. Naquele mesmo ano, Senna conquistava seu primeiro título mundial.

Brundle, de certa forma, aceitou o consolo de também ganhar seu título, ainda que numa categoria de menor prestígio. Mas queria, mesmo, era voltar à F1 e o fez em 1969, na Brabham. Foram meros quatro pontos e nova decepção: no fim do ano, desemprego batendo à porta, foi para a Jaguar de novo. Em 1990, se não ganhou o Mundial de Marcas, Martin pelo menos pode comemorar a vitória nas 24 horas de Le Mans. E Senna, seu ex-rival, faturava o seu segundo titulo da F1.

O ano de 1991 marcou a volta definitiva de Brundle à categoria máxima. De novo na Brabham, mais uma temporada frustrante, com apenas dois pontos. A equipe estava indo para o vinagre e ele pulou fora, quando soube que no ano seguinte poderia ter como companheiro de equipe uma moça, a bela italiana Giovanna Amatti, patrocinada por panelas de pressão e marcas de batom. Ai seria demais. Brundle fez o que pode para arrumar um bom lugar e foi premiado com uma vaga na Benetton, ao lado de Michael Schumacher, substituindo ninguém menos do que o tricampeão Nelson Piquet, que abandonava a F1.

A temporada de 1992 foi a melhor da careira de Brundle.Terminou o campeonato em sexto, com 38 pontos e cinco pódios. O melhor resultado foi o segundo lugar no GP da Itália. Em 1993, a Benetton  trocou o inglês por Ricardo Patrese e Martin  foi para a Ligier. Nenhuma tragédia: com os potentes motores Renault, marcou 13 pontos e terminou a temporada em sétimo. Boa campanha, boa chances. E pintou a McLaren, em 1994: mais 16 pontos, um segundo lugar em Mônaco e o sétimo no campeonato.

Bem conceituado no mercado, Martin voltou para a Ligier em 1995, marcou sete pontos, foi obrigado a se revezar com os ienes de Aguri  Suzuki em algumas corridas, mas subiu ao pódio uma vez, na Bélgica. No final de setembro, com a transferência de Eddie Irvine para a Ferrari, recebeu um convite de Eddie Jordan, para quem havia corrido nos tempos da F3, e aceitou na hora o contrato para ser companheiro de Rubens Barrichello, em 1996. A Jordan foi a 8ª equipe de sua carreira na F1.  No final da temporada, foi apenas o 11º  colocado, com 8 pontos, atrás de Barrichello, o 8ª, com 14 pontos. Brundle tinha intenção de continuar na F1, mas não conseguiu assento para 1997. Voltou a correr em Le Mans, pela Nissan, Toyota e Bentley, e, na última vez, em 2012, foi o 15º entre 56 competidores.

Desde 1997, Brundle começou a fazer comentários sobre a F1 para a televisão. Em 2009, foi contratado pela BBC e, em 2011, promovido a comentarista principal, ao lado do também ex-piloto David Coulthard. No final de 2011, foi cedido  â Sky Sport, depois de decisão da emissora oficial britânica ceder seus direitos, por dificuldades orçamentárias. Por seu trabalho na TV< Brundle foi premiado em 1998, 1999, 2005 e 2006.

Casado com Elisabeth, pai de Charlotte e de Alexandre, Brundle é formado em administração de empresas, joga tênis e golfe. Caseiro, é avesso a festas e grandes badalações. No tempo da F1, no olhar triste  e sem brilho, parecia carregar a frustração de nunca ter conseguido ser um Senna na vida, apesar de ter chegado tão perto.