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Mario Andretti

Nome

Mario Gabrielle Andretti

Nacionalidade

Ítalo-Norte-americano

Nascimento

28 de fevereiro de 1940

Local

Motovun (Bósnia) ou Motuvun (Itália) –

Carreira

1968-1972 e 1974-1982

Equipes

Lotus, March, Ferrari, Parnelli, Alfa Romeo, Williams

Largadas

128

1ª corrida

GP dos Estados Unidos de 1968

Última corrida

GP de Las Vegas de 1982

Primeira vitória

GP da África do Sul de 1971

Última vitória

GP da Holanda de 1978

Pontos

180

Voltas+rápidas

10

Poles

18

1º lugar

12

2º lugar

2

3º lugar

6

4º lugar

7

5º lugar

7

6º lugar

5

Última vitória

Holanda – 1978

Primeira fila

24

Acidentes

15

Voltas na liderança

799

 

 

Nascido em Motovun, hoje pertencente à Croácia, mas na época território italiano, quase fronteira com a antiga Iugoslávia, Mario Gabriele Andretti nasceu no dia 23 de fevereiro de 1940 e mudou-se para os Estados Unidos, com os pais, quando tinha 14 anos. Muito depressa se encantou com as corridas de automóveis e, em 1968, ao estreara na Fórmula 1, aos 28 anos de idade, encantou a Ferrari. Mas até 1970 continuou correndo pela Lotus-Ford (68/69) e March (1970) e só em 1971 se transferiu para a Ferrari.

Andretti não chegou a ter grandes alegrias nesses primeiros anos de F1. Em 1968, participou de apenas um GP, nos Estados Unidos, fazendo a pole, mas não conseguindo se colocar na zona de pontuação. Em 1969 já participou de três GPs (África do Sul, Alemanha e Estados Unidos, mas também não obteve nenhum resultado expressivo). Em 1970, correndo com um March, já participou de cinco corridas (África do Sul, Espanha, Holanda, Alemanha e Canadá) e a melhor colocação foi um terceiro lugar na Espanha, ficando em 15º lugar no campeonato dos pilotos, com quatro pontos. As coisas melhoraram em 1971, na Ferrari, quando ganhou duas corridas, o GP da África do Sul, em Kyalami, e uma prova extraoficial em Ontário, no Canadá, e foi quarto na Alemanha. Em Mônaco, não conseguiu nem se classificar para a corrida, mas no final melhorou o sua classificação no campeonato dos pilotos, terminando em oitavo lugar, com 13 pontos.

Embora capaz de exigir tudo de um protótipo, Andretti não era um grande acertador de carros e , mais que um piloto, foi um profissional. Quase mercenário, afirmavam alguns críticos saudosos dos tempos de romantismo da F1.

No final da temporada de 1972, em que seus melhores resultados foram um quarto lugar na África do Sul e um sexto lugar nos Estados Unidos, somando apenas quatro pontos e colocando-se no 12º lugar no campeonato dos pilotos, esnobou uma reforma de contrato com a Ferrari, preferindo pilotar na série Sem- AM (Canadá e Estados Unidos), que projetava menos, mas dava muito mais dinheiro.

Andretti voltou à Fórmula 1 em 1974, em associação com os norte-americanos do Vells-Parnelli e nos campeonatos desse ano e do ano seguinte teve outra decepção. Um quinto lugar na Inglaterra foi a sua melhor colocação nessas duas temporadas. O protótipo de grandes pretensões fracassou e acabou no museu de Indianápolis.

Em 1976, novamente com Lotus Ford, obteve uma vitória em Fuji, no Japão, mas no final do campeonato foi sexto colocado na classificação dos pilotos, com 22 pontos. No ano seguinte, retornou à Parnell, pela qual fez suas duas últimas temporadas na F1, continuando a carreira na Fórmula Indy.

Em 1977, o baixinho Marioto (1,69 cms), comum Lótus Ford, perseguiu com tenacidade o título, porém não o alcançou. Venceu 4 GPs (Espanha, Estados Unidos Oeste, França e Itália) e acabou em terceiro lugar na classificação, com 47 pontos. Mas na temporada seguinte atingiu seu objetivo: ganhou seis GPs (Argentina, Bélgica, Espanha, França, Alemanha e Holanda), fez 64 pontos e conquistou seu único título de campeão mundial de Fórmula 1.

A partir daí, foram várias tentativas e nem trocas de equipes (Alfa Romeo, em 1981, e Williams e Ferrari, em 1982) o levaram de volta às primeiras colocações . Dois sétimos lugares (Argentina e Itália), em 1979 e um sexto em 1980 (Estados Unidos) e um terceiro na Itália, em 1982, foram seus melhores resultados no não seguinte. No campeonato dos pilotos, foi décimo em 1979, com 14 pontos; 20º, em 1980, com apenas um ponto; 17º, em 1981, com três pontos e 19º, em 1982, com quatro pontos.

Diante desses fracassos, Andretti resolveu voltar a competir nas categorias do automobilismo norte-americano, onde era ídolo nacional. Lá venceu as 500 Milhas de Indianápolis, foi campeão mundial de Marcas (Ferrari) e obteve várias vitórias na série Can_Am, com alguns recordes.

Nas 14 temporadas da Fórmula 1, Mário Andretti disputou 128 provas, obteve um título mundial,; ganhou 12 corridas; fez dois segundos, cinco terceiros, sete quartos, sete quintos e cinco sextos lugares. Fez 18 poles e dez voltas mas rápidas, com um total de 180 pontos.

Em 2015, Mario Andretti vivia numa mansão em Bushkill Township, na Pensilvânia, com a mulher Dee Ann, com quem estava casado desde 25 de novembro de 1961. Ele faz palestras em empresas e foi, por muitos anos, porta-voz da Texaco-Havoline,Firestone e Magnaflow. É sócio da Andretti Winery, em Napa Valley,na Califórnia e dono de uma rede de postos de gasolina.

 

Entre vários outros títulos, em 2000, Andretti foi designado o “Piloto do Século”, pela Associated Press e pela revista Racer e entrou para ao Hall da Fama do Automobilismo Internacional. Desde 2012 é embaixador oficial do Circuito das Américas (COTA), de Austin, sede do GP dos Restados Unidos. Em 2015, recebeu Prêmio América, da Fundação Itália-Estados Unidos.