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Kimi Raikkonen

Perfil

Nome Kimi-Matias Raikkonen
País Finlândia
Nascimento: 17/10/1979
Local: Espoo
Altura: 1,75
Peso: 62 kg
Residência: Espoo (Finlândia) e Chigwell (Inglaterra)
Estado civil: casado
Web site: www.kimiraikkonen.com

Desempenho

Estréia na F1 2001 – GP da Austrália
Equipes Sauber (2001) McLaren (2002-2006) e Ferrari (2007-2008)
GPs: 266
Títulos 1
Vitórias: 20
Pódios 88
Poles 17
Hat-tricks 2
Pontos: 1.510
Voltas mais rápidas 45

Números da F1

Ano Equipe GPs Vitórias Poles Pódios Voltas Pontos Posição
2017 Ferrari 15  1  1 2  148
2016 Ferrari 21 4 1    186    6º
2015  Ferrari 19  1  2    150    4º
2014

Ferrari

19

55

12º

2013

Lotus

16

1

0

8

2

183

2012

Lotus

20

1

0

7

2

207

2009

Ferrari

17

1

0

5

0

48

2008

Ferrari

18

2

2

9

10

75

2007

Ferrari

17

6

3

12

6

110

2006

McLaren

18

0

3

6

3

65

2005

Lotus

19

7

5

12

10

112

2004

McLaren

18

1

1

4

2

45

2003

McLaren

16

1

2

10

3

91

2002

McLaren

17

0

0

4

1

24

2001

McLaren

17

0

0

0

0

9

10º

Carreira

2013

Lotus – 3º colocado – 167 pontos

2012

Lotus – 3º colocado – 207 pontos

2009

Ferrari – 6º colocado – 48 pontos

2008

Ferrari – 3º colocado – 75 pontos

2007

Corre pela Ferrari – campeão – 110 pontos

2006

Última temporada na McLaren – 5º colocado – 65 pontos

2005

McLaren – vice-campeão, com 112 pontos.

2004

McLaren – 7º lugar, 45 pontos.

2003

McLaren – vice-campeão – 91 pontos

2002

Corre pela McLaren – 6º lugar – 24 pontos

2001

Estréia na F1, pela Sauber – 10º lugar – 9 pontos

2000

Campeão da Fórmula Renault inglesa – Vencedor de 2 de provas do Campeonato Europeu da Fórmula Renault – 1º teste na F1.

1999

Campeão da Formula A de Kart da Finlândia – Campeão de Inverno da Fórmula Renault da Inglaterra

1998

Campeão da Kart Formula A

1997

4º colocado no campeonato nórdico da Kart Fórmula A

1996

4º colocado no campeonato de Kart classe A da Finlândia

1987/1995

Disputa torneios regionais na Finlândia

História

“Era uma vez um menino loirinho, magro, pobre, que acordou de noite com vontade de fazer xixi. Mas, como fazia muito frio no seu país, quase no pólo norte, e o banheiro era fora de casa, ele voltou para a cama. Disse a si mesmo que faria de tudo para um dia dar aos pais uma casa onde ele não precisariam mais se deslocar por 30 metros na neve só para fazer xixi. O tempo passou, o menino cresceu, demonstrou raro talento para pilotar carros de corrida, os pais superaram imensas dificuldades financeiras para realizar o seu sonho, conseguiu vencer, conquistou um título mundial, ficou rico, famoso e hoje ele e a família podem escolher em qual banheiro da sua imponente residência desejam fazer xixi”.

Esse é o texto de abertura de uma bela reportagem do jornalista Livio Oricchio, do jornal O Estado de S. Paulo. E o personagem é um dos maiores pilotos da geração 2.000 da Fórmula 1: Kimi Raikkonen.

De fato, Kimi nasceu e cresceu numa família pobre de Espoo, cidade de pouco mais de 200 mil habitantes do Sul da Finlândia, bem perto do Circulo Polar Ártico. Conforme levantamento de Oricchio, que passou um fim-de-semana lá, Matti (Masa) Raikknonen, pai de Kimi, trabalhou, ao mesmo tempo, como tratorista, taxista e recepcionista de hotel para comprar os karts, desde que começou a correr, em 1986, aos 7 anos. E os sacrifícios da família continuaram pelos anos seguintes, para levantar o dinheiro necessário para que o garoto pudesse realizar seu sonho de ser piloto de corrida.

Até os 16 anos, Kimi Raikkonen participou de competições regionais da Finlândia. Em 1996 a 1999 disputou o campeonato nacional da Formula A de Kart, sendo 4º colocado, em 1996 e 1997, e campeão, em 1998 e 1999.

Ainda em 1999, Kimi foi para a Inglaterra, tentar a sorte nos monopostos, foi aprovado e disputou quatro provas da Fórmula Renault, pela equipe Hollywood Racing. Na primeira terminou em terceiro lugar, mas teve de abandonar as outras três por problemas no carro. Na copa européia da Fórmula Ford, ficou em quinto lugar. Mas antes de terminar o ano, ganhou as quatro provas e foi o campeão de inverno da Fórmula Renault, pela Manor Motorsport.

Em 2000, ainda na Manor, com sete vitórias em dez provas, e pódios em todas elas (além de sete poles e seis voltas mais rápidas), Kimi foi campeão britânico e depois ganhou duas de três provas do campeonato europeu da Fórmula Renault.

Justamente naquele ano, a Renault tinha deixado de premiar o campeão na Inglaterra com um teste na Fórmula 1, como fazia antes. No entanto, o empresário de Kimi, David Robertson, tanto insistiu com a fábrica que ela concordou em promover o teste, desde que ele encontrasse uma equipe disposta a ceder o carro. Robertson conseguiu convencer Peter Sauber a proporcionar esse teste-prêmio, em setembro de 2000.

Impressionado pela rapidez de Kimi, no mesmo dia, o dono da Sauber quis ver um outro teste “pra valer”. E acabou dando ao finlandês uma das vagas na sua equipe, para a temporada de 2001, pois àquela altura, já tinha dispensado Pedro Paulo Diniz e Mika Salo e contratado apenas Nick Heidfeld. E Sauber, com a apoio do campeão do mundo de 1982 e também finlandês, quebrou as resistências da FIA, que a principio recusava-se a conceder a Kimi a super licença, argumentando que sua inexperiência poderia por em risco os outros pilotos. Kimi Raikkonen tornava-se um dos raros pilotos a chegar à Fórmula 1 sem passar pelas F3 e F3000. Três meses depois de pilotar pela primeira vez um Fórmula1, Raikkonen começou a temporada de testes na Sauber, em Jerez de la Frontera e Barcelona.

Na estréia, no GP da Austrália, em Melbourne, no dia 4 de março de 2001, já surpreendeu: saindo na 4ª posição no grid de largada, terminou a corrida na mesma volta do vencedor (Michael Schumacher) em 6º lugar, conquistando o primeiro ponto. Raikkonen não conseguiu terminar sete da 17 corridas da temporada, mas, com mais dois 4ºs e um 5º lugares, foi o 10º colocado e fez 9 pontos, ajudando a Sauber a totalizar 21 pontos (Heidfeld fez 12) e ficar em 4º lugar entre os construtores, seu melhor resultado até então.

O desempenho nessa primeira temporada despertou o interesse da McLaren e a Sauber não pode segurar Kimi Raikkonen, que no campeonato seguinte passou a correr pela equipe inglesa. E o início não poderia ser mais promissor. No GP da Austrália, Kimi saiu na 5ª posição, fez a volta mais rápida e acabou em terceiro lugar. O anuário AutoMotor esporte relata assim sua performance:

“Raikkonen, estreando na McLaren, conseguiu o primeiro pódio de sua carreira. Não foi fácil. No acidente da largada, teve de ir para os boxes, trocar o bico e retirar pedaços de carro que entraram no cockpit, ficando entre suas costas e o banco. Voltou atrás do pelotão e teve de passar muita gente a até chegar perto dos líderes. O finlandês foi dos poucos que não se intimidaram com o desempenho d a Ferrari.”

O acidente a que se refere a publicação aconteceu logo após a largada, quando Ralf Schumacher bateu na traseira da Ferrari de Rubens Barrichello (largou na pole), provocando uma carambolagem que envolveu oito carros.

Apesar de ter completado sete das 17 provas Kimi Raikkonen não decepcionou na primeira temporada pela McLaren. Em várias ocasiões chegou a superar o seu companheiro de equipe, mais experiente, David Coulthard. Das sete provas, terminou seis na zona de pontuação: 2º na França; 3º na Austrália e Alemanha (Nurburgring) e Japão; 4º no Canadá e na Hungria. Só no Brasil acabou no 12º lugar. Com 24 pontos, foi o 6º colocado no campeonato. David Coulthard fez 41 e ficou em 5º. A McLaren foi a terceira entre as equipes, com 65 pontos e 10 pódios.

Em 2003, Kimi Raikkonen mostrou a que veio. Com talento e sangue frio (por isso, e não por ter vindo da gelada Finlândia, foi chamado de “Ice man” [Homem de gelo]), disputou o título com Michael Schumacher até a última corrida.

Na abertura o campeonato, na Austrália, Kimi esteve perto de conquistar a sua primeira vitória na Fórmula. Correndo ainda como carro de 2002, o finlandês estava na 15ª posição do grid, mas, durante a volta de apresentação decidiu ir para os boxes, colocar pneus de pista seca e encher o tanque, para fazer um só pit stop. Largou da pit lane e, na saída, excedeu o limite de velocidade, sendo punido com um drive-through. Teve de cumprir a punição na volta 32, quando estava na liderança, que assumira na 17. Terminou em 3º, atrás de Juan Pablo Montoya (2º) e do companheiro de equipe, David Coulthard.

Não foi nessa, mas na corrida seguinte, em Sepang, veio a esperada primeira vitória. Kimi largou na 7ª posição, mas se aproveitou, primeiro de uma confusão provocada por uma batida de Schumacher em Jarno Trull, e depois da quebra de Coulthard, para assumir a liderança na 14ª volta e não perder mais. Com esse resultado, passou à frente também no campeonato, com 16 pontos.

Até o final do campeonato, Kimi só não completou três corridas, e em todas as outras, embora não tenha vencido, sempre esteve na zona de pontuação. Teve 7 segundos lugares (Brasil, San Marino, Áustria, Mônaco, Hungria, Estados Unidos e Japão); 4 quartos lugares (França e Itália) e um 6º (Canadá). Em Interlagos, Kimi saiu da pista como vencedor, mas, dias depois da corrida, a FIA confirmou um erro na cronometragem e ele teve de repassar o troféu ao italiano Giancarlo Fisichella.

O finlandês esteve na liderança até a 8ª etapa do campeoanto, o GP do Canadá, quando foi superado por Michael Schumacher. Perdeu também a vice-liderança para Montoya, na 12ª etapa, o GP da Alemanha, mas a recuperou na 15ª, nos Estados Unidos, e chegou à ultima corrida, no Japão a nove pontos de Schumacher (92 a 83). O segundo lugar conseguido em Suzuka não foi suficiente para conquistar o título, embora o alemão tenha terminado na oitava colocação. Resultado final: 93 a 91.

O fracasso do MP4-19, com o motor Mercedes FO11OM V10, o novo carro da McLaren, comprometeu o início de temporada de Kimi Raikkonen. Das sete primeiras corridas, só conseguiu completar duas, assim mesmo fora da zona de pontuação.

Na Austrália, saiu já na 9ª; na Malásia parou na 40ª e no Bahrein não passou da 7ª volta, em todas por quebra do motor. Em San Marino, teve de trocar de motor e saiu na última fila do grid e terminou em 8º. Na Espanha conseguiu chegar ao final, na 11ª colocação, mas em Mônaco e Nurburgring voltou a parar, na 27ª e 9ª voltas, respectivamente, de novo por quebra de motor.

Só depois da troca do carro pelo MP4-19b voltou a obter bons resultados, chegando em 5°, no Canadá: em 6º, nos Estados Unidos, e 7º, na França. Mas Kimi só voltou a sorrir em Silverstone, na Inglaterra, onde foi pole e subiu ao pódio pela primeira vez, com o segundo lugar. Na 12ª etapa, na Alemanha, a asa do seu carro saiu voando, depois de uma batida, na 14ª volta, e ele teve de parar. Na corrida seguinte, na Hungria, foi uma pane eletrônica a causa do abandono.

A partir do 14º GP, na Bélgica, quando o título já estava decidido a favor de Michael Schumacher Kimi ressurgiu e passou a freqüentar a zona de pontuação. Já nessa etapa, depois de sair na 10ª posição do grid, reagiu e obteve a primeira vitória do ano, 3 segundos à frente de Shumacher.

Com o terceiro lugar na China; o 6º, no Japão, e o segundo no Brasil, Kimi Raikkonen terminou o campeonato com 45 pontos, na 7ª posição, contra 24 do seu companheiro de equipe, David Coulthard..

Em novembro, depois de terminado o campeonato, Kimi Raikkonen se embriagou e provocou confusão num hotel das Ilhas Canárias e teve de pedir desculpas à imprensa do seu país pelo vexame. Aproveitou  para negar  que estivesse se separando da esposa, Jenni Dahlman, ex-Miss Escandinávia, com quem havia se casado no dia 31 de julho.

Em 2005, Kimi Raikkonen fez um excelente campeonato, superou amplamente seu novo companheiro de equipe, Juan Pablo Montoya, e só não superou o campeão Fernando Alonso por falta de motor. O finlandês não cometeu nenhum erro grave. Ganhou os GPs da Espanha, Mônaco, Canadá, Hungria, Turquia, Bélgica e Japão. Na França (mesmo perdendo 10 posições no grid), China e Brasil foi 2º; no Bahrein e Inglaterra (depois de perder 10 posições e sair em 12º), foi 3º; na Itália, 4º;. Na Austrália, ficou parado no grid e teve de largar dos boxes, mas acabou em 8º; na Malásia, com problemas no controle de pressão, terminou em 9º; em Nurburgring, em 11º. Não terminou as provas de San Marino, Estados Unidos e da Alemanha. Foi vice-campeão, com 112 pontos, contra 133 do espanhol, que se tornava o piloto mais jovem a obter o título de campeão.

Raikkonen começou a temporada de 2006 compreensivelmente abalado psicologicamente pelos boatos sobre a sua contratação pela Ferrari. Isso e a fragilidade do carro da McLaren impediram que repetisse o desempenho do ano anterior. O finlandês não ganhou nenhum Grande Prêmio durante todo ano e os únicos consolos foram terminar o campeonato à frente do companheiro de equipe, Juan Pablo Montoya, e, mais importante, ter confirmada a contratação pela Ferrari.

O início do campeonato até que foi animador. Embora tenha largado na última posição, por quebra na classificação, Kimi foi ao pódio, no Bahrein, com a terceira colocação.

A partir daí, os bons e maus resultados se alternaram. Em Sepang, saiu logo primeira volta, atingido por trás por Christian Klien. Na Austrália, mesmo depois de uma “fritada” de pneus, chegou em segundo, a 1s829 de Fernando Alonso. No GP de Sana Marino, em Ímola, saiu em 8º e chegou em 5º; em Nurburgring, saiu em 5º e chegou em 4º; em Barcelona, largou em 9º e chegou em 5º; em Mônaco, foi 3º no grid, mas uma ameaça de incêndio no carro o obrigou a parar faltando 28,quando perseguia o líder Fernando Alonso. Em Silverstone, Kimi perdeu o segundo lugar, para Schumacher, na segunda parada geral, mas ainda conseguiu segurar o terceiro lugar e um novo pódio.A posição se repetiu no Canadá, onde também tinha largado na 3ª posição do grid, por causa de dois pit stops que o impediram de disputar o primeiro lugar com Fernando Alonso e provocaram a ultrapassagem de Michael Schumacher.

Nos Estados Unidos, o finlandês foi mal na classificação, largando em 9º, e não chegou a completar a primeira volta, acertado por trás pelo companheiro Montoya e provocando um acidente que envolveu mais seis carros.

Em Magny Cours, na França, Kimi largou 6º e terminou em 5º; em Hockenhein, na Alemanha, foi pole e acabou em terceiro, atrás de Schumacher e Felipe Massa, depois de três paradas nos boxes; em Hungaroring, na Hungria, outra vez saiu na pole, mas, acertado por trás por Vitantonio Liuzzi, teve de abandonar na 25ª volta; em Istambul, de novo envolvido num acidente, Kimi Raikkonen, que havia largado em 7º, saiu da prova já na primeira volta..

A noticia que Raikkonen e toda Fórmula 1 esperavam veio no dia 10 de setembro, em Monza. Depois que Michael Schumacher anunciou a sua retirada das pistas no final da temporada, a Ferrari divulgou comunicado informando que a sua dupla de pilotos para 2007 seria Felipe Massa-Kimi Raikkonen. Foi o clímax de uma jornada feliz do finlandês, que tinha largado na pole e, com o segundo lugar, subiu ao pódio ao lado de Schumacher, o vencedor, e Robert Kubica. Nas três últimas corridas, Raikkonen parou na 16ª volta da China, e foi o 5º colocado no Japão e no Brasil. Terminou o campeonato em 5º lugar, com 65 pontos.

Kimi Raikkonen fez sua estréia na Ferrari com a pole position e uma vitória fácil na Austrália. Na Malásia, com um motor não confiável, fez uma corrida cautelosa e garantiu o terceiro lugar de onde dera a largada, atrás de Fernando Alonso e Lewis Hamilton. No Bahrein, de novo, Kimi largou e chegou em terceiro, então tendo à frente Felipe Massa e Lewis Hamilton. A essa altura, a Fórmula 1 viveu um fato inédito: três pilotos empatados na liderança, com 22 pontos: Kimi, Lewis e Fernando Alonso.

Na Espanha, em Barcelona, ressurgiram os problemas e Kimi teve de abandonar a prova já na 9ª volta, por problemas eletrônicos. Massa ganhou a segunda corrida seguida, mas a liderança passou a ser ocupada só por Lewis, que, outra vez ficou em segundo. Em Mônaco, mais uma etapa infeliz: o finlandês bateu no treino de classificação e teve de largar na 16ª posição, sem tempo. Chegou em 8º e caiu para a 4ª colocação no campeonato, a 15 pontos do líder Lewis (23 a 38).6 (23 a 38). No Canadá, nova decepção. Conseguiu apenas o 5º lugar e ficou ainda mais longe (27 a 48) do líder Lewis, que completou uma série de seis pódios em seis corridas.

A saga de Raikkonen continuou em Indianápolis (4º) e em Nurburgring, no GP da Europa, que teve de abandonar depois de 34 voltas. Mas a sorte começou a mudar na Hungria, quando voltou ao pódio, com o segundo lugar, a meros 715 milésimos atrás de Lewis Hamilton (sempre ele). E, Istambul repetiu a dose, com a vantagem de ficar à frente de Lewis, o 5º colocado. Em Monza, ficou em terceiro, mas pulou para a terceira colocação do campeonato e diminuiu um pouco a diferença em relação a Hamilton, segundo colocado (74 a 92).

As esperanças de ainda lutar pelo título cresceram na Bélgica, onde a Ferrari fez dobradinha, com Kimi em primeiro e Massa, em segundo, baixando a vantagem de Hamilton para 13 pontos (84 a 97). No Japão, uma ducha fria: Lewis venceu, Kimi ficou em terceiro e a diferença subiu para 17 pontos (90 a 107).

Na China, o campeonato chegou ao clímax. Lewis pagou pela inexperiência, cometeu um erro primário: saiu da pista e atolou na brita, quando ia para o segundo pit stop, e perdeu a oportunidade de se tornar, por antecipação, o mais jovem campeão da Fórmula 1. Raikkonen, com a quinta vitória na temporada e, agora, com apenas sete pontos de desvantagem (100 a 107) renovou as chances, embora remotas, de chegar ao título.

E no GP do Brasil, em Interlagos, no dia 21 de outubro de 2007, aconteceu o que, um mês antes era impensável. Depois de se revezar na liderança da corrida o tempo inteiro com Fernando Alonso e Lewis Hamilton, Kimi tomou a dianteira na 50ª volta e comandou a prova até a bandeirada, com Hamilton, que precisava só do 5º lugar, chegando em 7º. Kimi Raikkonen foi campeão por apenas um ponto (110 a 109) e comemorou o título timidamente, como um autentico “Homem de gelo”.

Segundo Reginaldo Leme, em editorial do “AutoMotor esporte”, a ‘inacreditável decisão de Interlagos acabou com a fama de pé-frio de Kimi Raikkonen”. Ele se referia a vitória no GP do Brasil, que deu ao piloto finlandês o título de campeão, com um ponto de vantagem sobre o então líder e favorito absoluto, o jovem estreante e sensação da temporada, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren. Reginaldo acrescenta: “Kimi comeu o título pelas beiradas. Trabalhou em silêncio e não se envolveu em confusões (…) E na última prova, levou a taça. Sem fazer alarde (…) com discrição e competência”.

Apesar do mau resultado na estréia pela Ferrari, no primeiro Grande Prêmio da temporada, na Austrália, as quatro corridas seguintes deixaram a impressão de que Kimi Raikkonen iria ter, em 2008, um desempenho ainda melhor do que no ano anterior e confirmar o seu status de campeão. Impressão apenas. Depois disso, só foi ao pódio duas vezes em 11 corridas e a recuperação nos últimos três GPs não foi suficiente para levá-lo à disputa do título.

Na Austrália, Kimi não completou a prova, por quebra de motor, e só conseguiu a oitava colocação porque só sete carros receberam a bandeirada final; Rubens Barrichello foi desclassificado do 6º lugar e, dos pilotos restantes, só ele conseguiu completar 90% do percurso.

Na Malásia, superados os problemas mecânicos, Raikkonen largou na segunda posição, atrás de Felipe Massa, mas logo ultrapassou o companheiro de equipe e obteve uma vitória tranqüila, com 46 segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton.

No Barhein, o finlandês saiu na quarta posição, mas chegou em segundo, a 3,3 segundos de Felipe Massa. Hamilton foi 13º.

Em Barcelona, na Espanha, Kimi fez o chamado “hat triick” (barba, cabelo e bigode). Depois de, no último segundo, roubar a pole position de Fernando Alonso, fez a volta mais rápida e ganhou a corrida, com diferença de 3,3 segundos de Felipe Massa.

Na Turquia, o finlandês saiu na quarta posição, largou mal, mas conseguiu chegar em terceiro, com a volta mais rápida da corrida, 1min26seg506.

A partir daí, Kimi Raikkonen entrou numa fase negativa, com o 9º lugar em Mônaco; o 18º no Canadá; uma recuperação, com o 2º na França; 4º, Inglaterra; 6º na Alemanha e 3º, na Hungria. Em Mônaco, ele bateu, foi para os boxes e conseguiu terminar a prova, mas perdeu a liderança do campeonato. Na França, conquistou a 200ª pole da Ferrari.

Mas um verdadeiro inferno astral, Raikkonen viveu de Valência, na Espanha, no GP da Europa, a Singapura.

Em Valência, Kimi era 5º colocado quando, no segundo pit stop, saiu antes do sinal da equipe e derrubou o mecânico que fazia o reabastecimento. Na volta seguinte, o seu motor estourou e ele teve de abandonar a prova, ficando no 18º lugar.

Na Bélgica, na penúltima volta, depois de disputar a liderança com Lewis Hamilton, Raikkonen rodou, saiu da pista, bateu e teve de abandonar, voltando a ficar em 18°. Em Monza, na Itália, o resultado não foi muito melhor. Kimi completou a corrida, mas não chegou à zona de pontuação. Terminou em 9º.

Em Cingapura, na primeira corrida noturna da Fórmula 1, Kimi Raikkonen ficou em terceiro no grid e parecia que, finalmente, iria sair da fase negativa. Porém, não foi o que aconteceu. Ele bateu o carro a cinco voltas do final, quando era 5º colocado, e amargou uma 15ª colocação, saindo definitivamente da briga pelo título. Os três terceiros lugares nas três últimas provas, no Japão, China e Brasil, só garantiram a terceira colocação na classificação final do campeonato, com 75 pontos, contra 98 de Hamilton e 97 de Felipe Massa.

Perto do fim do campeonato de 2009, a Ferrari anunciou que Kimi Raikkonen deixaria a equipe, embora tivesse contrato para 2010, e que seria substituído por Fernando Alonso. No dia 17 de novembro, o empresário do piloto, Steve Robertson, sem explicar os motivos, confirmou que ele não correria por nenhuma equipe na temporada seguinte, e no dia 4 de dezembro foi anunciado que Raikkonen disputaria o Campeonato Mundial de Rali, pela equipe Red Bull-Citroen J-WRC. (Campeonato Mundial de Rali – categoria Júnior).

Mas mesmo fora da categoria principal do automobilismo, Kimi Raikkonen não precisaria mais “ir lá fora” para fazer xixi. A primeira coisa que fez com os primeiros dólares ganhos na Fórmula 1, foi comprar um terreno e fazer para os pais uma nova casa, onde eles podem escolher o banheiro que quiserem usar.

No campeonato de rali de 2010, tendo como copiloto Jak Lindstrom, Raikkonen participou de 12 das 13 provas do calendário, ficando de fora apenas na Nova Zelândia. No dia 3 de abril ele marcou seus primeiros pontos, chegando em 8º no rali da Jordânia e igualou feito de Carlos Reutemann, até então o único piloto a pontuar na F1 e no Campeonato Mundial de Rali. Na corrida seguinte, na Turquia, conseguiu o seu melhor resultado até então, o 5º lugar, a 6m43s300 do vencedor, Sébastian Loeb.  No dia 18 de setembro, Raikkonen conquistou sua primeira vitória na nova categoria, vencendo a seis etapas da prova em asfalto de Vosgien, na França. Durante a temporada de 2010, houve rumores de que Raikkonen voltaria à F1 pela Renault, mas ele desmentiu e acusou a equipe de usar o seu nome para fazer marketing. Em 2011, continuou a disputar o mundial de rali, com sua própria equipe, a Ice 1 Racing, e foi o 10º colocado, com 34 pontos, depois de se ausentar das três últimas provas, para poupar o carro. Nesse ano, Raikkonen correu também na NASCAR, em carros Toyota, pela Kyle Busch Motorsport.

Estreou no dia 20 de maio, correndo A Camping World Truck, em Charlotte; saiu em 31º e foi o 15º. Uma semana depois, pela Nationwide Séries, divertiu a equipe, com suas reclamações pelo rádio. Primeiro, reclamou do calor: “Não entendo como esse carro pode ser tão quente. Minha bunda está assando, aqui”. Em seguida, discutiu porque não lhe deram a garrafa d’água, que pediu; disse o equivalente a “Cadê essa porra? É inacreditável!”. Depois, voltou a reclamar do carro: ‘Você vê como é ruim essa porra? Não posso nem virar na curva”. E insistiu: “Lembre, eu preciso de água”. E continuou reclamando: “Preciso de água pra beber. Dá a minha garrafa d’água”. “Esse carro é uma merda, eu não posso virar, é frustrante. Eu não posso virar essa porra de carro”. Ele só teria parado de reclamar quando foi advertido de que, pelo rádio, não poderia falar de outros assuntos se não os referentes à corrida. Tendo largado na 43ª posição, Raikkonen chegou em 27º, o que foi considerado um bom resultado. Essas foram as duas únicas experiências do “homem de gelo” na NASCAR. E ele parece não dar importância a elas, pois não constam do seu perfil no site oficial nem do blog das suas fãs brasileiras.

Em setembro de 2011, uma semana antes do GP de Cingapura, depois de uma visita dele à sede da equipe em Grove, várias fontes anunciaram a volta de Kimi Raikkonen à F1, para correr pela Williams na temporada de 2012. Todavia, só a 29 de novembro a volta foi confirmada, mas pela Lotus, com quem mantinha contato desde 2010, e com a qual o finlandês assinou um contrato de dois anos. No dia 23 de janeiro de 2012, Raikkonen fez testes privados com o Renault R30 e, no dia 7 de fevereiro, pilotou o E20, nos testes oficiais em Jerez de La Frontera, sendo o mais rápido da sessão. No último dos três dias de testes voltou a cravar o melhor tempo.

Na reestreia na F1, no GP da Austrália, no dia 18 de março de 2012, Kimi Raikkonen errou na volta lançada e não passou da Q1, ocupando a 17ª posição no grid. Na corrida, porém, fez uma ótima largada, pulando para o 12º lugar, depois passou a 10º e, na última volta, subiu mais três posições; chegou em 7º, garantindo os primeiros seis pontos para a Lotus. Na Malásia, foi o 5º na Q3, mas por ter trocado a caixa de câmbio após a segunda sessão de treinos livres, perdeu 5 posições, largou em 10ª e só não foi além do 5º lugar devido a inexperiência com os pneus Pirelli para pista molhada. Na China, voltou a ser vítima dos pneus. Fez uma excelente etapa de classificação; largou em 5º; fazia uma boa corrida e estava em 2º, perto de chegar ao pódio, quando, devido à degradação dos pneus, caiu 10 posições em 2 voltas, terminando em 14º. Uma semana depois, no Bahrein, ele se recuperou do choque. Mesmo tendo largado na 11ª posição, com outra ótima largada e uma corrida irrepreensível, cruzou a linha de chegada em 2º, a exatos 3s333 do vencedor, Sebastian Vettel. Foi o primeiro pódio na nova fase da carreira e também o primeiro desde o GP da Itália de 2009, quando corria pela Ferrari. Na Espanha, Raikkonen ganhou uma posição no grid, largando em 4º, beneficiado por punição a Lewis Hamilton, e novamente com grande atuação terminou em 3º. Com esse segundo pódio, totalizou 49 pontos e saltou para o 4º lugar na classificação geral, 12 pontos atrás do líder Sebastian Vettel. Em Mônaco, Kimi chamou a atenção com uma réplica do capacete de James Hunt e a inscrição “The Iceman”, mas ele explicou que era apenas uma lembrança das corridas daquela época e um bonito desenho, “nada mais do que isso”.  Não se deu bem, de novo, com a chuva que caiu no final da corrida e acabou em 9º, após largar em 8º.  No Canadá, apesar de problema com o KERS, ainda conseguiu chegar em 8º, depois e largar da 12ª posição.  Em Valência, no GP da Europa, depois de ganhar posições com a quebra do alternador de Sebastian Vettel e Romain Grosjean, Kimi teve paciência para esperar o desgaste dos pneus de Lewis Hamilton e ultrapassar o inglês a duas voltas do final, faturando o 2º lugar, a 6s421 de Fernando Alonso, o vencedor.  Na Inglaterra, o único destaque de Kimi, que largou em 6º e chegou em 5º, foi cravar a volta mais rápida, com 1m34s661, a duas voltas do final. Na Alemanha, iniciou uma série de três pódios consecutivos. Na pista molhada da Q3 do circuito de Hockenheim, classificou-se em 10º lugar, porém, na pista seca do dia seguinte chegou em 4º e acabou ganhando no colo o 3º lugar, com punição a Sebastian Vettel, que, por ultrapassagem irregular sobre Jenson Button, teve acréscimo de 20 segundos no seu tempo e caiu do 2º para o 6º lugar. Na Hungria, Raikkonen classificou-se em 5º, perdeu a posição na largada para Fernando Alonso, por causa da falha no KERS, passou pelo espanhol na primeira bateria de paradas e assumiu a liderança na 20ª volta. Na 30ª volta, recuperou o sistema; ganhou terreno e, depois da segunda bateria, ultrapassou Button e Vettel, voltou a ocupar a liderança entre as voltas 41 e 45. Não conseguiu, porém, segurar Lewis Hamilton e chegou em segundo, a 1s032. Na Bélgica, por causa das condições do tempo, a Lotus adiou o uso do discutido DRD (Drag Redction Device), sistema de redução de arrasto, mas mesmo assim Raikkonen foi 3º na classificação e terminou na mesma posição, atrás de Jenson Button e Sebastian Vettel. O piloto finlandês chegou ao GP da Itália no 3º lugar entre os pilotos, a 38 pontos de Sebastian Vettel, e a apenas 1 de Lewis Hamilton (142), porém, partir daí não teve condições de brigar pelo título. A falta de desenvolvimento do carro impedia que ele pudesse almejar mais do que um 5º lugar. Assim, em Monza foi 5º, em Cingapura e Japão, 6º, na Coreia, 5º. Na Coreia, a introdução do sistema de exaustão estilo Coanda e outras pequenas atualizações do E20 deram novas esperanças à equipe. Na corrida seguinte, na India, o efeito do desenvolvimento ainda não se fez sentir e, por falta de velocidade nas retas, saiu e chegou em 7º.  Em Abu Dhabi, de contrato com a Lotus renovado, Kimi Raikkonen proporcionou, talvez, a maior surpresa da temporada. Largou em 4º; assumiu o 2º lugar, passando por Pastor Maldonado e Mark Webber; ganhou a liderança com a quebra do motor de Lewis Hamilton e conteve o ataque de Fernando Alonso para conquistar a primeira vitória, depois da volta à F1, e a 19ª da carreira. Em Austin, nos Estados Unidos, ganhou uma posição no grid, passando de 5º para 4º, graças a punição imposta a Romain Grosjean, mas foi ultrapassado por Fernando Alonso, Felipe Massa e Jenson Button, que tinham largado depois dele e terminou em 6º.  No Brasil, uma cena digna de filme de pastelão arruinou a corrida de Raikkonen. Na volta 52, cometeu um erro, saiu da pista e tentou voltar sem passar pela grama. Mas o caminho escolhido estava bloqueado e ele foi forçado a recuar, perdendo várias posições, até para os carros da Caterham e Marussia. Conseguiu se recuperar depois e, graças ao abandono de Lewis Hamilton, teve como consolação o 10º lugar. Com 207 pontos, foi o terceiro colocado entre os pilotos, atrás de Sebastian Vettel (281) e Fernando Alonso (278). A sua equipe ficou em 4º, com 303 pontos, contra 460 da Red Bull, 400 da Ferrari e 378 da McLaren.

No dia 29 de outubro, depois de muitas especulações de que Raikkonen teria várias opções e até poderia passar a outras categorias dos esportes a motor, a Lotus anunciou renovação do contrato dele para 2013. Em 3 de dezembro, a revista francesa Toile F1 publicou o resultado de uma pesquisa que o apontou como o melhor piloto do ano, à frente de Fernando Alonso.

O início da nova temporada não poderia ter sido mais promissor para Kimi Raikkonen. Na Austrália, mesmo tendo partido da 7ª posição do grid, administrou bem os pneus e, com estratégia de apenas duas paradas (e não três, como a maioria), fez a volta mais rápida, na 52ª, e conquistou o seu 20º triunfo na Fórmula 1; o segundo depois da volta à categoria. Na Malásia, foi 7º na Q3, mas, punido por bloquear Nico Rosberg, perdeu 3 posições: largou em 10º; teve o carro levemente danificado na largada; foi prejudicado pela chuva e, mesmo só com duas paradas, não foi além do 7º lugar.

Na China, foi 2º no grid; perdeu duas posições na largada; num choque com Sergio Perez teve a asa dianteira danificada, mas foi com ela até o fim e cruzou a linha em 2º, a 10s168 de Fernando Alonso. No Bahrein, Kimi voltou a ser beneficiado e ganhou uma posição, devido a punição imposta a Lewis Hamilton. Largou em 8º, fez a primeira troca de pneus só na volta 16 e foi um dos últimos a fazer a segunda parada, após fazer uma arriscada ultrapassagem por Paul di Resta, que disputava com ele o 2º lugar. Foi a 21ª corrida seguida na zona de pontuação de Kimi Raikkonen e ele formou, com Sebastian Vettel, o vencedor, e o companheiro Romain Grosjean, 3º colocado, pódio igual ao do ano passado no mesmo circuito. Com os 18 pontos, o finlandês manteve-se na segunda colocação entre os pilotos, com 67 pontos contra 77 de Sebastian Vettel. Na Espanha, com apenas três paradas, contra quatro dos adversários mais diretos (Alonso, Vettel e Massa), o finlandês só não teve melhor sorte por causa do carro, visivelmente menos veloz que o de Alonso. Na terceira parada das Ferrari, assumiu a ponta, foi ultrapassado por Alonso na 39ª volta, mas conseguiu ficar à frente de Massa, depois de sua terceira parda, na volta 46.

Com o 2º lugar, reduziu para apenas 4 pontos a desvantagem para Sebastian Vettel (89 a 85). Em Mônaco, Raikkonen saiu em 5º, mas ao tentar uma agressiva ultrapassagem sobre Sergio Pérez teve um pneu furado e saiu da zona de pontuação até que, na última volta, numa tentativa arriscada, passou por Esteban Gutierrez, Valtteri Bottas e Nico Hulkenberg, para ganhar o 10º lugar. No Canadá, uma confusa troca de pneus o fez perder tempo e ma última volta foi ultrapassado por Felipe Massa. O desfecho, todavia, não foi de todo mau para o finlandês, que, com o 9º lugar, completou 24 provas consecutivas na zona de pontuação e igualou recorde de Michael Schumacher, estabelecido em 2001 e 2002.  Na classificação geral, porém, foi ultrapassado por Fernando Alonso, que assumiu a segunda colocação (96 a 88). Na Inglaterra, afinal, Raikkonen quebrou o recorde de Michael Schumacher, ao chegar no 5º lugar e completar 25 corridas consecutivas na zona de pontuação. Saiu em 8º, chegou a lutar pelo 2º lugar, mas por retardar a troca os pneus, foi ultrapassado por Mark Webber e Fernando Alonso e acabou na 5ª colocação. Na Alemanha, Raikkonen começou a explorar as temperaturas que favoreciam a administração dos pneus e fatura o primeiro de dois pódios seguidos. Na volta da segunda troca de pneus, na volta 49, ele estava atrás de Vettel e Grosjean, quando o companheiro de equipe recebeu instrução para deixá-lo passar. Raikkonen assumiu o 2º lugar, tentou chegar a Vettel, mas não conseguiu e cruzou a linha a 1s008 do piloto alemão.

Na Hungria, explorou ao máximo o carro, porém, só conseguiu a 6ª posição no grid.  Com só duas paradas, contra três dos rivais mais diretos, e apesar de uma corrida consistente, não conseguiu alcançar o líder Lewis Hamilton, mas fez o suficiente para ultrapassar Sebastian Vettel e conquistar o 2º lugar. Com o resultado, passou Fernando Alonso e assumiu a vice-liderança entre os pilotos, com um ponto de vantagem sobre o espanhol (134 a 133) e a 38 do líder Sebastian Vettel (172). Na Bélgica, pela primeira vez, desde o GP da Alemanha de 2009, Kimi Raikkonen não completou uma corrida e pôs fim à série de 27 GPs na zona de pontuação. O abandono também tirou dele a chance de igualar o recorde de 41 corridas completadas, de Nick Heidfeld; ele estava com 38. Kimi foi o 8º no grid e tinha ganhado algumas posições na corrida, quando, na volta 25, um problema nos freios o obrigou a deixar a pista. A desistência custou também a colocação na classificação geral, na qual foi superado por Lewis Hamilton e caiu para o 4º lugar (139 a 134). Na Itália, na Variante do Rettifilo, o finlandês teve de colocar as rodas esquerdas na grama para evitar Sérgio Pérez, mas, na volta, bateu na traseira do mexicano e danificou a asa dianteira. Teve de parar no final da primeira volta para trocar a asa e ainda tentou chegar pelo menos em 10º, porém Jenson Button não permitiu. Na semana entre as corridas da Itália e Cingapura, foi anunciada a transferência de Raikkonen para a Ferrari, em 2014, em substituição a Felipe Massa. Foi noticiado também, que a Lotus não estava pagando os salários do piloto e essa seria uma das razões da sua saída. A dívida de 10 milhões e euros não teria sido liquidada até dezembro de 2013.

Em Cingapura, Raikkonen queixou-se de dores nas costas, durante os treinos livres e na etapa de classificação não passou da 13ª posição. Na corrida, porém, logo passou por Esteban Gutierrez e Daniel Ricciardo, que tinham largado entre os Top 10 e, depois, parou mais cedo e aproveitou para passar por Nico Hulkenberg, Sergio Pérez e Jenson Button. Beneficiado pela entrada do safety car, alcançou os líderes e tentou, mas não conseguiu passar por Fernando Alonso. Cruzou a linha de chegada em 3º, a 11s293 do espanhol e a 43s920 do vencedor, Sebastian Vettel. Na Coreia, como na corrida anterior, Raikkonen teve um mau desempenho na etapa de classificação, sendo o 10º no grid, mas recuperou-se no dia seguinte para chegar em 2º, após passar pelo companheiro Romain Grosjean. Embora tenha voltado ao terceiro lugar, com vantagem de 6 pontos sobre Lewis Hamilton (167 a 161), o piloto finlandês ficou praticamente fora da disputa pelos dois primeiros lugares, ocupados por Sebastian Vettel (272) e Fernando Alonso (195). No Japão, pela quarta vez na temporada (antes foi na Malásia, Bahrein e Canadá), Kimi Raikkonen foi superado pelo companheiro Romain Grosjean, que chegou em 3º, enquanto ele foi o 5º colocado. Mas ainda assim ele destacou a melhora de rendimento do carro como fator fundamental do resultado. Na 9ª posição, patinou na largada, perdeu posições, chegou a sair dos top-10. Com a estratégia de uma só parada, recuperou-se e nas últimas voltas e alcançou o quinto lugar ao ultrapassar o alemão Nico Hulkenberg.

Na India, dificuldades com os freios superaquecidos nas primeiras 20 voltas e pneus desgastados no final comprometeram a corrida de Raikkonen que chegou em 7º, depois de ter largado da 6ª posição do grid. Ao faltarem 14 voltas, com os pneus desgastados, Kimi estava à frente de Grosjean, bem mais rápido, recebeu ordem da equipe para abrir passagem, mas demorou a obedecer. O papo de baixo nível entre o piloto e o diretor de operações Alan Permane, foi uma clara indicação da crise de relacionamento na Lotus. “Saia da porra do caminho!”, gritou Pemane. “Não grite comigo, no meio de uma porra de uma curva rápida, caralho”, respondeu o piloto, que emendou outros palavrões e palavras que não puderam ser entendidas.

Depois de anunciar que não iria correr os dois últimos GPs da temporada, nos Estados Unidos e Brasil, para se submeter a uma operação nas costas, Kimi Raikkonen fez em Abu Dhabi a sua última corrida pela Lotus. E a despedida começou mal. No sábado foi 5º colocado na etapa e classificação, porém uma irregularidade no defletor do assoalho do E21 o fez largar da 22ª e ultima posição. E terminou pior ainda. Na primeira curva da primeira volta, ele se chocou com Giedo van der Garde, quebrou a suspensão dianteira direita e teve de abandonar a pista. Foi a primeira vez que ele abandonava uma corrida na primeira volta, desde o GP dos Estados Unidos de 2006.

Com os 183 pontos acumulados em 15 corridas (2 ele não completou e em 2 não largou), Kimi Raikkonen foi o 5º colocado entre os pilotos. Venceu o GP da Austrália e os demais resultados foram estes: Malásia, 17º, China, 5º, Bahrein,10º, Espanha, 8º, Mônaco, 6º, Canadá, 12º, Inglaterra, 13º, Alemanha, 6º, Hungria, 7º, Bélgica, 6º, Itália, 10º, Coreia, 2º, Japão, 5º, India, 7º. Ao seu cartel foi incluído também o recorde de 25 finais consecutivos na zona de pontuação.

O bom desempenho reavivou o interesse da Ferrari e no dia 11 de setembro de 2013, a escuderia italiana anunciou a volta do piloto que, em 2007 lhe havia dado o último título de campeão. O “finlandês voador” ou o “homem de gelo”, como é chamado, assinou contrato de dois anos, para ocupar a vaga deixada com a demissão de Felipe Massa e passou a formar dupla com Fernando Alonso, que o substituira em 2010.

Com um carro construído sob os novos regulamentos para a unidade de potência V6 hibrida que foi um fracasso, Raikkonen teve uma primeira temporada na nova equipe cheia de problemas. Na primeira metade da temporada, principalmente, teve muitas dificuldades e embora depois do GP da Hungria tenha terminado na zona de pontuação em 7 das 9 corridas, com 55 pontos, acabou na 12ª colocação entre os pilotos, bem longe do companheiro Alonso, o 6º colocado, com 161 pontos.  Pela primeira vez na carreira, desde calouro, Raikkonen não subiu nenhuma vez ao pódio durante toda a temporada.

Na abertura do campeonato, na Austrália, depois de se chocar na largada com Kamui Kobayashi e Felipe Massa, tirando os dois da corrida, e apesar de problemas elétricos no carro, Raikkonen terminou na 7ª colocação. Na Malásia, largando da 6ª posição, ele teve um pneu furado por Kevin Magnussen e, numa péssima corrida, acabou em 12º. No Bahrein, de novo largando numa boa 5ª posição, voltou a sofrer as consequências da falta de potência do motor da Ferrari e chegou em 10º. Na China, a largada, da 11ª posição, foi boa, ele ganhou duas posições, mas depois enfrentou falta de desempenho do carro e de aderência dianteira ou traseira. No último stint, com pneus novos, o carro ficou melhor, mas, quando eles se desgastaram, a situação se complicou novamente. Raikkonen conseguiu o 8º lugar, bem longe do companheiro Fernando Alonso, 3º colocado. Na Espanha, com modificações no carro, para aumentar a aderência, o finlandês conseguiu segurar Alonso por várias voltas na disputa pelo 6º lugar, mas a duas voltas do final (na 64) foi obrigado a dar passagem ao companheiro e terminou em 7º. Em Mônaco, Raikkonen largou em 4º, mas numa carreira desastrada e desastrosa, chegou em 12º. Primeiro, teve um pneu furado por Max Chilton, na Mirabeau, e caiu para as últimas posições. Depois, saiu da pista, conseguiu evitar a barreira, mas teve de fazer uma terceira parada, para trocar a asa dianteira. No Canadá, ele não foi capaz de encontrar um ritmo de corrida e só conseguiu cruzar a linha na mesma 10ª posição em que tinha largado graças a um acidente envolvendo Felipe Massa e Sergio Perez, na última volta. Na Áustria, apesar de terminar de novo na zona de pontuação, no 10º lugar, Raikkonen voltou a ter dificuldades com o F14-T. Quando o seu engenheiro o mandou ir mais rápido, para pressionar Jenson Button, ele teria respondido: “Ok, tudo bem, então me dê mais potência”. Na Inglaterra, pela primeira vez na temporada, o piloto da Ferrari não completou uma corrida. Com má atuação na etapa de classificação, foi o 18º no grid e já na largada, cometeu um erro grosseiro, perdeu o controle do carro, rodou, bateu no guard rail e atravessou a pista. Felipe Massa, que fazia o seu 200º GP da Fórmula 1, caiu para o último lugar e vinha atrás, não pode evitar o choque da roda traseira esquerda com o carro de Raikkonen e também teve de abandonar a prova. O acidente provocou bandeira vermelha e interrupção da corrida para a retirada do carro e dos destroços e reparo do guard rail. Na Alemanha, depois de correr o risco de não poder correr, por causa do acidente em Silverstone, largou da 12ª posição, sofreu uma bela ultrapassagem de Lewis Hamilton, para levar uma volta, e chegou em 11º. Na Hungria, afinal, Raikkonen iniciou uma fase de recuperação tardia em termos de classificação final. Depois de largar da 16ª posição, por erro de estratégia da equipe, apesar da falta de tração do carro e da dificuldade para ultrapassar carros como dos da Marussia, Lotus e Sauber, ele acabou no 6º lugar, totalizando 27 pontos. Depois dessa corrida, iria dobrar a contagem, atingindo 55 pontos. Já na Bélgica, ele obteve a sua melhor colocação no campeonato, o 4º lugar, e.com 39 pontos, passou a ocupar o 10º lugar na classificação dos pilotos. Na Itália, pela primeira vez, desde 2008, a Ferrari não subiu ao pódio numa corrida em Monza. Raikkonen chegou em 9º e Fernando Alonso abandonou devido a um problema com o ERS, na 28ª volta. Em Cingapura, Raikkonen saiu da 7ª posição e chegou em 8º, considerando corrida frustrante, por ter ficado preso atrás de uma Williams, depois de perder uma posição para Felipe Massa. Ele disse que toda vez que tentava se aproximar, perdia o desempenho aerodinâmico na parte traseira, com desgaste muito alto dos pneus traseiros. No Japão, Kimi Raikkonen não passou da 12ª colocação; Fernando Alonso abandonou a pista já na 2ª volta e, pela primeira vez desde o GP da Inglaterra de 2010, em 81 corridas, ou do GP de Cingapura de 2009, em 94 corridas, um motor Ferrari termina fora da zona de pontuação. Na Rússia, um jornalista finlandês amigo teve que desmentir informação da imprensa espanhola de que Raikkonen teria exagerado na bebida na viagem para Moscou e ele, de novo, perdeu na pista um posição do grid: largou da 8ª posição e chegou no 9º lugar. Nos Estados Unidos, o próprio piloto conta, o final de semana foi complicado. Ele diz que até a primeira parada o carro estava se comportando bem, mas quando colocou os pneus médios a degradação foi maior e passou a ter problema de aderência. Nem a redução da velocidade em alguns pontos nem uma parada não programada foram suficientes para melhorar a performance e ele, que tinha largado da 8ª posição, foi ultrapassado por Maldonado, Grosjean e Vergne e acabou no 13º lugar. No Brasil, até o chefe de equipe da Ferrari da época, Marco Mattiacci, comemorou a atuação do seu piloto, que considerou “fantástica”. Raikkonen foi o único a fazer apenas duas paradas e, mais uma vez, como já havia acontecido na Espanha, disputou, mas perdeu, o 6º lugar com Fernando Alonso. Em Abu Dhabi, pela terceira vez na temporada, Raikkonen ficou à frente de Alonso no grid, um na 7ª e o outro na 8ª posição. Depois da primeira volta, eles subiram para 5º e 6º, mas depois do pit stop ambos enfrentaram transito e chegaram a ficar fora da zona de pontuação. A 15 voltas do final, no entanto, conseguiram chegar aos pontos, com Alonso em 9º e Kimi em 10º.

Embora não repetisse suas melhores temporadas; estivesse sendo nitidamente superado pelo companheiro Sebastian Vettel e tenha mesmo manifestado intenção de encerrar a carreira no fim do ano, surpreendentemente, ainda em meio ao campeonato, no dia 19 de agosto, a Ferrari anunciou a renovação do contrato de Kimi Raikkonen para 2016. Será a 14ª temporada do piloto finlandês ma escuderia italiana, excetuando-se dois anos em que esteve afastado e outros dois correu pela Lotus.  Com a evolução da Ferrari, talvez essa seja a última chance de Raikkonen mostrar que não é um piloto em decadência, como sugeriu a sua performance em 2015, quando foi sempre mais lento do que Vettel e cometeu erros injustificáveis para um piloto com a sua experiência. Com uma atuação um pouco mais consistente, com certeza, teria conseguido muito mais do que três pódios, com o 2º lugar no Bahrein e o terceiro, em Cingapura e Abu Dhabi, e terminado em posição melhor do que o 4º lugar, com 150 pontos (128 menos que Vettel), na classificação final dos pilotos.

Raikkonen começou mal o campeonato, tendo de abandonar a corrida na Austrália, por causa de uma roda mal ajustada que se soltou logo depois do pit stop. Na Malásia e na China, ele teve uma leve recuperação, terminando em 4º, mas no Bahrein, graças a uma boa estratégia da Ferrari, ele foi melhor ainda. Depois de escapar de punição por direção perigosa na pit lane, cruzou a linha de chegada em segundo lugar, depois de ter largado da 4ª posição. Foi sue primeiro pódio desde o GP da Coreia, pela Lotus, em 2013, e também o primeiro nessa sua nova fase na Ferrari; o último havia em 2009, pelo terceiro lugar no GP da Itália. Na etapa seguinte, na Espanha, Raikkonen não estava contente com o acerto do carro, mas, após ser apenas o 7º no grid, na pista fez uma boa primeira volta, ganhou duas posições e terminou no 5º lugar. Em Mônaco, o finlandês voltou a se colocar mal no grid, sendo apenas o 6º, chegou a ficar em 5º, mas foi ultrapassado por Daniel Ricciardo e terminou como começou, no 6º lugar.  No Canadá, Raikkonen conquistou uma significativa 3ª posição no grid, atrás apenas dos dois pilotos da Mercedes, porém, na corrida rodou no grampo e cedeu o 3º lugar no pódio a Valtteri Bottas. Na Áustria, Raikkonen não chegou a completar a primeira volta. Na primeira curva, perdeu o controle do carro e jogou a sua Ferrari sobre a McLaren de Fernando Alonso, encerrando a corrida dos dois. Na Inglaterra, Raikkonen voltou a ter um desempenho decepcionante e depois de ter largado em 5º, foi ultrapassado por Vettel (que chegou em 3º), Kvyat e Hulkenberg e terminou na 8ª colocação, uma volta atrás do vencedor, Lewis Hamilton. Na Hungria, os dois carros da Ferrari, com Vettel à frente, passaram pelos dois da Mercedes logo na largada e quando parecia que iam fazer a primeira dobradinha da Ferrari, um imprevisto tirou Raikkonen da pista. Na volta 57, o sistema de recuperação de energia falhou, o motor perdeu a potência e ele teve de abandonar a prova. Na Bélgica, a troca da caixa de marcha causou uma perda de 10 posições no grid, mas mesmo largando da 16ª posição, ele conseguiu várias ultrapassagens e terminou em 7º. Melhor que o companheiro Sebastian Vettel, que tentava o 3º lugar com o mesmo jogo de pneus durante 28 voltas, mas teve um deles estourado a uma volta e meia do final e acabou sem nada. Na Itália, enquanto todos os demais carros passavam, Raikkonen, o 2º no grid, com dificuldades para manejar a embreagem, permanecia no mesmo lugar. Na sequencia, porém, ele se recuperou, passou do 12º para o 10º, depois para o 8º, ultrapassando Marcus Ericsson, e finalmente alcançou tomou o 7º lugar de Nico Hulkenberg. Em Cingapura, com desempenhos consistentes nos treinos e na classificação, Raikkonen foi o 3º no grid, atrás de Vettel e Ricciardo e completou o percurso na mesma posição, conquistando o sue segundo pódio da temporada. No Japão, Raikkonen largou da 6ª posição, mas na última volta seguiu Sebastian Vettel e terminou no 4º lugar, logo atrás do companheiro. Na Rússia, Raikkonen largou da 6ª posição, disputou o 3º lugar com Valtteri Bottas, mas colidiu com o patrício e caiu para o 5º lugar. Depois da corrida, foi considerado culpado pelo incidente e, punido com 30 segundos no tempo, acabou no 8º lugar. Nos Estados Unidos, o finlandês não chegou a cumprir a metade do percurso.Na 25ª das 56 voltas, teve de deixar a pista, por falta de freios. No México, Raikkonen voltou a colidir com o patrício Valtteri Bottas e, enquanto este pode continuar na corrida e até conquistar um terceiro lugar, ele teve de abandonar a prova ainda na volta 21. No Brasil, Raikkonen classificou-se na 4ª posição do grid, atrás de Vettel, mas os dois pilotos da Ferrari nunca chegaram a ameaçar os líderes, Rosberg e Hamilton. Mas o 4º lugar na classificação final lhe possibilitou ficar a apenas um ponto de Bottas, adiando para a última corrida a decisão do 4º lugar na classificação final dos pilotos. E em Abu Dhabi, com o terceiro lugar e seu terceiro pódio na temporada, Raikkonen garantiu a colocação, com 14 pontos de vantagem (150 a 136) sobre Bottas, que foi o 13º na corrida.

Kimi Räikkönen creditou às mudanças que a Ferrari fez em sua equipe de trabalho o melhor desempenho que apresentou em 2016. O piloto de disse que os resultados são um reflexo das decisões corretas e precisas do grupo com quem trabalha. Foi graças a esse bom entendimento que o piloto finlandês teve uma temporada melhor do que a anterior e teve seu contrato, que venceria no fim do ano, por mais um campeonato. E a renovação se deu depois de um ultimato do presidente da Ferrari, dizendo que ela dependia só do piloto, após batida em Mônaco e punição de 5 segundos, por não respeitar a linha da pit lane, que o fez perder o pódio em Baku.

Raikkonen começou o ano sendo obrigado a abandonar o GP da Austrália, devido a um principio de incêndio no airbox, depois de um início bem rápido. No Bahrein, ele não largou bem, perdeu posições na primeira volta, mas se recuperou, terminando no 2º lugar. Na China, foi 3º no grid, porém foi atingido pelo companheiro Sebastian Vettel na largada, teve um furo no pneu traseiro esquerdo e a asa dianteira danificada, chegou a estar entre os últimos e só com muito esforço consegui chegar em 5º. Na Rússia, com o 3º lugar, Raikkonen conquistou o 700º pódio da Ferrari na F1, graças a um longo stint no final da corrida, depois de uma boa disputa com Valtteri Botas, da Williams. Na Espanha, o finlandês obteve resultado melhor ainda, voltando ao pódio, com o 2º lugar, logo atrás do jovem Max Verstappen, que conseguiu sua primeira vitória na F1. Em Mônaco, no grampo, ele saiu da pista molhada, foi contra a barreira, quebrou a asa dianteira e, muito lentamente, voltou ao box, abandonando a corrida. No Canadá, nos trechos de temperatura mais baixa, teve dificuldades com os pneus e, tendo também que poupar combustível, acabou na 6ª colocação. Em Baku, no GP da Europa, uma punição e 5 segundos, por ultrapassar a linha branca da pit lane, impediu Raikkonen de conquistar um novo pódio. Ele teve de ceder passagem a Vettel, que estava mais rápido e terminou em segundo, e não conseguiu segurar Sergio Perez, que lhe tomou o 3º lugar. A volta ao pódio aconteceu na corrida seguinte, na Áustria, com o 3º lugar, atrás de Lewis Hamilton e Max Verstappen, depois de ter perdido tempo no retorno do pit stop e para ultrapassar Daniel Ricciardo. No final, até poderia ter passado por Verstappen, não fossem as bandeiras amarelas. Na Inglaterra, sob chuva e com pouca aderência dos pneus intermediários, Raikkonen quase saiu da pista algumas vezes. Com os pneus médios, porém, o desempenho melhorou, mas não o suficiente para obter mais do que o 5º lugar. Na Hungria, Raikkonen não teve as condições melhores que esperava. Teve uma péssima classificação, na 14ª posição, e depois de uma batalha e um choque com Max Verstappen, no qual perdeu a asa dianteira, cruzou a linha em 6º lugar. A mesma colocação ele obteve na Alemanha, onde derrapou e perdeu posição para Vettel, não teve aderência e, de novo foi obrigado a economizar combustível no stint final. Na Bélgica, ele e Vettel voltaram a se chocar e, com o assoalho danificado, Raikkonen ainda recuperou algumas posições e terminou no 9º lugar. Após a corrida, reclamou de Verstappen, dizendo que o holandês provocou o incidente entre ambos, que por pouco não se tornou um grave acidente. “Eu ia a toda velocidade e tive que recuar antes da curva 5, porque ele virou na minha frente quando tentei ultrapassá-lo. Eu nunca tive isso com qualquer outro piloto, se eu não tivesse freado duro teria batido nele a toda velocidade e teria terminado em um grande acidente”, afirmou Raikkonen. Na Itália, correndo atrás de Vettel, que foi o 3º no grid e ele 4º, o finlandês pouco pode fazer na corrida. Ele chegou perto do companheiro, após o pit stop, mas não conseguiu alcançá-lo e terminou na mesma posição da largada. Em Cingapura, saindo da 5ª posição, Raikkonen aproveitou um erro de Hamilton para ultrapassá-lo, devolveu a colocação ao inglês, mas garantiu mais tarde a 4ª posição, passando por Max Verstappen. Raikkonen repetiu o 4º lugar na Malásia, onde não teve velocidade para desafiar os carros da frente e teve o assoalho danificado numa batida de Rosberg, que foi punido por isso. Sem repetir os bons desempenhos da primeira fase da temporada, no Japão o piloto da Ferrari teve uma boa classificação, com a 3ª posição no grid, mas na corrida não pode sustentar a vantagem, sendo superado por Verstappen, 2º colocado, e Vettel, o 4º. terminando no 5º lugar. Nos Estados Unidos, Raikkonen foi vítima de uma lambança dos mecânicos da Ferrari e perdeu a chance de chegar ao pódio, Na segunda parada, eles não fixaram corretamente as roscas da roda traseira direita e já na pista o piloto foi avisado do problema e chamado de volta para abandonar a corrida, para evitar um grave acidente. No México, o problema foram os pneus sem aderência que lhe permitiram, no máximo, passar por Nico Hulkenberg para chegar em 6º. No Brasil, não completou a prova, depois de aquaplanar na reta. Em Abu Dhabi, Raikkonen largou na 4ª posição, porém teve de ceder passagem a Vettel e, com dificuldades com pneus macios, foi superado por Verstappen e completou o percurso no 6º lugar.  Com 186 pontos, contra 212 do companheiro Sebastian Vettel, 4º colocado, Kimi Raikkonen terminou a temporada no 6º lugar entre os pilotos, manifestando a esperança de que, em 2017, “com o carro novo esteja onde espera estar”.

Bebida e confusões

Conforme noticiário da época, antes da sua contratação, a Ferrari exigiu de Kimi Raikkonen que limitasse os excessos de sua vida particular, com bebidas, festas e baladas, que marcaram a sua passagem pela McLaren. De fato, o gosto pela bebida e a irreverência eram assunto freqüente na Fórmula 1.

São muitas as histórias sobre suas bebedeiras e confusões, muitas registradas no Youtube. Numa delas, por exemplo, é entrevistado, ao vivo, por  Martin Brundle, para o canal inglês ITV,  e quando o ex-piloto alemão pergunta por que ele não assistiu homenagem de Pelé a Schumacher, respondeu de cofre: “Estava cagando”. Em 2006, depois do GP da Hungria, foi uma festa vom companheiros de equipe, ficou tão bêbado que perdeu a carteira com 7.500 dólares. Em vídeos e fotos daquela época, Kimi foi mostrado caindo, bêbado, de um barco e empurrado por seguranças quando assediava a cantora de um bar inglês. Nessa época, se noticiou que ele estava se separando da mulher, mas ele desmentiu. Mesmo depois de contratado pela Ferrari, foi visto embriagado num bar de Helsinque, antes do início da temporada.

Apesar desse comportamento, Kimi tem defensores na Fórmula 1. Ainda  quando ele estava na McLaren, o ex-piloto Eddie Jordan saiu em sua defesa, dizendo:! Raikkonen se embriagou diversas vezes, mas isso não é motivo para massacra-lo”.. Numa prova de que mesmo na Ferrari Kimi não abandonou os velhos hábitos, antes do início da temporada de 2008,  Berniie Ecclestone, o “poderoso chefão” da Fórmula 1, também o absolveu: “ Ele fica muito melhor quando está bêbado. Não existe nada de errado com isso”.  Todos reconhecem que nada disso influi no rendimento do piloto da pista e atestam o seu profissionalismo.

Curiosidades

No site FKR (Fãs de Kimi Raikkonen), de sete garotas brasileiras, elas relacionam uma centena de “curiosidades” a respeito do piloto, com base numa entrevista com ele. Eis algumas delas:

  • O nome Kim é uma variação finlandesa para o sueco Kim, diminutivo de Joakim
  • Além de “Homem de gelo”, Kimi é chamado de Kimppa, Rakka e, pelos mecânicos, de Kimster
  • Não acredita em Deus nem é supersticioso
  • Gosta de música do U2, Eminem e eletrônica finlandesa
  • Fica bêbado depois de 4 ou 5 drinques
  • Em 2007, cobriu uma tatuagem de sol preto no pulso por uma tribal
  • Embora seja considerado um símbolo sexual, não se considera um “bonitão”
  • Tirou c arteira de motorista aos 18 anos e seu primeiro carro foi um Lada velho
  • Seu circuito preferido é o de Spa-Francorchamps e considera Magny-Cours e Monte Carlo os mais difíceis
  • E, como quase todos na Fórmula 1, não gosta muito de jornalistas