Mark Webber

Perfil

Nome

Mark Alan Webber

País

Austrália

Nascimento:

27-08-1976

Local:

Queanbeyan (Nova Gales do Sul)

Altura:

1,84

Peso:

74 kg

Residência

Aston Clinton (Inglaterra)

Preferências

Biografias de esportistas, revistas de esportes,

bandas Oásis, U2, PInk e INXS. Madonna e Pinky

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 03/04/2002

Corridas

217

Títulos

0

Vitórias

9

Pódios

42

Poles

13

Voltas + rápidas

19

Pontos

1047,5

Carreira

Ano

Categoria

Equipe

Corridas

Vitória

Pole

Pódio

Pontos

Posição

2013

Fórmula 1 Red Bull

19

0

2

8

199

2012

20

2

2

4

179

2011

19

1

3

10

258

2010

19

4

5

10

242

2009

17

2

1

8

69,5

2008

18

0

0

0

21

11º

2007

17

0

0

1

10

12º

2006

Williams

18

0

0

0

7

14º

2005

BMW Williams

19

0

0

1

36

10º

2004

Jaguar

18

7

13º

2003

Jaguar

16

17

10º

2002

Minardi

17

2

16º

2001

Benetton

Piloto de testes

F3000 Super Nova

12

3

2

4

39

2000

Fórmula Arrows

Piloto de testes

F 3000 Arrows

10

1

3

21

1999

Le Mans AMG

1

N/C

1998

Le Mans AMG GTP

1

1

FIA GT AMG GT1

10

5

8

69

1997

F3 Masters Alan Docking

1

1

GP de Macau Alan Docking

1

F3 inglesa Alan Docking

16

1

3

5

127

1996

F. Holden Ralt-Austrália

2

1

1

20

10º

F Ford –

1

1

1

F Ford inglesa

113

F Ford Europa Van Diemen

 1995

F. Ford Van Diemen

1

1

F Holden Birrana

2

2

32

F.Ford – Aus. Yellow Pages

16

3

3

158

1994 F.Ford – Aus Yellow Pages

16

30

13º

1993

Vence o Campeonato da Nova Gales do Sul

1991/93

Vence competições de vários níveis no kart

História

Mark Webber não é apenas um piloto de automobilismo; é um poliesportista. Fora das pistas, além praticar ciclismo, mountain bike e “malhação”, joga tênis e já foi campeão do torneio Pro-Aman (que reúne profissionais e amadores) de tênis de Barcelona, em 2002, 2004 e 2005. Em 2003, foi vice-campeão, perdendo para Juan Pablo Montoya. Gosta também de rúgbi, sendo torcedor do Canberras Raiders, e de futebol, torcendo para Sunderland, da Inglaterra. Mas, se não fosse piloto, gostaria de ser lutador e um dos seis ídolos é Mohamed Ali, que considera o maior esportista de todos os tempos.

Desde 2003, Webber organiza a “Mark Webber Pure Tasmânia Challenge”, uma travessia da Tasmânia, uma ilha-estado no sul da Austrália, com a finalidade de arrecadar fundos para investigação de câncer infantil. Durante seis dias, partindo de Marrawah, na costa oeste, equipes, de quatro competidores cada uma, percorrem 600 mil quilômetros da costa sul, ao longo do Parque Nacional Freycinet, de bicicleta, caiaque e corrida rústica (trekking), até Boles Bay, no leste. Webber resolveu promover o evento depois da morte do avô com câncer e suas experiências com crianças que lutam contra a doença.

Mark Webber vive em companhia da “namorada” e empresária Ann Neal, de Luke, seu filho de uma primeira relação, e do cachorro Shadow, em Aston Clinton, no condado de Buckinghamshire, sudoeste da Inglaterra, a 55 quilômetros de Londres.

Na garagem, tem uma BMW M5 e um Renault, mas não gosta de dirigir pelas estradas inglesas. “São muito lentas”. No intervalo das corridas, freqüenta o Il Maschio@ Stag, restaurante administrado por Ann e do qual é sócio, no vilarejo de Mentmore, “no coração da Inglaterra”. Quando volta à Austrália para o GP, aluga uma cada em Albert Park, onde recebe amigos para churrascos. Só vai para o autódromo para os treinos. Para ele, um dia perfeito começa comum belo banho antes do café da manhã; continua com transmissões da TV de esportes da Austrália; um pouco de videogame, e uma boa refeição com Ann.

Para Webber, um piloto da F1 deve trabalhar constantemente e ser concentrado. Acha que a F1 não são só os carros, pois estes precisam ser controlados pelo piloto em todas as condições. Gostaria de ter corrido nos anos 1980; de ver de volta as pistas clássicas e entre estas prefere a de Spa, assim como Prost a Senna.

Filho de um vendedor de motocicletas, Mark Webber, nos anos 1980, dividia seu interesse entre as maquinas de duas rodas, o trabalho de pegador de bola do Canberra Raiders, campeão liga de rúgbi da Austrália, e as vitórias de Alain Prost, na Fórmula 1, e de Kevin Schwartz, piloto de moto, seus heróis na infância. Em entrevista, lembrou que, quando tinha entre 11 e 12 anos, seu avô tinha uma fazenda perto da cidade de Burra, no sul da Austrália, e lá ele andava de bicicleta e cortava madeira com o pai. Nessa época, costumava brigar com sua irmã mais velha, Leanne, e tinha que correr da mãe, que cuidava dos dois, enquanto o pai trabalhava.

Ainda na infância e adolescência, além de correr de kart, jogava tênis, aussie rulles (um futebol australiano muito viril, que concorria com o rúgbi), golfe, críquete e praticava natação, mas admite que era um jack-of-all-trades (significando que fazia muitas coisas, mas não era bom em nenhuma).

Em 1991, começou a correr oficialmente de kart, viajando a Sidney e Melbourne para competir, e dois anos depois ganhou o campeonato do estado de Nova Gales do Sul. Em 1994, foi para Sidney, hospedando-se na casa de Spencer Martin, um campeão de automobilismo esportivo e grande amigo da família dele. Lá, treinou com vários pilotos no circuito de Oran e, nos fins de semana, passou a correr na Fórmula Ford australiana, com um carro FF 1600, comprado pelo pai da equipe Van Diemen, da Inglaterra. Na primeira temporada na categoria, foi o 14º colocado na classificação geral do campeonato.

Ainda nesse ano, quando obteve várias vitórias e de terminou em 4º lugar na Fórmula Ford, Webber conheceu e se ligou a uma pessoa que iria conduzir a sua carreira e sua vida dali para frente: a inglesa Ann Neal, que, 10 anos mais velha, tornou-se sua empresária e companheira. Por intermédio dela, Webber conseguiu um contrato de patrocínio de sete anos com as Páginas Amarelas, da Austrália, que possibilitou a ida dos dois, no ano seguinte, para a Inglaterra. Em 1995, antes de viajar para a Grã-Bretanha, venceu a corrida de Fórmula Ford que antecedeu o GP de Adelaide e foi segundo na GP de Surfers Paradise, da Yndicar.

Na Inglaterra, um significativo terceiro lugar logo na estréia no Festival da Fórmula Ford em Brands Hatch lhe valeu um contrato com a equipe Van Diemen (a mesma pela qual começaram Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi) para disputar o campeonato inglês de 1996. Com quatro vitórias, foi o vice-campeão da categoria e também venceu o Festival da Fórmula Ford e o GP de Spa Francorchamps da copa europeia da Fórmula Ford, na qual foi o terceiro colocado, embora tenha participado de apenas duas das três provas da série.  Dois dias depois da vitória na Bélgica, fez teste pela Alan Docking Racing e foi contratado para correr na Fórmula 3, em 1997. Ainda em 1966, antes de mudar de categoria, Webber venceu uma corrida da Formula Holden, no fim-de-semana do primeiro GP de Melbourne.

Webber foi 4º colocado na sua primeira temporada da Fórmula 3, com 5 pódios, inclusive um segundo lugar na prova que antecedeu o GP da Inglaterra de 1977. Ele venceu em Brands Hatch pela quarta vez, com uma atuação histórica; saiu na pole, liderou de ponta-a-ponta e ainda fez a volta mais rápida. No meio da temporada, esteve ameaçado de não poder continuar o campeonato, por falta de patrocínio, mas foi socorrido pelo ex-astro australiano de rúgbi, David Campese. Nesse ano, ainda foi 3º no Marlboro Masters de Zandvoort, e 4º no GP de Macau da F3.

Pelo desempenho na Fórmula 3, convidado por Norbert Haug, da Mercedes AMG,. Webber fez um teste no circuito A1 Ring, da Áustria, e foi contratado para correr no ano seguinte o campeonato de GT (Gran Turismo)m da FIA, ao lado de Bernd Schneider. A outra dupla da equipe era formada por Klaus Ludwig e o brasileiro Ricardo Zonta.

Nas 10 provas do campeonato, correndo no Japão, Estados Unidos e Europa, .a dupla Webber-Scheider teve 5 vitórias, mas terminou no 2º lugar, superada pela outra dupla da equipe, por apenas 8 segundos, depois de uma dura batalha entre Webber e Zonta, na última meia hora da corrida de Laguna Seca, nos Estados Unidos.

A carreira de Webber no automobilismo quase termina em 1999, num espetacular acidente nos treinos para as “24 horas de Le Mans”. O piloto tinha passado a ser o piloto número da equipe, ganhado seu próprio carro e feito uma série de simulações para a corrida na pista francesa, depois do cancelamento do campeonato da FIA GT.

No treino da quinta-feira, longe das câmera de TV e do público, o carro capotou várias vezes e só por muita sorte Webber saiu ileso. Um novo carro foi preparado às pressas e na primeira volta fora dos boxes, no warm-up de sábado pela manhã, aconteceu tudo exatamente igual, agora diante das câmeras e do público.A Mercedes insistiu em continuar na prova, com outros dois carros, mas, após 5 horas de corrida, o mesmo aconteceu com o companheiro de equipe de Webber, Peter Drumbeck. A causa teria sido um erro na aerodinâmica do carro.

Depois do vexame, a Mercedes desistiu das competições de carros esportivos e Webber decidiu voltar aos monopostos. Por intermédio de Eddie Jordan, entrou em contato com o também australiano Paul Stoddart, que lhe garantiu um patrocínio de 1,1 milhão de dólares,um lugar no campeonato da Fórmula 3.000 de 2000, pela European Formula Racing, de sua propriedade, e, em dezembro, no circuito de Barcelona, um teste para a Fórmula 1, na Arrows.

Em 2000, Stoddart, dono da Européia Formula Racing, e Tom Walkinshaw, da Arrows, se associaram e, com o patrocínio das Páginas Amarelas e da cerveja australiana Foster, Webber disputou a Fórmula 3.000 Junior pela EFR e foi indicado para piloto de testes da Arrows na Fórmula 1.

Apesar da inexperiência, Webber obteve o 3º lugar logo na primeira rodada da série, em Ímola e venceu a segunda, em Silverstone, assumindo a liderança do campeonato. Logo, perdeu a vantagem, mas garantiu o terceiro lugar na competição, com 3 pódios e duas voltas mais rápidas e 21 pontos, superado pelo brasileiro Bruno Junqueira, com 48, e o francês Nicolas Minassian, com 45.

Considerando que não teria chance de correr pela Arrows na Fórmula 1, em julho, Webber anunciou a sua saída e em setembro fez três dias de teste pela Benetton, em Estoril, em Portugal, com resultados melhores do que os titulares da equipe, Giancarlo Fisichella e Ralf Schumacher.

Em 2001, Webber acumulou o trabalho de piloto de teste da Benetton e a participação no campeonato da Fórmula 3.000, pela Supernova Racing Team. Embora tenha vencido as provas de Ímola,Mônaco e Magny Cours, terminou o campeonato em 2º lugar, atrás do inglês Justin Wilson. Com o firme propósito de chegar definitivamente à Fórmula 1, o australiano dedicava muito mais tempo aos treinos, em prejuízo dos compromissos da F3. Apesar disso, no final do ano foi substituído na Benetton pelo espanhol Fernando Alonso. Flávio Briatore manobrou para que ele fosse contratado, por três corridas, pela Minardi, de Paul Stoddart, que fez de Mark Webber o primeiro piloto australiano a correr na Fórmula 1, desde David Brabham, em 1994.

A estreia na nova categoria não poderia ter sido melhor. Diante do seu público, numa corrida emocionante, com o PS02, Webber num (dadas as circunstâncias) brilhante 5º lugar, proporcionou à Minardi seus primeiros dois pontos, em três anos.  Ele largou como o18º, entre 22 carros que participavam da prova, a 4 segundos do pole position. Logo na largada, porém, um espetacular choque entre Ralf Schumacher e Rubens Barrichello, provocou o abandono de oito carros, do que se aproveitou o australiano para ser o quinto entre os oito pilotos que terminaram a prova, ainda que a duas voltas do vencedor, o alemão Michael Schumacher. Apesar da quebra do diferencial, Webber sustentou e superou o experiente Mika Salo na briga pela posição. Ele se tornou o primeiro australiano a marcar pontos na F1 e o primeiro piloto da Minardi a chegar na zona de pontuação, desde Marc Gene, em 1999.

Depois desse desempenho, o contrato com a Minardi foi estendido para toda a temporada, mas ele não conseguiu repetir a atuação nas outras 16 corridas. Abandonou na Malásia. Foi 11º no Brasil e San Matino. Não largou Espanha. Foi 12º na Áustria; 11º em Mônaco e no Canadá e15º em Nurburgring. Abandonou na Inglaterra, Bélgica, Itália e Estados Unidos; foi 8º na França; 16º na Hungria e 10º no Japão. No GP da Hungria, perdeu dois quilos, por desidratação, devido à quebra da sua garrafa de água.

Webber terminou o campeonato no 16º lugar, com os 2 pontos que tinha conquistado na primeira corrida e que também deram à Minardi a 9ª colocação entre os construtores, à frente da Toyota e da Arrows. Pelos resultados obtidos durante toda a temporada, Webber ficou à frente de outros dois pilotos que tinham feito também dois pontos (Mika Salo e Heinz-Harald Frentzen), mas atrás de Takuma Sato, que teve a mesma pontuação.

A despeito da performance aparentemente decepcionante, o piloto australiano foi escolhido como o “calouro do ano” pelas revistas F1 Racing e Autosport e recebeu o prêmio “Bernie”, como o estreante do ano. Em novembro de 2002, depois de uma série de excelentes testes, Mark Webber foi contratado pela Jaguar, para correr ao lado do brasileiro Antonio Pizzonia.

A primeira temporada na nova equipe foi promissora e Webber chegou a ser apontado como candidato a uma vaga numa das grandes equipes. Marcando 18 dos 19 pontos da equipe, ele foi o 10º colocado no campeonato, chegando entre os dez primeiros em oito das 16 corridas: três vezes em 6º; quatro vezes em 7º e uma em 9º lugar. Adaptando-se bem ao novo regulamento de classificação, foi duas vezes 3º no grid (na Hungria e no Brasil), a melhor posição conseguida até então pela Jaguar. No final da temporada, Webber foi eleito “piloto do ano” pela revista Autocar.

Na biografia de Webber, o próprio site oficial do piloto admite que o início da temporada de 2003 foi desalentador. Na Austrália teve de abandonar na 15ª volta, por causa de quebra da suspensão traseira. Na Malásia, foi tocado por Fisichella na largada; recebeu uma descarga do extintor de incêndio no rosto durante um pit stop e foi obrigado a abandonar, por problema no abastecimento de óleo, na 35ª das 56 voltas, quando era o 8º colocado. No Brasil, obteve a pole provisória, na sexta-feira; garantiu a 3ª posição no sábado, mas na corrida, sob intensa chuva, foi de encontro à barreira de pneus, na entrada dos boxes. Fernando Alonso, que vinha atrás dele, bateu num pneu que se tinha soltado do carro de Webber e também perdeu o controle da direção. O acidente provocou a suspensão da corrida, faltando 16 voltas para o término normal. O resultado final só foi divulgado algumas horas depois, com vitória do finlandês Mika Raikkonen e Webber no 9º lugar, posição que ocupava na volta anterior à suspensão da prova.

Webber não completou a corrida seguinte, em San Marino, e só veio a obter o seus primeiros dois pontos com o 7º lugar na Espanha, onde foi anunciada a extensão do contrato com a Jaguar por mais dois anos, com salários de 6 milhões de dólares por temporada. O australiano voltou a ser 7º na Áustria; não terminou a corrida em Mônaco, mas marcou pontos em cinco das nove corridas restantes: 7º no Canadá e na Itália; 6º em Nurburgring, França e Hungria. Foi 14º na Inglaterra; 11º na Alemanha e no Japão e não completou a corrida dos Estados Unidos.   Na Áustria, depois de largar da pit lane, sofreu um drive-through, mas ainda assim garantiu o 7º lugar.

A temporada de 2004 não foi feliz nem para Webber nem para a Jaguar. A equipe foi posta à venda; o novo carro, o R5 não correspondeu e o piloto, como sempre, teve bons momentos nos treinos de classificação, não confirmados nas corridas. Na Austrália, largou em 6º e não chegou ao final, por problema na transmissão. Na Malásia, foi o segundo no grid, ao lado de Michael Schumacher, mas rodou na 23ª das 56 voltas. Antes, ele tinha sido tocado por Ralf Schumacher e na saída dos boxes, ao tentar recuperar o tempo perdido, foi punido com o “drive-through”, por excesso de velocidade na pit lane.

 

Paradoxalmente, no Bahrein, onde foi o 14º no grid, conseguiu o seu primeiro ponto, com a oitava colocação.  Em San Marino, largou na 8ª posição e chegou na 13ª. Na Espanha, saiu em 9º e chegou em 12º. Em Mônaco, parou na 11ª volta, por quebra na caixa de câmbio.

Só no GP da Europa, em Nurburgring, voltou a pontuar, de novo, quando teve a pior colocação no grid: largou na 14ª posição e chegou em 7º. Das 11 corridas restantes, Webber só completou 5 e só duas na zona de pontuação. Foi 8º na Inglaterra e 6ª na Alemanha. Ficou em 9º lugar na França e na Itália e em 10º na Hungria e na China. Não completou as provas do Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Japão (onde foi 3º no grid) e Brasil. Terminou o campeonato no 13º lugar, com 7 pontos.

No meio da temporada, surgiram informações de que a Jaguar não garantia continuar na Fórmula 1 no ano seguinte e no dia 28 de julho foi anunciada a transferência de Mark Webber para a Williams.

O australiano foi recebido na nova equipe com grandes expectativas e o diretor técnico da Williams chegou a dizer que, com eles, Webber seria campeão do mundo. Mas contido, Paul Stoddart previa que em 2005 ele conseguiria a sua primeira vitória na Fórmula 1.

Na prática, porém, a teoria foi outra. Ainda, como sempre, Webber continuou um bom “treineiro”. Obteve boas classificações, mas deixou de aproveitar boas oportunidades para marcar pontos.

Na Austrália, foi 3º no grid, mas foi ultrapassado por David Coulthard logo na primeira curva e o 5º lugar acabou sendo um bom resultado, a melhor colocação que ele tinha conseguido até então na Fórmula 1. Na Malásia, Webber largou em 4º e estava a ponto de ultrapassar Giancarlo Fisichella, quando, na 15ª volta, o italiano errou a freada, bateu no carro dele e provocou a saída dos dois. Mais tarde se soube que Webber tinha corrido os dois primeiros GPs com duas costelas fraturadas num treino em Barcelona, na pré-temporada.

No Bahrein, Webber saiu em 5º e chegou em 6º. Em San Marino, largou em 4º e chegou em 10º, mas ganhou três posições, com a desclassificação dos dois pilotos da BAR (Jenson Button e Takuma Sato), porque o carro estava abaixo do peso mínimo, e punição de 25 segundos a Ralf Schumacher, por saída perigosa dos boxes. Na Espanha, pela quarta vez, em cinco corridas, Webber chegou na zona de pontuação, garantindo o 6º lugar, depois de um novo bom desempenho nos treinos, que lhe valeu a 2ª posição no grid.

 

Depois do GP de Mônaco, tudo parecia indicar que Webber, finalmente, iria acabar com a má fama de não saber dirigir sob pressão. Ele largou na 3ª posição, bem à frente do companheiro de equipe Heidfeld, mas um erro de estratégia da Williams o fez perder a chance de chegar pelo menos em segundo.Webber vinha correndo sempre à frente do companheiro, mas a equipe, em vez de seguir a sequência normal, chamou primeiro Heidfeld para o pit stop, fazendo com que o australiano perdesse tempo atrás do lento Fernando Alonso. Com a parada do espanhol, Heidfeld assumiu a segunda posição e Webber a terceira e assim eles terminaram a corrida. Foi o primeiro pódio da carreira do australiano.

A boa performance de Mônaco foi seguida de uma pixotada logo na carreira seguinte, o GP da Europa, em Nurburgring.  Depois de largar em 3º, Webber errou a freada, bateu em Juan Pablo Montoya e teve de abandonar a corrida já na primeira curva. Heidfeld, que tinha sido o pole position, chegou em segundo lugar e, pela primeira vez o superou na classificação do campeonato.

Nas corridas seguintes, Webber foi 5º no Canadá, depois de largar em 14º; não largou nos Estados Unidos; foi 12º na França; 11º na Inglaterra e não se classificou na Alemanha.Voltou a pontuar, com o 7º lugar, na Hungria; não completou a corrida da Turquia, por ter se chocado com Michael Schumacher; ficou em 14º na Itália; foi 4ª na Bélgica e não se classificou no Brasil. Voltou a pontuar na Japão (4º) e na China (7º), terminando o campeonato em 10º mcmcmcmcmcmcmcmcmcmcmcmcmcmmcmcmcmcmcmcmcmcmc lugar, com 36 pontos, contra 28 de Heidfeld, que não participou das últimas cinco corridas.

Depois do GP da Turquia, Webber se contundiu e foi substituído pelo brasileiro Antonio Pizzonia, que no ano anterior havia sido demitido da Jaguar, acusando a equipe de favorecer Webber. Os dois novos companheiros travaram uma batalha particular até o fim do campeonato, com vantagem para Webber, pois Pizzonia só marcou dois pontos, com um 7º lugar na Itália. Na Bélgica foi 15º; no Brasil e na China não terminou e no Japão foi 13º.

Para a temporada de 2006, Mark Webber recusou uma proposta da BMW Sauber e preferiu continuar na Jaguar, com novo motor fornecido pela Cosworth; com novos pneus, agora da Bridgestone, e um novo companheiro, Nico Rosberg.

As mudanças não surtiram nenhum efeito e Webber teve mais um ano frustrante. Ele não completou 11 das 18 corridas, seis delas por falhas mecânicas. E das sete corridas completadas, só marcou pontos em três, com o sexto lugar no Bahrein e em San Marino e o 8º na China. No final, somou 7 pontos, ficando na 14ª posição no campeonato. Para seu consolo, Rosberg também não conseguiu completar 9 corridas e só marcou 4 pontos. Com os 11 pontos de seus dois pilotos, a Jaguar foi a penas a 9ª colocada, entre 11 equipes.

Na primeira corrida, no Bahrein, Webber até que se saiu bem, chegando em 6º lugar, depois de ter largado em 7º. Na Malásia, largou em 4º e mantinha a posição quando teve problemas hidráulicos e foi obrigado a abandonar na 14ª volta. Na Austrália, foi 7º no grid e estava na liderança da prova quando foi obrigado a parar, por problemas no câmbio. Em San Marino foi 6º, mas já na corrida seguinte, em Nurburgring, no GP da Europa, abandonou por falhas no sistema hidráulico, depois de ter sido punido com a perda de dez posições no grid, por troca de motor, e ter largado na 19ª posição.

Na Espanha, com o novo sistema de classificação, pela primeira vez na temporada, Webber não se classificou entre os 10 primeiros e teve de lutar muito para terminar em 9º. Em Mônaco, ganhou a segunda posição no grid, depois da punição que obrigou Michael Schumacher a largar em último, chegou a correr em terceiro, mas parou na volta 48, por quebra de motor. Na França, Webber correu o risco de um grave acidente, quando um pneu estourou em plena velocidade, mas ele conseguiu chegar ao box sem problema. Na Inglaterra, o australiano saiu logo na primeira volta, devido a um choque com Ralf Schumacher e Scott Speed e na Alemanha estava na iminência de chegar ao pódio, porém foi obrigado a parar, por falha mecânica, a 9 voltas do final..

O contrato de dois anos de Mark Webber com a Williams venceria no final da temporada de 2007. Ele estava disposto a renová-lo, porém não aceitou a redução d e salário proposta pela escuderia e tratou logo de buscar novos caminhos. Já no dia 7 de julho, ainda no meio da temporada, portanto, o seu empresário, Flávio Briatore, anunciou que Webber correria em 2007 pela Red Bull, tendo como companheiro o escocês David Coulthard, desfazendo os boatos de que o piloto poderia ir para a Renault. Como a Red Bull tinha na equipe vários remanescentes da Jaguar, a ida de Webber foi apontada por muitos como uma “volta pra casa”.

Webber começou a trabalhar na nova equipe já no dia 7 de janeiro de 2007, quando a Red Bull apresentou o seu carro, o RB3, desenhado por Adrian Newey e equipado com motor RS27, da Renault. Como os outros carros que Webber tinha pilotado antes, o RB3 não se mostrou consistente e confiável e em várias corridas os problemas hidráulicos prejudicaram a performance do piloto australiano.

 

Na primeira corrida, na Austrália, Webber foi bem nos dois primeiros dias de treino e parecia que no sábado iria voltar a ficar entre os dez primeiros do grid. Na 6ª volta da segunda etapa da rodada de classificação, porém, o disco de freio quebrou, ele foi parar na brita e acabou na 15ª posição. Apesar disso, na corrida, tinha recuperado posições, quando se envolveu numa colisão com Kazuiki Nakajima e Anthony Davidson, sendo obrigado a abandonar a prova.

Depois da decepção inicial, Webber teve bons motivos para comemorar nas cinco corridas seguintes, nas quais terminou sempre na zona de pontuação, Na Malásia, obteve um importante sétimo lugar, apesar da preocupação com a suspensão dos carros da Red Bull, que tinha quebrado e tirado David Coulthard dos GPs da Austrália e daquele, na Malásia. Na prova seguinte, no Bahrein, Webber voltou a repetir a colocação; na Espanha melhorou, ficando em 5º; e na Turquia voltou a ocupar a 7ª colocação. O seu melhor resultado na temporada, porém, aconteceu em Mônaco, onde, sob chuva, largou na 9ª posição e chegou em 4º, numa atuação que só foi ofuscada pela vitória de Lewis Hamilton.

No Canadá, Webber estava, de novo, perto de ficar entre os dez primeiros, mas, na segunda etapa, rodou, bateu no muro e ficou sem a suspensão e impossibilitado de participar na última parte d a classificação.Largou na 13ª posição e só conseguiu ganhar mais uma, terminando em 12º. Na França, ele voltou a pontuar, com importante 6º lugar. Na Inglaterra, onde conseguiu a sua melhor colocação no grid, desde 2005, Webber largou em 2º, atrás de Heikki Kovalainen e à frente de Kimi Raikkonen, que era, então, o terceiro colocado no campeonato.

O desempenho de Mark Webber na primeira metade do campeonato, somando 18 pontos e pontuando em 6 das 9 corridas, agradou à direção da Red Bull, que, antes mesmo do GP da Inglaterra (no dia 6 de julho), na quinta-feira, dia 3, anunciou a extensão do seu contrato pata a temporada de 2009. Depôs disso, porém, nas nove provas restantes, o australiano fez apenas mais três pontos, com o 8º lugar na Bélgica, na Itália (onde largou em 3º) e Japão.

Na Bélgica, obteve a colocação graças a uma punição imposta a Timo Glock, que o ultrapassou com bandeira amarela. Em Singapura, Webber largou em 13º e uma decisão acertada da equipe, que o chamou, assim como a David Coulthard, para os boxes, assim que o carro de segurança deixou a pista, colocou os dois em boa posição na pista. Webber tinha possibilidades de lutar, pelo menos, pela segunda colocação, quando um problema na caixa de marcha o tirou da prova na 29ª das 61 voltas do circuito. Ele terminou o campeonato em 11º lugar, com 21 pontos, 13 pontos à frente da David Coulthard, que se despediu da Fórmula 1, com 8 pontos e a 16ª colocação.

Depois de encerrada a temporada da Fórmula1, Mark Webber sofreu fratura da perna direita, ao ser atropelado por um jipe, pedalando pela estrada, quando participava da “Mark Webber Pure Tasmânia Challenge”. Embora sem condições de participar dos testes da pré-temporada em Jerez, Valência e Barcelona, o piloto garantia que estaria de volta ao grid no GP da Austrália, no dia 29 de março. Para apressar a recuperação, fez tratamento criogênico, de pé, nu, sob temperatura abaixo de zero por alguns minutos.

No dia 13 de fevereiro de 2009, com pino de aço na perna fraturada, Webber voltou à pista, em Jerez de la Frontera, para os testes de pré-temporada, e disse que não encontrou nenhuma dificuldade para pilotar, pois se sentia confortável dentro do carro. Era mais difícil, admitiu, andar a pé. E ele estava esperançoso, pois o carro projetado por Adrian Newey era “consistente em todos os tipos de pista”.

Na primeira corrida do ano, na Austrália, Webber obteve o 4º tempo nos treinos livres; ficou na 10ª posição no Q3, mas foi beneficiado pela desclassificação dos dois carros da Toyota e largou em 8º. Na segunda volta da corrida, porém, para evitar uma colisão com Rubens Barrichello, provocou uma carambolagem com Heikki Kovalainen, Adrian Sutil e Nick Heidfeld, perdeu várias posições e terminou 12º.

Na Malásia, Webber, beneficiado de novo, desta vez pela punição aplicada a Rubens Barrichello e Sebastian Vettel, subiu da 7ª para a 5ª posição do grid. Terminou em 6º lugar, mas ganhou só metade dos pontos (1,5), porque a corrida foi suspensa por causa da chuva. Na China, Webber deu o primeiro grande passo para se firmar como protagonista da Fórmula 1. Largou na 3ª posição, sob forte chuva e com o safety car na pista durante 8 voltas, mas terminou em 2º lugar, o melhor resultado da sua carreira até então. No Bahrein, prejudicado por Adrian Sutil na sua volta lançada, Webber foi jogado para a 18ª posição do grid e o máximo que conseguiu foi chegar em 11º. Na Espanha, voltou a subir ao pódio, com o 3º lugar, e depois de um mau resultado, o 5º lugar em Mônaco, voltou ao tope da classificação, com o 2º lugar na Turquia e na Inglaterra.

Mas o grande momento de Mark Webber chegou mesmo no dia 12 de julho de 2009, no GP da Alemanha, a 9ª corrida da temporada. Ele saiu na pole; bateu rodas com Rubens Barrichello na primeira curvas; perdeu a liderança para o brasileiro, mas a recuperou na 15ª volta e não perdeu mais. Foi a sua primeira vitória em sete anos de carreira.

Na corrida seguinte, na Hungria, foi de novo 3º colocado, porém nas cinco outras teve uma queda comprometedora: foi 9º, em Valência e na Bélgica; abandonou na Itália e em Singapura, e foi 17º, no Japão. Saiu da Hungria em 2º lugar da classificação dos pilotos, com 51,5 pontos e chegou ao Brasil em 4º, com a mesma pontuação.

Em Interlagos, no GP do Brasil, no dia 8 de outubro, Webber subiu pela segunda vez o lugar mais alto do pódio. Largou na 2ª posição, atrás de Rubens Barrichello, assumiu a liderança na primeira bateria de pit stops e não perdeu mais. Em Abu Dhabi, largando em 3º, superou Lewis Hamilton e chegou em 2º, na 4ª dobradinha da Red Bull, mas os maus resultados do meio da temporada não lhe possibilitaram mais que o 4º lugar na classificação final, com 69,5 pontos, atrás de Jenson Button (95), Sebastian Vettel (84) e Rubens Barrichello (77).

Mark Webber fez em 2010 a sua melhor temporada na Fórmula 1. Com um bom carro, muita disposição e perícia, mostrou todo o seu potencial e esteve perto de conquistar seu primeiro título. Superou todos os outros adversários, mas não pode conter o ímpeto do espanhol Fernando Alonso e a competência do companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Ele foi líder em vários momentos do campeonato; chegou ao GP de Abu Dhabi em 2º lugar, a apenas 8 pontos do líder, Fernando Alonso, mas, tanto quanto este, foi surpreendido pelo esplendido desempenho de Vettel, que foi pole, ganhou a corrida e conquistou seu primeiro título. Mais tarde se soube que, uma contusão no ombro direito, provocada por um acidente de bicicleta e que ele escondeu da equipe, foi a razão de más atuações na segunda metade da temporada e, por consequência, da perda do título.

No Bahrein, na abertura do campeonato, Webber foi o 8º colocado, depois de ultrapassado na pista por Michael Schumacher e Lewis Hamilton, que tinham largado atrás. Na Austrália, largou como 2º do grid; perdeu a posição para Felipe Massa antes da primeira curva; recuperou depois, mas, depois de acirrada disputa com Lewis Hamilton caiu para 8º e depois para 9º, posição em que terminou a corrida. Na Malásia, Webber foi o pole position; perdeu a posição logo na primeira curva para o companheiro Sebastian Vettel, mas sustentou o 2º lugar, seu primeiro grande resultado na temporada. Após uma nova decepção, com o 8º lugar na China, o australiano se colocou entre os candidatos ao título, com vitórias na Espanha e em Mônaco. Na Espanha, foi o 10º piloto a ganhar a corrida, saindo da pole position. Em Mônaco, Webber diz ter vivido o momento mais feliz do ano, ao fazer a pole, após dura batalha com Robert Kubica, e ganhar a prova à frente de Sebastian Vettel, sentindo durante todo o percurso que podia vencer.

Webber saiu de Mônaco como líder do campeonato, empatado com Sebastian Vettel, ambos com 78 pontos, mas isolou-se na liderança, com 93, ao obter o 3º lugar na Turquia. Caiu para o 3º lugar, com a 5º colocação no Canadá; desceu para 4º, com o abandono em Valência, no GP da Europa, por causa de uma colisão com Heikki Kovalainen, na 8ª volta, mas recuperou uma posição com vitória na Inglaterra. O triunfo em Silverstone teve sabor especial, pois, segundo disse Webber, era a primeira vez que vencia diante dos pais, que estavam no autódromo.

Com o 6º lugar na Alemanha, Webber manteve a 3ª colocação e uma nova vitória, na Hungria. o recolocou na liderança e na luta pelo título. Com altos e baixos (2º lugar Bélgica; 6º, na Itália; 3º, em Singapura; 2º, no Japão; abandono na Coreia, e 2º, no Brasil), Webber chegou à corrida final, em Abu Dhabi, com chances de ser campeão, desde que vencesse e Alonso não passasse do 5º lugar. Alonso chegou em 7º, mas Webber não pode usufruir dessa vantagem. Fez uma má corrida; chegou a estar em 16º e depois em 13º e terminou na 8ª colocação, tendo que se contentar com o 3º lugar no campeonato. E, menos mal, com o lugar garantido na Red Bull, que, ainda em junho, quando ele passava por uma boa fase, anunciou a renovação do seu contrato para 2011.

Em 2011, depois da avassaladora campanha de Sebastian Vettel, que faltando 5 corridas já era virtual campeão, precisando de apenas um ponto para confirmar o título, não restava a Webber mais do que lutar pelo vice-campeonato. E ele tinha esperança de conseguir, principalmente porque, com Vettel campeão, poderia ter mais empenho da equipe em seu favor.

No GP da Austrália, depois de ter largado em 3º, com o carro danificado, Webber teve de lutar para chegar em 5º, igualando o melhor resultado que conseguiu na pista de Melbourne. Na Malásia, 3º no grid, seu KERS falhou na largada; ele perdeu 10 posições, mas se recuperou, terminando em 4º e marcando a volta mais rápida da etapa. Na China, ele repetiu a façanha. Largou em 18º, devido a nova falha do KERS, porém passou por 15 adversários na pista e terminou em 3º.  Na Turquia, saiu em 2º, perdeu a posição para Rosberg na largada, deu a volta no alemão, mas teve de brigar com Fernando Alonso para, só a 8 voltas do final, conseguir recuperar e garantir o 2º lugar. Nas duas corridas seguintes, apesar de boas posições no grid, Webber não repetiu os dois resultados anteriores, chegando em 4º lugar. Na Espanha, saiu na pole position, mas foi ultrapassado na largada, caiu para o 5º lugar e só na 39ª volta conseguiu ultrapassar Fernando Alonso (quando este fez pit stop), para chegar em 4º. Em Mônaco, largou em 3º; perdeu a posição na largada, ficou fora dos 10 primeiros durante grande parte da corrida, mas se recuperou e ultrapassou Kamui Kobayashi na penúltima volta, para chegar em 4º. Nessa recuperação, marcou a sua 4ª melhor volta no campeonato.

Nas 8 corridas seguintes, Webber foi ao pódio em 6; só ficou fora na Hungria, onde foi 5º, e na Itália, onde abandonou por acidente. Foi 2º na Bélgica e 3º no Canadá, Valência, Inglaterra, Alemanha e Singapura.

Em Abu Dhabi, Webber foi apenas o 4º colocado, mas mesmo assim manteve, embora remotas, possibilidades de chegar ao vice-campeonato, dependendo dos resultados dos rivais diretos. Ele chegou ao Brasil com 233 pontos, contra 255 de Jenson Button 245 de Fernando Alonso e 227 de Lewis Hamilton e, portanto, precisaria ganhar a corrida e torcer para que os outros não ultrapassassem os 258 pontos, o máximo que poderia alcançar.

Ele venceu o GP do Brasil, em Interlagos, depois de tomar a liderança do companheiro Sebastian Vettel, que teve problemas de câmbio, mas isso não bastou. Jenson Button, que chegou em 3º, totalizou 270 pontos e foi o vice-campeão.

Em 2012, depois de um início consistente e das vitórias em Mônaco e Silverstone,, em que deu a impressão de que iria lutar pelo título, Mark Webber caiu de rendimento a partir do meio da temporada e acabou na 6ª colocação, com apenas 188 pontos, a 93 do companheiro de equipe, Sebastian Vettel, tricampeão, com 281 pontos.

Na pré-temporada, o piloto dizia que no ano anterior, quando ganhou apenas o GP do Brasil (e assim mesmo, como disse Livio Oricchio, “com uma pane duvidosa no câmbio de Vettel”), tinha tido problemas com o escapamento aerodinâmico, mas que aprendera a lição e no novo campeonato seria diferente.

E realmente o começo foi promissor, com quatro 4ºs lugares nas primeiras 4 corridas e as vitórias em Mônaco e na Inglaterra. Depois da corrida em Silverstone, Webber estava em alta, 16 pontos à frente de Vettel (116 a 100) e, diante do assédio da Ferrari, em agosto, a McLaren correu a renovar o contrato dele por mais um ano.  Depois disso, porém, entre Cingapura, onde estreou nova versão do RB8, e Brasil, em 7 etapas, Vettel fez 141 pontos e Webber apenas 47. Uma das explicações do piloto para essa queda de rendimento, é que ele tentou forçar algumas situações, pois não estava preparado para ser 5º ou 6º, o que teria sido importante na temporada. Webber se disse confiante que tinha ritmo para lutar pelo título, mas pagou o preço da inconsistência.

Na abertura do campeonato, em Melbourne, Mark Webber largou em 5º e chegou na 4ª colocação, a melhor dele “em casa”.  A mesma colocação iria repetir na Malásia, China e Bahrein, sendo, ante então, o piloto mais regular e consistente do campeonato. Na Espanha, 11º no grid, Webber largou muito mal, perdeu posições até para os carros da Toro Rosso, caiu para 15º e a recuperação não foi suficiente para passar do 11º lugar. Em Mônaco, pela primeira vez na F1, Mark Webber foi o sexto piloto diferente a vencer as seis primeiras corridas da temporada. Beneficiado por punição que tirou 5 posições de Michael Schumacher ele largou da pole position e até volta 46 se revezou na liderança com Fernando Alonso, Felipe Massa e Sebastian Vettel, na volta 46 assumiu definitivamente a ponta e não perdeu mais.

No Canadá, o australiano largou em 4º, não resistiu aos ataque e terminou em 7º. Em Valência, no GP da Europa, Webber fez uma verdadeira proeza. Depois de não se entender com a asa móvel e falhar em duas tentativas de volta lançadas, não conseguiu passar da Q1 e largou da 19ª posição. Na volta 17, porém, já era o sexto colocado e graças à saída de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, chegou na 4ª colocação e, pulou para a vice-liderança do campeonato, com 89 pontos, contra 110 de Fernando Alonso. Em Silverstone, onde Fernando Alonso fez a primeira pole position para a Ferrari depois de 31 corridas, Webber foi o 2º no grid, perdeu posições nas paradas, mas a quatro voltas do final, tomou a liderança do espanhol para conquistar a sua segunda vitória na temporada. Na Alemanha, o australiano largou e chegou na 8ª colocação, bem atrás de Sebastião Vettel, que foi 5º, mas ainda assim manteve o 2º lugar na classificação geral, 10 pontos à frente do companheiro (120 a 110).

Na Hungria começou a se desenhar um período difícil para Mark Webber. Ele foi apenas o 11º no grid, na corrida ganhou só mais três posições e viu Fernando Alonso se distanciar e o companheiro Sebastian Vettel baixar a diferença entre eles para apenas 2 pontos (164,124 e 122, respectivamente). Na Bélgica, além de não passar da 6ª posição na pista, Webber foi punido com a perda de 5 posições, por trocar a caixa de câmbio e largou do 12º lugar do grid. Conseguiu se recuperar (chegando em 6º), mas não o suficiente para evitar que Vettel, que chegou em 2º, o ultrapassasse na classificação geral, com 140 a 132 pontos. Em Monza, o australiano continuou mal no treino de classificação, não passando da Q2 e da 11ª posição. Na corrida, foi vítima de um furo no pneu e deixou a pista na volta 52, a duas do final, sendo ultrapassado na classificação geral por Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen e caindo para a 5ª colocação.

Em Cingapura, aonde chegou no 11º lugar, começou o período crítico e a derrocada de Webber no campeonato. Nas últimas sete corridas, o companheiro Sebastian Vettel fez 149 pontos, com vitórias em Cingapura, Japão, Coreia e India; 3º lugar em Abu Dhabi, 2º nos Estados Unidos e 6º no Brasil. Ele não passou dos 47. com o 9º lugar no Japão; 2º na Coreia; 3º na India e 6º no Brasil, depois de não completar as corridas de Abu Dhabi e Estados Unidos.

A tensão com o companheiro de equipe, Sebastian Vettel, marcou a última temporada de Mark Webber na Red Bull e na Fórmula 1. O clima entre os dois, que já não era bom, devido ao que Webber considerava tratamento desigual e preferência da equipe pelo companheiro, azedou de vez depois do GP da Malásia, o segundo da temporada. Para vencer a corrida, Vettel contrariou a ordem do pitwall e ultrapassou Webber que liderava e era o provável vencedor. O piloto alemão pediu desculpas, mas o mal-estar perdurou por todo campeonato. Sempre à sombra do companheiro, às voltas com más largadas e problemas com pneus, Webber não obteve nenhuma vitória durante toda a temporada e só na última corrida, graças ao 2º lugar, assegurou a 3ª colocação entre os pilotos, atrás de Sebastian Vettel e Fernando Alonso. A prova, no dia 25 de novembro de 2013, marcou a despedida de Mark Webber da Fórmula 1, encerrando uma carreira iniciada no dia 3 de abril de 2002, no GP da Austrália, durante a qual participou de 217 GPs, sem nenhum título, mas com 9 vitórias, 42 pódios, 13 poles positions, 19 voltas mais rápidas e 1.047,5 pontos.

Os resultados (grid/chegada) de Webber na temporada de 2013 foram estes: Austrália, 2°/6º; Malásia, 5º/2º; China, 22º/NC; Bahrein, 7º/7º; Espanha, 7º/5º; Mônaco, 4º/3º; Canadá, 5º/4º; Inglaterra, 4º/2º; Alemanha, 3º/7º; Hungria, 10º/4º; Bélgica, 3º/5º; Itália, 2º/3º; Cingapura, 4º/15º; Coreia, 13º/NC; Japão, 1º/2º; India, 4º/ NC; Abu Dhabi, 1º/2º; Estados Unidos, 2º/3º; Brasil, 4º/2º.

Em resumo, a campanha de 2013 foi assim:

Austrália – Webber formou a primeira fila com Sebastian Vettel, mas largou mal, teve problemas com o KERS e chegou em 6º.

Malásia – Depois da segunda bateria de pit stops, Webber assumiu a liderança e foi surpreendido por Vettel, que não acatou ordem da equipe e fez a ultrapassagem, para vencer a corrida.

China – Webber ficou sem combustível para volta ao box, depois da Q2, e teve de largar da pit lane. Ainda na primeira volta, foi obrigado a parar para trocar pneus e na 15ª, com problemas na roda, após choque com Giedo van der Garde, abandonou a pista.

Bahrein – Na comemoração do seu 200º GP, Webber foi 3º na classificação, porém teve de pagar punição por causa de choque com Vergne na corrida anterior e saiu e chegou em 7º.
Espanha – Webber largou em 7º e era o 11º, na 7ª volta, quando foi chamado para trocar pneus. Voltou a parar na 17ª volta, quando era 6º, e, depois de mais duas paradas, ganhou mais uma posição. Chegou em 5º, como sempre atrás de Vettel.

Mônaco – Em Monte Carlo, onde subiu ao pódio pela primeira vez, em 2005, com um 3º lugar, pela primeira vez também no campeonato, Webber acompanhou Vettel no pódio; foi 3º e o companheiro, 2º, atrás de Nico Rosberg.
Canadá – Largando da 5ª posição, mesmo depois de colisão com Giedo Van der Garde (que deixou a pista), Webber fez a volta mais rápida da corrida e chegou em 4º, a 25s731do companheiro e vencedor da prova, Sebastian Vettel.

Inglaterra – Afinal, apesar de alguns contratempos, Webber sentiu o gosto de superar Vettel. Largou mal da 4ª posição do grid; teve a asa dianteira afetada num choque com Romain Grosjean, mas subiu para o 2º lugar e estabeleceu novo recorde para a volta em Silverstone; 1m33s401. Vettel, que era líder desde a 8ª volta, abandonou a pista na volta 42, com problemas na caixa de câmbio. No fim de semana da corrida, Webber anunciou a saída da F1, no fim da temporada, para disputar o Campeonato Mundial de Endurance, pela Mercedes.

Alemanha – Enquanto Vettel se tornava o primeiro alemão a vencer “em casa”, Webber fazia, em Nurburgring, uma corrida desastrada e desastrosa. Na 9ª volta, na primeira troca de pneus, os mecânicos não fixaram bem o pneu traseiro direito, que saiu rolando diante dos boxes e atingiu as costas de um cinegrafista da FOM. O australiano, que tinha largado em 3º, caiu para o último lugar, mas graças à entrada do safety car se juntou ao pelotão e acabou salvando o 7º lugar. Por causa do incidente, a Red Bull foi multada em 30 mil euros.

Hungria – Num circuito sinuoso e apertado, Webber, assim como Vettel, conseguiu se alternar na liderança da corrida em Hungaroring, mas não conseguiu manter o ritmo até o fim. Em 10º no grid, na primeira parada, colocou compostos mais duros e assumiu a ponta, porém, o maior desgaste dos pneus o obrigou a fazer três paradas e, apesar da boa corrida, acabou em 4º.

Bélgica – Um problema na embreagem jogou Webber da 3ª para a 6ª posição logo na largada e o máximo que pode fazer até o fim das 44 voltas foi galgar mais um posto, terminar em 5º e manter a 5ª colocação entre os pilotos, com 115 pontos, a 82 do líder, Vettel (197). Nessa corrida, começou a escalada do piloto alemão rumo ao tetracampeonato e os recordes. A partir de Spa-Francorchamps ganhou todas as nove corridas.

Itália – Na largada, Webber foi surpreendido por Felipe Massa, que saltou da 4ª para a 2ª posição, e perdeu também o 3º lugar para Fernando Alonso. Na volta 40, se aproximou do espanhol, mas não conseguiu passar, inclusive porque a direção da equipe o aconselhou a não exagerar na troca da 2ª para a 3ª marcha, pois o câmbio poderia quebrar. Garantiu o 3º lugar, depois de intensa disputa com Felipe Massa.

Cingapura – Webber abandonou a pista uma volta antes do final (60ª) por causa de problemas de câmbio e pressão de óleo e foi repreendido pela direção da prova por se expor a perigo, ao voltar aos boxes de carona com Fernando Alonso. Como foi a terceira advertência na temporada, foi punido com a perda de 10 posições no GP da Coreia.

Coreia – Cumprindo a punição sofrida na corrida anterior, Webber largou da 13ª posição, mas mal passou da metade da prova. Na 36ª das 55 voltas, chocou-se com Adrian Sutil e teve de deixar a pista. Consolava o fato de manter a 5ª posição entre os pilotos, com chance, ainda de brigar por melhor colocação.

Japão – Com surpresa, Webber conquistou a pole position e, sem surpresa, largou mal como sempre, perdendo a posição, aí outra surpresa, para Romain Grosjean. Depois de 38 voltas, recuperou a ponta, mas, com pneus desgastados, teve de fazer uma 4ª parada e cedeu a posição a Vettel. Chegou em 2º, a 7s139 do companheiro.

India – Webber não completou a corrida em que o companheiro Sebastian Vettel assegurou a conquista do tetracampeonato. O australiano saiu em 4º, bateu rodas com Fernando Alonso na largada, mas na 9ª volta, com pneus médios, assumiu a liderança e a manteve até 28ª. Depois de mais uma troca por pneus macios e uma quarta, por médios de novo, quando ensaiava recuperação, foi obrigado a deixar a pista, por problema no alternador.

Abu Dhabi – Mesmo já tetracampeão, Sebastian Vettel não aliviou para o companheiro em Yas Marina. Aproveitou-se de mais uma péssima largada de Webber, que era 2º no grid, assumiu a liderança na primeira curva e não perdeu mais. O australiano ainda caiu para 3º, mas, no final, salvou a 15ª dobradinha e o 100º pódio da Red Bull.

Estados Unidos – Outra vez 2º no grid, outra vez Mark Webber largou mal, perdeu não só a 2ª posição para Vettel, coo também a 3ª, para Romain Grosjean. Na 13ª volta recuperou o 3º lugar com ultrapassagem sobre Lewis Hamilton e nas voltas finais brigou pelo 2º com Grosjean, mas franco-suíço se defendeu bem e não permitiu a passagem.

Brasil – Em 4º no grid, Webber passou Jenson Button, na largada, e Fernando Alonso, na 13ª volta, para assumir o 2º lugar. Perdeu a posição no primeiro pit stop, na volta 23, mas a recuperou sem dificuldades e a manteve até o fim. Isso, mesmo prejudicado por uma trabalhada da equipe da Red Bull, que o fez esperar, enquanto procuravam um pneu para o carro de Sebastian Vettel. No final da corrida, Mark Webber tirou o capacete e a balaclava e voltou aos boxes de “cara ao vento”, gesto que marcou a sua despedida da F1.