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Kevin Magnussen

Perfil

Nome: Kevin Magnussen
País:  Dinamarca
Nascimento: 5 de outubro de 1992
Local: Roskilde
Residência: Roma
Altura:  1,74
Peso: 68 kg
Residência: Inglaterra
Hobbies: Esportes aquáticos,especialmente jet ski e esqui aquático
Preferências: Músico e música: Mads Langer, cantor dinamarquês e No Gravity
Web site: htttp//kevinmagnussen.com

Desempenho

Estreia

GP da Austrália

16-03-2014

Corridas

60

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

1

Poles

0

Voltas + rápidas

0

Pontos

73

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2017 Formula 1 Haas 14 11 14º

Kart

3º no Troféu Viking do ICA Júnior
Campeão da Zona Norte Europeia do ICA

História

Kevin Magnussen (Kev, para os íntimos) nasceu em 5 de outubro de 1992, em Roskild, uma das mais antigas cidades da Europa, localizada na ilha de Zelândia, na Dinamarca. É filho de Jan Magnussen, ex-piloto, que disputou a Fórmula 1 pela McLaren, em 1995 e 1996, e pela Stewart, em 1997 e 1998, e correu as 24 Horas de Le Mans, de 1999 a 2006. Em 2013, Jan participava de provas de GT, mas admitiu deixar as pistas para acompanhar e apoiar o filho.

Kevin, como a grande maioria dos pilotos da F1, e assim como seu pai, começou a correr de kart, aos 13 anos, em 2005, em no ano seguinte participou de competições na Dinamarca, conquistando o 3º lugar no Troféu Viking da classe Intercontinental A (ICA) de juniores e os campeonatos da Zona Norte Europeia e da Super Peugeot da ICA.

Em 2008, foi campeão da Fórmula Ford da Dinamarca, com 11 vitórias, em 15 corridas. No mesmo ano, foi 19º na Fórmula Ford da Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo); 7º no torneio da Fórmula Ford Duratec (motor da Ford de 4, 5 e 6 cilindros produzidos pela Ford); 4ª na competição da Fórmula Ford da Nova Zelândia; foi 10º no Masters da ADAC e 12º na F2. 0 de Portugal.

Em 2009, Kevin passou a correr na Formula Renault 2.0 e disputou os campeonatos do Norte Europeu e da Europa, formando dupla com o português Antonio Felix da Costa, na equipe Motopack Academy. Foi vice-campeão das duas competições, perdendo uma disputa acirrada com o companheiro de equipe. Apesar da derrota, o desempenho de Kevin chamou a atenção da McLaren, que o recrutou para o seu programa de jovens pilotos.

Em 2010, o dinamarquês foi para a Fórmula 3, correndo pela Motopark Academy e pela Carlin Motorsport . Estreou com vitória, em Oschersleben, no campeonato da Alemanha, no qual ganhou mais duas corridas, terminou em 3º e obteve o título de calouro do ano. No mesmo ano, disputou a F3 europeia e foi 12º colocado.

Em 2011, Kevin Magnussen dedicou-se à Fórmula 3 inglesa, com a equipe Carlin. Das 29 corridas, ganhou 7, mas acabou em 2º lugar, atrás do brasileiro Felipe Nasr, que também venceu 7 provas, mas teve melhores colocações. Ainda em 2011, Kevin disputou prova de Masters da F3, chegando em 14º, e o GP de Macau, no qual foi 19º.
Em 2012, foi promovido à Fórmula Renault 3.5, correndo ainda pela Carlin. Ganhou a corrida de domingo em Spa-Francorchamps; subiu ao pódio mais duas vezes e, com 106 pontos, ficou no 7º lugar.

Em 6 de novembro de 2012, depois de trabalhar no simulador, Kevin Magnussen sentou pela primeira vez no MP4-27, em Abu Dhabi, e, com volta de 1m42s651, foi o mais rápido nos três dias de testes parta jovens pilotos. A distância percorrida nos testes possibilitou que ele recebesse a Super Licença da FIA.

Em 2013, Kevin Magnussen viveu o seu ano de ouro. Pela equipe francesa DAMS (Driot-Arnoux Motorsport), venceu 5, das 17 corridas; fez 8 poles; 3 voltas mais rápidas; subiu 13 vezes ao pódio e, com 274 pontos, foi campeão da Word Séries, da que, como a GP2, é um degrau para a F1. Também em 2013, no dia 13 de julho, foi o mais rápido entre os jovens pilotos, em treino no circuito de Silverstone.

A performance de Magnussen despertou o interesse da Marussia, que,em outubro de 2013, cogitou de contratá-lo para substituir Charles Pic. O piloto, porém, não se comoveu com a possibilidade e decidiu esperar pela realização do seu sonho: correr pela McLaren. E teve razão. Em novembro, a equipe inglesa anunciou a contratação dele para o lugar do mexicano Sergio Perez, como o 3º piloto lançado pela equipe, em 20 anos. Os outros dois foram Lewis Hamilton, em 2007, e o pai de Kevin, Jan Magnussen, em 1995. O último antes desses foi Michael Andretti, em 1993. E de uma lista de 10, que inclui Jody Scheckter e Gilles Villeneuve, o que mais se destacou foi Alain Prost, que estreou em 1980, no GP da Argentina.

Martin Whitimarsch, chefe de equipe da McLaren, admitiu que a conquista do título da World Séries foi decisiva na decisão da equipe de contratá-lo: “O jeito como venceu foi realmente impressionante. Mostrou não apenas seu grande ritmo, como também exibiu maturidade e habilidade para estruturar e administrar uma campanha vitoriosa”. Jenson Button, que formará a dupla com Kevin, foi bastante receptivo: “Será o colega ideal. É muito rápido; tem muita experiência e muito capaz tecnicamente. Já foi campeão, que é algo que também ambiciono. Estou determinado a aprender o que mais possa com ele”.

E o ex-companheiro Antonio Felix da Costa foi mais enfático e tocou no ponto central da contratação, a renúncia da McLaren ao patrocínio levado por Sérgio Perez. Pelo twitter, o português declarou: “É uma alegria vê-lo juntar-se à F1. A Fórmula 1 foi justa, hoje; o talento sobrepôs-se ao dinheiro. Isto, agora, vai mostrar-lhes como o talento ainda é necessário. Força, mano!”. Nos bastidores, os que acompanham a F1, esperam que Kevin seja melhor, mais preparado, mais veloz e mais profissional que o pai. Jan Magnussen, que também foi catapultado à F1 depois de ganhar a Fórmula 3 inglesa em 1994, é lembrado por ser muito festeiro e sem preocupação com testes e preparação física.

Depois do anúncio da contratação, Kevin Magnussen revelou: “Tenho o sonho de correr pela McLaren desde que era criança e não exagero ao dizer que dediquei todos os dias da minha vida a alcançar o objetivo de ser piloto da Fórmula 1 e da McLaren.” Em entrevista pelo twitter, em dezembro de 2013, o dinamarquês disse que gostaria de repetir o feito de Lewis Hamilton, vice-campeão no ano de estreia. Disse não sentir pressão por suceder ao pai na McLaren e sim por correr por uma equipe de ponta, que espera grandes resultados. Falou também que estava ansioso por correr em Suzuka e por fazer uma ultrapassagem na Eau Rouge; que o seu carro favorito é o McLaren MP4/4, que venceu 15 de 16 corridas e, entre Senna e Prost, prefere Senna. E perguntado o que estaria fazendo, se não fosse piloto de corrida, brincou: “Estaria chorando!”.

Kevin Magnussen se destacou nos testes da pré-temporada no Bahrein e teve na Austrália uma estreia como nem ele sonhava. Depois de se classificar na 4ª posição do grid, cruzou a linha de chegada em 3º lugar, mas, com a desclassificação de Daniel Ricciardo, da Red Bull, ganhou o segundo lugar no pódio, atrás de Nico Rosberg, da Mercedes. Seu companheiro de equipe, Jenson Button, também subiu um posto, ficando e terceiro e, com isso, a McLaren assumiu a liderança do campeonato. Esse foi o primeiro pódio de um piloto dinamarquês na F1 e Magnussen confessou que nunca teria previsto esse início de carreira.

Esse bom resultado não foi, todavia, repetido ao longo da temporada. Nas 18 corridas seguintes, embora tenha pontuado em 12 delas, os melhores posições foram um 5º lugar na Rússia e os 7ºs lugares da Áustria e Inglaterra.

Na Malásia, Magnussen batei na traseira de Kimi Raikkonen, foi punido com parada de 5 segundos, mas ainda conseguiu salvar a 9ª colocação. No Bahrein, abandonou na 42ª volta, por quebra da suspensão. Na China, recebeu gestos de reprovação de Fernando Alonso, ao retardar a ultrapassagem do espanhol e, depois de largar da 15ª posição, terminou no 13º lugar. Na Espanha também saiu de trás, da 14ª posição e chegou em 12º. Ele só voltou a pontuar em Mônaco, com o 10º lugar, mesmo depois de, mais uma vez, ter-se enroscado com Kimi Raikkonen. No Canadá, apesar da degradação excessiva dos pneus, conseguiu manter bom ritmo e alcançar o 9º lugar. A boa fase continuou na Áustria, onde ele largou da 6ª posição e se segurou no 7º lugar, classificação que repetiu na corrida seguinte, na Inglaterra. Na Alemanha, foi de novo o 4º no grid, mas na largada chocou-se com Felipe Massa, tirando o brasileiro da corrida, e teve de forçar o ritmo para ainda terminar em 9º. Na Hungria, provocou um acidente na classificação, foi punido com a perda de posições e teve de largar dos boxes, chegando no 12º lugar. Na Bélgica, Magnussen terminou a corrida no 6º lugar, o melhor resultado desde a estreia na Austrália, mas não teve o que comemorar. Depois da corrida, foi punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo, por manobra irregular na penúltima volta e caiu para o 12º lugar. Na Itália, o piloto dinamarquês voltou a ter um bom desempenho na classificação, conquistando o 5º lugar no grid, mas, de novo, foi punido com um drive-through, por jogar Valtteri Bottas para fora da pista, e terminou no 10º lugar. Em Cingapura, Magnussen teve de receber cuidados médicos depois da corrida, por causa de queimaduras nas costas provocadas pelo aquecimento do carro, mas ainda assim garantiu um ponto, com o 10º lugar. No Japão, com problemas no volante caiu da 7ª posição no grid para o 14º lugar. Na Rússia, Magnussen perdeu 5 posições no grid, por causa da troca da caixa de câmbio no último treino livre, mas ainda assim conquistou o seu segundo melhor resultado na temporada, o 5º lugar. O 8º lugar nos Estados Unidos não foi considerado por Magnussen um “resultado fantástico”, devido às condições do carro e na opinião dele, não foi um fim de semana para ser lembrado pela equipe. No Brasil, Magnussen também teve uma corrida que considerou decepcionante, com muita degradação dos pneus. Por causa desse problema, foi ultrapassado por Nico Hulkenberg e por Fernando Alonso, a quem segurou por duas voltas, mas acabou tendo que ceder o 7º lugar. Em Abu Dhabi, largando da 9ª posição, Magnussen foi atingido por Adrian Sutil logo na primeira volta, teve o lado direito do seu carro muito danificado e os pneus comprometeram o forte ritmo do último stint, fazendo com que cruzasse a linha de chegada em 11º lugar.

Em resumo, o desempenho de Kevin Magnussen no campeonato foi o seguinte:

GP

Grid

Corrida

Pontos

Total

Austrália

18

18

Malásia

2

20

Bahrein

n/c

0

20

China

15º

13º

0

20

Espanha

14º

12º

0

20

Mônaco

10º

1

21

Canadá

12º

2

23

Áustria

6

29

Inglaterra

6

35

Alemanha

2

37

Hungria

10º

12º

0

37

Bélgica

12º

0

37

Itália

10º

1

38

Cingapura

10º

1

39

Japão

14º

0

39

Rússia

11º

10

49

Estados Unidos

4

53

Brasil

2

55

Abu Dhabi

11º

0

55

 Com os 55 pontos conquistados, Kevin Magnussen ocupou a 12ª colocação na classificação final dos pilotos, bem longe do companheiro Jenson Button, o 8º, com 126 pontos. Essa deve ter sido a principal razão para ele ser preterido pela McLaren na escolha do piloto a ser substituído por Fernando Alonso e rebaixado a piloto reserva da equipe.

Durante a temporada de 2015, Magnussen, que tinha sido rebaixado a piloto reserva, com a chegada de Fernando Alonso, fez apenas uma corrida. No GP do Bahrein, substituiu o espanhol, que tinha sofrido acidente na Austrália, e foi o 11º colocado.

Em 5 de outubro de 2015, ele recebeu um e-mail do assistente pessoal do presidente da McLaren, Ron Dennis, liberando-o da equipe, o que foi confirmado com anúncio tornado público no dia 16 de outubro. Depois de liberado pela equipe inglesa, Magnussen esteve em negociações com a Haas, antes desta se decidir por Romain Grosjean e Esteban Gutierrez, e também com a Manor. Ele ainda fez testes com um carro da Mercedes, do DTM, e da LMP 1, da Porsche, e até teria entrado em contato com a Bryan Herta Autosport, para correr na IndyCar. Todavia, em 3 de fevereiro de 2016, a Renault confirmou a informação de que Kevin Magnussen fora contratado para substituir Pastor Maldonado, que perdeu os financiamentos venezuelanos.

Na nova equipe, Magnussen não pode corresponder às expectativas, principalmente pelas circunstâncias enfrentadas pela Renault no seu retorno à F1. O RS 16, carro da fábrica francesa, não teve maior desenvolvimento do que o Lotus 2015, e não possibilitou resultados expressivos.  Suas melhores performances foram na Rússia, onde obteve o 7º lugar, e em Cingapura, 10º colocado. Nas demais corridas, esteve sempre acima do 12º lugar e terminou o campeonato no 16º lugar, com 7 pontos. Na verdade, em toda a temporada, além dos dois bons resultados, chamou a atenção pelos incidentes na Bélgica e na Malásia.

Em Spa, na 9ª volta do GP da Bélgica, ele rodou e bateu forte na saída da Eau Rouge, provocando bandeira vermelha por mais de 20 minutos, para reparos na barreira de proteção. Na Malásia, apenas 8 minutos depois de iniciado o primeiro treino livre, ele entrou na pit lane com o carro lançando fumaça e chamas, devido a um vazamento de combustível. Os mecânicos e bombeiros tiveram dificuldades para debelar o incêndio e o treino esteve interrompido por 15 minutos.

Dispensado pela Renault, que não aprovou a experiência com dois pilotos novatos, ele e Jolyon Palmer, em novembro de 2016, Magnussen assinou contrato com a Haas, para substituir Esteban Gutierrez, em 2017.  Com isso, ele será o primeiro piloto a correr com os 4 motores diferentes da era híbrida, iniciada em 2014.