Kimi Raikkonen

Perfil

Nome Kimi-Matias Raikkonen
País Finlândia
Nascimento: 17/10/1979
Local: Espoo
Altura: 1,75
Peso: 62 kg
Residência: Espoo (Finlândia) e Chigwell (Inglaterra)
Estado civil: casado
Web site: www.kimiraikkonen.com

Desempenho

Estréia na F1 2001 – GP da Austrália
Equipes Sauber (2001) McLaren (2002-2006) e Ferrari (2007-2008)
GPs: 292
Títulos 1
Vitórias: 21
Pódios 103
Poles 18
Hat-tricks 2
Pontos: 1.816
Voltas mais rápidas 46

 

Fórmula 1

Ano Equipe Chassi Corridas Pos. Pts
1 2 3 4 5 6 7 8 8 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
2018 Ferrari SF71H A

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321
3 R 3 2 R 4 6 3 2 3 3 3 R 2 5 4 5 1 3  Ret
2017 Ferrari SF70H A

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205
4 5 4 3 R 2 7 14 5 3 2 4 5 R NL 5 3 3 3 4
2016 Ferrari SF16H A

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186
R 2 5 3 2 R 6 4 3 5 6 6 9 4 4 4 5 R 6 R 6
2015 Ferrari SF15T A

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R 4 4 2 5 6 3 R 8 R 7 5 4 4 8 E R 4 3
2014 Ferrari F14T A

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12º 55
7 12 10 8 7 12 10 10 R 11 6 4 9 81 12 9 13 7 10
2013 Lotus E21 A

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183
1 7 2 2 2 10 9 5 2 2 R 11 3 2 4 7 R NL NL
2012 Lotus E20 A

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207
7 4 14 2 3 9 8 2 5 3 2 3 4 6 6 5 7 1 6 19
2009 Ferrari F60 A

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48º
16 14 10 6 R 3 9 8 R 2 3 1 3 10 4 6 12
2008 Ferrari F2008 A

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75
8 1 2 1 3 9 R 2 4 6 3 R 18 9 R 3 3 3
2007 Ferrari F2007 A

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110
1 3 3 R 8 5 5 1 1 R 2 2 3 1 3 1 1
2006 McLaren MP4-21 B

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65
3 R 2 5 4 5 R 3 3 R 3 3 R R 2 R 5 5
2005 McLaren MP4-20 A

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2004 McLaren MP4-19 A

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MP4-19B F

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7 2 R R 1 R 3 6 2
2003 McLaren MP4-17D A

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3 1 2 2 R 2 2 6 R 4 3 R 2 4 2 2
2002 McLaren MP4-17 A

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3 R 12 R R R R 4 4 R 2 R 4 R R R 3
2001 Sauber C20 A

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10º 9
6 R R R 8 4 10 4 10 7 5 R 7 R 7 R R

Estatística

Vitórias: 18 – GP Malásia 2003 – GP Bélgica 2004 – GP Espanha 2005 – GP Mônaco 2005 –  GP Canadá 2005 – GP Hungria 2005 – GP Turquia 2005 – GP Bélgica 2005 -GP Japão 2005 – GP Austrália 2007 – GP França 2007 – GP Inglaterra 2007 – GP Bélgica 2007 – GP China 2007 – GP Brasil 2007 – GP Malásia 2008 – GP Espanha 2008 – GP dos Estados Unidos 2018

Poles Positions: 17
GP Europa 2003 –  GP EUA 2003 – GP Inglaterra 2004 – GP San Marino 2005 – GP Espanha 2005 – GP Mônaco 2005 – GP Alemanha 2005 -GP Turquia 2005 – GP Itália 2005 – GP Alemanha 2006 -GP Hungria 2006 – GP Itália 2006 – GP Austrália 2007 – GP Europa 2007 – GP Bélgica 2007 – GP Espanha 2008 – GP França 2008

Voltas mais rapidas: 35 – GP Austrália 2002 – GP Austrália 2003 – GP Mônaco 2003 – GP Europa 2003 – GP Alemanha 2004 – GP Bélica 2004 – GP Malásia 2005 – GP canadá 2005 – GP França 2005- – GP Inglaterra 2005- -GP Alemanha 2005 – GP Hungria 2005 -GP Itália 2005 – GP Brasil 2005 -GP Japão 2005 – GP China 2005 – GP Austrália 2006 – GP Itália 2006 – GP Brasil 2006 –
GP Austrália 2007 – GP EUA 2007 – GP Inglaterra 2007 – GP Hungria 2007 – GP Turquia 2007 – GP Brasil 2007 – GP Espanha 2008 – GP Turquia 2008 – GP Mônaco 2008 – GP Canadá 2008 –
GP França 2008 – GP Inglaterra 2008 – GP Hungria 2008 – GP Bélgica 2008 – GP Itália 2008 –
GP Cingapura 2008

Poles Positions seguidas de vitórias: 6 – GP Espanha 2005 – GP Mônaco 2005 – GP Turquia 2005 – GP Austrália 2007 – GP Bélgica 2007 –  GP Espanha 2008

Pole Positions seguidas de volta mais rápida e vitória: 2 – GP Austrália 2007 – GP Espanha 2008

Biografia

Kimi Matias Raikkonen nasceu na cidade de Espoo na região metropolitana de Helsinque, capital da finlandia, no dia 17 de outubro de 1979. Kimi foi uma criança quieta, calada, mas com muita energia. Não gostava de estudar. No inverno levava duas mochilas para a escola, porque na volta ele fazia um trenó. Desde cedo gostava de esportes. Uma paixão dele era, e ainda é, o hóquei no gelo; Ele jogou no time de Espoo, mas os treinos eram muito cedo, 7 da manhã, e Kimi, que não é de acordar muito cedo, fazia esforços para treinar.

Seu primeiro contato com velocidade foi com motocross, logo aos 3 anos de idade. Além disso, a mãe de Kimi, Paula conta que ele e seu irmão Rami passavam o dia correndo de bicicleta no quintal de casa.Ele começou no kart aos 8 anos de idade. A família não tinha muito dinheiro, seu pai Matti, era construtor de estradas. A casa onde viviam não tinha banheiro dentro. Então seu pai economizou para construir um banheiro, mas depois resolveu usar o dinheiro para comprar um kart para o filho;

Kimi teve uma longa linha de sucesso no kart a partir dos seus 10 anos de idade. Sua primeira corrida fora da Finlândia foi em Mônaco aos 15 anos de idade. Durante a corrida, a barra de direção quebrou, mas Räikkönen continuou correndo, informando seu mecânico chacoalhando freneticamente o volante ao passar pela reta principal do circuito.

A corrida seguinte de Räikkönen em Mônaco também foi memorável; foi jogado para o lado errado da área de escape numa colisão já na primeira volta, mas continuou dirigindo até que o asfalto acabasse. Confiante, levantou o kart, o colocou de volta na pista e continuou a correr. Seu mecânico achou que Räikkönen estava fora da prova, mas ele disputou a corrida e terminou em terceiro.

Em 1998, ele foi o primeiro no Campeonato Nórdico de Kart em Varna na Noruega. Em 1999, ficou em segundo no Campeonato Europeu de Formula Super A, também competindo na Copa Europeia de Fórmula Ford.

Com vinte anos, venceu a série de inverno da Fórmula Renault Inglesa de 1999, ganhando as primeiras quatro corridas do ano. Em 2000, venceu sete das dez provas da Fórmula Renault Inglesa. No total, venceu 13 das 23 corridas, com 56% de vitórias.

Os bons resultados na Formula Renault chamaram a atenção de Peter Sauber. Raikkonen fez alguns testes com bons resultados no circuito italiano de Mugello e Sauber decidiu contratá-lo como piloto reserva em 2000, no que foi o início de sua carreira na F1.

Com apenas 21 anos, Raikkonen iniciou como piloto titular sua carreira na Fórmula 1,em 2001, e com apenas 23 corridas de monopostos no currículo, conseguiu a licença especial da FIA. Logo na primeira prova do campeonato alcançou o sexto lugar.

Em 2002, foi contratado pela McLaren, pela qual correu até 2006, substituindo o seu compatriota e bicampeão do mundo Mika Hakkinen. Foi vice-campeão da temporada de 2003, com 91 pontos, ficando a apenas um ponto de impedir o hexacampeonato de Michael Schumacher.

Em 2005, foi novamente vice-campeão com 112 pontos e 7 vitórias, tendo Fernando Alonsocomo campeão. Críticos de automobilismo e revistas o consideraram o piloto mais rápido e melhor da temporada. Em 2006, após um carro mal construído pela McLaren, Räikkönen não conseguiu nenhuma vitória e terminou o ano em 5º lugar, com 65 pontos.

Räikkönen mudou para a Ferrari, em 2007, tornando-se o o piloto mais bem pago da história do automobilismo com um salário estimado em US$51 milhões por ano.  Ele foi o primeiro piloto desde  Nigel Mansell, em 1989, a estrear pela Ferrari com uma vitória. Ganhou o GP da Austrália, que abriu a temporada, e, após dois vice-campeonatos, sagrou-se campeão mundial em 21 de outubro de 2007, vencendo o GP do Brasil, no autódromo de Interlagos.

Räikkönen era o que tinha menores chances dentre os três pilotos que disputavam o campeonato: Lewis Hamilton e Fernando Alonso eram os mais cotados a levar o título, pois ele precisaria de uma combinação de resultados, para se tornar campeão mundial.   Mas o finlandês contou com os erros cometidos pelo inglês Lewis Hamilton, que logo na segunda curva perdeu o controle do carro, e pela estratégia adotada pela Ferrari, que fez com que na volta 52, assumisse a liderança da prova, que era do brasileiro Felipe Massa. .

Com seis vitórias na temporada, mais do que seus rivais Fernando Alonso e Lewis Hamilton da McLaren (4 vitórias cada um) e de que seu companheiro de equipe Felipe Massa (três), o Raikkonen terminou o campeonato com 110 pontos, com a vantagem de apenas um ponto entre Hamilton e Alonso, que terminaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Com a vitória a Ferrari se consolidou como a líder mundial de construtores da Fórmula 1 em 2007.

Em 2008, Raikkonen não teve muito sucesso; seu carro, segundo a equipe, não se adaptava ao estilo dele. Venceu apenas duas corridas, o GP da Malásia e o da Espanha, fazendo 75 pontos, e ficando em 3° lugar na temporada, muito abaixo do esperado. Mas ele foi o recordista em voltas mais rápidas, sendo avaliado, novamente, como o piloto mais rápido da temporada, e chegando a entrar para a história da Fórmula 1 por conquistar tantas voltas rápidas em uma temporada e ao longo de sua carreira.

No GP da Bélgica de 2009, disputado em 30 de agosto Kimi conquistou sua primeira vitória na temporada e a décima oitava na carreira. Em 4 de dezembro de 2009, após frustradas negociações com a McLaren e com a Mercedes, ele assinou contrato para a disputa do campeonato mundial de 2010 do WRC (World Rally Championship) pela equipe “junior” da Citroen. No mesmo ano de 2009, disputou o Rally da Finlandia,  a bordo de um Fiat Punto S2000 da equipe de Tommi Makkinen, chegando a estar em terceiro lugar de sua categoria, quando sofreu um acidente que impossibilitou a conclusão da prova.

Em 2011, Räikkönen disputou a temporada do WRC com seu time próprio, a ICE 1 Racing, dirigindo um Citroen DS3 WRC.  Ele completou o Rali da Suécia, na oitava posição e não disputou o Rali do Mèxico. Na sequência, terminou em sétimo no Rali de Portugal e em sexto no Rali da Jordania, deixando de disputar o Rali da Sardenha.

Em 2 de abril de 2011 o finlandês assinou um acordo com a equipe de Kyle Buschpara disputar parte da temporada 2011 da Nascar Truck Sereis, o terceiro campeonato em importância da categoria. Na estreia, Räikkönen terminou a prova de Charlotte na 15ª posição. Em novembro de 2011, foi anunciado o retorno dele à Fórmula 1, com a confirmação da sua contratação pela Lotus Renault. No Grande Prêmio do Bahrein, quarta etapa do campeonato, voltou ao pódio, chegando em segundo lugar.

No GP de Abu Dhabi de 2012, Räikkönen voltou a vencer, depois do abandono do líder Lewis Hamilton, na primeira vitória da Lotus, após sua volta a F1, e a primeira vitória em décadas, desde que se retirou da F1, na década de 1990.

Em 11 de setembro de 2013, a Ferrari anunciou oficialmente o retorno de Räikkönen à equipe, por duas temporadas, a partir de 2014, no lugar de Felipe Massa. Em 8 de julho de 2016 a equipe ampliou seu vínculo com o piloto para 2017e posteriormente até o fim de 2018.

Em 11 de setembro de 2018 a equipe revelou oficialmente que não renovaria seu vínculo, e que Charles Leclerc ocuparia sua vaga a partir de 2019. Em seguida, em sua conta na rede social Instagram Kimi anunciou seu retorno à Sauber também a partir de 2019, por dois anos de contrato.

No GP dos Estados Unidos de 2018, Raikkonen obteve sua 21ª vitória e tornou-se o finlandês que mais venceu na Fórmula 1, quebrando ainda duas outras marcas: de maior intervalo entre as vitórias de Grandes Prêmios: cento e quinze corridas (2013 a 2018) e de maior diferença entre a primeira e a última vitórias na carreira: quinze anos e 212 dias.

Em 2008, Räikkönen foi um dos dois pilotos de Fórmula 1 a aparecerem na lista das 100 celebridades da revista Forbes, sendo Fernando Alonso o outro piloto. Foi o 36º, depois de ter sido o 41º no ano anterior. Na mesma lista de 2008, foi apontado como a 26ª celebridade mais bem paga e o 5º esportista mais bem pago, atrás de Tiger Woods David Beckman, Michael Jordan e Phil Mickelson. Em 2009, foi listado como o 2º esportista mais bem pago do mundo, atrás apenas de Woods.

Kimi foi casado com a ex-miss Escandinávia Jenni Dahlman, entre 2004 e 2013. Em agosto de 2016, casou, na abadia de San Galgano, a 25 km de Siena, na Itália,  com Minttu Virtanen, (Mina-Mari), ex-aeromoça, modelo de ginástica, que estuda para ser personal trainer. O casal tem dois filhos: Robin, nascido em janeiro de 2015, e Rianna,nascida em 17 de maio de 2017.

Em comemoração ao seu 39º aniversário, em 17 de outubro de 2018, Kimi lançou sua autobiografia oficial intitulada de “The unknown Kimi Räikkönen”.

“Confesso que bebi”, o título da autobiografia do humorista brasileiro Jaguar serviria à feição para a de Kimi Raikkonen.  No livro, “O desconhecido Kimi Raikkonen”, lançado em agosto, na Finlândia, ele não esconde o gosto e o consumo de álcool.

A publicação, lançada em agosto, tornou-se um best seller entre seus compatriotas, com mais de 100 mil exemplares vendidos.  Conforme o jornal espanhol Mundo Deportivo, a publicação se afasta do retrato complacente e biográfico de um esportista, para explorar, sem complexos, os aspectos mais controversos da vida de Kimi. O livro foi escrito por Kari Hotakainen, que dividiu meses inteiros com Raikkonen, para traçar um perfil em que não se escondem histórias, festas e bastante álcool, algo que não parece constranger Kimi.

“Haverá quem goste e outras que não, para mim é igual”, diz Raikkonen, na apresentação. O livro está repleto de imagens familiares e repassa a trajetória esportiva do finlandês sem restrições, explicando, até, sua passagem pelo serviço militar, quando estendia as saídas para poder correr e voltava ao quartel bêbado, se tivesse festejado uma vitória.

Kimi Raikkonen não esconde seu lado mais festeiro; reconhece abertamente que consome álcool nem oculta histórias escandalosas: em 2012, esteve bêbedo 16 dias seguidos entre o GP do Bahrein e o da Espanha, onde, apesar de tudo, subiu ao pódio.  Em outros capítulos, confessa que é disléxico; que desejaria desenhar um carro de passeio; que não atende telefone, por isso, seus amigos chamam diretamente sua mulher, e que uma vez foi detido num aeroporto por passar pela máquina de exame de bagagem, porque queria uma radiografia do seu corpo.

No meio da temporada de 2018, Kimi Raikkonen foi dispensado pela Ferrari, transferindo-se para a Alfa Romeo. As suas duas últimas temporadas pela equipe italiana foram assim:

2017

No Grande Prêmio da Austrália Kimi Räikkönen foi uma grande decepção. O finlandês largou em 4º, em nenhum momento conseguiu lutar pelas primeiras posições e terminou no mesmo 4º lugar. Ele não escondeu a frustração pelo resultado e apontou o rendimento dos pneus ultramacios na primeira parte da corrida como decisivo para seu resultado final.
Na China, Kimi Raikkonen voltou a largar da 4ª posição, mas foi incapaz de impedir a ultrapassagem de Daniel Ricciardo, devido a um problema no torque do motor Ferrari. Cruzou a linha de chegada na 5ª colocação e culpou a equipe pelo desempenho, afirmando que ela deveria ter “feito um trabalho melhor” com relação à estratégia de pit-stops. Disse que poderia até ter tido uma chance de chegar ao pódio. O resultado também não foi bem recebido por Sergio Marchione, presidente da Ferrari. O dirigente pediu à equipe que conversasse com o piloto, depois do segundo mau resultados consecutivo.
No Grande Prêmio do Bahrein, a Ferrari trocou o motor de Raikkonen para o segundo treino livre, mas ele teve problemas; foi obrigado a parar na pista e voltou a pé para o box. Na qualificação, foi 5º, mas terminou a corrida em 4º. Ele saiu mal e caiu para 7º, mas depois de uma boa perseguição, na volta 8 ultrapassou Felipe Massa, para garantir o 5º lugar.
Na Rússia, Raikkonen deu sinais de recuperação, liderando o primeiro treino livre. Depois, na qualificação, foi o 2º colocado, atrás de Sebastian Vettel, e os dois formaram a primeira dobradinha da Ferrari na primeira fila, desde o GP da França, em Magny Cours, em 2008. Na largada, porém, os dois foram surpreendidos por Valtteri Bottas, que, com desempenho espetacular, conquistou sua primeira vitória na F1. Vettel chegou em 2º e Raikkonen em 3º, no seu primeiro pódio da temporada e o 85º da carreira. O último ele tinha conseguido no GP da Áustria de 2016, 14 corridas e 97 dias antes.
Na Espanha, a Ferrari voltou a ser muito rápida, apesar das grandes melhorias nos carros da Mercedes. Na largada, Valtteri Bottas tocou na roda traseira direita de Kimi Raikkonen, jogando-o contra Max Verstappen. Os dois tiveram danos na suspensão e nas rodas, sendo obrigados a deixar a pista ainda na volta inicial. Fora da pista, o campeão de 2007 apontou o dedo para o rival compatriota.
Em Mônaco, Kimi Räikkönen conquistou a pole position com novo recorde da pista do principado, com 1m12s178. Foi a 17ª pole da carreira, a segunda em Mônaco e a primeira desde o GP da França de 2008, ou sejam 179 corridas depois, o maior intervalo da história da F1, pelo menos até então. Vettel completou a dobradinha da Ferrari. A prova foi decidida nos pit stops, com Vettel fazendo duas voltas muito velozes, na parada de Raikkonen, e voltando na ponta, depois de fazer também a sua troca de pneus, na volta 39. Após a corrida, surgiu a informação de que Ferrari tinha deliberadamente colocado Raikkonen numa estratégia mais lenta para que Vettel conseguisse aumentar a diferença para Hamilton. Essa foi a primeira vitória da Ferrari em Mônaco desde 2001 e a primeira dobradinha a Scuderia desde o Grande Prêmio da Alemanha de 2010.
No Canadá, na sexta feira, Kimi Raikkonen deixou para trás os favoritos Sebastian Vettel e Lewis Hamilton e cravou o melhor tempo. Depois de ser o quarto colocado pela manhã, superou à tarde a Mercedes de Hamilton, segundo colocado, a Ferrari de Vettel, o terceiro. Na corrida, porém, um toque de Max Verstappen, dentro da curva, causou danos na asa dianteira e outras partes do carro, e comprometeu o desempenho do finlandês. Ele largou do 7ª lugar e completou o percurso na mesma posição.
No Azerbaijão, Kimi Raikkonen teve um pneu furado por detritos durante uma das relargadas e pedaços do composto danificaram a asa traseira o carro. Na volta 46, o piloto parou no box e quando se pensava que ele iria abandonar a prova, uma bandeira vermelha o salvou. E a Ferrari conseguiu fazer os reparos a tempo de mandá-lo de volta à pista. Os mecânicos começaram a empurrar o carro para a pit lane, mas esqueceram de encaixar o volante, que ficou na mão de um deles, e provocaram o abandono de Kimi numa cena inusitada e até cômica.
Na Áustria, Kimi Raikkonen foi 4º na qualificação, mas ganhou uma posição com punição a Lewis Hamilton e com Ricciardo, que subiu pata 4º, formou a segunda fila, atrás de Bottas e Vettel. Na largada, foi ultrapassado por Ricciardo e depois por Romain Grosjean, caindo para o 5º lugar, a sua posição final, depois de estar até em 2º lugar na volta 40.
No Grande Prêmio da Inglaterra, Kimi Raikkonen foi o 2º no grid e formou a primeira fila com o pole Lewis Hamilton. Na penúltima volta, teve pneu esquerdo dianteiro furado e perdeu momentaneamente o 3º lugar, mas o recuperou ao ultrapassar Vettel que teve o mesmo problema e caiu para 7º.
Na Hungria, Sebastian Vettel foi pole position e Kimi Raikkonen completou a dobradinha da Ferrari na primeira fila. Na corrida, embora tivesse rendimento melhor, se segurou e serviu como escudeiro do companheiro, para evitar a aproximação de Lewis Hamilton. Na largada, teve chance clara de ultrapassar Vettel na curva 1, mas como disse, “recolheu”, para evitar o risco de um choque com o companheiro. Viu que o alemão tinha problemas, estava mais lento, na sua frente, distante entre um e dois segundos, apenas, mas não fez menção de tentar ultrapassá-lo. Quando Lewis Hamilton encostou, na 54ª volta, a ponto de poder usar o DRS para tentar a ultrapassagem, Raikkonen voou para ganhar a batalha pelo segundo lugar.
No Grande Prêmio da Bélgica, motivado pelo novo contrato com a Ferrari, anunciado dias antes, Kimi Raikkonen liderou o primeiro e o terceiro treinos livres, mas acabou na 4ª posição na qualificação. No 3º treino, com 1m43s916. Quebrou o recorde da pista, que era de 1m44s503, estabelecido por Jarno Trulli, pela Toyota, em 2009. Mesmo sendo punido com 10 segundo no tempo final, por desobedecer bandeira amarela, terminou também no 4º lugar.
Na Itália, na qualificação, em pista úmida, Vettel e Räikkönen só conseguiram se classificar em 7º e 8º, mas largaram da 5ª e 6ª posições, beneficiados pelas punições a Max Verstappen e Daniel Ricciardo, da Red Bull. Ele corria em 4º, quando foi ultrapassado por Ricciardo na chicane no fim da reta dos boxes e chegou em 5º. Vettel foi 8º.
Em Cingapura, Vettel foi pole, mas Raikkonen, na 5ª posição, teve uma excelente largada e colocou-se em terceiro, atrás de Max Verstappen. Apertado, o holandês tocou em Raikkonen, que perdeu o controle do carro e bateu na esquerda de Vettel, causando sérios danos aos dois monopostos. Vettel teve que deixar a pista e o finlandês também abandonou depois de novo choque com Verstappen, na curva 1. O abandono de Vettel e Raikkonen foi o primeiro provocado por choque de dois pilotos da Ferrari, logo na largada em toda a história da equipe na F1, desde 1950.
No Grande Prêmio da Malásia, Kimi Raikkonen foi o segundo colocado na classificação e largou da primeira fila, ao lado de Hamilton. No domingo, porém, ele nem conseguiu largar, depois de ter o carro empurrado para fora da primeira fila de volta aos boxes. Ainda durante a volta de instalação, segundo colocado no grid, ficou sem potência no motor.
No Grande Prêmio do Japão, depois de perder o controle nas curvas de Degner, no terceiro treino, Räikkönen danificou sua caixa de câmbio e pela troca recebeu uma penalidade de grid de cinco lugares. Ele se qualificou em sexto, mas começou a corrida em 10º, beneficiado por punição a Valtteri Bottas. Largou bem, mas ao tentar superar Hulkenberg, abriu muito, perdeu cinco posições e teve que lutar para se recuperar e terminar em 5º. Depois da corrida, demonstrou não estar satisfeito com os problemas técnicos da equipe: “Tivemos melhoras nos últimos anos como equipe, mas agora, por alguma razão, problemas técnicos aparecem do nada. É um pouco estranho, pois nossos carros estão funcionando perfeitamente e, de repente, no domingo, há um problema que ninguém esperava. Há trabalho a ser feito, mas vamos continuar lutando até a última volta da última corrida e ver onde acabamos”, disse.
No Grande Prêmio dos Estados Unidos, Räikkönen marcou exatamente o mesmo tempo que Ricciardo, mas teve que começar em 5º porque o rival obteve a marca primeiro. No domingo, fez uma ótima corrida e foi terceiro no pódio. Ele foi ultrapassado por Verstappen na última volta, porém, o holandês recebeu uma penalidade de cinco segundos, por exceder os limites de pista e ganhar uma vantagem, tendo de voltar ao quarto lugar. Hamilton venceu a corrida e Vettel foi 2º e com isso a Ferrari voltou a ter dobradinha no pódio, como na Hungria.
No México, com duas corridas de antecedência, Lewis Hamilton garantiu o título da temporada, e o 4º da carreira na Fórmula 1, numa corrida com aspectos dramáticos no Circuito Hermanos Rodrigues. Raikkonen, 5º no grid, foi bloqueado e perdeu várias posições nas duas primeiras curvas. Quando os carros da frente pararam, ele permaneceu na pista, forçou o ritmo, e se recuperou, terminando em 3º, atrás de Verstappen e Bottas.
No Grande Prêmio do Brasil, Raikkonen voltou a ser 3º no grid e manteve a posição até o final, resistindo, nas quatro voltas finais, severo ataque de Lewis Hamilton, que tinha largado do última posição. Os dois cruzaram a linha final com o inglês colado no carro do piloto da Ferrari.
Kimi Raikkonen considerou o GP de Abu Dhabi uma corrida chata devido ao fato de a maioria dos pilotos ser forçada a reduzir velocidade, para economia de combustível. Ele admitiu que foi deles economizando combustível a maior parte do tempo. “Na minha opinião, isso não tem nada a ver com corridas, mas regras são regras. Não há nada que você possa fazer, você continua levantando no meio das retas, 200 metros antes do ponto de frenagem e o cara atrás tem que fazer o mesmo”, lamentou. O piloto da Ferrari conquistou a 4ª posição na corrida, beneficiado pelo abandono de Daniel Ricciardo, e depois de impedir a ultrapassagem de Max Verstappen.
Com 205 pontos, Kimi Raikkonen foi o 4º colocado na classificação dos pilotos, atrás de Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Valtteri Bottas. Vettel seu companheiro de Ferrari, segundo, fez 317 pontos. Kimi não venceu nenhuma corrida e a melhor colocação foi o 2º lugar, em Mônaco e na Hungria. Foi 3º 5 vezes, na Rússia, Inglaterra, Estados Unidos, México e Brasil; 4º na Austrália, Bahrein, Bélgica e Abu Dhabi; 5º na China, Áustria, Itália e Japão; 7º, no Canadá e 14º no Azerbaijão. Subiu ao pódio 8 vezes e abandonou na Espanha e Cingapura e não correu na Malásia. No confronto entre os dois pilotos da Ferrari, Vettel ganhou nas qualificações por 15 a 4 e nos melhores finais, por 14 a 2.

2018

Em 2018, a Ferrari completou 11 anos sem conquistar um título dos pilotos, desde a vitória de Kimi Raikkonen, em 2007, e 10 anos da obtenção da coroa dos construtores, em 2008, quando Massa perdeu para Hamilton nos 32 segundos finais do GP do Brasil.
O fracasso da Scuderia é geralmente atribuído aos erros de Sebastian Vettel, que, de fato, foram muitos, mas não a única causa do malogro. A falta de liderança em Maranello também contribuiu para a equipe continuar na fila. A Scuderia não teve em Maurizio Arrivabene um líder com experiência e a eficiência da equipe de suporte também foi falha. A falta do presidente Sérgio Marchione, falecido em 25 de julho, foi apontada como principal razão dessa confusão interna da Scuderia.
Não trocar as posições de Raikkonen e Vettel na Áustria ou não liberar o finlandês antes em Monza foram apontados como erros de estratégia da Ferrari. Nos instantes finais do terceiro treino livre do GP da Rússia, em Sochi, a equipe italiana calculou mal o tempo restante da sessão e fez com que Raikkonen perdesse o treino de largada, porque a equipe calculou mal o tempo restante do terceiro treino livra. Kimi reclamou ainda dentro dos boxes: “vamos perder, caralho”. Depois, quando ele ia para a pista, a Ferrari ordenou: “pare o carro, Kimi”. Ele se irritou e soltou em inglês: “que merda é essa?”. Pouco depois, completou em finlandês: “que bagunça do caralho”. A equipe já havia errado com o piloto no Bahrein, quando ele foi liberado antes do tempo no pit stop e acabou atropelando um mecânico, que quebrou a perna. Na Bélgica, Kimi ficou sem combustível após um erro de cálculo durante o Q3.
No GP da Austrália. Kimi Raikkonen surpreendeu ao superar Vettel no final da Q3 e completou a primeira fila ao lado de Lewis Hamilton. Logo no início foi ultrapassado por Vettel, vencedor da corrida, mas nas voltas finais resistiu à pressão de Daniel Ricciardo para garantir o 3º lugar no pódio.
No Bahrein, Kimi Raikkonen, que tinha feito o melhor tempo no início da fase decisiva, acabou ficando com a segunda posição no grid, mas deixou a pista na volta 35, com problemas na roda.
No GP da China, com um tempo inesperado, já com o cronometro zerado, Sebastian Vettel tomou a pole position do companheiro Kimi Raikkonen. Na sua última tentativa, o piloto alemão fez 1m31s095, novo recorde para a pista de Xangai, superando o finlandês por 0s087. Na corrida, Vettel acabou em 8º e o ‘Homem de Gelo’, superado por Valtteri Bottas, voltou a ocupar o 3º lugar do pódio.
Sebastian Vettel fez o melhor tempo no treino classificatório e conquistou a pole position do Grande Prêmio do Azerbaijão de 2018. Na última fase do treino, Kimi Raikkonen chegou a ameaçar a posição do companheiro de equipe, sendo mais rápido nos dois primeiros setores, mas cometeu um erro e acabou em 6º. Na corrida, porém, o alemão terminou em 4º, enquanto o companheiro Kimi Raikkonen voltava ao pódio, com a segunda colocação.
Na Espanha, Kimi Raikkonen, que tinha largado da 6ª posição, abandonou na volta 25, com problemas no turbo.
No GP de Mônaco, numa pista travada, de difícil ultrapassagem, o finlandês largou e terminou na 4ª colocação. Ele reclamou eu foi uma corrida chata e na pista de Monte Carlos depois de todos terem parado, quem estiver na frente dita a velocidade e a menos que alguém cometa um grande erro ou fique sem pneus, ficam todos seguindo um ao outro durante toda a corrida
No Canada, antes da corrida, Raikkonen registrou queixa de extorsão na polícia de Montreal, contra uma mulher que o acusava de tê-la tocado nos seios em uma festa durante a realização do GP do Canadá de 2016. Na qualificação, um erro o colocou na 5ª posição para a corrida. Ele tentou sair à frente de Hamilton depois do pit stop, mas não deu certo. Um stint mais longo com o primeiro jogo de pneu, uma opção para tentar algo diferente, não surtiu nenhum efeito e ele acabou em 6º.
Na França, Raikkonen voltou a ser o 6º no grid, mas beneficiado por incidente que jogou Vettel e Bottas para o fim do pelotão, obteve uma inesperada terceira colocação, que lhe valeu o 95º pódio da carreira. Livre dos dois rivais, ele foi superado por Max Verstappen, mas conseguiu ficar à frente de Daniel Ricciardo.
Na Áustria, o finlandês foi o 4º na qualificação, mas largou da 3ª posição, na vaga aberta com punição a Vettel. Assim como o parceiro, ele teve um início lento, mas ambos se recuperaram durante a corrida e chegaram ao pódio, ele em 2º e o alemão em 3º, assumindo a liderança da classificação, com 146 pontos, contra 145 de Hamilton.
Na Inglaterra, Vettel conquistou a sua quarta vitória na temporada e 51ª na carreira. Raikkonen foi punido com dez segundos no primeiro pit stop, por bater em Hamilton, na largada, mas conseguiu se recuperar e terminou em terceiro.
Na Alemanha, Raikkonen foi 3º no grid, atrás de Valtteri Bottas, da Mercedes. Na 51ª das 67 voltas, porém, o alemão, isolado na frente, mas com pneus secos em pista molhada, escapou na curva 3, bateu no muro e teve de deixar a pista. Raikkonen reduziu o prejuízo, chegando em 3º, e a vantagem da Mercedes caiu para 8 pontos (310 a 302).
Na Hungria, de luto pela morte do presidente Sergio Marchione, a equipe da Ferrari usou faixa preta no braço. Na qualificação, Raikkonen foi 3º e Vettel, o 4º. Na corrida, Sebastian Vettel chegou em segundo e subiu ao pódio com Raikkonen, 3º colocado.
Na Bélgica, em pista seca, a Ferrari dominou todos os treinos livres, mas, com chuva, em pista ainda molhada, Lewis Hamilton se impôs na Q3 e conquistou a pole position. Vettel foi 2º e Raikkonen, 6º. Na corrida, o finlandês teve danos na parte traseira de sua SF71-H e um pneu furado, quando foi acertado por Daniel Ricciardo na freada da La Source, ambos envolvidos no acidente causado por Nico Hulkenberg ao atingir violentamente o carro de Fernando Alonso. Ele ainda permaneceu na pista, mas na 8ª volta decidiu abandonar.
Na Itália, Kimi Raikkonen conquistou a pole position, superando Sebastian Vettel e o rival da Mercedes, Lewis Hamilton, com o cronometro zerado. Foi a 18ª pole na carreira do finlandês; a primeira desde o GP de Mônaco de 2017, e a segunda desde seu retorno à Ferrari em 2014. Ele também se tornou, aos 38 anos, o piloto mais velho a conquistar a pole, desde Nigel Mansell, aos 41 anos, no GP da Austrália de 1994. Foi a primeira pole da Ferrari em Monza, desde 2010, e a primeira dobradinha, desde o GP da Itália de 2000. No entanto, um choque de Sebastian Vettel e uma artimanha estratégica da Mercedes deram a vitória a Lewis Hamilton. Na metade da prova, a Mercedes simulou preparação para parada de Hamilton, o que levou a Ferrari a chamar para o box Kimi Raikkonen para troca de pneus. Hamilton, todavia, permaneceu na pista e, com ajuda de Valtteri Bottas, acabou chegando à liderança, com Raikkonen em 2º.
Em Cingapura, no terceiro treino livre Vettel liderou a pista e estabeleceu o recorde de 1min38s054, em dobradinha com Kimi Raikkonen. Na qualificação, porém, o alemão foi o 3º e Raikkonen, o 5º. E, sem nenhum contratempo, Hamilton chegou fácil à bandeira quadriculada, graças, também aos erros da Ferrari, principalmente na administração dos pneus e na volta de Vettel à pista atrás de Perez, dando tempo a Verstappen de parar e voltar na frente dele. No final, as posições se repetiram, com Vettel em 3° e Raikkonen em 5º.
O Grande Prêmio da Rússia foi marcado pela jogada de equipe da Mercedes, ao mandar Bottas dar passagem a Hamilton, que acabou vencendo a corrida. Com a vitória, Hamilton aumentou para 50 pontos a sua vantagem sobre Sebastian Vettel, da Ferrari, que passou a precisar ganhar todas as cinco corridas que restavam e torcer para que Hamilton tivesse alguns contratempos e não fosse pelo menos 2º colocado nessas provas, o que não aconteceu. Vettel e Raikkonen foram, respectivamente 3º e 4º tanto na qualificação quanto na corrida.
No Japão, Raikkonen foi o 4º colocado no grid, teve uma corrida sem brilho e que terminou em quinto. Ele atribuiu o mau desempenho ao toque com Max Verstappen que deixou bem danificado o lado esquerdo do seu carro. Alegou que incidente afetou negativamente o restante da corrida e, depois disso, foi muito difícil pilotar.
Nos Estados Unidos, Kimi Raikkonen saiu ao lado de Hamilton, na primeira fila, venceu o GP e adiou a decisão do título. Lewis Hamilton, que poderia conquistar nessa prova o pentacampeonato, foi apenas o 3º colocado, e não conseguiu estabelecer diferença suficiente para se livrar da concorrência de Sebastian Vettel, 4º colocado. Foi a 21ª vitória da carreira e a primeira de Raikkonen depois de 2.044 dias e 114 corridas, desde o GP da Austrália de 2013.
No México. Lewis Hamilton terminou no 4º lugar e com o resultado garantiu o título de campeão de 2018 e de pentacampeão da Fórmula 1. Sebastian Vettel, foi o segundo colocado e Kimi Raikkonen, que largou da 3ª posição, completou o pódio.
No Brasil, a Ferrari precisaria vencer a Mercedes por uma diferença de 13 pontos, para manter as esperanças de ainda lutar pelo título das construtoras. Hamilton foi o pole, acompanhado na primeira fila por Sebastian Vettel. Bottas e Raikkonen formaram a segunda fila. Com a vitória de Hamilton e a 5ª colocação de Valtteri Bottas, a Mercedes garantiu seu 5° título consecutivo, fazendo 35 pontos e totalizando 620, contra 553 da Ferrari, que fez apenas 23 pontos, 15 de Raikkonen, 3º colocado e 8 de Vettel, 6º. O finlandês largou em 4º, e depois das paradas para troca de pneus, estava atrás de Vettel, mas como tinha um ritmo muito melhor, foi autorizado a passar para atacar Valtteri Bottas. A tática funcionou e Raikkonen assumiu o terceiro lugar quando Bottas teve de parara para trocar pneus.
Em Abu Dhabi, Lewis Hamilton conquistou pela 4ª vez no circuito de Yas Marina, a pole position, com o tempo de 1m34s794, um novo recorde da pista. Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, da Ferrari, formaram a segunda fila. Sebastian Vettel foi 2º e Raikkonen abandonou na volta 8, por problemas elétricos.
Com 251 pontos, contra 408 de Hamilton, e 320 de Vettel, Kimi Raikkonen foi o 3º colocado entre os pilotos. Nas 21 corridas, venceu apenas uma, nos Estados Unidos. Foi 2º no Azerbaijão, Áustria e Itália: 3º na Austrália, China, França, Inglaterra, Alemanha, Hungria, México e Brasil; 4º em Mônaco e na Rússia; 5º em Cingapura e Japão; 6º no Canadá. Abandonou as corridas do Bahrein, Espanha, Bélgica e Abu Dhabi. Fez só uma pole, mas com 12, completando 113 na carreira, superou o companheiro de equipe Sebastian Vettel em número de pódios no campeonato.
Ainda durante o campeonato, no dia 11 de setembro, a Ferrari anunciou a demissão de Kimi Raikkonen e a substituição dele pelo jovem francês da ainda Sauber, Charles Leclerc.

Logo em seguida, no mesmo dia, em sua conta no Instagram, Kimi anunciou nos próximos dois anos voltaria a correr pela Sauber, na qual iniciou a carreira na F1 em 2001, no vaga de Leclerc.