Lewis Hamilton

Nome Lewis Carl Davidson Hamilton
País Inglaterra
Nascimento: 7 de janeiro de 1985
Local: Stevenage, Hertfordshire
Residência Luins, às margens do Lago de Genebra (Suíça).
Altura: 1,74
Peso: 68 kg
Estado civil: solteiro
Web site: www.lewishamilton.com

Desempenho

Estreia

GP da Austrália –  2007

Corridas

234

Títulos

5 (2008- 2014 – 2015-2017-2017)

Vitórias

76

Pódios

139

Poles

84

Voltas + rápidas

42

Hat-tricks

14

Pontos

3,130

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição

2019

Fórmula 1 Mercedes

5

3

1

1

5

112

2018

Fórmula 1 Mercedes

21

11

11

3

17

408

2017

Formula 1 Mercedes

20

8

11

7

11

363

2016

Fórmula 1 Mercedes

21

    10

12

    3

17

380

2015

Fórmula 1 Mercedes

19

10

11

8

17

381

2014

Fórmula 1 Mercedes

19

11

6

7

15

384

2013

Fórmula 1 Mercedes

19

1

5

1

5

189

2012

McLaren

20

4

2

0

7

190

2011

19

3

1

3

6

227

2010

19

3

1

5

9

240

2009

17

2

4

0

5

49

2008

18

5

7

1

10

98

2007

17

4

6

2

12

109

2006

GP2 ART GP

21

5

1

7

14

114

2005

Masters F3 ASM

1

F3 Euroséries

20

15

13

10

17

172

2004

Masters F3 Manor

1

0

0

0

0

N/A

14º

Macau GP

1

0

0

0

0

0

14º

Bahrein SP

1

1

0

0

1

N/A

F3 Euroséries

20

1

1

2

5

69

2003

Macau GP

1

N/C

Coreia SP

1

N/C

Renault 2.0 Ale.

2

25

27º

R2.0 Masters

2

24

12º

F3 inglesa

2

N/C

Renault inglesa

15

10

11

9

13

419

2002

Renault 2.0 Euro

4

1

1

2

3

92

F Renault 2.0 UK

13

3

3

5

7

274

2001

F Renault 2.0 UK

4

2001

FSuper Ford A MBM

28

15º

2000

F. A mundial

9

5

75

1999

Disputa o Intercontinental A de juniores

1998

Disputa o campeonato de juniores da Yamaha

1993/97

Corre na categoria cadete de kart

1993

Começa a correr de kart

História

Lewis Hamilton foi maior revelação da Fórmula 1 nos primeiros anos 2000, quebrando recordes e preconceitos. Embora filho de mãe branca, é considerado o primeiro negro a ingressar no mundo branco da principal categoria do automobilismo esportivo do mundo.

E, em apenas dois anos, estabeleceu os recordes de:

  • maior número de pódios consecutivos desde a corrida de estréia (9);
  • piloto mas jovem a liderar o campeonato mundial, aos 22 anos, 4 meses e 8 dias, superando Fernando Alonso, com 23 anos, 7 meses e 11 dias;
  • maior número de vitórias na temporada de estréia (4), superando as marcas de Jacques Villeneuve, em 1996, e Juan Pablo Montoya (2001)
  • mais jovem piloto a conquistar o campeonato mundial da F1, aos 23 anos, 8 meses e 26 dias, superando Fernando Alonso, campeão com 24 anos, e 58 dias.

Além disso, Lewis Hamilton foi também:

  • primeiro campeão da Fórmula 2 europeia, da Fórmula 3000 internacional e da GP2 a vencer o campeonato da F1
  • primeiro negro a vencer em Indianápolis
  • terceiro piloto mais jovem a obter uma pole position na F1
  • décimo quarto piloto a chegar ao pódio da corrida de estréia na F1
  • o mais jovem piloto contratado por uma equipe da F1

Lewis Hamilton, embora não seja um robô, pode ser considerado um piloto fabricado em laboratório, pois desde os 13 anos, mediante um longo contrato, e com apoio técnico e financeiro, participou do programa para jovens pilotos da McLaren e Mercedes Benz, que o levou à Fórmula 1.

Normalmente, fora das pistas, Lewis Hamilton é um rapaz tranquilo, aparentemente simpático, que se considera um sujeito venturoso, legal e feliz, na Fórmula 1; quer ser lembrado como um dos melhores F1; prefere de Senna, mas respeita muito Alain Prost; considera Muhammad Ali o maior esportista de todos os tempos; dependendo do seu estado de espírito, num momento, gostaria de jantar com Will Smith ou Eddie Murphy, que são hilariantes, em outro com Ayrton Senna e em outro com Muhammad Ali.

Jovem e rico, Hamilton gosta de aproveitar bem a vida e diz que o melhor da sua profissão é poder dirigir uma Mercedes-Benz muito legal; passar as férias nas praias da Tailândia; ouvir Bob Marley. E, com certeza, estar sempre ao lado de belas mulheres. Das identificadas, a primeira foi Jodia Maia, filha de um milionário sírio. Depois, foi Sara Ojjeh, filha de Mansour Ojjeh, sócio da fábrica de relógios TAG e um dos fundadores da McLaren, e neta de Akram Ojjeh, que teria ganhado 100 milhões de libras negociando armas entre a França e a Arábia Saudita. No início de 2008, Hamilton trocou Sara por Vivian Burkhardt, de 22 anos, miss Granada e segunda colocada no concurso de miss Mundo, com quem esteve em Cannes, para assistir a estréia do novo “Indiana Jones”, filme de George Lucas. Mas, já no final de outubro e começo de novembro, na semana do GP do Brasil, o piloto inglês esteve sempre acompanhado de Nicole Scherzinger, do PussiCat Dolls, um grupo inglês de canto e dança, a quem continuava ligado em 2011.

A imagem de bom moço lhe proporcionou homenagens como a introdução de estatua em cera dele com sua McLaren, que custou 150 mil libras, no Museu Madame Tussauds, e a premiação pela Rainha Elizabeth com o MEB (Member of the British Empire – Membro do Império Britânico), em 2009.

Até onde se sabe, as suas únicas falhas fora das pistas foram causadas por carros. Em 17 de dezembro de 2007, foi proibido de dirigir na França por um mês por excesso de velocidade (196 km/h), numa estrada, com sua Mercedes-Benz CLK, que foi apreendida. Em 2010, na Austrália, foi multado em 500 dólares e pediu desculpas pelo exibicionismo na Mercedes-AMG C63, igualmente retida por 48 horas.

Na pista, porém, seu comportamento provoca críticas e até reações mais duras. Em 2007, teria insultado Ron Dennis pelo rádio, reclamando de Fernando Alonso, que o impedira de fazer sua última volta rápida na classificação para o GP da Hungria. Nervoso, Dennis atirou longe os fones de ouvido. Depois, Hamilton apoiou a punição aplicada a Alonso e só lamentou que a McLaren tivesse sido punida com a perda dos pontos da corrida. As relações entre os dois pilotos se tornaram tensas e eles não se falaram por um bom tempo.

Em 2009, foi desclassificado do GP da Austrália, por ter mentido à direção de provas sobre um incidente envolvendo também Jarno Trulli, durante a presença do safety car na pista. Ele deu passagem a Trulli, para que este retomasse seu lugar, após perder o controle do carro, e depois acusou o italiano de tê-lo ultrapassado.

A mais frequente vitima das lambanças de Hamilton na pista tem sido o brasileiro Felipe Massa. Eles já tiveram seis entreveros, provocados por trapalhadas do inglês. Os três últimos, em 2011. No GP de Mônaco, ao tentar forçar uma ultrapassagem, o inglês bateu no carro do brasileiro, obrigando-o a abandonar a corrida. Na Q3 do GP de Singapura, com atitude considerada agressiva, Hamilton frustrou a volta lançada de Massa, impedindo que este conseguisse mais do que. Na corrida, o piloto inglês forçou a ultrapassagem na curva 7, errou a manobra e tocou o carro de Massa, provocando furo no pneu traseiro direito. O brasileiro, que tinha feito um pit stop pouco antes, foi obrigado a voltar aos boxes, caiu do 6º para o 12º lugar e a muito custo conseguiu termina em 9º. Hamilton, que teve de trocar o bico do carro, caiu para a 19º, mas terminou na 5ª posição. Depois da corrida, quando dava uma entrevista, foi surpreendido por Massa, que bateu com força no seu ombro, dizendo rispidamente: “Bom trabalho!”.  E houve também quem sugerisse que o piloto passasse por um psiquiatra. Nas primeiras 14 corridas de 2011, Hamilton foi punido 5 vezes, com passagem pelos boxes. Uma na Malásia, duas numa mesma corrida em Mônaco, uma na Hungria e em Singapura.

O comportamento errático de Hamilton ficou mais evidente a partir do no início de 2010, quando passou a receber criticas da equipe e de outros pilotos; desentendeu-se com comissários; fez declarações polêmicas e até teria se oferecido à Red Bull. E a mudança ocorreu depois que o trocou o pai pela empresa inglesa Simon Fuller’s XIX Entertainment, do empresário Simon Fuller _ que trabalha com artistas e teria sido descobridor de Amy Winehouse _   para gerenciar sua carreira. Lamentando as atitudes do filho, Anthony Hamilton pediu à direção que o orientasse e que um piloto precisa de alguém envolvido em sua vida para ajudá-lo no seu trabalho, não de uma empresa.

Lewis Carl Davidson Hamilton nasceu em Stevenage, no condado de Hertfordshire, no dia 7 de janeiro de 1985. É filho de Carmen Larbalestier, branca, e de Anthony Hamilton, negro, que trabalhava como fiscal de uma companhia de trens, ambos de famílias de emigrantes de Granada, que foram para a Inglaterra nos anos 1950. Seu nome é homenagem do pai ao corredor norte-americano Carl Lewis, que um ano antes do nascimento do piloto, tinha ganhado, na Olimpíada de Los Angeles, quatro medalhas de ouro: 100 m, 200 m, 4×100 e salto em distância.

Quando tinha dois anos, os pais de Hamilton se separaram e ele foi viver com a mãe e os meio-irmãos Nicola e Samantha, passando os fins de semana com o pai. Só aos 12 anos, passou a morar com o pai, a madrasta Linda e o meio-irmão Nicolas, que tem paralisia cerebral.

Lewis teve sua primeira experiência em competição de velocidade em 1992, quando, com carro de controle remoto ganho do pai no ano anterior, foi segundo colocado num campeonato nacional da Inglaterra, disputando com adultos. A habilidade no manejo do carrinho o levou ao programa infantil da BBC, Blue Peter. Foi nessa época, também, que ele ganhou de Anthony seu primeiro kart, como presente de Natal.

Aos oito anos, Lewis começou a correr no circuito da Rye House Kart, com um kart usado, recuperado pelo pai, e logo passou a competir pra valer. Para levar o filho às corridas, Anthony comprou um velho Vauxhall, com carreta, que servia de oficina. Para custear as despesas, revezava-se em três trabalhos. Quando o filho começou a participar de competições oficiais, para garantir equipamento, contava com a ajuda de pessoas que iam conhecendo, como Martin Hines, dono de empresa Zipkart, que fornecia chassis; John Davies e John Button, pai de Jenson Button, que contribuíam com o motor e Martin Howells, fornecedor de pneus.

Nos intervalos entre as corridas de kart, Lewis freqüentava a John Henry Newman School, escola católica de Stevenage, e teve de tomar aulas de caratê, para enfrentar as brincadeiras maldosas dos colegas, certamente por causa de sua cor. Posteriormente ele declarou que, se não tivesse ido para a Fórmula, provavelmente seria jogador de futebol ou de cricket, esportes que jogou pela escola.

Nessa época, um dos ídolos e exemplos de Lewis era Ayrton Senna e ele confessa que chorou no dia da morte do piloto brasileiro, conforme relato reproduzido pelo Jornal Tribuna, de Macau: “Tinha nove anos. Ele era meu herói. Recordo que nesse fim-de-semana tinha uma corrida em Hoddesdon. O meu pai tinha um pequeno Vauxhall, com uma carreta atrás. Estávamos ali sentados, quando chegou minha madrasta. Eu esperava minha vez para competir. Ela contou que Senna tinha morrido. Tive um grande choque. Não gostava de mostrar minhas emoções diante do meu pai. Assim, fui para trás da carreta e chorei”.

Lewis Hamilton tinha dez anos quando ganhou a sua primeira competição oficial, o campeonato britânico de kart. Depois de receber o prêmio da revista Autosport, ao pedir um autógrafo de Ron Dennis, disse confiante ao dono da McLaren:

“Um dia vou correr para o senhor”.

“Liga pra mim daqui a nove anos”, teria dito Ron Dennis, ao mesmo tempo em que entregava ao garoto o cartão com seu telefone.

Três anos depois, portanto com apenas 13 anos, Hamilton tornou-se o mais novo candidato a piloto a assinar contrato com uma escuderia e passou a participar do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da McLaren-Mercedes. Era um contrato de longa duração, que garantia ao garoto apoio técnico e financeiro.

Ao mesmo tempo em que era moldado como piloto na escolinha da McLaren, Lewis continuava a carreira no kart, durante a qual passou pelas categorias de cadete (1995/96), Yamaha júnior (1997), júnior internacional A (1998/99), intercontinental (1999); Fórmula A (2.000) e Fórmula Super A (2001). Competindo pelo TeamMBM foi campeão europeu com o número máximo de pontos, em 2.000, quando foi apontado como “estrela ascendente” pelo clube dos pilotos de corridas britânicos. Em 2001, Hamilton participou de prova de kart contra Michael Schumacher, Vitantonio Liuzzi e Nico Rosberg. Foi sétimo colocado, quatro posições atrás de Schumacher.

O início da carreira em monopostos, em 2001, não foi muito auspicioso; ele bateu na terceira volta de um teste na Fórmula Renault britânica. Mas no torneio de verão da categoria terminou na quinta posição. Em 2002, foi terceiro colocado no campeonato, com três vitórias e três poles, correndo pela Manor Motorsport. Em 2003, foi campeão, com 10 vitórias e 419 pontos, sem correr as duas últimas provas, para fazer sua estréia na Fórmula 3 inglesa. Na segunda corrida desta categoria, se chocou com o companheiro de equipe Tor Graves e foi parar no hospital. Nesse ano, competiu nos GPs de Macau e da Coréia, no qual foi pole position, na quarta corrida na F3. No campeonato de 2004, ficou em quinto lugar, com uma vitória em cinco corridas; venceu o Super Prêmio de Bahrein; voltou ao GP de Macau e entrou pela primeira vez num carro de Fórmula 1, fazendo teste pela McLaren, em Silverstone..

Em 2005, Hamilton ganhou a série européia ASM, da F3, com 15 vitórias em 20 corridas e venceu o Marlboro Máster, em Zandvoort.

Em 2006, depois de obter o título de campeão da GP 2, pela Art GP, com 5 vitórias, em 20 corridas, e 114 pontos, e ser submetido a testes em Silverstone, foi anunciado como segundo piloto da McLaren, para o campeonato de 2007 da F1, ao lado de Fernando Alonso. A decisão foi tomada no dia 30 de setembro, mas só tornada pública no dia 24 de novembro, depois de confirmada a aposentadoria de Michael Schumacher.

No primeiro ano de Fórmula 1, Lewis Hamilton deixou de ser campeão por um fio _ vítima da natural inexperiência _ mas provocou surpresas, derrubou recordes e se converteu no novo fenômeno da F 1, capaz de vir a ser equiparado a Michael Schumacher.

A nova fera do automobilismo mostrou suas garras logo na primeira oportunidade. No GP da Austrália, em Melbourne, superou gente muito mais experiente; largou na quarta posição e chegou em terceiro, realizando a façanha de subir ao pódio logo na estréia, o que Jacques Villeneuve tinha sido o último a conseguir, em 1996.

Hamilton mostrou a sua competência logo na largada. Segundo descreve o anuário AutoMotor esporte, “bloqueado pelos dois carros da BMW Sauber, puxou seu McLaren para a esquerda e passou todo mundo”. O inglês chegou a liderar a corrida por três voltas. Só foi ultrapassado por Fernando Alonso porque perdeu tempo com retardatários. Chegou em terceiro, atrás de Kimi Raikkonen e Alonso.

Esse foi apenas o início da escalada de Hamilton rumo a mais um recorde: nove pódios nas nove primeiras corridas na Fórmula 1.

Em Sepang, depois de uma boa briga com Felipe Massa, que tinha sido o pole, Hamilton fez dobradinha com o companheiro de equipe, Fernando Alonso, o vencedor da corrida. Com o segundo lugar, já se tornou o melhor estreante de todos os tempos, superando o patrício Peter Arundell, que também terminou as duas primeiras corridas no pódio, só que ambas em terceiro lugar.

Essa condição de melhor estreante da história da Fórmula 1 foi confirmada no Bahrein, onde Hamilton voltou a ficar em segundo, passando a dividir a liderança do campeonato com Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, os três com 22 pontos.

O tríplice empate acabou em Barcelona, na 4ª etapa do campeonato. Com mais um segundo lugar, atrás de Felipe Massa, mas à frente de Fernando Alonso, o terceiro, e Kimi Raikkonen, que abandonou a corrida na 9ª volta, Hamilton tornou-se, aos 22 anos, 4 meses e 5 dias, o piloto mais jovem a liderar o campeonato. Tomou o título do também inglês Bruce McLaren, dono da sua equipe, que foi líder em 1960, com 22 anos, 5 meses e 8 dias.

O inesperado sucesso nas quatro primeiras corridas, ao que parece, inflaram o ego e a ambição de Hamilton, diante da perspectiva de poder brigar pelo título do campeonato. Por isso, ele reclamou a estratégia adotada pela McLaren, privilegiando Fernando Alonso, na corrida de Mônaco. Lewis não gostou de ser chamado para um segundo pit stop duas voltas antes do previsto, quando estava na liderança, perdendo a oportunidade de fazer voltas rápidas e ampliar a vantagem sobre Alonso. O espanhol ganhou a corrida, mas também um rival declarado, numa disputa interna que perdurou por todo o campeonato e culminou com a saída de Alonso na McLaren. De qualquer forma, com outro segundo lugar, Hamilton manteve a igualdade de pontos com o companheiro, ambos com 38, e Alonso só passou à liderança por ter duas vitórias.

Pelo retrospecto, a primeira vitória de Hamilton na F1 era apenas uma questão de tempo e ela veio logo na 6ª etapa do campeonato, no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, no Canadá. Dirigindo com a segurança de um veterano, largou na pole position, manteve a lucidez e o equilíbrio, enquanto os outros à sua volta se metiam em trapalhadas (Alonso escapou quatro vezes na mesma curva) e com autoridade chegou em primeiro lugar. Totalizando 48 pontos, voltou a liderar sozinho o campeonato, jogando Fernando Alonso para o segundo lugar, com 40 pontos.

A disputa entre Hamilton e Alonso ficou mais evidente no GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, na 7ª etapa do campeonato, no dia 17 de junho. O inglês largou na pole e o espanhol, em segundo, tentou, logo na largada, aproveitar o vácuo para ultrapassá-lo, mas não conseguiu. A perseguição continuou até a 38ª volta, quando, na reta dos boxes, Alonso pegou de novo o vácuo, os dois dividiram a freada, ficaram lado a lado, sem se tocarem, mas Hamilton não aliviou e acabou chegando em primeiro, na sua segunda vitória no campeonato. Foi o primeiro britânico, desde John Watson, em 1983, a vencer uma corrida nos Estados Unidos. E foi também o segundo, depois de Jacques Villeneuve, a ganhar mais de uma corrida no ano de estréia na Fórmula 1.

Na França, no circuito de Nevers Magny Cours, Hamilton largou em segundo, atrás de Felipe Massa, e, pela primeira vez, foi ultrapassado na pista e terminou uma corrida na posição inferior. Foi terceiro, depois de Kimi Raikkonen e Massa, mas aumentou para 14 pontos a sua vantagem na classificação do campeonato. Em Silverstone, no GP da Inglaterra, depois de obter a pole position e liderar a prova durante 16 voltas, teve problemas no carro, após o pit stop e voltou em terceiro. Chegou a recuperar a liderança, na parada de Raikkonen, mas foi ultrapassado pelos dois rivais e acabou mesmo em terceiro.

Em Nurburgring, no GP da Europa, Lewis Hamilton viveu pela primeira vez o momento amargo tão comum nas corridas de carro. Durante a última parte do treino de classificação, bateu na chicane Schumacher, foi parar no hospital e liberado só no domingo de manhã, não pode melhorar seu tempo, largando na 9ª posição. A largada foi dada com a pista seca, mas logo na primeira volta começou a chover forte e sete carros rodaram na reta dos boxes, vítimas de aquaplanagem. Hamilton foi parar na brita e teve de ser retirado pela grua da equipe de socorro. A prova foi interrompida na terceira volta e reiniciada meia hora depois, com o safety car na pista. Com essa confusão toda, Hamilton não teve condições de ganhar posições e amargou mesmo o 9º lugar, a pior colocação no campeonato, permitindo a aproximação de Alonso na classificação: 70 a 68.

Na Hungria, no Hungaroring, a disputa entre Hamilton e Alonso foi escancarada. Primeiro, Hamilton não obedeceu a ordem da equipe para que deixasse Alonso passar, na volta de aquecimento. Depois, nos instantes finais do terceiro período de classificação, Hamilton estacionou atrás de Alonso no pit stop, o espanhol, para garantir a pole, retardou a saída propositalmente e impediu que o parceiro tivesse tempo de tentar sua última volta rápida. Alonso foi punido com a perda de cinco posições, Hamilton herdou a pole e venceu a corrida, apesar da pressão de Raikkonen, que esteve sempre a cinco segundos dele e chegou a 0s715. Hamilton aumentou a vantagem na classificação do campeonato (80 a 73), mas a McLaren, também punida pela FIA, não pode contar pontos para a classificação dos construtores.

Na Turquia, Hamilton mostrou que piloto é como goleiro, não basta ser bom, é preciso também ter sorte. Na curva 9, no fim da volta 43, perto dos boxes, o pneu dianteiro direito estourou e, normalmente, isso poderia arruinar sua corrida. Mas ele apenas teve de antecipar o pit stop e voltar à pista, garantindo, no final, o 5º lugar e mais quatro pontos. Massa foi o vencedor, Raikkonen, segundo, e Alonso terceiro, tirando apenas dois pontos da diferença com o inglês: 84 a 79. Com o segundo lugar na Itália; quarto na Bélgica e primeiro no Japão, Hamilton parecia ter já no título nas mãos, quando chegou ao GP da China. Tinha 107 pontos, contra 95 de Alonso e 90 de Raikkonen, os dois únicos rivais que ainda poderiam almejar o título. E dessa vez, a sorte não ajudou. Com um erro inexplicável na 30ª volta, saiu da pista e “afundou” na caixa de brita, sem possibilidade de voltar à corrida, no primeiro abandono da carreira na F1.

Apesar desse desastre, Lewis chegou ao Brasil ainda em condições de ser campeão, com vantagem de quatro pontos sobre Alonso e de sete sobre Raikkonen. Para isso, bastaria chegar até o 5º lugar, qualquer um dos outros dois fosse o vencedor. Mas dois erros primários, resultados da soma de inexperiência com pressão emocional, frustraram as expectativas de Hamilton e da McLaren. Na primeira volta, o piloto forçou a mão para tentar superar Alonso e perdeu várias posições. Na oitava, errou e apertou o botão do volante que aciona o limitador de velocidade nos boxes, praticamente freou o carro e caiu para o 19º lugar. Fez uma corrida de recuperação, mas não foi além do 7º lugar, insuficiente para garantir o campeonato. O título acabou caindo no colo de Kimi Raikkonen (110 a 109), que tinha ganhado a liderança do companheiro de equipe Felipe Massa, líder desde a volta 23 e, em circunstâncias normais, o mais provável vencedor.

A sorte que o abandonara no ano anterior voltou a sorrir para Lewis Hamilton em 2008.  Ele chegou ao último GP, no Brasil, na mesma situação de 2007, precisando chegar, no mínimo, em 5º lugar para conquistar o título e conseguiu.  Juntou mais um recorde ao seu currículo, tornando-se o mais jovem piloto a ser campeão da Fórmula 1.

O início da temporada não fazia prever esse desfecho. Hamilton ganhou a primeira corrida, na Austrália, mas caiu para 5º, na segunda, na Malásia e, pior ainda para 13º, no Bahrein. Na Austrália, saiu na pole position e, depois de um breve duelo com Robert Kubica, firmou-se na liderança e não perdeu mais. Na Malásia, classificou-se na 5ª posição, mas ganhou mais uma, com punição imposta a Heidfeld e, tendo perdido mais de 10segundos nos boxes, devido a um problema na troca de pneus, teve de contentar-se com o quinto lugar no final da corrida. No Bahrein, largou em terceiro, mas teve problemas mecânicos e, além disso, bateu em Nelsinho Piquet e terminou no 13º lugar, uma volta atrás do vencedor, Felipe Massa.  Com isso, perdeu a liderança do campeonato, que passou a ser ocupada por Raikkonen, com 19 pontos, seguido de Heidfeld, com 16.

Na Espanha, Hamilton esboçou uma reação, chegando em terceiro; na Turquia melhorou mais um pouco, com o segundo lugar e em Mônaco, mesmo tendo perdido o controle do carro numa curva, na quinta volta, batido a roda dianteira no muro e sendo obrigado a ir para o box, teria ocupado o lugar mais alto dom pódio, se lá, como nos outros circuitos, houvesse um pódio. Depois da corrida, Lewis declarou: “Nas últimas voltas fiquei pensando que Ayrton Senna venceu aqui várias vezes e vencer aqui é assombroso”.  Disse também que essa vitória era o ponto mais alto da sua carreira e a lembraria pelo resto da vida. Com o resultado, reassumiu a liderança do campeonato.

No Canadá, Hamilton obteve a oitava pole da carreira, mas na corrida não foi tão feliz quanto nos treinos. Numa das saídas dos boxes, bateu na traseira de Kimi Raikkonen, que esperava a luz verde no fim da pit lane, para voltar à pista. Os dois tiveram que abandonar a prova e o piloto inglês foi punido com a perda de 10 posições no grid da corrida seguinte, na França. Kubica venceu a prova e assumiu a liderança, com 42 pontos, enquanto Hamilton e Massa dividiam o segundo lugar, com 38.

Na França, Hamilton foi o terceiro na rodada de classificação, mas, para cumprir a punição, largou na 13ª posição. Ainda na primeira volta ganhou três posições, mas nas nove seguintes só conseguiu ultrapassar o companheiro de equipe Heikki Kovalainen.  Na volta 14, teve de pagar um “drive through”, por contornar a zebra na ultrapassagem sobre o alemão Sebastian Vettel, e perdeu a esperança de pelo menos marcar ponto. Terminou em 10º e se afastou dos líderes. Massa, o vencedor da prova, passou à liderança, com 48 pontos, seguido de Kubica, com 44, e Raikkonen, com 43. Hamilton continuou com 38.

No dia 6 de julho, Lewis Hamilton conseguiu realizar um dos seus sonhos na Fórmula 1: vencer o GP da Inglaterra.  Devido a um erro no treino de classificação, saiu na 4ª posição, mas já na largada, sob forte chuva, pulou para o segundo lugar e na quinta volta ultrapassou Kovalainen e manteve a liderança até o final. Com o resultado, empatou na liderança com Felipe Massa (13º na prova) e Kimi Raikkonen, os três com 48 pontos, seguidos por Robert Kubica, com 46.

Em Hockenheim, na Alemanha, Hamilton obteve a quarta vitória na temporada e isolou-se na liderança do campeonato, com 58 pontos. Saiu na pole, livrando uma vantagem de 11 segundos sobre Massa logo no começo da corrida, porém, um erro de estratégia da equipe quase o fez perder a corrida. Durante a entrada do carro de segurança, por causa de um acidente, enquanto a maioria dos carros foi para os boxes, para troca de pneus e receber combustível suficiente para completar o percurso, Lewis foi orientado a permanecer na pista. Depois de fazer o pit stop, voltou em 5º lugar e teve de fazer uma corrida excepcional para pular para terceiro, passando pelo companheiro de equipe, Heikki Kovalainen, e aproveitando a parada de Nick Heidfeld. Sem baixar o ritmo, ultrapassou Felipe Massa e Nelson Piquet Jr., para vencer com 5s586 de vantagem sobre este último, que terminou em segundo e foi ao pódio pela primeira vez.

Na Bélgica, Hamilton ganhou, mas não levou. Sob chuva, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, com Massa e Nick Heidfeld logo atrás. Mas, por ter não ter devolvido a posição a Kimi Raikkonen, depois de cortar a chicane, numa ultrapassagem irregular, a duas voltas do final, foi punido com acréscimo de 25 segundos no seu tempo e entregou a vitória de bandeja a Felipe Massa, caindo para o terceiro lugar. Com isso, a vantagem sobre Felipe Massa na classificação geral, que era de oito pontos (80 a 72), caiu para apenas dois (76 a 74), acirrando a disputa pelo título mundial.

Em Monza, no GP da Itália, Hamilton e todos os que vivem a Formula 1, foram surpreendidos por uma verdadeira “zebra”, a primeira vitória da carreira do alemão Sebastian Vettel, da Toro Rosso. Largando na pole, o que já era uma grande surpresa, Vettel ignorou a pista molhada e venceu de ponta a ponta. Mas Hamilton também deu seu show. Largou da 15ª posição, por ter sido prejudicado pela chuva no treino de classificação, fez várias ultrapassagens e chegou em 7º, mesmo tendo de fazer uma parada não prevista, para trocar os pneus de chuva pelos intermediários. Os dois pontos lhe permitiram manter a liderança, com 78 pontos, contra 77 de Felipe Massa, que foi o 6° colocado.

Em Cingapura, na primeira corrida noturna da F1, Lewis Hamilton foi surpreendido pela fúria do espanhol Fernando Alonso, que saiu na 15ª posição do grid, atropelou todo mundo e chegou em primeiro, na sua primeira vitória na temporada. Um ano depois, revelou-se que a proeza tinha sido resultado de uma farsa, que incluiu um acidente proposital de Nelsinho Piquet, para provocar a entrada do safety car e permitir a Alonso, que tinha feito seu pit stop pouco antes, aproveitasse a parada dos demais concorrentes para ganhar posições. Lewis, que tinha largado na 2ª posição e chegou a cair para 8º, quando todos os carros foram para os boxes, chegou em terceiro. Com o resultado, aumentou para sete pontos (84 a 77) a vantagem sobre Felipe Massa, que saiu na pole, mas terminou em 13º.

No Japão, Hamilton, na última tentativa, tirou a pole position de Fernando Alonso, mas na corrida o espanhol deu o troco. Ele se aproveitou de uma confusão na largada e um choque entre Hamilton e Massa e assumiu a liderança, vencendo a corrida. Segundo descrição do globo.com, “Lewis Hamilton largou mal e foi superado por Kimi Raikkonen ainda na reta dos boxes. O inglês tentou mergulhar por dentro na primeira curva, travou as rodas e empurrou o finlandês da Ferrari para a área de escape. A manobra do líder do campeonato provocou a saída de pista de Heikki Kovalainen e Felipe Massa, que estavam imediatamente atrás. Robert Kubica e Fernando Alonso se aproveitaram da confusão e assumiram as duas primeiras posições”. Felipe Massa chegou em 7º e reduziu para cinco pontos a desvantagem em relação a Hamilton, que terminou em 13º.

Na China, na 18ª e penúltima corrida da temporada, o jogo de equipe da Ferrari não surtiu efeito e Hamilton, que saiu na pole, não teve dificuldades para vencer e ficar a um passo do título. A sete voltas do final, Raikkonen, que era segundo, tirou o pé e permitiu a passagem de Felipe Massa, que assim teria melhores condições de ainda disputar o título com o piloto inglês. Com a vitória, Hamilton aumentou para sete pontos a vantagem sobre o brasileiro e seria campeão se, no Brasil, chegasse no mínimo no quinto lugar, mesmo que Massa fosse segundo ou  vencesse.

No dia 2 de novembro, em Interlagos, Massa, o pole position, liderava com folga, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Timo Blok e o título parecia garantido quando, faltando duas voltas, Sebastian Vettel ultrapassou Hamilton, jogando-o para sexta posição. O brasileiro, sob a aclamação da torcida, chegou a levantar os braços, em comemoração, depois de ultrapassar a linha de chegada, certo de que era o campeão.

Logo, porém, torcida fez silêncio e Massa recebeu a informação pelo rádio: na Junção, penúltima curva do circuito, a cerca de 500 metros e a 38 segundos da chegada, Timo Block, que sob a chuva corria com pneus para pista seca, não resistiu à pressão e foi ultrapassado por Vettel e Hamilton. O inglês terminou em 5º lugar, o necessário para ser campeão pela primeira vez, com a vantagem de um ponto: 98 a 97.

Era o mais jovem piloto a conquistar o campeonato mundial da F1, aos 23 anos, 8 meses e 26 dias, superando Fernando Alonso, campeão com 24 anos, e 58 dias.

As brigas com Fernando Alonso e as reclamações contra a equipe durante o campeonato de 2007 tiveram duas consequencias para Lewis Hamilton, uma boa e outra ruim.

A boa foi que a McLaren, com medo de perder o piloto vice-campeão, decidiu renovar o seu contrato por mais 5 anos. Segundo as informações da época, o piloto ganharia da escuderia 138 milhões de dólares pelo período, mais 700 mil dólares pelo vice-campeonato e 20 milhões da Reebock, fora outros contratos de publicidade. Seria o único atleta a superar o golfista Tiger Wood, o único a esportista a ganhar mais de 1 bilhão de dólares.

Uma das primeiras aplicações desse dinheiro foi a compra de um resort, em Granada, ilha de origem da sua família, por 20 milhões de euros, na época equivalentes da 67,8 milhões de reais. Outra providência, foi a mudança para Luins, às margens do Lago de Genebra, na Suíça, fugindo dos pesados impostos da Grã-Bretanha, o que provocou protestos até no Parlamento britânico.

A conseqüência ruim foi a reação dos espanhóis, fãs de Fernando Alonso.  Culpando Lewis Hamilton pelos maus resultados do seu ídolo na temporada anterior, durante os treinos em Montemeló, em janeiro de 2008, os torcedores protestaram e o insultaram, com manifestações racistas. Cada vez que ele deixava o box, um grupo de torcedores o vaiava e chamava de “negro de merda”. E exibia cartazes ofensivos ao piloto. Um outro grupo, vestido de preto, exibia faixa com a inscrição “Família de Hamilton”.

Na semana do GP do Brasil, em Interlagos, um site espanhol, o “Pincha la rueda de Hamilton” (Fure o pneu de Hamilton), pedia que, numa pista virtual de Interlagos, fossem atirados pregos e porcos espinho, para tirar o inglês da corrida. Antes da prova, o pai de Lewis chegou a dizer que o filho considerava a possibilidade de interromper a carreira, caso os insultos continuassem.

Mas a ameaça não se confirmou. Mas, com o número 1, que identifica o campeão do ano anterior, no MP4-24 equipado com o KERS e com o aerofólio traseiro com novo desenho aerodinâmico, Hamilton não teve o mesmo desempenho de 2008. O carro não se mostrou competitivo e ele só chegou ao primeiro lugar do pódio na 9ª corrida, na Hungria.

Na sua própria análise, depois dessa vitória surpreendente, ficou orgulhoso por ter vencido em Singapura e conseguido o 3º lugar no Japão e no Brasil, onde achou que nem chegaria à zona de pontuação. Mas os comentaristas destacaram também as ultrapassagens na curva da Tabacaria, em Mônaco, onde cumpriu punição por troca de câmbio e largou em 16º e terminou em 12º, e a disputa com Jenson Button, na Malásia. Afora esses momentos, o piloto inglês teve uma temporada discreta, não marcando pontos em 5 corridas, abandonando 2 e sendo desclassificado em 1. Com 49 pontos, contra 95 do campeão Jenson Button, foi o 5º colocado na classificação final dos pilotos.

Na Austrália, como já vimos, Hamilton foi desclassificado por mentir aos comissários da corrida e o pedido de desculpas feito na corrida seguinte não convenceu ninguém. Na Malásia, largou na 12ª posição, fez uma boa corrida de recuperação e acabou em 7º, mas como a prova foi encerrada na metade do percurso (31 voltas), também somou a metade dos pontos, 1. Na China, teve problema com o piso escorregadio da pista, porém, mais experiente que a maioria dos adversários para lidar com situações como aquela, tendo largado em 9º, chegou no 6º lugar. Depois de um 4º lugar no Bahrein, Hamilton passou 5 corridas fora da zona de pontuação: foi 9º, na Espanha; 12º, em Mônaco; 13º, na Turquia; 16º, na Inglaterra, e 18º, na Alemanha. O vexame maior foi justamente na sua terra: foi penúltimo no grid e antepenúltimo entre os que terminaram a prova. E para completar a má jornada, foi advertido pela FIA por fazer gesto obsceno para a torcida no final.

Na Hungria, numa corrida marcada pela tensão causada pelo acidente com Felipe Massa, atingido por mola que escapou do carro de Rubens Barrichello, e pela revelação da farsa montada pela Renault no GP de Singapura do ano anterior, a vitória fez Hamilton para 11ª para a 8ª posição na classificação e parecia indicar a ressurreição do campeão de 2008 no campeonato. Mas o abandono na Bélgica e em Abu Dhabi e um 12º lugar na Itália comprometeram os demais bons resultados: o 2º lugar no GP da Europa, em Valência; uma nova vitória, em Singapura, e o 3º lugar no Japão e no Brasil.

Em entrevista dada à BBC, no final do ano, Lewis Hamilton se declarou decepcionado com o 4º lugar obtido no campeonato de 2010, pois fazia tempo que não ficava entre os três primeiros colocados. Disse que teve algumas corridas ruins e perdeu pontos que lhe permitiriam lugar pelo título durante toda a temporada, não só no final do campeonato. E admitiu, francamente, que problemas pessoais, “intromissões externas”, contribuíram para o malogro na luta pelo que seria o seu bicampeonato.

Ele não revelou quais teriam sido esses problemas, mas se especulou que um deles poderia ter sido a dispensa do pai, Anthony, como seu empresário. Outro seriam os desentendimentos com a namorada, da qual esteve separado boa parte do ano. Uma declaração do piloto levou às essas suposições: “Não é só chegar à pista. É a sua aparência, seu humor, são as pessoas que estão ao seu redor; sua família, seus amigos. O tempo que você é capaz de dar eles, a relação que tem com eles”.

De fato, Hamilton fez um campeonato modesto, com apenas três vitórias, duas delas ainda na primeira metade da temporada, mas chegou à última corrida, em Abu Dhabi, com chances matemáticas de conquistar o título, dependendo, é claro, da sua vitória e de eventuais tropeços dos adversários que estavam à frente: Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Mark Webber. Ele saiu na 2ª posição, esteve perto de ganhar, mas cochilou e Vettel ficou com o título.

Hamilton começou o campeonato com o 3º lugar no Bahrein. Na Austrália, foi tocado por Mark Webber, saiu da pista e retornou à corrida, mas foi apenas o 6º, uma boa colocação para quem tinha saído em 11°. O resultado se repetiu na Malásia, mas ele se recuperou na China, onde foi o 2º colocado, depois de ter largado na 6ª posição do grid. Na Espanha, completou 64 das 66 voltas e só se classificou em 14º por ter completado mais de 90% do percurso. Após um 5º lugar em Mônaco, Hamilton entrou numa boa fase, com vitórias na Turquia e no Canadá; o 2º lugar, em Valência e na Inglaterra; o 4º lugar na Alemanha. Na Hungria, saindo da 5ª posição, deixou a prova na 23ª das 60 voltas, por quebra de câmbio. A vitória na Bélgica o colocou na liderança do campeonato, com uma vantagem de 3 pontos sobre Webber (182 a 179) e de 31 sobre Vettel, mas o abandono nas duas corridas seguintes, na Itália e Singapura, comprometeram suas chances de briga direta pelo título. Com 5º lugar no Japão; 2º, na Coreia, e 4º no Brasil, ele chegou a Abu Dhabi com 222 pontos _ 24 pontos atrás de Alonso; 16 de Webber e 9 de Vettel _ precisando vencer e torcer por uma combinação de resultados, para almejar o título. O 2º lugar e os 18 pontos não foram suficientes para superar nenhum dos adversários e ele perdeu não só o título do ano como a condição de piloto mais jovem a se tornar campeão da F1, que passou a ser o alemão Sebastian Vettel.

Em 2011, depois de 14 corridas, com 168 pontos, Hamilton era o 5º colocado, bem longe do companheiro de equipe, Jenson Button, que era 2º, com 185 pontos. Mas, a essa altura, nenhum dos dois tinha mais esperança de título, pois o líder, Sebastian Vettel, já era o virtual campeão; com 309 pontos, precisava de apenas mais um nas últimas 5 corridas para conquistar o título.

Hamilton começou bem o campeonato, obtendo o segundo lugar na Austrália, depois de perder a pole position para Sebastian Vettel por 80 milésimos de segundo. Na Malásia, voltou a perder a pole para Vettel por escassa diferença (104 milésimos), largou em 2º, porém, má escolha de pneus e perda de aderência o relegaram ao 8º lugar no final. Na China, largando em 3º, Hamilton viveu momentos de tensão no grid, por causa de um problema no sistema de combustível, que só foi resolvido 35 segundos antes da largada.

Na prova, ultrapassou o líder, Vettel, na 52ª das 56 voltas, venceu e assumiu a vice-liderança do campeonato, com 47 pontos, contra 68 do alemão. Na Turquia, largou e chegou em 4º, depois de ganhar a disputa com Button pela posição. Na Espanha, largava em 3º, mas assim como Vettel e Webber, da Red Bull, os dois primeiros, foi ultrapassado por Fernando Alonso, que fez uma excelente largada. Recuperou-se, porém, assumiu a segunda colocação e, nas últimas voltas, exerceu forte pressão sobre Vettel, chegando em 2º, a apenas 6/10 de segundos do vencedor. Em Mônaco, Hamilton largou na 9ª posição e devido a uma colisão envolvendo também Alguersuari, Sutil e Petrov, correu o risco de não terminar a corrida. Foi salvo pela bandeira vermelha e a ordem para uma relargada, que lhe deram tempo para trocar a asa danificada e nas seis voltas restantes, garantiu o 6º lugar.

No Canadá, Hamilton foi alijado da corrida por “fogo amigo”, logo na 7ª volta. Ele saiu na 5ª posição, duas à frente de Jenson Button e foi ultrapassado por este logo após a largada. Quando tentava recuperar terreno e passar pelo companheiro, foi atingido por Button e o lado esquerdo do carro bateu no muro da pit lane. Com a suspensão danificada, Hamilton foi obrigado a abandonar a prova. No GP da Europa, em Valência, foi 3º no grid, mas chegou em 4º. Na Inglaterra largou em 10º e conseguiu chegar em 4º.

Na Alemanha, largando em 2º, com boa aderência dos pneus, Hamilton passou pelo Webber, resistiu à reação deste e também à pressão de Fernando Alonso para alcançar a segunda vitória da temporada. Nas 4 corridas seguintes, foi 4º, na Hungria, por ser obrigado a fazer uma parada a mais para troca de pneus, depois que a pista secou, e a cumprir punição, por tirar Paul di Resta da corrida; na Bélgica, abandonou na 12ª volta, por causa de um choque com Kamui Kobayashi; na Itália, largou em 2º, passando Schumacher, após uma disputa que durou mais de 30 voltas, e em Cingapura, foi 4º no grid, e, além de cumprir punição por colisão evitável com Massa, na 12ª volta, teve de fazer uma parada a mais para troca da asa dianteira, dando-se por satisfeito por terminar em 5º lugar. Na entrevista, Massa ironizou, dirigindo-se ao adversário: “Bom trabalho, cara”. No Japão, largou em 3º e chegou em 5º. Na Coreia, Hamilton quebrou uma série de 16 poles consecutivas da Red Bull, mas a vantagem só resistiu a uma volta; ele foi ultrapassado por Sebastian Vettel, terminando no 2º lugar. Na corrida de inauguração do circuito da India, Hamilton foi o 2º na etapa de classificação, mas punido por desobedecer a bandeira amarela no treino do dia anterior, foi rebaixado para o 5º lugar. Depois de um novo incidente com Felipe Massa, terminou em 7º. Em Abu Dhabi, foi 2º no grid, mas venceu a corrida, graças à saída de Sebastian Vettel, com um pneu furado logo na primeira volta e no Brasil foi o 4º no grid, mas abandonou na 46ª volta, por quebra da caixa de câmbio.

Em 2012, livre de más influências fora das pistas, Lewis Hamilton voltou aos seus melhores tempos e a mostrar o grande piloto que é. Ganhou quatro corridas e não fossem os problemas com os pneus e de confiabilidade do carro, teria condições de brigar pelo título. Terminou o campeonato no 4º lugar, com 190 pontos.

Na prova de abertura da temporada, na Austrália, Hamilton qualificou-se pole position, mas foi ultrapassado por Jenson Button na largada e por Sebastian Vettel, depois de um pit stop, e chegou em 3º. Na Malásia, o piloto inglês foi novamente pole position, mas na corrida, sob chuva, foi ultrapassado por Fernando Alonso e Sergio Perez, ficando, outra vez, em 3º. Pela terceira vez, Hamilton chegou em 3º lugar, na China, atrás de Nico Rosberg e Jenson Button, depois de ultrapassar Sebastian Vettel a duas voltas do final. No Bahrein, foi 2º no grid, mas na corrida uma série de paradas o jogou para o 8º lugar, depois de ter sido empurrado para fora da pista, ao tentar ultrapassar Nico Rosberg.

Na Espanha, Hamilton foi o primeiro no Q3, mas como não teve combustível suficiente para voltar ao box e servir de amostra, como manda o regulamento, foi obrigado a largar da 24ª e última posição. Ainda na primeira volta ele passou a 20º; na volta 36 já estava em 7º, mas depois de uma parada voltou em 14º e fez uma boa corrida de recuperação para chegar e chegou no 8º lugar de novo. Em Mônaco, foi 4º no grid e chegou em 5º. No Canadá, Hamilton conquistou sua primeira vitória do ano, depois de ultrapassar Sebastian Vettel na volta 62 e Fernando Alonso na 68, a duas voltas do final. Foi a terceira vitória do inglês no circuito de Montreal.

Em Valência, no GP da Europa, Hamilton largou da 3ª posição e era 2º quando, numa disputa pela posição entre os dois, Maldonado o tocou na entrada da curva, o jogou contra o muro e o obrigou a deixar a pista. Na Inglaterra, ele largou e chegou em 8º, numa corrida sem brilho, e na Alemanha foi o único piloto a abandonar a prova, saindo na volta 56, devido a um pneu furado. Na Hungria, Hamilton saiu da pole position, a primeira desde o GP da Malásia; só perdeu a liderança por seis voltas, após as duas paradas e conseguiu a sua segunda vitória.  Assim como Fernando Alonso, Hamilton deixou a pista na Bélgica, depois de ser envolvido numa múltipla colisão, provocada por Romain Grosjean. Em Monza, na Itália, Hamilton voltou a ser pole position, liderou 49 das 53 voltas e conquistou sua terceira vitória, pulando do 5º para o 2º lugar na classificação dos pilotos. Uma falha na caixa de câmbio, quando liderava a corrida depois de ter sido o pole position, impediu a vitória em Cingapura.

No Japão, largou em 9º e chegou no 5º lugar. Na Coreia, foi 3º e 10º. Ma India, foi 3º e 4º, caindo para a 5ª posição na classificação geral. Em Abu Dhabi, Hamilton teve de sair quando era líder, mas em Austin nos Estados Unidos, depois de, na 41ª das 56 voltas deixar para trás Sebastian Vettel, que era o pole, ganhou a sua quarta corrida do ano. No GP do Brasil, Hamilton saiu na pole, alternou-se na liderança com Jenson Button e Nico Hülkenberg, mas teve de abandonar a prova e entregar a vitória ao companheiro de equipe, na volta 54, devido a uma colisão com Nico Hülkenberg, que danificou a suspensão dianteira esquerda e lhe valeu um drive trhough.

No dia 28 de setembro, bem antes do fim da temporada, Lewis Hamilton anunciou a sua saída da McLaren e assinatura de um contrato de três anos com a Mercedes. E no fim do campeonato desabafou:
“Estou feliz que tenha acabado”, disse desolado após o GP do Brasil, que encerrou uma temporada que não foi como ele esperava, ao trocar de equipe. Embora tenha dado valiosa contribuição para que a escuderia alemã conquistasse a vice-liderança entre as construtoras, a 4ª colocação entre os pilotos e especialmente a derrota para Mark Webber por escassos 10 pontos (199 a 189) o deixaram frustrado. O único consolo, ele disse, é que não precisaria ir à festa de entrega de prêmios da Fia, que abomina.

Na véspera do penúltimo GP da temporada, em Austin, Hamilton manifestou publicamente o desagrado, mas dividiu com a equipe a culpa pelo desempenho insatisfatório. Apontou como uma das razões a sua ausência no processo de produção do WO4: “Espero participar bem mais do projeto do próximo ano. Não quero pilotar o carro do Michael Schumacher, vou pilotar meu carro”, disse com a irreverência de sempre. A maior dificuldade de Hamilton no novo carro foi administrar o sistema de freios.

Em 2013, já no primeiro teste, na 15ª volta em Jerez de La Frontera, na reta, o carro saiu da pista e foi de encontro à barreira de pneus. Apesar disso, o início do campeonato até que não foi tão decepcionante. Nas dez primeiras corridas, conquistou 124 do total de 189 pontos da temporada. Nesse período, além de fazer 4 pole positions, subiu 4 vezes ao pódio, com o 3º lugar, e obteve, na Hungria, a primeira vitória pela Mercedes.

Na parte final da temporada, porém, depois da pole e mais um 3º lugar, na Bélgica, e de um abandono, no Japão, esteve sempre na zona de pontuação, mas sem voltar ao pódio. Na Austrália, Hamilton largou em 3º, retardou a primeira parada e, com pneus médios, até liderou a corrida entre as voltas 9 e 12. Durante o percurso, porém, teve de abandonar a estratégia de duas paradas, fez uma terceira e acabou em 5º. Na Malásia, o inglês não chegou à Q3, largou em 15º, mas conquistou o primeiro pódio da temporada, depois de uma briga interna com Nico Rosberg. O alemão era mais rápido, pediu autorização para ultrapassar, mas Ross Brawn respondeu: “Negativo, Nico, negativo”. Quando estava mais perto, Rosberg insistiu no pedido, não foi atendido. Brawn queria levar os dois carros “de volta pra casa”.

Depois da corrida, Hamilton disse que Rosberg deveria estar no pódio com ele. O momento trapalhada da corrida aconteceu quando, na primeira parada, em vez de ir para o box da Mercedes, Hámilton foi direto ao da McLaren, sua ex-equipe. Na China, Hamilton obteve a primeira pole position, mas o desgaste dos pneus comprometeu a sua corrida. Pilotou com inteligência e controle, mas foi ultrapassado por Fernando Alonso logo na 4ª volta e às duras penas chegou em 3º, 0s203à frente de Sebastian Vettel. No Bahrein, numa corrida com recorde de 71 pit stops, Hamilton largou em 9º e com bom ritmo, principalmente quando o asfalto da pista esfriou, garantiu a 5ª colocação, com ultrapassagem sobre Mark Webber nas últimas voltas. Na Espanha, o inglês saiu em 2º, atrás do companheiro Nico Rosberg, desgastou muito os pneus, o carro perdeu o rendimento e ele terminou em 12º, uma volta atrás do vencedor, o espanhol Fernando Alonso. Em Mônaco, a dupla da Mercedes repetiu a primeira fila. Rosberg manteve a liderança de ponta a ponta, mas Hamilton não pode segurar a 2ª posição.

Na segunda parada, perdeu duas posições e, apesar da manobra muito bonita, falhou na tentativa de passar por Mark Webber e chegou em 4º, mesmo. No Canadá, mais uma vez, Hamilton saiu da 2ª posição, mas, com um carro nitidamente menos veloz, não conseguiu superar os da Red Bull. Depois de uma boa briga, na 63ª volta foi ultrapassado por Fernando Alonso, 6º no grid, e nas últimas voltas tentou recuperar a posição perdida, mas não teve êxito. Terminou em 3º. Na Inglaterra, Hamilton fez a pole e liderava a corrida, quando foi a primeira das cinco vítimas da síndrome dos pneus. Na 8ª volta, depois de ter passado pelo box, o seu pneu traseiro esquerdo estourou e ele teve quer dar uma volta inteira para fazer a troca. Cedeu a liderança a Sebastian Vettel e caiu para o último lugar, porém se recuperou para chegar em 4º. Na Alemanha, Hamilton voltou a largar da pole, na largada tentou resistir a pressão e Vettel e Webber, mas não resistiu. Caiu para 3º na primeira curva e, apesar de lutar bravamente, o carro não correspondeu e ele acabou em 5º.

Na Hungria, enfim, Lewis Hamilton conquistou a sua primeira vitória pela Mercedes, a 22ª da carreira. Foi o primeiro britânico a ganhar uma corrida pela escuderia alemã, desde Stirling Moss, no GP da Inglaterra de 1955. Depois de três poles infrutíferas, finalmente, Hamilton conseguiu vencer largando da primeira posição do grid. Para isso, contou com boa dose de sorte; a ajuda de Jenson Button, que reteve Vettel por 12 voltas, e boa administração dos pneus. Com estratégia de três paradas, ele se alternou na liderança com vários rivais até volta 46, quando assumiu dez a ponta e não perdeu mais. Na Bélgica, na reabertura da temporada, Hamilton obteve o seu último bom resultado e o último pódio no campeonato. Ele saiu na pole position, mas antes da primeira chicane, a Les Combes, foi ultrapassado por Sebastian Vettel. Na 15ª volta, foi ultrapassado também por Fernando Alonso e daí em diante desistiu de brigar pela vitória. Conformou-se com o 3º lugar.

Na Itália, embora ele faça aniversário no dia 7 de janeiro, começou o que pode ser considerado o “inferno astral” de Lewis Hamilton. Já não começou bem na classificação, ficando na Q2, com o 12º lugar, e ficou pior na corrida. Além de ter um pneu furando logo no início, ficou sem comunicação pelo rádio com a equipe e só recebia informações pelas placas à beira da pista. Depois da segunda parada, com pneus médios, teve de passar por vários concorrentes para chegar num modesto 9º lugar. Em Cingapura, Hamilton largou e chegou em 5º. Numa disputa com Felipe Massa, ultrapassou o brasileiro por fora da pista e teve de devolver a posição. Na Coreia, 2º no grid, foi ultrapassado por Romain Grosjean na curva 2, ainda na primeira volta. A partir da 19ª volta com degradação do pneus começou a perder posições e no final, frustrado, chega em 5º novamente.

No Japão, o piloto inglês saiu da corrida já na 7ª volta por causa de uma colisão com Giedo van der Garde. Nas quatro últimas provas, só nos Estados Unidos Hamilton chegou perto do pódio. Largou em 5º e, com ritmo forte, tomou o terceiro lugar de Mark Webber, porém, por falta de rendimento do carro, devido à pouca aderência dos pneus, só pode se segurar na 4ª colocação. Na India, depois do 3º lugar no grid, o inglês foi ultrapassado, caiu para8º e no final ainda lutou pelo 4º lugar, com Romain Grosjean e Felipe Massa, mas acabou em 6º. Em Abu Dhabi, saiu em 4º, foi ultrapassado por Felipe Massa, na manobra mais bonita da prova, e depois por Fernando Alonso, terminando em 7º. No Brasil, Hamilton correu com capacete em homenagem a Ayrton Senna e um drive-through, por ter batido em Valtteri Bottas, arruinou a corrida dele. Caiu em 4º para o 9º lugar e perdeu a chance de brigar com Mark Webber pela 3ª colocação na classificação dos pilotos.

Em 2014, se ainda teve um carro, o F1 W05, que apresentou alguns problemas durante a primeira metade da temporada, Hamilton contou com a melhor unidade de potência do grid, um conjunto que proporcionou à Mercedes o domínio absoluto do campeonato.  Com um novo número, o mesmo #44 que usava nos tempos do kart, ele começou a temporada em desvantagem em relação ao companheiro Nico Rosberg, mas, depois de ganhar na Itália, a partir da prova de Cingapura, com mais quatro vitórias consecutivas (Cingapura, Japão, Rússia e Estados Unidos), assumiu a liderança do campeonato e chegou à última corrida, em Abu Dhabi, precisando de apenas um segundo lugar, no caso de vitória de Rosberg, para ser campeão. Mas lá, também, foi o vencedor, sem nenhuma pressão do companheiro que, com problemas no carro, foi o 8º colocado. Com 11 vitórias e um total de 384 pontos, superou amplamente Rosberg, que venceu 5 vezes e somou 297 pontos, embora tenha feito 11 poles, contra apenas 7.

A campanha do piloto inglês foi marcada por uma rivalidade e uma guerra interna, a principio veladas, mas depois escancarada, com Nico Rosberg, que puseram em xeque uma amizade que vinha desde os tempos do kart e da convivência em Mônaco.  O clima tenso se instalou no GP de Mônaco, quando Rosberg simulou um problema no carro, para provocar bandeira amarela e encerrar a classificação no momento em que, com o cronometro zerado, Hamilton ia completar a sua volta lançada e tomar dele a pole position. E a situação se deteriorou por completo no GP da Bélgica, onde Hamilton tomou a ponta de Rosberg na largada, os dois disputaram posição roda a roda e a disputa terminou com um choque já na segunda volta, que provocou o furo dos dois pneus traseiros do inglês, obrigando-o a deixar a pista.

Numa reunião depois da corrida, a Mercedes fez séria advertência a ambos os pilotos e ameaçou demitir um dos dois que voltasse a prejudicar a equipe, mas se recusou a impor o ordens da pitwall favorecendo um deles. Deu liberdade aos dois, desde que não se tocassem. Os incidentes na pista não se repetiram, mas, fora dela, Hamilton e Rosberg travaram uma intensa guerra psicológica, um querendo desestabilizar o outro. E foi então que o piloto inglês, conhecido por ser emocionalmente instável, abertamente mal humorado, revelou maturidade até então desconhecida e não se deixou abalar. Depois de uma explosão em Mônaco, quando acusou diretamente o companheiro de deslealdade, e das reclamações na Bélgica, concentrou-se na pilotagem do seu carro e construiu uma conquista indiscutível.

A abertura da temporada de Hamilton não fazia prever o desfecho do campeonato. Na Austrália, obteve a pole position, mas, sob chuva intensa, não passou da segunda volta,por causa de problema no cilindro do motor. Na Malásia, porém, a recuperação foi completa: fez a sua 32ª pole position e a volta mais rápida; conquistou, de ponta a ponta, a 23ª vitória; o 3º hat-trick e a 100ª chegada na zona de pontuação. Rosberg, segundo colocado, completou a primeira dobradinha da Mercedes, desde 1995, no GP da Itália.

No Bahrein, para obter a sua 2ª vitória da temporada e a 24ª da carreira, Hamilton,que foi 2º no grid e passou por Rosberg na largada, teve de se valer de toda a sua habilidade de piloto experiente e dos recursos do carro, para se defender dos ataques de Rosberg, especialmente nas voltas finais. Foi uma batalha espetacular, cheia de alternativas, como os dois travavam ainda nos tempos do kart. Em vários momentos, os dois correram lado a lado, quase tocando os pneus. A briga começou já na largada, quando Hamilton, o 2º no grid, surpreendeu o companheiro, que era o poli position, e o ultrapassou antes da primeira curva. Na volta 19, o piloto inglês titubeou na entrada da curva, foi ultrapassado, mas logo, por dentro, recuperou a posição.

Na curva seguinte, o alemão voltou a passar e Hamilton tornou a se recuperar. No final da volta, quando Hamilton fez sua primeira parada, Rosberg assumiu a liderança, mas foi só por duas voltas; quando ele também parou, o inglês, com pneus duros, voltou ao primeiro lugar. Manter a liderança até o final, porém, não foi tarefa fácil. Durante todo o tempo, Rosberg manteve o companheiro sob pressão, principalmente depois da entrada do safety car, na volta 42, que desfez a desvantagem de 13 segundos, que tinha em relação a Hamilton. Nas voltas 52 e 53, por duas vezes, Rosberg voltou a tentar a ultrapassagem, mas Hamilton resistiu. Depois disso, superado na briga dos pneus, Rosberg, com pneus macios, teve de se conformar em manter, sem atropelos, a segunda posição no pódio.

Depois de conquistar a sua 3ª pole position em 4 corridas, Lewis Hamilton ganhou também de ponta a ponta, na China. Foi a 3ª vitória consecutiva na temporada, a 34ª pole, a 25ª vitória e o 57º pódio do piloto inglês, em 7 anos de participação no campeonato da Fórmula 1. Com a conquista, passou a ser o 10º colocado em número de vitórias, igualando-se a Niki Lauda e Jim Clark e superando Juan Manuel Fangio.Na Espanha, a história se repetiu: Hamilton conquistou a sua 4ª vitória consecutiva e tomou a liderança de Rosberg, livrando vantagem de 4 pontos. Com a dobradinha, a Mercedes patenteou, mais uma vez, a ampla superioridade dos seus carros em relação dos demais. Houve momentos em que o líder Hamilton chegou a ter 1m3 de vantagem sobre o 4º colocado. A corrida teve desenvolvimento normal, com poucos de maior emoção, até as 5 últimas voltas, quando Rosberg reduziu a diferença, tornando imprevisível o desfecho.Todavia, Hamilton conseguiu controlar a situação e até fez um zigue-zague de comemoração a poucos metros da linha de chegada.

Em Mônaco, a tensão entre Hamilton e Rosberg começou quando o inglês fez um acerto do carro diferente de Rosberg e continuou com o alemão simulando, na Mirabeau, um problema nos freios, que provocou bandeiras amarelas e impediu Hamilton de completar a volta que lhe daria a pole. Na corrida, na volta 66, Hamilton avisou a equipe que alguma coisa entrou no seu olho (não disse se foi cisco ou poeira) e prejudicava a sua visão. Ao ser informado disso, Ricciardo aumentou o ritmo, fez a volta mais rápida (1m19s825) e passou a lutar pelo 2º lugar, mas apesar do problema, o inglês resistiu ao ataque do piloto da Red Bull e garantiu a 2ª posição. No Canadá, na largada, ao tentar ultrapassar Rosberg, Hamilton perdeu a posição para Vettel, porém a recuperou pouco depois e passou também por Rosberg, quando deixavam a pit lane, depois da segunda parada. Mais tarde, numa segunda tentativa de passar pelo companheiro, Hamilton perdeu completamente os freios e, na volta 46, teve de abandonar a prova.Na Áustria, que não tinha GP desde 2003, Hamilton saiu da pista da primeira, deu uma escapada na segunda volta da Q3 e teve de largar da 9ª posição do grid. Na corrida, porém, fez uma boa largada e pulou para o 4º lugar.  Passou por Felipe Massa, o pole position, e Valtteri Bottas, ma snão teve condições para alcançar Nico Rosberg.  Com a vitória, o alemão aumentou para 29 pontos (165 a 136) a vantagem na liderança do campeonato.

Na Inglaterra, Nico Rosberg foi o pole position e Hamilton o 6º colocado, mas na volta 29 o piloto alemão teve problema na caixa de câmbio, que travou na 6ª marcha, e o inglês, que à essa altura já estava em 2º, assumiu a liderança.e estabeleceu uma vantagem de 41 segundos sobre Valtteri Bottas. A diferença lhe permitiu fazer um segundo pit stop e ainda voltar 19 à frente e vencer a corrida sem sobressaltos. Na Alemanha, Hamilton, que deveria ir para a pista na 15ª posição, por não ter completado a classificação, ainda perdeu mais cinco posições, por troca da caixa de câmbio e saiu da 20ª. E nessas condições, foi a sensação da corrida. Começou a chamar a atenção para o seu desempenho ainda nas primeiras voltas. Na saída do carro de segurança, na volta 4, já era o 16º; na volta seguinte pulou para 13º e na 11ª brigou com Ricciardo pela 9º lugar, mas não passou pelo piloto da Red Bull e acabou superado também por Kimi Raikkonen. Na 13ª volta, porém, deu o troco, passou pelos dois de uma vez só, para ficar em 7º. Depois disso, chegou a estar em 2º, mas, após fazer sua primeira parada, na 27ª volta, caiu para 8º. Foi então que recomeçou a escalada até os primeiros lugares. Com diversas voltas mais rápidas, foi fazendo ultrapassagens e conquistando posições.  Na volta 31, teve uma avaria na ponta da asa dianteira esquerda, mas passou por Alonso para ser 7º. Na volta 43, fez a segunda parada, para colocar de novo pneus macios e iniciou a caçada a Bottas, pelo segundo lugar, mas teve de contentar-se, mesmo, com o 3º. Na Hungria, Hamilton fez uma verdadeira proeza, ao sair da linha dos boxes e chegar em 3º. Para isso, até se recusou a obedecer à equipe e a dar passagem ao companheiro Nico Rosberg, para que este pudesse trocar os pneus e ainda ter chance de brigar pela vitória. Na volta 21, Hamilton já brigava com Vettel pelo 6º lugar e, em seguida, por duas vezes bateu o bico no carro do alemão e recolheu. Na volta 34, aproveitando-se de diversas paradas, depois de passar pelo inesperado líder Jean-Éric Vergne, assumiu a ponta, que manteve até ser superado por Alonso e Daniel Ricciardo, vencedor da prova.

Na Bélgica, a rivalidade entre Hamilton e Rosberg chegou ao auge. Na largada, Hamilton superou Rosberg, assumindo a liderança ainda antes da primeira curva e, na disputa pela liderança, aparentemente sem intenção, Rosberg tocou o carro de Hamilton, o que obrigou o alemão a parar para trocar a asa dianteira e comprometeu a corrida do inglês. Ele teve de fazer quase que uma volta completa com um pneu furado, caiu para a 19ª posição e, na volta 40, quando estava em 16º, abandonou a corrida, alegando problema no carro

Na volta à fábrica, dirigentes e pilotos da Mercedes fizeram uma reunião de mais de duas horas e, depois de discussões acaloradas, Hamilton e Rosberg foram advertidos de que a repetição dessa situação não seria tolerada e um deles poderia perder seu carro. A revista Autosport revelou que os dois pilotos foram proibidos de falarem entre si ou com qualquer um da equipe.

Na Itália, Lewis Hamilton confirmou a pole position e venceu com 3s1 à frente de Nico Rosberg. Com a volta mais rápida na volta 29 (1m28s004), fez o hat-trick: foi pole, o mais rápido e vencedor. O inglês ganhou a corrida graças a dois erros de Rosberg, os dois na freada para a chicane logo depois da reta de largada. No segundo, na volta 29, escapou, teve de driblar os obstáculos de isopor e perdeu tempo suficiente para o rival assumir a liderança, que sustentou até o final. O resultado manteve Rosberg na liderança do campeonato, mas a diferença baixou de 29 para 22 pontos (238 a 216).Em Cingapura, Hamilton repetiu a dose: saiu na pole, fez a volta mais rápida e ganhou de ponta a ponta. A vitória foi facilitada pelo abandono de Rosberg logo na volta 14, por problemas no volante do carro. Foi a sua 7ª vitória na temporada e a 29ª da carreira. Com a volta mais rápida, 1m50s419, ele completou o 5º hat-trick e assumiu a liderança do campeonato superando Rosberg por três pontos (241 a 238).

No Japão, Hamilton ganhou uma corrida disputada sob forte chuva e marcada pelo acidente do piloto francês Jules Bianchi. Largando da 2ª posição do grid, atrás de Rosberg, na volta 22 ele começou a atacar o companheiro, usando a asa móvel. Falhou na primeira tentativa porque saiu da pista no final da reta; voltou a falhar na volta 28, mas na terceira vez, a 330 km/h passou pelo companheiro. Ao parar na 36ª volta, cedeu a liderança ao companheiro, mas na 37ª a recuperou, na 39ª fez a volta mais rápida, abrindo o caminho para vitória. Na Rússia, com outra vitória de ponta a ponta, Hamilton fez mais uma dobradinha com Rosberg e ambos garantiram a Mercedes o título das construtoras, faltando ainda três corridas para o final da temporada. Foi a primeira conquista da equipe alemã desde os seus dois primeiros campeonatos, em 1954 e 1955 e da volta à F1, em 2010. Com o resultado, o piloto inglês aumentou de sete para 17 pontos a vantagem sobre Rosberg: 291 a 274.

Nos Estados Unidos, depois da primeira parada, numa manobra arriscada, mas precisa, na 24ª volta, Hamilton surpreendeu o pole position Nico Rosberg, partiu para uma vitória folgada. Na entrada da curva 12, com arrojo, colocou o carro por dentro, emparelhou com o companheiro no meio da curva, obrigando-o a abrir para fora, e passou sensacionalmente. Ele só perdeu momentaneamente a liderança no segundo pit stop, mas a partir da volta 35 seguiu com tranquilidade até a bandeira quadriculada. Foi sua 5ª vitória consecutiva, a 10ª da temporada e a 32ª da carreira, aumentando para 24 pontos a vantagem sobre Rosberg.

No Brasil, Nico Rosberg liderou os três treinos livres, conquistou a pole e na corrida não deu chance de recuperação a Hamilton. O inglês só esteve na liderança enquanto o companheiro fazia a troca de pneus, mas, com os pneus desgastados, quando procurava ganhar alguns segundos para manter a liderança na parada seguinte, deu uma escapada na saída da reta. Com isso, voltou à pista 7 segundo atrás de Rosberg e, mesmo tendo baixado a diferença para 1 segundo, não conseguiu alcançar o companheiro.

Com 17 pontos de vantagem (234 a 217), Lewis Hamilton chegou a Abu Dhabi, onde a contagem era dobrada, precisando apenas de um segundo lugar para ser campeão, mesmo que Nico Rosberg fosse o vencedor. E ele começou a botar a mão no título logo no início da corrida em Yas Marina, quando o alemão, que era o pole, largou mal. E teve confirmada a conquista ao ver o companheiro, com problemas na passagem da primeira para a segunda marcha e sem tração, perdendo posições, até cair para o 14º lugar. Foi a sua 11ª vitória no campeonato; a 33ª da carreira, Completada a última volta, Hamilton comemorou com “zerinhos” na pista e enquanto volta aos boxes agitando uma bandeira inglesa, foi saudado pelo príncipe Henry como “uma legenda da Inglaterra”. Antes de ir ao pódio, abraçado à família, recebeu um beijinho da namorada, a cantora Nicole Sherzinger.

Encerrado o campeonato, Nico Rosberg reconheceu a vitória de Hamilton,os dois trocaram gentilezas e, aparentemente, voltaram a ser “amigos de infância”.

A lua de mel, o armistício, porém, não duraram mais do que um inverno.  A rivalidade entre os dois pilotos ressurgiu logo no inicio da temporada de 2015, se acentuou e ficou mais evidente no final do campeonato. A animosidade se manifestou logo na terceira corrida, na China, quando Nico Rosberg acusou o companheiro de reduzir a velocidade propositadamente, comprometendo a corrida dele. Depois, o alemão acusou Hamilton de ser demasiadamente agressivo nas disputas entre os dois, principalmente nas largadas em que Rosberg era o pole position. E a relação entre os dois esfriou de vez após incidentes no Japão e nos Estados Unidos. Em Suzuka, Hamilton forçou a ultrapassagem, quase jogando o companheiro para fora da pista, e em Austin os dois viveram a chamada “guerra do boné”, quando o inglês jogou, com desdém, o boné de segundo colocado no colo de Rosberg.

Numa entrevista em Kuala Lumpur, depois do campeonato, Lewis Hamilton fez um retrato perfeito de sua relação com o companheiro:

“Nós éramos amigos quando éramos crianças, isso é tudo. Nós não somos amigos íntimos hoje. A mídia sempre tenta embelezar a nossa relação, passando para amizade, mas este não é o caso. Nico tem seu grupo de amigos, eu tenho o meu. Nós não vamos jantar juntos; nós não celebramos juntos; nós não estamos indo ao cinema juntos; nós não queremos fazer as coisas juntos. Nós somos rivais: ele quer lutar comigo e eu quero vencê-lo. Mas estou certo de que um dia, uma vez aposentados, vamos nos encontrar e rir de tudo que aconteceu entre nós. Vamos ficar quietos, nossos filhos vão brincar juntos e vamos falar sobre tudo isso. Mas hoje somos adversários, não precisamos ser amigos”.

Na mesma época, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, admitiu que, se a discórdia entre os pilotos começasse a afetar os resultados em 2016, um deles poderia ser demitido.

Mas Lewis Hamilton, mais solto e desinibido, além de ganhar a batalha de palavras, manteve o seu completo domínio na pista. Venceu 10 das 19 provas; fez seis segundos lugares, um terceiro, 11 poles, 8 voltas mais rápidas e totalizou 381 pontos, contra 322 de Nico Rosberg, o segundo colocado.

Na corrida de abertura da temporada, na Austrália, saindo da pole position, Hamilton chegou 0s594 à frente de Rosberg, para conquistar a 34ª vitória de sua carreira. Na Malásia, obteve a sua 40ª pole, mas foi incapaz de conter o ímpeto de Sebastian Vettel, que conquistou a 40ª vitoria da carreira e a primeira da Ferrari, desde o GP da Espanha de 2013. Na China, o inglês fez a 41ª pole position e ganhou a corrida, mas na entrevista à imprensa foi acusado por Rosberg de reduzir a velocidade no stint, para deliberadamente prejudicá-lo. Hamilton respondeu dando a entender que cada um devia cuidar de sua própria corrida. “Eu não estava controlando a sua corrida (Nico), estava controlando a minha própria corrida”, ele disse ao falar da mensagem que recebeu para acelerar. No Bahrein, ele obteve a 42ª pole, a 4ª consecutiva, e superou Kimi Raikkonen e Nico Rosberg para obter a 36ª vitória da carreira, apesar das dificuldades na administração do desgaste dos pneus.  Na Espanha, largando na segunda posição e depois de uma má largada, Hamilton ainda conseguiu o segundo lugar. Chegou a fazer a volta mais rápida, mas nas 14 voltas finais não conseguiu tirar a diferença de 19 segundos em relação a Rosberg, o vencedor da corrida.  Antes do Grande Prêmio de Mônaco, a Mercedes anunciou a renovação do contrato de Hamilton por mais três anos, por uma quantia em torno de 100 milhões de libras e o direito de uso da própria imagem. Na corrida, depois de liderar por 65 voltas, por um erro da equipe na chamada para o pit stop, acabou sendo superado por Rosberg e Vettel, terminando no terceiro lugar. No Canadá, foi pole position e ganhou sem dificuldades, em dobradinha com Rosberg, recuperando-se da decepção de Mônaco. Na Áustria, foi ultrapassado por Rosberg na largada e teve que lutar com Felipe Massa para garantir a segunda colocação. Na Inglaterra, venceu o Grande Prêmio pela segunda vez consecutiva, superando o recorde de Jackie Stewart de voltas na liderança em 18 GPs consecutivos. Na Hungria, Hamilton obteve a sua 9ª pole em 10 corridas, mas, erros dele e de Rosberg durante a prova fizeram que terminassem em 6º e 8º lugares, respectivamente. Na Bélgica, o inglês voltou a se recuperar e ampliou para 28 pontos a vantagem sobre Nico Rosberg, a maior diferença entre os dois até então. Na Itália, Hamilton e a Mercedes tiveram que esperar algumas horas pela confirmação da vitória na pista. Foi o tempo que os comissários levaram para investigar uma possível irregularidade nos pneus traseiros dos dois pilotos da equipe, que estariam abaixo da pressão mínima recomendada pela Pirelli. Todavia, a falha não foi comprovada; o resultado foi confirmado e nenhum dos dois pilotos foi punido. Em Cingapura, depois de ser apenas o 5º no grid, Hamilton foi obrigado a abandonar uma corrida pela primeira vez na temporada, devido à perda de potência do motor. O problema surgiu na volta 26 e na 28 ele já tinha caído para o 9º lugar, sendo obrigado a desistir na 33ª das 61 voltas. Mais tarde, o piloto inglês viria dizer que desde essa corrida sentiu problemas no carro que não foram corrigidos até o final do campeonato. No Japão, depois de ultrapassar na largada o companheiro Nico Rosberg, que era o pole position e chegou a cair para o 4º lugar, Hamilton ganhou a corrida sem sobressaltos, de ponta a ponta, reafirmando a sua condição de franco favorito à conquista do titulo. Foi a sua 8ª vitoria na temporada e a 41ª da carreira. igualando o recorde do brasileiro Ayrton Senna. A única diferença é que Senna chegou a esse número em 161 corridas e Hamilton em 162. Na Rússia, Hamilton obteve sua segunda vitória no circuito de Sochi, graças ao abandono de Rosberg, que liderava a prova, mas teve de deixar a pista na 7ª volta, devido ao bloqueio do acelerador. Com a vitória do inglês, a Mercedes garantiu a conquista do bicampeonato dos construtores, com vantagem de 172 pontos sobre a Ferrari. Em Austin, nos Estados Unidos, Hamilton entrou na curva ao lado de Rosberg, que era o pole position, e quase jogou para fora da pista o alemão, que depois reclamou da agressividade do companheiro. Após assumir a liderança, Hamilton teve uma rápida disputa com Daniel Ricciardo, mas cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, assegurando o seu tricampeonato mundial da F1.

Nas últimas três corridas, não por desleixo ou relaxamento dele, por causa do título conquistado, Lewis Hamilton foi nitidamente dominado pelo companheiro Nico Rosberg, que venceu consecutivamente as três últimas provas do campeonato, no México, Brasil e Abu Dhabi. No México, embora tenha considerado a corrida uma das suas corridas mais divertidas, Hamilton acusou a Mercedes de ter favorecido Rosberg, ”a fim de mantê-lo feliz”. No Brasil, Hamilton não conseguiu ultrapassar Rosberg por fora, na primeira curva, e nem durante a perseguição implacável ao companheiro até que o desgaste dos pneus nas voltas finais impedissem que ele conseguisse alcançá-lo, mesmo usando, às vezes o DRS. Rosberg ultrapassou a linha com 7s7 de vantagem. Na corrida final, em Abu Dhabi, o alemão obteve a sua 6ª pole position seguida e, de novo, mesmo tentando tirar tudo do carro, Hamilton foi incapaz de superar o companheiro, que completou seis vitórias no campeonato.

No final de novembro, Lewis Hamilton foi eleito o melhor piloto da temporada de 2015 pelos chefes das equipes da Fórmula 1. O vencedor de 10 GPs teve 229 dos 250 pontos possíveis, 49 a mais do que Sebastian Vettel, o segundo colocado, que ganhou três corridas durante o ano.

 

UMA GUERRA SEM FIM

Reginaldo Leme

A Mercedes-Benz ganhou o campeonato mundial com doze dobradinhas, uma a mais do que no ano passado, somou 703 pontos no Mundial de Construtores, que, além de ser um novo recorde, é mais do que ela conseguiu em 2014 mesmo já sem a regra dos pontos em dobro na corrida final, fez o campeão mundial e o vice e não deu qualquer chance às rivais. Foi um ano perfeito quanto aos resultados. Mas os comandantes da equipe ainda não conseguiram vencer o clima de guerra entre seus dois pilotos. A atitude de Hamilton após a bandeirada do GP de Abu Dhabi foi até mais agressiva – e grosseira – do que no episódio dos bonés na corrida dos Estados Unidos. Naquela oportunidade, para quem não se lembra, na antessala do pódio Hamilton recebeu da Pirelli os três bonés de primeiro, segundo e terceiro colocados e jogou o de segundo no colo de Rosberg, como um recado de que aquele era o lugar que o alemão merecia. A reação instantânea de Rosberg foi jogar o boné de volta agressivamente contra Hamilton.

Em Abu Dhabi, a cena teatral aconteceu na própria pista. Rosberg, eufórico com a vitória, após a bandeirada levou o carro para bem perto da torcida, comemorando a conquista e, ao mesmo tempo, despedindo-se do público na última corrida do ano. Mas Hamilton não deixou barato. Quando ele viu o alemão acenando para a torcida, acelerou o carro e cortou caminho na pista para se colocar à frente do companheiro no momento da comemoração. A intenção foi deixar bem claro que tinha sido ele o campeão do mundo.
O inglês tem em mente que a Mercedes andou favorecendo o companheiro nas últimas corridas com o objetivo de levantar o moral de Rosberg após a perda do campeonato. Por isso ele reclamou no rádio na corrida do México quando a equipe disse que ele teria de fazer um novo pit stop e, agora em Abu Dhabi, de novo levantou a suspeita. No México tornou pública esta suspeita ao perguntar: “posso saber por que eu tenho que trocar pneu de novo?” A equipe explicou que aquele jogo que ele estava usando não suportaria as voltas que faltavam e, mesmo de má vontade, ele acabou aceitando. Em Abu Dhabi, ele cismou que poderia ir até o final das 55 voltas sem uma segunda parada mesmo tendo trocado do pneu supermacio para o macio na volta 13, duas depois de Rosberg. Passou três voltas discutindo com a equipe, mas acabou entrando no box. Aí a equipe pode ter errado em não tentar o pneu supermacio nas 16 voltas que faltavam, já que o carro estava bem mais leve. Era um risco que valeria a pena ter corrido para dar a Hamilton a chance de ser muito rápido e alcançar o companheiro. Mas, temendo que o pneu macio não resistisse, a equipe manteve o pneu amarelo (o mais duro). Pode ter sido um excesso de precaução. Mas ninguém vai convencer o inglês de que não houve intenção de evitar o duelo entre os dois nas últimas voltas.
Rosberg terminou a temporada com a alma lavada. Conseguiu ser mais veloz do que Hamilton para conquistar as seis últimas poles e dominou as três corridas finais sem dar a menor chance de reação ao tricampeão. Isso pode significar um progresso do alemão ou relaxamento de Hamilton, que, desde a conquista do título, o que mais tem feito é postar “selfies” em baladas. Seja qual for a causa, este final de temporada deixa a expectativa de um duelo bem mais forte em 2016. Sem contar que a Ferrari, com três vitórias e 16 pódios no ano, ameaça entrar nessa briga pelas vitórias, assim como a Red Bull, que se acertou com a Renault mediante a promessa de um motor muito mais potente.

Lewis Hamilton teve uma temporada conturbada, dentro e fora das pistas, em 2016. Ao mesmo tempo em que conquistou o maior número de vitórias no campeonato (10) e superou o companheiro Nico Rosberg em número de poles (10 a 8) enfrentou vários problemas que lhe custaram o titulo. Além da falta de confiabilidade do carro, a má sorte o perseguiu em várias corridas. Isso aconteceu nas provas da Austrália, Bahrein, Itália e Japão e voltou a ocorrer em Cingapura e Baku. Assim, nem as quatro vitórias seguidas no final do campeonato foram suficientes para evitar a conquista do campeonato por Rosberg.

Fora das pistas, os problemas começaram pouco antes da abertura da temporada, quando foi fotografado andando de motocicleta e falando ao celular numa estrada pública da Nova Zelândia. Depois, protagonizou o episódio das fotos de colegas fantasiados publicadas no Snapchat, durante a entrevista coletiva em Suzuka. No GP da Hungria, obrigou a FIA a exigir explicações de Nico Rosberg, denunciando o companheiro por não ter obedecido bandeira amarela para tomar dele a pole position.  Para culminar, provocou mal-estar durante entrevista ao lado de Nico Rosberg, antes da última corrida, em Abu Dhabi. O jornalista Walter Koster, do jornal alemão “Saarbrucken Zeitung”, lembrou que no início o ano, a equipe trocou cinco mecânicos que trabalhavam com Hamilton, incluindo o principal deles, por outros cinco que trabalhavam com o alemão. A troca foi motivo de reclamação do britânico, que respondeu:
“Esta pergunta é muito boa. Inclusive, gostaria de acrescentar, qual foi a explicação que deram a você?”, perguntou ironicamente a Rosberg.  Não satisfeito com a explicação de riu e completou, prometendo contar “verdades secretas” sobre a história em uma biografia daqui a alguns anos:
“Vocês terão que comprar meu livro daqui a uns dez anos, quando contarei exatamente o que aconteceu. Será uma leitura interessante”, disse, com ar sarcástico.

Na abertura da temporada, o Grande Prêmio da Austrália, Hamilton se classificou na pole, porém teve um mau começo, antes de se recuperar para terminar em segundo atrás de Rosberg. Na segunda corrida, o Grande Prêmio do Bahrein, novamente foi pole, mas na primeira volta colidiu com Valtteri Bottas e terminou em terceiro, atrás de Rosberg e Räikkönen. Na prova seguinte, o Grande Prêmio da China, Hamilton foi punido com a perda de cinco posições, por troca da caixa de câmbio, não marcou tempo na classificação e largou do último lugar do grid. Ele chegou a estar no quinto lugar, mas, depois de quatro paradas, foi ultrapassado por Räikkönen, Ricciardo e Massa, perto do final da corrida, para terminar sétimo. Na quarta corrida da temporada, o Grande Prêmio da Rússia, Hamilton não participou da Q3 e Mercedes trocou seu carro, para que não sofresse nova punição, e ele largou em décimo. Chegou em segundo lugar, atrás de Rosberg, apesar de ter zero de pressão de água nas últimas 16 voltas. Na Espanha, o inglês se classificou na pole, porém, um choque com Rosberg logo na primeira volta, significou que ambos os carros da Mercedes tivessem de deixar a pista imediatamente. Depois de estar 43 pontos atrás de Rosberg, Hamilton começou a baixar a diferença ao vencer em Mônaco e Canadá à frente de Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, respectivamente. Todavia, um acidente na classificação para e um problema de configuração de motor fizeram que ele terminasse em 5º, no GP da Europa, em Baku, e que a diferença voltasse a subir de 9 para 24 pontos. Em 3 de julho, Hamilton ganhou o Grande Prêmio da Áustria, apesar de colisão com Rosberg, na última volta. Em 10 de julho, fez um hat-trick em casa, no Grande Prêmio da Inglaterra, para reduzir a vantagem do companheiro para apenas um ponto. Na corrida seguinte, no GP da Hungria, assumiu a liderança do campeonato e aumentou a diferença para 19 pontos, depois de vencer na Alemanha, onde Rosberg foi o 4º colocado.

Depois das férias de verão, no entanto, a temporada de Hamilton desandou. Terminou em terceiro na Bélgica, após ter largado da 21ª posição, punido com a perda de 60 posições, por troca de elementos motor e abertura da caixa de câmbio. Foi superado por Nico Rosberg na Itália, depois de um mau início da pole position e viu a vantagem cair para só 2 pontos (250 a 248). Obteve apenas o terceiro lugar, atrás de Rosberg e Ricciardo, no Grande Prêmio de Cingapura e perdeu a liderança do campeonato para Rosberg mais uma vez. Ele parecia pronto para recuperar a liderança ao dominar o Grande Prêmio da Malásia, mas seu motor explodiu no meio da corrida, fazendo com que ele abandonasse a pista e perdesse mais terreno para Rosberg, que terminou em 3 º.  No Japão, largou mal, terminou em terceiro, atrás de Rosberg e Max Verstappen, e a desvantagem para Rosberg foi a 33 pontos, praticamente definindo o campeonato. Ele venceu nos EUA e México, porém continuou 19 pontos atrás de Rosberg, que foi segundo nas duas ocasiões. No Brasil, ele dominou uma corrida em pista bastante molhada, porém, com Rosberg novamente terminando em segundo, para ganhar o campeonato, teria que vencer Abu Dhabi e esperar que o alemão terminasse em 4º ou menos. Em Yas Marina, Hamilton assumiu a pole position à frente de Rosberg e visando o título, segurou o companheiro, ignorando ordens da equipe para acelerar, esperando que tanto Sebastian Vettel quanto Max Verstappen ultrapassassem Rosberg para dar-lhe o campeonato. No entanto, Rosberg foi capaz de defender o segundo lugar, para conquistar o título com 385 pontos contra 380 de Hamilton.

Em 2017, já sem Nico Rosberg e com novo companheiro, o finlandês Valtteri Bottas, Lewis Hamilton deu a volta por cima. Depois de ter conquistado os títulos de 2008, 2014 e 2015, tornou-se tetracampeão da Fórmula 1, juntando-se ao francês Alain Prost e ao alemão Sebastian Vettel. Só ficou atrás de Michael Schumacher, que teve 7 títulos, e de Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão
Além do título, o piloto britânico juntou ao seu currículo alguns feitos importantes durante a temporada de 2017. Em 10 de junho, no treino classificatório para GP do Canadá, igualou o recorde de poles de seu ídolo Ayrton Senna, com 65 poles na carreira. Em 26 de agosto, na qualificação para o GP da Bélgica, igualou o recorde de Michael Schumacher, chegando a 68 poles positions. No dia 2 de setembro, no GP da Itália, fez a sua pole de número 69, tornando-se assim o detentor do recorde absoluto de piloto com o maior número de pole positions na história da categoria. No dia 29 de outubro, no GP do México, sagrou-se tetracampeão com duas etapas de antecedência.
Na corrida de abertura do campeonato, na Austrália, Lewis Hamilton conquistou a 6ª pole position no circuito de Melbourne, igualando recorde de Ayrton Senna. Mas o ganhador da corrida foi Sebastian Vettel. Hamilton foi 2º e Bottas, o 3º, no primeiro pódio pela Mercedes.
Na China, Lewis Hamilton voltou a obter a 6ª pole no circuito de Xangai, à frente de Vettel e Bottas. A corrida começou com pista molhada, mas não choveu durante seu desenvolvimento, e Hamilton liderou de ponta a ponta, fazendo também a volta mais rápida.
No Bahrein, se esperava mais um duelo entre Hamilton e Vettel na qualificação, mas quem apareceu foi Valtteri Bottas, que cravou a primeira pole position de sua carreira, após superar o tempo de Hamilton na última tentativa da sessão. Na corrida, as Mercedes foram juntas para o pit stop e Hamilton precisou segurar o ritmo para dar tempo de o time trocar os pneus de Bottas e se reorganizar para receber o britânico. Ao fazer isso, no entanto, acabou atrapalhando Daniel Ricciardo e foi punido com 5s pela direção de prova. A penalização acabou com as chances dele de alcançar Vettel, que terminou a prova quase 7s na frente. Após pagar a punição, Lewis tentou alcançar o rival, mas só conseguiu o segundo lugar, com o companheiro Valtteri Bottas em terceiro.
Na chegada para o GP da Rússia, Vettel tinha uma vantagem de 7 pontos sobre Lewis Hamilton (68 a 61) com Bottas em terceiro e eles mantiveram essa ordem depois da corrida. Lewis Hamilton terminou em 4º.
Na Espanha, Hamilton largou na pole, mas foi superado por Sebastian Vettel na primeira curva. Só que a Mercedes apostou em uma estratégia diferente da rival italiana, o que deu a possibilidade do tricampeão superar o rival. Com pneus mais rápidos, Hamilton conseguiu ultrapassar Vettel no pit na volta 44 e manteve a liderança para vencer a corrida, reduzindo a vantagem do alemão para 6 pontos e aumentando a liderança da Mercedes no Campeonato de Construtores para 8 pontos a mais que a Ferrari.
Em Mônaco, foi a primeira vez que a Mercedes não teve nenhum piloto no pódio, desde o GP da Espanha de 2016, quando Rosberg e Hamilton bateram. Bottas terminou a prova do Principado em 4º e Hamilton, em 7º, depois de ter largado da 13ª posição, por ter prejudicado por Stoffel Vandoorne na qualificação.
No Canadá, Lewis Hamilton não teve sua vitória ameaçada em nenhum momento. Conquistou a 65ª pole position, igualando-se a Ayrton Senna, largou bem e manteve a liderança até a bandeira quadriculada pela 56ª vez na carreira, a sexta em Montreal. Para completar, fez a volta mais rápida. Bottas foi o segundo colocado e a Mercedes manteve a diferença de 8 pontos para a Ferrari (222 a 214), Ao igualar o número de poles de Senna, Hamilton foi presenteado pela família com um capacete que foi do piloto brasileiro.
No Azerbaijão, Lewis Hamilton começou na pole position, mas Daniel Ricciardo, da Red Bull conquistou a quinta vitória na carreira Hamilton liderou grande parte da corrida, com o alemão próximo, e durante período de safety, Vettel acertou a traseira quando o inglês freou tentando abrir distância para o carro de segurança. Irritado, o piloto da Ferrari jogou o carro propositalmente contra o do britânico batendo lateralmente pneu com pneu. Vettel foi punido com um drive through de 10s. Mas o se recuperou e terminou em 4º, com Hamilton, em 5º.
Na Áustria, Bottas foi pole, largou muito bem, e manteve a ponta durante toda a corrida, para registrar a sua segunda vitória do ano. Vettel foi o segundo e Hamilton, 3º.
Na Inglaterra, Lewis Hamilton fez mais que barba, cabelo e bigode. Fez o grande slam: saiu da pole, fez a volta mais rápida, liderou todas as voltas e ganhou a corrida. Com o resultado, diminuiu para apenas um ponto a diferença para Sebastian Vettel. A Mercedes continuou à frente da Ferrari por 50 pontos.
Na Hungria, tentando evitar uma dobradinha da Ferrari, na 47ª das 70 voltas, a Mercedes ordenou que Bottas deixasse Hamilton ultrapassar. Mas a estratégia não funcionou. Hamilton devolveu a posição, Bottas foi terceiro e ele, 4º. A vantagem de Vettel sobre Hamilton subiu para 14 pontos. A diferença da Mercedes para a Ferrari caiu para 39 pontos.
No 200º Grande Prêmio da Bélgica, Hamilton largou da pole position pela 68ª vez na carreira, igualando recorde de Michael Schumacher. Ele fez também a volta mais rápida e venceu com mais de dois segundos desvantagem sobre Vettel, baixando a desvantagem de 14 para 7 pontos (220 a 213).
Na Itália, Hamilton saiu novamente da pole, a 69ª da carreira, venceu a corrida de ponta a ponta e passou à liderança com 3 pontos a mais do que Vettel. Foi a 6ª vitória do inglês em 13 provas no ano e a 4ª da carreira em Monza, empatando com Nelson Piquet.
Em Cingapura, Hamilton largou em 7º, mas ainda na primeira volta assumiu a liderança, beneficiado de múltipla colisão envolvendo Vettel, Verstappen e Raikkonen, com os dois pilotos da Ferrari tendo de deixar a pista. Com a 60ª vitória na carreira e 7ª na temporada, Hamilton aumentou para 28 pontos a vantagem sobre Vettel (263 a 235) e a Mercedes ampliou a vantagem sobre a Ferrari para 102 pontos (475 a 373).
Na Malásia, Hamilton foi o segundo colocado, atrás de Max Verstappen, mas aumentou para 34 pontos a vantagem sobre Sebastian Vettel, que foi apenas o 4° colocado. A Mercedes aumentou para 118 pontos a vantagem sobre a Ferrari (503 a 385).
No Japão, Hamilton foi de novo o pole position e venceu com pouco mais de um segundo à frente de Max Verstappen. Vettel abandonou logo na 4ª volta e viu a diferença para o inglês subir para 59 pontos (306 a 247).
Nos Estados Unidos, Hamilton, que largou da pole, venceu a 9ª corrida na temporada e acumulou 66 pontos de vantagem sobre Vettel, um total que lhe valeria o tetracampeonato mundial caso chegasse entre os dez primeiros do GP do México, na semana seguinte. Com a vitória do inglês e o 5º lugar de Bottas, a Mercedes totalizou 575 pontos e garantiu a conquista do 4º título consecutivo entre as construtoras, pois já não poderia ser alcançada pela Ferrari, com 428.
No México, o vencedor foi Max Verstappen, mas a 9ª colocação bastou para que Lewis Hamilton também faturasse seu 4º título mundial dos pilotos. Depois de largar na terceira posição, o inglês partiu para cima do pole Sebastian Vettel, mas acabou tomando um toque do piloto da Ferrari e sofrendo um furo no pneu que o obrigou a ir ao box, para a troca. Vettel ainda conseguiu fazer uma corrida de recuperação e chegar em 4º, o que foi insuficiente para desfazer a vantagem de 56 pontos de Hamilton.
No Brasil, o tetracampeão Lewis Hamilton, que trocou a caixa de câmbio e peças da unidade de potência, largou da pit lane. Na primeira curva, Vettel ultrapassou Bottas, que terminou em segundo. Hamilton ainda disputou, mas perdeu o terceiro lugar no pódio para Kimi Raikkonen.
Mercedes carimbou a supremacia no campeonato de 2017 com uma dobradinha em Abu Dhabi. Valtteri Bottas saiu da primeira posição do grid e só cedeu a liderança a Hamilton por uma volta, quando fez a sua única troca de pneus. O inglês terminou em segundo, a 3s899 do companheiro.
Lewis Hamilton terminou o campeonato com 8 vitórias, 11 poles, 7 voltas mais rápidas,11 pódios, com o total de 363 pontos nas 21 corridas. Sem nenhum abandono, ele teve também quatro 2ºs lugares; quatro 4ºs; um 5º; um 7º e um 9º lugares.
O piloto da Mercedes juntou-se a Vettel, Alain Prost, Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher como os únicos pilotos que ganharam pelo menos quatro títulos da F1.
Durante grande parte da temporada se anunciou que a Mercedes iria estender o contrato com Hamilton por mais três anos, que venceria no final de 2018. Todavia, isso só aconteceu realmente em julho de 2018.
Depois da conquista do 4º título, Hamilton e firmou como o piloto mais cobiçado pelas grandes marcas e o mais bem pago da categoria principal do automobilismo. Ele era o décimo atleta mais bem remunerado do mundo segundo a revista Forbes, com receita estimada em quase 39 milhões de euros, incluindo 32 milhões em salários e bonificações, e 6,7 milhões em contratos publicitários. Com uma fortuna pessoal estimada em 170 milhões de euros, o piloto da Mercedes é o 838º contribuinte britânico mais rico, segundo o jornal Sunday Times.
Além dos contratos que herdou ao assinar com a escuderia Mercedes (AMG, Petronas, IWC, Epson, Hugo Boss), Hamilton vendia sua imagem para a fabricante americana de equipamentos de som Bose e para o gigante dos cosméticos L’Oreal. Ele também ajudou a projetar dois modelos para a construtora de motos MV Agusta e criou uma bebida energética para a Monster Energy. Para administrar seus negócios, Hamilton montou uma empresa, a Project Forty Four (Projeto 44, número de seu carro na F1)
Próximo de diversas celebridades e acostumado a frequentar desfiles de moda e festas onde não passa despercebido, Hamilton se aventurou no mundo do cinema (“Cars”, “Zoolander 2”) e dos vídeogames (“Call of Duty”). O uso das redes sociais também lhe valeu uma boa renda, graças aos 4,9 milhões de seguidores no Twitter em outubro de 2017, 4 milhões no Facebook e 5 milhões no Instagram.

Ao conquistar, em 2018, seu quinto título de campeão mundial da Fórmula 1, Lewis Hamilton igualou-se ao seu ídolo, Juan Manuel Fangio, e ficou a apenas dois de Michel Schumacher, que tem sete.
Ao contrário dos outros anos em que foi campeão, Hamilton demorou a entrar no ritmo e só na 3ª corrida, no GP do Azerbaijão, conseguiu a sua primeira vitória do ano. No início do campeonato, teve problemas de superaquecimento dos pneus e perder também em potência para a Ferrari, depois que esta fez suas primeiras atualizações.
Só a partir da 8ª etapa, na Itália ele explorou ao máximo os erros de Vettel; as confusões estratégicas da Ferrari a organização e competência tática da Mercedes. O inglês se aproveitou principalmente dos erros de Vettel na França e na Alemanha e depois de Monza emendou mias 3 vitórias consecutivas e mais duas seguidas para encerrar o campeonato.
. Na Austrália, na abertura da temporada, Lewis Hamilton estabeleceu o recorde de sete poles positions em Melbourne, mas o vencedor da corrida foi Sebastian Vettel. O alemão aproveitou a entrada do safety car para ultrapassar Hamilton e manteve a posição até o final. Hamilton foi segundo.
Sebastian Vettel voltou a vencer no Bahrein, depois de resistir pressão de Bottas, que ficou 0s699 atrás. Hamilton terminou em 3º, depois de cumprir penalidade por troca de caixa de câmbio e de um choque com Max Verstappen, na segunda volta.
Na China, Bottas foi o 3º e Hamilton, 4º no grid. Na corrida, Bottas chegou a assumir a liderança, mas foi ultrapassado por Daniel Ricciardo. Hamilton perdeu o terceiro lugar para Kimi Raikkonen, terminando em 4º. Na soma dos pontos, porém, a Mercedes superou a Ferrari e assumiu a liderança por 1 ponto: 85 a 84.
No Azerbaijão, Sebastian Vettel foi pole, mas Hamilton, segundo no grid, conseguiu a sua primeira vitória na temporada e passou à frente do rival por 4 pontos: 70 a 66.
Na Espanha, Hamilton fez a pole, com 1m16s173, novo recorde da pista de Barcelona. Bottas completou a primeira dobradinha da Mercedes no grid. O inglês venceu e aumentou para 17 pontos a diferença para Vettel. Bottas foi segundo e a Mercedes reassumiu a ponta entre as equipes, com 26 pontos a mais do que a Ferrari.
Em Mônaco, o vencedor foi Daniel Ricciardo, com Vettel em segundo, mas Hamilton terminou em terceiro e manteve-se à frente do alemão: 110 a 96.
No Canadá, Lewis Hamilton foi apenas o 5º colocado e cedeu a liderança a Vettel pela diferença de 1 pontos; 121 a 120. Valtteri Bottas, que terminou na segunda colocação, pela 4ª vez na temporada, ajudou a Mercedes a continuar na frente, embora com diferença menor: 206 a 189.
Na França, Hamilton conquistou a pole position e obteve a terceira vitória no campeonato, passando 14 pontos à frente de Vettel, 5º colocado: 145 a 131.
O GP da Áustria, vencido por Max Verstappen, da Red Bull, marcou o primeiro duplo abandono da Mercedes, desde o GP da Espanha de 2016, e de Hamilton, na Malásia, em 2006. Bottas, pole, largou mal, cedeu a posição a Hamilton e na volta 14 teve de deixar a pista por falha da caixa de câmbio. Por erro de estratégia, o inglês não fez o pit stop para aproveitar o safety car, e na sequência, foi ultrapassado por Verstappen e por Vettel e teve que abandonar na volta 62, por problema de pressão. Vettel reassumiu a ponta da classificação, outra vez por 1 ponto: 146 a 145. E a Ferrari também tomou a primeira colocação, por 10 pontos: 247 a 237.
Na Inglaterra, Hamilton largou mal e foi ultrapassado por Vettel e Bottas. Na curva 3, Raikkonen fez contato com Hamilton e o jogou para fora da pista e para a 18ª posição. Mas o inglês fez uma boa corrida de recuperação e terminou em segundo, atrás de Vettel, que aumentou a vantagem para 8 pontos: 171 a 163.
Na Alemanha, Hamilton venceu a corrida, depois de largar da 14ª posição do grid e Bottas completou a dobradinha da Mercedes. O inglês foi repreendido por ter cortado a pista, mas o resultado foi mantido e, assim, ele e a Mercedes recuperaram a liderança. Hamilton, com 188 pontos, contra 171 de Vettel, e a Mercedes com 310 pontos, contra 302, da Ferrari.
Na Hungria, Hamilton saiu da pole e venceu com 17 segundos à frente de Vettel, com Raikkonen em terceiro. Bottas terminou em 4º, depois de um choque com Ricciardo. A vantagem de Hamilton subiu para 24 pontos (231 a 189) e a da Mercedes para 10 pontos (345 a 335).
Na Bélgica, Hamilton largou da pole, mas, ainda na primeira volta, Vettel o ultrapassou na reta e venceu a corrida. Ele ficou em segundo, mas manteve a liderança do campeonato, com 231 pontos, contra 214. A Mercedes livrou diferença de 15 pontos: 375 a 359.
Na Itália, Raikkonen fez a pole mais rápida da história do circuito, à frente de Vettel. Ainda na primeira volta, Vettel e Hamilton se tocaram, o primeiro perdeu várias posições e terminou em 4º. Na volta 45, Hamilton ultrapassou Raikkonen e partiu para a sexta vitória na temporada. Na classificação, Hamilton chegou a 256 pontos, contra 226 de Vettel, e a Mercedes totalizou 415 contra 390 da Ferrari.
Em Cingapura, Hamilton fez a pole com uma volta que considerou “mágica” e a melhor da carreira. Ele venceu com folga e aumentou para 40 pontos (281 a241) a vantagem sobre Vettel, que terminou em 3º, atrás de Verstappen. Bottas foi 4º e a Mercedes somou 425 pontos, contra 415 de Ferrari.
O GP da Rússia foi marcado pela controvérsia causada pelo jogo de equipe da Mercedes. Na volta 26, Valtteri Bottas, que largara na pole, era o segundo colocado, com chances de ganhar a corrida, quando recebeu ordem do chefe da equipe Mercedes, Toto Wolf, para dar passagem a Lewis Hamilton e garantir a vitória do líder do campeonato. O finlandês obedeceu. Deu passagem e Hamilton, que assumiu a liderança com a parada de Max Verstappen na volta 44, cruzou a linha de chegada em primeiro. A decisão de Toto Wolf constrangeu até o próprio Lewis Hamilton. Depois da prova ele tentou escapar da entrevista com o ex-piloto Paul di Resta. No pódio, chamou o companheiro para ficar ao seu lado no lugar mais alto e até tentou trocar os troféus com Bottas. A imagem destacada pela televisão da F1 foi a de Toto Wolf com o dedo no botão que transmitia a ordem a Bottas. Com o resultado, Hamilton totalizou 306 pontos, contra 256 de Vettel. E Mercedes chegou a495, contra 442 da Ferrari.
No Japão, Lewis Hamilton, que era o pole position, venceu de ponta a ponta, e praticamente colocou a mão no título de pentacampeão da Fórmula 1. Ele aumentou para 67 pontos (331 a 264) a vantagem sobre Sebastian Vettel e seria campeão, com 1 quinto lugar e 3 sextos, mesmo que seu único rival vencesse as quatro corridas restantes.
Nos Estados Unidos, Lewis Hamilton, que poderia conquistar nessa prova o pentacampeonato, foi apenas o 3º colocado e não conseguiu estabelecer diferença suficiente para se livrar da concorrência de Sebastian Vettel, 4º colocado. O piloto inglês totalizou 346 pontos, contra 246 do alemão, e a diferença de 70 pontos não bastou para a decisão, pois restando as corridas do México, Brasil e Abu Dhabi, havia 75 pontos em disputa. Kimi Raikkonen venceu a prova e a Ferrari somou 37 pontos, mas ainda ficou 88 pontos atrás da Mercedes: 563 a 497.
No México, Lewis Hamilton terminou no 4º lugar, e com o resultado garantiu o título de campeão de 2018 e de pentacampeão da Fórmula 1. Ele totalizou 358 pontos, e com vantagem de 64, não poderia ser superado pelo rival mais próximo, Sebastian Vettel, nas corridas no Brasil e Abu Dhabi, onde estariam em jogo 50 pontos.
No Brasil, Lewis Hamilton chegou em primeiro lugar e a Mercedes garantiu o 5º título consecutivo das construtoras. A vitória caiu no colo do piloto inglês na 44ª das 71 voltas, quando Max Verstappen, que liderava a corrida desde a largada, foi tocado pelo retardatário Esteban Ocon, da Racing Point, no S do Senna. Com a vitória de Hamilton e a 5ª colocação de Valtteri Bottas, a Mercedes somou 35 pontos e totalizou 620 pontos, contra 553 da Ferrari, que fez apenas 23 pontos. Na classificação dos pilotos, Raikkonen tomou o terceiro lugar de Bottas.
Em Abu Dhabi, Lewis Hamilton conquistou a pole position, confirmou a condição de pentacampeão e favorito e encerrou o campeonato de 2018 da Fórmula 1 com a 73ª vitória da carreira. Ele terminou a temporada com 408 pontos, enquanto o rival mais próximo, Vettel, fez só 320. A Mercedes somou 25 pontos, totalizando 665 pontos, contra 571 da Ferrari. Nesse último GP, Hamilton teve autorização para usar no carro, pela primeira e única vez, o número 1,
No campeonato, Hamilton teve 11 vitórias, 11 poles, 3 voltas mais rápidas e 17 pódios, totalizando 408 pontos. As vitórias foram no Azerbaijão, Espanha, França, Alemanha, Hungria, Itália, Cingapura, Rússia, Japão, Brasil e Abu Dhabi. Nas 21 corridas, o inglês só teve um abandono, na Áustria, e além das 11 vitórias, obteve dois 2º lugares; três 3ºs; dois 4ºs e um 5º lugar.
Ainda no meio da temporada, Hamilton renovou contrato coma Mercedes até 2020, por uma salário anual de 30 milhões de dólares e bônus que podem aumentar a renda dele para 50 milhões de dólares. O piloto foi também contratado como garoto propaganda e embaixador mundial da grife de roupas masculinas Tommy Hilfiger, nova patrocinadora da Ferrari. Esse contrato e outros citados acima, assim como aparições em eventos, podem render, segundo a revista Forbes, mais 9 milhões de dólares anuais.
Depois da conquista do pentacampeonato, como em 2017, Hamilton ficou em primeiro lugar entre os Top 10 da temporada, em votação dos chefes de equipes, promovida pela revista italiana Autosprint. Na festa de galada FIA, recebeu o troféu de Personalidade dono, concedido em votação de jornalistas credenciados na entidade.
Durante o campeonato e depois dele. O piloto inglês manteve o seu discutido estilo de vida, que inclui muitas viagens, badalações com celebridades, uso de roupas extravagantes. Le usa produtos Louis Vuiton, jaquetas Balmain, parcas Givenchi, calças Valentino ou Oliver Spencer, jeans Rag & Bone, Alexander McQueen e Belstaff, óculos Our Legacy, correntes da Acne Studios e chapéu da Undercover.
O piloto tem paixão e é um colecionador de carros. Em deles é o Zonda 760, de motor 7,3 V12, de 760 cv. Produzido pela AMG. Tem também um avião comprado em 2013 por 20 milhões de euros (cerca de R$ 96 milhões na época), com capacidade para 12 passageiros, velocidade de 882km/h
Hamilton gosta de viajar e durante a temporada deu uma demonstração da disposição para as viagens. Saiu de Monza, voou para sua casa em Mônaco, depois foi até Xangai para o lançamento de sua grife de roupas. Voltou para a Europa, onde compareceu em um casamento de amigos na Itália, voou a Nova York, antes de chegar a Cingapura. E com todas essas horas de voo acumuladas, Hamilton fez a pole e venceu a corrida.
Mas o piloto também teve seus contratempos durante o ano. Em novembro, precisou se retratar nas redes sociais, por causa de uma declaração à BBC, dizendo que se sentia estranho ao correr na Índia, um “lugar pobre. “Eu visitei o país e sempre tive momentos incríveis, no entanto, enquanto cresce muito rápido economicamente, também tem muita pobreza. Minha referência foi que o GP de lá deixou os pilotos constrangidos por passarem por pessoas sem casa e depois chegar em uma enorme arena onde o dinheiro não é problema”.
No dia 16 de dezembro, ele se meteu em outra “saia justa” do mesmo tipo. Durante a entrega dos prêmios de Personalidade Esportiva do Ano, da BBC, ao falar da sua trajetória até chegar na F1 e se tornar um pentacampeão mundial, lembrando Stevenage, a cidade onde nasceu, ele disse: “Tem sido uma longa jornada. Corro desde que tinha oito anos e estou muito orgulhoso por estar aqui hoje. Tenho toda a minha família comigo: minha mãe, meu pai, meu irmão, sua namorada, meu tio Terry. Era um sonho para nós, enquanto família, fazer algo diferente, sair da favela (slum), diria assim.”.
A reação nas redes sociais e a revolta da cidade de Stevenage obrigaram o piloto a outra longa retratação:
“Gostaria de tomar um segundo para mandar uma mensagem às pessoas no Reino Unido, principalmente para as pessoas de Stevenage, onde cresci. Um local do qual sou incrivelmente orgulhoso de ter vindo e que amo até hoje. Por favor, se você está se deixando levar por um erro que eu cometi no palco, não se incomode com isso. Jogue fora, é uma negatividade que você não deve segurar. Sou super orgulhoso de onde vim, e espero que vocês saibam que eu represento da melhor forma que eu posso, sempre. Ninguém é perfeito. Eu definitivamente cometo erros com frequência, particularmente quando na frente de uma plateia, tentando encontrar as melhores palavras para expressar a longa jornada que tive na vida. Escolhi as palavras erradas, mas não quis dizer nada com aquilo. Aqueles que me conhecem sabem que eu sempre quero passar amor”. .